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2 em Autoconhecimento/ Mayara Oksman no dia 24.07.2018

Sobre abrir as asas e (tentar) voar!

Mês passado vim aqui no Futi falar com vocês sobre segundas chances e fiz uma breve menção ao que ainda seria a minha “grande segunda chance”. Quando escrevi aquele texto, já bem ciente dos meus planos, fiquei me perguntando como ia explicar para as pessoas o que eu ia fazer a seguir. Na realidade, eu estava mais preocupada com o que os outros iam achar da minha decisão: se iam me achar louca, se iam rir da minha cara, se iam me desencorajar.

Sei que isso não deveria importar tanto, mas no meio do furacão, com medo do incerto e do que quer que viria a seguir, ser desencorajada ou ouvir coisas negativas não ia ser de grande ajuda. Se eu deixaria de seguir em frente? Acho que não, mas seria sim mais difícil, não vou negar!

No final todo mundo acabou me dando algum tipo de suporte diferente, mas que, em conjunto, se transformou em algo muito positivo para carregar comigo. Essa energia toda veio dos meus pais, avós, irmãos, sobrinhos, primos, amigos, dos meus chefes e colegas de trabalho. Cada um, de alguma forma, me deu força para seguir em frente e eu sou (e serei para sempre) imensamente grata por isso.

Pois bem, depois de alguns meses pensando muito, trocando muita ideia, batendo muito papo e guardando um pouco de dinheiro, pedi demissão do que eu, até algum tempo atrás, achava que era o emprego dos sonhos, comprei uma passagem para a Itália e cá estou agora vendo a papelada da minha cidadania para tentar escrever um novo capítulo da minha história daqui do velho continente (bebendo bons vinhos, fica a dica).

Se eu vou ficar na Itália? Não sei. Se eu vou ficar aqui três, seis, doze meses? Não sei também gente! Pela primeira vez na minha vida eu liguei o modo “não saber”. E olha que para control freaks como eu, não é nada fácil simplesmente “não saber”. Mas foram meses e meses de terapia para entender que tudo bem não saber o que vem por aí. Que eu não preciso ter medo. E que o máximo que vai acontecer é eu voltar para o Brasil. Sem dinheiro ou com uma reserva bem pequena, sem emprego, mas espero muito que, no mínimo, com muitas histórias para contar, aprendizados e outros tipos de riquezas dentro de mim. E, como família e amigos queridos disseram, serei recebida de braços abertos. Então por que não me dar essa (segunda) chance, correr esse “risco”? Se eu nunca for, nunca vou saber o que seria, não é mesmo?

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Nesses primeiros dias na Itália gastei boas horas lendo “O ano em que morri em Nova York”, da Milly Lacombe. Logo nas primeiras páginas veio uma frase que muito me impactou, porque se encaixou com o que eu estava sentindo, pensando, repensando e criticando em mim mesma há algum tempo: é perfeitamente possível que nos adaptemos a uma vida de cativeiro, porque as mesmas paredes que limitam também protegem”.

Acho que tenho dois principais motivos para ter “largado tudo”. O primeiro, mais claro e que tem tudo a ver com a frase do livro, é sair debaixo das asas dos meus pais, tentar voar sozinha e seguir meu sonho de morar fora do Brasil. O segundo, um pouco mais complexo, é tentar entender o que é felicidade para mim. Talvez ela esteja bem debaixo do meu nariz, mas do jeito estava a minha vida, não conseguia e nem consigo até agora enxergar isso. Eu tenho plena consciência de que não dá para ser feliz todos os dias. Mas no final, a conta dos dias menos felizes não pode ser tão grande como estava sendo nos últimos tempos.

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Como disse no meu instagram, na minha última foto em solo brasileirobora voar, expandir meu mar, ressignificar, descobrir, redescobrir, pensar, conhecer, andar, sorrir, chorar, aprender, surtar, entender, tentar, lutar, cansar, descansar.

E é isso, gente. To aqui pensando muito positivo, esperando que essa experiência, dure o quanto tiver que durar, seja uma jornada de autoconhecimento, com muito significado e intensidade. 

2 em Destaque/ Nova Zelândia/ Trip tips/ Viagem no dia 04.05.2018

Os destaques da Ilha Sul da Nova Zelândia

Que a Nova Zelândia é linda de morrer, acho que já convenci todo mundo. O país da natureza exuberante e intocada é um prato cheio para quem curte atividades ao ar livre e um contato bem diferenciado com o ambiente.

Já contei aqui no blog sobre os principais passeios próximos a Queenstown, os cruzeiros na região de Fiordland e as nossas aventuras no motorhome, isso tudo na ilha Sul. Coisa pra caramba, né? Mas antes de passar para as dicas da ilha Norte, separei mais alguns programas imperdíveis que fizemos na primeira parte da nossa viagem, para mostrar como o país não nos deixou de surpreender em nenhum momento.

Mt Cook Heli Hike

A região de Mt Cook entrou na lista dos destinos a serem visitados na Nova Zelândia por um motivo muito simples: a região montanhosa tem neve durante o ano inteiro, mesmo no verão. Como uma tradicional carioca que sou, não perco a oportunidade de estar em contato com neve e gelo.

Só que na Nova Zelândia, para se visitar as geleiras não se pode mais subir caminhando desde o chão, para evitar a erosão acelerada que estava acontecendo. E foi aí que fizemos uma das coisas mais divertidas na viagem: heli hike, que é basicamente um vôo de helicóptero até lá em cima da montanha, seguido de uma caminhada e depois um outro vôo de helicóptero para voltar.

Sim, o cenário é você e mais algumas outras poucas pessoas, sozinhas, andando com grampons nos pés (aquelas garras de urso) em cima do gelo no meio de uma cadeia de montanhas cobertas por neve. Visualizou? É incrível!

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Ficamos em torno de 1:30 andando no gelo, passando por riachos com água de degelo e entrando em cavernas azuis turquesa. A parte do helicóptero também foi demais: muito mais que só um meio de transporte, o vôo foi panorâmico e chegou pertinho das montanhas.

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Para essa experiência nada tradicional, escolhemos o pessoal da Alpine Guides e super recomendamos. São super sérios e muito atenciosos.

 

Earth&Sky

A região de Lake Tekapo integra a Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve. Trocando em miúdos, uma “reserva de céu escuro” é um lugar em com uma qualidade excepcional de noites estreladas e atividades noturnas. Eu ouvi estrelas? Bom, se era para ver estrelas, eu quis ir logo no lugar mais preparado e mais bem recomendado que tinha para aproveitar o máximo dessa experiência.

Foi numa dessas que descobri a Earth&Sky e o Mt John Observatory Tour: é um passeio exclusivo para ver estrelas que usa a estrutura do observatório Mt John (incluindo todos seus telescópios gigantões). Os guias são mega ultra qualificados (são todos astrônomos de verdade!!!) e mostram com toda paciência do mundo as constelações e estrelas mais famosas do hemisfério sul, incluindo o Cruzeiro do Sul, a Via Láctea, Júpiter, Saturno e seus Anéis, além de muitas outras estrelas menos conhecidas mas super interessantes.

Eu já tinha feito um passeio de Stargazing (como se chama esse negócio de ver estrelas) no Atacama, mas achei que ali, em Tekapo, as pessoas tem um pouco mais de cuidado com a questão da manutenção do escuro: o ônibus que leva as pessoas desde o centro até o observatório vai todo apagado e as únicas luzes que vemos é em tom vermelho, para que as pupilas se dilatem e seja possível enxergar melhor as estrelas. Até ganhamos de brinde uma lanterninha vermelha!

Sen-sa-cio-nal!

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Imagem: Earth&Sky

Tekapo Springs

Acho que já contei por aqui que sou fã de relaxar e não fazer nada. Quando descobrimos que em Tekapo tinha um lugar com piscinas aquecidas, feito para esquecer da vida, não pensei nem 2 vezes. Fomos para Tekapo Springs numa tarde e ficamos hooooras lá largados, só regulando a temperatura da água que mais nos apetecia: de 36 a 41 graus, a depender do gosto do cliente.

As termas são super bem cuidadas e bastante espaçosas, bem agradáveis para pessoas de todas as idades. De quebra, ainda se tem uma vista mais que privilegiada do lago Tekapo e das montanhas que o rodeiam.

Nós aproveitamos para pegar um ingresso que se chama “Soak & Slide”, que incluía não só o acesso às piscinas mas também a 3 escorregas infláveis gigantes. Apesar de divertido, acabamos aproveitando mais a parte do relaxamento do que da adrenalina.

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Tekapo Stargazing

E se já tínhamos gostado da Tekapo Springs durante o dia, imagina a felicidade ao descobrir que existia a opção de juntar os dois programas acima em um só: sim, a Tekapo Stargazing é um passeio para se ver estrelas enquanto você está aproveitando as piscinas quentinhas, tudo ao mesmo tempo.

Com guias bem atenciosos, a primeira parte do passeio é de reconhecimento do céu e identificação das principais constelações, assim como o tour da Earth&Sky. Mas é na segunda parte que a coisa fica fantástica: tivemos um tempão para entrar na piscina e nos aconchegar em colchões infláveis para ficar babando naquele céu que parecia de mentira. Romântico e relaxante definem a experiência.

Imagem: Tekapo Stargazing

 

 Dolphin Encounter

Fomos para a região de Kaikoura propositalmente para explorar o que o oceano tinha para nos oferecer. Obviamente que o Dolphin Encounter, um mergulho de snorkel no mar para chegar pertinho de golfinhos selvagens, não poderia ficar de fora. Eu amo mergulhar e já tinha tido contato com golfinhos em seu habitat natural algumas vezes… mas nenhuma como na Nova Zelândia.

Escolhemos o horário do nascer do sol para embarcar na nossa aventura, afinal de contas, os golfinhos acordam cedo e nós queríamos encontrá-los dispostos e animados. Que decisão acertada! Além de presenciarmos um nascer do sol estupendo, foi só cair no mar para termos a certeza que ter dormido poucas horas naquela noite se pagou mil vezes: não era 1, nem 2, nem 3… era um milhão de golfinhos dançantes e felizes dando piruetas em volta da gente!

O pessoal da Dolphin Encounter faz um trabalho muito bacana de estudo, pesquisa e preservação da área. E para quem está ali visitando, como nós, eles ensinam exatamente o que fazer para que os golfinhos gostem da gente e interajam (afinal de contas, foi pra isso que fomos até lá). Então não se assustem com o barulho bizarro do vídeo abaixo, sou eu falando golfinhês (e eu juro que eles estavam me entendendo!).

Da lista das coisas mais incríveis que eu já fiz na vida: nadar com um milhão de golfinhos em Kaikoura, na Nova Zelândia! Eu já tinha tido a experiência de nadar com golfinhos selvagens em Noronha (por pura sorte) e na Polinésia Francesa, mas nunca tinha visto tantos juntos. E como eles são animados gente! Fizemos o passeio com a @dolphinencounterkaikoura, super profissional e preocupada com a preservação desses fofuchos. E o mais legal: o pessoal da Dolphin Encounter ensinou a gente a interagir com os golfinhos para eles brincarem mais com a gente! O resultado foi uma pessoa fazendo barulho de sonar para se comunicar com os golfinhos (ou achar que está se comunicando) e nadando em círculos igual uma louca! 🤣 E o pior foi que super funcionou! Eles adoram! Que experiência fantástica! . . . . @purenewzealand #purenewzealand #mustdonz

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Não dá pra descrever a emoção que foi estar durante horas dentro da água com essas criaturinhas, nadando e interagindo. Arrisco dizer que foi um dos pontos mais altos da viagem!

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Whale Watch Kaikoura

Também na região de Kaikoura, fomos em busca dos maiores mamíferos do mundo: baleias! Para isso, entramos no barco com a Whale Watch Kaikoura rumo ao mar aberto para ver se teríamos a sorte de ver esses gigantes passeando por ali.

E demos muita sorte! Vimos baleias azuis e as tradicionais cachalote, muito presentes na região. E o melhor: elas estavam assanhadas e mostraram seus rabinhos para nós várias vezes, quando mergulhavam! Sem dúvida a parte mais legal foi ver os rabos desaparecendo na água enquanto ficávamos frenéticos tirando um milhão de fotos por segundo!

E na lista de coisas fantásticas para fazer na Nova Zelândia, o Cruzeiro para avistar baleias não poderia ficar de fora. Também na região de Kaikoura, onde vimos aquele tanto de golfinhos animados, também tivemos a oportunidade de ver esses gigantes do mar com a @whalewatchkaikoura. Não da pra descrever a emoção do primeiro encontro em uma vida com os maiores mamíferos do planeta! E o melhor: estávamos esperando ver “apenas” sperm whales, as baleias cachalote que são muito presentes na região. Por fim, vimos também mais de 3 baleias azuis, as maiores que existem, que fizeram questão de mergulhar e mostrar seus rabinhos pra gente! Quase infartei, juro! Sensacional o passeio e muito recomendado! #purenewzealand #whalewatchkaikoura #kaikoura #nzmustdo #kiaorafromkaikoura @kaikouranz @hypstar.brasil #hypstarbrasil @purenewzealand

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Os guias do barco eram super entendendidos de baleias e passavam várias informações interessantes, além de ajudarem a gente a procurar por elas. Foi uma experiência bem divertida e muito emocionante!

Para completar, o visual do passeio de barco era magnífico e parecia um quadro de tão lindo.

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Gosta de natureza? Então vai por mim, inclua a ilha sul da Nova Zelândia nos seus planos de viagem. É algo de outro mundo!

0 em Destaque/ Nova Zelândia/ Trip tips/ Viagem no dia 20.04.2018

Como foi dormir no meio dos “fiordes” neozelandeses

Muito se engana quem pensa que as nossas aventuras na Nova Zelândia se limitaram a dormir no motorhome. Não senhor. A gente queria conhecer a fundo o melhor que o país tem a oferecer, mesmo que para isso tivéssemos que abrir mão de conforto e “pipocar” de cidade em cidade.

E foi numa dessas que deu a louca, pegamos o carro e dirigimos quase 300 km de Queenstown ao Fiordland National Park, uma região de beleza exuberante no sudoeste da Nova Zelândia.IMG_4691

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Fiordland é, como o nome já sugere, uma região montanhosa toda cortada pelo mar, lembrando muito os fiordes da Noruega (nunca fui, mas já vi muitas fotos). A verdade é que os fiordes da Nova Zelândia não são fiordes propriamente ditos e sim sounds, o que, para uma leiga como eu, não faz a menor diferença (existe um detalhe geográfico que diferencia os fiordes dos sounds, mas pra mim o visual é o mesmo!).

O sound mais visitado da região é disparado o Milford, seguido de Doubtful. Normalmente, os turistas vão até lá de carro ou de aviãozinho, fazem um passeio de barco e é isso. Mas a gente sempre busca fazer algo diferente.

E foi pesquisando que eu descobri que a Real Journeys, uma das maiores operadoras de passeios nos sounds, oferecia cruzeiros de 1 noite tanto para Milford quanto para Doubtful. Sim, esse seria o nosso passeio em Fiordland, mas para qual dos sounds? Ai meu Deus, como escolher? Depois de procurar pra caramba na internet e não chegar a conclusão nenhuma, decidi a coisa mais óbvia para uma geminiana indecisa: vamos nos dois! E assim embarcamos em uma aventura de 2 dias dormindo em barcos no meio dos “fiordes” neozelandeses.

Começamos por Milford sound. No caminho, ao longo da rodovia 94 (Milford Road), já deu para ter uma noção das belezas que íamos encontrar: são várias paradas com mirantes de frente para paisagens incríveis. Infelizmente, calculamos mal o tempo de viagem e acabamos nos atrasando para sair de Queenstown, o que limitou à beça nosso tempo livre para aproveitar o caminho. Acabamos chegando no terminal de visitantes de Milford Sound nos 45 do segundo tempo, já correndo para embarcar. Mas deu tempo, ufa!

Fizemos uma mochilinha só com o que íamos usar no barco e embarcamos felizes e contentes no Milford Wanderer, o navio que nos levaria para explorar a região. Fomos direcionados aos nossos aposentos (um quarto com 2 beliches bem estilão barco mesmo), largamos nossas coisas e subimos para o convés, onde foi servida uma sopa enquanto navegávamos até o primeiro ponto de parada. E quem é que consegue comer com aquele visual fantástico passando pela janela?

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Ao chegar lá, fomos convidados a pegar um bote e ir até terra firme, onde poderíamos fazer um pedacinho da Milford Track, uma das Great Walks (grandes caminhadas) neozelandesas. A trilha é das mais famosas do país e sua versão completa tem quase 54 km de extensão. Obviamente, fizemos um mini pedacinho dela, só para deixar um gostinho de quero mais. O caminho é feito ao redor dos sounds, pelo meio da floresta, passando por rios e cachoeiras. Aproximadamente 1 hora e meia depois, voltamos para onde estava o bote e depois para o navio.

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Navegamos mais um pouco até o local onde passaríamos a noite. Depois, tivemos o resto da tarde livre para relaxar, pedir um vinho no bar, jogar um jogo ou só ficar apreciando a paisagem. Eu tinha lido que chove quase todo dia nos sounds, mas demos a sorte de pegar uma tarde com sol, o que fez toda a diferença para a experiência.

Descemos para tomar banho. Os banheiros eram coletivos mas impressionantemente limpos e bem cuidados (eu estava preparada para tomar banho num banheiro de albergue de última categoria, então foi uma grata surpresa). Aliás, o navio todo era bem limpo e muito direitinho.

No cair da noite, foi servido um jantar fantástico (os chefs do Milford Wanderer realmente estão de parabéns!). Depois da comida, para quem estava mais disposto, era possível subir até a parte superior do navio para observar as estrelas.

No dia seguinte, acordamos cedo para ver o nascer do sol. O dia estava super nublado e o visual estava bem diferente do que havíamos visto (na minha opinião, com sol fica mil vezes mais bonito!). Tomamos um belo café da manhã e o partimos para fazer uma grande navegação por dentro de Milford Sound.

O passeio foi bem bonito. Passamos perto de cachoeiras lindas e tivemos a sorte de sermos seguidos por um grupão de golfinhos. Vimos ainda uma colônia de leões marinhos e um pinguim solitário nadando meio a esmo.

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E por volta das 9:30, voltamos ao centro de visitantes. Pegamos o carro e fomos na loucura até Manapouri, onde embarcaríamos para o nosso segundo cruzeiro, dessa vez para Doubtful Sound.

O passeio começa um pouco diferente do que fizemos em Milford. Primeiro, pegamos um catamarã que atravessou o lago Manapouri. Depois, pegamos um ônibus, que nos levou numa serrinha até o lugar onde de fato embarcamos no navio (tem um mirante LINDO no caminho).

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Dali foi tudo bem parecido com a dinâmica do primeiro cruzeiro, exceto pela parte da trilha: no cruzeiro de Doubtful o passeio extra é de caiaque. Achei divertidíssimo me aventurar pelas águas geladas dos fiordes!

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Mas o ponto alto desse cruzeiro foi o momento em que entramos em uma baíazinha para ouvir o som do silêncio: desligaram todos os motores do navio e pediram para ninguém conversar durante alguns minutos. Ficamos ali, parados, no meio dos sounds só ouvindo o barulho das cachoeiras e dos pássaros. Uma conexão com a natureza fantástica! E quanto mais a gente prestava atenção, mais coisa conseguia ouvir. Muito bacana!

Infelizmente, o tempo em Doutbful não colaborou e ficou super nublado durante todo o passeio. Mesmo assim, achei bem bonito.
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O visual dos dois é bem parecido. Na minha cabeça, Milford tem montanhas mais altas, mas é mais largo, enquanto Doubtful é mais estreito com montanhas mais baixas – mas isso é na minha cabeça, não tenho comprovação científica nenhuma dessa informação. Como peguei a tarde de sol em Milford, tendo a dizer que lá é mais bonito.

Agora minhas conclusões e dicas sobre a nossa experiência:

  • O tempo faz uma super diferença, mas como isso é algo que você não pode controlar, vá preparado para pegar dias nublados (em termos de probabilidades, é quase certo que isso vai acontecer).
  • É importante ir com calma para ir aproveitando as belezas do caminho até Milford Sound, o que nós acabamos não fazendo. Se eu fosse de novo, talvez dormisse em Te Anau, no começo da Milford Road, para sair bem cedinho e ter tempo para admirar os mirantes.
  • Para quem não tem tempo de sobra, talvez faça sentido investir no vôo de teco-teco que a Real Journeys oferece: em cerca de 30 minutos você sai de Queenstown e pousa em Fiordland, com o bônus de ter uma vista aérea que deve ser um escândalo.
  • Para quem não tem tempo e não quer investir no avião, ir de ônibus pode ser uma boa idéia. A viagem é longa e cansativa para o motorista (eu, no caso), principalmente se for fazer bate-e-volta no mesmo dia.
  • Se você quer ter a experiência de ter os sounds só pra você, o cruzeiro de 1 noite é a melhor opção. Durante o dia, vários barcos fazem passeios pela região, mas só 1 ou 2 barcos tem a autorização para dormir por ali.
  • Por serem muito parecidos, achei que fazer os dois passeios foi um pouco de exagero. Eu optaria apenas por um (até pq são bem carinhos), mas não deixe de incluir uma visita a Fiordland no seu roteiro!

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Em resumo, a experiência de dormir no meio dos sounds foi única e muito especial. Foi incrível estar ali no meio de um de montanhas tão lindas banhadas pelo mar, sozinhos, podendo ouvir os sons mais profundos da natureza.