36 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 29.07.2013

Deu o que falar…

1 – Até tu?

132071502infográfico da Folha de S.Paulo, que explica direitinho a situação.

Se nós achávamos que a história do trabalho escravo de bolivianos para indústrias de fast fashion já estava encerrada, hoje ficamos sabendo que não é bem assim que a banda toca.

Descobriram que a Restoque, dona de grifes de luxo como Bo.Bô, John John e Le Lis Blanc trabalhava com confecções que repassavam a produção para oficinas que submetiam seus trabalhadores estrangeiros ilegais à rotinas exaustivas e pagamento irrisório. Rolou até um caso em que o funcionário ganhou 2,50 para costurar uma calça que foi vendida por R$ 379,50.

A gente sabe que é normal o custo de costura de uma peça não ser muito alto. Infelizmente, muitas facções de costura quebraram no Rio de Janeiro devido à falta de pagamento das marcas e da necessidade de diminuir o custo das peças, para no fim de tudo, o produto ter um preço que seja vendável.

A falta de profissionalização do mercado de moda se une aos altos tributos que a indústria tem que pagar. O custo dos funcionários se torna mais um agravante, sem falar nos demais custos variáveis que uma marca de moda enfrenta hoje. Um mercado que sem apoio do governo, tem tido muita dificuldade em sobreviver.

Aqui vale comentarmos que a galera que compra boa parte das suas roupas no exterior também ajuda a fazer a engrenagem parar de girar. Não que os consumidores sejam culpados (até porque nós também compramos fora!), mas com a falta de apoio do nosso país, fica complicado priorizar os nossos produtos.

No meio desse furacão, a gente se impressionou muito com isso ter acontecido envolvendo o grupo da Le Lis Blanc, marca que nós duas amamos. Pra nós, no mercado de fast fashion poderia fazer ALGUM sentido essa busca incessante por fornecedores com os preços mais baixos do mercado, mas no universo do luxo isso nos assusta.

Na verdade, mais nos preocupa do que assusta. Se as marcas que estão conseguindo sobreviver à crise da moda estão precisando apelar para essa mão de obra quase escrava, o mercado fashion está com problemas maiores do que pensávamos.

É muito triste ver tantas marcas legais fechando as portas e mais triste ainda ver uma marca que investe muito em suas campanhas compensando tanto no produto. Entendemos que sem o investimento no branding a marca morre, como acontece aos montes por aí. Trabalhamos com isso e apostamos que o marketing e a força da marca são diferenciais notáveis entre as marcas que estão bem e as que estão mal, mas algo está errado nessa equação.

Você acha que é o lucro exagerado nas peças da loja? A gente acredita que não é totalmente por aí. Como falamos, nós sabemos que as empresas arcam com custos altíssimos. São muitos impostos, muitos fornecedores e, hoje em dia, com a nota fiscal eletrônica, fica cada vez mais difícil “burlar” o sistema. Por mais errado que isso seja, esse tipo de comportamento “parcialmente ilegal” ajudou a sustentar a indústria por bastante tempo. Hoje, tendo que pagar todos os impostos e todas as cadeias produtivas, fica muito mais complicado se sustentar vendendo peças por preços acessíveis.

À longo prazo, esperamos que o governo baixe os tributos para o mercado da moda e apoie aqueles que tentam construir uma forte indústria nacional. Com isso, poderemos garantir um mercado forte e duradouro.

Já visando um prazo mais curto, a gente acha que as marcas devem investir em um cargo de “fiscal de facção”, que deve acompanhar todas as oficinas com quem seus fornecedores trabalham e por aí vai. Todo lugar que etiqueta sua marca deve ser inspecionado e garantir as condições mínimas de trabalho para seus funcionários. Regime de tráfico de pessoas deveria ficar, no máximo, na ficção das novelas.

2 – Sobre os “vigilantes do peso” e a falta de amor próprio

balanca2Hoje demos de cara com um post super polêmico na blogosfera que a gente acompanha. Nossa amiga Lia Camargo, do Just Lia, fez um desabafo bem forte em seu blog e muita gente concordou com ela mas, como toda boa polêmica, outro tanto de gente achou que ela pegou muito pesado na sua reflexão.

O post foi pertinente, apesar de não concordarmos com tudo. Você pode ler ele aqui, mas ele foi complementado pelo comentário da Lu Ferreira, do Chata de Galocha, que para nós resumiu muito bem a situação.

captura
O que levou a Lia a fazer o post foi o fato de muita gente estar comentando todo dia que “ela está linda, está magra” em seu instagram. Na cabeça dela, ser linda e ser magra não estão diretamente relacionados. Como ela mesma citou, muita menina mais gordinha é mais bonita que muita magra por aí, e a gente concorda totalmente com esse ponto.

Sabemos que o mundo fitness invadiu as redes sociais e MUITA gente pegou bode desse universo de projetos (insira seu nome aqui), dos planos de bunda dura ou planejamento de corpo para o verão. Nós não somos do time que acha isso um horror, não só acreditamos como também temos provas concretas (oi, Tati, estamos falando contigo!) que eles estimulam as pessoas de uma forma positiva. Várias vezes já nos pegamos saindo da cama depois de dar uma olhadinha no insta da Carol Buffara, por exemplo.

Aqui, nós temos o desafio de peso da Jô e ficamos sempre impressionadas com o feedback positivo que esses posts têm. Muitas mensagens de incentivo, muita gente trocando experiência e outros querendo ir por esse caminho.

No caso da Jô, a busca está totalmente ligada à dois desejos: o primeiro é de diminuir os riscos de ter as doenças que rolam na sua família, já o segundo desejo está, sim, ligado à vontade de emagrecer. Se para a Lia, falar que ela está magra não é um elogio, no caso da Jô é super, levando em conta a briga com a balança que ela traça há muitos anos.

Por fim, achamos que o maior problema não é dos “vigilantes do peso alheio”, na verdade, ele começa quando passamos a dar mais valor ao que falam e ignoramos o que estamos sentindo em relação à nós mesmas. Mais amor (próprio), por favor!

3 – Sobre a vinda do Papa

tumblr_mqo2lfwWmy1sowhfoo1_500ilustração da Liz De Souza, fofa!

E por fim como cariocas de coração, não gostaríamos de deixar a Jornada Mundial da Juventude de fora do DQF. Mesmo com muitos erros de logística envolvendo transportes e infra estrutura, é impossível negar que a passagem do Papa pela Cidade Maravilhosa deu o que falar e trouxe muita emoção para muitas famílias brasileiras. Nunca vimos tanta gente postando mensagens fofas de cunho religioso nas redes sociais, até gente que nunca demonstrou sua religiosidade antes!

Parece que o Papa Francisco trouxe uma esperança mágica e cheia de energia para aqueles que seguem, praticando ou não, a igreja católica. Pra nós, suas mensagens de simplicidade, humildade e carinho ensinaram muita coisa em poucos dias. Sem falar nas ruas lotadas de jovens de todo o mundo, cheios de energia e fé em uma sociedade melhor.

A gente espera de verdade que Francisco seja a mudança que a igreja precisa!

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36 Comentários

  • RESPONDER
    Ana
    29.07.2013 às 21:34

    Sabe, se ela fica incomodada com isso, lindo beleza, cada um tem sua vida, seu corpo e que faça o que bem quiser dele.
    E se um ” pé-rapado” quiser comprar uma coisa super cara e luxuosa, a vida é dele e a fatura do cartão também !!!

  • RESPONDER
    Lyanna
    29.07.2013 às 21:53

    Meninas eu desenvolveria facilmente 3 teses com esses temas (vcs me conhecem). Vou ser breve numa coisa e talvez ainda volte. Desde que casei, aliás já na lua de mel, engordei e desde então tenho ouvido: tá gordinha hein. Eu logo eu. Vcs nunca me viram pessoalmente mas devem imaginar o meu biotipo de 1,60 e 50kg. Eu nunca fui gorda, mas sempre, desde os 24 que tenho problema de colesterol alto e desde então faço dieta e exercícios. Da última vez que meu colesterol ficou super alto e para não tomar remédios (como já tomei) resolvi fazer uma dieta bem rigorosa e correr pra valer. Resultado pra quem tem tendência ao emagrecimento:36 folgado e muita roupa PP. Pode ser a glória né?! Um olimpo tipo o da Gisele, mas eu sou tão feliz hoje, quanto na época dessa dieta mais séria e mais feliz ainda quando pego meus exames e estão todos ok. Eu acho muito engraçado esses projetos do instagram e às vezes posto as fotos dos meus projetos de gordinha, porque o meu maior projeto é ser feliz e nesse caso ser feliz está diretamente ligado a minha saúde e uma consequente magreza e doces, bons drinks e gordices de vez em quando.
    Eu acho que muitos desses projetos de instagram e essas pessoas fiscais do corpo alheio são pura e simplesmente escravas de um modismo.
    Se a moda fosse ser gorda, elas seriam e teriam o #projetobalãoverão independentemente da saúde, porque acredito que boa parte dos adeptos dos projetos nunca foram a um endocrinologista, nem nutricionista e não fazem a mínima noção do que é uma síndrome metabólica, que inclusive podem agravar uma existente tomando muitas vezes suplementes ou cápsulas que aceleram o metabolismo.
    Tô pra voltar ao médico pq meu corpo já está dando os sinais dos meus abusos e estou percebendo uma bordinha de catupiry na minha cintura. Voltando a comer bem, tudo volta ao normal (assim espero e sem remédio). Não tô interessada em barriga de tanquinho pq isso me lembra a Graziannão e acho que ela deve ter um projeto de verão tb.

    • RESPONDER
      Lyanna
      29.07.2013 às 21:53

      aff…não fui breve… não volto mais não ;-)

      • RESPONDER
        Joana
        29.07.2013 às 21:58

        Pode voltar!
        Queremos saber o que você acha do resto…

    • RESPONDER
      Joana
      29.07.2013 às 22:01

      Então, eu vou na mesma nutricionista da Carol Buffara e acompanho TUDO que ela me passa. Assim como a própria Carol. A Patricia muda minha dieta de acordo com vários fatores, se estou fazendo exercícios ou não e por ai vai. Acho que tem muita gente fazendo a coisa direito, mas muitas vezes essas pessoas parecem que estão na mesma moda dos outros. Acho que é como em tudo na internet, tem gente boa no meio desse saco do fitness!

  • RESPONDER
    Victoria
    29.07.2013 às 22:29

    Acho que esse post atingiu a blogsfera mais intensamente que eu pensava. Agora todo mundo que seguia os movimentos #projetocarolbuffara e #projetogabrielapugliesi e afins tão começando a repensar. Até a Paulinha Tawil do Blog da Paulinha meio que desabafou um pouco nesse quesito. (http://www.blogdapaulinha.com.br/?p=8236) acho ótimo, mas sou mais fã do programa da Jô, que leva isso realmente pro lado saúde ao invés do lado beleza da coisa. Tão de parabéns :)

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 0:21

      Victoria,
      Obrigada pelo elogio, de verdade!
      Desde que comecei com isso busquei sim melhorar minha aparência e auto estima, mas sem DUVIDAS minha preocupação com a saúde é maior.
      Adoro ter períodos de dieta radical, mas nunca vou querer deixar de gostar de comer bem, isso só deve se tornar uma coisa de fim de semana e não de rotina.
      Acredito que muita gente levou os projetos pro lado negro da força. Não sigo a Pugliesi, mas gosto do jeito que a Carol motiva as pessoas.
      Acho tb que se não gosta não segue né? O problema da Lia é pior pq muita gente “invadiu” a privacidade dela com um lance que ela não expôs.
      Bjão

  • RESPONDER
    Alba
    29.07.2013 às 22:52

    A LLB poderia especificar o preço cobrado pelas peças para o consumidor como esclarecimento… Seria interessante saber como uma calça que foi costurada por R$2,5 chega nas prateleiras por R$379, sendo que não vejo materiais de alta qualidade com tanta frequência assim na loja… Tá certo que há todo um trabalho até que um desenho vire uma peça pronta, mas será que não há nenhum desequilíbrio nessa equação? Será que são só impostos?

    Acho a loja superfaturada #prontofalei

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 0:18

      Alba,
      Claro que não são só impostos, mas numa marca que trabalhei notei MUITOS números altos referentes aos custos fixos.
      Os valores dos funcionarios (que ao estarem corretamente com CLT passam a custar o dobro), a aposta que tem que ser feita na compra do tecido (você compra com uma antecedência exagerada um volume altíssimo de rolos de tecidos, muitas vezes caros para o que são), os custos de ponto de venda, a cadeia não ser toda dentro da empresa, fazendo com que você tenha que contratar fornecedores, que por sua vez contratam terceiros e por ai vai. Muita gente com as compras fora do país deixou de vender, deixando de pagar seus fornecedores e que por sua vez não pagam as costureiras e TUDO vira uma enorme bola de neve.

      Antes o setor era mais informal, agora ele ta se “profissionalizando” e desde então pouca gente está se mantendo em pé sem nenhum tipo de bengala.

      No caso do grupo em questão acho tudo mais delicado pq eles tem investidore se administradores financeiros capazes, coisa que muita marca menor não tem. Por isso me assusta mais ainda.

      O problema não são só os impostos, mas posso te garantir que os custos fixos são assustadores, dificultam muito o bom preço no fim do dia.

      Bjos

  • RESPONDER
    Tati Melega
    29.07.2013 às 23:58

    Lindonas, adorei ver meu nomezito por aqui como uma prova concreta de como essa vide de vida saudavel pode mudar as pessoas!!!! E na minha opinião essa historia de vida saudavel so existe uma palavra: Equilibrio. Sem ele tudo vira exagero mesmo. Um bjo friends!!!! <3

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 0:35

      <3 <3
      Você é uma que está indo num caminho lindo, cheio de saúde!

  • RESPONDER
    Mariana (@andpizzazz)
    30.07.2013 às 9:35

    Eu tinha escrito um enorme e deu erro…ai odeio quando isso acontece!

    Enfim, entendo a questão dos altos custos que vocês falaram e talvez falte uma mobilização da industria têxtil para atuar nisso com força (se já não o fazem). Eu atuo no mercado da industria da construção civil e fazemos isso o tempo todo com cimento, blocos e etc. Porque no fim o consumidor vai ir pelo melhor custo x benefício, eu mesmo confesso que não compro mais roupa no Brasil. Este ano até agora eu comprei apenas uma peça aqui, um shorts da Pop Up, que custou os olhos da cara e ficou destruído no primeiro uso. Arrependimento total! Aqui as coisas estão caras e a qualidade não acompanha. De qualquer forma, em um primeiro momento realmente não dá para continuar com a postura do “não sabia”. E acho que a gente devia procurar as marcas que atuam com fabricação própria ou fiscalizam seus terceiros, se é que elas existem!

    Do segundo assunto, realmente a patrulha da internet é chata e implacável! Agora nessa coisa do fitness realmente é mais um nicho que apareceu na net e está rendendo e vale a máxima do não gostou/não siga. Eu mesmo não tenho muita paciência para isso e não sigo ninguém da turma do wheat!

    E o Papa nem se fala ele é bem o que a Igreja precisa! E fiquei muito feliz de ver o Padre da minha Paróquia lá do lado do Papa!

    bjs

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 9:45

      Eu concordo com mudar a postura do eu não sabia, por mim eu buscaria lutar por um selo de marcas que fiscalizam, que por sua vez deveriam ser fiscalizadas!!!!

    • RESPONDER
      Mariana (@andpizzazz)
      30.07.2013 às 11:09

      Acho a ideia do selo ótima e super importante, acho que a Chiara Gadaleta comentou disso no blog dela.

    • RESPONDER
      Alba
      30.07.2013 às 12:54

      Gente, é assustador! É Zara, Marisa, Le Lis Blanc… Cada hora é uma que revela seus bastidores do mal! kkkkk

  • RESPONDER
    maritomazelli
    30.07.2013 às 12:41

    ;

    Quanto a vigilância é um puta chatice sim, ok quem posta coisas de comida saudável !! Eu sigo e adoro quando a Joana posta da dieta dela.

    Eu tentei muitas coisas e estou partindo para algo mais sério e sinto arrepios no palpite alheio ou quando o palpite é sobre o meu peso.

    O que incomoda é que ninguém mais respeita o outro e não tem tato para falar, ser gordo e não estar feliz é difícil e não acho que seja legal passar por isso. Já tive fases magras e mesmo assim as pessoas me cobravam para emagrecer mais.

    A vontade mandar a pqp é que você pode ser foda no seu trabalho, pode ser a pessoa mais legal, mas todo mundo só se lembra que você é gorda.

    Não era fã da Lia, mas agora fiquei bastante.Sim eu quero ser mais magra, mas eu preciso de ajuda e isso que fui buscar.

    Eu mesma nunca achei a Lu Ferreira gordinha, sempre achei ela o máximo e quando ela emagreceu vi que era uma vontade dela e até curti.

    Gente para frase feita, mas as pessoas tem coração. Pare de julgar o outro e preste atenção no que o outro tem de bom !!!

    E se você é feliz com o seu corpo, não ligue para gente louca.

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 12:45

      Com certeza!
      Por isso sempre falo que meu lance é vaidade mas muito MENOS do que saúde. Eu sei o que vejo rolar na minha casa e não quero ir por esse caminho.
      Quanto a Lu, eu achei ela linda mais magra, mas ela sempre foi charmosa e bonita.
      A Lia pra mim sempre foi linda, as roupas caem melhor mais magra? Sim, mas ela sempre foi bonita.
      Uma coisa não tem nada a ver com a outra né?
      Acho que duas coisas são MUITO importantes no que ela escreveu:
      DO MEU CORPO CUIDO EU
      E o lance de que comer bem e o que quiser ta virando crime!!!!

      É muito delicado ser sanfona (meu caso) então tudo isso fica mais difícil ainda!!!

  • RESPONDER
    Lia
    30.07.2013 às 12:51

    Aai lembrei a outra parte! hahahahah

    3. A outra parte era que a Jô dá liberdade, fala de fitness, de saude, de dieta, de corpo, etc. EU NUNCA FALEI! nunca falei do meu corpo, da minha dieta, do meu exercicio. As pessoas não sabem se eu tenho algum problema e querem a dica da dieta sabe? GEneralização maxima!
    E isso tá acontecendo com mto mais gente pelo tanto q o post foi curtido.

    • RESPONDER
      Lia
      30.07.2013 às 12:56

      Ai tá complexo seus comentarios hahaha VAMOS LA NOVAMENTE

      Oie! Voltei, suspeitei que deu erro qdo a colega do outro comentario contou q o dela deu! Minhas considerações eram:

      1. Meu post não é anti -fitness. Como eu disse, acho maravilhoso as transformações de auto estima que essas coisas promovem, o contato com pessoas com mesmos interesses e etc. O post não vai contra isso. O post é contra 2 coisas:
      . Exageros e maluquices, transformar em DOR a alimentação e em PUNICAO a academia (tipo, estou 6 horas na esteira de domingo por causa da metade de BIS que comi ontem). Isso fode a mente da leitora, é insanidade.
      . Controlar o corpo de quem não te deu essa intimidade, falar do corpo alheio, confundir caracteristica fisica com elogio.

      2. Se para a Jô é um elogio, que ela pense no meu post. “Jo você está linda assim mais magra” é uma coisa. JO GATAAA MAGRAAA ABSOLUTAAA PALITAAA, é outra coisa. Magra não é sinonimo de beleza. Acho q esse conceito deve ser combatido. Já trabalhei com gente tão louca que até “LOIRA” virava elogio, mas aí é assunto pra um post de nazismo kkk

      Tou citan

    • RESPONDER
      Joana
      30.07.2013 às 13:16

      Lia, super concordo com os pontos que você colocou aqui. Como pessoa que tem problema de transtorno alimentar diagnosticado eu sei o quanto transformar comida em punição e a alimentação em dor é grave. Assim como o contrário também é, transformar comida em prêmio dá ruim. No meu caso eu luto para não ir em nenhum dos dois caminhos!

      Na verdade não discordei dos seus pontos, mas achei o texto forte, digamos assim.

      Controlar o corpo de quem não te deu intimidade é MESMO um problema grave. Ainda mais quando a pessoa não expoe nada disso (como é o seu caso, mas não é o meu e o da Lu, por exemplo).

      Ainda assim existe gente doida viu? Eu já fiz um post explicando que ser magra não significava ser feliz e acho que a pauta nunca esteve tão em voga. Me preocupa esse exagero, a lavagem cerebral ou qualquer coisa do tipo.

      Eu amo suco verde, amo ficar sem lactose na rotina e afins pq faz bem a minha saúde, mas isso não é regra pra ninguém né????

      Concordo que magra não é sinônimo de beleza, mas na minha luta direta com a balança é um SUPER elgoio pra mim, mas que veja bem, não sobe minha cabeça.

      Ano passado pesei menos 6kg do que to agora e o povo dizia que eu nunca estive tão bonita, quando eu engordei eu me policiei e fiquei focada em entender que aquilo não tinha me tornado feia, mas que eu tinha que voltar pra dieta pq é como eu vivo melhor, no caso visando a saúde (sem doenças, rinite e pesadelos). Além de me sentir mais bonita também.

      Acho que estamos vivendo um tempo doente sim, não tenho dúvida, mas tenho medo de dar uma pequena generalizada e colocar meninas que ajudam as outras em sacos de malucas. Como aconteceu com as blogueiras de moda, que por conta de umas que faziam publi de forma errada toda a classe foi crucificada.

      Acho que eu realmente dei liberdade pras pessoas falarem e também acho que isso ta acontecendo com MTA GENTE mesmo, como você mesma citou o post tão curtido. Acho que o problema não tá nem só nos instagrans. As pessoas estão preconceituosas, o gordo é feio e ponto, não merece ser pegado e nem merece ser feliz. Isso me dá medo. Minha mãe é plus size e NUNCA VI uma pessoa tão bem resolvida, mas as pessoas estão doentes. Só acho que cabe a gente não absorver o que essa gente maluca fala. Como sempre tive uma família neurótica com o corpo, capaz de se meter onde não era chamado, acho que eu aprendi a ignorar a galera mais doida.

      Acho que você levantou MUITOS PONTOS que PRECISAVAM ser levantados.
      Se não precisassem nada disso estaria acontecendo e nem sendo discutido!
      Como sempre, acho que você ganhou muitos pontos com seu post. Vai abrir o olho de muita gente.

      Por fim, acho que precisamos aprender a IGNORAR gente doida na internet, que fala o que não deve, sobre o que não sabe.

    • RESPONDER
      Silvia
      31.07.2013 às 3:46

      Invadindo o comentário da Lia mas como eu quero agradecer a ela por postar algo que eu penso, espero q você não fique chateada. E senta q lá vem o meu desabafo

      Bem, eu até os 16 era magra (55/57kg 1,70), considerada muito magra pelos meninos do colégio mas sempre fui grande e “gorda” para ser bailarina. Meus pais, especialmente a minha mãe, são neuróticos com peso e mesmo qdo todo mundo me achava um palito ela dizia q eu tinha barriga e culote. Minha mãe se orgulha dela ter perdido dois kilos durante a gravidez (eu nasci super saudável) de não ter comido doce, açúcar, fritura e comer bife de fígado com espinafre 3X por semana. Aos 17 tive um problema de ovulação e, além de começar a tomar hormônios fortes, fiquei um tempo de cama e ano de vestibular eu realmente liguei o F e comi. Emagreci para a minha formatura mas aí vieram férias, faculdade, 18 anos, choppadas e eu ganhei um pouco de peso – nada grave pesava uns 60/62kg – 21 comecei a namorar e sei lá cheguei nos 64 para o meu 1,70 mas tava razoavelmente feliz me achava barriguda e com um culote horrível mas tava feliz. No dia do meu aniversário de 23 anos eu tinha uma festa de formatura. Coloquei um vestido preto q achava lindo e estava me sentindo muito bem. Logo antes de sairmos para jantar meu pai vira para mim e diz “Você tá gorda!” Como assim?! No dia do meu aniversário, eu num vestido de festa toda arrumada ouvir do meu pai que eu estava gorda? Sendo q eu ainda estava me recuperando de uma crise horrível de depressão severa (eu tenho disforia e por isso passo por períodos de depressão) e detalhe q o remédio q eu tomei na época era do tipo que aumentava o apetite e diminuia o metabolismo. Fiquei péssima, mas muito mal mesmo. Não queria nem sair nem falar com o meu pai por um tempo.
      Depois disso em setembro do ano seguinte com 24, eu estava no auge da minha forma física: 58/60 kgs, fiz lipo na barriga e culotes ( mas ouvi q não fez nenhuma diferença) e assim eu fiquei por mais de 6 meses. Problemas na vida, fiquei noiva, casei (fui dessas noivas q engordou) e no ano seguinte ao meu casamento, no início de 2010 veio o resultado do meu exame de intolerancia alimentar – eu já sabia a de lactose q desdobri aos 21 anos e alergia a soja desde bebê. Gluten, ovo, arroz, milho, uva, amêndoa, abacaxi, cacau e por aí vai, algo bem traumatizante, chorei muito mas muito mesmo e cortei o gluten e o ovo da minha vida. Interessante q em 3 meses eu perdi 1 kg mais ou menos, mas a minha aparência era de quem tinha perdido uns 10! Fiquei sem barriga, não ficava mais inchadérrima e estava me sentindo bem. Consegui ficar assim por um bom tempo até q fui trabalhar num lugar q me fez muito mal psicologicamente e voltei a comer tudo o q não devia. Nesse período o avô do meu marido estava com câncer e minha avó com uma doença tipo leucemia q a levou em 2 meses (ela tinha no máximo 3 de vida), fui demitida do emprego pq cheguei um dia de manhã vomitando (tenho certeza q foi pq acharam q eu estava grávida) e por mais q todo mundo diga q o emprego era péssima e q meu salário fosse baixo (um salário minimo por 8h de trabalho diário) eu fiquei bem mal. Aí veio a crise dos 30 e do “q vou fazer da minha vida?” coisa q durou um ano mais ou menos (começou um tempo antes dos 30) onde eu experimentei N carreiras e faculdades mas nada me agradava. Final do ano passado eu decidi cortar o gluten de novo e fazer mestrado em Design, no meio tempo descobri diabetes tipo 2 (genética!!! Meu pai e minha mãe tem) e meu colesterol resolveu finalmente aparecer (genética de novo!). Descobri tb minha endometriose e comecei a tomar hormonio para não menstruar. Mesmo assim consegui controlando os carboidratos e sem comer glúten chegar nos 64kg (comecei com 68) em 3 meses.

      Inicio desse ano meu marido viajou duas vezes: a primeira foram 10 dias para a Espanha, eu machuquei o pé e ganhei um kilo. Depois ele passou 3 semanas em Brasília (voltava no fds mas eu passava a semana sozinha) e aí foi a vez de machucar a costela e descobrir q a professora de mestrado q iria me orientar não ia me orientar: mais: resultado mais um kilo. Nesse meio tempo tive a seguinte experiência: estava indo almoçar com a minha mãe e minhas tias e minha mãe vira para mim antes do almoço e começa a dizer que eu estava obesa, doente, que era a última vez q ela iria falar isso (mentira!) e por aí vai. Minha tia tentando colocar panos quentes virou para minha mãe e disse: ah mas vc continua amando ela e a achando bonita. Pronto! Minha mãe foi incapaz de dizer que me amava gorda, ou melhor obesa, e disse que gente gorda era feia e portanto eu era feia. Meu marido viajou mais duas vezes e eu ganhei mais 1,5kg depois disso.
      Eu estou feliz das minhas roupas estarem apertadas? Não! Eu me acho a Miss Mundo no meu peso atual? Não! Mas ouvir que eu era feia pq era obesa (isso com 66/67kg e 1,70 sendo q eu tenho peito, bunda e quadril) me fez ter vontade de comer até realmente ficar obesa! Ok q isso é um pouco de exagero mas eu fiquei com tanta raiva que eu não consegui mais voltar para a minha dieta.
      Então Lia obrigada por falar algo que vive entalado na minha garganta: a minha beleza não é, ou não deveria ser, ligada com meu peso. Eu não deveria me preocupar em fazer exercício para ficar gostosa ou bonita e sim para ser saudável e tb não deveria me culpar se eu comi batata frita no almoço um dia e que isso vai parar na minha enorme barriga! E eu não precisava ficar ouvido que eu estou parecendo uma grávida e o dia q eu engravidar – se eu engravidar pq obesa tem dificuldade de engravidar – se eu engordar eu vou “apanhar” pq engordar mais do q 6/8kg numa gravidez é absurdo e um risco para o bebê.

      Desculpem o desabafo enorme, mas eu estava pensando nisso hoje qdo abri o blog e dei de cara com o assunto. Eu não acho q eu engordei ou engordo de “graça”, eu não sou mais a mesma menina q com 15 anos podia comer todo dia no McDonalds e devorar um pacote de Oreo sem ganhar um kilo, não tenho mais o mesmo metabolismo mas tb não tenho mais o mesmo corpo (me desenvolvi mais tarde e mesmo qdo emagreço o tamanho do meu sutiã não muda hoje em dia). Mas tb acho q a preocupação da minha vida deveria ser ficar saudável e feliz/bem comigo e não ser magra/sarada (eu nem gosto de mulher sarada, prefiro as voluptuosas).

      Beijos enormes para todas!

    • RESPONDER
      Silvia
      31.07.2013 às 9:14

      PS: eu acho bem legal o Projeto da Jô – até pq pelo que acompanho a Jô quer dicar saudável e com uma saúde melhor- assim como tenho uma outra amiga que tb tá emagrecendo e posta no Instagram e eu fico super feliz por ela. Acho legal que as redes sociais possam funcionar como estímulo para alguém que quer emagrecer e ficar mais saudável. E vocês disseram que está cheio de bons exemplos é só procurar! Agora tem gente que não faz mais nada da vida a não ser contar caloria e malhar, né?

      Lógico que emagrecer deixa a gente se sentindo bem pq vemos q os nossos esforços não estão sendo em vão! E quem tem problemas com a balança e é sanfona sabe o qto custa um kilo para baixo e como é rápido ele andar de volta para cima se não cuidarmos.

      Mas eu ODEIO esses elogios fake e esse ” Fulana tá linda emagreceu”, quem disse q a pessoa não era bonita? Ou tb a neura de “mas vc já tá magra” sendo q a pessoa não sabe pq vc tem q perder aqueles kilos q faltam. Enfim, quer me tirar do sério é dizer “nossa tá gordinha” ou “nossa emagreceu hein, tá tão mais bonita!”. Pô que adianta uma barriga chapada e uma cabeça vazia? Ou uma pessoa infeliz pq não pode sair não pode comer, não pode beber nada além de água, quero essa vida para mim não! Se for assim prefiro me alimentar por comprimidos que nem “astronauta”, dá menos trabalho!
      Beijos!

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    Pat Camargo
    30.07.2013 às 12:59

    Não entendi o desabafo da Lia, ela desabafou porque recebeu elogios relacionando beleza a magreza? e não é assim? a pessoa não fica mais bonita mais magra? a não ser obvio, que a magreza seja excessiva. Eu acho
    Beijos

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      Joana
      30.07.2013 às 13:19

      Acho que esse foi o ponto que estranhamos também, mas relendo e revendo os comentários dela, eu senti que o problema são aquelas pessoas LOUCAS com ODE a magreza sabe? Que se metem onde não são chamadas e falam muitas vezes coisas absurdas, mas infelizmente ao estarmos na internet acho que ficamos sujeitas a isso. Aí já viu né?
      Temos que aprender a sempre RELEVAR essa turma, a Thássia e a Lala Rudge que o digam, cheias de gente louca infernizando elas… Acho que não dá para ligar muito.

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    mari
    30.07.2013 às 13:20

    pois e.. to com a pat camargo.. nem ia escrever, mas tb nao entendi toda a polemica por alguem te achar bonita…????, rs rs rs.. confesso que me deu preguiça de ler de novo, mas ate pensei que eu estivesse equivocada..rs
    … estranho ne.???… mas enfim… cada um no seu quadrado… eu to no meu aqui..rs. confesso que achei super estranho .. com todo o respeito a todas vcs, achei meio nada a ver o desabafo, mas respeitando, mais uma vez, cada um com seus problemas…e logicamente que nem sempre ouviremos o que queremos quanto mais uma pessoa com blog, exposta a todo um publico, havera comentarios bons e ruins, mas talvez o ideal é a indiferença para os que nao nos agrada, certo?

    bjs

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    Ana Paula
    31.07.2013 às 0:26

    Acredito que, no caso Le Lis Blanc, os fins não justificam os meios. A ética da empresa deve contemplar o controle de produção de seus produtos. Acredito, de verdade, que é responsabilidade da marca saber quem produz aquela peça que vende e em que condições ela é produzida. Uma empresa honesta e coerente apresenta aos clientes detalhes do processo de produção, visto que, se acontecer da forma correta e legal, não se envergonhará de dar essas informações; pelo contrário, se orgulhará em trabalhar com transparência.
    Infelizmente, há ainda quem culpe o governo e os impostos. Tem que ser desonesto para ver a empresa ir adiante neste país? Esperamos demais pelo governo. Esperamos até que ele nos “ajude” a ser honestos. Estivemos nas ruas, fazendo a “nossa” parte, sem perceber que nossa parte é feita em nossa relação cotidiana com o outro, com o país em que vivemos, com o que produzimos, como produzimos… Obrigada.

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    Marina Matola
    31.07.2013 às 2:14

    Nossa, eu li mais de uma vez e sinceramente, por mais que ela tenha razão em algumas situações, achei o post agressivo demais, principalmente ao citar “pés rapados”, um mega preconceito com a classe desfavorecida. Olha, sempre digo que é difícil encontrar gordo com rosto feio, então acredito sim na beleza independente da forma do corpo, mas é muito comum que as pessoas se sintam melhores mais magras, até mesmo as bens resolvidas, então receber um elogio não é um problema. Outra coisa, as pessoas que ali comentaram, tenho certeza que não tiveram a intenção de reprimir ou magoar!

    Beijos,
    Marina M.

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    Mariana Tomazelli
    31.07.2013 às 10:11

    Silvia,

    Eu passo por diversas situações parecidas como você e sim minha mãe faz as mesmas.

    Na minha formatura ela falou na cara da vendedora que ia comprar aquele vestido mesmo (era bem acima do que ela estava disposta a gastar, mas era o que eu mais amei)pois eu estava muito gorda e nada ia me servir – peso 5 kilos a mais hoje.Ela não se importou que eu tirei 10 com louvor e que aquilo era a festa que eu ia comemorar duas faculdades e estar com as pessoas que mais amava.

    Esse ano passei o Ano novo chorando na minha cama, pois eu coloquei um vestido branco e ela acabou comigo !!!

    Por isso me incomoda tanto.

    Chega de drama, vou mudar por mim, mas que a aprovação dela tem uma porcentagem ruim não posso negar.

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      Silvia
      07.08.2013 às 4:58

      Oi Mariana, desculpa a demora mas passei a semana meio gripada

      Sinto muito por isso tudo, eu sei o quanto é chato. Mas poxa, parabéns por tirar 10 com louvor! Eu acho isso mais complexo que perder 10kgs! E em duas faculdades? Tiro meu chapéu! Eu não sou tão disciplinada ainda, espero chegar lá, para ter esse rendimento acadêmico! :)

      Mães são complicadas, elas muitas vezes querem o nosso bem e o “melhor” para gente mas são péssimas em expressar isso. Eu disse uma vez para minha mãe que ao invés dela ser uma pessoa que estava na platéia torcendo por mim, ela sempre me parecia uma dessas treinadoras russas duronas onde eu tinha sempre que “ser a melhor” ou pelo menos “atingir o meu potencial pleno”! Eu me conheço e sei que ser A melhor aluna nunca foi a coisa mais importante para mim e nem a melhor bailarina, ou a mais disciplinada. Eu queria ser livre, feliz, sabe, a necessidade para mim é de ser a melhor pessoa q eu posso ser com os outros. Levei anos para entender parte da minha essência – e sei q preciso de mais terapia para me entender melhor – mas a perfeição para não é algo que eu busque e nem está no meu vocabulário. Eu sou muito mais feliz ajudando o meu marido nas questões da carreira dele, do q vivendo num mundo corporativo. Assim como prefiro ser uma “gordinha” feliz – lógico q saudável – do q uma magra chata q não tem prazer nenhum em comer!

      Torço para que você consiga passar por cima disso tudo e que faça isso por VOCÊ e não pela aprovação dela (ou de qq outra pessoa). E tenho certeza que alguém determinada e capaz, só precisa de um estímulo certo, achar uma atividade que curta, uma dieta/reeducação q funcione para chegar no peso que quiser! Pq você já provou para si que é disciplinada – veja seus feitos acadêmicos – basta só achar aquilo que será o seu projeto, a sua “ignição” !

      Boa sorte e qq coisa estou sempre perturbando a Jô e a Carla aqui no blog, então se precisar conversar é fácil me achar! :)

      Beijos enormes!

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    Juliana
    31.07.2013 às 10:42

    Sobre o post da Lia…
    Gente, eu tenho MEDO dessa geração. Sério.
    Sou profissional (nutricionista, doutora em Fisiologia e pesquisadora em universidade pública). De uns tempos pra cá tenho visto essa febre (que para mim é loucura) em torno do corpo e da alimentação.
    Tudo bem…segue no insta quem quiser, toma o shake quem gostar e faz o docinho de proteína quem tiver coragem! kkkk
    Mas concordo com a Lia, esse lance de projeto, barriga negativa, “jaca” no fim de semana=shake no dia seguinte e afins me assusta. E associar a magreza a beleza não está com nada não.
    Bora todo mundo respeitar o seu corpo, buscar a saúde através de alimentação saudável (com comida de verdade, por favor! leia-se: pra quê suplementação indiscriminada???!!!) e exercícios físicos?
    Beijos!

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    Letícia
    31.07.2013 às 12:44

    Nunca tive problema alimentar de qualquer natureza, nem fui obesa. Tem lá uns kilinhos que gostaria de perder, mas nada que tire a minha alegria de viver. Mas há uns anos, passei por uma fase braba, quase perdi uma pessoa muito querida, foram meses no hospital e tendo que dar apoio às crianças envolvidas. Enfim, muito difícil. Como resultado, emagreci muito, pq eu estava tão triste que não conseguia comer, muita coisa sequer passava pela garganta. E isso é muito ruim, me achava com cara de doente e “ossuda” demais, queria ganhar peso, mas nãoconseguia comer. Então, digo com convicção, que prefiro lutar contra os 4kg que quero perder, do que lutar para ganhar 4 kg.
    Tudo isso para dizer que o que elogio para muitas (o dispensável MAGRAAAA) para outras é sinal de que as coisas vão mal. E que uma gordurinhas saltitantes podem ser sinal de felicidade rsrs
    Além disso, a beleza é muito diferente do peso. Quando comecei a namorar meu marido e depois quando fomos morar juntos, ganhei peso (que até hj quero perder rsrs), mas passei a receber muitos mais elogios do tipo: como vc está bonita! Acho que a beleza vem de um estado de espírito muito mais que um número na balança. E se emagrecer te faz feliz, ótimo, só não dá para fazermos uma associação direta entre beleza e peso.
    Às meninas que relataram problemas com a mãe, queria dizer que isso me tocou muito, porque se tem uma coisa que mãe foi feita para fazer, na minha opinião, é levantar a nossa moral qdo ela está baixa, e comemorar nossas vitórias…

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      Silvia
      07.08.2013 às 5:30

      Obrigada Letícia, me senti reconfortada com o q você escreveu. :) Obrigada mesmo!

      Foi complicado falar aquilo, pensei umas 50X antes de publicar, mas eu não sou a única q passo por isso. E por isso decidi me expor – e expor a minha mãe – aqui. Eu não acho q ela faz por mal, é o jeito dela, as neuroses dela e por N motivos a forma dela querer o melhor para mim acaba se transformando em q eu tenha q ser a melhor.

      Concordo que mãe deveria levantar nossa moral, mas algumas tem um jeito “estranho” de fazer isso. Qdo eu consigo me livrar do papel de filha eu acabo com pena dela pq deve ser muito complicado achar q a felicidade está em ser magra e portanto acabar achando q a mesma coisa é válida para mim, q sou vou ser feliz sendo magra. Eu sou nova e posso mudar isso, mas ela já passou tanto tempo vivendo nesse mundo q é mais complicado.

      Casar tb engordou a gente! :) Acho que é um pouco normal, eu troquei os fds na night, por cinemas, jantares e outros programas q acabam envolvendo comida. E comer algo gostoso com quem a gente ama é muito bom, né? :)

      Beijos enormes e obrigada mesmo pelas suas palavras!

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    Rosana Maia
    31.07.2013 às 13:52

    Gente, de tudo o q lí e tenho visto no Insta, o que mais me apavora nesta febre da magra e barriga tanquinho e barriga negativa e tudo o mais, é o enoooooorrrrrrmmmmmmeeeeeee vazio que acompanha tudo isso. Estas pessoas (ok, a GRANDE MAIORIA DELAS), não tem vida. Ponto. São criaturas estranhas, com hábitos mais estranhos ainda, q são incapazes de sustentar uma conversação, de conquistar pelo q são e não pelo que estão (magras!). Pq magreza é um estado. Não é permanente pq tudo na vida muda, e o q não muda, morre. Tomemos como exemplo algumas atrizes mais velhas, q ao invés de entenderem o processo de envelhecimento e as respectivas mudanças q o acompanham, ficam lutando inutilmente contra o tempo passado e, na minha humilde opinião, apagando tudo o q de lindo e bacana viveram. Se transformam em verdadeiras caricaturas, ao invés de pessoas lindas e bem resolvidas, cuja beleza interior ofusca toda ruguinha ou papinho q possa aparecer.
    Há pouco tempo, uma dessas aficionadas pela corpo magro e “mara” se casou, e postou todo o seu desespero no insta pq viajou pra Itália e ousou comer igual a uma pessoa normal em lua de mel e depois perdeu o tanquinho. Daí voltou desesperada da lua de mel, q na minha opinião deve ter sido uma enorme merda (pq quem em sã consciência se preocupa com o tanquinho numa lua de mel na Toscana?????), e voltou a comer todo dia no jantar batata doce (uma partícula somente) e omelete só de clara e não sei o q mais.
    Como assim, em nome desta pseudomagreza devemos abrir mão das delícias da vida, de uns bem casados numa festa, de um bom jantar com marido e/ou com amigos, de um vinho numa noite com amigos, de viver?! Viver, se não for comendo folhas com linhaça e bebendo suco verde, virou pecado capital. Tô fora. A vida é muito curtinha pra eu me recusar a ser feliz por conta do q vão achar de mim (se to feia ou magra ou qq coisa).
    Muito ridículo tudo isso, muito vazio, muito sem noção. Acredito sim na saúde, numa dieta equilibrada, q contemple minha saúde e minhas felicidades. Mas daí a ser rotulada por qq motivo q seja, acho absurdo.

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    re
    31.07.2013 às 14:20

    Sobre o lucro das lojas, principalmente as marcas brasileiras… o que me incomoda, de vdd, é olhar a etiqueta (pq eu verifico todas) e ser poliéster. Camisa de poliéster por 300,00, vestidinhos de poliéster idem, são para desanimar qquer pessoa. Que seja linda a estampa, ótimo caimento. Mas se o tecido não vale… a peça não vai valer. Talvez por ser neta de costureira e por muito anos o que eu comprava era o tecido… não consigo entender como pagar tão caro com tecido tão xinfrim na maioria das vezes. Inclusive peguei birra da farm quando ela passou a não colocar na descrição dos produtos, na loja on line, a descrição do tecido. Enfim, por mais que a empresa tenha custos o produto teve ter qualidade, inclusive do material. Do contrário, não compensa. Bjos.

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      Juliana
      03.08.2013 às 11:16

      hahaha achei engraçado que super me identifiquei! d-e-t-e-s-t-o o fato da farm fazer aqueles vestidos lindos em poliester! Me pego reclamando com as vendedoras direto! :) Confesso que acabo comprando, mas ô tecidinho ruim!

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    INGRID
    13.06.2014 às 19:05

    ESTOU EM UM DILEMA…VCS AINDA CONSOMEM MARCAS QUE ESTÃO ENVOLVIDOS COM TRABALHO ESCRAVO
    INGRID

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