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0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 25.10.2017

Finolhu Maldives: paraíso praiano com vibe retrô

Depois de passar uns dias caçando arraias-manta no Aveyla Maldives, partimos para o início do momento sombra e água fresca da nossa viagem. E para isso, escolhemos um hotel também no atol Baa, o Finolhu Maldives.

Para chegar, pegamos a lancha do próprio hotel na ilha de Dharavandoo, onde estávamos, e em aproximadamente 40 minutos chegamos em Kanufushi, a ilha privada de areia branca e mar azul turquesa em que fica o Finolhu.

O combo vôo comercial + lancha é uma das opções de transporte para chegar no hotel. A outra é pegar um vôo de hidroavião de Male, a capital das Maldivas, direto até o resort. Sem dúvida, o hidroavião é mais rápido e mais cômodo, apesar de ser um pouco mais radical (para quem tem medo de voar) e só funcionar durante dia. Foi o que fizemos para voltar a Male.

Ao chegar no Finolhu, fomos recebidos por alguns funcionários do hotel que logo nos levaram do pier para a recepção (ou Mission Control, para os mais íntimos). Check in feito, pegamos um buggy para o quarto com direito a um tour pelas instalações do hotel para já irmos nos familiarizando e adorando todos os cantinhos por onde íamos passando.

Mas foi a chegada no quarto que fez meu coração bater mais forte: nosso bangalô em cima das águas tinha uma piscina particular e uma vista indevassada para o mar aberto, para o lado onde o sol se põe. Como chegamos mais para o fim da tarde, o sol já estava baixando, deixando aquela atmosfera romântica com a luz amarela batendo na água. Pronto, apaixonei.

Os bangalôs do Finolhu são divididos de acordo com a localização (na praia ou em cima das águas) e pelo fato de ter ou não piscina. Como não é todo dia que você pode optar por dormir e acordar ouvindo o som do mar embaixo da sua cama, optamos pelo bangalô em cima da água e fizemos a loucura de nos dar um upgrade de presente para o que tinha piscina (olha aí uma das vantagens de viajar na baixa temporada, quando os preços são bem mais amigos!).

O quarto é bem espaçoso, com uma cama king size, sofá, poltrona, penteadeira, TV, frigobar e uma varandinha pra lá de aconchegante com um outro sofá, cadeiras de balanço, espreguiçadeiras, guarda sol, chuveiro e, é claro, nossa piscina! Já o banheiro tem uma banheira com vista para o mar (que chique!), pia dupla, chuveiro interno e também um chuveiro externo, para quem quiser tomar banho vendo as estrelas.

Tudo no quarto (e no hotel) é decorado numa vibe retrô chique, dando um super charme a todos os detalhes. O mini bar, por exemplo, era chamado de Mini Baa (em menção ao nome do atol) e o menu tem o desenho de uma ovelhinha retrô (baaaaaaaaa, entendeu?). Muito divertido!

Aí você pensa “mas com tudo isso dentro do quarto, vou sair pra que?”, certo?

Mas tinha muita coisa legal para fazer pelo hotel, a começar pela piscina principal, onde aconteciam “pool parties” todos os dias à tarde, com DJ tocando músicas retrôs de super bom gosto. A piscina fica na pontinha da ilha principal, na praia mesmo, e é rodeada por espreguiçadeiras, pufes, redes, camas, poltronas e tudo mais que você precisar para ter um dia de praia com um pouquinho de agitação. Ah, ela fica ao lado do bar 1 Oak Beach Club, ou seja, tem serviço de bebidas e comidinhas o dia todo.

Outra coisa que eu amei foi que o hotel deixa bóias divertidas tipo cisne e flamingo na piscina para os hóspedes usarem (sempre quis ter uma!). Aliás, tem a aparição de sereias ali na piscina também de vez em quando, para a loucura dos pequenos.

 

A parte boa da piscina é que como ela é na areia da praia, dá para alternar um mergulhinho na água doce com um na água do mar – dá pra ser mais democrático que isso? Se ainda assim você preferir um pedaço de areia mais reservado, tem outras praias pela ilha também com estrutura e mais longe do som (que não é super alto tá?).

Além disso, o Finolhu tem uma boathouse super bem equipada com tudo que você precisar para realizar atividades motorizadas e não motorizadas na lagoa do hotel. Para quem quiser, também existe um centro de mergulho PADI, que organiza saídas para pontos de mergulho no atol Baa. Lá também é possível fechar passeios de snorkel para locais fora do hotel, sendo possível até ir a Hanifaru Bay, onde tem uma grande concentração de arraias manta nessa época do ano. Como nós já tínhamos mergulhado bastante enquanto estávamos no Aveyla, optamos por aproveitar nosso tempo na piscina e na praia.

Para quem quiser fazer exercício (tem maluco pra tudo), tem uma academia muito completa, quadras de tênis e futebol que podem ser usadas à vontade.

Como é de se esperar de um resort de luxo, o Finolhu tem um spa bem bacana chamado The Cove Club. Cada uma das 10 salas de tratamento é uma casinha pintada em tom pastel inspirada em uma diva dos anos 60s e 70s, tudo a ver com a vibe retrô do hotel!  

Na área do Spa tem ainda um salão de beleza e uma área comum, que pode ser utilizada sem custo adicional, com sauna seca e à vapor.

Como demos o azar de pegar um dia inteirinho de chuva durante a nossa estadia, corremos para o Spa para fazer uma massagem em uma sala para casal. Optamos pelo tratamento relaxante de corpo inteiro com duração de uma hora e depois ficamos mais um tempo relaxando na sauna. Foi uma boa solução para aproveitar um dia de chuva nas Maldivas.

Em relação à restaurantes, o Finolhu tem 4 restaurantes, além do 1 Oak Beach Club, aquele bar que fica coladinho na piscina.

O Baa Baa Beach Diner fica pertinho da piscina e é onde é servido o café da manhã todos os dias (uma fartura que só).  Abre para almoço e jantar, também em estilo buffet, com noites temáticas e culinária de diversos locais do mundo.

O Baa Haa Grill, de culinária árabe, e o Kanusan, o restaurante premium do hotel com culinária chinesa, abrem somente para o jantar e são a la carte. Experimentamos os dois e são excelentes! Ficamos muito bem impressionados com a comida e o atendimento.  

Todos os pontos comuns do Finolhu (restaurantes, piscina, academia, spa, etc) estão concentrados na ilha principal, mas o hotel se estende para as extremidades dessa ilha. Se de um lado sua estrutura continua nas palafitas e bangalôs em cima das águas, do outro o Finolhu de estende por 1,8 km de um banco de areia branquinha com mar do dois lados. E no fim dessa faixa de areia, um restaurante charmosíssimo de frutos do mar: o Fish&Crab Shack, aberto somente durante o dia. A visita é obrigatória e o passeio até lá é delicioso. 

Nos hospedamos em half board, que incluía o café da manhã e o jantar no Baa Baa Beach Diner. Ainda optamos por adicionar o “beverages package”, que nos dava direito a bebidas alcóolicas e não alcóolicas ilimitadas em todos os restaurantes e bares do hotel. Apesar de não ser barato, achamos que o pacote de bebidas vale a pena até para quem não bebe, já que as bebidas compradas a parte são bem caras. Para quem bebe, então, nem se fala! Era realmente tudo liberado o dia inteiro: vinho, cerveja, espumante, drinks (ma-ra-vi-lho-sos), whiskie, tudo!

Como eu falei, nós jantamos também no Kanusan e no Baa Haa Grill, que não estão inclusos no Half Board. Quem estiver em meia pensão e optar por jantar em um desses dois restaurantes, ganha um desconto no valor final da conta. Como ficamos 4 noites no Finolhu, achei legal variar de restaurante, sem contar que realmente os dois são muito bons!

O Finolhu tem uma programação de entretenimento bem diferenciada. Além das pool parties, todos os dias tem show de música ao vivo (de bom gosto!) no 1 Oak, com performances de dança e outros espetáculos. Além disso, 1 vez por semana o hotel organiza um super happy hour com bebida liberada para todos os hóspedes, que acaba com um show pirotécnico na areia da praia. É muito animado!

Nós amamos nossa estadia no Finolhu! O hotel tem tudo que você já imaginou de luxo e bom humor ao mesmo tempo, com alto nível de serviço. Nossa escolha foi muito acertada e eu indico de olhos fechados para casais e famílias em busca de férias no paraíso.

Nossa hospedagem no hotel foi de 4 noites e deu para aproveitar bastante. É claro que com um mar lindo daqueles e com toda a estrutura que o Finolhu oferece, nós poderíamos ter ficado por lá 1 semana inteira sem passar perto de ficar entediados.

 

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 18.10.2017

Destino lua-de-mel: Maldivas


As Ilhas Maldivas fazem parte do sonho de consumo de muitos casais e famílias em busca de sombra e água fresca. E não é à toa.

Localizada no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka, a República das Maldivas é um arquipélago de quase 1.200 ilhas, rodeadas por águas turquesas lindas de morrer.

Como o principal negócio do país é o turismo, é de se esperar que o país ofereça uma boa infra-estrutura de serviços para os turistas e foi isso mesmo que encontramos por lá.

Espere encontrar ilhas inteiras privadas dedicadas a um único resort (e preços elevados), assim como ilhas públicas com várias guesthouses (a preços mais amigos).

Como chegar

Nós conjugamos a visita às Maldivas com a nossa passagem pelos Emirados Árabes, por entender ser a maneira mais fácil de chegar até lá. A Emirates, Etihad e Qatar Airways tem vôos diretos diários saindo de Dubai, Abu Dhabi e Doha. Outra opção é ir via Europa (de British ou Turkish Airways, por exemplo).

Nós pegamos o vôo em Abu Dhabi e em 4 horas chegamos às Maldivas, num vôo direto da Etihad (comprado com milhas Smiles).

As Ilhas Maldivas não são um destino muito perto e as passagens costumam ser bem salgadas, por isso conjugar os trechos pagos com trechos com milha pode ser uma ótima pedida para considerar nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Clima

Nas Maldivas faz sol e calor o ano inteiro. Entretanto, nos meses de abril a outubro ocorrem as monções, que trazem consigo o período de chuvas.

Nós fomos em agosto, em plena época chuvosa, de propósito. E não, não sou louca (pelo menos não tanto assim).

As ilhas Maldivas não estavam no nosso bucket list de viagens (não pq não quiséssemos conhecer, mas por achar que era longe e caro) até que um dia eu me deparei com uma foto aérea em que apareciam dezenas de arraias mantas nadando num mar azul cristalino. Pi pi pi pi, o alerta da Felícia aqui começou a apitar e eu fui logo procurar saber onde era aquele lugar fenomenal da foto.

Foi aí que descobri que existe um fenômeno de migração das arraias manta justamente durante a época de monções e que existem alguns lugares das Maldivas por onde esses gigantes marinhos passam com mais freqüência. Pronto, Maldivas subiu imediatamente para o topo da lista e eu tratei de arrumar um jeito de chegar até lá (sim, tenho uma atração inexplicável com animais grandes moradores das profundezas do mar).

Aliado a isso, eu também faria 5 anos de casado em agosto, motivo pelo qual o mês foi o escolhido para a viagem. E lá fomos nós, na época de chuva, para o meio do oceano índico catar as benditas arraias manta. E achamos, um monte! Mas isso eu conto daqui a pouco.

Em relação ao tempo, uma coisa é verdade: apesar de só termos pegado 1 dia inteiro de chuva, tivemos outros dias com tempo meio incerto do tipo sol com nuvenzinhas e algumas pancadas de chuva. Para quem vai no intuito único e exclusivo de curtir a praia, eu sugiro ir em uma época com o sol mais firme (dezembro a março) para evitar decepções.

Já para quem quer economizar na estadia, a época de chuvas também é a baixa temporada e muitos hotéis fazem grandes promoções com descontos, upgrades, transfer grátis… pode valer a pena arriscar (foi exatamente o nosso caso!).

Como se locomover

Como eu falei, a maior parte dos grandes resorts ficam em ilhas privadas e exclusivas. E para chegar nelas existem basicamente 2 meios de transporte: lanchas ou avião. Para ilhas próximas à capital Malé, normalmente o transfer é feito com lanchas. Já para hotéis mais distantes, é possível pegar um hidroavião ou, a depender da localização, um vôo doméstico regular mais uma lancha. Isso tudo vai depender muito da região que você escolher e normalmente é tudo organizado pelo próprio hotel (eu não vi outra opção que não essa, exceto para os vôos regulares que podem ser comprados nos sites das companhias Maldivian e Flyme).

Tenha em mente que os transfers são caríssimos e muitas vezes mais caros que a passagem do Brasil até as Maldivas (acredite se quiser). Então se informe bem antes para não ter surpresas.

 

Quantos dias ficar

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 10 noites e teria ficado mais sem nenhuma sombra de dúvida. Minha recomendação seria de 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 8 a 10 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba perdendo muito tempo em deslocamento (que não é super simples e, como falei, é super caro).

 

Onde ficar

Nós ficamos em três hotéis em ilhas diferentes:

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência nas Maldivas muito diferenciada.

Achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar diferentes ilhas das Maldivas, além de nos das acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel e cada região.

Não tenho dúvidas que a experiência que você vai ter nas Maldivas está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso. A viagem não é barata e nós não gostamos de jogar dinheiro fora, não é mesmo?

Shangri La Villingili

Finolhu

Aveyla Manta Village

Nossa primeira parada foi no Aveyla, uma pousadinha fofa que fica em Dharavandoo, uma ilha pública com aeroporto. Escolhemos o Aveyla porque a ilha fica no atol Baa e muito próxima a Hanifaru Bay, uma estação de limpeza bem rasa que as mantas amam de paixão nessa época do ano. Isso porque na baía ficam muitos plânctons acumulados (comida preferida das mantas!). Resultado: é possível ver aquele montão de arraias nadando mergulhando só com o snorkel!

Nós poderíamos ter ido a Hanifaru Bay partindo de qualquer hotel no atol Baa, mas seria mais longe e infinitamente mais caro. Por isso, preferimos nos hospedar ali pertinho e aproveitar o máximo do fenômeno das mantas (afinal, era para isso que estávamos ali).

Nós ficamos 3 noites no Aveyla e fomos a Hanifaru Bay 3 vezes. Em uma delas, não vimos uma mantazinha se quer (natureza né, às vezes elas decidem não aparecer). Em compensação, nas outras duas vimos dezenas de mantas dançando dentro da água, algo que marcou minha vida para sempre, com toda certeza. Chega a ser inacreditável a quantidade de arraias nadando lado a lado, ali no rasinho.

Além disso, fizemos 6 mergulhos de cilindro (2 por dia) para pontos próximos a Dharavandoo, onde tivemos a experiência de ver mais e mais mantas, dessa vez mais no fundo (sim, a estrela da festa era a manta gente, só queria saber delas). Também vimos outros animais marinhos como nemos, moreias, polvos, tartarugas, entre outros.

O Aveyla oferece todos os passeios através do Liquid Salt Divers, a operadora de mergulho que é do mesmo dono. Isso facilita muito a vida na hora de decidir o que fazer.

A praia da pousada é bem bonita. Tem uma estrutura de rede, espreguiçadeira e balanços, para relaxar e ler um livro entre um mergulho e outro. Em relação à alimentação, nós fechamos a pensão completa, com café da manhã, almoço e jantar no estilo buffet (bebidas à parte). Apesar de simples, a comida era muito bem feita e bem gostosa, uma grata surpresa.

O único porém é que, por ser uma ilha pública e como a República das Maldivas é de religião muçulmana, é proibido vender bebida. Por mim ok, achei ótimo até fazer um detox, mas alguns dos outros hóspedes estavam sedentos por uma cervejinha na beira do mar.

Nós adoramos nos hospedar no Aveyla e achamos a relação custo benefício excelente. Para quem está com o orçamento mais apertado ou para quem ama mergulho (em especial com mantas), sem dúvida é uma ótima escolha.

Nos próximos posts vou mostrar mais do Finolhu e do Shangri-La Villingili, os outros dois hotéis em que nos hospedamos nas Maldivas.

0 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 11.10.2017

Trip Tips: O que fazer em Abu Dhabi

Diferentemente de Dubai, Abu Dhabi é um emirado mais low profile (mas ainda no arab style ostentação). Talvez por isso, a cidade acaba ficando de fora de muitos roteiros ou é visitada em um bate-e-volta partindo da irmã pop Dubai.

Já que decidimos explorar bem os Emirados Árabes, optamos por ficar em Abu Dhabi e nos hospedar no Shangri-La Qaryat Al Beri (mostrei em detalhes o hotel nesse post) e fazer a base ali para conhecer os principais pontos de interesse da cidade. E já posso adiantar que tem sim várias coisas legais pra fazer.

Além de curtir o hotel e a vista magnífica da Grand Mosque, os passeios que mais curtimos foram:

 

Sheik Zayed Grand Mosque

Não poderia começar diferente. Eu já estava obcecada na Grand Mosque desde a hora que pus meus pézinhos no Shangri-La e a vi lá do outro lado do canal. E se de longe ela é bonita, de perto ela é linda!

A mesquita branca de Abu Dhabi é enorme. Dizem que é a terceira maior mesquita do mundo, com capacidade para 40 mil fiéis. Foi bem interessante ver como é a rotina de reza dos muçulmanos: são salas separadas para homens e mulheres, em que é obrigatório entrar coberto e sem sapatos.

Já para as turistas (mulheres), é necessário entrar também com as pernas, braços e cabelos cobertos. Eu cheguei lá com um vestido longo que deixava meio dedo do meu tornozelo aparecendo e fui barrada. Como isso deve acontecer sempre, eles emprestam abayas, aquela roupinha que chamamos erradamente de burca, que são devolvidas na saída.

Bom, lá fui eu naquele calorão vestir minha abaya, achando que ia morrer assada dentro de uma roupa que nada mais era um vestido longo de manga comprida com um gorrinho. Curiosamente, achei que a abaya deu uma protegida tanto do sol quanto do calor e achei até mais confortável estar com ela.

Para os homens, como estava realmente muito quente, calça comprida e camiseta já era o suficiente.

Agora, deixando a questão religiosa e os costumes de lado, a arquitetura do lugar é fantástica. O pé direito das colunas brancas e douradas é muito alto e a sensação de amplitude é enorme.

Fiquei muito impressionada com a riqueza de detalhes no chão e nas paredes, com desenhos de flores meticulosamente formados pelos ladrilhos coloridos. Ah, e os espelhos d’água e jardins em volta da mesquita também contribuem para tornar a Sheik Zayed Grand Mosque um lugar único.

Essa visita não pode ficar de fora do roteiro!

 

Ferrari World Abu Dhabi

Saindo da Grand Mosque, pegamos o carro e partimos para Yas Island, uma ilha cheia de atrações onde fica o parque de diversões Ferrari World.

O Ferrari World é um parque indoors, todo fechado e com um ar condicionado bombante (lembrando que estava fazendo um calorzinho básico de 45 graus).

Como o próprio nome já diz, o parque é o mundo da Ferrari e tudo lá dentro é inspirado e decorado com o tema, desde os brinquedos às lojinhas e restaurantes. São muitas atrações para todas as idades, entre simuladores, cinema 3D, realidade virtual, kart e até um museu/exposição de diversos modelos de Ferraris. Além disso, acontecem shows e atividades como a troca de pneus de carros de fórmula 1, em que todos podem participar. Bem divertido!

Mas para nós, as estrelas do Ferrari World são as montanhas-russas. A mais famosa é a Formula Rossa, que é, nada mais nada menos, que a montanha-russa mais rápida do mundo e chega a 240 km/h! A idéia é passar a sensação da aceleração alcançada por um carro de fórmula 1. Para se ter noção, você recebe um par de óculos de plástico para usar durante o percurso (é tão rápido que acho que sem os óculos não deve dar nem para abrir os olhos!). Não preciso dizer nada além de: é SENSACIONAL! Tipo a melhor que eu já fui na vida!

Ainda tem outras montanhas-russas muito legais como a Turbo Track e a Flying Aces, além de novas atrações que estão sendo construídas. Em todas elas, a fila é na parte de dentro do parque, mas o trilho mesmo vai pelo lado de fora (achamos engraçado levar aquele bafo quente no rosto quando o carrinho começa a andar!).

Apesar de não ser muito grande, ficamos umas 3-4 horas pipocando de atração em atração. Demos super sorte de estar vazio e com pouca fila, o que nos deu tempo para repetir as montanhas russas que mais curtimos. Para os amantes de aventura e da Ferrari, achamos um programa imperdível!

 

Emirates Palace

Se até agora você não está Abu Dhabi tão ostentação assim, é porque não falei do Emirates Palace. O hotel mais famoso e luxuoso desse Emirado tem a fama de ter 7 estrelas, e não é à toa: o Emirates Palace parece um palácio direto dos contos das 1001 noites.

Com arquitetura árabe e muito ouro para tudo quanto é lado, o Emirates Palace fica de frente para a praia e perto do centro financeiro, em um ponto nobre de Abu Dhabi. O hotel tem vários restaurantes, incluindo a deliciosa rede internacional Hakkasan, sendo visitado por milhares de turistas e emiradenses todos os dias, nem que seja só para uma refeição.

A parte boa é que a entrada no hotel é livre, não sendo necessário ser hóspede e nem ter reserva em algum dos restaurantes. Tudo lá dentro é lindo e rico e existem coisas inacreditáveis tipo existem máquininhas a la caixa eletrônico em que você pode “sacar” lingotes de ouro (de verdade!).

A parte de fora do hotel também é linda, com coqueiros, laguinhos e uma vista bem interessante para o centro financeiro de Abu Dhabi e seus arranha céus. Em resumo: vale muito a pena passar ali para se ver a imponência e grandiosidade de um dos hotéis mais caros do mundo!

Nós decidimos ter uma experiência mais completa e optamos pelo day use do Beach Club do hotel. O day use dá acesso às piscinas e à praia particular do Emirates Palace (essa eu fui só bisbilhotar mesmo, estava quente demais!).

Uma coisa legal é que no caminho para a praia existe uma tenda beduína, onde tem alguns camelos. É possível dar uma voltinha na corcunda dos amiguinhos e ficar sentado dentro da tenda, onde são servidos chás e cafés árabes (tudo sem custo adicional). Por conta do calor, passei só para dar um oi para os camelinhos e voltei correndo para a água geladinha da piscina.

Aliás, as piscinas são bem bacanas: tem uma piscina comum com alguns bancos com borbulhas relaxantes, além de um rio lento com bóias e cachoeiras, pra sentar e esquecer da vida. Existem 2 toboáguas, pequenos mas bem divertidos, que desembocam nesse rio lento. Resumindo: é um mini parque aquático, onde é possível aproveitar um bom dia de sol (na sombra, óbvio!).

Chegamos de manhã cedo e passamos o dia aproveitando o beach club do hotel. Aproveitamos para almoçar no restaurante Cascades, coladinho na piscina. Estava tudo delicioso e super fresco.  

Achamos o day use uma opção bem legal para quem não estiver hospedado no Emirates Palace conseguir aproveitar a estrutura a um custo mais acessível.

Camelinho tentando forçar a amizade

Abu Dhabi tem um jeitão diferente do que vimos em Dubai e merece sim uma visita. Para quem não pretende dormir por lá, acho que um bate-e-volta do outro Emirado pode ser uma boa opção, apesar de mais cansativa, já que a distância entre as cidades é de aproximadamente 1 hora.

Nós ficamos em Abu Dhabi por 2 noites e achamos pouco! Acho que para aproveitar a cidade com calma e ainda descansar um pouco no hotel (e babar ainda mais na vista da Grand Mosque), devíamos ter ficado mais uma noitezinha por ali. Fica a dica!