25 em (f)uti foi/ Moda/ Reflexões no dia 13.09.2012

Refletindo sobre o Fashion’s Night Out!

Como todas já sabem, ontem rolou o FASHION’S NIGHT OUT da VOGUE , que aconteceu ao mesmo tempo no Shopping Leblon e no Fashion Mall. Na noite de ontem o (f)uti foi cobrir o evento no Fashion Mall porque fomos conferir na véspera algumas das nossas peças preferidas do Shopping Leblon.

O  FNO envolve várias coisas boas para se fazer em uma noite. Temos a oportunidade de relaxar um pouco, fazer fotos em todas as lojas (para blogueiras, isso é sonho de consumo! hehe), tomar muitos drinks, beliscar comidinhas e encontrar muita gente do universo da moda. É sempre muito legal rever a turma que trabalha no mundo fashion longe da loucura das semanas de moda, assim como é ótimo ter a oportunidade de fazer um pouco de networking em um ambiente mais relaxado.

O que o (f)uti sente falta – sentimos tanto no ano passado quanto nesse ano – é do consumidor das marcas curtindo o evento. Desde aqueles que batem ponto nas suas lojas preferidas até quem só compra ocasionalmente.

O Fashion’s Night Out foi criado para fomentar o mercado depois da crise que aconteceu nos EUA em 2008. Ele foi feito para incentivar as pessoas a comprarem, e desse jeito, tentar movimentar um pouco a economia. Para isso, o evento busca criar motivações para o consumidor ir até a loja, desde mimos muito especiais, eventos dentro do evento e até descontos muito bons. A Thereza, inclusive, fez um post falando disso.

Do Instagram do Shopping Leblon

Estávamos super empolgadas com ontem à noite. Deu pra ver no post de ontem que nos adiantamos para sabermos as novidades, tentamos criar hashtags e gerar interação (algumas disseram que não conseguiram por causa do 3G, :( ), enfim, estávamos no clima. E várias conhecidas que trabalham em marcas também estavam. Mas, chegando lá, alguma coisa tava faltando. E provavelmente era isso, algo mais especial pra justificar a saída de casa, mesmo sem o intuito de comprar qualquer coisa.

Os eventos estavam lotados, gente do mercado de moda, a imprensa, a galera que adora social. Tudo isso é ótimo, mas estranhamos tantas lojas vazias, onde estavam os clientes? Vimos MUITA gente com uma taça na mão e muito poucas com sacolas! Gostaríamos de ver as marcas brasileiras sendo mais desejadas e prestigiadas, mas isso não depende apenas do consumidor, né?

Da fanpage do Fashion Mall

Espumante e belisquete é bom, todo mundo gosta, mas estamos em um momento economicamente complicado, as coisas estão caras (caríssimas até) e esse é um jeito gostoso mas, provavelmente não muito eficiente, de tentar chamar a atenção das pessoas para a sua marca.

O mercado da moda brasileira também se encontra em um momento difícil e essa, teoricamente, é a oportunidade perfeita para tentar fazer com que as pessoas se animem a sair de casa e, mesmo sem comprar nada, possam ser surpreendidas e, quem sabe, virarem clientes no futuro? Como blogueiras, sentimos muita falta de ações interessantes, mimos que valham a pena e alguns descontos que nos ajudasse a divulgar e gerar interesse em quem não foi por preguiça ou por saber que não iria comprar nada mesmo.

A gente sabe que as marcas participantes investiram muito no evento, mas tendo visto a quantidade de gente que foi para curtir apenas o FNO em si, nos perguntamos se estão fazendo isso certo ou se a ideia aqui no Brasil não é estimular o consumo e sim, apenas mais um agito.

Quem foi também sentiu isso? Foi só a forma como a gente sentiu as coisas.

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25 Comentários

  • RESPONDER
    carolina
    13.09.2012 às 18:07

    Tá tudo absurdamente caro, essa que é a verdade. Há alguns anos tem ocorrido uma considerável massificação do consumo de diversos produtos e serviços, que têm se tornado bem mais acessíveis às pessoas, mas eu não vi isso acontecendo com a moda. Na verdade, hoje em dia a gente vê na moda a massificação de informação, mas isso tem gerado uma situação que odeio: falta de criatividade. Todas as lojas com os mesmos produtos, sem surpreender os consumidores, sem fazê-los suspirar. E ficar pagando preços absurdos por tendências passageiras e muitas vezes de baixa qualidade não é algo que todas (tipo eu!) estão dispostas a fazer. Proponho uma revolução! hahaha

    • RESPONDER
      Fernanda Bruno
      13.09.2012 às 19:47

      Estou contigo na revolução!

    • RESPONDER
      Carolina
      14.09.2012 às 1:00

      Eba! Duas já são um bom começo! :)

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 10:36

      Carolina,
      Super concordo que não rolou uma facilitação financeira no universo da moda, já respondi num comentário que o mercado brasileiro é muito imaturo, mal gerenciado e infelizmente o governo não ajuda com nenhum incentivo. Infelizmente nesse mercado tem muita gente quebrando e mais gente ainda perdendo seus empregos, espero de verdade que isso mude. Que o governo ajude e que nós venhamos a poder consumir compreendendo maior custo benefício.

      Não ligo de pagar caro em uma blusa 100% seda boa, bem feita e que vou usar muito. Mas assim como você não tenho vontade de investir um dinheiro alto em uma tendência passageira, essas eu acabo comprando nas viagens, quando vale mais a pena.

      Eu proponho uma revolução, mas por ter trabalhado em diferentes empresas e ter tido diferentes clientes eu sei que elas não são as grandes vilãs. Os preços dos impostos, custos dos empregados e outros detalhes (assim como o timing da moda) são problemas maiores.

      Eu queria que o governo desse incentivos ficais para essas empresas, eu queria que elas fossem geridas com a mesma visão de uma enorme multinacional, sendo pensada a longo prazo e queria que as marcas fossem mais coerentes com a materia prima, se seu produto é de luxo então coloca tudo de primeira (mesmo sabendo que por aqui um rolo de tecido de primeira custa MUITO CARO).

      Acho que se enxergarmos mais coerência e se formos melhor atendidas (e mimadas) pelas marcas teremos mais vontade de consumir por aqui.

  • RESPONDER
    Letícia
    13.09.2012 às 18:26

    Acho que vender não tem muito mistério: o preço deve ser condizente com a qualidade do produto e o serviço prestado, o ambiente deve ser agradável, e o conjunto loja+vendedoras deve fazer com que você sinta à vontade.
    O problema com esses eventos é que as pessoas estão mais interessadas em ver e serem vistas, e a informação de moda (tendências, p. ex.) não são acessíveis às “não iniciadas”. Além disso, não há descontos relevantes.
    Então, pq ou deixar meu maridinho em casa para passear num shopping cheio de “colunismo social”, se segunda ele vai estar vazio e tranquilo?
    Aproveito para parabenizá-las pelo posicionamento crítico, mas sempre delicado.
    Bjs,
    Letícia

  • RESPONDER
    Fernanda Bruno
    13.09.2012 às 19:44

    DESABAFO!

    Meninas, amei o post de vcs! De verdade, amei! Aliás, eu adoro esse blog pq é muito legal ver `gente como a gente`, meninas que poderiam estar na minha turma de faculdade, ou vindas do mesmo colégio ( o que não é nem mentira, hehehe) , mas que estudaram e entendem de moda. O que vejo nos eventos de moda ( nas fotos, pq não frequento, hehehe), na maioria dos blogs e nesse meio é um deslumbramento que ofende, uma coisa que nunca vi na realidade, padrões de preço e de vida que me assustam, uma afetação até no jeito de falar… E de verdade, nunca fui uma pessoa abonada, meus pais ralaram muito pra me sustentar, mas estudei em colégios onde existiam pessoas que realmente tinham dinheiro, amigas que tinham Mercedes e sei lá mais o que, e nunca, nunca mesmo vi elas nem perto dessa realidade. Tinham coisas boas, compravam coisas boas, mas não viviam de scarpim preto andando na rua, nem relaxavam na praia com balenciagas. Acho de verdade, sem inveja, que a coisa ficou ridícula! Vejo exemplos tão bacanas como a Julia Petit, que tem o que dizer, inteligente, sempre linda, mas infelizmente o que faz mais barulho é um povinho pré linguagem, deslumbradissimo que não vê moda como forma de expressão, mas de esnobismo e elitismo. Não busca qualidade no luxo, mas nomes. E o pior é ver que essa gente é cheia de puxas sacos. Te idolatro pq minha filha? Pq vc se veste bem de Ives Saint Laurent dos pés a cabeça? Maneiro, vc tem bom gosto, mas e ai? O que conta de novo? Fale-me mais sobre vc? Nua lhe sobra alguma coisa? Pô, eu acho lindo ver combinações bonitas, misturas de cores, tecidos, ler sobre a evolução das peças clássicas, o que isso se amolda à evolução da sociedade, mas acho que 99% das pessoas no mundo da moda não pensa nisso, francamente….E pra pegar todas essas meninas wannabes que as marcas brasileiras, que não pagam imposto de importação, todo mundo sabe que pagam uma miséria pras suas costureiras, cobram uma fortuna por vestido de chita, vestido branco de algodão básico…E tem quem dê, pq brasileiro gosta de pagar caro, acha chique! Mente colonial de merda!Fui numa lojinho aqui do Rio ontem e uma T shirt estava R$ 159,00. Porra, uma T shirt! Quem tem salário pra isso, sério? Paguei R$ 389,00 reais por uma camisa de seda na Maria Filó, que quando vi a composição `seda my ass`, era poliester. R$399,00 por uma camisa de poliester. Por isso, que tô revoltada, dá vontade de não comprar mais nada, juntar o dinheiro e ir uma vez por ano fazer compras em Miami que o que gasto com roupa no Brasil, paga minha passagem, meu hotel e um bando de roupa bonita de poliester do mesmo jeito, mas pela metade do preço… As lojas do shopping Leblon me querem de volta? Então que parem de treinar suas vendedoras a falarem com a maior naturalidade do mundo que o vestido básico sem nada é quatro – nove- nove ( mas pode parcelar em 2 vezes – como se parcelado eu não fosse ter que pagar) e coloquem valores justos que me façam acreditar que não vou estar saindo no prejuízo por valorizar as marcas nacionais em detrimento das estrangeiras….Pronto falei!

    Obs: meninas. não é nada com vcs, é so que ando revoltada mesmo com isso, hehehe…Não se ofendam com os palavrões. Vcs são finas, já eu not so much, hehehe…

    • RESPONDER
      Ana Carolina Maciel
      13.09.2012 às 21:43

      Uau! Arrasou, Fernanda!!! Disse tudo! Concordo em gênero, número e grau…

      E também por que iria me deslocar da minha casa à noite pra às vezes ser solenemente ignorada ou pior, maltratada por vendedoras e pagar uma fortuna em roupas que às vezes tem uma qualidade duvidosa. Vide a camisa de poliéster da Maria Filó! Melhor ir na C&A!

      Parabéns, meninas! Por não serem deslumbradas e terem uma posição crítica à respeito.
      Bjos

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 11:09

      Adorei seu desabafo em muitos sentidos.

      – Concordo que quem tem E SEMPRE TEVE dinheiro não costuma ser deslumbrada. Apenas vive sua vida normal. Agora parece que é moda esfregar a riqueza na cara da sociedade.

      – Quando você fala que as marcas brasileiras não pagam bem suas costureiras é verdade, mas não é tão simples. Elas tem custos bizarros. Eu já parei para ver markup e precificação de roupa e não é nada tão simples quanto poderia ser. Esse mercado ta com problemas e precisa do apoio do governo para sobreviver. Acho que essa questão é um pouco mais complicada do que você colocou.

      – De qualquer maneira estou de acordo que não pago 400 em uma blusa de poliéster. Pago até 200, 250, mas não mais que isso. Sou capaz de pagar 500 e pouco em uma boa de seda, mas DETESTO COMPRAR GATO POR LEBRE.
      Ainda mais se a vendedora me disser que é seda. Já trabalhei em uma marca que as meninas eram treinadas para saber os tecidos. Prefiro HONESTAMENTE pagar mais em poucas boas roupas ou médio em roupas médias (como a Zara).

      – Quanto a comprar em Miami eu te entendo. Mas gostaria muito de ver nosso mercado florescer. Queria que as marcas acertassem seus preços e suas qualidades para dentro da realidade. Eu compro pouco mas compro em marcas mais de luxo pois poucas são as marcas de classe média que eu acho que o preço vale. Gostaria de ver um preço melhor em termos de custo benefício, mas sei que não está fácil sobreviver como empresa no mercado de moda, a gente acha que o povo quer ficar rico as nossas custas mas não é bem por aqui que estão as coisas não. Os custos deles são fora da realidade e a parte de planejamento financeiro não costuma ser profissional como de empresas de outros segmentos ou lá de fora.

  • RESPONDER
    Daniele Rodrigues
    13.09.2012 às 22:23

    Ótimo post! E tb concordo com os comentários… De uns tempos pra cá, tenho olhado com outros olhos para lojas como CeA e Renner, além da Zara, q ainda é mais cara no Brasil, mas consegue ser mais barata q lojas brasileiras como as que temos no shopping
    Leblon, Rio Design e Shopping Vertical, aqui no Rio. Qualquer t-shirt numa loja dessas nao sai por menos de100,00! E muitas vezes a qualidade é bem mais ou menos! Nem entro mais nessas lojas fora do príodo de liquidações, q é quando, depois de 50% / 70% de desconto, as peças ficam com um preço justo!

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 11:15

      A Zara é uma super opção na minha vida mesmo no Brasil. As marcas brasileiras em que compro (até por uma questão de tamanho) não são muitas. Várias delas eu compro poucas coisas ao longo do ano e me faço nas liquidações (Ateen e Le Lis Blanc são dessas que compro MUITO comedida, mas quando chega a liquidação eu faço a festa).

      A questão do preço justo envolve mais do que o tecido, estampas exclusivas são super caras, o preço justo delas muitas vezes acaba sendo “mal interpretado” pois as vezes você não dá a mínima para essa exclusividade, você acaba não percebendo esse valor na peça. Então para você não é justo (acontece direto comigo). Mas quem ama coleção e estar com a peça da estação, de uma marca específica com a estampa EXCLUSIVA vê valor agregado no produto e acha o valor justo. O valor de custo benefício depende do background de cada uma de nós! Ainda sim os valores ficam muito tentadores na liquidação.

  • RESPONDER
    Nathália
    13.09.2012 às 22:33

    Ótimo post, meninas! Espero que este relativo insucesso do FNO seja reflexo de uma conscientização – mesmo que pequena – das consumidoras, como já dito acima. Marcas que antes eram acessíveis, hoje, sei lá por que motivo, resolvem se igualar aquelas que sempre foram mais caras, mas sem ter a qualidade de tecido, acabamento, caimento destas últimas. Uma pena! Não sou contra as marcas que cobram caro pelos seus produtos, desde que estes correspondam ao preço na qualidade. Está na hora das pessoas acordarem para este fato!! Quanto ao evento em si, nunca fui e nem me faz a cabeça. Se querem estimular o consumo que ofereçam vantagens reais!! Ou no mínimo invistam no que é básico: qualidade; e não somente em propaganda! Bjss

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 10:25

      Nathália,

      Existem muiiiitas questões complexas no nosso mercado de moda, é tudo muito mais difícil do que a gente imagina.

      1) Infelizmente esse “insucesso” só foi notado por nós e mais meia dúzia de pessoas.
      Acredito que muita gente amou e achou perfeito para fazer social.
      Você falou bem, para querer o público lá tem que oferecer vantagens reais.

      2) O nosso mercado de moda é MUITO mais difícil do que a gente pensa. Sobreviver como empresa de varejo de moda no BRASIL tem sido uma LUTA DIARIA para mais de 70% do mercado. As pessoas estão viajando, comprando mais fora e não mais enxergando vantagens competitivas por aqui. As empresas por sua vez estão com mais e mais custos, nosso governo não faz NENHUM INCENTIVO fiscal ou de qualquer natureza para elas, que por sua vez contratam facções de costuras e geram muitos empregos até indiretamente. Os custos para uma marca de moda por aqui são ASTRONOMICOS. Infelizmente esse preço acaba entrando no markup da empresa e é repassado para o produto. As vezes para o preço não ir na lua algumas empresas tem que inclusive cair a qualidade das coisas. O que é uma merda, pois como você entendo coisas caras, mas que valham a pena.

      3) Uma parcela muito pequena do mercado investe em propaganda, acho que deveriam investir muito mais em Marketing do que fazem normalmente. Acho que a qualidade e as ações das marcas mereciam mais verbas. Assim acredito que seria possível aproximar o cliente da marca, o fidelizando a ponto dele se esforçar para comprar ali. (sem nada disso eu me vejo sempre me esforçando para comprar em marcas como a Schutz, se a marca fizesse alguma ação comigo (para eu me sentir importante como cliente) eu poderia gastar mais e mais).

      Por fim acho que está tudo meio errado, os clientes sentem tudo caro, os salários do consumidor não acompanham, as qualidades de tecido estão questionáveis e nós ainda temos a obrigação de alimentar nosso mercado interno. Acho que para começar a melhorar o governo precisaria facilitar certas coisas para as fábricas e empresas de moda. Em seguida acho que o consumidor precisa ser mais bem atendido e mimado. Em seguida acho que os controles de qualidade tinham de melhorar e as empresas deveriam precificar de forma correta (muitas fazem isso, mas ainda sim fica caro).

      Entendo que certas marcas são caras por serem do segmento de luxo, mas não entendo muita marca média com preço de luxo, a loja em si acaba que não sustenta aquele produto em si.

      Beijos

  • RESPONDER
    Roberta Accioli
    14.09.2012 às 11:22

    Meninas, parabéns pelo post!Está muito difícil vermos blogs com opinião própria como o Futi!E é isso que tá faltando na blogosfera nos últimos tempos.Sobre a percepção de vocês sobre o FNO,confesso que tive a mesma.Eu não fui esse ano como nos anos anteriores,pois não quis,mas pude perceber essa “falta de quórum” nas redes sociais.Quase nada era postado,quase ninguém comentando.Fotos?Menos ainda!Também acredito que o desinteresse das pessoas reais como nós,seja justamente o preço absurdo do vestuário. De quê adianta você sair da sua casa e se deslocar só pra prestigiar marcas e “dar pinta de rica”??Não, obrigada. O que a Fernanda falou é corretíssimo!!Concordo plenamente com ela!Sei que o Governo não dá incentivo para as empresas do segmento de moda, mas há alternativas para fidelizar clientes. Como a Ju falou, faltam ações de MKT diferenciadas, inovação. As marcas só têm pensado em trazer as “tendências” gringas e obter lucro com isso. Vocês já repararam que a maioria dessas tendências não condiz como nosso país e clima?Onde no verão de 50 graus do Rio de Janeiro podemos usar uma jaqueta de couro?É surreal, sabe!Acho que tá faltando esse feeling. É fato que quem curte Moda gosta de ter como referência a Moda de outros países, mas temos que saber o que é realmente “usável” por aqui. Acho que nessa questão a moda brasileira anda meio perdida e sem criatividade. Observem que todas as lojas têm a mesma proposta de coleção!Nada é diferente!E isso é muito chato. Se for para comprar uma camiseta básica, prefiro ir à Renner, Marisa ou C&A e pagar bem menos do que pagar R$ 100,00 numa peça idêntica e do mesmo tecido só porque é de marca X.As pessoas andam muito deslumbradas,sabe?Temos que ter a noção que vivemos num país “em desenvolvimento”, onde um salário mínimo vale R$ 600,00…
    Beijos
    PS: Desculpe o texto longo, tá?!Eu falo muito!Rsrsrs!

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 12:01

      Eu concordo com você Roberta!
      Acho que as marcas estão tão preocupadas em copiar que deixam de adaptar tudo para o lado Brasileiro da coisa. Aliás, até estão preocupadas, mas nem sempre dá.
      Assim como no universo dos blogs a culpa não é só das marcas, mas também da audiência/cliente que QUER VER AQUELA TENDENCIA lá de fora. Se tiver aquilo ela compra, a empresa precisa vender então acaba investindo muito nisso. Por mais passageira que essa trend possa ser. Acho que a mulher brasileira tem que adaptar as tendências e exercer mais criatividade no look, mas parece mais fácil se vestir como A MASSA DAS FASHIONISTAS e esgotar os produtos que sejam iguais.
      Obrigada pela participação! :)

    • RESPONDER
      Leila Figueiredo
      14.09.2012 às 13:00

      Concordo com tudo Roberta, as lojas estão com as vitrines todas iguais, isso e muito desestimulante, então já que elas não exercem a sua função de oferecer coisas novas, interessantes , cabe a nos consumidoras mostrar para elas o que queremos e exercer a nossa/delas criatividade, bju meninas

  • RESPONDER
    Nathália
    14.09.2012 às 13:08

    Oi Jo!
    Não estou inserida neste mercado, mas acredito realmente que o governo dê pouco ou nenhum incentivo para as empresas, o que é uma pena, pois deveriam compreender toda a cadeia e ver o malefício que causa para a sociedade como um todo e para a economia do país.

    Concordo que as ações de marketing são uma vergonha!! Não há nenhuma preocupação em fidelizar o cliente. Com certeza compraria mais se me oferecessem algum benefício. E nas lojas, estamos tão mal acostumadas que quando somos atendidas por uma vendedora um pouquinho mais simpática, já achamos que foi lucro (carência total)!! Sem contar aquelas vendedoras que acham que estão o tempo todo te fazendo um favor. Dá vontade de chorar!! Jesus!! Ninguém gerencia isso!!! Beijinhos

    • RESPONDER
      Joana
      14.09.2012 às 13:27

      Nathália,

      Muitas vezes as marcas tem equipes de marketing incríveis mas o que falta as vezes é verba e profissionais dedicados. Na parte de venda acredito muito que uma supervisão de vendas e treinamento gerencial não são mais luxo, são necessidades desse mercado. Esses treinamentos as vezes são antigos, o que dificulta. Quem quer uma vendedora no cangote repetindo em quantas vezes a loja divide?

      Eu trabalho com marketing e posso dizer que boas ideias não faltam, mas por conta das complicações não é fácil executar. As empresas precisam ser melhor administradas financeiramente e precisam de uma considerável verba de marketing, quem não quer mimar e fidelizar o cliente? Ou mesmo gerar desejo em torno da marca.

      Graças a Tecnologia hoje o facebook e midia sociais possibilitam que a marca se aproxime do consumidor, mas todas estão fazendo isso então é fundamental buscar um diferencial.

      Não tem receita de bolo, hoje me resta torcer para que as empresas cresçam e tenham bons departamentos financeiros e que esses enxerguem a necessidade de investir em produtos de qualidade e em ações de marketing para surpreender e fidelizar o consumidor.

  • RESPONDER
    Gabi
    14.09.2012 às 16:15

    Perfeito o post. Quando vi que ia rolar o FNO, antes mesmo de ele se materializar, já tinha pensado que ia acontecer exatamente isso. E foi batata rs.
    Não vejo o menor problema em quem vai só para ser notado, ver e ser visto. Cada um com o seu. Mas eu, particularmente, sou dessas que não foi pq já sabia que não ia comprar nada mesmo…duvidei seriamente que ia rolar alguma ação para O CONSUMIDOR mesmo e, pelo visto, não me enganei. Me dar tacinha de champagne, chocolatinho, colocar DJ para tocar na loja, bla bla bla não é nada de surreal; várias lojas já fazem isso normalmente no dia a dia e/ou ao longo do ano, no lançamento das coleções p.ex. E definitivamente não é isso que me faz ir na loja, seja na época que for.
    O problema de quem lida com consumidor de um modo geral no Brasil (e não só a galera da moda) é achar que eles fazem um favor para a gnt, consumidor, então qualquer coisinha basta para a gente. Parece até que estão fazendo algo de graça para o consumidor, que não estamos pagando.
    Não me incomodo de às vezes pagar caro por algo que VALHA, mas tbm quero ser bem atendida enquanto estou na loja e depois, fora dela. Se eu entro na loja e já me tratam como lixo, ou nem me atendem, saio no mesmo pé que entrei.
    Cativar o cliente, fazer ele arrumar tempo pra ir ao shopping/loja, é isso: tratar bem, fazer com ele se sinta essencial para o negócio sobreviver, pq é ele quem consome. Oferecer coisas legais, exclusividades, sem ter sempre o valor equivalente a um “rim” hehehehe.

    Parabéns pela observação que vcs fizeram do evento :)
    Bjs!

  • RESPONDER
    Fernanda Bruno
    14.09.2012 às 16:39

    Jo, vc poderia então, aproveitando o rumo que a prosa tomou, dar uma dica sobre grifes que vc acha que ainda prezam pela qualidade aqui no Brasil?Que o preço vale a pena? Pq me sinto realmente perdida sobre grifes nacionais com bom custo benefício..bjin

    • RESPONDER
      Joana
      15.09.2012 às 10:15

      Fernanda,

      Algumas marcas são perfeitas no primeiro dia de 50%, elas ganham preço justo e o produto é bom. Pede para alguma vendedora anotar e te avisar. A Ateen, Le Lis Blanc e MBE são 3 que na liqui ficam com preço justo e tem produtos de qualidade. Eventualmente eu compro fora da liqui, mas ai eu sei que estou comprando algo bem caro, mas coisa de qualidade.

      A Basthianna tem um preço médio e produtos legais, não são de luxo, mas ao mesmo tempo não tem preço de luxo. Comprei uma camisa branca linda de poliéster por R$159 e ela é maravilhosa. A Farm tem produtos direitinhos por preços médios eu acho. Não acho que valha a pena comprar malha lá, mas jeans, tecido plano e estampas parecem valer a pena.

      Eu gosto muito de algumas marcas que as vezes são caras e as vezes valem, preço médio por preço médio eu sempre dou uma olhada na Zara.

      Tudo depende muito, eu acabo comprando coisa fora e coisa aqui, mas o que mais me tenta é sapato, roupa eu compro mais os itens que eu estou precisando ou querendo muito.

      Dizem que a Dress to tem um preço bem legal. Eu nunca consumi, mas ando querendo ir lá.
      A Animale deve entrar no mesmo esquema das outras, no primeiro dia de liqui deve ser incrível.
      Lá tem coisas possíveis de serem compradas durante a coleção, o negócio é ver se vale a pena.

      Vou pensar com calma numa relação de marcas e te falo.

      Quanto a preocupação com a qualidade eu acho que a Ateen, Le Lis e a maria bonita extra são as campeãs.

      Beijosss

  • RESPONDER
    Valéria
    15.09.2012 às 9:58

    O preço é alto, a afetação dos vendedores é irritante, a qualidade das roupas é pífia, então é necessário fazer o social para gerar notícia/aparecer na mídia. Acho que as lojas/confecções enxergam seus clientes como pessoas sem cérebro, sem informação, sem cultura, sem noção do que é uma roupa ou sapato bem feitos. Enxergam consumidoras de moda como otárias/idiotas/imbecis para as quais basta certo tipo de blogueira usar e “voila” as consumidoras voam para comprar. Pode ser que seja assim, mas eu me recuso a usar/comprar o que certo tipo de blogueira indica. Pelo contrário passo longe. Após este longo desabafo devo dizer que o blog de voces me surpreendeu com o post. Achei inteligente, um convite a reflexão….longa vida e sucesso para voces!!!

  • RESPONDER
    Gih
    19.09.2012 às 20:25

    Joana o FNO aqui em SP rolou em seguida do gringo e ai que a gente viu tudo quanto é promoção, brinde e shows rolando por lá e quando chegou aqui não tinha nada disso.
    Fui com a minha amiga no Higienopolis, até comprei uma calça na Forum.. MAS não devia ter comprado.
    O FNO não funciona aqui como deveria porque as marcas não incentivam o cliente a consumir ou quando tentam é mentindo.
    Vou contar o que aconteceu comigo, eu e minha amiga entramos na Forum e o vendedor super loucooo de bebida da própria loja veio nos receber dizendo que tudo (disse TUDO) estava com 50%, perguntei porque e ele disse que era por conta do evento! Pensei nossa que maravilha né! Estava mesmo precisando de um jeans novo.. nem vi as araras e pedi pra ele pegar uns modelos 38 pra mim… ai depois de provar bastante e gostar de duas calças perguntei quanto sairia aquele jeans com 50% ele falou que nem todas as peças estavam com 50%, que algumas era 30%.. não gostei mas ok, falei que queria saber o preço de dois jeans que tinha gostado..
    Ao chegar no caixa a gerente falou que se eu levasse um jeans com valor cheio ganharia 30% de desconto no segundo!
    Então não existe 50% e muito menos desconto algum já que eu teria que levar duas peças pra ganhar quase nada na segunda!
    Fiquei passada com tanta mentira e levei uma única calça porque gostei mesmo e sempre paguei esse valor.. Mas era desnecessário eles incentivarem o consumidor a comprar com mentiras, eu não volto mais na Forum.
    As outras lojas que entrei não me falaram de desconto algum e mesmo assim eu comprei, minha amiga não comprou nada e não tiro a razão dela.. se comparado com o evento de fora o Brasil não tem nem metade do caminho andado.

  • RESPONDER
    Ana Lucia
    23.09.2012 às 12:58

    Principal função do FNO: fornecer páginas e páginas de fotos do evento com as pessoas de sempre vestindo os mesmos looks para a Vogue. As lojas têm o nome citado na revista por um custo mais barato do que anunciar nas páginas da mesma. Como uma menina disse aí em cima esse tipo de ação á está previsto no orçamento anual das confecções. A qualidade editorlal da Vogue caiu muito nos últimos tempos. Mostra a cada edição o mesmo do mesmo. Sem grandes novidades. Quem paga a conta? O consumidor final, pois este na verdade é esperado após o evento, que acredita-se será fisgado com a divulgação na revista.
    Parabéns pela opinião crítica.

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