0 em Colaboradores no dia 05.09.2010

Especial: Domingo com Colaborador

Apesar da pausa de duas semanas, o nosso colaborador de Fortaleza está marcando presença por aqui novamente. Para quem não conhece o Lucas Pinheiro, jornalista da TV Unifor, escreve por aqui aos domingos e é sempre bem vindo na família (f)utilidades!

Ele já escreveu por aqui os seguintes textos: Passando a felicidade no débito, Homem que é homem e Labels em Fortaleza ou o conforto do Rio?

www. O-QUE-É-REAL-?.com

Bem, pra iniciar a coluna de hoje, gostaria de me desculpar pela ausência nas duas últimas semanas. Tem sido meio intenso organizar tudo que eu tinha para fazer aqui na linda e ensolarada Fortaleza… Primeiro, perdi quase um mês inteiro de aula na faculdade, ou seja, tinha todo esse tempo de estudos para recuperar.  Além disso, o meu querido @panoramatvu estava à todo o vapor e eu voltei a coordenar o programa, então por isso tive que me reinterar dos fatos e cuidar dos novos estagiários. Perdão J., perdão C., prometo que não esqueci de vocês ok? hahahah.

Mas enfim, essa semana o que mais me chamou atenção entre os acontecimentos loucos do nosso dia-a-dia, foi a ligação que muitos dos meus colegas, e inclusive eu, temos com o mundo virtual. E por isso a coluna de hoje vai ser tooooodinha dedicada aos meus companheiros viciados no computador. E não vamos ser hipócritas, vamos todos admitir que hoje em dia, viver um dia sem alimentar o nosso vício de Gb e WWW’s, a gente meio que… tem vontade de se matar…. hahaha (sim sou exagerado, aprendam a amar ok?!).

Ok, vamos colocar os pingos nos i’s… : não podemos negar que existe um mundo com infinitas possibilidades dentro dessas telinhas de cristal líquido, criado e mantido pela rede mundial de computadores. : vivemos também num mundo maravílhoso, que muitas vezes possui um “photoshop natural”, e quem tem algo que é muito importante, e na verdade, essencial. Nesse mundo podemos tocar nas coisas, sentí-las, cheirá-las…. não subestimem esse poder! E , mas não menos relevante: nenhum desses mundos vive sem o outro. (aiaiai, eu nessas ondas de ler livros do Dalai Lama ando muito filosófico! hehehe)

O que na verdade deveria existir, pelo menos na minha simples e singela opinião, é um mundo transitório, onde a gente fica por algum tempo enquanto procuramos os elementos que serão utilizados na vida prática, real. Quando invertemos essa relação, ficamos… por falta de uma palavra mais insipradora… doentes.

Essa sim deveria ser considerada a doença do século, a qual querendo ou não todos nós vivemos. Uma patologia que existe por não perceber essa relação e passar a viver mais lá do que cá. (Tô #TENSO aqui lembrando daqueles caras que morreram jogando #worldofwarcraft, e sim sou NERD o bastante pra saber desse jogo… e jogar uma vez ou outra tb #fail).

O fenômeno mais próximo de um mundo virtual já criado é aquele jogo Second Life, em que jogadores conectados em rede vivem literalmente uma segunda vida… Lembrando que qualquer peituda pode ser o entregador de pizza… #dica para os tarados de plantão hehehe.

Nele é possível criar uma personalidade, ter uma profissão, bater papo com outros jogadores plugados, fazer compras, ir a shows, construir casas. Os jogadores interagem em lugares variados, que parecem o mundo “real”: há bares, restaurantes, praias, boates e réplicas de algumas cidades. Essa vida de “faz de conta” não faz mal, é até divertida e favorece a criatividade desde que não roube de maneira exacerbada o tempo da vida real.

Li esses dias um livro chamado “2015 – Como Viveremos” do jornalista Ethevaldo Siqueira, que é um especialista em tecnologia, e que se dedica a estudar exatamente esse tema. Vocês podem encontrar esse livro que VALE MUUUUUITO A PENA, na Saraiva.
Num artigo recente ele escreveu sobre uma dúvida que atinge muitas pessoas: afinal, a “virtualização” é prejudicial mesmo ou não?

A conclusão (deixando bem clara que é DELE, a conclusão DELE… hehehe tirando a minha da reta…), é que não haverá ameaça de substituição de um mundo pelo outro, a não ser que a gente permita que isso aconteça. O mundo virtual surgiu como algo mais, como um acréscimo, fruto da evolução natural da humanidade, que tem na tecnologia seu mais espetacular avanço. Como evoluímos mais na tecnologia que no humanismo, esse descompasso cria desconforto e desconfiança.
(#profundo, digno de sua santidade Dalai Lama…. amo ele…. hehehe.)

Cara, de acordo com Darwin, o carinha das leis naturais de evolução das espécies… Na vida, jogamos contra nosso interior e só podemos, portanto, ser vencidos por nós mesmos. A escolha sempre será o grande momento da verdade na existência humana. Ou seja, escolha bem, quais momentos você quer passar e, mais importante, como quer passá-los… Olhando mega píxels, OU sentindo a maresia bater no rosto enquanto assiste o quebrar de ondas na praia com os pés enterrados na areia, tomando um belo açaí???
Acho que pra mim, a resposta já está na cara…

Até semana que vem, obrigado a todos que estãoa companhando e me pedindo no twitter para voltar ao blog, é muito bom saber que estão gostando!

Como sempre, #fikadika! Beijos…


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