17 em Comportamento/ Reflexões no dia 29.08.2013

Sobre o desapego e a lei do retorno

A ideia de fazer esse post começou com uma conversa que estávamos tendo sobre o Louboutin que eu usei no post de ontem. Como muitas vezes só sabemos o que a outra posta quando já está no ar, acabamos conversando sobre o sapato e o bate papo enveredou para um lado meio místico, meio cabeça, que achamos que valia a pena compartilhar aqui! Até porque não sabíamos que pensávamos exatamente da mesma forma sobre esse assunto.

Pra quem não sabe, a história do sapato é fofa. Ele foi um presente de uma tia muito querida, que não é de sangue mas me conhece desde a barriga da minha mãe, de quem ela é muito amiga. Em uma das suas viagens ela comprou esse modelo que, na hora, pareceu ótimo, mas na prática ficou alto demais para ela. Para não deixá-lo encostado e sem uso, ela queria dar para alguém que fosse aproveitar e pensou em mim. Minha mãe disse que achava que eu ia ficar feliz da vida e acertou em cheio! Além do presentaço, amei mais ainda o carinho!

Daí entra a parte da teoria das compensações. Desde pequenas, nós nos acostumamos a dar nossas roupas que estão sem uso. No último ano fizemos mais ou menos umas 10 limpas no armário, cada uma. Na prática, quase tudo que não era roupa de festa ou de inverno e estava há mais de um ano sem usar foi para um novo dono.

frase-anne-frank

Não costumamos vender nada. Independente de estar novo, ser de marca famosa ou coisas do tipo, preferimos passar tudo para frente e acreditamos que isso volta de diferentes formas. Ao mesmo tempo, não achamos que isso funcione pra quem já faz esperando algo em troca.  Se a intenção é pura, não envolve vaidade, o mundo te manda aquela intenção de volta. 

Acreditamos que na vida, temos espaço limitado para tudo, então, muitas vezes uma coisa tem que sair para outra entrar. Quando tiramos coisas antigas, abrimos caminho para as novidades.

Se você faz sua limpa de coração, pensando que seu item vai alegrar alguém ao invés de ficar encostado, pode apostar, isso volta para você.

Foi exatamente isso que eu, Jô, senti quando minha mãe me contou que eu ia ganhar o sapato de presente. Uma coisa que eu queria, de uma marca que eu desejava, mas não estava na lista de prioridades de investimento agora. Na mesma hora que soube senti que estava certa em seguir meu coração, em não ligar para todas as vezes em que fui questionada por não vender algo novo e/ou de marca e acabei dando coisas legais para pessoas que gostaram. Nesse caso, ganhei uma coisa completamente inesperada, de uma forma surpreendente. Tem coisa melhor do que isso? Vale muito mais do que o preço do sapato.

Apesar do exemplo ser algo material, nem precisamos falar nas mil coisas intangíveis que recebemos de volta. As vezes é um obrigada especial, as vezes um abraço e outras uma surpresa.

FRASE-JIM-ROHN

Ninguém é perfeito, nem mesmo bom o tempo todo, mas achamos que quando encontramos formas de ajudar os outros, encontramos também formas de felicidade que o dinheiro não compra. A gente recebe da vida tudo o que faz com ela e sim, as intenções com que fazemos as coisas também contam.

Seria vaidoso da nossa parte pensar em escrever esse texto para dizer “olha como a gente é boazinha”. Mas achamos importante abordar a importância do desapego, que faz o outro feliz, faz a energia circular e nos desliga um pouco do apego material, pelo menos de algo que não aproveitamos tanto. Também achamos legal tocar no assunto para dar uma forcinha em quem tem medo de “perder” as coisas. Uma leitora comentou muito bem esses dias, “tudo que a gente perde a gente pode achar”, então, pode apostar, a lei do retorno sempre dá o seu jeitinho de compensar as coisas.

Gostou? Você pode gostar também desses!

17 Comentários

  • RESPONDER
    Ilana
    29.08.2013 às 20:15

    Concordo demais! A gente tem que praticar o desapego e ajudar o próximo sempre, mas nunca para se vangloriar nem para se achar superior aos outros. Tem que fazer o bem de coração, por fazer mesmo, sem esperar nem um “obrigado” de volta. Pq no final das contas a vida se encarrega de nos proporcionar muitas coisas boas!

  • RESPONDER
    Babi
    29.08.2013 às 20:39

    Por isso que adoro esse blog.

    É o que eu tento seguir todo dia sabe, ser melhor cada dia um pouquinho mais, ser mais desapegada, e principalmente, desapegar da vaidade.
    Ótimo texto :)

    • RESPONDER
      Joana
      30.08.2013 às 0:42

      <3 <3
      Amo coisas, adoro comprar, adoro minhas bolsas, mas nunca deixo esses sentimentos se misturarem com quem eu sou. Entendo que tudo tem um ciclo, o que caiu de lado aqui, pode fazer alguém mais mais feliz.

      Não desapego de me cuidar não, mas a felicidade completa não está no que parecemos ser por fora, mas no que somos de verdade né? Lá dentro, sem nenhum artificio de vaidade.

      Beijão

      Joana

    • RESPONDER
      Babi
      04.09.2013 às 21:21

      Oooi, quando eu disse me desapegar da vaidade, quis dizer da vaidade no sentido de que as pessoas gostam muito de serem elogiadas, principalmente quando fazem uma boa ação, já esperam algum retorno, e meio que receber elogia vicia, envaidece. E é nesse sentido que eu procuro me policiar, , entao eu tento todo dia melhorar um pouquinho mais.

      Mas a vaidade no sentido de me cuidar não, isso não consigo me desapegar, hahahahah.

  • RESPONDER
    Silvia
    29.08.2013 às 22:49

    Qdo eu era criança minha mãe me “ensinou” que ao ganhar uma boneca nova, eu poderia fazer uma criança pobre feliz dando uma boneca velha minha. E ela me levava algumas vezes para eu dar a boneca para uma criança na rua que eu escolhesse. Me lembro especialmente de uma alí no Flamengo, a menina ficou tão feliz de ganhar a boneca que só de pensar eu me emociono de novo.

    Depois qdo me mudei – com uns 20 anos – eu decidi dar a maioria dos meus brinquedos que estavam guardados, minha mãe perguntou pq dado q eu guardava para uma futura filha e eu disse q não sabia se teria uma filha e muito menos se ela iria querer brincar com meus brinquedos, mas eu podia fazer algumas crianças aproveitarem eles ainda. Guardei aqueles que foram mais especiais para mim e o resto foi para a Casa Ronald McDonald.

    E hoje a gente doa ou distribui pela familia aquilo que não usamos mais. Tb nunca fui “pobre orgulhosa” e me incomodei em receber algo usado – como o Loubie – por alguém antes. A única coisa que eu costumo vender é livro para sebo, especialmente os de não ficção. O resto é sempre “passado adiante” e nunca esperei nenhum retorno. E qdo perco algo eu acredito q as vezes foi melhor perder um brinco do q algo de ruim aconteça comigo (mas eu sempre torço q quem ache aproveite muito). Até a ideia de jogar comida fora é algo que me incomoda muito pq odeio desperdício.

    Beijos meninas!

    • RESPONDER
      Joana
      30.08.2013 às 0:46

      Olha, COMO SEMPRE, amei seu comentário.
      Então, eu penso igual com tudo!
      Acho que vender livros é legal para permitir que aqueles que os procuram os achem. Amo isso, amo sebos.
      Quanto a perder as coisas, eu tenho ficado cada dia mais desligada, me incomodando menos, mas sempre esqueço de desejar que quem ache seja feliz com a peça. Perdi meu óculos coringa da Prada (dos mais preferidos da vida) na volta de Londres e fiquei triste. Depois que vi que não estava mais entre as nossas coisas desapeguei e pensei que novas coisas virão, mas esqueci de desejar que ele pare na mão de alguém que o aproveite. Obrigada por me lembrar dessa lição!!! <3
      Bjos bjos

    • RESPONDER
      Carla
      30.08.2013 às 8:35

      Silvia, minha mãe também me ensinou isso (não cheguei a escolher a criança, mas tudo sempre ia para um orfanato que ajudávamos na época) e acho que isso se refletiu nos dias de hoje. Comprei/ganhei algo novo? Algo antigo sai sempre! Já faço sem pensar.

      Infelizmente ainda não sou um ser tão evoluído que torce para que a pessoa ache o que eu perdi. Outro dia mesmo, perdi um cardigã que eu amava de paixão, no meio de uma rua lotada. Ele soltou da bolsa e só fui me dar conta quando cheguei onde eu tinha que estar. Voltei, andei a rua toda de novo (e olha que ela é gigante!) e nada. Por mais que eu saiba que pode acontecer de ninguém ter visto na hora que caiu, minha cabeça não me deixou desejar nada para a pessoa que pegou. Mas sei que isso é uma coisa que preciso melhorar e que bom que eu já sei onde eu posso melhorar, né?
      Bjsss

    • RESPONDER
      Mariana Borges
      30.08.2013 às 12:55

      Silvia, mas que ideia MARA a da sua mãe! No mundo de hoje, isso é um exemplo a ser seguido. Obrigada por compartilhar isso! =*

  • RESPONDER
    Gleisy
    30.08.2013 às 9:01

    Ótimo texto para ler pela manhã!
    Já na casa da minha mãe sempre tinha as limpezas dos guardas-roupas,
    e ela mandava pra uma senhora que levava para seus familiares no interior.
    E até hoje mesmo casada faço isso.
    Me faz bem saber que ajudei alguém (e que ao invés pensar que deixei a roupa morfando ou joguei no lixo).
    É gratificante!

    Beijos meninas!

  • RESPONDER
    Fernanda
    30.08.2013 às 11:25

    Puxa meninas, que coisa linda! MUITO BACANA!!

    Eu costumo dar minhas coisas, principalmente para os meus familiares, que sempre ficam muito contentes, pq eles moram numa cidade pequena do nordeste e lá não tem tanta variedade. Essa semana, não sei o que me deu, mas acabei levando umas mudinhas de roupas pra um desses “garimpos fashions” da vida…. Sério, o valor é tao pequeno….Fora o fato de que a roupa pode não ser vendia e continuar sem uso…

    Realmente, o que vcs falaram faz todo sentido!!! Fazer alguém feliz NÃO TEM PREÇO!!!

    Adorei! Casou muito comigo!!! Beijo! Beijo!

    cariocascompulsivas.blogspot.com.br

  • RESPONDER
    Dani Mello
    02.09.2013 às 21:20

    Ótimo post Jô… foi exatamente isso que fiquei refletindo quando li essas duas frases no Pinterest. Sempre me desapeguei sem querer nada em troca, acho esse movimento de ajudar ao próximo muito importante para a formação do nosso eu e da maneira que a gente enxerga a vida.

    Bjs

    • RESPONDER
      Joana
      03.09.2013 às 3:51

      <3 <3
      Você é sempre linda! Concordo!

  • RESPONDER
    Letícia
    02.09.2013 às 22:19

    Sempre que vejo alguém falando sobre desapego lembro dessa parte do Scar Tissue, a biografia do Anthony Kiedis (vocalista do Red Hot Chili Peppers), em que ele conta sobre estar na casa de uma amiga e gostar no armário dela de uma jaqueta de couro. Era a jaqueta favorita dela, mas ele gostou tanto que ela insistiu que ele ficasse com ela. Ele disse que não poderia aceitar, e ela disse pra ele que não tinha mais jeito: não adianta a gente querer ficar segurando as coisas, elas têm um flow, um fluxo próprio que elas precisam seguir. Toda coisa que vai abre espaço pra uma coisa nova que vem, e eu acredito muito que não adianta nada segurar a energia das coisas só porque temos tanto apego. No fundo a matemática das coisas sempre se equilibra quando a gente foca em energias boas.

    • RESPONDER
      Joana
      03.09.2013 às 3:50

      Ameiiii!
      Super acho que as coisas tem um fluxo próprio! :)

  • RESPONDER
    Thaysiane Capaverde
    03.09.2013 às 14:16

    Oii meninas, deixei um recadinho pra vocês no face! Me respondam?? Obrigadaaaa, beijão

  • RESPONDER
    Anne Raysa
    03.09.2013 às 16:46

    Oi meninas,

    Amei o post e super acredito em tudo isso. Em casa sempre doamos aquilo que não usamos mais para parentes e vizinhos que sabemos que darão utilidade. Hoje ajudamos uma ONG que distribui marmitas toda semana para os moradores de rua do centro de Curitiba, e junto com as marmitas doamos roupas, cobertores (aqui faz frio demais à noite), calçados, meias… e, por ver na prática a real necessidade deles, procuramos não nos apegar às coisas materiais!

  • Deixe uma resposta