Browsing Tag

viagem

0 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 04.09.2017

Trip Tips: Os programas mais divertidos (e diferentes) de Dubai

Como é de se esperar de uma cidade tão cosmopolita como Dubai, programação é o que não falta. No último post, eu falei sobre o complexo de hotéis que ficamos em Dubai, o Madinat Jumeirah, e as coisas que tem pra fazer lá dentro (Souk, parque aquático Wild Wadi, passeio de abra, piscinas, etc). O Madinat Jumeirah por si só poderia ser a programação completa da viagem, mas fora do hotel também tem um monte de programas divertidos e bastante diferentes. Nós fizemos questão de explorar o máximo que a cidade tinha para oferecer nos 5 dias que passamos por lá!

 

Dubai Mall

Como toda cidade em que circula muito dinheiro, Dubai tem vários shoppings com todas as marcas que você puder imaginar. Dos que conhecemos, o maior e mais legal foi o Dubai Mall.

Fiquei muito impressionada com a variedade de lojas como Prada, Channel, Hermès, Apple Store bem como algumas redes de comida (se é que posso chamar de redes) que eu nunca imaginei encontrar como as londrinas Ben’s Cookies e The Hummingbird Bakery, a francesa Fauchon, além das novaiorquinas Magnolia Bakery, Shake Shack e Eataly. Sim, eu só penso em comida…

O shopping é enorme (se dizem o maior shopping do mundo e eu acredito) e tem uma réplica de um Souk tradicional em anexo, além de um lago artificial gigante.

Outra coisa bacana é a Dubai Fountain, um espetáculo de águas bem estilo o do Bellagio de Las Vegas (não à toa a comparação, a Dubai Fountain foi de fato desenhada pela mesma pessoa que fez a fonte do Bellagio). A Fountain fica na frente do Burj Khalifa e coladinha no shopping, o que dá um visual ainda mais impressionante para as águas dançantes, e ocorre diariamente a cada meia hora entre 18 e 24 horas.

Além disso, no Dubai Mall também tem várias outras atrações bacanas, como vou contar mais adiante.

At The Top – Burj Khalifa

Assim que você chega em Dubai você descobre que tudo lá é o maior do mundo. E com os arranha-céus não poderia ser diferente.

O Burj Khalifa é atualmente o prédio mais alto do mundo, com 828 metros de altura e 160 andares. Só como referência, o One World Trade center, em NYC, tem 541 metros de altura, enquanto o Empire State tem 380 metros e a Torre Eiffel, 300 metros. É muita diferença!

O prédio levou cerca de 6 anos para ser construído e custo algo em torno de 1,5 bilhões de dólares (achei até barato, perto do preço das obras das Olimpíadas do Rio, por exemplo). O Burj Khalifa é um mix de comercial e residencial, com apartamentos, escritórios, o Hotel Armani, o restaurante At.mosphere e os observatórios At The Top.

Subir no prédio mais alto do mundo faz parte da maioria dos roteiros de quem passa por Dubai e não poderia ser diferente: a vista lá de cima é um escândalo e é possível ver toda a cidade em 360 graus.

A entrada para o observatório At The Top é por dentro do Dubai Mall. São duas opções de visitação: o At The Top, que dá acesso aos andares 124 e 125, e o At The Top Sky, que dá acesso ao andar 148.

Optamos pelo At The Top Sky, a experiência VIP que, além de ir mais alto, te dá várias vantagens como uma salinha de espera com coffee & dates (café árabe acompanhado das tradicionais tâmaras árabes), grupos muito menores, um guia para cada grupo, um elevador privativo, fast pass pra subir e descer (ou seja, sem fila) e ainda permite o acesso ao At The Top tradicional.

O elevador exclusivo do Sky já é um espetáculo! É rápido, não dá nenhum tranco e não dá nem para sentir que ele está se mexendo. Fica tudo escuro quando as portas se fecham e nas paredes vão aparecendo projeções dos edifícios famosos do mundo, na altura de cada um, mostrando o quão mais alto você está que todos eles. Achei muito bacana!

Quando chegamos no lounge Sky, fomos recebidos com snacks e sucos numa sala com uma decoração incrível e super confortável. Se você quiser ir para o lado de fora, também tem uma parte aberta. É permitido ficar no Sky por até uma hora e depois é possível descer até o andar 124 e 125, onde as pessoas que optaram pelo ticket tradicional ficam, e ficar por ali o tempo que você quiser. Sinceramente, depois de ter o Sky só pra gente e poder ver todos os ângulos da cidade com toda a tranquilidade do mundo, achei tudo meio sem graça e muito muvucado quando descemos para os andares mais baixos (isso porque fomos de manhã, que em tese é bem mais tranquilo).

Resumindo, achei o At The Top Sky uma visita muito mais completa e tranquila. Mas independente da sua opção do ticket, subir no Burj Khalifa é um must do em Dubai.

Dubai Aquarium & Underwater Zoo 

Esse aquário gigantesco fica dentro do Dubai Mall e é um ótimo passeio para complementar sua voltinha no shopping. Já do lado de fora dá para ver a grandiosidade do aquário, com muitas espécies de peixes, tubarões e arraias que ficam saracoteando pra cima e pra baixo. Já na parte de dentro, a experiência é passear por dentro do túnel, com os bichos nadando por cima da sua cabeça. Bem divertido!

O ingresso tradicional também dá acesso ao Underwater Zoo, localizado no piso superior do shopping, que como o próprio nome diz é um zoológico da vida marinha. Nós acabamos ficando um bom tempo vendo várias espécies diferentes de bichos como tartaruga de casco mole, peixe arqueiro (ele cospe e acerta um alvo fora d’água), águas vivas que brilham no escuro, cavalos marinhos, jacarés gigantes e o tão amado Nemo (e a Dori também).  

Para quem quiser se aventurar, é possível mergulhar dentro do aquário e fazer um encontro com os tubarões, andar de Shark Scooter debaixo d’água ou fazer um mergulho na jaula junto com os tutubas. Bem radical!

Já para as meninas, tem shows de sereias e um encontro especial com as amigas da Ariel.

Achei impressionante como um aquário desse tamanho pode existir dentro de um shopping. Vale muito a visita!

Dubai Ice Rink

Esse é pra lembrar da infância!

Também dentro do Dubai Mall tem uma pista de patinação no gelo em tamanho olímpico (ou seja, enorme!) divertidíssima.

As sessões são temáticas de acordo com o tipo de música que o DJ do local toca: fomos na Disco Night e achamos o máximo!

Acho que a coisa mais divertida de lá eram as criancinhas ensandecidas empurrando pinguins e bonecos de neve completamentes aleatórias rsrsrsrs! Eu nunca tinha visto esses bonequinhos mas depois de dito é super óbvio: os bonecos deslizam no gelo e servem de apoio para os pequenos não caírem enquanto aprendem a patinar.

Como tudo em Dubai, o Ice Rink fecha tarde e pode ser uma ótima opção para quem estiver de bobeira pelo Dubai Mall no fim do dia. Nós adoramos!

The Yellow Boats

Nós raramente pegamos tours fechados quando vamos conhecer uma cidade nova, mas às vezes acabamos deixando de saber detalhes interessantes do lugar por não termos um guia. E esse pra mim foi um grande diferencial do passeio que fizemos com o The Yellow Boats, que além de muito divertido, ainda oferecia um guia mega figura que ia contando altas histórias sobre a cidade (uma mais inacreditável que a outra).

O tour é feito em um barquinho amarelo (óbvio né) com capacidade para 12 pessoas e sai de Dubai Marina. Os trajetos vão depender da duração do tour escolhido: 30 minutos (Palm Jumeirah); 45 minutos (Marina & Palm Jumeirah); 75 minutos (Palm Jumeirah & Burj Al Arab); ou 90 minutos (Marina, Palm Jumeirah & Burj Al Arab). Nós optamos pelo tour de 90 minutos no horário do por do sol e foi incrível.

Saímos por volta das 18h da Marina, o que nos permitiu ver os prédios ainda com a luz do dia. Demos uma volta por fora da palmeira e fizemos uma parada na frente do hotel Atlantis The Palm. Depois seguimos para o Burj Al Arab e o Jumeirah Beach Hotel. Depois, voltamos pela base da palmeira, passando na frente das casas dos sheiks. Quando chegamos de volta na Marina, o sol estava se pondo e os prédios acessos, dando uma outra visão do que tínhamos visto na ida. Por fim, demos uma volta por dentro do canal da Marina, terminando de volta no lugar de partida.

Amamos ver a cidade desde o mar, uma perspectiva bem diferente do que tínhamos visto até ali. Fora isso, adoramos saber as histórias e curiosidades que nosso guia contou sobre as maluquices nababescas dos árabes. Foi realmente muito interessante.

Aproveitamos para conhecer, depois do passeio, a região da marina, que também é bem bacana, com muitas opções de restaurantes.

Ski Dubai

Mais uma megalomania dos emirados: a maior pista de ski indoors do mundo está aqui, no meio do deserto! O Ski Dubai fica dentro do shopping Mall of the Emirates e é uma ótima opção para fugir do calor escaldante das ruas da cidade: ali dentro é frio real, apenas -4oC, com neve e gelo pra tudo quanto é lado! Que loucura né? Haja energia para resfriar aquele espaço todo!

Existem vários tipos de ingressos do Ski Dubai que vão desde somente a entrada ao Snow Park a combos que incluem aulas de ski ou snowboard ou até um encontro com pinguins! Nosso passe foi o Polar, que incluía o acesso ilimitado ao Snow Park, um ticket para o lift (sim gente, tem lift e tudo!) e um ticket para uma descida de trenó super rápida chamada de Mountain Thriller. Ah, todos os passes incluem roupas e botas também.

O Snow Park é bem divertido e tem vários brinquedos em que você escorrega na neve com bóias ou pranchinhas, além de uma bola gigante que, na minha opinião, é a coisa mais divertida do parque: você mergulha dentro da bolona e te empurram ladeira abaixo rolando! Engraçado demais! Se quiser dar umas boas risadas, clica no vídeo no fim do post rsrsrsrs.

Achamos o Ski Dubai bem diferente e super recomendamos. Só ficamos com pena de não termos comprado um passe que dava direito a aulinhas de ski, mas na próxima compraremos com certeza.

IMG Worlds of Adventure

O IMG é nada mais nada menos que o maior parque de diversões indoors do mundo (e com um ar condicionado super potente!).
O parque é dividido em quatro grandes zonas de acordo com temas: Marvel, Vale Perdido dos Dinossauros, Boulevard IMG e Cartoon Network. São muitas atrações para todas as idades, entre simuladores, montanhas russas, cinema 3D e uma casa mal assombrada para matar qualquer um de medo (sério, os atores são pessoas e chegam MUITO perto de você, dá muita angústia).

Achamos a parte dos dinossauros e a da Marvel as mais divertidas, onde estavam as atrações mais radicais. Curtirmos especialmente as montanhas russas do Spider Man, a Velociraptor e o Predador.

Apesar de grande, acabamos curtindo o parque todo em umas 3-4 horas – demos super sorte de estar vazio e com pouca fila. Para os amantes de aventura, achei uma ótima opção de curtir o dia.

Além disso, ainda conhecemos os hotéis Atlantis The Palm e Burj Al Arab, além de termos ido até o deserto emiradense. Mas isso eu vou contar nos próximos posts!

Atlantis The Palm

Burj Al Arab

Passeio pelo Deserto (em breve)

 

Quer ver mais detalhes dos passeios de Dubai? Confira a galeria abaixo.

0 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 29.08.2017

Madinat Jumeirah, o complexo de hotéis mais árabe de Dubai

Quando estava procurando onde nos hospedar em Dubai, me deparei com um post do Viaje na Viagem que me chamou muito a atenção: a recomendação era de ficar em algum dos hotéis do complexo Madinat Jumeirah e nem perder tempo procurando outro hotel. E foi exatamente o que eu fiz!

O complexo é formado por 4 hotéis, todos 5 estrelas e bastante luxuosos: Jumeirah Al Naseem, Jumeirah Al Qsar, Jumeirah Mina A’Salam e Jumeirah Dar Al Masyaf, onde nos hospedamos. 

Mas por que esse tal Madinat é tão legal assim? Por muitos motivos!

Primeiro, o complexo fica de frente para a praia de Jumeirah, com uma faixa de areia de 2km de extensão e toda a infraestrutura para quem quiser curtir um mergulho no mar. Como eu contei aqui, nós fomos no verão e a temperatura do mar estava rondando os 35oC, o que deixou nosso tchibum para uma próxima oportunidade.

Ainda sobre a localização, o Madinat Jumeirah está coladinho no Burj Al Arab, aquele hotel em formato de vela super famoso, que também faz parte da rede Jumeirah. Isso significa que de dentro do complexo se tem a melhor vista do Burj, o dia inteiro, de todos os ângulos – quem acompanhou a viagem pelo Instagram sabe que eu fiquei obcecada com a arquitetura desse hotel!

O complexo é bem extenso, o que tornaria andar de um ponto ao outro no calor um baita de um problema. Mas aí é que vem a parte que mais me impressionou no Madinat: além dos tradicionais buggys (aqueles carrinhos de golfe elétricos), é possível pegar uma abra – um barco tradicional árabe – para se locomover de um hotel para o outro através de um canal artificial ENORME que dá a volta em todo o complexo.

Sério, quão incrível é isso? Veneza feelings total.

Tanto os buggys quanto as abras funcionam 24h e conectam todos os pontos de interesse do Madinat.

Dentro do Madinat Jumeirah também tem um Souk, um shopping inspirado nos antigos mercados tradicionais árabes, com várias lojas e restaurantes, além de opções de entretenimento como shows em vários dias da semana.

Esse Souk é super famoso e atrai muitas pessoas que nem estão hospedadas nos hotéis. Achei bacana conhecer esse shopping, que acabou sendo a nossa alternativa a ir ao centro antigo de Dubai (o Souk do Madinat Jumeirah tem ar condicionado, ufa!).

Outro ponto bacana é que, como eu falei, são 4 hotéis, com uma infra gigante de piscinas que atendem a todos eles – a cada hora que a gente passeava pelo complexo a gente ia descobrindo uma nova. No total, são 5 piscinas grandes, que fazem parte dos hotéis Al Qsar, Mina A’Salaam e Al Nassem, mais 7 piscinas pequenas que fazem parte do Dar Al Masyaf.

Dica: para casais viajando sem filhos, uma das piscinas do Al Nasseem é somente para adultos (e é uma paz!).

As piscinas são equipadas com cadeiras e espreguiçadeiras, guarda sóis e um serviço de toalheiro e garçom, que trazia água à vontade e às vezes outros mimos como picolé e toalhinha gelada para limpar o rosto. Muito chique!

Além das piscinas, o Madinat Jumeirah também tem uma infraestrutura bem bacana de esportes aquáticos, com muitas opções de esportes não motorizados (como stand up paddle e caiaque) e motorizados (como ski aquático, jet ski, entre outros). Como estava muito quente, não vi ninguém se aventurando no mar com esses equipamentos, mas acredito que em épocas de temperatura mais amena seja uma ótima opção de lazer.

Já que o calor estava grande, decidimos testar o Wild Wadi Waterpark, um parque aquático bem legal que fica anexo ao Madinat Jumeirah.

Para os hóspedes, a entrada é gratuita e ilimitada (obaaaaa!), então lá fomos nós nos refrescar e tomar coragem de descer nos toboáguas super radicais. O parque em si não é enorme, mas tem muitas atrações bastante divertidas que você vai sozinho, vai na bóia com outras pessoas, vai de pranchinha. Enfim, diversão à vontade!

O complexo conta ainda com um Spa com 26 salas de tratamento, academia, 5 quadras de tênis e um kids club.

Opção de restaurante é o que não falta. São 50 restaurantes para todos os gostos e bolsos, que vão desde a cafeteria inglesa Costa ao romântico e super premiado Pier Chic, um restaurante de frutos do mar que fica numa palafita sobre a praia.

Apesar de não ter café da manhã incluso na nossa tarifa, decidimos experimentar o Arboretum e amamos. Eram dezenas de opções de pães, ovos, geleias, frutas, sucos e todas as guloseimas que você pode imaginar! Muito completo mesmo! Além do Arboretum, existem ainda várias outras opções de restaurantes para tomar café da manhã e brunch.

Para jantar, escolhemos o Khaymat Al Bahar, um restaurante libanês fantástico que fica ao lado da piscina do Jumeirah Al Qsar. Sem o menor medo de errar, foi a comida árabe mais gostosa que eu já comi na vida!

Pedimos chancliche e quibe cru de entrada e um mix de carnes feitas no grill de prato principal e estava tudo incrível. Ao longo do jantar, assistimos um show de dança do ventre bem bacana com vários atos curtinhos, o que eu achei bem legal porque dava tempo da gente comer e assistir tudo sem fazer uma confusão (tipo um olho no peixe e outro no gato sabe? rsrsrsrs).

O hotel Jumeirah Dar Al Masyaf

Enquanto os outros três hotéis do Madinat Jumeirah são edifícios baixinhos, o Dar Al Masyaf é composto por 29 summerhouses ou vilas (mais 7 vilas presidenciais, chamadas “Malakiya”) no estilo árabe, espalhadas ao longo do canal onde passam as abras. Cada uma das vilas tem em média 10 quartos enormes, uma área comum interna, uma recepção 24h exclusiva e seu próprio happy hour diariamente de 18h às 19h, com bebidas alcóolicas e snacks liberados (uhuuuuu!).

Ainda nesse conceito mais horizontal, o Dar Al Masyaf tem 7 piscinas menores distribuídas entre as vilas (lembra que eu comentei?). Quando nós fomos, elas estavam sempre vazias, o que também pode ser uma ótima opção para quem quiser mais tranquilidade do que nas grandes piscinas do Madinat.

Nós ficamos em uma Arabian Summer House Deluxe, a categoria mais simples de quarto do Dar Al Masyaf e ainda sim incrível. Tínhamos uma varanda delícia com uma vista bem bacana do canal onde passavam as abras o dia todo, além de estarmos do ladinho de uma das estações desse barquinho e bem em frente a uma das piscininhas.

Como falei, o quarto era enorme e com uma decoração árabe de muito bom gosto, com closet, uma salinha, penteadeira e uma cama giga size que era um super problema na nossa vida – quem é que quer levantar de uma cama boa dessas?  

Área comum dos quartos

O banheiro era bem equipado com chuveiro e banheira separados, além de uma pia dupla e bancada espaçosa para casal nenhum brigar por espaço. Também era decorado com tema árabe e enorme!

Todos os dias, o quarto era reabastecido com cápsulas de café, uma cesta de frutas e o tanto de água que você quisesse beber (estava realmente muito quente!). Além disso, sempre que entrávamos no quarto, tinha um novo bicho feito de toalha, cada dia um diferente. E ainda tinha um panfletinho explicando como fazer você mesmo aquele bichinho. Achei isso muito divertido!

Fiz coleção de bichinhos!

 

Os hotéis do Madinat Jumeirah e em especial as vilas do Dar al Masyaf tem uma arquitetura árabe que não se encontra em outros hotéis de Dubai. E afinal, se estou nas arábias, quero parecer estar nas arábias, não é mesmo?

Realmente, o Madinat Jumeirah merece uma visita, mesmo que seja só para conhecer o Souk ou jantar em um dos muitos restaurantes que tem por ali. Para quem está hospedado, um dia inteiro no hotel é o mínimo que eu recomendo para conseguir aproveitar pelo menos um pouco das muitas coisas que tem para fazer. E digo mais, acho que pelo tanto de coisa que tem para fazer e pela infra que o complexo oferece, vale até considerar uma viagem para Dubai para curtir mesmo o hotel, a praia (no inverno), o parque aquático e as piscinas (não vejo diferença grande de muitos lugares do Caribe em termos de atividades e conforto e ainda tem vôo direto!).  

 

Quer ver mais detalhes do Madinat Jumeirah? Confira a galeria abaixo.

0 em Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 23.08.2017

Emirados Árabes Unidos: informações gerais

Visitar o Oriente Médio fazia parte dos meus planos distantes de viagem. Distantes por medo mesmo de visitar uma região conturbada e com uma cultura tão distinta da nossa (principalmente em relação às mulheres). Por algum motivo que eu não sei explicar, não associava os Emirados ao Oriente Médio (que louca!) e talvez por isso o país nunca tenha me atraído como um destino turístico.

Pensava que os Emirados se resumiam a Dubai e que essa era uma cidade artificial, de pura ostentação, toda construída na marra e sem muito para oferecer. A verdade é que é artificial, com muita ostentação e foi construída na força bruta, sim, mas isso não é necessariamente uma coisa ruim. A oferta de programação, passeios, restaurantes e shoppings é enorme, o que é muito importante para quem está de passagem por alguns dias. O país é muito organizado e super seguro, as pessoas são educadas e todos falam inglês (também né, mais de 85% da população é de estrangeiros). Com um GPS você chega a qualquer lugar pelas grandes avenidas largas sem semáforos  e muito bem sinalizadas, onde o trânsito flui sem o menor estresse. Pra quem mora no Rio, isso parece um sonho.

Pra mim, Dubai é a Las Vegas árabe (mas com praia e sem cassino!). E sim, tem outras coisas para visitar além de Dubai nos Emirados: na realidade, são 7 emirados que juntos compõem os Emirados Árabes Unidos, sendo os mais famosos Dubai e Abu Dhabi.

Por ser um país com cidades tão cosmopolitas e abertas aos estrangeiros, com uma baita infraestrutura para receber turistas, não há dúvidas que a visita aos Emirados é o “Oriente Médio para iniciantes”.


Como Chegar

Chegar nos Emirados do Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo e Rio de Janeiro para Dubai da Emirates, vôos direto de São Paulo para Abu Dhabi da Etihad, além de vôos com escalas de outras companhias, como British e Ethiopian. A passagem não é das mais baratas, mas de vez em quando pinta uma promoção para a rota com valores de R$ 2.500 – R$ 3.000 (ainda salgado, mas bem abaixo do valor de tabela da Emirates que gira em torno de R$ 4.000).

Nós fomos de Emirates (compramos as passagens com milhas Smiles), em vôos super tranquilos com duração média de 14 horas de/para o Rio de Janeiro (direto!). Foi a primeira vez que viajamos pela companhia e amamos! Serviço, comida, entretenimento, conforto, tudo excelente.

Tanto Dubai quanto Abu Dhabi são hub para muitos destinos na Ásia, motivo pelo qual muita gente opta por parar 1 ou 2 dias quando está indo para outros destinos, mas a verdade é que dá para se divertir lá durante muito mais tempo.

Quando ir

A primeira coisa que você tem que considerar quando planejar uma viagem para os Emirados é que o país fica no meio do deserto. Isso significa que os verões, em especial julho e agosto, são muito muito quentes (dias com mais de 40oC de temperatura são uma certeza). Já no outono e inverno, entre novembro e abril, as temperaturas ficam mais amenas (por volta dos 20oC), sendo considerada por muitos a melhor época para visitar o país.

Na realidade a escolha da época vai de cada um. Nós estávamos indo atrás de um fenômeno nas Maldivas que só ocorre no meio do ano, então o jeito era ir justamente na meiuca do verão (fim de julho e início de agosto) para os Emirados, e lá fomos nós!

É quente? É sim, demais! A sensação quando você sai na rua é que você está entrando numa sauna seca, simples assim. Mas é ruim? Como tudo na vida, tem vantagens e desvantagens:

Vantagens de ir no verão:

  • Os hotéis ficam mais em conta e mais vazios.
  • Grande parte da população está de férias, então espere atrações com pouca ou nenhuma fila. Achei isso especialmente importante para os parques de diversão e parques aquáticos.
  • Com a mesma quantidade de dias, você aproveita mais as cidades: como não tem filas, é possível fazer mais programas no mesmo dia.
  • Você pode se refrescar nas piscinas dos hotéis e nos parques aquáticos, o que tornam a sensação de forno um pouco mais suportável.

Desvantagens de ir no verão:

  • É realmente muito quente, mesmo comparado ao calor do verão do Rio (é realmente muuuuito pior).
  • Entrar no mar é uma missão impossível. A água fica fervendo, então aquele mar azulzinho que você vê nas fotos é só para olhar mesmo.
  • Nessa época, tem algum fenômeno que faz a areia levantar e a cidade fica constantemente com uma névoa, o que prejudica um pouco a visibilidade de grandes distâncias.
  • Algumas atrações, a exemplo do Dubai Miracle Garden, fecham no verão. Outras ficam parcialmente em reforma.

Eu achei que as vantagens superaram as desvantagens e que realmente valeu a pena irmos nessa época. Conseguimos aproveitar demais os 8 dias que passamos lá e fizemos tudo que tínhamos planejado.

A única época que eu realmente evitaria é o ramadã. Não podemos esquecer que a religião dos Emirados é o Islamismo e que eles são bastante sérios em relação ao super jejum que é feito do nascer ao por do sol durante o mês inteiro do ramadã, o que pode ter alguma interferência na sua programação. As datas não são fixas mas ocorrem em meados do ano, vale sempre a pena pesquisar antes de fechar sua viagem.

Como montar um roteiro?

Uma boa forma de começar a montar o roteiro nos Emirados é começando por Dubai e decidindo que atrações você quer visitar. Meio óbvio? Mais ou menos.

Eu disse que o país (e especialmente Dubai) tem um quê meio Vegas, o que pode agradar a uns e não agradar a outros. Então minha dica é ver as programações que interessam e daí ver a quantidade de dias necessários para fazê-las. Muita gente acaba fazendo a base em Dubai e faz bate-e-volta para Abu Dhabi. Acho que é uma opção para quem tem pouco tempo, mas eu não deixaria Abu Dhabi de fora.

Nosso roteiro se iniciou em Dubai, onde ficamos por 5 noites, depois o deserto, onde dormimos 1 noite, fechando com Abu Dhabi, onde ficamos por mais 2 noites. Foram 8 noites no total e eu achei pouco. Para ficar perfeito mesmo acho que faltou 1 noite em cada um dos lugares que passamos (é sério, tem muita coisa pra fazer!).

Mas é certo que por ser hub de 2 grandes companhias aéreas, acabaremos passando pelos Emirados outras vezes, então tudo bem se algumas coisas acabaram ficando de fora. Aliás, o país está sempre crescendo e construindo novas atrações (tipo uma roda gigante que é o dobro do London Eye), motivos pelos quais eu acho que uma paradinha por ali sempre será necessária e diferente.

Então em resumo: Dubai é obrigatório enquanto Abu Dhabi é opcional mas altamente recomendado. Já o deserto pode ser conhecido através de um bate-e-volta de Dubai (muito comum), ou, como nós optamos, se hospedando em um hotel por lá.

Como se locomover?

Como falei, as cidades são largas e com muitas avenidas, o que torna o carro (ou táxi ou uber) uma opção bem confortável.

Em Dubai também tem metrô, que na verdade é tipo um monorail, em cima do solo. Mas gente, para chegar no metrô tem que andar na rua, algo que está fora de cogitação para quem vai no verão.

Por isso e para nos dar mais mobilidade, optamos por alugar um carro e achei que foi uma ótima escolha. A gasolina lá é ridícula de barata (o litro estava R$ 1,60 quando aqui no Rio está R$ 4,10) e os aluguéis também são em conta. Os táxis também são baratos, mas como as distâncias percorridas são bem grandes, dependendo de onde você pretende ir pode não ficar tão em conta assim.

Visto

A parte chata da viagem para os Emirados é o visto. No início do ano, o Brasil assinou um acordo com o país para isentar os brasileiros de visto de turismo. Isso está em tramitação mas ainda é necessário pedir o visto antes de embarcar para os Emirados Árabes.

O chato é que você precisa de um sponsor para te ajudar, que normalmente são as companhias aéreas (preferencialmente) ou os hotéis, e eles são bastante enrolados se alguma coisinha sai do planejado.

Nosso caso foi um tanto quanto caótico. Na volta das Maldivas precisaríamos entrar nos Emirados para mudar de aeroporto e refazer o checkin e, portanto, precisávamos de um novo visto. O problema é que não imprimimos uma cópia e na hora o pdf enviado pela companhia aérea não abria!!! Para piorar o nervosismo, o responsável pela companhia não estava nem um pouco a fim de ajudar e queria mesmo deixar a gente de fora do vôo, dá pra imaginar? Conclusão, quase viramos o Tom Hanks em O Terminal no aeroporto das Maldivas! Depois de dar um ataquezinho básico, o tal senhor se sensibilizou e resolveu se comunicar com os Emirados para checar se o visto era válido mesmo (e era!) e acabou nos deixando embarcar. Ufa, altas emoções no retorno pra casa.

Então a dica é: veja com calma e antecedência qual o tipo de visto você vai precisar (1 entrada, múltiplas entradas) e sempre leve uma cópia impressa com você para evitar dores de cabeça.

Como se comportar

Roupas ocidentais

Muita gente pergunta se nos Emirados precisamos andar cobertas. A resposta é não!

É certo que vimos muitas mulheres com lenço na cabeça (que não é burca gente, é hijab, burca é outra coisa) e abayas (aquela roupa comprida que cobre o corpo todo), mas as blusinhas de alça, saia e biquini estão liberadas para quem quiser usar. O único lugar em que tive que me cobrir foi na Grande Mesquita em Abu Dhabi, o que é muito razoável né?

Don’t show affection!

Vimos várias plaquinhas na entrada de shoppings e souks mostrando que era proibido andar de mãos dadas. Há quem diga que não tem problema, mas já que estava ali, explícito, evitamos as mãos dadas e os beijinhos em público. Não custa nada, não é mesmo?

Álcool é regulado

Se você é daqueles que não passa o dia sem uma cervejinha, prepare-se para gastar. Bebidas alcóolicas são reguladas e taxadas, e são vendidas apenas por estabelecimentos com uma licença específica, na sua maioria hotéis. Não precisa dizer mais nada, os preços são salgadíssimos!

R$ 40 numa long neck de Heineken? Não obrigada, vou fazer um detox de álcool.

Pode fumar

Cigarro, charuto, narguilê (ou shisha, como eles chamam lá) são legalizados, é só verificar quais são as áreas designadas para fumantes.

Pedestre pode ser multado

Eu li em algum lugar que os pedestres podem ser multados por atravessarem fora da faixa. A verdade é que no verão eu não vi um policial na rua e muito menos pedestre (muito quente mesmo rsrsrsrs). Mas deve ser verdade!

Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência pelas arábias.