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0 em Autoestima/ Beleza/ corpo no dia 12.07.2018

O dia em que o jogo virou para a “barriga negativa”

Não sei se vocês conhecem Candice Swanepoel, mas certamente vocês conhecem o termo “barriga negativa”. Pois Candice é uma das Angels da marca de lingerie americana Victoria’s Secret e é dona de um corpo que foi escolhido pela mídia para representar esse termo por todos esses anos.

Acontece que Candice nunca pediu para ter este título e quando ela engravidou pela segunda vez, a mídia não soube como classificá-la. E aí, vejam como a ditadura do corpo perfeito pode ser cruel: a mesma Candice, a “modelo da barriga negativa”, sofreu body shaming sobre o seu corpo pós parto! As pessoas chegaram em um ponto em que nem mesmo quem está dentro do padrão esperado para uma mãe que teve um bebê há menos de um mês está imune, mesmo que ela tenha sido considerada o maior padrão de perfeição corporal antes disso.

Tudo isso aconteceu porque Candice “ousou” ir para a praia 12 dias após ter tido seu segundo filho. Sua foto em pleno puerpério nos traz para aquela realidade em que nem mesmo a modelo de lingerie da tal “barriga negativa” pode vencer a ordem natural das coisas – e tudo bem, porque nem deveria vencer nada, para começo de conversa!

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O grande conforto nisso é que ela se defendeu muito bem. Ela respondeu aos críticos de plantão a seguinte mensagem:

“Essa sou eu doze dias após ter o meu filho. Se você tem alguma coisa má para dizer sobre isso…olhe para você mesmo. A sociedade pode ser cruel com as pessoas. Padrões de beleza são impossíveis para as mulheres hoje em dia. Eu não estou envergonhada de mostrar minha barriga pós-parto. Eu estou orgulhosa, na verdade. Eu carreguei meu filho por nove meses ali. Eu acho que tenho o direito de exibir alguma barriga, será que é por que eu sou modelo? Bem, nós somos pessoas normais também! Então, me deixem curtir a praia em paz, por favor”.

Não é de hoje que falamos sobre o quanto a mídia e as pessoas podem ser cruéis com mães e suas recuperações pós parto. Famosas recém paridas secando o leite para se entupirem de remédios e dietas restritivas para aparecerem na capa de revista 2 meses depois do parto com títulos que insinuam que elas conseguiram voltar ao corpo de antes com facilidade, como se isso fosse fácil, natural e possível para todas. Pessoas próximas dando pitacos sobre o tamanho da sua barriga ou chamando atenção para o seu peso. E agora isso. Esse é um assunto recorrente, mas pelo visto, o caso só reforça que ainda não falamos o bastante, pelo contrário, ainda precisamos falar muito mais sobre isso!

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“Eu não preciso esconder minha barriga só porque pessoas têm padrões irreais de mulheres. A gente cria vida…o que você pode fazer? Meninas, nós estamos nessa juntas, vamos ser gentis umas com as outras”

Sim, nós sabemos que Candice faz parte do imaginário do corpo midiaticamente perfeito, mas se ela não está preocupada em mostrar seu corpo pós parto, por que alguém deveria ficar?  A maternidade já é um momento de tantas mudanças e cobranças pessoais, que a última coisa que uma mãe precisa é de dedos apontando o que quer que seja a respeito de sua aparência.

Ainda assim, ver uma modelo que serve como exemplo para tantas pessoas que ainda têm uma visão irreal a respeito do corpo com um discurso como este, nos deixa ainda mais certas de que estamos indo pelo caminho certo e podemos contar com influências positivas mesmo em meios que são tão prejudiciais, muitas vezes. Ainda há um longo caminho a percorrer, porém, um caminho que vai se abrindo aos poucos. Vem com a gente, Candice!

0 em Autoconhecimento no dia 09.07.2018

Vamos falar sobre terapia? Perguntas e respostas para Claudia Quadros.

Recebemos diariamente propostas de psicólogas querendo escrever para o futi, adoraríamos trazer uma galera muito bacana pra completar nosso time, mas a verdade é que é muito delicado absorver profissionais que não conhecemos para falar no #paposobreautoestima. Terapia pode transformar uma vida, nós duas somos exemplos disso, mas na minha opinião pessoal não adianta achar que qualquer terapeuta vai ser bom, como em tudo na vida, é importante buscar recomendações e acertar o profissional que será bom para você. Por isso sempre traremos profissionais da nossa confiança pessoal pra falar por aqui. É importante acreditarmos no trabalho da pessoa para fazermos posts aqui no blog, como foi o caso da Cecília Dassi e hoje será o da Claudia Quadros.

Há umas duas semanas minha terapeuta respondeu algumas perguntas de seguidoras do instagram do @futilidades no stories. Essas perguntas geraram mais dúvidas e com elas resolvemos trazer esse assunto para o blog. Pedi pra Claudia responder algumas dessas dúvidas de forma bem simples e objetiva, pra ver que não existe certo e errado, mas é preciso ter informação para procurar ajuda profissional de forma acertada.

Infelizmente encontro muito preconceito leviano e sem sentido com quem faz terapia até mesmo no nosso canal de mensagem direta com as leitoras. Quando eu recomendo terapia para lidar com questões simples as pessoas se sentem ofendidas, como se eu estivesse dando a elas o diagnóstico de malucas e não é nada disso que acontece na prática. Quase todos os preconceitos com quem faz terapia são completamente equivocados e por isso resolvi mostrar que psicólogo não é um bicho de sete cabeças. É um profissional que faz faculdade, estuda e se especializa na linha que acredita para trabalhar com pessoas. Um profissional que está no mercado para cuidar da saúde emocional e psicológica como um todo. Afinal como sempre falamos saúde envolve mais do que uma imagem estereotipada do corpo físico, saúde mental e emocional são igualmente fundamentais para o indivíduo.

Vamos as perguntas que separei para o post de hoje?
Respostas são da minha terapeuta, Claudia Quadros:

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Reposta Claudia Quadros:

As principais linhas de terapia são: Psicanálise, Cognitivo Comportamental; Junguiana; Terapia Corporal; Transpessoal; Terapia focal.

Cada uma delas vai abordar de forma diferente as questões trazidas pelo paciente. Exceto a terapia corporal todas as outras usam a expressão verbal como forma de elaboração interna.

O melhor caminho sempre é escolher alguém que se tenha empatia, pois falar de si já é algo difícil. A diferença entre um psicólogo e um psiquiatra que faz terapia é a visão diferenciada de cada uma. O preconceito contra quem faz terapia me parece muito mais falta de informação do que critica. Reconhecer que procurar ajuda é mais saudável que tentar manter uma imagem daquilo que não está te fazendo feliz ou mesmo ficar passando por angústias sozinho.

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Reposta Claudia Quadros:

O diferencial dessa terapia é unir as ferramentas da terapia Transpessoal com uma visão espiritual da vida. Tentar manifestar a alma através da consciência de quem se é e onde está a felicidade interna.

 

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Resposta Claudia Quadros:

Para se diminuir a ansiedade é necessário mergulhar dentro de si mesma e buscar um ponto de equilíbrio. Descobrir o que te leva a reagir na vida e não conseguir seguir o fluxo do que o Universo está mostrando.

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Resposta Claudia Quadros:

A fibromialgia também é desencarnada pelo estresse emocional. Fazer psicoterapia poderá auxiliar na descoberta daquilo que pode desencadeia esse estresse é consequentemente o sintoma da dor. Acessar a essência divina possibilita a conexão com algo maior e a grandeza da alma. Meditação pode ajudar muito no processo da fibromialgia.


Vocês podem nos mandar dúvidas em qualquer canal. Nós podemos trazer profissionais pra falar aqui de acordo com as demandas de vocês. 

Quanto a mim, me pedem muito para escrever sobre como foi meu processo com a terapia, a mudança de linha e tudo mais, mas antes de eu fazer esse post acho que podemos começar a tirar dúvidas bem básicas e ao mesmo tempo importantes. Para quem não sabe eu fiz muitos anos de terapia com uma psicóloga que trabalhava com psicanálise (aka freudiana) e depois de um tempo me interessei por Jung (tem post do curso que fiz aqui). Minha terapeuta hoje usa a abordagem transpessoal, que combina mais comigo, mas mais do que a linha eu acredito na sintonia com o profissional. Quando os conceitos forem ficando mais claros vou tentar falar mais da minha experiência, já esbocei algo nesse post aqui, mas não falei de forma tão clara. 

Claudia é professora na Escola Trilha dos Lobos da qual já falei aqui. Você pode seguir ela no instagram na conta @claudiaquadrosoficial e acompanhar um pouco sobre suas postagens, viagens e dinâmicas. Vale a pena acompanhar, eu brinco que ela é o melhor investimento financeiro que eu faço atualmente.

Vocês podem e devem nos mandar suas dúvidas! Vamos adorar trazer mais conteúdos com ajuda de profissionais de confiança aqui para vocês.

Espero que esse post nos ajude a começar a trazer o assunto pra cá!

Beijos

3 em Saúde no dia 03.07.2018

Precisamos falar sobre depressão…

Conexão. Eu gosto muito de me conectar com pessoas, lugares, sentimentos. Essa semana tive uma experiência de conexão gigantesca. Conhecer pessoas, se abrir com el@s e ser inspiradas por el@s é talvez um dos maiores presentes de sermos humanos.

Quando tive que escolher o tema da minha monografia para me formar em Comunicação Social, eu sabia que queria falar sobre algo que tocasse as pessoas, só que mais do que isso, que me tocasse. Foi aí que surgiu a ideia de falar sobre a representação da depressão e do suicídio no audiovisual. No meu caso, analisei a série 13 Reasons Why.

Hoje, porém, não venho falar sobre a série; mas sim sobre a doença e todos os estigmas que a cercam. A cada ano, cerca de 800 mil pessoas escolhem tirar a própria vida, os números de jovens entre 15 e 29 anos e mulheres são os maiores. No Brasil, os dados chegam a ser alarmantes, o nosso país tem a maior taxa de depressivos da América Latina – e a terceira maior do mundo – um estudo da Universidade de Campinas estima que a cada 100 mil brasileiros, 17 já pensaram em suicídio. A OMS, porém, diz que 90% dos casos poderiam ter sido evitados. E é sobre isso que eu quero falar.

Evitados? Como assim? Existe uma falsa ideia de quem fala, não faz. Muitas pessoas acreditam que quem diz que vai se matar, não faz efetivamente. Isso é uma falácia. O suicídio é, antes de qualquer coisa, um pedido de ajuda. No início do ano, na cidade de São Paulo, veio a público 3 casos de suicídios de jovens num intervalo de 15 dias – dois na mesma escola. No entanto, o nosso olhar acerca do outro não mudou. Nós, como sociedade, apedrejamos muito mais do que acolhemos nossos semelhantes.

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Depressão não é fraqueza. É uma doença. Da mesma forma que o diabético precisa tomar insulina para viver, o portador de depressão – ou qualquer outra doença psiquiátrica – precisa de tratamento. Seja ele psiquiátrico e/ou psicológico. O estigma, o tabu e o preconceito, porém, dificultam as pessoas de pedirem ajuda e os que estão ao redor de aceitar que eles precisem.

Segundo pesquisa realizada nos EUA, os transtornos de humor – sendo a depressão o mais comum – são responsáveis por 30% dos casos de suicídio no mundo, seguidos por abuso de substâncias, esquizofrenia e transtornos de personalidade. Venho, portanto, fazer um apelo aos familiares e amigos: olhem para as pessoas que amam, perguntem se está tudo bem, compartilhem suas histórias, ofereçam ajuda. Ajuda especializada, procurem profissionais de saúde mental.

Procurar ajuda é o primeiro passo para uma recuperação. E ela é muito possível, ela é gigantesca. Falar para a pessoa que está doente que el@ precisa levantar da cama, precisa comer, que o mundo não gira em torno del@ ou que existem problemas muito piores como a fome na África não ajudam. Essas pessoas sabem de tudo isso, mas não conseguem reagir. El@s perderam o prazer nas coisas que mais se interessavam, atividades comuns do dia a dia como tomar café da manhã, ou até tomar um banho ou escovar os dentes podem ser um sacrifício muito grande. El@s se sentem impotentes, não veem motivos para fazerem o que costumavam fazer, se sentem incapazes, e muitas vezes, culpad@s por não conseguirem reagir normalmente à situações corriqueiras. Nesses casos, quem está em volta tem que oferecer suporte, amor e procurar ajuda.

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Depressão tem cura, suicídio é um caso de saúde pública. Precisamos estar atentos aos sinais, e eles são milhões. Estar alí, oferecer suporte, uma palavra amiga, um abraço, sem julgamento, sem apedrejamento, ou juízo de valor. Ajude quem você ama simplesmente porque você o ama, mesmo que el@ não tenha pedido ajuda.

Ps.: pessoas de todo o mundo tem feito a tatuagem do ponto e vírgula, o símbolo da luta pela cura da depressão. Eu fiz a minha há duas semanas atrás e convidei minha mãe a fazer comigo. Vamos começar um movimento gigantesco de conscientização também?