14 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 03.09.2012

Deu o que falar…

1- Indelicada e deselegante

Quem tem seus 20 e poucos (ou melhor, passou de 25 é vinte e muitos, né?) anos, com certeza lembra desse rosto de forma nostálgica. Mas desde a metade de agosto, quem não conhecia passou a saber quem é Gina, a misteriosa e enigmática moça da caixa de palitos.

Isso porque surgiu uma página no Facebook chamada Gina Indelicada, onde a simpática moça aí de cima responde de forma atravessada qualquer pessoa que ouse lhe fazer uma pergunta. Bem @sigapiovani feelings mesmo! Em menos de um mês, a página chegou a 2 milhões de likes, a identidade da Gina foi descoberta (um garoto de 19 anos), a empresa dona dos palitos se mostrou interessada, alguns consideraram isso um verdadeiro case de marketing (há controvérsias) e a história chegou a aparecer na Forbes. Lembrando, isso tudo em menos de um mês.

Porém, quarta feira passada, começou a pipocar na internet várias provas que o menino estava “roubando” piadas de pessoas conhecidas no Twitter. E assim surgiu a página Gina Kibadora Indelicada, que mostra prints comprovando que várias frases já existiam bem antes da Gina resolver ficar de TPM.

Como estamos no time que não acha esse um case de marketing de sucesso – já que, depois da polêmica, o garoto por trás da Gina pediu desculpas tirando o corpo fora e dizendo que tinha contratado uma pessoa pra fazer a página e ele não sabia (aham, senta lá, pra sair na Forbes usou a própria cara, né…) – apenas levantamos a dúvida em relação à apropriação de piadas alheias.

Tem muita gente dizendo que piada é tão propriedade intelectual quanto uma fotografia, um livro ou uma obra de arte. Concordamos, taí citações de pessoas importantes que não nos deixam mentir. Mas na era da internet, com esse boom de informações por todo o canto, como comprovar que a piada já não existia muito antes de chegar no Twitter?

 

2 – Pra quê de graça….se dá comprar (caro, ainda por cima!)?

Primeiro uma sacola de plástico, imitando sacola de mercado (mas numa cor “da moda”). Agora, vimos no Coisas que Amamos um saco de papel enrolado, igualzinho aqueles de botar sanduiche. E cada um não sai por menos de 140 dólares.

Achamos lindo os saquinhos no desfile pois pensamos que era apenas um truque de styling que, aliás, caiu como uma luva nos modelos. Ainda mais em um desfile masculino, que costuma ter poucos acessórios. Mas daí a querer vender um saco de papel é um pouco demais, não acham?

Pois fiquem sabendo que venderam. Tudo. Teve veículo dizendo que é peça de colecionador. E é nessas horas que a gente tem certeza que os designers adoram brincar de pegadinha do mallandro pra ver quem é o fashionista que cai na brincadeira.

 

3 – Conar x Blogueiras

gif emprestado lá do Como Eu Me Sinto Quando

Quase todo mundo deve estar ciente do que aconteceu na semana passada, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) abriu um processo para investigar uma suspeita de publicidade não identificada em três blogs brasucas. Muita gente tremeu nas bases, mas de certa forma a gente sentiu um alívio. Para não dizer que sentimos a esperança de ver o fim das falsas dicas de amiga, que muitas vezes podem custar bem mais de 3 mil Dilmas por post.

Esse tipo de fiscalização no universo da internet vai incentivar a profissionalização de algumas blogueiras que insistem em fazer publieditoriais (posts publicitários/pagos) no estilo “comprei, amei e compartilhei”. Já tem algum tempo que algumas pessoas vêm perdendo a credibilidade por conta de posts assim, afinal as leitoras não são burras.

O Conar é um órgão bem rígido e esse assunto não é brincadeira. Ganhar para fazer publicidade enganando o leitor é errad. Isso tem que ficar muito claro na cabeça de quem trabalha com veículos de comunicação, de blogs até as revistas passando por portais de moda (que muitas vezes também fazem propaganda camuflada de matéria).

No caso Sephora, nós não acreditamos que se trata de publipost. Nós achamos mais fácil ser um mimo ou venda comissionada, mas de qualquer maneira foi importante a fiscalização chegar perto dos blogs de moda.

Nós sempre concordamos com a identificação dos posts patrocinados nos blogs, nós só não colocamos todas as ações no mesmo saco. Aproveitando o gancho dessa história, resolvemos contar com procedemos aqui no (f)uti pra quem é nova no pedaço: O que é post pago deve entrar como publieditorial, mas acreditamos que as parcerias (trocas/permutas) e jabás (presentes) devem ter suas respectivas tags, afinal não tem ninguém recebendo dinheiro por isso, mas de certa forma a marca entrou em contato com a gente. Sem contar que na maioria das vezes falamos de algo porque procuramos, gostamos e não esperamos nada em troca. Acreditem, isso acontece e nós achamos essencial! Afinal, a maioria dos blogs começou com esse viés, né?

Desde seu primeiro publipost até hoje, o (f)uti trabalha com identificação do conteúdo pago, mas nosso cuidado vai muito além. Nós duas (e mais algumas blogueiras amigas) deixamos de aceitar muitos clientes por não ser algo em que acreditamos ou por não ser relevante para vocês leitoras. Dizer não para algumas cifras é fundamental para ter um veículo coerente onde os publieditoriais fazem sucesso como o resto do conteúdo.

Nós adoramos ver que as coisas estão caminhando para este caminho mais transparente, só não concordamos com radicalismos. Afinal é super normal o tal consciente coletivo aparecer nessa nossa área. Falar nas marcas queridinhas da blogosfera ou mesmo nos produtos de beleza da vez é algo comum de diversos sites, sem ninguém receber nada por isso! Todo mundo tem o direito de falar no que acredita, sem medo do que o Conar vai ou não achar, desde que tudo seja legítimo. Temos que exercer nossa liberdade com responsabilidade, mas não devemos nos sentir censuradas.

A título de curiosidade nós duas nunca tivemos um publieditorial questionado na vida, mas já tivemos dicas de belezas espontâneas “confundidas” com propaganda. O motivo? A marca mandou o produto de presente para várias blogueiras, que em busca de novas pautas, experimentaram e relataram suas experiências. Isso acontece direto e não deve ser confundido com publicidade. Esses são de fato os jabás que nós amamos!

E vocês, também preferem ver as publicidades marcadas como tal nos blogs que vocês visitam?

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14 Comentários

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    Chris Mendes
    04.09.2012 às 2:26

    Meninas, adorei o posicionamento de vocês a respeito do caso do Conar. Acho ÓTIMO pra que a blogosfera possa ser um ambiente confiável. O absurdo é pensar que, mesmo quando o publipost é marcado como tal, nós leitoras não deixamos de curtir a “dica”, pois quando se trata de um blog de credibilidade, subentende-se que mesmo sendo pago, a blogueira realmente curte e indica o produto. Ou seja: disfarçar é assinar embaixo que a dica é ultra falsa!!

    Um beijo

    • RESPONDER
      Joana
      04.09.2012 às 11:53

      Chris,
      Muito legal você ter falado nisso.
      Muita blogueira tem um feedback diferente das leitoras, que dizem não gostar de publis.
      Já aqui nossas leitoras costumam curtir alguns publis mais do que posts normais, tudo realmente varia de veículo para veículo.
      O importante é sermos coerentes com a nossa verdade, a gente tenta ser assim o tempo todo.

      Tomara mesmo que a blogosfera ganhe esse ambiente confiável do qual você falou.

      Beijos

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    Leticia Sayonara
    04.09.2012 às 7:35

    Eu concordo que uma piada é propriedade intelectual como a arte, mas discordo que, necessariamente, ele tenha copiado. Uma piada como “Como ganhar dinheiro fácil? Usa klapaucius ;!;!;!;!” não é difícil de ser pensada. Eu mesma já fiz essa piada, sem nunca ter lido ninguém que a fez. Pq? Porque já joguei The Sims, então me veio a cabeça. Só!
    Esse dos jabás eu jácomentei tanto que vou ate ficar na minha pra não sobrar pra mim kkkk
    beijos!

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    Aly
    04.09.2012 às 10:41

    É muito legal essa maneira sincera que vocês tratam as leitoras, por isso e outras que gosto muito de ler o blog de vcs.

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    Lyanna
    04.09.2012 às 11:04

    Muuuuito antes de ser blogueira (será que já posso me considerar assim?!) sempre tive a opinião firme e crítica em relação a essa publicidade subliminar praticada por alguns blog. Talvez por ser advogada sempre tive um olhar jurídico acerca desse assunto e para a regularização e fiscalização do certos fatos na internet, não há necessidade de legislação específica, afinal de contas internet não é Matrix, nem um universo paralelo, é um acontecimente social inserido dentro de nossas relações, portanto plenamente subordidade há várias leis já existentes, tal como o Código de Defesa do Consumidor.
    Sobre a posição de vcs, o (f)uti tem todo o meu amor e admiração desde sempre. Sou fã há séculos e um dia quando o meu blog receber uma proposta financeira, sem dúvida haverá uma grande tag indicando: publieditorial, porque isso é o minimo de respeito, responsabilidade jurídica e civilidade que uma blogueira deve ter.
    Bjo

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    Gih
    04.09.2012 às 11:33

    Eu nunca sei quando colocar quando a marca manda jabá e eu gosto e vou fazer um post..
    todo mundo cai em cima dizendo que é publi, e eu falo que se não pagaram por isso não era publipost..
    vou fazer uma tag de jabá haha.
    Sobre a sacolinha de papelão custar tudo isso.. bom, paga quem quer e quem tem sobrando né. porque é muita ignorancia considerar isso ai um ítem de colecionador.
    A Gina tá perdida, cada hora diz algo difernete do que havia dito.. achei muita falta de personalidade sair copiando os outros
    kisses

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      Carla
      04.09.2012 às 13:13

      Gih, se vc não fizer a tag jabá, avisa no post que vc ganhou da marca! Também vale! :)

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    Larissa
    05.09.2012 às 16:47

    Por isso que eu amo esse blog, essa transparência de vocês é o que conquista a gente meninas, parabéns pela inteligencia e transparência!!!!

    • RESPONDER
      Carla
      05.09.2012 às 16:55

      Ahhh, que fofa! :)

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    Mariana (@andpizzazz)
    05.09.2012 às 17:02

    Antes de mais nada, adooro essa seção de vocês!

    Da Gina, como não tenho fb nem sabia/vi nada disso, total perdida! Mas acho que não faz muita diferença! Já a bolsa de papel foi discussão semana passada no twitter, por mais estúpido que seja – e é – acho que cada um gasta o dinheiro como quer, não é verdade?
    E do assunto maais polêmica da semana – pelo menos na minha tl – eu adoro/concordo com a postura de vocês, que presa a transparência. Avisar quando é publicidade, quando é jabá é ter respeito pela leitora! E, principalmente, postar jabá/publicidade que tenha a ver com o blog, caso contrário fica estranho e pega mal. Acho que essa publicidade velada, principalmente post pago, é criminosa e merece ser punida. Tem muita gente ingênua que cai nesse tipo de coisa, por incrível que pareça! Porém, admito que uma parte saudosista minha tem preferência pelo modelo antigo de blogs, onde realmente não existia a parte comercial da coisa. Mas aí é uma questão de gosto, em geral deixo de ler um blog que ficou muito comercial. Mas a diferença entre deixar de ler pq acho chato e o negócio ser criminoso, entende? De qualquer jeito, esse assunto vai dar pano na manga!

    bjs, mari

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    Denize Paz
    05.09.2012 às 18:18

    Acho bobagem essa coisa de autoria com relação às piadas, pois todo mundo conta piada de todo e ninguém diz nada, está tudo bem. Quem vai a show de piada sabe bem disso, em Fortaleza, por exemplo, tem muito disso. Quanto ao case de MKT, acredito que se deve à ideia em si, que convenhamos, foi mesmo boa.

    Abraço,
    Denize

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    Ana Carolina Marinho
    10.09.2012 às 12:51

    Adoro o posicionamento do (F)utilidades quando o assunto é publieditoriais ! Não tenho nada contra esse tipo de propaganda, mas gosto de ver quando é bem identificado. E entre os blogs que eu leio isso só acontece aqui e no Petiscos, outras blogueiras colocam o aviso pequenininho, no final do post…tipo aqueles asteriscos em propagandas das Casas Bahia e Ricardo Eletro. Quando vejo um publi bem identificado, corro logo pra conhecer a marca/serviço !

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      Carla
      10.09.2012 às 13:29

      Obrigada, Ana! Mas seu posicionamento é raro, viu? Tem muita gente que ainda pensa que é só ter a palavra publieditorial para concluir que a opinião é comprada! Pode até ser o caso de alguns blogs, mas não é o nosso caso MESMO! Beijosss

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    Juliana santos
    10.11.2012 às 15:29

    gente pq sera que sempre quando a gente gosta de alguem essa pessoa nao gosta da gente ou melhor nao da nem bola para gente e quando a pessoa vai começa a gosta e dar bola para gente a gente ja esta em outra néh hehe rsrsrsrsrs

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