15 em Book do dia/ Comportamento no dia 17.07.2013

Book do dia: A culpa é das estrelas, de John Green

Eu me apaixonei pela capa desde a primeira vez que eu vi esse livro. E toda vez que eu ia numa livraria, dava uma olhada geral, sempre parava o olho na mesma capa e sei lá o motivo, nunca comprava!

Até que pedi umas sugestões aqui no blog e a Marisa sugeriu que eu lesse “A culpa é das estrelas”. Depois dessa – e depois de saber que a história vai virar filme – encarei que eu precisava tomar vergonha na cara e comprar logo! Achei que era apenas uma história de amor com motivos astrológicos. Do tipo bobinha mas cativante. Mas não.

sorteio-melinaFoto linda da Melina, porque eu não ia fazer jus à capa tirando foto do Ipad!

A sinopse explica: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteossarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

Confesso que quando eu saquei que a história é de crianças com câncer (pra variar, não li a sinopse quando comprei), fiquei meio tensa. Eu tenho um pé no hipocondrismo, me impressiono com episódios de Grey’s Anatomy, então achei que iria terminar o livro morrendo de tanto chorar e sentindo os sintomas descritos pelos personagens. Ainda por cima, estou numa fase sem muita vontade de ler histórias tristes, dramáticas e/ou emocionantes. Mas como já tinha comprado e começado a ler, resolvi não parar.

OKAY

A verdade é que, para minha surpresa, eu não me apeguei ao livro. Eu simplesmente não consegui me conectar com nenhum personagem, não consegui sentir romance, expectativa, dor, nada. Imagino que meu medo dessa doença tão devastadora tenha levantado essa barreira invisível, mas também boto um pouco da culpa no modo que John Green faz Hazel contar a história.

Desde o começo do livro, a personagem usa artigos definidos antes dos nomes de quase todos os personagens. Toda hora tem um parágrafo que começa com “O Van Houten me interrompeu”, ou “Depois de alguns instantes, o Augustus falou”.

Eu imagino que seja propositalé um recurso muito presente para ser ignorado – e que esteja ligado ao fato dela ser uma paciente com câncer terminal que não gostaria que as pessoas que ela ama sofressem com sua morte. Quem souber o motivo, for professora de português ou boa em interpretação, uma luz será muito bem vinda! Só espero que não seja má tradução!

Só sei que isso me incomodou muito! Toda vez que eu estava começando a entrar na história, aparecia uma frase com “O Fulano de Tal fez isso”, eu só ficava pensando: “Meu Deus, quem fala desse jeito??” e, no fim, já tinha esquecido o motivo de estar me envolvendo na história.

Mesmo não estando na lista dos meus preferidos, eu indico o livro. Ele é bom, gostosinho de ler, com personagens fofos, frases de efeito e que continua doce mesmo com o “detalhe” de quase todos os personagens do livro terem câncer.  Não é à toa que está fazendo um sucesso absurdo com seu público alvo, o infanto juvenil. Será que é por isso que não gostei tanto? To velha? Mas ainda amo Harry Potter e outros livros infanto-juvenis…ahh, sei lá!

a-culpa

Para quem for ler, eu sugiro começar sem muitas expectativas. E sem julgar o livro pela capa. Eu julguei, e nesse caso, achei a capa muito melhor do que o livro todo! rs Mesmo assim, já está na minha lista o outro livro de John Green, O Teorema Katerine.

Quero muito saber se quem leu teve a mesma impressão ou eu que sou chata demais!

Beijos!

Carla

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15 Comentários

  • RESPONDER
    Patricia
    17.07.2013 às 19:38

    Eu também não amei, o que é meio estranho,já que todas as minhas amigas adoraram. Li rápido porque a narrativa é bem dinâmica, mas não rolou empatia com nenhum dos personagens, o que geralmente é necessário para fazer com que eu ame o livro.
    Acho que é meio complicado você se identificar com os personagens e com o romance deles, talvez por ser bastante difícil você se imaginar vivendo como um doente terminal, e não vou mentir, achei a historia do livro deles de irem conhecer o autor meio bobinha:/
    Enfim,não considero um livro ruim,mas tbm não amei:/

    • RESPONDER
      Carla
      17.07.2013 às 21:36

      Nossa, procurando outras resenhas do livro eu vi tanta gente amando que achei que iam querer me matar! hahaha

      Então, eu acho que dá pra se identificar com os personagens, sim, tudo depende do talento do autor de conseguir criar esse vínculo. Tb não consigo me imaginar bruxa e mesmo assim me apeguei a vários personagens de Harry Potter, por exemplo. Mas pelo que já falaram, a tradução não é das melhores, vai ver esse é o problema mesmo! Acho que os próximos títulos dele vou ler tudo em inglês!

      E eu achei que a história de conhecer o autor em Amsterdã poderia ser muito mais explorada. Ficou boba mesmo!

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    Nathalie
    17.07.2013 às 19:41

    Eu amo o John Green e todos os livros dele! Talvez seja a má tradução mesmo, porque eu sou bem ligada nessas coisas também e, quando li em inglês, não consegui desgrudar e acabei o livro em 2 dias. Engraçado ver a opinião das pessoas, pq eu me apeguei demais à história!
    Dica de quem ama John Green? Lê “Looking for Alaska”!

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      Carla
      17.07.2013 às 21:37

      Oi, Nathalie! Acho que vou passar a comprar todos os livros dele em inglês! Vc não é a primeira que fala isso!

      Já anotei sua dica, entrou na lista de espera! :) Obrigada!

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    Yasmim
    17.07.2013 às 20:02

    Carla,
    Acho que o problema todo é a tradução. Eu li o primeiro capitulo desse livro em português, depois de comprado, por que não aguentava mais procurar o pocket. Passaram 5 paginas e eu percebi que não tinha condições de gostar do livro assim, acabei comprando a versão kindle para ler no ipad. A sensação é completamente diferente, os personagens ficam muito mais reais.

    Eu dei uma olhada no Teorema de Katherine, e sinceramente também senti que a tradução está devendo, acho que em todos os livros considerados juvenis, especialmente nos do John Green, com essas frases de efeito, muito do encanto se perde na tradução.
    Parece que querem traduzir tudo certinho para “ensinar”, e a naturalidade vai embora.

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      Carla
      17.07.2013 às 21:38

      É verdade, Yasmin! Já aprendi minha lição, John Green traduzido…never more! :) Bjss

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    Gabriela
    18.07.2013 às 10:37

    Já percebi que vc ama HP e, como eu, tentou dar um crédito para Morte Súbita por causa da J.K., mas se decepcionou um pouco, neh!? (eu meio que desisti de ler o livro, rs!) Mas não sei se vc viu que essa semana saiu a notícia de que a J.K. escreveu um livro que está a venda desde abril nos EUA, publicado sob o pseudônimo de Robert Galbrait, chamado The Cuckoo’s Calling… Parece que o livro fez mto sucesso para um autor novo e foram investigar quem era esse autor… até que descobriram que era J.K. Rowling… é um romance policial e estou louca para ler, mas não estou encontrando a venda no BR… Ela merece mais um voto de confiança, neh!! Bjs

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      Carla
      18.07.2013 às 11:50

      Gabriela, li sobre isso essa semana e fiquei louca de vontade de comprar! Dou quantos votos de confiança ela quiser! haahaha

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    Silvia
    19.07.2013 às 5:07

    Não li mas aposto na tradução! Aqui em casa o exemplo maior é Fundação do Issac Assimov. Eu lendo em português minha versão vintage (faço coleção de SciFi de sebo) toda orgulhosa e Erick lendo a versão pocket nova dele em inglês. Eu comecei a ler primeiro e não saí da metade do primeiro livro e ele amou todos! Um exemplo ao contrário foi o Guerra dos Tronos, comprei toda crente em Inglês e quem disse q eu conseguia sair do primeiro capítulo? Me achei uma anta! Aí conversei com algumas pessoas q falaram q tiveram o mesmo problema – uma teve com o livro em espanhol – e todas me deram o mesmo conselho: ler o primeiro livro em português e aí passar para os originais.

    Meu último exemplo é tosco mas quem não ficou tentada que atire a primeira pedra! Peguei os 50 tons de cinza em inglês, já achei meio esquisito pq a autora britânica se “esforça muito” para escrever em inglês americano – e dá um monte de bola fora – mas ela usa de MUITAS expressões idiomáticas que não são estranhas em inglês tipo “Baby” mas aí você traduzir uma cena de sexo e o cara chamar a mulher de Bebê não dá certo, até pq a “perversão” dele é outra. Você manter o baby em todas as frases fica meio ridículo e exagerado, mas foi isso q fizeram e o pouco q folhei do livro em português entendi pq tanta gente achou q ele era “o livro mais mal escrito da face da terra em 2012”.

    Tradução é um negócio complicado, eu fiz aula de tradução quando nova e volta e meia “brigava” com a professora por ela usar da tradução literal num texto escrito, ao invés de adaptar para expressões brasileiras. Mas como eu era nova ela sempre achava q não era eu quem fazia os meus textos, então acabei não me formando no curso por cansar da atitude dela comigo. Dessas coisas q a gente faz qdo tem 13/14 anos e se arrepende depois da falta de maturidade de não ter engolido os sapos e terminado o curso. C’est la vie!

    Beijos!

    PS: Lembrei do causo mais bizarro sobre livros traduzidos q já vi. Um grande amigo vira para mim, cheio da marra q a gente tem qdo é metido a intelectual aos 20 anos, e diz q está lendo Guerra em Paz no original. Meu queixou caiu, como assim ele estava lendo em Russo pensei eu, desde qdo ele aprendeu russo? E aí ele complementa q estava lendo o original, em Inglês! Lógico q eu não pude deixar de sacanear e aí ele vira todo sem graça e explica: Pô mas em inglês o livro é traduzido do Russo original e em português a tradução é a tradução do em inglês! Lógico q isso virou motivo de piada até hoje! Ele até tinha um ponto de q a versão em inglês pudesse ser mais fiel, mas daí a contar vantagem q estava lendo o original? Não dá, né? É motivo para implicarem com ele até hoje! ;)

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    Babi
    22.07.2013 às 21:22

    Eu li e amei. Me identifiquei mto pois vivi uma história parecida, tive um namorado com câncer quando era adolescente. Chorei horrores e indico o livro pra todo mundo hahaha.

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    clara mesquita
    23.07.2013 às 15:08

    li o livro e amei. mas realmente não acho nada demais ter os artigos definidos antes dos nomes, eu falo assim…rsrs . É estranho? Achei uma escrita leve e sem dramas

    • RESPONDER
      Carla
      23.07.2013 às 19:04

      Clara, vai ver é coisa da minha cabeça mesmo! hahaha

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    Marina
    24.07.2013 às 15:48

    Carla, também não consegui me apegar aos personagens do livro e nem me emocionar com eles. Gostei bem mais de O teorema Katerine! É mais leve, divertido, fofinho… acho que você também vai gostar.

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    Jess
    21.08.2013 às 1:44

    Eu li, amei, me apeguei, comecei a chorar na pg 282 e parei mais de 1h30 depois de acabar de ler e é, ainda, um dos cinco melhores que já li.
    Recomendo Quem é Você, Alasca? Do John tbm (bom, eu adorei). Ele se tornou meu escritor favorito.

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      Carla
      21.08.2013 às 11:59

      Obrigada, Jess, vou ficar de olho! :)

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