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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | camila@rhinoafrica.com

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 24.04.2017

Trip Tips: Shangri-la Le Touessrok Mauritius

Pra quem está acompanhando os posts sobre as Ilhas Maurício, chegamos no nosso Grand Finale. Nossa última parada em Mauritius foi no Shangri-la Le Touessrok Mauritius, um hotel 5 estrelas magnífico que fechou com chave de ouro nossa passagem por esse país mais que paradisíaco.

O Shangri-la fica na região de Trou D’Eau Douce, uma baía tranquila na costa leste de Mauritius. Sua localização é muito especial: o hotel tem acesso a várias praias, tanto na parte de dentro quanto na parte de fora da baía, o que permite que os hóspedes escolham até o tipo de sol que querem tomar (de um lado o sol se põe, do outro o sol nasce). Dentro da baía, as águas são muito calmas e perfeitas para realização de esportes não motorizados durante todo o dia, sem influência de ventos e marés. É possível, ainda, ir remando até uma ilhotinha que fica no meio da baía em um passeio muito bacana.

Outro destaque é a proximidade com Ile Aux Cerfs, o ponto turístico mais famoso de Mauritius, acessível para os hóspedes através de uma balsa que parte a cada 20 minutos do píer do hotel (sem custo adicional). Muitas pessoas contratam um barco e vão passar o dia nessa ilha pública rodeada de água azul bem clarinha, com restaurantes e atividades aquáticas que podem ser contratadas ali na hora mesmo. Para os hóspedes do Shangri-la, a maioria das atividades já está inclusa na tarifa e podem ser realizadas a partir do Boathouse do hotel que fica nessa ilha.

A Ile Aux Cerfs tem ainda um campo de golfe profissional com 18 buracos que também é propriedade do Shangri-la Mauritius e está disponível para uso dos hóspedes.

Além disso, o hotel tem sua própria ilha, a Ilot Mangénie, de uso exclusivo dos hóspedes. O acesso se dá também por meio de balsas que saem de 20 em 20 minutos do píer, das 7 da manhã às 5 da tarde. Nessa ilha pode-se desfrutar de toda a infraestrutura de praia (guarda sóis de palha, camas de sol e espreguiçadeiras), além de um restaurante, o Ilot Mangénie Beach Club, que oferece comidas leves e pizzas com um serviço bem personalizado (você já é recebido pelo seu garçom com duas garrafinhas de água geladinhas, vi vantagem!). O visual da ilha é incrivelmente bonito, num mix de turquesa do mar com um verde da vegetação densa!

Ilot Mangénie

Do lado esquerdo, Ilot Mangénie. Do direito, Ile Aux Cerfs.

Estrutura

O Shangri-la Mauritius passou por uma grande renovação em 2015, quando foi adquirido pela rede Shangri-la. Nessa reforma, a piscina antiga foi transformada em um laguinho super charmoso, que é uma das primeiras coisas que você vê quando chega no hotel.

Foi construída uma piscina nova, um pouco mais afastada da recepção e mais próxima a praia, com borda infinita e acesso a hóspedes de todas as idades. Além dessa, existe ainda uma outra piscina de uso exclusivo de adultos, o que dá mais privacidade para quem está viajando sem crianças. Ambas as piscinas são extremamente charmosas, com vista para o mar e protegidas por sombra de coqueiros, e tem toda infraestrutura de guarda sol e espreguiçadeira para o conforto dos hóspedes. Um mimo que eu achei bem legal foi que tinha garrafas de água disponíveis à vontade durante o dia nas duas piscinas.

Todas as praias do hotel tem infra para você aproveitar o sol sem qualquer preocupação: guarda sol, espreguiçadeira, camas estilo casulo e serviço de restaurante. Aliás, se você acha que sua comida vai chegar fria porque está em um canto mais afastado da praia, está muito enganado. As comidas são entregues por um funcionário com um segway, para chegar mais rápido e quentinho. Achei genial!

O hotel tem uma estrutura bem robusta. São 2 salas de conferência com capacidade para 100 pessoas cada, uma biblioteca, três quadras de tênis (é possível contratar um professor que é ex-campeão de tênis para aulas particulares) e salão de jogos com sinuca, ping pong, dardos, vídeo game, entre outros.

É possível se arriscar no arco e flecha, fazer trilhas e caminhadas, passeios de bicicleta tanto dentro da propriedade quanto fora (três vezes na semana tem um tour guiado para um vilarejo maurício, sem custo adicional), entre outras atividades variadas.

O Shangri-la também oferece um Kids Club para crianças de 3 a 12 anos, que podem se entreter com as atividades durante todo o dia, incluindo atividades aquáticas realizadas numa piscina de uso exclusivo dos pequenos, que são supervisionados por cuidadoras especializadas.  

Para os menores de 3 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais, além de oferecer pacotes para contratação do serviço por vários dias.

Quartos

A arquitetura do hotel tem uma vibe meio grega (lembra um pouco as famosas construções de Santorini) com um toque modernoso. Já a decoração dos quartos é um mix de rústico chique com um tom moderno nos banheiros, que orna perfeitamente com a vista azul do mar que todos os quartos tem.

O Shangri-la Mauritius é dividido em 3 asas (uma delas dedicada à famílias), com 200 quartos e suítes e 3 villas exclusivas, que ficam numa ilhota privativa separada do restante do hotel.

Para quem se hospeda em uma das villas super privativas, o Shangri-la oferece uma experiência bastante exótica chamada Dom Pérignon Butler Experience. A idéia é ter um “mordomo da champanhe” à sua disposição a qualquer hora, em qualquer lugar, a postos para servir Dom Pérignon 24 horas por dia. Dá pra acreditar?

Todos os quartos e suítes têm varanda, banheiro com banheira de imersão e chuveiros separados, uma cama king size super confortável (ou duas queen size), sofá, TV 40′, mini bar e a Nespresso nossa de todo dia com cápsulas à vontade, além de vista para o mar. O serviço de quarto é impecável e está disponível 24h para qualquer solicitação.

Nós ficamos em uma Junior Suite Frangipani Ocean View, uma suíte maravilhosa com vista indevassada para o mar, que ficava na ilhota Frangipani, que é acessível por uma ponte. Nós amamos tudo no quarto e apesar de não ser enorme, tinha tudo que precisávamos a nível de conforto, além de uma decoração incrível e uma localização privilegiada. A asa Frangipani é a asa mais exclusiva do hotel e é onde ficam os casais (crianças não são permitidas por lá), o SPA, a academia e a piscina para uso somente de adultos.

Ilhota Frangipani

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante e uma cesta de frutas, além de dois presentes (uma canga para mim e uma camiseta para o maridón). É pra você já se sentir querido logo na chegada.


Por ter tantas opções de praia e piscina, a sensação de exclusividade do Shangri-la Mauritius é enorme, mesmo sendo um hotel bem grande. Por isso, achamos que é um hotel indicado a todos os tipos de viagem, desde casais em lua-de-mel a famílias viajando com crianças.

 CHI, The Spa

Para completar ainda mais sua experiência no paraíso, o Shangri-la Mauritius tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas que misturam, em sua maioria, técnicas chinesas com yoga (pranayama) para melhorar o seu bem estar e vitalidade. Há ainda tratamentos que combinam massagem e terapia musical, com músicos locais tocando ao vivo Sega, um ritmo local maurício.

O CHI fica na ilhota de Frangipani, numa parte mais calma do hotel, e possui um jardim interno muito bem cuidado onde são plantados ingredientes que são utilizados nos tratamentos.

Na área do spa tem ainda um salão de beleza e a academia em anexo, muito bem equipada e toda de vidro, com vista para a piscina (acreditem se quiser, ficava cheia!). Acho que foi a academia mais completa de hotel que já vimos até hoje!

Dentro da academia, existem 2 changing rooms (um para homens e outro para mulheres) com chuveiros, armários, sauna seca e à vapor (essa tinha estrelinhas no teto que iam mudando de cor!) e amenities de super alto nível. Além de ter aproveitado a sauna no fim dos dias, utilizamos essas salas também para tomar banho e nos trocar no nosso último dia, uma vez que fomos embora do hotel após o horário do checkout e já havíamos devolvido a chave do quarto (fizemos questão de aproveitar todos os segundos que tínhamos nesse hotel incrível!).

 Restaurantes

O Shangri-la tem uma super estrutura de alimentação:

  • Le Bazar: é onde é servido o café da manhã e jantar em estilo buffet, com culinária internacional. Nós não jantamos lá mas no café da manhã posso dizer que era muita fartura e muitas opções de comida como omeletes, panquecas, waffles, sucos, sopas orientais, entre outras muitas opções preparadas na hora. Ah, e pros mais bem dispostos logo de manhã cedo, tinha espumante também! Um luxo.
  • Safran: aberto somente para o jantar, esse restaurante de apenas 40 lugares é uma viagem fantástica à Índia. Jantamos lá um dia e tudo que pedimos estava magnífico, além de muito bem servido.
  • Kushi: aberto somente para o jantar (o que é uma pena, porque a vista desse restaurante é maravilhosa!), é um restaurante de somente 30 lugares especializado em culinária japonesa e grill oriental, com opções como Kobe e Wagyu Beef. Em cada mesa tem uma chapa para o hóspede grelhar suas carnes a seu próprio gosto. Nós jantamos no Kushi e experimentamos tanto o sushi quanto o grill e estavam ambos uma delícia (só achei o valor um pouco salgado para quem está acostumado a comer muito).
  • Republik Beach Club & Grill: é um restaurante pé na areia que fica aberto durante o dia todo, sendo o mais versátil do hotel. A comida ali é contemporânea e tem de tudo, desde pratos elaborados com peixe fresco a hambúrguer de wagyu beef.
  • Para quem está hospedado nas suítes Frangipani, é possível tomar café da manhã a la carte no Republik (ao invés do Le Bazar) e também participar do Happy Hour que acontece todo dia das 17 às 18, sem custo adicional (para os demais quartos, é cobrada uma taxa por pessoa). Aliás, eu amei o Happy Hour: uma estrutura enorme de bar é montada na areia e são servidos drinks variados (gin, espumante, vinho, whiskie, tudo que você puder imaginar!), canapés e mini sanduíches ao som de um DJ enquanto o sol se põe. Programão para o fim da tarde!
  • Sega Bar: é um bar que fica em cima do laguinho e de frente para o palco onde acontecem vários shows por semana. É ideal para quem quer ouvir um som e tomar uns drinks após o anoitecer.  
  • Ti Marché: é uma lojinha de grab and go com café, sorvetes e outros snacks rápidos, além de coisinhas que podemos precisar como chinelos e protetor solar. Fica no lobby do hotel.
  • Ilot Mangénie Beach Club: como falei no começo do post, é o restaurante da Ilot Mangénie. Tem uma pizza de trufa muito famosa que só é servida lá. Nós acabamos não experimentando então acho que agora vou ter que voltar lá só para provar essa pizza de trufa, não é?

Opção de comida não falta no Shangri-la, dá para agradar todos os gostos e provar muitos sabores diferentes.

Happy Hour Bar

Atividades

O Boathouse principal do Shangri-la fica na Ile Aux Cerfs e pode ser acessado através de balsas que partem de 20 em 20 minutos pra lá. A grande maioria dos esportes oferecidos estão inclusos na tarifa e podem ser realizados por ordem de chegada.

Dentre as atividades inclusas estão:

  • Passeio de barco para fazer snorkel – como as vagas são limitadas, recomenda-se a reserva com antecedência
  • Passeio de glass bottom boat
  • Wake board e water ski
  • Windsurf e kite surf
  • Vela (laser e hobie cat)
  • Atividades não motorizadas: caiaque, stand up paddle, pedalinho, bicicleta aquática.

Além das atividades sem custo adicional, é possível contratar atividades extras como parasail, mergulho de cilindro, banana tube, passeio privado para fazer snorkel, além de aulas particulares de vela, windsurf e kitesurf.

Antes de partir pra Ile Aux Cerfs, é importante verificar a maré: alguns esportes motorizados não podem ser realizados com a maré baixa.

Nós fomos até a boathouse e resolvemos nos aventurar no water ski. Por estar numa região mais protegida do vento, decidi finalmente encarar a corda e ficar em pé (eu só tinha conseguido ficar em pé antes me apoiando na barra de ferro)! Foi fantástico e muito emocionante! 

Como contei ali em cima, é possível fazer todas essas atividades não motorizadas também na baía do hotel, sem necessidade de ir até Ile Aux Cerfs. Todo dia no fim da tarde nós íamos até a praia e pegávamos algum equipamento para dar uma voltinha. Muito legal!

Arrasei no water ski!

Nossa hospedagem no Shangri-la foi curtíssima e super deixou um gostinho de quero mais. Com tantas opções de atividades, restaurantes, piscinas e praias, eu gostaria de ter ficado por lá pelo menos 1 semana para conseguir curtir tudo com calma. Voltei para o Brasil já pensando em quando vou voltar para lá para aproveitar cada cantinho desse paraíso.

 Quer ver mais fotos do Shangri-la Mauritius? Confira a galeria abaixo.

1 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 17.04.2017

Trip Tips: The Residence Mauritius

Continuando a nossa viagem pelos melhores hotéis das ilhas Maurício, nossa segunda parada foi no The Residence Mauritius, um hotel 5 estrelas onde nos hospedamos por 3 noites.

O The Residence fica na praia de Belle Mare, que como o nome já diz, é uma das mais belas do país. Situado na costa leste de Mauritius e com uma praia de areia branca com mais de 1 km de extensão, o The Residence oferece uma experiência de resort relaxado com um mar azul turquesa de doer os olhos e muito verde em seus jardins tropicais.

A arquitetura do hotel é inspirada em Plantation Houses da virada do século, casas clássicas que eram utilizadas na cultura de cana-de-açúcar, que já foi a principal atividade econômica da ilha. Toda a estrutura é majestosa, num mix de elegância moderna, clássica e colonial, dando um ar de realeza para os espaços amplos tanto da área comum quanto dos quartos do The Residence.  

 

 Estrutura

Além do visual incrível da praia de Belle Mare na frente do hotel, o The Residence tem uma super estrutura para dar conforto a todos os hóspedes.

O lobby do hotel é imponente e já revela uma vista para a imensa piscina (que na verdade são 4 piscinas conectadas) e o azul turquesa do mar no pano de fundo. A piscina menorzinha é estilo jacuzzi, com água quente e jatos de hidromassagem, e faz um sucesso com os hóspedes principalmente no fim do dia ao cair do sol. Há ainda uma piscina rasa na lateral, de frente para o mar e separada da piscina grande.

Jacuzzi!

Nessa região, existem muitos guarda sóis e espreguiçadeiras, além de uma área de sol reservada somente para adultos próximo à piscina rasa. Ao chegar ali, todos os dias éramos recebidos com uma garrafinha de água. Pode parecer besteira mas eu achei um mimo super legal, principalmente naquele calorzão que pegamos por lá.

Para quem quer curtir a praia, é necessário andar um pouco para a lateral da piscina, uma vez que a areia na sua frente fica alagada com o subir da maré. A praia também tem estrutura de guarda sol e espreguiçadeira, além de serviço de comida e bebida para quem desejar. A área é extensa e tem opções pra todos os gostos: guarda sol na sombra embaixo dos coqueiros, no solzão ou na grama. Nem preciso dizer que eu escolhi ficar debaixo dos coqueiros, né? Nada melhor que sombra natural.

Aliás, o hotel todo é muito arborizado e tem jardins muito bem cuidados, o que faz o visual ficar ainda mais bonito.

No fim da praia é onde fica o boathouse do The Residence (como eles chamam a casa onde ficam os equipamentos para atividades aquáticas) bem afastado do restante do hotel. Isso é bem legal porque o movimento de barcos não atrapalha a vista de quem está com vontade de relaxar e descansar.

Tem um kids club super bacana no hotel, sem custo adicional. É possível deixar os pequenos de 4 a 12 anos durante o dia (das 8h às 20h) com cuidadoras fazendo várias atividades. Quando passamos por lá, vimos um bilhete na porta dizendo que eles tinham saído para pescar! Depois vimos todos os pimpolhinhos se divertindo ao brincar de trenzinho na piscina. Quão fofo é isso?

Para os menores de 4 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais. Vale dizer que nós vimos muitas crianças pelo hotel mas isso não incomodou nem um pouco (e olha que nós estávamos no nosso eterno clima lua-de-mel). Com essas atividades todas, eles ficam entretidos e não atrapalham em nada quem está com vontade de aproveitar só a sombra e água fresca.

O hotel ainda oferece estrutura para reuniões, conferências e casamentos pé na areia. Já pensou?

Para quem quiser fazer exercício (vai saber), tem uma academia muito completa e três quadras de tênis que pode ser usada à vontade.

Quartos

O The Residence tem 135 quartos e 28 suítes, todos com vista pelo menos parcial para o mar. Todos quartos têm varanda, banheiro enorme com banheira e chuveiro separado, sala com sofá, closet, cama king size muito confortável (o problema era conseguir acordar) e aquela máquina de espresso necessária na nossa vida (com cápsulas refil à vontade). Ah, os amenities do banheiro eram de excelente qualidade e eram repostos quantas vezes fosse necessário.

A diferença entre a categoria dos quartos é devida ao tamanho e a vista (quanto mais direta a vista pro mar, maior a categoria). Nós ficamos em uma Colonial Garden View Junior Suite e amamos! Era imensa e ainda assim muito aconchegante.

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante, frutas, docinhos e dois presentes (uma camisa para o maridón e uma bolsa de praia pra mim), o que eu achei super simpático.

O seu mordomo particular (sim, você tinha um mordomo e era o mesmo durante toda a estadia!) e o serviço de quarto estavam 24 horas a disposição para te mimar o quanto você quisesse. Você podia solicitar serviços como o “luggage unpacking“, para desfazer suas malas e organizar tudo dentro do closet pra você. Se você acha que essa mordomia é pouca, você também podia escolher um tipo de banho de sais (tinha um cardápio!) e seu mordomo preparava seu banho de banheira para a hora que você achasse melhor. Inacreditável!

 Restaurantes e bar

O The Residence tem 3 restaurantes e 1 bar:

  • The Verandah: é um restaurante ao lado da piscina que fica aberto para almoço e lanches leves. As refeições podem ser servidas tanto na varanda quanto na piscina. Além do menu tradicional, o The Verandah também oferece snacks como crepes e waffles, preparados em uma barraquinha que é posicionada na varanda durante o dia.
  • The Bar: atrás do The Verandah, o bar do hotel é amplo e fica aberto durante todo o dia com opções de drinks e chá da tarde.
  • The Dining Room: tem vista para a piscina e é onde é servido o café da manhã diário, com muitas opções de comida e sucos feitos na hora. À noite, o jantar é servido em estilo buffet, com noites temáticas e culinária de diversos locais do mundo.

Assumo que eu tenho um certo preconceito com a comida de buffet em hotéis, por já ter tido experiências ruins. Mesmo assim, resolvi experimentar o The Dining Room e não me decepcionei. Nós fomos no dia de comida africana e estava tudo uma delícia, além de muita fartura.

O The Residence também organiza shows de dança de temas variados a cada 2 ou 3 dias, que são performados ao lado do The Dining Room. Além disso, todo dia o jantar é acompanhado de música ao vivo com som de piano. Uma delícia para relaxar.

  • The Plantation: é o restaurante mais afastado da estrutura principal do hotel, portanto mais calmo e exclusivo. Tem uma vista linda para o mar e fica aberto para almoço e jantar diariamente. À noite, o The Plantation fica com meia luz, num clima bem romântico. Funciona em estilo a la carte, com foco em frutos do mar e culinária maurícia.

Nos hospedamos em half board, que incluía o café da manhã e o jantar (bebidas à parte). O jantar pode ser tanto no The Dining Room quanto no The Plantation. Para quem optar pelo The Plantation, há duas opções: primeiro, existe um menu específico de 3 passos para quem está em half board, com duas escolhas de entrada, duas escolhas de prato principal e uma sobremesa (esse menu muda todo dia); e segundo, é possível pedir qualquer item do cardápio do restaurante. Para essa última opção, os hóspedes em half board ganham um crédito de 1.600 rúpias que pode ser utilizado para escolher o que quiser do cardápio – pelo que vimos, na média, com esse crédito é possível pedir um prato principal e sobremesa ou entrada e prato principal. O que exceder esse valor, pode ser pago à parte.

Nós jantamos no The Plantation em duas noites e nas duas optamos pelo menu de 3 passos. Gostamos bastante da comida e da atmosfera do lugar.

Ainda, é possível pedir um jantar privado na praia à luz de velas e com pétalas de rosa. Super romântico e exclusivo!

 

The Sanctuary Spa

Como é de se esperar de um resort de luxo, o The Residence tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas e tratamentos. O The Sanctuary fica aberto de 8 da manhã às 8 da noite e oferece ainda a possibilidade de realização dos tratamentos em uma cabana no meio do jardim e de frente para o mar, para uma experiência mais exclusiva.

Na área do Spa tem ainda um salão de beleza e uma área comum, que pode ser utilizada sem custo adicional, com sauna seca e à vapor separado por sexo, para dar maior privacidade e liberdade aos hóspedes.

Nós fizemos uma massagem relaxante de corpo inteiro com duração de uma hora em uma sala de casal dentro do Spa. Um detalhe que eu achei muito legal foi que no teto da sala tem umas luzinhas que parecem estrelas e ficam brilhando quando as luzes são apagadas, o que, junto com a música ambiente, aumenta ainda mais a sensação de relaxamento.

A maior dificuldade foi ter forças para levantar da cama depois de uma massagem tão gostosa. Após o tratamento, fomos convidados a sentar numa sala de relaxamento e tomar um chá. Ficamos por ali um tempão e depois ainda aproveitamos a sauna. É pra deixar todos os problemas para trás!

Olha as luzinhas no teto!

Sala de relaxamento

Atividades

Dá pra ficar entediado no The Residence Mauritius? Claro que não!

O hotel tem uma boathouse das melhores que já vimos. E o melhor, pela sua localização dentro de uma baía protegida por corais e ainda assim funda, a maré não influencia nos esportes aquáticos. Ou seja, é possível fazer esportes o dia inteiro sem se preocupar com nada! Foi sem dúvida o lugar onde tivemos maior facilidade no acesso às atividades.

Todas as atividades motorizadas e não motorizadas estão inclusas na tarifa, para você aproveitar sem precisar se preocupar. As saídas são sob demanda, é só chegar na boathouse e pedir para fazer a atividade que os funcionários preparam tudo para você (nunca tivemos que esperar). Somente no caso do glass bottom boat e passeio de snorkel é que são duas saídas diárias e é necessário reservar sua vaga no concierge.

  • Passeio em glass bottom boat: são aqueles barquinhos com piso de vidro, pra ficar olhando os peixinhos sem precisar se molhar.
  • Passeio de barco para fazer snorkel nos corais: as saídas são feitas em glass bottom boat, então considero que esse passeio são 2 em 1. Nós fizemos snorkel um dia na parte da tarde e foi bem divertido, apesar de não ter tanto peixe assim.
  • Pedalinho
  • Standup paddle
  • Caiaque
  • Wind surf e kite surf
  • Barco a vela (laser e hobie cat) – que arrependimento de não saber velejar!
  • Ski aquático e wake board – eu nunca tinha feito ski aquático e foi ali no The Residence a minha primeira experiência. Me ensinaram o básico e já me puseram dentro d’água para aprender na prática. E não é fácil não viu? Sorte que na lancha tem uma barra fixa que facilita muito a vida dos novatos (a corda é um terror!). Acabei conseguindo me virar bem e achei muito divertido!

O hotel tem ainda um centro de mergulho PADI, que organiza saídas para mergulho com um custo adicional. Infelizmente, o mar não estava bom para mergulho naquela região quando estávamos lá e acabamos não conhecendo o fundo do mar. Mais um motivo para voltar!

Além das atividades oferecidas no boathouse, o The Residence também tem uma programação de aulas de yoga e hidroginástica (com um professor muitíssimo engraçado!). Enfim, tem alternativa para todos os gostos.

Consideramos o The Residence um excelente custo benefício em Mauritius, sendo indicado para pessoas em todos os tipos de viagem, como lua-de-mel, viagem com família e até viagem de negócios. O hotel tem toda infra para você não precisar sair dele e ainda assim aproveitar o melhor que as ilhas Maurício tem a oferecer.

Nossa hospedagem no hotel foi de apenas 3 noites e eu acredito que para aproveitar melhor a sua estrutura, principalmente a parte de water sports, seria legal ter ficado pelo menos mais 1 noite por lá. Claro que com uma praia paradisíaca e uma estrutura daquelas, eu poderia ter ficado por lá 1 semana inteira sem passar perto de ficar entediada.

 

Quer ver mais fotos do The Residence Mauritius? Confira a galeria abaixo.