4 em entretenimento no dia 06.11.2015

Filmes da Sil: Grace de Mônaco

Imagino que se vocês, assim como eu, esperavam alguma coisa de Grace Kelly, era saber um pouco mais da vida dessa mulher que, além de tudo, foi emblemática no mundo da moda. Infelizmente, isso não acontece no filme Grace de Mônaco, que já está nos cinemas. Então, resolvi fazer diferente e propor que vocês conheçam comigo um pouquinho mais de quem foi Grace Kelly.

Cartaz

Grace, nascida na Filadélfia no fim de 1929, era filha de um pai nadador e com aspirações políticas. Além de sobrinha de dois tios pertencentes ao mundo do show business, um que era ator de teatro estilo Vaudeville e outro um premiado escritor e diretor. Já no colégio aprendeu a dançar e começou a atuar, mas logo decidiu seguir a carreira de atriz , se mudando para Nova Iorque, onde entrou na famosa “The American Academy of Dramatic Arts”. Em seguida, Kelly começou no cinema. Sua carreira foi curta, seis anos, mas composta por filmes que são – como ela – clássicos até hoje: Janela Indiscreta, Disque M para Matar e Ladrão de Casaca, todos do grande mestre Alfred Hitchcock.

Mas vamos ao que interessa? Grace Kelly foi uma das mulheres mais elegantes que já existiu. E linda. E suave. E uma humanitária que fundou ONGs. E uma atriz com Oscar de Melhor Atriz que virou Princesa. Sério, quem não gostaria de ter um pouco desse je ne sais quoi? Grace inspirou vários artistas pop como Andy Warhol – estilo comum na época – e continua inspirando até hoje, já que lembro muito bem que alguns episódios de Gossip Girl citavam a princesa.

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A elegância e o estilo de Grace encantavam a todos. Aliás, seu vestido de noiva ainda é um dos mais copiados no mundo inteiro. Seu estilo serve de influência atualmente para estilistas como Tommy Hilfiger e Zac Posen. Kelly entrou para o Hall da Fama dos internacionalmente mais bem vestidos em 1960. A famosa bolsa Hermès que carrega seu nome virou símbolo de elegância e é uma das mais vendidas da marca até os dias atuais.

Grace faleceu em 1982 vítima de um derrame, dirigindo seu carro. Na carona, sua filha caçula Stéphanie ainda tentou retomar o controle do volante, mas não teve sucesso. Durante seu casamento, que durou pouco mais de 26 anos com o Príncipe Rainier III, Kelly teve ainda mais dois filhos, Caroline, atual Príncipe de Mônaco, e Albert.

Os vestidos maravilhosos, as jóias, tudo o que podemos ver hoje em museus que celebram a vida dessa mulher é uma das partes que acredito que muitas gostaríamos de ver recriadas no filme. Bem como a relação de Grace antes de virar Princesa, o seu casamento com o Príncipe de Mônaco, como ela influenciou o mundo com sua bondade e trabalhos de caridade. Afinal, para mim, ela foi a princesa que determinou o que era ser uma princesa.

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É óbvio que o filme mostra dois grandes momentos e vestidos da monarca interpretada por Nicole Kidman e que aparentemente sabia usar sapatilhas como ninguém, pois era mais alta que seu marido. Assim como figurinos lindos em Maria Callas, a famosa cantora de ópera que fazia parte de seu círculo social, mas a verdade – e decepção para mim – é que a história não é uma biografia de Grace. Talvez tente em alguns momentos mostrar uma transformação de atriz em princesa, mas acaba ficando uma versão “pobre” de Minha Querida Dama/ Pigmaleão . Também tenta ser um thriller político mas falha completamente inclusive em contar a verdade sobre a história. Dizem que os filhos de Grace tentaram corrigir o roteiro, mas o diretor não se interessou, falando que não era nem biógrafo, nem jornalista e nem historiador, mas sim um artista…

É uma pena, pois uma atriz, um ícone e uma mulher como Grace Kelly merecia mais do que um filme feito por um egocêntrico que não foi bem sucedido nem em contar a história de Mônaco, nem o Conto de Fadas de Grace ou em desconstruir os tais contos de fadas. E por mais que ela tenha sido uma mulher formidável, não eram os seus lindos olhos que quase causaram uma guerra entre a França e Mônaco. Triste, ver a vida dessa princesa que fez tanto pelas pessoas de verdade reduzida a um discurso confuso e que provavelmente nem existiu de verdade. A princesa merecia mais.

Beijos!

Sil

PS da Carla: Eu amo a Nicole Kidman e só vi o trailer do filme, mas só eu fiquei com a impressão que ela não era a melhor atriz para interpretar Grace Kelly?

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4 Comentários

  • RESPONDER
    Paula
    06.11.2015 às 16:14

    Ainda não vi o filme, e apesar de adorar a Nicole Kidman, acho que a Rosamund Pike ficaria melhor no papel. Pelo menos no quesito semelhança física, ela sai na frente.

    • RESPONDER
      Sil
      02.12.2015 às 16:28

      E mais jovem também, sem querer fazer nenhum comentário maldoso. Mas a quantidade de maquiagem que colocaram na Nicole ficou ridícula, sério! Tem uma cena, Paula, que eu só queria limpar o corretivo dela!

      Beijos!!!!!

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    Juliana Gaspar
    06.11.2015 às 17:04

    Ai ai, Grace! Esse trailer deu uma desapontada, sim. Li a biografia e acho que merecia algo mais real mesmo e menos egocêntrico – concordo em gênero, número e grau. Se não fosse para retratar a realidade, que fosse retratado apenas o lado glamuroso para ser um filme de menininhas mesmo, mas pelo visto nem isso. Amei a resenha.

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      Sil
      02.12.2015 às 16:32

      Obrigada Juliana! Foi complicado escrever pois acho que julgar um filme assim só com informação. Eu pesquisei bastante a situação toda do filme e aí sim me senti a vontade para escrever que sobre essa questão do egocêntrico.

      Ainda não li a biografia dela, está na minha lista mas eu ando atrasada nas leituras (vergonha). Mas bom saber que também não é tudo isso.

      Beijos!

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