7 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 19.05.2014

Deu o que falar…

1- Confundir para encantar

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A primeira vez que paramos para ver e ouvir a tal Conchita Wurst que todo mundo estava falando, foi neste post do Starving. Um pouco antes disso, a gente já tinha cruzado com algumas notícias aleatórias que já nos preparavam para o que estava por vir. Cheia de fãs, vídeos, tutoriais e presença na internet, o que deixa todo mundo embasbacado, sem dúvida, é seu talento musical. No entanto, seu visual é o principal responsável pela curiosidade que gerou em torno da personagem criada por Thomas Neuwirth.

O corpo, o cabelo e os looks de mulher se opõem à barba (muito bem cuidada diga-se de passagem) do homem e cria uma dualidade que obviamente causa um estranhamento inicial. A personagem da “mulher de barba” foi a forma como o músico Thomas resolveu se inscrever no Festival Eurovision (um dos mais famosos da Europa)/ Conchita representou a Austria na competição, levou o primeiro lugar e ainda foi boicotada pela Russia, que baniu o programa do país!

A primeira pergunta que surgiu foi: “com essa voz tão linda, por que chamar a atenção por causa da barba”? Não sabemos se essa foi a primeira reação de todas aqui, mas até certo momento a gente achava que a barba estava eclipsando o talento e não entendíamos o motivo da escolha desse visual tão dividido. Depois, vendo algumas entrevistas, acabamos entendendo o lado de Conchita, de querer chocar para causar uma discussão sobre gênero, tolerância e preconceito. Não sabemos se a prática é tão efetiva quanto a teoria, mas já admiramos seu papel na causa da luta contra as diferenças em pleno 2014.

2- Segregação do luxo contra o fast fashion?

Nesta matéria da Veja Rio algumas pessoas afirmam que a Forever 21 acabou com o sossego do Village Mall, shopping repleto de marcas internacionais de diferentes segmentos, como Apple, Cartier, Tiffany, Zara Home, Burberry, Prada, Gucci e outras. Para nós, mais do que um projeto de shopping de luxo, o Village é um lugar que reúne restaurantes gostosos, marcas de fora e tranquilidade (antes e depois da chegada da Forever 21).

Ou seja, no olhar do futi, esse assunto mais parece coisa de gente que quer chamar atenção do que uma realidade paradoxal no shopping. Nunca vimos o shopping sem vaga, cheio ou confuso, mas já presenciamos, sim, a Forever 21 em tais condições. Com alguma frequência até, mas o máximo que nos “atinge” é avistar tal fila na porta da loja, nada além disso. Só encara o perrengue quem quer!

A verdade é que o shopping nunca foi dos mais cheios, antes da abertura dos restaurantes (como CT, Pobre Juan, Naga e afins), ele andava mais para vazio/estranho do que para vazio/selecionado. E onde já se viu shopping que não tenha uma parte mais acessível? Todo shopping tem isso, caso contrário a conta não fecha! Dos estabelecimentos nacionais aos internacionais, todos que conseguimos lembrar têm uma parte para fast fashion, por que aqui seria diferente? Porque meia dúzia de senhoras acham que a paz acabou?? Eu hein…

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Para as pessoas curiosas que não são cariocas, não, o Village não virou uma rodoviária. Ele só ganhou mais vida.

3 – Falando em F21….

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Já que estamos falando de Forever 21 e o incômodo que ela vem causando, essa semana a marca conseguiu causar mais um incômodo que, de certa forma, nos deixou surpresas. Vamos explicar.

Saiu uma notícia que a Forever 21 lançou na California a F21 Red, uma versão (se é que é possível), ainda mais barata da rede. Camisetas básicas por 2 dólares, jeans por U$7,80, é o tipo de preço que em um primeiro momento, enche os olhos de quem adora um achado.

Ficamos surpresas porque, pela primeira vez, vimos muita gente não se empolgando tanto com a notícia, e sim questionando como é possível chegar nesses valores sem trabalho escravo ou outras práticas condenáveis desse mercado. Por causa dessa situação, abriu um questionamento bem importante de se fazer: qual é o limite do barato?

Muita gente acha que a F21 Red é uma ponta de estoque, feita para desovar peças de coleções antigas que não venderam, e é bem provável que seja isso mesmo!  Como toda vez que vimos valores parecidos com esses na Forever, foi sempre naquele estágio da liquidação em que garimpar já não adianta muito, a gente acha que não tem muitos motivos para fogos de artifício!

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7 Comentários

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    Silvia
    19.05.2014 às 21:28

    F21 Red? Mais exploração de pessoas, tecidos de qualidade inferior, não incentivo a uma equipe de criação/desenvolvimento de coleção, e por aí vai. Eu aprendi que algumas marcas chegam a colocar 400% ou mais no valor de uma peça só por causa da marca, e não só aprendi na faculdade como tive dois anos de matéria sobre o assunto e até aprendi o valor e como calcular o preço real e o preço final da peça. Se você ainda investir em lojas que tenham localização mais barata e uma equipe de vendas que tenha um salário menor, você explica parte disso. Outra que ouvi por aí é que a Forever não vai aguentar muito tempo manter o preço atual, portanto essa seria uma jogada inteligente de criar uma segunda marca mais barata e assim poder reajustar o valor da original… Além disso é uma forma brilhante de competir com o Ali e outras lojas online que tem preços absurdamente mais baratos. O que vai ser e acontecer de verdade, teremos que esperar para ver…

    Beijos!
    PS: To indo ver a materia da Forever e depois volto

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    Silvia
    19.05.2014 às 22:18

    “Hã, honey” – como diria a Kim K naquela musica que já esteve no DQF – é o que eu tenho a dizer sobre toda essa baboseira do Village e Forever. Para começar, as tais senhoras que estão incomodadas, tb deixam lixo no chão, banheiro sujo, são muitas vezes grosseiras com funcionários, eu já cansei de ver essa mulherada sair do banheiro sem lavar a mão! Aliás APESAR de ver elas não se importando se tem lixo ou não, devo admitir que o banheiro do Village é um dos mais limpos e que as funcionárias são SEMPRE atenciosas. E vou mais longe já CANSEI de entrar em loja de luxo, que é bem longe do meu poder de compra atual, e ser SUPER bem tratada. Mais de uma vez, mesmo eu falando que não ia comprar, que estava olhando, já tive vendedor me dando tour e mostrando a coleção nova que acabou de chegar na loja. Então que me perdoe essa mulherada que está reclamando, mas o diferencial do shopping, para mim, não são só as lojas – algumas tem no Leblon e não tem o mesmo atendimento – mas sim, as pessoas que trabalham lá.

    Em segundo, já que eu já “enfiei o pé na porta” mesmo: alguém acha que o Village é lugar para uma Apple Store? Pq eu não acho e até onde sei, não era para ser. A loja iria abrir no Rio Sul mas por problemas logísticos abriu no Village. Continuando, apesar de ter lojas caras, o Village tem lojas tipo a Phebo, a Loungerie, a Zara Home (que tem objetos para diversos bolsos), aquela de brinquedo que esqueci o nome, Saraiva, entre outras que estão presentes em diversos shoppings e não são público AAA como Cartier. Então o Village é um shopping de luxo? É, mas não é só para esse público. E por último, me pergunto tb pq colocar a GoT Expo lá no Village. Não tem nada a ver com o shopping! E aliás, inicialmente qdo ela foi anunciada, seria no Barra Shopping, pq a mudança? E se reclamaram das filas da F21, minha amiga ficou mais de 4h, apesar do ingresso com horário marcado, esperando para entrar na GoT Expo… Engraçado que disso eu não vi NENHUMA “madame” reclamando…

    É uma pena que um shopping tão bom, tenha péssimas representantes… E é triste o que essas mulheres falam. Por ultimo como boa “pisciana com ascendente em escorpião” que sou (referencia a musica Faroeste Caboclo), vi uns tapumes no Village outro dia e fiquei torcendo para que abrissem uma Marisa, uma Casa e Vídeo, uma Leader, acho que deu para entender o espírito… ;)

    Não posso terminar meu tratado sem dizer que a) nerd que é nerd não consome Apple, são os Apples Geeks que frequentam a loja, b) quero saber como assistentes sociais e tradutoras ganham TÃO bem a ponto de só comprarem sacolas grifadas, c) É Tiffany’s e não Tiffanys e d) comentário do Erick “que desinformante isso” para o conceito de Fast Fashion que usaram na reportagem….

    Beijos!

    • RESPONDER
      Silvia
      19.05.2014 às 22:57

      Me corrigindo é Tiffany & CO! O filme é que é Tiffany’s!

      Bjs

    • RESPONDER
      Carla
      20.05.2014 às 10:40

      Ai, Silvia, amo seus comentários! rs
      Falando sobre essas lojas, é IMPOSSÍVEL qualquer shopping de luxo abrir apenas com marcas caras. O Cidade Jardim tentou isso assim que abriu, e o shopping vivia às moscas. Só tinha Zara e Leeloo eu acho. A Leeloo, tadinha, não demorou para fechar as portas, mas em compensação veio a 284, a Siberian, Santa Lolla, Richards, Zara Home e vai abrir em breve a Sephora. Mesmo assim, o número de lojas mais “em conta” é muito menor se comparado às lojas mais caras, eu pelo menos acho dificílimo comprar presentes no Cidade Jardim (e isso me deixa p. da vida, já que eu vivo lá por causa da academia), porque falta opção. E algo muito curioso acontece no Cid. Jardim que eu não sei se acontece no Village: as lojas VIVEM mudando de lugar. Toda hora uma loja some para reaparecer em outro canto, e não to falando das lojas mais baratas, H.Stern, Salvatore Ferragamo, Carlos Miele, Chanel, todas abrem em um ponto e vão se deslocando.

      Resumindo, eu achei essa matéria de uma idiotice sem tamanho. Quer exclusividade? Viaja e vai na Rodeo Drive, na Madison, na Av. Montaigne e não venha encher o saco. rs

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      Silvia
      20.05.2014 às 23:46

      AMEI!!!! Concordo com tudo que você disse Ca!!!

      Olha querem saber o que é shopping cheio? Sugiro uma voltinha no
      Norte Shopping na época de Natal! Não tenho nada contra aquele shopping mas ele é um dos mais cheios que já vi! E qto ao estacionamento cheio, meu pai que não é cliente padrão Village, qdo não quer procurar vaga para no estacionamento, para no VIP – e isso que ele poderia parar no Idoso já. Pq essa mulherada que é tão exclusiva não larga o carro no Vallet ou deixa o motorista procurando vaga?

      Essa matéria só me mostra o quanto tem gente exibida no mundo, falam qq bobagem só para estarem na Revista exibindo suas bolsas de marca como se fossem selo de superioridade…

      Beijos!

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    Gabriela
    20.05.2014 às 8:24

    Acho que mesmo que lentamente o ser-humano tem se tornado mais crítico e consciente em relação ao consumo. “Até onde o barato é aceitável?” e “eu realmente preciso disso?” são alguns questionamentos que eu tenho feito a mim mesma e tenho mudado muito minha política de compras graças a Deus.

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    Marina
    20.05.2014 às 15:21

    Achei o posicionamento das madames que frequentam esse shopping bem idiota. Segregação social é ridículo e ainda mais ridículo é ver uma assistente social defendendo esse tipo de idéia. Lamentável…

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