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0 em Autoestima/ Saúde no dia 24.03.2017

Camilla Estima + Daiana Garbin batem um papo sobre dietas!

A nutricionista comportamental Camilla Estimacolunista do futilidades, bateu um papo com a Daiana Garbin, do canal no youtube Eu Vejo. Ela falou dos pontos abordados naquele texto que ela escreveu aqui, sobre a influência das blogueiras fitness.

Os vídeos tocam nos pontos que Camilla trouxe de maneira bem interessante e achamos que valia compartilhar com vocês aqui no blog:

 

Acho legal pararmos pra pensar sobre isso, todas nós!

O que vocês acharam?

Beijos

2 em Autoestima/ Camilla Estima/ Comportamento/ Convidadas/ Destaque/ Saúde no dia 08.02.2017

Sim, é apenas um suco

Eu sempre duvidei de promessas milagrosas…..em qualquer instância. Pra mim sempre soou marqueteiro slogans ou mensagens associadas à alimentos como o tom de solução dos seus problemas. O problema do uso desses alimentos ou produtos é que eles são um tapa em sua autoestima. E por que? Porque muitas das vezes nós depositamos todas as nossas fichas neles como se eles fossem a solução dos nossos problemas e que vão te poupar de mudanças reais de comportamento. E como milagre não existe, ao ver que aquele resultado prometido não foi alcançado, como você se sente? Sem esperanças de reais resultados, sentimento de fracasso, de incapacidade, diminuído frente à celebridade magérrima que o anuncia (poxa, por que ela consegue e eu não? – deixa eu te contar um segredo, provavelmente ela usa mais um monte de estratégias restritivas, mas isso ela não te conta). Já falei no meu texto anterior o problema da realização de dietas restritivas, lembra?  Já vivemos a era dos chás emagrecedores, da ração humana (gente, juro, que nome é esse?), da água com limão em jejum, os constantes shakes emagrecedores, hoje em dia a dieta livre de glúten e lactose…….cada hora um modismo novo e que não promove nada para mudar a sua consciência quanto à alimentação, da sua relação com a comida e com o seu corpo. Nada.

 

O óleo de coco é só mais um dos produtos tidos como milagrosos para emagrecer. Recentemente a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia publicou o seu posicionamento quanto ao uso do Óleo de Coco para emagrecer. Só para esclarecer, sociedades médicas escrevem textos com seu posicionamento frente à condutas médicas ou nutricionais que muitas das vezes são impulsionadas por modismos alimentares ou temas que estejam em voga para esclarecimento e orientação de como nós, profissionais de saúde, prescrevermos certos tipos de conduta. Pois bem, nesse posicionamento eles se colocam contra o uso deste produto com objetivo de emagrecimento basicamente por falta de dados científicos de sua eficácia. Para certificar a relação de causa-efeito de um alimento ou produto sobre o efeito real que ele se propõe é necessário a realização de estudos de longo prazo que acompanham populações durante um período avançado de tempo.

Uma outra promessa vendida nos tempos atuais são os sucos e há tempos eu venho querendo escrever sobre eles. Temos o suco verde, suco rosa, o detox, emagrecedor, seca barriga, derrete gordura ou qualquer outro tipo de nome bizarro. Como eu falei acima, também não há estudos de longos períodos de tempo realizado com grandes populações a respeito desse produto, nem sobre seu efeito desentoxicante ou promessa emagrecedora. Veja, nós já temos um conjunto de órgãos como o fígado e os rins, que têm essa função no nosso organismo mas não com intuito de emagrecer, queimar gordura ou secar barriga e sim para “limpar” nosso organismo de toxinas fisiológicas.

Alguém pode me explicar por que tem uma fita métrica em volta desse copo? Imagens de fitas métricas associadas a alimentos, corpos, profissionais de saúde são um tapa na sua autoestima pois elas geram muita ansiedade e insatisfação corporal.

 

ELE É APENAS UM SUCO……e um suco super saudável, saboroso, cheio de nutrientes. É uma excelente fonte de vitaminas, minerais, muito bom para hidratação e pode acompanhar refeições como café da manhã ou lanches. É uma alternativa para oferecer à pessoas que não estão acostumadas a comerem esses alimentos na sua apresentação tradicional. Ele sofre preconceitos? Sim, sofre – e na maioria das vezes por causa de sua cor verde e também por as pessoas acharem estranho tomar gelado e na forma líquida verduras e legumes como couve, espinafre, beterraba, cenoura. Invés de demonizar esses alimentos e principalmente nesse formato, que tal abrir um pouco a cabeça e se dar a chance de experimentá-los? Olha, você pode se surpreender. E vamos também parar de chama-lo de detox. Eu sempre tento ver o lado bom mesmo no meio do caos e o boom de sucos verde, detox, digestivos, seca isso e seca aquilo foi bom para aumentar o leque de possibilidades de receitas culinárias desses sucos, mostrando diferentes tipos de combinações que podem ser muito felizes juntas. Fora que também populariza os sucos naturais feitos em casa ou lojas de sucos.

Como eu gosto desse exercício, vamos desconstruir o discurso?

Até quando esse tipo de coisa?

E esse?

E por fim, uma imagem que recebi recentemente de diversas pessoas e que me motivou escrever esse post:

Qual o problema dessa imagem? Nenhuma das opções contidas nela é antidepressiva. E é inviável você comparar esses alimentos ao vinho. Veja, tudo cabe na sua alimentação, sempre de forma consciente, orientada por um profissional de nutrição sério, que você confie e que não te mande fazer malabarismos inviáveis na sua alimentação diária. Temos espaço no nosso dia para o suco e também para o vinho. E esse tipo de mensagem é PÉSSIMA pois ajuda a acabar com a reputação desses alimentos, que muitas vezes não são consumidos pelas pessoas por n motivos.

Voltando ao básico de sempre…..nós temos que comer comida de verdade e não promessas milagrosas em busca de um padrão que nos é imposto. Temos que comer comida vinda da natureza e que faz parte do nosso hábito e cultura alimentar – arroz, feijão, legumes e verduras, frutas, sucos saudáveis, água – e claro, comer com prazer, sem culpa e pressão por um corpo colocaram na nossa cabeça que devemos ter.

13 em Saúde no dia 08.12.2016

Depois de um susto parei para pensar: Você dá sua saúde por garantida?

Quase sempre a gente dá a nossa saúde – física – por garantida todos os dias. A verdade é que por maior que seja nosso processo de tentativa de evolução, é difícil estar preparada para uma notícia inesperada. Uma doença arriscada, um acidente ou qualquer coisa que traga um mínimo risco de mudar muito da nossa vida em poucos segundos.

Esse ano eu tomei um susto que colocou toda minha relação com a saúde do meu corpo em perspectiva novamente. Felizmente reverti a situação de forma rápida, mas ela me colocou para pensar sobre tudo. Minha saúde, meus exames e o quanto não posso dar por garantida a minha qualidade de vida.

Com o emocional que tenho, esse susto me desestabilizou por completo. Minha máquina pode pifar, mas ainda não estou pronta pra isso. O meu corpo é o santuário da minha alma nessa vida e eu não tomo tanta conta dele quanto deveria. Na verdade, gosto de fazer dele o que eu quiser, sem medo de rótulos e preconceitos, mas hoje o texto não sé sobre isso.

Me lembro como se fosse hoje dos meus 14 anos e do diagnóstico de hipotireoidismo. Foi um susto tão grande, misturado à incompreensão do novo e falta de informação. Na hora me chocou, mas depois disso nada foi tão surpreendente. Fui descobrindo que podia lidar com quase tudo que eu ia tendo, ainda que não da forma ideal. Até julho desse ano eu não havia parado para refletir a importância REAL de ter um corpo saudável (seja magro ou gordo, mas saudável).

No início do primeiro semestre fui parar numa emergência morrendo de dor no ovário. Sim, esse é mais um capítulo inesperado da novela do ovário (novário).

Isso aconteceu justo no dia de viajar para Itaipava para o casamento de uma grande amiga onde eu seria madrinha. Na verdade, eu já vinha sentindo uma dorzinha há uns dois dias, e ela foi se transformando em algo que não me permitia pisar sem fazer uma careta. Tive que interromper uma caminhada na esteira e ir direto para uma emergência especializada em ginecologia. Eu sabia que o problema era naquela região, e apesar de terem me informado que poderia ser apêndice ou afins, acabei buscando algo especializado porque minha intuição me dizia pra fazer isso.

Depois de quase duas horas esperando em um bom hospital, eu consegui ser atendida. O médico gentilmente me ouviu, disse que de repente eu precisaria de uma emergência clínica mas que antes de tudo ele faria os exames. Eu sabia que o problema era ali.

Lado esquerdo tudo lindo, DIU no lugar, mas na hora de ver o lado direito, um grito! Nessa hora eu fui na lua e voltei, com direito a berro e tudo.

exame

Ali tinha um cisto hemático (de sangue) de praticamente 5cm de diâmetro. Nessa hora eu fiquei TENSA. O diagnóstico parece simples ouvido agora, mas na hora com a imagem, a textura e a dor que eu sentia não foi. Ele poderia romper a qualquer momento, ou não.

Nessa hora eu estava completamente desestabilizada. Nem um pouco preparada para uma possibilidade de cirurgia de emergência, nem um pouco preparada para lidar com uma situação não planejada no meu corpo. O pior? É que na verdade isso pode acontecer com todo mundo, a qualquer momento. Então a forma como eu lidei com a situação é que foi o problema. Eu estava sentindo tanta dor que esqueci de tudo.

Foi tamanha confusão: liga pra mãe, pra Carla, apaga snap reclamando da dor boba, compra o remédio da dor, liga pra homeopata, corre na ginecologista e descobre se vão te operar naquele dia ou tentar algo pra ver se o corpo absorve antes. Aliás, nos primeiros exames não havia nenhum indício de que o cisto seria reabsorvido com facilidade, mas era uma possibilidade e eu estava rezando pra isso. E se explodisse? Muita dor, hemorragia interna (?) e medo. Até que eu, minha médica e minha mãe decidimos que eu iria tentar um remédio, repouso e ser uma madrinha presente no casamento. Se tudo desse certo, depois a gente resolvia o que fazer.

Mas de cara eu tinha um problema: não saber lidar com a possibilidade de uma cirurgia de emergência. Fiquei impressionada com a imaturidade emocional que eu tive com relação à minha saúde e meu corpo. Resolvi então que preciso melhorar isso, os cuidados com meus exames, com minha saúde e histórico familiar, além da maturidade para lidar com riscos comigo. Sou tão consciente para tanta coisa, nessa hora não fui.

Só me acalmei quando reestabeleci minha fé em Deus e no universo, quando entendi que só iria operar se tivesse que operar e eu podia emanar uma energia de cura mesmo no meio daquela situação. Em meio ao caos, resolvi recorrer à minha médica homeopata de anos atrás e fui com fé nesse tratamento. Eu sabia que ela já tinha resolvido pepinos dessa natureza antes e acreditei muito que podia funcionar e no fim, pra mim, nessa situação funcionou.

homeopatia

Tomei meus glóbulos, a mantive informada e fui usando a medicação para dor que minha ginecologista prescreveu. Como minhagGineco tinha um plano de espera da menstruação descer para agirmos, ganhei tempo de tratar com a homeopatia. Nesse caso, o receio geral era o fato de que eu estaria fora do Rio caso o cisto rompesse, a solução que arranjamos foi ir com uma amiga de sobreaviso que poderíamos ter que voltar a qualquer momento.

No meio da confusão, voltei para dentro e quis entender o porquê de tamanho desconforto com a situação, daí me veio uma epifania: Tanto incomodo emocional poderia ser proveniente de uma certa culpa e responsabilidade que eu sentia, já que optei por não seguir o pedido de 2 dos meus médicos de perder peso e ganhar massa magra por causa do SOP. Em busca de manter minha taxa de fertilidade alta e os efeitos colaterais da síndrome dos ovários policísticos controlados, eles queriam que eu tivesse menos sobrepeso e melhorasse as taxas dos meus exames. Eu não dei bola para isso e quando tudo aconteceu fiquei com a sensação que não fiz minha parte, mas a verdade é que nunca vamos saber. Não existe uma verdade absoluta pra essa situação.

Foi um susto, que trouxe uma possibilidade de expansão de consciência. 

A epifania ficou rondando minha cabeça e graças a Deus as bolinhas foram fazendo efeito. Apenas 3 dias depois eu acordei sem dor alguma, nenhum resquício. Nessa hora eu sabia que estava tudo bem, mas esperei confirmar na ultrassonografia, que não apontava absolutamente nada mais.

((( nessa hora meu sobrenome era gratidão )))

No entanto a moral da história e do susto continuou ali, continua até agora. Eu sempre dei a saúde diária do meu corpo como garantida, depois daquele fim de semana eu tentei entender que não é bem assim que funciona. Eu preciso cuidar de mim e da minha saúde, não preciso ser magra, não preciso atender um padrão, mas para viver a vida que eu desejo, eu preciso ser saudável.

Esse episódio do Novário e do desequilíbrio emocional me fez ver que precisamos entender que nada é estático. Tudo está sempre em constante transformação, até nossas células e nosso corpo. E por conta de sustos como esse, além de dores no joelho e outros problemas de saúde que minha família tem, eu preciso cuidar mais de mim. Estou me amando como sou, pretendo continuar o fazendo, mas nem por isso vou descuidar dos cuidados com meu corpo.

saude

Semana passada fazendo todos os exames possíveis!

Espero ampliar minha consciência com relação à alimentação, exercícios e saúde física em 2017, mas sem neurose. Porque pessoalmente, eu prefiro gordura em excesso à neurose.

Mas não esperei o ano virar, já estou indo nas minhas médicas, fazendo meus exames e fui até na nutricionista (coisa que eu vinha evitando). Não vai ter projeto, não vai ter meta de peso, mas vai ter melhora dos mais variados exames. Essa coisa de idade metabólica de uma mulher de 45 anos me assustou. rs

No entanto quero saúde, longevidade e sabedoria, tudo isso com minhas curvas, sendo quem eu sou! Sem pensar em ser gorda ou ser magra, e sim em ser saudável. Porque existe magro saudável e magro doente, gordo saudável e gordo doente, mas isso é papo pra outro post. Essa é uma parte do meu desafio pessoal.

Aqui só deixo a proposta de reflexão sobre não dar nossa saúde física, mental e emocional por garantida na correria da rotina. Trabalho, marido, desgaste familiar ou nenhuma escolha deve colocar a nossa saúde em risco. É impossível controlar tudo, mas podemos dar nosso melhor.

Beijos

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Ps1: Acho importante deixar claro: como eu ia viajar eu não quis deixar de atender a recomendação de nenhuma das minhas duas médicas. Segui a linha de analgesia sugerida pela minha super ginecologista Dra. Helena e tratei com a minha homeopata que tem cuidado de todas as minhas questões, incluindo o SOP. A Dra. Livia tem me dado resultados muito legais inclusive quanto ao SOP, mas isso é papo pra outro post.
Ps2: eu sou grata por ambas existirem na minha vida, as duas já me tiraram de situações difíceis e são médicas muito competentes. Não vou colocar os contatos delas aqui, mas mando para quem me pedir como sempre faço.