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0 em Destaque/ Nova Zelândia/ Trip tips/ Viagem no dia 20.04.2018

Como foi dormir no meio dos “fiordes” neozelandeses

Muito se engana quem pensa que as nossas aventuras na Nova Zelândia se limitaram a dormir no motorhome. Não senhor. A gente queria conhecer a fundo o melhor que o país tem a oferecer, mesmo que para isso tivéssemos que abrir mão de conforto e “pipocar” de cidade em cidade.

E foi numa dessas que deu a louca, pegamos o carro e dirigimos quase 300 km de Queenstown ao Fiordland National Park, uma região de beleza exuberante no sudoeste da Nova Zelândia.IMG_4691

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Fiordland é, como o nome já sugere, uma região montanhosa toda cortada pelo mar, lembrando muito os fiordes da Noruega (nunca fui, mas já vi muitas fotos). A verdade é que os fiordes da Nova Zelândia não são fiordes propriamente ditos e sim sounds, o que, para uma leiga como eu, não faz a menor diferença (existe um detalhe geográfico que diferencia os fiordes dos sounds, mas pra mim o visual é o mesmo!).

O sound mais visitado da região é disparado o Milford, seguido de Doubtful. Normalmente, os turistas vão até lá de carro ou de aviãozinho, fazem um passeio de barco e é isso. Mas a gente sempre busca fazer algo diferente.

E foi pesquisando que eu descobri que a Real Journeys, uma das maiores operadoras de passeios nos sounds, oferecia cruzeiros de 1 noite tanto para Milford quanto para Doubtful. Sim, esse seria o nosso passeio em Fiordland, mas para qual dos sounds? Ai meu Deus, como escolher? Depois de procurar pra caramba na internet e não chegar a conclusão nenhuma, decidi a coisa mais óbvia para uma geminiana indecisa: vamos nos dois! E assim embarcamos em uma aventura de 2 dias dormindo em barcos no meio dos “fiordes” neozelandeses.

Começamos por Milford sound. No caminho, ao longo da rodovia 94 (Milford Road), já deu para ter uma noção das belezas que íamos encontrar: são várias paradas com mirantes de frente para paisagens incríveis. Infelizmente, calculamos mal o tempo de viagem e acabamos nos atrasando para sair de Queenstown, o que limitou à beça nosso tempo livre para aproveitar o caminho. Acabamos chegando no terminal de visitantes de Milford Sound nos 45 do segundo tempo, já correndo para embarcar. Mas deu tempo, ufa!

Fizemos uma mochilinha só com o que íamos usar no barco e embarcamos felizes e contentes no Milford Wanderer, o navio que nos levaria para explorar a região. Fomos direcionados aos nossos aposentos (um quarto com 2 beliches bem estilão barco mesmo), largamos nossas coisas e subimos para o convés, onde foi servida uma sopa enquanto navegávamos até o primeiro ponto de parada. E quem é que consegue comer com aquele visual fantástico passando pela janela?

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Ao chegar lá, fomos convidados a pegar um bote e ir até terra firme, onde poderíamos fazer um pedacinho da Milford Track, uma das Great Walks (grandes caminhadas) neozelandesas. A trilha é das mais famosas do país e sua versão completa tem quase 54 km de extensão. Obviamente, fizemos um mini pedacinho dela, só para deixar um gostinho de quero mais. O caminho é feito ao redor dos sounds, pelo meio da floresta, passando por rios e cachoeiras. Aproximadamente 1 hora e meia depois, voltamos para onde estava o bote e depois para o navio.

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Navegamos mais um pouco até o local onde passaríamos a noite. Depois, tivemos o resto da tarde livre para relaxar, pedir um vinho no bar, jogar um jogo ou só ficar apreciando a paisagem. Eu tinha lido que chove quase todo dia nos sounds, mas demos a sorte de pegar uma tarde com sol, o que fez toda a diferença para a experiência.

Descemos para tomar banho. Os banheiros eram coletivos mas impressionantemente limpos e bem cuidados (eu estava preparada para tomar banho num banheiro de albergue de última categoria, então foi uma grata surpresa). Aliás, o navio todo era bem limpo e muito direitinho.

No cair da noite, foi servido um jantar fantástico (os chefs do Milford Wanderer realmente estão de parabéns!). Depois da comida, para quem estava mais disposto, era possível subir até a parte superior do navio para observar as estrelas.

No dia seguinte, acordamos cedo para ver o nascer do sol. O dia estava super nublado e o visual estava bem diferente do que havíamos visto (na minha opinião, com sol fica mil vezes mais bonito!). Tomamos um belo café da manhã e o partimos para fazer uma grande navegação por dentro de Milford Sound.

O passeio foi bem bonito. Passamos perto de cachoeiras lindas e tivemos a sorte de sermos seguidos por um grupão de golfinhos. Vimos ainda uma colônia de leões marinhos e um pinguim solitário nadando meio a esmo.

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E por volta das 9:30, voltamos ao centro de visitantes. Pegamos o carro e fomos na loucura até Manapouri, onde embarcaríamos para o nosso segundo cruzeiro, dessa vez para Doubtful Sound.

O passeio começa um pouco diferente do que fizemos em Milford. Primeiro, pegamos um catamarã que atravessou o lago Manapouri. Depois, pegamos um ônibus, que nos levou numa serrinha até o lugar onde de fato embarcamos no navio (tem um mirante LINDO no caminho).

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Dali foi tudo bem parecido com a dinâmica do primeiro cruzeiro, exceto pela parte da trilha: no cruzeiro de Doubtful o passeio extra é de caiaque. Achei divertidíssimo me aventurar pelas águas geladas dos fiordes!

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Mas o ponto alto desse cruzeiro foi o momento em que entramos em uma baíazinha para ouvir o som do silêncio: desligaram todos os motores do navio e pediram para ninguém conversar durante alguns minutos. Ficamos ali, parados, no meio dos sounds só ouvindo o barulho das cachoeiras e dos pássaros. Uma conexão com a natureza fantástica! E quanto mais a gente prestava atenção, mais coisa conseguia ouvir. Muito bacana!

Infelizmente, o tempo em Doutbful não colaborou e ficou super nublado durante todo o passeio. Mesmo assim, achei bem bonito.
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O visual dos dois é bem parecido. Na minha cabeça, Milford tem montanhas mais altas, mas é mais largo, enquanto Doubtful é mais estreito com montanhas mais baixas – mas isso é na minha cabeça, não tenho comprovação científica nenhuma dessa informação. Como peguei a tarde de sol em Milford, tendo a dizer que lá é mais bonito.

Agora minhas conclusões e dicas sobre a nossa experiência:

  • O tempo faz uma super diferença, mas como isso é algo que você não pode controlar, vá preparado para pegar dias nublados (em termos de probabilidades, é quase certo que isso vai acontecer).
  • É importante ir com calma para ir aproveitando as belezas do caminho até Milford Sound, o que nós acabamos não fazendo. Se eu fosse de novo, talvez dormisse em Te Anau, no começo da Milford Road, para sair bem cedinho e ter tempo para admirar os mirantes.
  • Para quem não tem tempo de sobra, talvez faça sentido investir no vôo de teco-teco que a Real Journeys oferece: em cerca de 30 minutos você sai de Queenstown e pousa em Fiordland, com o bônus de ter uma vista aérea que deve ser um escândalo.
  • Para quem não tem tempo e não quer investir no avião, ir de ônibus pode ser uma boa idéia. A viagem é longa e cansativa para o motorista (eu, no caso), principalmente se for fazer bate-e-volta no mesmo dia.
  • Se você quer ter a experiência de ter os sounds só pra você, o cruzeiro de 1 noite é a melhor opção. Durante o dia, vários barcos fazem passeios pela região, mas só 1 ou 2 barcos tem a autorização para dormir por ali.
  • Por serem muito parecidos, achei que fazer os dois passeios foi um pouco de exagero. Eu optaria apenas por um (até pq são bem carinhos), mas não deixe de incluir uma visita a Fiordland no seu roteiro!

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Em resumo, a experiência de dormir no meio dos sounds foi única e muito especial. Foi incrível estar ali no meio de um de montanhas tão lindas banhadas pelo mar, sozinhos, podendo ouvir os sons mais profundos da natureza.

0 em Destaque/ Nova Zelândia/ Trip tips/ Viagem no dia 13.04.2018

As verdades sobre viajar de motorhome na Nova Zelândia

Você possivelmente já ouviu dizer que a Nova Zelândia é um dos melhores lugares do mundo para se andar de motorhome. Eu também. E foi por isso que eu decidi que essa era a oportunidade que eu tinha para me aventurar em uma casa de 4 rodas.

Realmente, o país é muito preparado para viajantes nômades, sejam os que estão de motorhome, campervan (um carro em que a mala vira uma cama) ou barraca de camping. Existem muitos motorcamps privados, acampamentos bem equipados com “vagas” separadas para cada uma das modalidades acima, com acesso a cozinha, banheiro com chuveiro e às vezes até sala com TV. Também há muitos campings públicos, com facilidades de banheiro e cozinha.

Além de ter ótimas estradas, não é preciso carteira especial para dirigir motorhomes na Nova Zelândia. Então não tinha como dar errado né? Mas deu.

Começando do começo, já que eu ia cair na estrada, decidi que queria o motorhome mais completo disponível. Pesquisando, descobri que a Britz era uma das locadoras mais respeitadas do país e tinha um preço mais amigo que as outras empresas do grupo (Maui e Mighty). Partimos então para a escolha da nossa casa motorizada: apesar de sermos só 4 pessoas, eram 6 lugares, com cozinha completa (até forno tinha!), sala e banheiro.

Pegamos nossa belezinha no aeroporto de Queenstown para seguir na direção Norte até Christchurch. Na hora do checkin, cometemos o primeiro erro gravíssimo: acreditando que o seguro do cartão de crédito serviria para o motorhome da mesma forma como serve para o aluguel de carros comuns, declinamos o seguro adicional vendido pela Britz.

Depois da euforia inicial de estar entrando pela primeira vez em uma casa que anda, colocamos as malas no bagageiro e partimos para a estrada. Só que já na hora de sair vimos que a coisa não seria tão simples quanto parecia: o motorhome era GIGANTE, muito largo, e a sensação era de estar dirigindo um caminhão. Eu, como motorista oficial da viagem, tive uma leve crise de pânico ao pensar que teria que me responsabilizar por aquele elefante branco por 6 dias e 5 noites e pela vida de mais 3 pessoinhas que estavam confiando nas minhas habilidades de direção. OBS: vocês estão lembrando que na NZ é mão inglesa né? Ah tá.

Ok, pânico controlado, partimos para o mercado. A verdade é que pensar que poderíamos comprar tudo que a gente quisesse para tomar café da manhã, lanchar e eventualmente jantar, deu um super ânimo. Nós parecíamos crianças vendo o papai noel chegar com os presentes: saímos enfiando tudo quanto era comida e bebida dentro do carrinho e depois descarregamos tudo no motorhome.

Dali partimos em direção a Wanaka, que seria o nosso primeiro destino. No caminho, nos demos conta que já não tínhamos tanta bateria assim no celular e lembramos que a atendente da Britz explicou que as tomadas só funcionavam se o motorhome também estivesse conectado à energia, o que a gente só conseguiria se ficássemos em um motorcamp. Começamos a procurar na internet igual uns loucos um lugar com vaga, sem muito sucesso (já pensou ficar sem bateria no celular? SOCORRO!). Aí partimos para o porta-a-porta: fomos em 3 motorcamps até encontrarmos um com vaga. Nossa senhora do smartphone salvou a gente! Realmente, as instalações eram muito direitinhas, tinha água quente, banheiro limpo e tudo mais. Tomamos um banho, jantamos e dormimos.

O dia seguinte amanheceu muito chuvoso e demos graças a Deus por estarmos em um carro com estrutura. Dirigimos até Blue Pools mas não conseguimos aproveitar muito por causa do mau tempo. Bom, já que nosso frigobar tinha ido com a gente, optamos por ficar ali mesmo jogando conversa fora e tomando uma cerveja (eles né, eu era a motorista, esqueceu?). Depois voltamos para o mesmo motorcamp, onde dormimos a segunda noite.

E foi na volta de Blue Pools que o primeiro desastre aconteceu: minha câmera profissional que estava na mochila em cima da mesa foi arremessada quando fiz uma curva um pouco mais fechada. A verdade é que a parte traseira do motorhome sacudia pra caramba e ninguém tinha imaginado que tudo que estivesse desprotegido iria eventualmente acabar no chão. Depois de ficar desolada por uns minutos com a semi morte da minha máquina que não ligava mais, resolvi abstrair. Paciência.

Guardamos tudo de quebrar debaixo da mesa ou dentro dos armários e seguimos viagem. Até que veio o segundo strike: o frigobar abriu sozinho e uma das garrafas de espumante que estava na porta saiu voando e se espatifou no chão. Como é de se imaginar, o cheiro de álcool impregnou o interior do motorhome e o líquido fez uma lambança no chão. Só aí foi que descobrimos que tinha uma tranca na porta do frigobar, por motivos óbvios. Estaríamos salvos, certo? Claro que não. Algumas horas depois a segunda garrafa, dessa vez de vinho, foi arremessada da mesma forma para fora do raio do frigobar que se destrancou sozinho (eu juro!).

A essa altura, nosso motorhome já tinha virado um chiqueiro. O chão estava grudento e fedia a vinho branco. Mas beleza, vamos seguir viagem.

Os dias que se seguiram foram de relativa paz. Fazíamos a função limpar banheiro, esvaziar depósito de água usada, encher tanque de água limpa e carregar o motorhome na energia diariamente. Uma trabalheira, verdade, mas era parte da experiência.

O combinado era que deveríamos evitar usar o banheiro, quando possível. Era só para emergências. Mesmo assim, ele ficou fedorento, e a salvação era jogar lá dentro um daqueles tabletes que se colocava nos sanitários antigamente, com um cheiro de pinho sol insuportável (mas era menos pior que o cheiro de xixi).

E foi num dia qualquer que sem querer resolvemos lavar a louça sem ter esvaziado o depósito de água, por puro esquecimento. Nem teríamos nos dado conta se não tivéssemos aberto a porta do banheiro e descoberto que o depósito tinha transbordado e tinha uma piscina de água suja no que deveria ser o nosso box (com o bônus de um tênis que tinha ficado esquecido ali dentro boiando). Sabe a visão do inferno? Tipo isso.

Todos os dias optamos por pagar por uma vaga com energia em um motorcamp privado, para termos o mínimo de dignidade para ir ao banheiro e tomar um banho quente direito. Mas teve um dia que não teve jeito: dormimos aos pés do Mt. Cook em uma cidade micra em que a única opção era o camping público sem chuveiro e sem tomadas. Fazer o que? Encaramos.

Foi então que pela primeira vez tentamos tomar banho no tal banheiro, numa tentativa desesperada de tentar fazer valer o fato de estarmos aguentando todo o perrengue de limpar aquilo todo dia sem ter de fato usufruído muito. Resultado? Um fiasco! Não conseguimos fazer a água esquentar por nada nesse mundo e tomamos um banho tcheco muito do mal tomado porque a água estava congelante.

Mas nem tudo foi caótico. De fato, tínhamos uma cozinha americana mara com passa pratos (mais conhecido como janelas), um telhadinho retrátil muito simpático, mesinha e cadeira para colocar do lado de fora. Foi gostoso ter a liberdade de parar em qualquer lugar e montar nosso próprio restaurante (ou bar, como preferir), depois juntar a bagunça e meter o pé na estrada. A sensação de liberdade era enorme e a gente podia dormir onde a gente quisesse (mesmo que na prática a gente quisesse mesmo era dormir em um lugar com tomada e banho quente!).

O que a gente não sabia era que o destino havia separado um grand finale para nós. Foi virando num estacionamento a 2 km/h (sim, dois quilômetros por hora, não foi erro de digitação) que aconteceu o apocalipse: como o motorhome era grande e largo, não vimos uma muretinha baixa de pedra e quando viramos, BUM. Destruímos a lateral em questão de segundos. NÃO É POSSÍVEL!

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A carcaça do nosso motorhome bem detonada

Depois de quase arrancar os cabelos de tanto desespero, resolvi ligar para o seguro, só para descobrir que existia uma cláusula que dizia com todas as letras que veículos da categoria motorhome/trailer não eram cobertos. E quem disse que a gente sabia? Pensei em chorar, pensei em gritar, olhei em volta para ver se podia colocar a culpa em alguém (fiz isso com meu marido, assumo)… mas nada ia resolver.

Já ouviram aquele ditado “o que não tem solução, solucionado está”? Resolvi relaxar de vez. Sim, tinha sido um baita preju e uma missão ter alugado aquele treco, mas no fundo no fundo a gente estava se divertindo e voltaria da viagem com muita história para contar.

Viajar de motorhome foi sair da zona de conforto. Para nós, foi aprender a lidar com frustrações e imprevistos, foi ter que inovar e ter novas idéias do que fazer quando as coisas não saíram como o planejado. Foi aprender a achar graça de coisas como o forno que nunca conseguimos ligar, a água quente que nunca conseguimos usar, o frigobar assassino que cuspiu 2 das nossas garrafas de vinho, e a tão amada câmera profissional que saiu voando e parou de funcionar. No fim, conseguimos achar graça até da lateral da carcaça que ficou em frangalhos espatifada na mureta, por mais louco que isso possa parecer. Conseguimos entender de verdade que às vezes temos problemas que parecem muito grandes, mas não são. E que se você simplesmente levar a vida na esportiva, eles não vão te afetar.  

Se valeu a pena? Demais. Foi uma experiência única que trouxe muitas reflexões bacanas e lembranças que vão ficar para a vida inteira. Se pudesse, faria tudo de novo, sem mudar nem uma vírgula. Afinal, o que é a vida se não um pacote de momentos?

Fiz uma coletânea dos Stories dessa nossa aventura, pra mostrar bem os nossos humores ao longo dos dias. Quer ver? Só clicar aqui embaixo:

0 em Destaque/ Nova Zelândia/ Trip tips/ Viagem no dia 04.04.2018

Os programas mais legais de Queenstown

Queenstown é uma cidade que entra no roteiro da grande maioria das pessoas que visita a Nova Zelândia. E não é à toa. Com uma infinidade de atividades ao seu redor, é um excelente ponto de partida para explorar muitos dos programas mais legais do país.   

Como contei aqui, ficamos em Queenstown por 4 dias e nos hospedamos no St Moritz, um hotel muito fofo que fica no centro da cidade, pertinho do lindo lago Wakatipu. E nesses 4 dias, fizemos um montão de coisas bacanas e bem diferentes entre si.

 

Kawarau Bridge

Se a Nova Zelândia é o país dos esportes radicais, eu não poderia começar falando de algo diferente de bungy jump! Existem muitos pontos de pulo em que é possível ver os corajosos se jogando de uma altura inacreditável, presos só pelos pés (SO-COR-RO!). Mas o mais legal que vimos foi da Kawarau Bridge, uma ponte suspensa que passa por cima de um rio com uma água mega azul rodeado de montanhas. Mesmo para os medrosos como eu (tenho PA-VOR de altura), ir até lá só para assistir já vale muito a pena.

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Vinícolas de Central Otago

Como não tive coragem de pular no bungy, partimos para aquele tipo de programa que vocês já sabem que eu amo: visitar vinícolas para fazer degustação. Bem pertinho da Kawarau Bridge já existem várias vinícolas fofas como a Gibbston Valley e a Chard Farm Winery, mas o destaque mesmo ficou com a Mt Difficulty, a 40 km dali.

Apesar de longe, li tantas recomendações da Mt Difficulty que escolhemos ir até para o almoço. E não nos arrependemos! O lugar é lindo, os vinhos uma delícia e o almoço estava DI-VI-NO! Acabamos passando boa parte da tarde ali mesmo, só relaxando.

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Skyline Gondola + Luge

Bem no centrinho de Queenstown existe um teleférico (chamado de Gondola) que leva até o topo de um morro bem alto, dando uma visão panorâmica da cidade para os visitantes. Só a vista já compensa o passeio, mas existem outras coisas para fazer lá em cima, a exemplo do restaurante e de shows de dança maori. Ainda, é possível fazer atividades como paragliding e mountain bike (as pessoas sobem de teleférico com suas bikes e descem o morro todo por uma trilha que pareceu bem radical). Como eu estou longe de ser super desenvolta no pedal, escolhi passar meu tempo de uma forma diferente: descendo na pista de carrinho de rolimã (chamado de Luge) que tem lá no topo do Skyline.

Não dá pra explicar o quanto é engraçado e divertido! A gente gostou tanto que fomos nos aventurar no Luge em 2 dias diferentes, sempre com o maior pacote de descidas disponível (e se tivéssemos mais tempo, acho que tínhamos ido mais e mais vezes).

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Pista do Luge

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Funyak e Jet Boat da Dart River

Um programa que vimos em toda Nova Zelândia foi o passeio de jet boat, uma lanchinha rápida que faz várias manobras radicais e cavalinhos de pau na água. Quando fui procurar qual seria o mais legal para fazermos, acabei descobrindo a Dart River, uma empresa que opera passeios pela região de Paradise, um lugar, que como o nome já diz, é tão lindo que parece o paraíso e onde foram gravadas várias cenas do filme O Senhor dos Anéis.

Como eu sempre quero “tudo no máximo”, optamos pelo passeio chamado Funyak (kayak super fun, entendeu?). Começamos com uma super volta de jet boat até o local onde trocamos para o caiaques e começamos nossa aventura pelo meio da floresta em um rio de água bem azulzinha. O ponto alto foi entrar no The Chasm, um caminho por dentro de umas pedras em que em que a água era muito muito turquesa. Absurdamente bonito.

Além disso, o caminho até Glenorchy (a cidade de onde partem os passeios até Paradise) é lindo, então vale a pena reservar um tempinho para ir parando no meio do caminho e apreciando os mirantes de frente para o lago Wakatipu.

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Onsen Hot Pools

Antes mesmo de saber que eu ia para a Nova Zelândia já tinha umas fotos das Onsen Hot Pools salvas no meu celular. As piscinas particulares de frente para o Shotover River não são as queridinhas do Instagram sem motivo: achei o maior luxo da vida ter aquela vista à nossa disposição por 1 horinha enquanto tomávamos um espumante dentro da água quentinha.

O lugar é mega concorrido e tem que ser reservado com muita antecedência, afinal são só 6 piscinas e todo mundo quer tirar uma casquinha.

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Passeio de balão

Eu já tinha voado de balão uma vez em Fontainebleau, na França, e sempre tive vontade de repetir a experiência. Quando descobri a Sunrise Balloons em Queenstown, corri para reservar nosso lugar num vôo para assistir o nascer do sol lá de cima do balão.

Apesar de ter medo de altura, foi super tranquilo porque o balão é bem estável e não sacudiu nem um pouquinho. A sensação de estar voando acima das montanhas de Queenstown foi impagável e o visual é pra ficar guardado na memória para o resto da vida.

O vôo durou aproximadamente 1:30, quando pousamos em um campo para tomar café da manhã, com direito a espumante e tudo! A vida podia ser só isso né?

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Realmente Queenstown ganhou meu coração <3