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0 em Brasil/ convite/ Viagem no dia 06.06.2017

O melhor presente de dia dos namorados? Uma experiência no Hotel Santa Teresa Rio MGallery!

Para mim nenhum presente físico – ou quase nenhum – ganha de uma experiência. Eu sou aquela romântica incurável que é difícil de presentear, muito mesmo. Eu aceito tudo, agradeço tudo e se precisar eu troco, mas reconheço que não é a coisa mais fácil da vida acertar um presente pra mim. Brinco que meu tio foi o primeiro ser humano a descobrir que me dar uma experiência de presente era me deixar num êxtase sem igual. Meus ex namorados sabiam disso? Mais ou menos, mas os melhores presentes (tirando uma certa caixinha azul clara) foram jantares, SPAs ou coisas que vivi com a pessoa. Aliás, minhas melhores amigas parecem instintivamente saber disso, porque eu vivi boas experiências de shows e teatros de presente, para curtir com elas.

Dito isso, não é nada surpreendente que eu diga que AMARIA ganhar, dar ou juntar o presente para viver uma experiência com o outro. Se eu estivesse em um relacionamento a ideia de comemorar o dia dos namorados, aniversário de namoro ou casamento em um lugar para o casal “se curtir” seria certamente a minha primeira opção de presente. Esse fim de semana tive a oportunidade de aproveitar essa experiência para casais do HOTEL SANTA TERESA RIO.

No meu caso, aproveitei para curtir o pacote com meu amigo João, companheiro de fins de semana! Não tenho tido tempo para conhecer gente nova, mas nem por isso eu deixo de pensar que dicas incríveis assim precisam estar aqui. Sem contar que meu namorado do futuro precisa encontrar essa indireta de presente vitalício aqui no Futi. hehe

foto: Gabriela Isaias

Body Joana: Marcyn

Eu já considerava a piscina do hotel a mais charmosa do Rio, já falei isso várias vezes. No entanto eu nunca tinha vivido a experiência completa: piscina, jantar, spa, sono, café da manhã e mais piscina. Foi isso que eu fiz de sábado para domingo e achei SENSACIONAL.

Por que SENSACIONAL? Explico, o Hotel Santa Teresa Rio MGallery by Sofitel é UM REFÚGIO sem igual no meio da cidade. Passarinhos, vista linda, bossa nova e calmaria no meio da cidade. Uma decoração chique e de luxo com uma pegada rústica. Uma piscina tão charmosa que você sonharia em morar ali. Um hotel com cara de aconchego, um spa muito bom e um restaurante que dessa vez me entregou uma experiência gastronômica mais do que incrível. Já tinha ido 3 vezes no Tereze e essa foi a melhor delas, sem sombra de dúvidas. De comer rezando ajoelhado – e sem culpa, claro!

Os quartos são aconchegantes, as camas enormes e o banheiro maravilhoso. A decoração tem uma mistura de luxo e simplicidade que eu amo: branco e madeira, luz natural e espaço. O serviço é ótimo e eficiente, tive a sensação que a gente tem muita privacidade lá, e isso também tem seu valor, ainda mais pra curtir a dois.

O que fizemos? Sábado o check-in foi feito as 15:00, curtimos o quarto e a piscina, além do pôr do sol de CINEMA.

foto: Gabriela Isaias

foto: Gabriela Isaias

Look da Jô: BODY MARCYN

As 18:00 fiz uma massagem relaxante sensacional no Le Spa by L’Occitane. O Iuri, rapaz que me atendeu, foi incrível. Eu relaxei demais, voei longe e ainda senti um baita de um alívio no problema que ando tendo no ombro direito. Os aromas diferentes construíram uma viagem pela natureza enquanto eu buscava relaxar o corpo e a mente. Foi sem dúvida nenhuma uma das coisas que eu mais estava precisando fazer nesse momento da minha vida.

Após o SPA eu subi, tomei banho e desci com o João para o que foi a minha melhor – sim, melhor – experiência gastronômica de 2017. Eu já fui ao Térèze 3 vezes. A primeira foi maravilhosa, a segunda eu gostei, mas já não achei tão incrível e agora está tudo diferente, muito melhor do que antes. Foi a melhor das 3, a mais surpreendente onde praticamente me emocionei com a brincadeira dos sabores, e não estou exagerando. Você que tem uma data a dois pra comemorar, pode por o restaurante na sua lista.

Por conta do dia dos namorados o menu será especial, diferente:

No romântico Térèze, além da vista, o casal vai poder desfrutar de um exclusivo menu degustação disponível exclusivamente no jantar dos dias 9, 10, 11 e 12 de junho.

No amuse bouche, Ostra gratinada com champagne e shot de Bloody Mary. Na entrada, Tian de abacate com camarão e vinagrete de pomelo e Brûlée de palmito pupunha do Vale das Lotus com perfume de trufas e melaço.

Para o prato principal, Robalo assado com funcho braseado em especiarias, emulsão de bacon e Ravióli de coxa de pato confit ao molho de vinho do Porto e açaí. Para sobremesa, Mousse de framboesa e amora e Petit gâteau com frutas vermelhas e sorbetto rouge.

 Nesse sábado eu provei duas entradas: o queijo de cabra fresco empanado (Zé Cabron) + cogumelos ( Escondidinho do Bosque). Meu prato principal se chama Leitão Rapadura, com direito a carré de leitão cozido durante 12 horas no melaço de cana e temperos, purê de batata doce trufada e compota de cebola vermelha. Não há palavras, apenas expressões faciais capazes de descrever esse prato. Por fim nos jogamos no carnaval de doces de sobremesa, mas sobre isso acho que o João vai escrever depois.

Interessados em uma experiência gastronômica muito interessante podem estudar a possibilidade de curtir esse menu de dia dos namorados no Térèze. Confesso que queria um boy – que não o João (desculpa, João) – só pra voltar lá.

No jantar pedimos um drink do Bar dos Descasados, lugar que fomos conhecer depois da orgia gastronômica. O lugar é BEM legal, só não ficamos por lá porque estávamos mortos e queríamos dormir cedo, para acordar e aproveitar a segunda orgia alimentícia: o café da manhã. Assim o fizemos, e aqui vem mais uma dica que temos a obrigação de passar pra frente: experimente o OVO SANTA TERESA. Muita gente falou para eu provar e afirmo que nas minhas andanças por mais de 20 países e 11 estados brasileiros NUNCA comi um ovo como esse. NUNCA. Nem vou falar mais para não dar spoilers. rs

foto: Gabriela Isaias

Camisola Marcyn

Depois do café da manhã dos deuses fomos para piscina e ficamos curtindo o som da Bossa Nova, pegando um sol, nadando e relaxando. Foi tão gostoso que a gente não queria ir embora, aliás, foi tão gostoso que eu queria fazer tudo de novo.

Obviamente ir com quem a gente ama (não como amigo, vocês me entenderam) deve ser mais incrível ainda. Então se você tem essa pessoa e juntos vocês iriam gastar um super dinheiro comprando presentes um pro outro, pensem com carinho em celebrar de outra forma essa benção que é gostar de quem gosta da gente. De curtir o amor a dois, num lugar romântico, perfeito e cheio de natureza. Sem dúvida o “próximo homem da minha vida” vai curtir comigo essa experiência lá, porque gente… Foi tão gostoso que posso indicar esse presente de olhos fechados.

Eu fui, voltaria de novo e mais uma vez. Gostei tanto que cheguei em casa influenciando analogamente (isso é, no boca a boca) meus pais, eles precisam ir viver essa experiência! Quem assistiu os stories do @FUTILIDADES sabe do que eu estou falando ;)

Eu estou REAL OFICIAL apaixonada por esse hotel! <3

O hotel fica na Rua Alm. Alexandrino, 660 – Santa Teresa, Rio de Janeiro
Os contatos estão no site do hotel.

Beijos

Jô, da versão do presente, mas quando for a versão do passado esse texto continuará valendo como uma indireta bem direta de presente pra mim.

2 em Autoestima/ Convidadas/ Viagem no dia 03.06.2017

Viajar: um conselho que transformou minha autoestima

Olá! Meu nome é Julia Ramil, sou carioca e moro em Londres. Eu acompanho o Futi desde o início e fico muito feliz de poder colaborar principalmente nesse novo momento #papo sobre autoestima. Espero poder trazer um pouco do meu ponto de vista de quem mora fora e as experiências que encontro por aqui.

Resolvi começar com um assunto que pra mim tem TU-DO a ver com autoestima e foi tão importante pra mim nesse processo de autoconhecimento.

Fui uma adolescente “normal”: insegura e com a autoestima baixa, sempre me comparando às amigas e receosa com as críticas ao redor. É da idade, é fase, é normal. Mas quando foi que eu “virei a chavinha” e comecei a me amar? Estava com uns 18 anos, terminei o namoro de alguns anos e estava começando a faculdade. Um dia, meu melhor amigo me convidou pra ir pra Europa com ele. Meus pais deram a maior força. Tranquei a faculdade e na minha mala o que tinha de sobra eram os meus medos e inseguranças. Estava indo passar alguns meses sozinha na Europa, ia passar a primeira semana com meu amigo e depois cada um ia seguir sua vida. Mas a coragem veio do melhor conselho que ganhei naquele momento (e na minha vida!). Minha mãe me disse: “seja a sua melhor companhia!   Se você não gosta de estar com você mesma, quem vai querer estar na sua companhia?”.

E lá fui eu, sozinha, rumo à Barcelona, desbravar o mundo mas principalmente conhecer a mim mesma. E assim nasceu a minha maior paixão: viajar! Há quem diga que viajar é uma fuga da realidade, e eu te digo: viajo para me reencontrar por aí. Pra mim, a mágica acontece quando estamos fora da nossa zona de conforto. Quando dominamos e nos sentimos seguras naquele ambiente que vivemos, não precisamos mudar nada e muito menos nos arriscar. Mas quando a gente se joga no mundo, na nossa vulnerabilidade (que palavrão), é quando nos expandimos e nos permitimos ser quem somos.

Com certeza a Julia que saiu sozinha pela primeira vez de casa nunca mais voltou a mesma. O crescimento e amadurecimento que temos quando estamos viajando parece ser mil vezes maior do que quando estamos “em casa”.

Em Marrakech

Tive momentos difíceis, claro. Mas aprendi a lidar com meus sentimentos, a me aventurar, a ser quem eu sou e atrair pessoas interessadas em me conhecer de verdade. Viajando nós descobrimos a força que temos pra superar os perrengues, a leveza de não ter compromissos e a maravilhosa sensação de não ter que agradar ninguém além de si mesma.

Hoje, quase 11 anos depois desse primeiro embarque rumo à minha autoestima, ainda tenho muito ainda pra melhorar e me conhecer. Mas sigo viajando o mundo, já tive algumas casas por aí e não perco nenhuma oportunidade de embarcar rumo ao desconhecido. Cada viagem é um grande aprendizado e volto um pouco mais bonita.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 23.05.2017

Os programas mais legais de Cape Town

Cape Town é uma cidade fantástica. Como contei aqui, a Cidade do Cabo me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, com muitas opções de passeio incríveis.

Cape Point e Cape of Good Hope

Começando pelos programas clássicos, a visita ao Cabo da Boa Esperança e Cape Point não pode ficar fora do roteiro. Ambos fazem parte do Parque Nacional Montanha da Mesa (Table Mountain), que fica 60 km a sudoeste de Cape Town. O acesso se dá por uma estrada recheada de babuínos abusados à espreita para roubar a comida de algum turista desavisado andando com as janelas dos carros abertas.

Na entrada do parque você paga o ingresso que dá direito a passar o dia todo pelo complexo. Como eu contei aqui, nós optamos por alugar um carro para nos dar mais flexibilidade nesses passeios mais distantes do centro de Cape Town.

Nossa primeira parada foi no Cabo da Boa Esperança. A única certeza que eu tinha era que eu encontraria um lugar macabro, com navios naufragados e fantasmas pairando pelo ar (obrigada aos professores de história por essa imagem tenebrosa do Cabo das Tormentas enraizada na minha cabeça!).

E não é nada disso! O Cabo da Boa Esperança é lindo. São falésias banhadas pelo mar azul do Oceano Atlântico em uma paisagem de tirar o fôlego. Vale a pena perder um tempo subindo nas pedras para ver o visual de vários ângulos. É importante levar um casaco porque venta bastante.

Vimos muita gente indo a pé do Cabo da Boa Esperança para Cape Point, mas como ir a pé significaria voltar a pé para buscar o carro, resolvemos ir de carro mesmo.

Chegando em Cape Point, compramos o ticket do funicular e fomos até o farol, o ponto mais alto daquela porção do parque. Dali, é possível ver o Cabo da Boa Esperança e o encontro dos oceanos Atlântico e Índico. De novo, uma vista espetacular. Tinha na minha cabeça que Cape Point era o ponto mais ao sul da África, mas acabei descobrindo que esse título é oficialmente de Cape Agulhas, a 150 km dali, o que não invalidou o passeio.

Na descida, paramos para um lanche rápido no pé do funicular. Nós até tínhamos reservado o almoço no único restaurante do local que por sinal tem uma vista magnífica, o Two Oceans Restaurant, mas como não estávamos com muita fome, optamos por comer um pedaço de pizza e seguir para a próxima parada.

Cape Point

Cape of Good Hope

Boulders Beach – a praia dos pinguins

Seguindo a estrada dos babuínos pela qual fomos até Cape Point (M65), dirigimos até Boulders Beach, uma praia LOTADA de pinguins. São muitos, de vários tamanhos, tomando banho de sol, chocando seus ovos ou simplesmente nadando na água. É a coisa mais fofa que tem e pra mim é parada obrigatória!

Na entrada da praia, tem um posto de controle onde se compra o ingresso para o acesso. Não jogue esse ingresso fora, já explico porque!

Nessa entrada principal, tem uma estrutura de madeira (tipo um deck suspenso), por onde os turistas podem andar e tirar fotos sem importunar os pinguins. Nem precisa dizer que fica abarrotado de gente, né? Tem que ter um pouquinho de paciência para chegar na meiuca da passarela e ficar bem pertinho dos bichinhos.

Eu, como grande Felícia que sou, estava indignada de ter visto fotos de pessoas bem pertinho dos pinguins e eu não ter conseguido chegar perto. Foi aí que descobrimos que a tal praia tem uma outra entrada, a uns 300m para o lado direito da entrada principal, onde você pode descer na areia e ficar cara a cara com os pinguins! Não preciso nem descrever minha felicidade né?

Para entrar na areia tem que pagar, mas aceita-se o mesmo ticket da entrada principal (aquele que eu disse pra guardar!). Curiosamente, tinha muita gente na areia tomando banho de sol e de mar. Digo curiosamente porque você pode imaginar que em uma praia cheia de pinguins, a água era de congelar a alma! Amei esse passeio!

Trekking na Table Mountain

A Table Mountain é aquela montanha linda que é pano de fundo de quase toda foto tirada em Cape Town. Para acessá-la da maneira tradicional, existe um bondinho (a la Pão de Açúcar) que leva e traz os turistas.

O que muita gente não sabe é que você pode ir até lá em cima a pé! Sim, a pé! Óbvio que foi a forma que nós escolhemos (adoro um programinha de aventura!).

Garrafa d’água na mochila, tênis de trekking nos pés e muita coragem para enfrentar 2 horas e meia de subida bem íngreme. Foi assim que decidimos radicalizar e subir a montanha com nossas perninhas.

O acesso à trilha é pelo lado esquerdo da estação dos bondinhos e é bem sinalizada. Optamos pela trilha de Platteklip Gorge, que em tese é a mais curta e direta até o topo (e nem por isso a mais fácil).

Para descer, compramos o ticket do bondinho lá em cima mesmo.

Foi cansativo mas achei que valeu muito à pena. As vistas em grande parte do caminho eram lindas! Foi uma maneira diferente de explorar um ponto turístico tradicional e ter uma experiência ainda mais completa.

Mergulho com focas

Outro passeio tradicional em Cape Town é o passeio de barco em Hout Bay. A graça do passeio é chegar perto de uma ilha com centenas e centenas de focas em pleno oceano Atlântico.

De novo, procuramos uma forma de fazer um passeio tradicional de uma maneira diferente. Descobri que dá para visitar essa ilha mas ao invés de ver as focas do barco, é possível mergulhar com elas!

Ignorando a temperatura congelante da água, não pensamos duas vezes e decidimos nos aventurar num mergulho com esses bichos marinhos.

Contratamos a Seal Snorkeling e nos encontramos no Hout Bay Harbour, onde nos vestimos com roupas de neoprene de 5mm, luvas, capuz e botinhas. Pegamos nosso equipamento de snorkel e fomos para um barquinho. 5 min depois, chegamos à tal ilha e pulamos na água!

Gente, que frio! A primeira sensação foi: o que eu estou fazendo aqui? Até que eu vi a primeira foca nadando embaixo de mim e tive certeza que fizemos a escolha certa.

É muito divertido. São muitas focas nadando, fazendo piruetas e até “pegando jacaré”, ali do seu lado. Uma coisa engraçada é que debaixo d’água elas ficam com os olhos bem abertos, meio arregalados, totalmente diferente do que quando estão fora da água. Além disso, as focas são super curiosas e chegam muito pertinho da gente.

Dá uma olhada nas peripécias que elas fazem:

Foquinha com cara de mau!

Na volta, serviram um chocolate quente no barco e nos deram toalhas pra melhorar um pouco o frio.

O único porém desse passeio foi que o mar estava super batido, o que foi legal porque as focas estavam brincalhonas, mas fez algumas pessoas enjoarem.

 

Mergulhar na gaiola com tubarão branco

E já que estamos falando de mergulho e programas de aventura, o mergulho na gaiola com o tubarão branco não poderia ficar de fora!

Eu sei que muita gente acaba deixando essa experiência de fora por medo ou por falta de tempo, mas eu realmente acho que pra quem tem coragem é um programa imperdível.

A África do Sul é um dos locais com maior população de tubarões brancos do mundo e, portanto, é um dos lugares mais fáceis para você dar de cara com um desses monstros marinhos.

Bom, eu tinha a certeza de que queria ter essa experiência, mas também tive muito cuidado ao procurar um operador sério e que me passasse toda a confiança de que eu não teria problemas no passeio. Foi assim que achei a Marine Dynamics, uma empresa que já está no ramo há muito tempo e tem uma excelente reputação. Com base nos reviews que li e no próprio site da empresa, senti confiança e resolvi que seriam eles os responsáveis pelo meu momento Jaws.

O mergulho é feito de Gaansbai, uma cidade a 2 horas e meia de Cape Town, motivo pelo qual esse passeio ocupa um dia inteiro. A Marine Dynamics oferece transfer desde Cape Town a um custo adicional. Como estávamos de carro, optamos por dirigir até lá (as estradas são ótimas!).

Chegando na base da Marine Dynamics, fomos recebidos com um farto café da manhã enquanto aguardávamos o retorno do barco anterior que acabou sofrendo um atraso por estar com dificuldades de encontrar tubarões. Pelo segundo ano consecutivo nessa época (fomos em março), os tubarões resolveram “sair de férias” e sumir do mapa por quase 3 semanas, em um movimento que os biólogos ainda não entenderam bem.

Aliás, uma coisa muito legal da Marine é que tinha uma bióloga conosco explicando tudo sobre os tubarões e seus hábitos tanto na base quanto no barco. Ela ajudava também a identificar o sexo e o tamanho dos tutubas quando eles apareciam.

Foi muito interessante aprender tudo sobre essa espécie tão assustadora (mas que de assassina não tem nada, muito do mito vem de Hollywood) e ver como eles também são vítimas de mudanças climáticas e exploração predatória – não,  não é normal eles sairem de férias!

Sobre nosso passeio, foi explicado que a Marine é contra encostar nos tubarões e também jogar iscas dentro da jaula onde estão os turistas para “causar mais emoção”. Eles são muito cuidadosos e fazem o melhor que dá para o tubarão se aproximar da jaula sem colocar em risco a vida de quem está ali nem causar maiores incômodos aos animais. A essa altura, era tudo que eu precisava ouvir (até porque sou sempre muito cuidadosa com esse turismo que envolve animais, sempre pesquisando ao máximo as avaliações e certificações, e muitas vezes pagando bem mais caro para tentar garantir que não somos coniventes com bicho mal tratado).

Vestimos nossas roupinhas de neoprene, pegamos nossas máscaras e fomos para o barco. Demoramos um tempo até avistar o primeiro tutuba. A partir dali, a dinâmica foi a seguinte: fomos divididos em grupos que entraram juntos da jaula. A jaula fica sempre presa ao barco, parcialmente afundada, ou seja, você fica com a cabeça para fora da água. A água é muito muito fria, então para evitar o desconforto da temperatura, eles avisam quando está vindo um tubarão para você enfiar a cabeça debaixo d’água e ver. Para atraí-los, eles jogam uma isca com um cheiro que os atrai (mas que não é de comida, é só o cheiro mesmo que os atrai) e uma outra com formato de foca, todas a uma distância razoável do barco.

Gente, é muita emoção. Não senti nenhum medo e no fim queria era ter visto mais e mais de perto! Fato é que demos sorte e vimos 5 tubarões diferentes (pra mim só vi mesmo 2, mas a bióloga disse que no total foram 5 que passaram pelo barco, então acredito), bem pertinho da gente.

Olha esse vídeo que máximo!

Aí a pessoa acorda e pensa: uhuuu hj o dia está perfeito para se enfiar no mar e virar isca de tubarão Branco! 😂😂😂 Fomos até Gaansbai para fazer o shark cage diving. Não sabíamos, mas aqui na África do Sul é onde está a maior concentração de tubarões brancos do planeta, motivo pelo qual tem várias agências que oferecem esse passeio. Como não era uma coisa que da pra confiar em qualquer um (vc fica literalmente dentro de uma jaula enfiado na água esperando o tubarão vir perto de você), pesquisei muito e encontrei a @MarineDynamics, uma empresa antiga do ramo e super seria. De fato, eles foram impecáveis do início ao fim, muito profissionais e ainda disponibilizaram um biólogo que foi no barco com a gente explicando tudo sobre esses monstros do mar! Eu assumo que achei muito menos assustador do que imaginei, até porque o pessoal da Marine joga um "atrativo" pros tubarões mas joga bem longe da gaiola, pra não ter nenhum perigo pra quem está preso ali dentro! O único real problema foi a água: muito fria!!!!!! Super tranquilo e muitíssimo divertido! Adorei a experiência e recomendo demais a Marine Dynamics! Quem teria coragem? #futitrips #futinaafrica

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Achei o tempo de jaula bom. Conseguimos ver bastante os tubarões antes de congelar nosso corpo completamente. Depois, serviram lanches e bebidas quentes para esquentar o corpo.

Amei a experiência e o tratamento recebido na Marine Dynamics. Recomendo muito eles como operadores para quem quiser se aventurar a mergulhar com os tubarões brancos.

 

Assistir o por do sol de cima de uma montanha

Cape Town é banhada pelo mar e tem um relevo incrível, logo, assistir o por do sol é programa obrigatório para quem passa pela cidade. Os lugares mais procurados para o fim da tarde são as montanhas Table Mountain, Lion’s Head e Signal Hill, de onde é possível ter a visão panorâmica da cidade e ver o sol se pondo no oceano. Optamos pela Signal Hill porque o acesso era fácil de carro, mas todas são lindas e com vistas espetaculares.

Chegue um pouco antes dos últimos lampejos de sol do dia: os mirantes ficam lotados de gente de todas as idades com suas cestinhas de picnic e garrafas de vinho. Uma delícia!

Por do Sol em Signal Hill

Tomar um clássico Chá da Tarde

Outro programa bacana em Cape Town é tomar um chá da tarde. A África do Sul foi colonizada pelos ingleses e além de terem herdado a direção do lado errado (desculpa mas dirigir do lado direito é muito esquisito para uma canhota), a cultura do chazinho no meio da tarde também ficou.

Muitos hotéis oferecem o chá. Nós fomos experimentar o High Tea do MannaBay, um hotel boutique lindinho aos pés da Table Mountain, que eu mencionei aqui.

Eram tanto bolos, canapés e sanduíches que dava pra ficar perdido. Apesar de não estarmos com fome naquele horário (geralmente o chá é servido às 15:30), aproveitamos para tomar um espumante e relaxar um pouco no jardim do hotel que era uma gracinha.

Para quem está hospedado no hotel, o chá está incluso na tarifa. Para quem não está (nosso caso), é possível pagar à parte. Um programa relax e bem gostoso para uma tarde na cidade. Pra falar a verdade, nem parece que você está na cidade, um refúgio perfeito!

Chá da Tarde no MannaBay Hotel

Passeio pela orla e Chapman’s Peak Drive

Cape Town tem praias lindas e de água congelante. Apesar de não ser um destino clássico de praia, o passeio pela orla é super legal. Vale a pena pegar o carro desde Green Point e ir passando pelas praias no caminho: Bantry Bay, Clifton Beach, Camps Bay, entre outras.

Depois, continuamos dirigindo pela orla até chegar a Chapman’s Peak Drive, uma estradinha cênica a la Highway 1 na Califórnia e Great Ocean Road na Austrália, que começa em Hout Bay. Visual incrível!

Vinícolas

Em volta de Cape Town tem várias regiões vinícolas. As mais conhecidas são Constantia, que fica a uns 20 minutos do centro, e Stellenbosh e Franschhoek, a 1 hora e meia.

Como boa amante do vinho, conhecemos todas elas!

Fugimos para Constantia por duas vezes após outros passeios que fizemos por Cape Town. Como fica pertinho do centro, rapidinho estávamos lá degustando um bom vinho sul africano. Visitamos a Groot Constantia, a vinícola mais tradicional da região, e a Constantia Glen. Pessoalmente, gostei mais dos vinhos da Groot Constantia, apesar de ter comido uma tábua de frios na Constantia Glen que estava dos deuses.

Já para Stellenbosh e Franschhoek, muita gente faz passeio de bate-e-volta de dia inteiro a partir de Cape Town. Nós optamos por dormir por lá algumas noites e aproveitar o máximo dessa vidinha de descansar, comer bem e beber vinho. Vou contar em mais detalhes no próximo post :)