Browsing Tag

Dica de Viagem

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 01.11.2017

Shangri-La Maldives: aquele paraíso clássico que nunca sai de moda

Para completar nossa viagem às Maldivas, escolhemos passar mais alguns dias no Shangri-La Villingili Resort & Spa. O hotel fica na ilha de Villingili, que faz parte do Addu Atol, o atol mais ao sul do arquipélago e o único abaixo da linha do Equador. Para chegar ao Shangri-La, voltamos de hidroavião do Finolhu até Malé, a capital do país, e de lá pegamos um vôo comercial de aproximadamente 1:30 até Addu City.

Uma coisa engraçada foi que no meio do voo um comissário de bordo nos deu um certificado de “Parabéns, vocês atravessaram a linha do Equador”, com nossos nomes e data impressos. Achei fofo o cuidado do hotel de receber os hóspedes já no voo.

Depois de chegar a Addu City foram mais 5 minutos de lancha e pronto, chegamos no paraíso!

Presentinho de boas vindas

A ilha de Villingili é a maior ilha de resort das Maldivas, com mais de 6 km de extensão. Logo ao chegar, já dá pra perceber que Villingili é diferente: são milhares e milhares de coqueiros espalhados por toda a ilha (é estimado um número de 17 mil coqueiros!), compondo um visual muito verde em contraste com o azul das águas que a rodeiam. E as particularidades não param por aí: no Shangri-La Maldives é onde está o ponto mais alto das Maldivas, o Mount Villingili Summit, com incríveis 5,1 metros de altitude! Eu fui super corajosa e caminhei arduamente até a plaquinha no ponto mais alto do país.

Outra curiosidade sobre a ilha é que ela serviu de base para o exército britânico durante a 2a guerra mundial e ainda de 1956 to 1976. É possível encontrar muitas ruínas dessa época espalhadas por ali, todas sinalizadas com placas que contam um pouquinho da história.

Além de muitos coqueiros, o pico das Maldivas e as ruínas de uma base militar, no Shangri-La Maldives existem 3 lagoas de água doce, chamadas pelas cores vermelha, azul e verde, sendo a última a maior e mais bonita. Ainda, há um campo de golf com 9 buracos, um outro diferencial do hotel.

Perto do campo de golfe existe uma plataforma de Stargazing (observação de estrelas), uma vez que ali quase não tem luz, o que facilita muito a visualização das estrelas. O deck tem mesinhas, poltronas e camas, para deixar os hóspedes à vontade para admirar o céu estrelado. Super romântico!

Existem várias trilhas cruzando a ilha que passam por todos os pontos de interesse e podem ser feitas a pé ou de bicicleta. Aliás, essa foi uma das coisas que eu mais amei no Shangri-La: cada um tinha uma bicicleta à sua disposição para andar para cima e para baixo durante todo o dia e a noite. Apesar de eu não ser um super primor andando de bike, amei ter a liberdade de pedalar e não depender dos buggys (que também estavam disponíveis o dia todo, mas tínhamos que chamar e esperar). Então mesmo na hora do jantar, eu arregaçava a saia do vestido e ia ser feliz pedalando até o restaurante.

Lagoa verde

Agora indo ao que interessa: praias paradisíacas! Afinal, é pra isso que fomos até lá, certo? O Shangri-La Maldives é rodeado por um mar com muitos tons de azul e 2km de praia com areia cor de talco. Precisa de algo mais?

A parte de fora da ilha tem a vista para o mar aberto, mais rústico e agitado, enquanto a parte de dentro tem vista para uma espécie de baía, muito calma e ótima para praticar esportes aquáticos. É ali que fica a boathouse do hotel, onde é possível fazer esportes não motorizados, como caiaque e stand up paddle (gratuitos), ou motorizados, como jet ski (custo adicional).

Além das atividades aquáticas disponíveis a partir da praia do hotel, é possível contratar passeios para outros pontos do atol. Nós fomos em dois deles, um no fim da tarde para ver golfinhos e outro para fazer snorkel.

O passeio dos golfinhos foi demais! Vimos dezenas deles saltitantes do lado do barco, dando piruetas e fazendo traquinagem ao nos seguir. Eram tantos pulando ao mesmo tempo que eu fiquei parecendo uma doida sem saber para onde olhar e onde tentar fotografar!

Já no passeio de snorkel não tivemos muita sorte. Apesar de termos ido a um ponto onde os corais estavam bem inteiros e conservados, não vimos muitos bichos (lembro só de uns peixinhos e uma tartaruguinha passando – natureza é assim mesmo!). Se tivéssemos mais tempo, teria tentado de novo! Aliás, dentro do Shangri-La existem corais super lindos onde é possível fazer snorkel também. É bem bonito, vale super a pena!

O hotel tem uma piscina principal com borda infinita de frente para o mar. Como eu falei, o verde está presente em todos os cantos da ilha e na piscina não é diferente: ela é rodeada por árvores e cabanas no estilo rústico para deitar e ver a vida passar.

O Shangri-La tem uma decoração rústico-chique bem tradicional. Todos os quartos são bangalôs de madeira com telhado de palha (me lembrou muito a Polinésia Francesa, mesma vibe!), espalhados pela areia da praia, na mata e sobre as águas. Existe um tipo para cada gosto, bolso e ocasião: vilas na praia, casa na árvore com vista para o mar (eu AMEI esse quarto!) e as clássicas overwater villas, aqueles bangalôs lindinhos que você cansa de ver em revistas. Todos os quartos, exceto as Water Villas, tem piscina particular, um luxo!

Pool Villa

Ocean View Tree Villa

Villa Muthee – a única em cima da água com piscina

Nós escolhemos a Water Villa e amamos. O quarto é gigante, com uma cama pra lá de king size e todos os frufrus que você pode imaginar. O banheiro tem pia dupla, uma banheira, um chuveiro interno e um externo (lembra aquele papo de tomar banho olhando para as estrelas?) e um janelão enorme que deixava a luz do dia e da noite entrar. Ainda, tem uma varanda com sofá e mesinha com cadeiras, além de um deck que dá acesso direto ao mar, com espreguiçadeiras, guarda sol e uma rede em cima da água.    

 

Olha esse quarto!

O staff do hotel foi muito atencioso com a gente do início ao fim. Como eles sabiam que estávamos comemorando nosso aniversário de casamento, fizeram questão de deixar uma mensagem de “Happy Anniversary” em cima da nossa cama na chegada, além de terem preparado um banho de espuma com pétalas de rosa de surpresa.

Em relação à alimentação, o Shangri-La Maldives conta com 3 restaurantes: Dr. Ali’s, com culinárias chinesa, árabe e indiana, cada uma feita por um chef diferente; Fashala, de comida mediterrânea (o mais chique); e o Javuu, onde é servido o café da manhã, almoço e jantar em estilo buffet. Experimentamos os 3 restaurantes e posso dizer sem medo: são todos maravilhosos!  Ah, todos são localizados de frente para a praia e tem vistas lindas, para combinar com a comida deliciosa.

Além desses, tem ainda o bar/restaurante da piscina, além dos bares Manzaru e M-Lounge, perfeitos para assistir o por do sol (horário que tem happy hour com drinks 2×1 uhuuuu!!!).

Experimentando a Shisha (nosso nargilê)

O hotel ainda oferece um programa chamado Dine by Design, que é um jantar feito especialmente para o hóspede em algum local da ilha escolhido por ele, como por exemplo no meio da floresta, no deck da lagoa verde, na plataforma de Stargazing, no meio do campo de golfe, no cume do monte Villingili, em uma cabana de frente para o mar ou até em um iate. Opções não faltam!

Para quem quiser relaxar, o Shangri-La Maldives tem um spa fantástico, o CHI, The Spa, também de frente para o mar, com 11 cabanas de massagem (5 para casais). A especialidade do CHI é uma massagem feita com óleo quente e conchas maldivas, num ritual chamado Kandu Boli. Nós fizemos o tratamento de Kandu Boli por 1 hora (SEN-SA-SI-O-NAL!) e saímos babando. Must do!

Outro mimo que o Shangri-La Maldives oferece é uma sessão de fotos gratuita com fotógrafo profissional para a família ou casal, com uma foto impressa grátis. Para quem gostar do resultado, é possível comprar o pacote de fotos digitais. Achei uma ótima opção para quem quer fazer um ensaio mais estruturado!

Nossa estadia no Shangri-La Maldives foi perfeita e fechou com chave de ouro a nossa viagem. Achamos o hotel incrível, digno de 5 estrelas, e capaz de agradar tanto a casais em lua-de-mel quanto a famílias: há opções de quarto para todos os gostos e ocasiões e, por ser grande e com muitas atividades espalhadas, a sensação é que está sempre tudo vazio, dando bastante privacidade aos hóspedes. 

Foi uma pena termos ficado só 3 noites, queríamos ter ficado por lá pelo menos uns 5 dias para conseguir explorar a ilha toda com calma. Vamos ter que voltar!

Ah, fiquei sabendo que o hotel vai promover uma super temporada de comemoração de fim de ano de 20 de dezembro a 20 de janeiro em parceria com o Buddha Bar. Vão ter várias festas regadas a Dom Perignon, Veuve Clicquot e Patron Tequila, com os DJs do Buddha Bar, uma super festa de ano novoalém de cruzeiros de iate no por do sol e uma surreal chegada do papai noel de parasail! Comé-que-eu-faço-pra-ir-senhor???

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 25.10.2017

Finolhu Maldives: paraíso praiano com vibe retrô

Depois de passar uns dias caçando arraias-manta no Aveyla Maldives, partimos para o início do momento sombra e água fresca da nossa viagem. E para isso, escolhemos um hotel também no atol Baa, o Finolhu Maldives.

Para chegar, pegamos a lancha do próprio hotel na ilha de Dharavandoo, onde estávamos, e em aproximadamente 40 minutos chegamos em Kanufushi, a ilha privada de areia branca e mar azul turquesa em que fica o Finolhu.

O combo vôo comercial + lancha é uma das opções de transporte para chegar no hotel. A outra é pegar um vôo de hidroavião de Male, a capital das Maldivas, direto até o resort. Sem dúvida, o hidroavião é mais rápido e mais cômodo, apesar de ser um pouco mais radical (para quem tem medo de voar) e só funcionar durante dia. Foi o que fizemos para voltar a Male.

Ao chegar no Finolhu, fomos recebidos por alguns funcionários do hotel que logo nos levaram do pier para a recepção (ou Mission Control, para os mais íntimos). Check in feito, pegamos um buggy para o quarto com direito a um tour pelas instalações do hotel para já irmos nos familiarizando e adorando todos os cantinhos por onde íamos passando.

Mas foi a chegada no quarto que fez meu coração bater mais forte: nosso bangalô em cima das águas tinha uma piscina particular e uma vista indevassada para o mar aberto, para o lado onde o sol se põe. Como chegamos mais para o fim da tarde, o sol já estava baixando, deixando aquela atmosfera romântica com a luz amarela batendo na água. Pronto, apaixonei.

Os bangalôs do Finolhu são divididos de acordo com a localização (na praia ou em cima das águas) e pelo fato de ter ou não piscina. Como não é todo dia que você pode optar por dormir e acordar ouvindo o som do mar embaixo da sua cama, optamos pelo bangalô em cima da água e fizemos a loucura de nos dar um upgrade de presente para o que tinha piscina (olha aí uma das vantagens de viajar na baixa temporada, quando os preços são bem mais amigos!).

O quarto é bem espaçoso, com uma cama king size, sofá, poltrona, penteadeira, TV, frigobar e uma varandinha pra lá de aconchegante com um outro sofá, cadeiras de balanço, espreguiçadeiras, guarda sol, chuveiro e, é claro, nossa piscina! Já o banheiro tem uma banheira com vista para o mar (que chique!), pia dupla, chuveiro interno e também um chuveiro externo, para quem quiser tomar banho vendo as estrelas.

Tudo no quarto (e no hotel) é decorado numa vibe retrô chique, dando um super charme a todos os detalhes. O mini bar, por exemplo, era chamado de Mini Baa (em menção ao nome do atol) e o menu tem o desenho de uma ovelhinha retrô (baaaaaaaaa, entendeu?). Muito divertido!

Aí você pensa “mas com tudo isso dentro do quarto, vou sair pra que?”, certo?

Mas tinha muita coisa legal para fazer pelo hotel, a começar pela piscina principal, onde aconteciam “pool parties” todos os dias à tarde, com DJ tocando músicas retrôs de super bom gosto. A piscina fica na pontinha da ilha principal, na praia mesmo, e é rodeada por espreguiçadeiras, pufes, redes, camas, poltronas e tudo mais que você precisar para ter um dia de praia com um pouquinho de agitação. Ah, ela fica ao lado do bar 1 Oak Beach Club, ou seja, tem serviço de bebidas e comidinhas o dia todo.

Outra coisa que eu amei foi que o hotel deixa bóias divertidas tipo cisne e flamingo na piscina para os hóspedes usarem (sempre quis ter uma!). Aliás, tem a aparição de sereias ali na piscina também de vez em quando, para a loucura dos pequenos.

 

A parte boa da piscina é que como ela é na areia da praia, dá para alternar um mergulhinho na água doce com um na água do mar – dá pra ser mais democrático que isso? Se ainda assim você preferir um pedaço de areia mais reservado, tem outras praias pela ilha também com estrutura e mais longe do som (que não é super alto tá?).

Além disso, o Finolhu tem uma boathouse super bem equipada com tudo que você precisar para realizar atividades motorizadas e não motorizadas na lagoa do hotel. Para quem quiser, também existe um centro de mergulho PADI, que organiza saídas para pontos de mergulho no atol Baa. Lá também é possível fechar passeios de snorkel para locais fora do hotel, sendo possível até ir a Hanifaru Bay, onde tem uma grande concentração de arraias manta nessa época do ano. Como nós já tínhamos mergulhado bastante enquanto estávamos no Aveyla, optamos por aproveitar nosso tempo na piscina e na praia.

Para quem quiser fazer exercício (tem maluco pra tudo), tem uma academia muito completa, quadras de tênis e futebol que podem ser usadas à vontade.

Como é de se esperar de um resort de luxo, o Finolhu tem um spa bem bacana chamado The Cove Club. Cada uma das 10 salas de tratamento é uma casinha pintada em tom pastel inspirada em uma diva dos anos 60s e 70s, tudo a ver com a vibe retrô do hotel!  

Na área do Spa tem ainda um salão de beleza e uma área comum, que pode ser utilizada sem custo adicional, com sauna seca e à vapor.

Como demos o azar de pegar um dia inteirinho de chuva durante a nossa estadia, corremos para o Spa para fazer uma massagem em uma sala para casal. Optamos pelo tratamento relaxante de corpo inteiro com duração de uma hora e depois ficamos mais um tempo relaxando na sauna. Foi uma boa solução para aproveitar um dia de chuva nas Maldivas.

Em relação à restaurantes, o Finolhu tem 4 restaurantes, além do 1 Oak Beach Club, aquele bar que fica coladinho na piscina.

O Baa Baa Beach Diner fica pertinho da piscina e é onde é servido o café da manhã todos os dias (uma fartura que só).  Abre para almoço e jantar, também em estilo buffet, com noites temáticas e culinária de diversos locais do mundo.

O Baa Haa Grill, de culinária árabe, e o Kanusan, o restaurante premium do hotel com culinária chinesa, abrem somente para o jantar e são a la carte. Experimentamos os dois e são excelentes! Ficamos muito bem impressionados com a comida e o atendimento.  

Todos os pontos comuns do Finolhu (restaurantes, piscina, academia, spa, etc) estão concentrados na ilha principal, mas o hotel se estende para as extremidades dessa ilha. Se de um lado sua estrutura continua nas palafitas e bangalôs em cima das águas, do outro o Finolhu de estende por 1,8 km de um banco de areia branquinha com mar do dois lados. E no fim dessa faixa de areia, um restaurante charmosíssimo de frutos do mar: o Fish&Crab Shack, aberto somente durante o dia. A visita é obrigatória e o passeio até lá é delicioso. 

Nos hospedamos em half board, que incluía o café da manhã e o jantar no Baa Baa Beach Diner. Ainda optamos por adicionar o “beverages package”, que nos dava direito a bebidas alcóolicas e não alcóolicas ilimitadas em todos os restaurantes e bares do hotel. Apesar de não ser barato, achamos que o pacote de bebidas vale a pena até para quem não bebe, já que as bebidas compradas a parte são bem caras. Para quem bebe, então, nem se fala! Era realmente tudo liberado o dia inteiro: vinho, cerveja, espumante, drinks (ma-ra-vi-lho-sos), whiskie, tudo!

Como eu falei, nós jantamos também no Kanusan e no Baa Haa Grill, que não estão inclusos no Half Board. Quem estiver em meia pensão e optar por jantar em um desses dois restaurantes, ganha um desconto no valor final da conta. Como ficamos 4 noites no Finolhu, achei legal variar de restaurante, sem contar que realmente os dois são muito bons!

O Finolhu tem uma programação de entretenimento bem diferenciada. Além das pool parties, todos os dias tem show de música ao vivo (de bom gosto!) no 1 Oak, com performances de dança e outros espetáculos. Além disso, 1 vez por semana o hotel organiza um super happy hour com bebida liberada para todos os hóspedes, que acaba com um show pirotécnico na areia da praia. É muito animado!

Nós amamos nossa estadia no Finolhu! O hotel tem tudo que você já imaginou de luxo e bom humor ao mesmo tempo, com alto nível de serviço. Nossa escolha foi muito acertada e eu indico de olhos fechados para casais e famílias em busca de férias no paraíso.

Nossa hospedagem no hotel foi de 4 noites e deu para aproveitar bastante. É claro que com um mar lindo daqueles e com toda a estrutura que o Finolhu oferece, nós poderíamos ter ficado por lá 1 semana inteira sem passar perto de ficar entediados.

 

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 18.10.2017

Destino lua-de-mel: Maldivas


As Ilhas Maldivas fazem parte do sonho de consumo de muitos casais e famílias em busca de sombra e água fresca. E não é à toa.

Localizada no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka, a República das Maldivas é um arquipélago de quase 1.200 ilhas, rodeadas por águas turquesas lindas de morrer.

Como o principal negócio do país é o turismo, é de se esperar que o país ofereça uma boa infra-estrutura de serviços para os turistas e foi isso mesmo que encontramos por lá.

Espere encontrar ilhas inteiras privadas dedicadas a um único resort (e preços elevados), assim como ilhas públicas com várias guesthouses (a preços mais amigos).

Como chegar

Nós conjugamos a visita às Maldivas com a nossa passagem pelos Emirados Árabes, por entender ser a maneira mais fácil de chegar até lá. A Emirates, Etihad e Qatar Airways tem vôos diretos diários saindo de Dubai, Abu Dhabi e Doha. Outra opção é ir via Europa (de British ou Turkish Airways, por exemplo).

Nós pegamos o vôo em Abu Dhabi e em 4 horas chegamos às Maldivas, num vôo direto da Etihad (comprado com milhas Smiles).

As Ilhas Maldivas não são um destino muito perto e as passagens costumam ser bem salgadas, por isso conjugar os trechos pagos com trechos com milha pode ser uma ótima pedida para considerar nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Clima

Nas Maldivas faz sol e calor o ano inteiro. Entretanto, nos meses de abril a outubro ocorrem as monções, que trazem consigo o período de chuvas.

Nós fomos em agosto, em plena época chuvosa, de propósito. E não, não sou louca (pelo menos não tanto assim).

As ilhas Maldivas não estavam no nosso bucket list de viagens (não pq não quiséssemos conhecer, mas por achar que era longe e caro) até que um dia eu me deparei com uma foto aérea em que apareciam dezenas de arraias mantas nadando num mar azul cristalino. Pi pi pi pi, o alerta da Felícia aqui começou a apitar e eu fui logo procurar saber onde era aquele lugar fenomenal da foto.

Foi aí que descobri que existe um fenômeno de migração das arraias manta justamente durante a época de monções e que existem alguns lugares das Maldivas por onde esses gigantes marinhos passam com mais freqüência. Pronto, Maldivas subiu imediatamente para o topo da lista e eu tratei de arrumar um jeito de chegar até lá (sim, tenho uma atração inexplicável com animais grandes moradores das profundezas do mar).

Aliado a isso, eu também faria 5 anos de casado em agosto, motivo pelo qual o mês foi o escolhido para a viagem. E lá fomos nós, na época de chuva, para o meio do oceano índico catar as benditas arraias manta. E achamos, um monte! Mas isso eu conto daqui a pouco.

Em relação ao tempo, uma coisa é verdade: apesar de só termos pegado 1 dia inteiro de chuva, tivemos outros dias com tempo meio incerto do tipo sol com nuvenzinhas e algumas pancadas de chuva. Para quem vai no intuito único e exclusivo de curtir a praia, eu sugiro ir em uma época com o sol mais firme (dezembro a março) para evitar decepções.

Já para quem quer economizar na estadia, a época de chuvas também é a baixa temporada e muitos hotéis fazem grandes promoções com descontos, upgrades, transfer grátis… pode valer a pena arriscar (foi exatamente o nosso caso!).

Como se locomover

Como eu falei, a maior parte dos grandes resorts ficam em ilhas privadas e exclusivas. E para chegar nelas existem basicamente 2 meios de transporte: lanchas ou avião. Para ilhas próximas à capital Malé, normalmente o transfer é feito com lanchas. Já para hotéis mais distantes, é possível pegar um hidroavião ou, a depender da localização, um vôo doméstico regular mais uma lancha. Isso tudo vai depender muito da região que você escolher e normalmente é tudo organizado pelo próprio hotel (eu não vi outra opção que não essa, exceto para os vôos regulares que podem ser comprados nos sites das companhias Maldivian e Flyme).

Tenha em mente que os transfers são caríssimos e muitas vezes mais caros que a passagem do Brasil até as Maldivas (acredite se quiser). Então se informe bem antes para não ter surpresas.

 

Quantos dias ficar

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 10 noites e teria ficado mais sem nenhuma sombra de dúvida. Minha recomendação seria de 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 8 a 10 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba perdendo muito tempo em deslocamento (que não é super simples e, como falei, é super caro).

 

Onde ficar

Nós ficamos em três hotéis em ilhas diferentes:

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência nas Maldivas muito diferenciada.

Achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar diferentes ilhas das Maldivas, além de nos das acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel e cada região.

Não tenho dúvidas que a experiência que você vai ter nas Maldivas está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso. A viagem não é barata e nós não gostamos de jogar dinheiro fora, não é mesmo?

Shangri La Villingili

Finolhu

Aveyla Manta Village

Nossa primeira parada foi no Aveyla, uma pousadinha fofa que fica em Dharavandoo, uma ilha pública com aeroporto. Escolhemos o Aveyla porque a ilha fica no atol Baa e muito próxima a Hanifaru Bay, uma estação de limpeza bem rasa que as mantas amam de paixão nessa época do ano. Isso porque na baía ficam muitos plânctons acumulados (comida preferida das mantas!). Resultado: é possível ver aquele montão de arraias nadando mergulhando só com o snorkel!

Nós poderíamos ter ido a Hanifaru Bay partindo de qualquer hotel no atol Baa, mas seria mais longe e infinitamente mais caro. Por isso, preferimos nos hospedar ali pertinho e aproveitar o máximo do fenômeno das mantas (afinal, era para isso que estávamos ali).

Nós ficamos 3 noites no Aveyla e fomos a Hanifaru Bay 3 vezes. Em uma delas, não vimos uma mantazinha se quer (natureza né, às vezes elas decidem não aparecer). Em compensação, nas outras duas vimos dezenas de mantas dançando dentro da água, algo que marcou minha vida para sempre, com toda certeza. Chega a ser inacreditável a quantidade de arraias nadando lado a lado, ali no rasinho.

Além disso, fizemos 6 mergulhos de cilindro (2 por dia) para pontos próximos a Dharavandoo, onde tivemos a experiência de ver mais e mais mantas, dessa vez mais no fundo (sim, a estrela da festa era a manta gente, só queria saber delas). Também vimos outros animais marinhos como nemos, moreias, polvos, tartarugas, entre outros.

O Aveyla oferece todos os passeios através do Liquid Salt Divers, a operadora de mergulho que é do mesmo dono. Isso facilita muito a vida na hora de decidir o que fazer.

A praia da pousada é bem bonita. Tem uma estrutura de rede, espreguiçadeira e balanços, para relaxar e ler um livro entre um mergulho e outro. Em relação à alimentação, nós fechamos a pensão completa, com café da manhã, almoço e jantar no estilo buffet (bebidas à parte). Apesar de simples, a comida era muito bem feita e bem gostosa, uma grata surpresa.

O único porém é que, por ser uma ilha pública e como a República das Maldivas é de religião muçulmana, é proibido vender bebida. Por mim ok, achei ótimo até fazer um detox, mas alguns dos outros hóspedes estavam sedentos por uma cervejinha na beira do mar.

Nós adoramos nos hospedar no Aveyla e achamos a relação custo benefício excelente. Para quem está com o orçamento mais apertado ou para quem ama mergulho (em especial com mantas), sem dúvida é uma ótima escolha.

Nos próximos posts vou mostrar mais do Finolhu e do Shangri-La Villingili, os outros dois hotéis em que nos hospedamos nas Maldivas.