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roteiros de férias

0 em Trip tips/ Viagem no dia 11.12.2017

Dicas gerais para economizar em viagens

Que eu sou uma viajante ferrenha, vocês já sabem. Mas o que muitos não sabem é que cada uma das minhas viagens requer um super planejamento para se tornar viável.

Ao contrário do que alguns podem pensar, não, eu não ganhei na loteria e viajar não é a minha ocupação principal. Eu sou engenheira e tenho um trabalho de 2a a 6a que consome a maior parte do meu tempo, como a grande maioria das pessoas.

Vejo nas férias uma baita válvula de escape para as dores de cabeça do dia-a-dia e, justamente por isso, dedico um tempo razoável da minha semana (sim, olho coisas de viagem toda semana) programando as próximas viagens, espremendo os meus dias de folga para eles renderem mais, olhando passagens e mais um montão de outras coisas que no fim tornam possível as nossas escapadinhas pelo mundo.

Eu poderia escrever um milhão de posts sobre como é a minha rotina de planejamento, mas vou começar compartilhando algumas dicas básicas de como eu consigo viajar muito e sem ter que necessariamente quebrar o porquinho.

 

Planeje-se

Não há dúvidas: planejamento é a base para toda e qualquer viagem, seja ela um mochilão ou uma baita viagem de luxo.

Quanto antes você começar a pensar e organizar seu roteiro, mais fácil será de conseguir promoções. Para vocês terem idéia, eu costumo planejar minhas viagens com aproximadamente 10-12 meses de antecedência. Pode parecer maluquice, mas é nesse tempo que eu tenho conseguido as melhores promoções de passagens aéreas (principalmente de milhas) e hotéis.

Conheço várias pessoas que não conseguem se planejar e acabam pagando o dobro, triplo e às vezes até mais nas mesmas passagens e nas mesmas diárias de hotel, simplesmente porque deixaram para cima da hora.

Se por acaso você tem uma agenda incerta e não consegue se organizar com tanta antecedência, minha dica é: planeje mesmo assim. Hoje em dia, tanto as companhias aéreas quanto a grande maioria dos hotéis trabalham com tarifas 100% reembolsáveis em caso de cancelamento (até uma data limite). Normalmente, elas custam um pouco mais caro do que as não reembolsáveis, mas com certeza serão mais baratas (se compradas com antecedência) do que se você deixar pra comprar em cima da hora. Vale a pena e te protege de eventuais problemas!

 

Tenha flexibilidade de datas e destinos

O que eu normalmente faço é definir um bucket list, que nada mais é do que os top destinos que eu quero conhecer. Defino também a época (geralmente o mês) que eu vou ter disponibilidade para viajar e  depois fico de olho nas passagens que vão pintando ao longo do tempo.

Quanto mais destinos você estiver disposto a conhecer e quanto maior a sua flexibilidade de datas de ida e de volta, mais fácil é de encontrar uma promoção. Parece óbvio, mas quando se trata de viagem nem sempre é. Muita gente define um único destino e uma data certa, e depois reclama que pagou caro na passagem, mesmo com antecedência.

É impossível a gente saber de antemão quais serão as promoções disponíveis ao longo do ano. Então abra sua mente e pense em várias possibilidades, você terá muito mais chance de conseguir um super deal.

 

Escolha bem a época que você vai viajar

Acho que eu não preciso dizer que viajar em alta temporada é sinônimo de lugares cheios e preços exorbitantes na grande maioria dos destinos, não é mesmo?

E é verdade também que muitos dos lugares são influenciados pelo tempo e condições climáticas, o que pode tornar a visita na baixa temporada uma baita de uma furada. Por exemplo: já pensou estar no Caribe e passar um furacão? Ou visitar a Tailândia na época das monções e pegar chuva todo dia? Não adianta nada pagar barato e não se divertir.

Então primeiro de tudo, é muito importante pesquisar bem sobre o destino para saber quais são os meses do ano ideais para se conhecer aquele lugar. Óbvio que, em se tratando de natureza, você pode ir na melhor época e acabar dando um azar (já aconteceu comigo várias vezes), mas é sempre melhor tentar minimizar a chance de encontrar um problema. Uma fonte legal para pesquisar as chuvas nas praias no Brasil e no Caribe é o Praiômetro do Viaje na Viagem. Adoro!

Minha dica geral é: procure viajar na média temporada. São aqueles meses que antecedem ou sucedem imediatamente a alta temporada, e costumam ter bom tempo a preços muito mais amigos.

Ao mesmo tempo, se você quiser ainda melhores ofertas, é possível arriscar na baixa temporada. Foi o que nós fizemos nas Maldivas: mesmo sabendo que poderíamos pegar dias chuvosos (e pegamos de fato), optamos por ir na baixa porque foi possível ficar em hotéis de alto luxo pagando diárias com mega desconto, com direito a vários mimos.

Defina o propósito da viagem

Quase tão importante quanto os itens acima, definir o tipo de viagem que você quer fazer é fundamental para não estourar o orçamento.

Voltando ao exemplo das Maldivas, lá é um lugar remoto em que você ficará basicamente o tempo inteiro dentro de um resort. Em casos como esse, acho que vale sim espremer a conta bancária e escolher uma opção com super infra, bom serviço e restaurantes bacanas.

Outro exemplo interessante é um lodge de Safari, como o Chitwa Chitwa, que ficamos na África do Sul. Era esquema all inclusive, com todos os game drives inclusos, refeições, bebidas, tudo. Nesse caso, pra mim fez todo sentido cacifar um hotel de luxo, com super conforto e com uma equipe super experiente que levou a gente pros melhores lugares para conseguirmos ver todos os animais que queríamos, coisa que não conseguiríamos fazer igual se estivéssemos por conta própria.

O que eu estou tentando dizer é que se o objetivo é ficar dentro do hotel e usar a infraestrutura de comida, passeios e descanso que ele oferece, é recomendável ficar no melhor que você puder/quiser pagar. Isso porque você terá tempo para aproveitar tudo com calma e muito provavelmente terá uma sensação de que aquele investimento foi bem feito.

Outro caso que eu considero legal investir em hotéis é quando existe algum super diferencial. Por exemplo: uma localização extraordinária com uma vista imperdível (caso do Madinat Jumeirah, em Dubai, e do Shangri-La, em Abu Dhabi).

Agora, imagina fazer uma viagem para Londres ou Paris, por exemplo. São cidades grandes, com um milhão de coisas para fazer. Nesse caso, como normalmente ficamos pela rua batendo perna o dia inteiro, não costumo priorizar o luxo e sim a praticidade. Escolho hotéis estilo budget bem localizados ou até mesmo alugo apartamentos no Airbnb. Ainda, a depender do destino (Europa, principalmente), uma ótima opção pode ser ficar em albergues boutique, que normalmente tem ótima localização e um nível de conforto bem razoável. 

Por fim, a companhia também influencia muito na escolha de hospedagem. Se a viagem for de casal, pode fazer sentido você ficar em um hotel mais cheio de frufru e com alto nível de serviço. Mas se a viagem for de “galera”, geralmente é melhor priorizar a localização e deixar o resto do orçamento pra farra!

 

Use múltiplos buscadores de vôos e hotéis

Hoje em dia, existem milhares de ferramentas de busca de hospedagem e passagens aéreas, que inclusive permitem a inclusão de alertas que avisam quando o preço dos voos foram alterados. Como eu amo a tecnologia! Em geral, as que eu mais uso são:

Passagens:

Também tenho instalado no meu celular o app do Melhores Destinos e do Passagens Imperdíveis, que me avisam diariamente sobre as novidades e promoções.

 

Hotéis:

  • Booking (sou cliente Genius e ganho 10% a mais de desconto)
  • Hoteis.com (tem um programa de acúmulo de pontos que são revertidos em diárias grátis)
  • Agoda
  • Airbnb (para apartamentos de temporada)
  • Hostelworld (para albergues)
  • Sites específicos dos hotéis, que muitas vezes tem promoções

Sim, dá um trabalho danado mas eu cruzo as informações de todos os buscadores para ver o melhor preço. E ainda faço isso tudo também pelo celular. Acredite se quiser, mas grande parte das vezes consigo melhor preço olhando pelo meu iPhone do que pelo Mac, vai entender.

Ah, não esqueçam de limpar os cookies do seu computador antes de fazer as buscas!

 

Use e abuse de milhas

Eu sou obcecada com milhas porque simplesmente AMO viajar de “graça”.

Esse item merece um post dedicado porque é bem complexo e é muita coisa para falar, mas em resumo, beeeeem resumido é:

  • Escolha um cartão de crédito em que você possa acumular milhas pelo uso e possa resgatar para companhias aéreas. Atualmente eu tenho o American Express Platinum, que me dá 2,2 milhas por dólar gasto, e estou bem satisfeita.
  • Pague tudo possível com o cartão.
  • Faça o cadastro em todas as empresas parceiras do seu cartão. No Brasil, normalmente é Smiles, Multiplus, Amigo Avianca, Azul, Livelo.
  • Não se esqueça de pontuar nos programas de milhagem quando voar pagando.
  • Veja se existem outras formas de acumular pontos nas companhias desejadas. Exemplo: reservas do Booking pontuam no Tudo Azul e no Multiplus, os KM de Vantagens Ipiranga podem ser resgatados pro Multiplus também, etc.
  • Fique de olho nas promoções das companhias e resgate seus pontos do cartão para a parceira.
  • Seja feliz viajando!

Conseguimos chegar nas Maldivas e na Polinésia Francesa somente com o uso das milhas, acreditam? Muita gente despreza ou tem preguiça, mas é um excelente mecanismo para economizar nas passagens.

 

E aí? Animados para começar a planejar a próxima viagem?

0 em Brasil/ Destaque/ rio de janeiro/ Trip tips/ Viagem no dia 13.11.2017

Belmond Copacabana Palace: o melhor do Rio também pode ser aproveitado por cariocas

Há tempos que eu passo na frente do Copacabana Palace e fico sonhando em me hospedar ali. É verdade que eu já estive no Copa por diversas ocasiões, seja em um dos muitos casamentos de princesa nos salões do hotel, num almoço no Pérgula à beira da piscina ou num jantar no restaurante Hotel Cipriani. Mas como hóspede, nunca.

Eu não sou uma pessoa que costuma comemorar muito datas especiais, mas esse ano, com meus 5 anos de casamento, resolvi que era hora de buscar algo diferente para marcar nosso aniversário. E foi numa dessas que eu tive a idéia de passar uma noite no tão sonhado hotel dos sonhos na cidade maravilhosa.

O Copacabana Palace (ou só Copa, em carioquês) é um dos mais chiques e o mais tradicional hotel do Rio de Janeiro. Faz parte da rede Belmond, que possui outros hotéis únicos e icônicos como o Belmond Hotel das Cataratas, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e o Belmond Sanctuary Lodge, na entrada de Machu Picchu. O hotel é sempre escolhido por celebridades nacionais e internacionais quando vem visitar o Rio e também é palco para muitos eventos sociais badalados da cidade.

Vale dizer que o Copa vem passando por reformas e modernizações, a exemplo da piscina principal, que agora tem bordas molhadas, e o restaurante Pérgula, que reabriu recentemente com um look repaginado (quando nos hospedamos no hotel, o Pérgula ainda estava em obras).

Então lá fomos nós passar um fim de semana no crème de la crème da hotelaria carioca.

Deixamos as coisas na recepção e fomos direto para a piscina, onde passamos a tarde relaxando e aproveitando o solzinho. Apesar de estar fechado, o serviço do Pérgula estava funcionando ao redor da piscina, com snacks e drinks. Pedimos uma sangria de vinho branco (deliciosa!) e uns petiscos e ficamos ali até o sol baixar, quando resolvemos ir para o quarto.

Só assim pro marido aparecer nas fotos!

Top tomara que caia Marcyn

Ao todo, o Copa tem 226 quartos e suítes divididos no prédio principal e no prédio anexo, classificados em várias categorias de acordo seu tamanho e com a vista. Nosso quarto era da categoria Luxo Frente mar, no 5º andar do prédio principal.

O quarto em si não era enorme, mas tinha tudo que a gente precisava: uma cama king size super confortável, uma varandinha simpaticíssima e um banheiro com chuveiro e banheira separados (detesto quanto é junto!), além de amenities super bacanas que incluíam sais de banho e banho de espuma (amo!). A decoração é clássica e clean, com muito bom gosto e móveis muito bem cuidados. E a vista, nem preciso falar né? Linda, maravilhosa, de cima do calçadão de Copabacana.

Chegamos no quarto e fomos agraciados com presentinhos: uma garrafa de espumante rosé, docinhos e um bilhetinho assinado pelo gerente do hotel nos dando parabéns pela nossa data especial. São pequenos detalhes que fazem a diferença!

Uma curiosidade que não sei se todos sabem é que existe uma 2ª piscina no Copa, a black pool ou piscina negra, que fica no 6º andar do prédio principal do hotel e somente os quartos localizados nesse andar tem acesso a ela (nem precisa dizer que eu fiquei louca para ir lá conhecer né?).

Já à noite, descemos para jantar no restaurante Mee, um restaurante de gastronomia pan-asiática super sofisticado que tem, nada mais, nada menos, que uma estrela Michelin. Os pratos tem influência da Tailândia, Camboja, Malásia, Cingapura, Coreia, Vietnã, China e Japão e são meticulosamente preparados na hora com ingredientes fresquíssimos.

O cardápio é bem extenso, então decidimos pedir as dicas para a nossa atendente, que acertou na mosca. Tudo que comemos estava di-vi-no!

A carta de bebidas também é incrível e tem diversas opções de sake importados que eu fiquei com vontade de provar. Como já tínhamos bebido bastante ao longo do dia, acabou ficando pra próxima visita (e vai ter próxima sim!). Esse restaurante abre somente para o jantar.

Carpaccio de salmão com molho cítrico

Filé mignon wagyu com foie gras: de comer rezando

Além do Mee e do Pérgula, no Copa existe ainda restaurante Hotel Cipriani, um italiano delicioso que experimentamos em outra oportunidade e que também é uma ótima opção para almoçar ou jantar.

Depois de uma noite de sono revigorante, acordamos cedo para tomar café. Normalmente, o café da manhã é servido no Pérgula, mas por conta das obras, estava sendo servido no Cipriani, também ao lado da piscina. Eram muitas opções de pães, frios, iogurtes, doces, tapiocas, omeletes, tudo que você pode imaginar para um café da manhã farto e reforçado (amo café da manhã de hotel!).

Aproveitamos esse momento pós café para dar um passeio pelo hotel, conhecer o Spa, a academia e dar uma voltinha pelos salões. Depois, pegamos uma espreguiçadeira ao lado da piscina e ali ficamos pelo resto do dia.

Todo domingo, acontece o famoso brunch no Pérgula. Como tínhamos comido demais no café, optamos por pedir o almoço na piscina mesmo, mas ficou outro motivo para voltarmos ao hotel!

A experiência de passar um fim de semana como turista em um dos melhores hotéis da nossa própria cidade foi deliciosa e muito diferente. O Belmond Copacabana Palace tem instalações maravilhosas, além de ótimos restaurantes que podem ser frequentados por hóspedes e por visitantes também. Então porque não aproveitar o que o Copa tem a oferecer?

Tenho certeza que voltaremos em outras oportunidades para explorar os restaurantes e nos hospedarmos no hotel novamente (agora estou mirando o exclusivo 6º andar e a black pool! Quem sabe, né?). Tudo ali é muito especial!

 

Reveillon 2018

Já pensou em passar a noite de ano novo no melhor ponto de Copacabana?

O Belmond Copacabana Palace dará uma super festa em seus salões das 20:00 do dia 31 de dezembro até o amanhecer do dia 1º de janeiro, com jantar incluso e bebida liberada. Os convidados vão poder escolher o local do jantar (Pérgula, Cipriani ou os salões), cada um com um formato e proposta diferentes. É para agradar todos os gostos!

Com a localização privilegiada para a praia de Copacabana e a queima de fogos, tenho certeza que será inesquecível. Não preciso nem dizer que estou desejando né?

Para quem animar de começar 2018 no melhor estilo, os ingressos estão sendo vendidos direto pelo hotel através do telefone 21 25454-8788 ou email banquetes.cop@belmond.com.

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 01.11.2017

Shangri-La Maldives: aquele paraíso clássico que nunca sai de moda

Para completar nossa viagem às Maldivas, escolhemos passar mais alguns dias no Shangri-La Villingili Resort & Spa. O hotel fica na ilha de Villingili, que faz parte do Addu Atol, o atol mais ao sul do arquipélago e o único abaixo da linha do Equador. Para chegar ao Shangri-La, voltamos de hidroavião do Finolhu até Malé, a capital do país, e de lá pegamos um vôo comercial de aproximadamente 1:30 até Addu City.

Uma coisa engraçada foi que no meio do voo um comissário de bordo nos deu um certificado de “Parabéns, vocês atravessaram a linha do Equador”, com nossos nomes e data impressos. Achei fofo o cuidado do hotel de receber os hóspedes já no voo.

Depois de chegar a Addu City foram mais 5 minutos de lancha e pronto, chegamos no paraíso!

Presentinho de boas vindas

A ilha de Villingili é a maior ilha de resort das Maldivas, com mais de 6 km de extensão. Logo ao chegar, já dá pra perceber que Villingili é diferente: são milhares e milhares de coqueiros espalhados por toda a ilha (é estimado um número de 17 mil coqueiros!), compondo um visual muito verde em contraste com o azul das águas que a rodeiam. E as particularidades não param por aí: no Shangri-La Maldives é onde está o ponto mais alto das Maldivas, o Mount Villingili Summit, com incríveis 5,1 metros de altitude! Eu fui super corajosa e caminhei arduamente até a plaquinha no ponto mais alto do país.

Outra curiosidade sobre a ilha é que ela serviu de base para o exército britânico durante a 2a guerra mundial e ainda de 1956 to 1976. É possível encontrar muitas ruínas dessa época espalhadas por ali, todas sinalizadas com placas que contam um pouquinho da história.

Além de muitos coqueiros, o pico das Maldivas e as ruínas de uma base militar, no Shangri-La Maldives existem 3 lagoas de água doce, chamadas pelas cores vermelha, azul e verde, sendo a última a maior e mais bonita. Ainda, há um campo de golf com 9 buracos, um outro diferencial do hotel.

Perto do campo de golfe existe uma plataforma de Stargazing (observação de estrelas), uma vez que ali quase não tem luz, o que facilita muito a visualização das estrelas. O deck tem mesinhas, poltronas e camas, para deixar os hóspedes à vontade para admirar o céu estrelado. Super romântico!

Existem várias trilhas cruzando a ilha que passam por todos os pontos de interesse e podem ser feitas a pé ou de bicicleta. Aliás, essa foi uma das coisas que eu mais amei no Shangri-La: cada um tinha uma bicicleta à sua disposição para andar para cima e para baixo durante todo o dia e a noite. Apesar de eu não ser um super primor andando de bike, amei ter a liberdade de pedalar e não depender dos buggys (que também estavam disponíveis o dia todo, mas tínhamos que chamar e esperar). Então mesmo na hora do jantar, eu arregaçava a saia do vestido e ia ser feliz pedalando até o restaurante.

Lagoa verde

Agora indo ao que interessa: praias paradisíacas! Afinal, é pra isso que fomos até lá, certo? O Shangri-La Maldives é rodeado por um mar com muitos tons de azul e 2km de praia com areia cor de talco. Precisa de algo mais?

A parte de fora da ilha tem a vista para o mar aberto, mais rústico e agitado, enquanto a parte de dentro tem vista para uma espécie de baía, muito calma e ótima para praticar esportes aquáticos. É ali que fica a boathouse do hotel, onde é possível fazer esportes não motorizados, como caiaque e stand up paddle (gratuitos), ou motorizados, como jet ski (custo adicional).

Além das atividades aquáticas disponíveis a partir da praia do hotel, é possível contratar passeios para outros pontos do atol. Nós fomos em dois deles, um no fim da tarde para ver golfinhos e outro para fazer snorkel.

O passeio dos golfinhos foi demais! Vimos dezenas deles saltitantes do lado do barco, dando piruetas e fazendo traquinagem ao nos seguir. Eram tantos pulando ao mesmo tempo que eu fiquei parecendo uma doida sem saber para onde olhar e onde tentar fotografar!

Já no passeio de snorkel não tivemos muita sorte. Apesar de termos ido a um ponto onde os corais estavam bem inteiros e conservados, não vimos muitos bichos (lembro só de uns peixinhos e uma tartaruguinha passando – natureza é assim mesmo!). Se tivéssemos mais tempo, teria tentado de novo! Aliás, dentro do Shangri-La existem corais super lindos onde é possível fazer snorkel também. É bem bonito, vale super a pena!

O hotel tem uma piscina principal com borda infinita de frente para o mar. Como eu falei, o verde está presente em todos os cantos da ilha e na piscina não é diferente: ela é rodeada por árvores e cabanas no estilo rústico para deitar e ver a vida passar.

O Shangri-La tem uma decoração rústico-chique bem tradicional. Todos os quartos são bangalôs de madeira com telhado de palha (me lembrou muito a Polinésia Francesa, mesma vibe!), espalhados pela areia da praia, na mata e sobre as águas. Existe um tipo para cada gosto, bolso e ocasião: vilas na praia, casa na árvore com vista para o mar (eu AMEI esse quarto!) e as clássicas overwater villas, aqueles bangalôs lindinhos que você cansa de ver em revistas. Todos os quartos, exceto as Water Villas, tem piscina particular, um luxo!

Pool Villa

Ocean View Tree Villa

Villa Muthee – a única em cima da água com piscina

Nós escolhemos a Water Villa e amamos. O quarto é gigante, com uma cama pra lá de king size e todos os frufrus que você pode imaginar. O banheiro tem pia dupla, uma banheira, um chuveiro interno e um externo (lembra aquele papo de tomar banho olhando para as estrelas?) e um janelão enorme que deixava a luz do dia e da noite entrar. Ainda, tem uma varanda com sofá e mesinha com cadeiras, além de um deck que dá acesso direto ao mar, com espreguiçadeiras, guarda sol e uma rede em cima da água.    

 

Olha esse quarto!

O staff do hotel foi muito atencioso com a gente do início ao fim. Como eles sabiam que estávamos comemorando nosso aniversário de casamento, fizeram questão de deixar uma mensagem de “Happy Anniversary” em cima da nossa cama na chegada, além de terem preparado um banho de espuma com pétalas de rosa de surpresa.

Em relação à alimentação, o Shangri-La Maldives conta com 3 restaurantes: Dr. Ali’s, com culinárias chinesa, árabe e indiana, cada uma feita por um chef diferente; Fashala, de comida mediterrânea (o mais chique); e o Javuu, onde é servido o café da manhã, almoço e jantar em estilo buffet. Experimentamos os 3 restaurantes e posso dizer sem medo: são todos maravilhosos!  Ah, todos são localizados de frente para a praia e tem vistas lindas, para combinar com a comida deliciosa.

Além desses, tem ainda o bar/restaurante da piscina, além dos bares Manzaru e M-Lounge, perfeitos para assistir o por do sol (horário que tem happy hour com drinks 2×1 uhuuuu!!!).

Experimentando a Shisha (nosso nargilê)

O hotel ainda oferece um programa chamado Dine by Design, que é um jantar feito especialmente para o hóspede em algum local da ilha escolhido por ele, como por exemplo no meio da floresta, no deck da lagoa verde, na plataforma de Stargazing, no meio do campo de golfe, no cume do monte Villingili, em uma cabana de frente para o mar ou até em um iate. Opções não faltam!

Para quem quiser relaxar, o Shangri-La Maldives tem um spa fantástico, o CHI, The Spa, também de frente para o mar, com 11 cabanas de massagem (5 para casais). A especialidade do CHI é uma massagem feita com óleo quente e conchas maldivas, num ritual chamado Kandu Boli. Nós fizemos o tratamento de Kandu Boli por 1 hora (SEN-SA-SI-O-NAL!) e saímos babando. Must do!

Outro mimo que o Shangri-La Maldives oferece é uma sessão de fotos gratuita com fotógrafo profissional para a família ou casal, com uma foto impressa grátis. Para quem gostar do resultado, é possível comprar o pacote de fotos digitais. Achei uma ótima opção para quem quer fazer um ensaio mais estruturado!

Nossa estadia no Shangri-La Maldives foi perfeita e fechou com chave de ouro a nossa viagem. Achamos o hotel incrível, digno de 5 estrelas, e capaz de agradar tanto a casais em lua-de-mel quanto a famílias: há opções de quarto para todos os gostos e ocasiões e, por ser grande e com muitas atividades espalhadas, a sensação é que está sempre tudo vazio, dando bastante privacidade aos hóspedes. 

Foi uma pena termos ficado só 3 noites, queríamos ter ficado por lá pelo menos uns 5 dias para conseguir explorar a ilha toda com calma. Vamos ter que voltar!

Ah, fiquei sabendo que o hotel vai promover uma super temporada de comemoração de fim de ano de 20 de dezembro a 20 de janeiro em parceria com o Buddha Bar. Vão ter várias festas regadas a Dom Perignon, Veuve Clicquot e Patron Tequila, com os DJs do Buddha Bar, uma super festa de ano novoalém de cruzeiros de iate no por do sol e uma surreal chegada do papai noel de parasail! Comé-que-eu-faço-pra-ir-senhor???