9 em Comportamento/ Reflexões no dia 21.05.2015

A busca pela igualdade dos sexos: uma celebração como nenhuma outra!

Não é de hoje que a gente vem conversando sobre a importância de homens e mulheres terem os mesmos direitos reconhecidos no trabalho, nas suas famílias, em casa ou em qualquer lugar. Respeitando as questões biológicas,nós acreditamos que todos têm o mesmo direito ao sucesso, ao reconhecimento e também, por que não, aos salários.

Nos últimos tempos, as mulheres vêm ganhando mais força e falando mais e mais sobre essa igualdade. Nessa hora os mais diferentes assuntos começam a aparecer e com eles as críticas também.

Se você acha que essa coisa do homem ganhar mais do que a mulher para desempenhar o mesmo cargo é algo que só acontece no seu trabalho, na sua cidade ou mesmo no Brasil, você se engana. Mulheres super poderosas da mídia americana também sentem isso e por isso resolveram levantar uma crítica muito interessante.

Patricia Arquette fez um discurso muito especial na cerimônia do Oscar:

Se você é ansiosa vale ouvir do 57s em seguinte.

Eu confesso que fiquei arrepiada com essa cena. Patricia é uma profissional reconhecida, tem sucesso, carreira promissora e com certeza ganha bem por isso. Só que mesmo as mulheres de muito sucesso encontram em algum momento da vida questões onde ser mulher pode significar algo diferente de ser homem.

Foi nesse clima que algumas estrelas de Hollywood fizeram um vídeo que me fez pensar em algo que nunca tinha antes me ocorrido: até na dramaturgia homens e mulheres são vistos de forma diferente. Essa ficha não tinha caído para mim…

Não consegui o vídeo com legenda em português, mas dá para ativar a legenda em inglês!

Esse foi um dos melhores vídeos que eu assisti esse ano. As atrizes Tina Fey, Julia Louis-Dreyfus, Patricia Arquette e Amy Schumer pegaram seu humor, sua sabedoria e talento e deram vida a essa crítica cheia de humor nesse vídeo que se chama “The Last Fuckable Years”

É uma crítica super interessante sobre o momento em que as mulheres maduras deixam de ser vistas como mulheres sensuais, como se elas atingissem uma certa idade que magicamente fez com que elas não fossem mais adequadas para escalar uma mulher que é desejada na trama.

Então, no vídeo, é celebrado o último dia em que Julia Louis-Dreyfus é vista como uma mulher “comível”. A partir dali ela deixaria de ser par romântico de alguém e passaria a ser a mãe de uma pessoa que provavelmente não teria idade para ser filha ou filho dela.

Isso aconteceu no Brasil de forma muito questionada na novela Em Família, mas na verdade acontece o tempo todo. No vídeo, eles dão um exemplo genial: Sally Field fez par romântico com Tom Hanks em Palco de Ilusões em 88, já em 94 ela se transformou na mãe do mesmo ator em “Forest Gump”. Esse é o exemplo clássico, mas com muita ironia elas dão vários exemplos desse “fenômeno” que paira sob as estrelas de Hollywood.

E o pior? Fica claro que os homens nunca têm esse dia. Eles não deixam de ser par romântico para virar pais de alguém, fadados exclusivamente a esse destino.

Acho que o mais importante dessa crítica não é nos tornarmos radicais, chiitas ou nada disso. O relevante, no meu ponto de vista, é percebermos quantas coisas estão impostas nessa cultura sexista e a gente nem vê.

Se eu nunca tinha notado esse fato no cinema americano posso não ter notado diferenças de tratamento na minha vida, na minha rotina ou mesmo na minha casa.

Não precisamos nos tornar militantes políticas, mas acho que é fundamental aprendermos a combater o sexismo velado dia após dia, conversa após conversa. Seja entre amigas, familiares e companheiros. Se todo mundo lutar um pouquinho para uma sociedade mais igualitária, acredito que vamos chegar lá, mas para isso é preciso conseguir ver nas entrelinhas.

Uma celebração como nenhuma outra não é mesmo?

Uma celebração como nenhuma outra não é mesmo?

Quando vejo vídeos assim e/ou discursos como o #heforshe de Emma Watson me lembro de que não podemos parar de falar sobre esse assunto.

Beijos

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9 Comentários

  • RESPONDER
    gil
    21.05.2015 às 10:15

    oi jô, nunca serei feminista e olha que vivo no interior de pernambuco e aqui os homens são descaradamente os que mandam em casa e eles teem uma posição definida: a mulher não é capaz de realizar tudo que um homem faz e mesmo assim não me importo, acho que temos muito mais coisas para nos preocuparmos, em relação ao mundo as mulheres são poderosas e já venceram muito vamos agora pensarmos em uma forma de tirar pessoas da miséria, crianças que morrem com a falta de comida, mulheres que são violentadas, pena que quem esta no poder só pensa em ter mais e mais para si, ganancia, dinheiro, foi isso que essa atriz me passou no discursso do oscar, dinheiros iguais e nao direitos iguais
    jô, me visite também:
    http://www.gilvaniaevans.com

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    Gabriela
    21.05.2015 às 11:31

    Que vídeo genial, adoro elas e essa reflexão é muito importante. http://www.alemdolookdodia.com

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    Roberta
    21.05.2015 às 11:47

    Texto maravilhoso, vídeo maravilhoso. Não tenho nem palavras para expressar o quanto eu concordo! Amei, meninas! Estão de parabéns pelos temas tratados aqui! Beijos

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    Heloisa Carvalho
    21.05.2015 às 14:34

    O vídeo do “The Last Fuckable Years” foi ótimo! Já tinha pensado nisso, os homens continuam sendo galãs por muito mais tempo do que as mulheres…
    Muitas mulheres não se identificam como feministas porque tem uma visão deturpada do que é ser feminista, assim como muitos homens também reprovam a causa sem entender que eles não tem nada a perder com o feminismo. Acho importante discutir o assunto, afinal, só assim atingiremos cada vez mais pessoas. Já deu isso de achar que a gente não pode isso ou aquilo porque é mulher, né? Afinal, essas determinações não tem fundamentação… Nunca esquecerei dos olhares que eu recebia na escola de música porque eu escolhi um instrumento “de menino” (trompete). E menina não pode estudar metais por que? Eu tenho boca, dedos, pulmões… Em 25 anos de história da escola fui a primeira a escolher esse instrumento – simplesmente porque eu não tinha contato nenhum com música antes e não sabia que tinha isso de “meninas estudam palhetas e meninos estudam o que quiser”. Eu escolhi o instrumento que mais gostei e pronto! E o melhor: depois de mim vieram muitas outras, porque não havia mais essa limitação.
    P.S.: Desculpa o textão ;P

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      Roberta
      22.05.2015 às 10:02

      Adorei!

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    Martina
    21.05.2015 às 14:41

    Oi Jô, superconcordei com tudo o que tu disse. Acho que nós mulheres temos sim que exigir nossos direitos, e devemos ser tratadas sim como o sexo oposto. Ninguém é melhor do que ninguém!
    Enfim, achei esse site aqui essa semana e queria vir aqui compartilhar contigo! http://www.dressit.com.br
    Dá uma olhadinha e vê o que tu acha!
    Beijos :*

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    Camila Salgueiro
    21.05.2015 às 18:17

    Amei o vídeo! Adoro elas.
    Temos muito o que evoluir nos nossos direitos e temos que conversar e discutir muito sobre isso!

    Parabéns por levantar (novamente) esse tipo de questão!

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    Denise
    22.05.2015 às 7:21

    Jô,
    Parabéns por sempre criar esse espaço pra refletir e questionar. Adoro essas discussões aqui no blog.
    P.S: “chiita” é com “x”

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    Fernanda
    23.05.2015 às 10:10

    Quantas vezes ouvi que o homem não envelhece.. Ele fica mais charmoso! Que o cabelo branco ajuda pra isso muitas vezes… Em contra partida já ouvi que cabelo branco em mulher é descuido. É uma forma explícita de dizer que não se cuida, que mostra a velhice descarada. Sim, qual o problema de envelhecer?! Pra algumas pessoas parece um fardo.. Um fim! É um fim, mas também é um começo de uma fase que eu acredito ser melhor! A maioria das mulheres já não vivem tanta a ansiedade, já tem uma estabilidade( emocional inclusive) e aprendeu a se aceitar .. Eu não quero o lugar de um homem! Eu quero o lugar de uma pessoa.. Que isso não seja medido pelo gênero né?!? Texto incrível meninas… Fazem a gente pensar além ..

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