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Dica de Viagem

1 em Viagem no dia 11.07.2017

Gorges du Verdon, um paraíso na Provence

Quando eu fiz o post sobre a Riviera Francesa, falei sobre Gorges du Verdon, um lugar que não é exatamente perto da Côte d’Azur mas se você estiver de carro dá para chegar em 2 horas.

Descobrimos esse lugar através de indicação de amigos e resolvemos procurar dicas na internet para saber como chegar, o que levar, etc. Em todos os sites que vimos uma frase se repetia: as fotos não fazem jus ao que é na vida real. Estou aqui para engrossar o couro: é pura verdade.

Gorges significa “garganta” e é exatamente que isso é, já que o lago vai se estreitando em meio a um vale com montanhas que chegam até 700m de altitude. A parte mais turística é o Lac Sainte Croix, uma barragem de água azul no tom de turmalina paraíba (ia falar turquesa, mas turquesa não faz jus ao tom de azul, por incrível que pareça) onde pode-se alugar caiaques, barcos elétricos e pedalinhos para curtir o lugar. É de tirar o fôlego MESMO.

Aliás, seu fôlego já vai sumindo a medida que você vai se deparando com esse tipo de paisagem durante a viagem:

A natureza é bem sábia, porque entendeu que precisava mostrar lugares maravilhosos no meio do caminho para fazer a gente aguentar a estrada. Ela é sinuosa (quem enjoa fácil, vai preparada) e eu diria que em muitos trechos é até perigosa, já que além de mão dupla com uma pista super estreita, vários trechos não têm muretas para separar os carros dos desfiladeiros.

Assim que você chega lá, perto do lugar para alugar transportes aquáticos

O ideal é ir no verão já que os esportes aquáticos só funcionam até determinada época do ano (acho que até outubro). Vale muito a pena passear pelo rio e dar muitos mergulhos, porque a água é calma e quentinha. Uma delícia!! Quando vimos as fotos realmente ficamos com medo de ser um lugar complicado para levar o Arthur, mas Gorges du Verdon é um passeio bem eclético. Vimos famílias, casais, gente com criança, com bebês, galera de 20 e poucos anos e até mesmo pessoas com seus cachorros. Ou seja, sem restrições mesmo!

Chegamos às 15h e fomos embora por volta das 17h. Foi o suficiente para aproveitarmos o pedalinho (se não me engano custou 15 euros a hora), andarmos muito pelo lago e aproveitarmos a água maravilhosa. A semana que ficamos na Riviera Francesa estava com o tempo bem encoberto mas escolhemos o único dia de céu realmente azul para irmos para Gorges du Verdon e acho que foi uma decisão bem acertada, já que não sei se o lugar teria cores tão sensacionais ou uma água tão gostosa em um dia nublado. Chovendo definitivamente não vale a pena, a começar pela estrada!

a cor da água é muito parecida com essa, foi o mais próximo que consegui chegar em foto!

Nós levamos água, sanduíches, toalhas e muitos biscoitinhos para o Arthur (além de fraldas, fraldas para nadar e um colete para ele ir na água), o que foi bom porque nas margens do lago só vimos uma barraquinha que vendia bebidas. Nós comemos em um restaurante que achamos bonitinho na estrada, e isso foi uma escolha BEM ERRADA. Achamos que já estávamos chegando e no restaurante descobrimos que estávamos na direção errada, ou seja, ainda tinha mais 1 hora de estrada sinuosa – com a barriga cheia. Resultado, eu enjoei demais e Arthur vomitou (o que me fez ter certeza que eu preciso andar mais bem prevenida no quesito lenços umedecidos rs) e por alguns segundos passou pela minha cabeça o que eu estava fazendo naquele fim de mundo.

Obviamente esse pensamento foi embora no segundo que chegamos, assim como foi embora qualquer pensamento! Enquanto a gente pedalava eu só aproveitei o calor, a água deliciosa e as paisagens maravilhosas. Foi uma experiência renovadora, mesmo com um Arthur doido pela água querendo ficar toda hora no lago e exigindo da gente atenção extra. Aliás, quem estiver indo com criança pequena, sugiro pagar mais caro e usar o barco elétrico (35 euros a hora). É bem mais caro, mas a volta de pedalinho foi bem chata já que estávamos contra o vento precisando pedalar forte enquanto o Arthur tentava sair do nosso colo para chegar perto da água. No barco elétrico seria mais simples, pois enquanto um dirigia o outro poderia cuidar do Arthur sem perrengues.

Se eu fosse repetir essa viagem, além de não ir de pedalinho, provavelmente eu passaria uma noite em Moustiers Sainte-Marie ou em Aiguines, cidades que ficam coladas em Gorges du Verdon, só para aguentar a estrada e aproveitar mais a região. As cidadezinhas são charmosas e pequenas, no fim das contas é uma programação diferente e gostosa.

Arthur aguentou o tranco muito melhor do que eu esperava. Mesmo passando mal, ele AMA água, então ele se sentiu em casa nadando no lago. E é claro que foi só voltar para o carro, para ele apagar imediatamente. rs

Conhecer essa parte da França só me deixou com mais vontade de conhecer o resto da Provence, os campos de lavanda e girassol, vinícolas e outras atrações que só essa região pode oferecer!

Quem se interessou, está com planos de conhecer o sul da França e quer incluir Gorges du Verdon em sua viagem, é só colocar no GPS o nome das cidades de Aiguines ou Moustiers Sainte Marie e ter atenção redobrada na estrada. A certeza é que não tem como não amar! <3

5 em Europa/ maternidade/ Viagem no dia 03.07.2017

Viajando com criança: Riviera Francesa

Essa não é a primeira viagem que fazemos com o Arthur. Em Dezembro fomos para Orlando e eu contei tudo sobre minha experiência com ele, que na época tinha quase 1 ano de idade, tanto nos parques da Disney quanto nos da Universal. Depois fui para o Brasil em fevereiro, mas como fiquei na casa dos meus pais, nem pensei em fazer post. Agora acho que to devendo um falando sobre minhas experiências em viagens de avião sozinha com ele, porque cada uma tem uma surpresa.

Quem dera viajasse quietinho assim, né? Acho que é pedir demais! hehe

Dessa vez aproveitamos alguns dias de férias que o Bernardo pôde tirar depois do Festival de Cannes para encontrarmos com ele na Riviera Francesa. Quando se pensa em Côte D’Azur no verão muita gente já pensa na badalação de Saint Tropez ou na ostentação de Monaco, por isso mesmo eu estava bem perdida nas minhas referências do que fazer com uma criança, mas decidida que não iríamos para esses lugares mais ~topzera.

Outra coisa que eu estava um pouco receosa era o fato que eu nunca tinha reparado no tratamento dos franceses com crianças. Já fui para alguns lugares da França, inclusive quando estava grávida, mas realmente nunca tinha parado para prestar atenção nisso. Minha única referência é aquele livro “crianças francesas não fazem manha”, sendo que eu nunca li uma linha do que está escrito lá, mas já fui achando que franceses não têm crianças que falam alto, que não sabem ser contrariadas ou que sentam na mesa e não fazem uma bagunça. Enquanto isso, meu filho dá uns gritos ocasionais de alegria, não curte muito ser contrariado, faz uma certa bagunça para comer, mesmo a gente estando do lado prestando atenção e sim, nós recorremos ao Ipad para hipnotizar crianças. Bem, era ver para tirar conclusões, né? Por isso, fomos!

Pegamos um hotel em Nice pela facilidade. Além do aeroporto principal ser ali, é uma cidade bem central e fácil de andar pelos outros cantos da Riviera Francesa. Também alugamos um carro. Até dá para conhecer boa parte da Côte D’Azur de ônibus, mas com o Arthur preferimos a comodidade do carro.

E se o fuso horário estava me preocupando durante a viagem – afinal, é difícil sair de uma cidade as 6 da tarde e chegar as 6 da manhã é bem doido rs – foi a melhor coisa do mundo na primeira noite: dormimos 13 horas seguidas, inclusive o Arthur! Eu acordei me sentindo leve e verdadeiramente renovada, nem lembro a última vez que eu fiz isso mas com certeza foi em dias pré filho! hahaha

No porto de Cap Ferrat, em um parquinho que achamos por ali!

Em Paloma Beach, Cap Ferrat

No beach club de Paloma Beach <3

Em Villefranche sur Mer

Nosso primeiro dia foi conhecer Villefranche sur mer e Saint Jean Cap Ferrat, dois lugares super charmosos a 20 minutos de Nice. Em Cap Ferrat fomos almoçar em Paloma Beach, que tem um beach club bem charmoso e famosinho. Tentamos pegar espreguiçadeiras também – porque a praia é de pedra, não é dos lugares mais confortáveis para estender a canga – mas era sexta feira e eles já estavam lotados e não aceitando reservas, mas consegui ver que caso a gente conseguisse, teríamos que pagar 16 euros para o Arthur entrar com a gente. Obviamente fiquei intimidada com isso, apesar de achar justo cobrar para receber crianças em um lugar claramente para adultos. Felizmente o restaurante foi uma grata surpresa. Comida gostosa, staff atencioso e simpático e até mesmo cadeira especial para crianças.

Èze

Èze

No dia seguinte fomos mais ousados: Èze e Saint Paul de Vence. Não indico fazer as duas cidades no mesmo dia porque elas são distantes uma da outra – 40km para ser mais exata. Mas como fazíamos questão de ir nas duas e esse era o único dia que daria para visitá-las, encaramos o desafio. São duas cidades medievais lindas, sendo que Èze tem uma vista do Mar Mediterrâneo de tirar o fôlego. Em ambas cidades vimos muitas crianças de todas as idades, mas Èze é preciso ir preparada para subir e descer muitas escadas.

Saint Paul de Vence

Saint Paul de Vence

Almoçamos em um lugar em Èze chamado La Taverne D’Antan porque o lugar que nos foi indicado – Le Nid D’Aigle – estava fechado. Não foi o melhor lugar do mundo, estava super calor, ficamos do lado de dentro em um sofá cheio de decoração (ou seja, Arthur mexendo em TU-DO) e ainda por cima era cozinha italiana, que eu amo mas não era bem o que eu estava pensando em comer na França.

Arthur andou muito, explorou bastante, brincou nas fontes, enfim, se esbaldou. Valeu super a pena ir nas duas e só me provou que criança é bicho explorador mesmo e é maravilhoso poder proporcionar essas experiências!

No restaurante, a caminho de Gorges du Verdon

No terceiro dia fomos mais ousados ainda: fomos em um lugar chamado Gorges du Verdon, um lago no meio dos Alpes onde as pessoas ficam andando de pedalinho ou barco elétrico que é tão incrível que terá post à parte contando todos os detalhes! Foi um desafio, 2 horas de viagem em uma estrada cheia de curvas, almoçamos em um restaurante beira de estrada muito do meia boca, Arthur passou mal por causa da estrada e por um momento eu me arrependi, mas quando chegamos lá qualquer resquício de arrependimento foi embora. Ele se divertiu demais na água, no pedalinho, terminou o dia completamente desmaiado e eu fui dormir novamente agradecida.

Juan Les Pins

Juan les Pins

 

Último dia tiramos para descanso! Fomos conhecer Juan les Pins, praia que durante as minhas pesquisas, apareceram como dica para ir com crianças. Almoçamos em Antibes, que fica praticamente grudada em Juan Les Pins e tem mais opções de restaurantes, mas novamente não escolhemos um bom lugar para comer. Depois de almoçados escolhemos um beach club em Juan Les Pins (escolhido a dedo porque tinham várias crianças de diferentes idades) e foi uma delícia. O mar é calmo, sem ondas, dava pé e ele se divertiu bastante na água. Também compramos um baldinho em uma das inúmeras lojas de souvenir para ele se distrair e foi a melhor ideia porque ele ficou horas distraído com os brinquedos de praia.

No fim do dia fomos conhecer o porto de Nice e jantamos perto dali, na Cours Saleya (Marché aux Fleurs), mas também não escolhemos um lugar legal.

Ou seja, foi uma viagem super família e gostosa de fazer, cheia de atrações e coisas novas para ver! Vale falar que todos os lugares que comemos tinha pelo menos um cadeirão para o Arthur sentar na mesa com a gente, enquanto o quesito fralda foi mais complicado, mesmo assim a gente se virava. Trocamos no carro, em pé no banheiro, na espreguiçadeira, na praia, onde a gente via uma oportunidade a gente trocava. rs

Aliás, levamos bastante coisa na mala: fraldas, panos umedecidos, colete para nadar, toalhas, etc. Só compramos no supermercado comidinhas para darmos para ele e leite.

Minha única decepção foi no quesito gastronomia, até agora estou indignada de ter passado 5 dias na França e não ter tido nenhuma refeição muito maravilhosa, já que não fomos felizes nas nossas escolhas de restaurantes e quase sempre a gente jantava no hotel, para não sobrecarregar mais ainda o Arthur.

De qualquer forma, para uma primeira experiência real de viagem com criança, eu achei um sucesso! Amei a experiência, amei as oportunidades, amei vê-lo explorando o mundo com seus olhos curiosos, fiquei orgulhosa de ver como ele topou tudo e foi nosso companheiro. Ainda sonho com uma lua de mel pós filhos, ou seja, uma viagem romântica só com o marido, mas fiquei morrendo de vontade de tê-lo como companhia em mais lugares do mundo. :)

E vocês? Como se viram viajando com seus filhos? Vamos dividir dicas de lugares, truques e afins?

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 27.06.2017

Chitwa Chitwa Game Lodge: fazendo um safári na África do Sul

A maior motivação para a escolha da África do Sul como destino de férias foi sem dúvida a oportunidade de fazer um safári e ficar pertinho de animais selvagens. Mesmo sabendo que existem muitos países na África que oferecem esse tipo de programa, a África do Sul ganhou no quesito infra-estrutura e foi para lá que fomos ter a nossa primeira experiência “na natureza selvagem”.

Uma vez decidido o país, passamos para a outra questão crucial: em que região ficar. Primeiro, pesquisei muito sobre as regiões de safári e confesso que tive bastante dificuldade em achar informações sobre a diferença entre elas. Mas todas as fontes diziam o mesmo sobre a região do grande Kruger National Park: é a maior da África do Sul e uma região em que se pode encontrar não só os Big 5 (búfalo, leão, leopardo, elefante e rinoceronte) mas também os Big 7 (os Big 5 mais chita e cachorro selvagem).

Além disso, acho que o Kruger é também a região mais democrática para fazer safári, uma vez que é possível encontrar desde pousadinhas para uma hospedagem mais simples até lodges super luxuosos com esquema all inclusive.

Quando fui um pouco mais fundo na pesquisa, acabei descobrindo Sabi Sands, uma reserva privada que faz parte do grande Kruger, onde ficam os hotéis mais luxuosos da região. O mais legal é que Sabi Sands fica anexa ao Kruger sem cercas entre as duas, o que deixa os bichos irem e virem quando quiserem, além de ser conhecida por abrigar muitos dos leopardos da região (eles adoram ficar por ali!). Como apaixonada por felinos que sou, estava decidido que seria Sabi Sands onde iríamos ficar.

Como contei aqui, as regiões de safari na porção leste do país, onde fica o Kruger, têm verões chuvosos e invernos secos. No verão, a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos, se escondem na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente, o que torna um pouco mais difícil a visualização. Por isso, decidi reservar pelo menos 3 noites no safári para aumentar as chances de ver todos os Big 5.

Com a época, quantidade de dias e região decididas, pedi ajuda pra Camila da Rhino (o contato dela está aqui) na decisão do lodge. Como o maior motivo da viagem era o safári, resolvemos investir em um hotel com tudo incluso, o que nos custaria muitos dólares e por isso não podíamos errar na decisão.

Com a ajuda da Camila, acabamos decidindo ficar no Chitwa Chitwa Game Lodge, um hotel luxuoso incrível com uma localização super privilegiada: o hotel fica de frente para um lago lotaaaaado de hipopótamos barulhentos e jacarés! Além de fantástico, o Chitwa Chitwa estava com uma promoção de pague 3 e fique 4, então fomos com tudo para a nossa estadia de 4 dias na savana africana.

O hotel tem somente 10 suites, todos elas gigantes, com um banheiro com chuveiro e banheira separados, uma cama absurda de confortável, sala, closet, máquina de café, frigobar e tudo mais que você possa precisar. O destaque fica para a varanda de frente para o lago com uma linda piscina particular.

 

Para quem viaja em grupo, existe a Chitwa House, uma casa com dois quartos e piscina super luxuosa que dá mais privacidade aos hóspedes.

Tudo está incluso na diária: todas as refeições, bebidas (até as alcoólicas), frigobar e snacks e duas saídas diárias para os “game drives“, que são os passeios de busca aos animais no meio da reserva.

A programação diária é sempre assim:

5:00 – ligação para despertar

5:30 – todos se encontram no lobby para tomar um chá com biscoitinhos e sair para o primeiro game drive do dia

7:30 – pausa para um lanche no meio da savana

8:30 – retorno ao hotel

9:00 – café da manhã no hotel

Depois do café até a hora do almoço você tem tempo livre para fazer o que quiser: dormir mais um pouco, ir para a piscina do seu quarto ou do hotel, ler um livro, fazer uma massagem no spa do hotel, suar um pouquinho academia…

13:00 – almoço

Entre o almoço e o game drive da tarde: tempo para programação livre.

16:00 – todos se encontram no lobby para um lanchinho antes da saída para o segundo game drive do dia

18:30 – parada para drinks na savana e para vermos o por do sol

19:30 – retorno ao hotel

20:30 – jantar

Em resumo, ver bichos, comer, dormir e beber. Quer vida mais feliz que essa?

Todas as refeições do hotel eram maravilhosamente preparadas por um chef e o cardápio variava todo dia. A única coisa repetida que eu comi foi o Eggs Benedict, meu preferido da vida, que de tão delicioso que era eu não quis provar mais nada no café da manhã. O almoço é sempre algo leve com as seguintes opções: uma salada, um sanduíche, um peixe ou uma tábua de frios, e pode ser servido no restaurante do hotel ou no seu quarto. Nós almoçamos no quarto algumas vezes para aproveitar nossa piscininha particular!

A equipe do Chitwa Chitwa é muito cuidadosa e sempre prepara uma surpresa para o fim do dia. Das 4 noites que ficamos lá, tivemos vários jantares diferentes: um churrasco com vários pratos locais a céu aberto, um jantar a luz de velas no meio da savana e ao redor de uma fogueira, com tochas e tudo mais que você possa imaginar e dois jantares a luz de velas também debaixo das estrelas na varanda do lodge. Sempre delicioso e romântico!

Em um dos dias também tivemos uma parada para petiscos, drinks e cervejas artesanais no outro lado do lago que fica na frente do hotel na hora do por do sol, muito agradável.

Que a estrutura era top, acho que já convenci, mas e os bichos? Deu pra ver algum? Com certeza absoluta!!!

Nós vimos zilhões de bichos todos os dias. Acho que vimos todos os Big 5 todo santo dia! Zebras, girafas, búfalos, antílopes de muitas variedades, leões, rinocerontes, famílias de elefantes, hienas, porco espinho, vários pássaros incluindo abutres, coelhinhos, warthog (o Pumba), hipopótamos, coruja e até o raio do leopardo que é super difícil de ver, vimos infinitos: bebês, fêmeas, machos, andando no chão, em cima de árvore, comendo um antílope… foi overdose de bichos exóticos para ninguém botar defeito!

Os game drives eram feitos em carros abertos com um guia (que também era o motorista) e um tracker, que ficava numa cadeirinha na frente olhando as pegadas e ajudando o guia a achar os animais. Nosso guia foi o Andres, um cara muito doido e obcecado em achar os animais, proporcionando a melhor experiência possível para os turistas. Ele passava com o carro por cima de obstáculos, no meio do mato, por dentro de rio, onde quer que fosse necessário para você ter a melhor visão dos animais e não sossegava se não víssemos muitos bichos todos os dias.

Numa das noites, quando já estávamos voltando para o hotel para jantar, ele ouviu no rádio (os guias da região ficam se comunicando pelo rádio) que tinha um grande leopardo passando em determinado local. Ele perguntou se nós gostaríamos de ir atrás dele e todos toparam. Aí começou a busca no escuro pelo leopardo, só com a lanterna do nosso carro. E não é que encontramos? Ficamos um tempão seguindo ele e até demos de cara com uma leoa, que não estava muito feliz com a presença do leopardo por ali. Que experiência!

Na realidade, tivemos uma certa dificuldade de ver o leão (macho). A fêmea e os filhotinhos nós víamos direto, mas os leões tinham ido para uma outra região para uma disputa de território com outros leões (vida selvagem mode: ON). Eu estava já meio triste de não ter visto o rei da floresta e sua juba quando no último dia vimos apareceu um leão passando do outro lado do lago! O Andres veio gritando igual um doido e chamando a gente para subir no carro e lá fomos nós atrás do leão. Ficamos muito muito muito pertinho dele durante um tempão quando decidimos procurar outro bicho selvagem super difícil de ver: os cachorros selvagens (wild dogs). E não é que achamos não um mas uns 25 cachorros juntos? Quase que inacreditável ver os dogs se organizando para dar o bote nos antílopes, uma emoção que não dá para descrever.

Eu não sei nem explicar a sensação de estar tão perto de tantos animais fantásticos como aqueles. E o processo de procurá-los em seu habitat natural torna o encontro ainda mais emocionante. Dos Big 7, que incluem os exóticos e difíceis de se ver wild dogs e chita, ficou faltando só a chita para completar a lista. Que chato, vou ter que voltar!

Não tenho base para comparação porque esse foi o único safári que eu fiz até hoje (por enquanto, com certeza), mas não tenho dúvidas de que Sabi Sands é um lugar muito especial e que o Chitwa Chitwa (e em especial o Andres) nos tratou muito bem, tornando nossa experiência mais que inesquecível.