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1 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 17.04.2017

Trip Tips: The Residence Mauritius

Continuando a nossa viagem pelos melhores hotéis das ilhas Maurício, nossa segunda parada foi no The Residence Mauritius, um hotel 5 estrelas onde nos hospedamos por 3 noites.

O The Residence fica na praia de Belle Mare, que como o nome já diz, é uma das mais belas do país. Situado na costa leste de Mauritius e com uma praia de areia branca com mais de 1 km de extensão, o The Residence oferece uma experiência de resort relaxado com um mar azul turquesa de doer os olhos e muito verde em seus jardins tropicais.

A arquitetura do hotel é inspirada em Plantation Houses da virada do século, casas clássicas que eram utilizadas na cultura de cana-de-açúcar, que já foi a principal atividade econômica da ilha. Toda a estrutura é majestosa, num mix de elegância moderna, clássica e colonial, dando um ar de realeza para os espaços amplos tanto da área comum quanto dos quartos do The Residence.  

 

 Estrutura

Além do visual incrível da praia de Belle Mare na frente do hotel, o The Residence tem uma super estrutura para dar conforto a todos os hóspedes.

O lobby do hotel é imponente e já revela uma vista para a imensa piscina (que na verdade são 4 piscinas conectadas) e o azul turquesa do mar no pano de fundo. A piscina menorzinha é estilo jacuzzi, com água quente e jatos de hidromassagem, e faz um sucesso com os hóspedes principalmente no fim do dia ao cair do sol. Há ainda uma piscina rasa na lateral, de frente para o mar e separada da piscina grande.

Jacuzzi!

Nessa região, existem muitos guarda sóis e espreguiçadeiras, além de uma área de sol reservada somente para adultos próximo à piscina rasa. Ao chegar ali, todos os dias éramos recebidos com uma garrafinha de água. Pode parecer besteira mas eu achei um mimo super legal, principalmente naquele calorzão que pegamos por lá.

Para quem quer curtir a praia, é necessário andar um pouco para a lateral da piscina, uma vez que a areia na sua frente fica alagada com o subir da maré. A praia também tem estrutura de guarda sol e espreguiçadeira, além de serviço de comida e bebida para quem desejar. A área é extensa e tem opções pra todos os gostos: guarda sol na sombra embaixo dos coqueiros, no solzão ou na grama. Nem preciso dizer que eu escolhi ficar debaixo dos coqueiros, né? Nada melhor que sombra natural.

Aliás, o hotel todo é muito arborizado e tem jardins muito bem cuidados, o que faz o visual ficar ainda mais bonito.

No fim da praia é onde fica o boathouse do The Residence (como eles chamam a casa onde ficam os equipamentos para atividades aquáticas) bem afastado do restante do hotel. Isso é bem legal porque o movimento de barcos não atrapalha a vista de quem está com vontade de relaxar e descansar.

Tem um kids club super bacana no hotel, sem custo adicional. É possível deixar os pequenos de 4 a 12 anos durante o dia (das 8h às 20h) com cuidadoras fazendo várias atividades. Quando passamos por lá, vimos um bilhete na porta dizendo que eles tinham saído para pescar! Depois vimos todos os pimpolhinhos se divertindo ao brincar de trenzinho na piscina. Quão fofo é isso?

Para os menores de 4 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais. Vale dizer que nós vimos muitas crianças pelo hotel mas isso não incomodou nem um pouco (e olha que nós estávamos no nosso eterno clima lua-de-mel). Com essas atividades todas, eles ficam entretidos e não atrapalham em nada quem está com vontade de aproveitar só a sombra e água fresca.

O hotel ainda oferece estrutura para reuniões, conferências e casamentos pé na areia. Já pensou?

Para quem quiser fazer exercício (vai saber), tem uma academia muito completa e três quadras de tênis que pode ser usada à vontade.

Quartos

O The Residence tem 135 quartos e 28 suítes, todos com vista pelo menos parcial para o mar. Todos quartos têm varanda, banheiro enorme com banheira e chuveiro separado, sala com sofá, closet, cama king size muito confortável (o problema era conseguir acordar) e aquela máquina de espresso necessária na nossa vida (com cápsulas refil à vontade). Ah, os amenities do banheiro eram de excelente qualidade e eram repostos quantas vezes fosse necessário.

A diferença entre a categoria dos quartos é devida ao tamanho e a vista (quanto mais direta a vista pro mar, maior a categoria). Nós ficamos em uma Colonial Garden View Junior Suite e amamos! Era imensa e ainda assim muito aconchegante.

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante, frutas, docinhos e dois presentes (uma camisa para o maridón e uma bolsa de praia pra mim), o que eu achei super simpático.

O seu mordomo particular (sim, você tinha um mordomo e era o mesmo durante toda a estadia!) e o serviço de quarto estavam 24 horas a disposição para te mimar o quanto você quisesse. Você podia solicitar serviços como o “luggage unpacking“, para desfazer suas malas e organizar tudo dentro do closet pra você. Se você acha que essa mordomia é pouca, você também podia escolher um tipo de banho de sais (tinha um cardápio!) e seu mordomo preparava seu banho de banheira para a hora que você achasse melhor. Inacreditável!

 Restaurantes e bar

O The Residence tem 3 restaurantes e 1 bar:

  • The Verandah: é um restaurante ao lado da piscina que fica aberto para almoço e lanches leves. As refeições podem ser servidas tanto na varanda quanto na piscina. Além do menu tradicional, o The Verandah também oferece snacks como crepes e waffles, preparados em uma barraquinha que é posicionada na varanda durante o dia.
  • The Bar: atrás do The Verandah, o bar do hotel é amplo e fica aberto durante todo o dia com opções de drinks e chá da tarde.
  • The Dining Room: tem vista para a piscina e é onde é servido o café da manhã diário, com muitas opções de comida e sucos feitos na hora. À noite, o jantar é servido em estilo buffet, com noites temáticas e culinária de diversos locais do mundo.

Assumo que eu tenho um certo preconceito com a comida de buffet em hotéis, por já ter tido experiências ruins. Mesmo assim, resolvi experimentar o The Dining Room e não me decepcionei. Nós fomos no dia de comida africana e estava tudo uma delícia, além de muita fartura.

O The Residence também organiza shows de dança de temas variados a cada 2 ou 3 dias, que são performados ao lado do The Dining Room. Além disso, todo dia o jantar é acompanhado de música ao vivo com som de piano. Uma delícia para relaxar.

  • The Plantation: é o restaurante mais afastado da estrutura principal do hotel, portanto mais calmo e exclusivo. Tem uma vista linda para o mar e fica aberto para almoço e jantar diariamente. À noite, o The Plantation fica com meia luz, num clima bem romântico. Funciona em estilo a la carte, com foco em frutos do mar e culinária maurícia.

Nos hospedamos em half board, que incluía o café da manhã e o jantar (bebidas à parte). O jantar pode ser tanto no The Dining Room quanto no The Plantation. Para quem optar pelo The Plantation, há duas opções: primeiro, existe um menu específico de 3 passos para quem está em half board, com duas escolhas de entrada, duas escolhas de prato principal e uma sobremesa (esse menu muda todo dia); e segundo, é possível pedir qualquer item do cardápio do restaurante. Para essa última opção, os hóspedes em half board ganham um crédito de 1.600 rúpias que pode ser utilizado para escolher o que quiser do cardápio – pelo que vimos, na média, com esse crédito é possível pedir um prato principal e sobremesa ou entrada e prato principal. O que exceder esse valor, pode ser pago à parte.

Nós jantamos no The Plantation em duas noites e nas duas optamos pelo menu de 3 passos. Gostamos bastante da comida e da atmosfera do lugar.

Ainda, é possível pedir um jantar privado na praia à luz de velas e com pétalas de rosa. Super romântico e exclusivo!

 

The Sanctuary Spa

Como é de se esperar de um resort de luxo, o The Residence tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas e tratamentos. O The Sanctuary fica aberto de 8 da manhã às 8 da noite e oferece ainda a possibilidade de realização dos tratamentos em uma cabana no meio do jardim e de frente para o mar, para uma experiência mais exclusiva.

Na área do Spa tem ainda um salão de beleza e uma área comum, que pode ser utilizada sem custo adicional, com sauna seca e à vapor separado por sexo, para dar maior privacidade e liberdade aos hóspedes.

Nós fizemos uma massagem relaxante de corpo inteiro com duração de uma hora em uma sala de casal dentro do Spa. Um detalhe que eu achei muito legal foi que no teto da sala tem umas luzinhas que parecem estrelas e ficam brilhando quando as luzes são apagadas, o que, junto com a música ambiente, aumenta ainda mais a sensação de relaxamento.

A maior dificuldade foi ter forças para levantar da cama depois de uma massagem tão gostosa. Após o tratamento, fomos convidados a sentar numa sala de relaxamento e tomar um chá. Ficamos por ali um tempão e depois ainda aproveitamos a sauna. É pra deixar todos os problemas para trás!

Olha as luzinhas no teto!

Sala de relaxamento

Atividades

Dá pra ficar entediado no The Residence Mauritius? Claro que não!

O hotel tem uma boathouse das melhores que já vimos. E o melhor, pela sua localização dentro de uma baía protegida por corais e ainda assim funda, a maré não influencia nos esportes aquáticos. Ou seja, é possível fazer esportes o dia inteiro sem se preocupar com nada! Foi sem dúvida o lugar onde tivemos maior facilidade no acesso às atividades.

Todas as atividades motorizadas e não motorizadas estão inclusas na tarifa, para você aproveitar sem precisar se preocupar. As saídas são sob demanda, é só chegar na boathouse e pedir para fazer a atividade que os funcionários preparam tudo para você (nunca tivemos que esperar). Somente no caso do glass bottom boat e passeio de snorkel é que são duas saídas diárias e é necessário reservar sua vaga no concierge.

  • Passeio em glass bottom boat: são aqueles barquinhos com piso de vidro, pra ficar olhando os peixinhos sem precisar se molhar.
  • Passeio de barco para fazer snorkel nos corais: as saídas são feitas em glass bottom boat, então considero que esse passeio são 2 em 1. Nós fizemos snorkel um dia na parte da tarde e foi bem divertido, apesar de não ter tanto peixe assim.
  • Pedalinho
  • Standup paddle
  • Caiaque
  • Wind surf e kite surf
  • Barco a vela (laser e hobie cat) – que arrependimento de não saber velejar!
  • Ski aquático e wake board – eu nunca tinha feito ski aquático e foi ali no The Residence a minha primeira experiência. Me ensinaram o básico e já me puseram dentro d’água para aprender na prática. E não é fácil não viu? Sorte que na lancha tem uma barra fixa que facilita muito a vida dos novatos (a corda é um terror!). Acabei conseguindo me virar bem e achei muito divertido!

O hotel tem ainda um centro de mergulho PADI, que organiza saídas para mergulho com um custo adicional. Infelizmente, o mar não estava bom para mergulho naquela região quando estávamos lá e acabamos não conhecendo o fundo do mar. Mais um motivo para voltar!

Além das atividades oferecidas no boathouse, o The Residence também tem uma programação de aulas de yoga e hidroginástica (com um professor muitíssimo engraçado!). Enfim, tem alternativa para todos os gostos.

Consideramos o The Residence um excelente custo benefício em Mauritius, sendo indicado para pessoas em todos os tipos de viagem, como lua-de-mel, viagem com família e até viagem de negócios. O hotel tem toda infra para você não precisar sair dele e ainda assim aproveitar o melhor que as ilhas Maurício tem a oferecer.

Nossa hospedagem no hotel foi de apenas 3 noites e eu acredito que para aproveitar melhor a sua estrutura, principalmente a parte de water sports, seria legal ter ficado pelo menos mais 1 noite por lá. Claro que com uma praia paradisíaca e uma estrutura daquelas, eu poderia ter ficado por lá 1 semana inteira sem passar perto de ficar entediada.

 

Quer ver mais fotos do The Residence Mauritius? Confira a galeria abaixo.

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 04.04.2017

Trip Tips: St Regis Mauritius

Depois da introdução sobre as Ilhas Maurício, vou começar a contar em mais detalhes a experiência que tivemos em cada hotel.

Nossa primeira parada em Mauritius foi no St Regis, que fica localizado na península de Le Morne. Quando comecei a pesquisar sobre a ilha, sempre via a foto da montanha Le Morne e acabei descobrindo que essa montanha foi usada por escravos foragidos nos séculos XVIII e XIX. Depois, foi transformada em um símbolo de luta dos escravos pela liberdade, tornando-se patrimônio da UNESCO em 2008. Então dá para perceber a importância que Le Morne tem para os maurícios, né?

É ali também que fica a famosa “underwater waterfall“, que é a ilusão de uma cachoeira debaixo d’água por causa da diferença nos tons de azul do mar. Se você segue perfis de viagem no Instagram, com certeza já viu essa imagem:

Fonte desconhecida

Mas pra ver esse fenômeno lindo, só voando de helicóptero mesmo — com o drone não consegui chegar tão alto. :(

Le Morne é linda e completa o visual da praia de uma maneira magnífica, deixando a paisagem realmente espetacular. Me lembrou um pouco o Monte Otamanu de Bora Bora. A única certeza que eu tinha era de que eu precisava conhecer esse lugar e para isso decidimos nos hospedar no St Regis, uma rede que eu super admiro e que só tem hotéis incríveis no mundo todo (lembram do post da Jo sobre o St Regis Istambul?)

Essas fui eu que tirei :)

 

Estrutura

Além da vista maravilhosa de Le Morne, o St Regis tem uma praia linda e enorme: é 1km inteiro de areia exclusiva para o uso dos hóspedes do hotel. Ao longo de toda sua extensão, existem guarda-sóis de palha e espreguiçadeiras, para relaxar e curtir o visual azul de doer em frente ao hotel.

A piscina principal é imensa e fica na frente da Manoir House, a casa principal do hotel e onde ficam os restaurantes e o bar. São várias camas daquelas super charmosas disponíveis, para você chamar de sua e ficar jogado o dia todo.

Além da piscina principal, existe mais uma piscina menorzinha, a Garden Pool, que fica mais perto dos quartos e um pouco mais afastada da Manoir House. Segundo nos falaram, tem hóspedes que vão embora sem nem saber da existência dessa piscina, o que mostra que é bem mais reservada que a outra.

Se por acaso chover ou se você cansar de pegar sol, é possível aproveitar o salão de jogos, que tem mesa de ping pong, sinuca, totó, playstation, XBox, jogos de tabuleiro e até guitarra e violão.

Outra coisa fantástica é o cinema. A sala tem 30 lugares e o St Regis disponibiliza 3 sessões de filme por dia sem custo adicional. É possível também reservar a sala para uma sessão privada ao custo de 600 rúpias por pessoa (cerca de 60 reais), valor que inclui pipoca, bebidas e snacks. Já pensou em ter um cinema desses só pra você? É muito luxo!

O hotel ainda tem 3 salas de conferência, sendo a maior com capacidade para até 100 pessoas (não consigo imaginar alguém trancado numa sala num lugar tão lindo desses, mas vai lá). Essa sala maior também é utilizada para festas e eventos (aí sim, já pensou casar nesse paraíso?). Além disso, tem uma biblioteca gigante que pode ser usada para fazer reuniões ou somente para ler um bom livro.

Para a galera fitness, tem uma academia muito completa que fica aberta 24h, sendo que das 9 às 20h tem um professor disponível que pode ser consultado sem custo adicional. Tem também uma quadra de tênis que pode ser usada à vontade.

Já para os pimpolhos, tem um Kids Club muito legal. Para crianças de 4 a 12 anos, há atividades o dia inteiro com temas variados, piscina, brincadeiras e até relax room, com o acompanhamento de animadoras e sem custo adicional. Já para crianças com menos de 4 anos, é necessário contratar uma babá particular para acompanhá-las. Para facilitar a vida dos pais, o hotel fornece uma lista de babás locais para o hóspede escolher e contratar diretamente.

Existem jardins super bem cuidados e um gramado onde são realizadas cerimônias de casamento. Além disso, tem um lago em forma de piscina na entrada do hotel que serve para deixar você de queixo caído logo de cara.

O St Regis é lindo e tem uma decoração bem característica dos hotéis da rede, no estilo clássico/colonial. Um detalhe super interessante é a escada e o lustre da Manoir House que foram inspiradas no Titanic e construídas em homenagem ao fundador do hotel St Regis que morreu no navio.

Quartos

O hotel em si é bem grande: são 172 quartos e suítes, todos com vista pelo menos parcial para o mar. Os quartos são bem espalhados pela propriedade e todos contam com varanda, banheira oval e chuveiro separado, cama king size maravilhosa, sofá cama, closet e máquina de espresso (super importante!). Nós ficamos em uma Junior Suite e adoramos! Era super espaçosa e aconchegante, além de ter uma vista bem bacana para o mar.

Vista da nossa Junior Suite

Existem também quartos na Manoir House, que são maiores e mais luxuosos. Conhecemos uma Grand Manoir Suite que tinha mais de 200m² de área, um banheiro com 2 camas de massagem e uma sala e varanda gigantes. Essas Manoir Suites ficam de frente para a piscina principal e acho que se adequa melhor a quem quer ter a experiência de se sentir de férias em sua casa de praia. Como nós queríamos mais privacidade, achamos que a nossa suíte foi a melhor escolha!

A categoria mais alta de acomodação do St Regis é a Villa, uma casa gigante com 4 quartos, piscina privada, sala de jantar, sala de estar, cozinha, além de regalias como seu próprio chef de cozinha e checkin e checkout privados. É a maior villa de Mauritius.

 

Restaurantes e bar

O St Regis tem 5 restaurantes bem diferenciados e um bar:

  • The Boathouse Grill: de frente pro mar e onde foi servido o café da manhã enquanto estávamos hospedados. Fica aberto para almoço (é o único que fica aberto durante o dia) e jantar diariamente.

Jantamos lá um dia e a comida estava divina! Comemos uma carne (sirloin, equivalente a um bife ancho argentino), que dava para cortar com o garfo de tão macia, acompanhada de legumes. Depois, de sobremesa, um sorvete de queijo de cabra com calda de frutas vermelhas. De comer sonhando!

  • Le Manoir Dining Room: onde é servido o café da manhã quando o hotel está mais cheio. Fica aberto também para o jantar diariamente e serve pratos da culinária francesa e maurícia.
  • Floating Market: é um restaurante charmosíssimo com uma decoração bem oriental que serve pratos de culinária sul asiática. Fica aberto somente para jantar.
  • Atsuko: é um restaurante japonês que oferece pratos de peixes fresquíssimos, aberto somente para jantar. Jantamos lá um dia e os sushis estavam realmente muito incríveis (as peças são um pouco grandes pro que estamos acostumados, mas estavam todas deliciosas!).
  • Simply India: restaurante indiano que também só abre para o jantar.
  • 1904 Bar: é um bar ao lado da piscina em que são servidos drinks e petiscos. O nome remete o bar de madeira, presente até hoje no local, que é o original da propriedade e construído em 1904.

É ali onde fazem o ritual de sabrage, tradição da rede St Regis, que consiste em abrir uma garrafa de champanhe com o sabre.

Fui convidada por um funcionário do hotel a aprender o ritual e abrir, SOZINHA, a garrafa de champanhe no sabre. Quase morri de nervoso mas consegui! Depois fui consagrada com um certificado de sabreur, acreditam? Fiquei me achando!

Sendo consagrada após o ritual

 

Além dos restaurantes, é possível pedir comida e bebida no quarto, na piscina e na praia.

Nos hospedamos em half board, que inclui café da manhã e jantar, que pode ser em qualquer restaurante exceto o Atsuko. Mesmo não estando incluso, era possível jantar lá pagando a parte e, para quem estiver em half board, o hotel dá um desconto de 25% no valor da conta.

Um ponto que achei bem positivo foi que todos os restaurantes funcionam em estilo a la carte mesmo para quem está em half board.

Outra coisa muito interessante é a noite “adults only” dos restaurantes: todo dia, 1 ou 2 restaurantes ficam abertos somente para adultos, para dar maior privacidade a casais em lua-de-mel ou que viajam sem os filhos. Existe um rodízio entre os restaurantes com essa restrição, dando a oportunidade de todos os hóspedes experimentarem as diferentes culinárias da forma que mais interessar (com ou sem a presença de crianças).

Aliás, vale dizer que achei que o St Regis agrada a pessoas em todos os tipos de viagem (lua-de-mel, viagem com família, negócios), já que é possível ter privacidade com um altíssimo nível de serviços, além de atividades para todos os gostos e necessidades.

 

Iridium Spa

Como não poderia faltar, o St Regis tem um spa maravilhoso com 10 salas de tratamento individuais e 2 salas de casal. Visitamos algumas para conhecer e todas tem uma ou duas camas de tratamento, uma banheira, um banheiro super equipado com sauna e uma varanda com chuveiro externo, além da atmosfera relax que se espera de um spa.

O menu de tratamentos é extenso e era possível fazer uma massagem e depois ficar relaxando na sala, pedir algo para comer, essas coisas.

Além disso, há um salão de beleza e uma área comum do spa, que pode ser utilizada por qualquer hóspede sem custo adicional (mediante reserva). Lá tem sauna seca, a vapor, jacuzzi com hidromassagem e aqueles chuveiros que jogam jatos de pressão pra tudo quanto é lado.

Reservamos 1 hora dessa sala na parte da tarde e ficamos lá relaxando. Achei uma boa solução para quem gosta de spa mas não quer investir numa massagem, além de ser uma ótima alternativa para dias não tão bonitos. Realmente esse é um dos diferenciais do St Regis.

Atividades

E tem alguma coisa pra fazer no hotel? Tem sim senhor! O St Regis tem uma boathouse (como eles chamam a casa onde você pode pegar os equipamentos para atividades aquáticas) super completa. É possível sair num passeio em um glass bottom boat (aqueles barquinhos com piso de vidro, pra ficar olhando os peixinhos sem ter que se molhar), passeio de barco para fazer snorkel nos corais, pedalinho, standup paddle, caiaque, ski aquático, wind surf e kite surf, todos inclusos na tarifa. Ou seja, pode usar e abusar sem ter que desembolsar nem um tostão.

Aliás, Le Morne é o melhor lugar da ilha (e um dos mais reconhecidos do mundo) para fazer kite surf. Quando estávamos hospedados no St Regis, pudemos ver dezenas de pipas voando pelo mar que mais pareciam estar dançando ballet. Lindo de assistir!

Infelizmente para nós, que não sabemos fazer kite surf, o vento estava bem propício para essa atividade mas forte demais para todas as demais. Por isso, acabamos não aproveitando o que a boathouse do St Regis oferecia (tá vendo o problema de ficar pouco tempo?).

Ainda assim, como pegamos dias quentes e ensolarados, nos esbaldamos de ficar nas piscinas e na praia, sendo mimados o tempo todo.

 

Mordomias

Se tem uma coisa que o St Regis sabe fazer é te tratar como uma rainha. Eu nunca vi tanta mordomia em um só lugar.

Para começar, em cada guarda sol da praia tinha um botãozinho que servia para chamar um funcionário do hotel para te atender na sua espreguiçadeira. Isso mesmo, BO-TÃO-ZINHO! É pra evitar até de se cansar de levantar só o dedinho para chamar o garçom né?

Além disso, durante o dia ficava circulando outro funcionário com suquinhos e espetinhos de fruta na praia e na piscina, sem custo adicional.

E como se a sua experiência de não ter que fazer nada não estivesse completa, havia ainda outro funcionário que ficava circulando pela praia perguntando se você desejava que ele limpasse seus óculos. Estou zero acostumada a ser tão bem tratada então juro que nem entendi o que ele queria dizer com “posso limpar seus óculos?”. Mais VIP que isso, só se eu fosse a rainha da Inglaterra!

Como eu disse ali em cima, o hotel era bem grande e os quartos ficavam bem espalhados. Você acha que você tinha que andar pra chegar no seu quarto? Claro que não! Era só chamar um buggy (como eles chamam aqueles carrinhos de golf) pra te buscar.

O serviço de quarto e o mordomo (sim, tinha mordomo) estavam 24 horas a disposição e ofereciam serviços tão absurdos como “luggage unpacking“: isso mesmo, seu mordomo poderia ir até seu quarto desfazer suas malas e organizar tudo dentro do closet pra você. Inacreditável!

Por fim, cada hóspede tinha direito a passar 2 peças de roupa por dia sem custo adicional. Ninguém precisa andar com a roupa amassada né? Para lavar roupa, entretanto, havia uma taxa extra.

Não tem como não se apaixonar pelo St Regis Mauritius!


Nossa hospedagem no St Regis foi curta mas inesquecível, por muitos motivos: pelo nível de serviço, visual da praia, piscinas, restaurantes, spa e toda a estrutura do hotel que realmente é muito diferenciada.

Como achei 2 noites muito pouco, já sonho com o dia que vou voltar para Mauritius e ficar pelo menos 4 dias no St Regis aproveitando todas as mordomias que eles oferecem. E não são poucas!

Quer ver mais fotos do St Regis? Confira a galeria abaixo.

1 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.03.2017

Ilhas Maurício: Post Índice

Acabamos de voltar da África com uma sensação dominante: por que nunca tínhamos viajado para esse continente tão incrível?

Nossa viagem começou pela África do Sul, o que eu vou contar nos posts mais pra frente, e terminou com uma semaninha de descanso na exótica República de Maurício (mais conhecida somente como Mauritius ou Ilhas Maurício).

A República de Maurício, que na verdade é o conjunto das ilhas Maurício, Rodrigues e de mais 2 arquipélagos, fica ao leste de Madagascar, no meio do oceano Índico. A ilha principal é a que chamamos de Mauritius e é bem maior do que eu imaginava. Seu nome se origina do príncipe holandês Maurício de Nassau pois, mesmo tendo sido descoberta primeiramente pelos portugueses, foram os holandeses os primeiros a colonizá-la.

As sucessões de colonização, o passado como entreposto comercial e sua história bem diversificada geraram um interessante resultado: o país parece uma mistura de Índia, França e Inglaterra. As pessoas têm traços bem semelhantes aos indianos e o hinduísmo é a principal religião. Vêem-se alguns templos hindus bem coloridos nas cidadezinhas. Como foi uma colônia francesa e mais recentemente uma colônia britânica (sua independência aconteceu apenas em 1968), eles dirigem do lado esquerdo e têm o inglês como idioma do parlamento, mas a maioria das pessoas fala mais fluentemente o francês e o idioma local, o Crioulo de Maurício, muito próximo do francês.

Como curiosidade, descobrimos que 50% da ilha é coberta por plantações de cana-de-açúcar, cultura que já foi sua principal atividade econômica. Atualmente, o principal negócio do país é o turismo.


Clima

Para entender Mauritius, temos que entender um pouco de sua geografia. A ilha foi criada através de muitas erupções vulcânicas, motivo pelo qual tem um relevo bem característico com montanhas lindíssimas, além de vulcões adormecidos.

O clima por lá é tropical, com um inverno quente e um verão chuvoso, e como está no hemisfério sul, as estações regulam com as do Brasil. No verão também é a época de ciclones, o que pode amedrontar muita gente. Diferente do que eu pensava, o ciclone não tem nada a ver com os tornados e furacões. De forma totalmente leiga, é basicamente um vento que traz muita chuva e que pode perdurar, na média, por 3 a 5 dias. Sem dúvida esse é um fator que deve ser levado em consideração na escolha de quando ir, até porque Mauritius é um lugar em que as maiores atrações são suas praias.

Nós fomos no meio de março, época que existe risco de ciclones, e demos a maior sorte com o tempo. Pegamos alguns dias parcialmente nublados e bastante vento, mas justamente porque ventava muito, as nuvens andavam muito rápido e logo voltava a fazer sol com céu azul. Pegamos também um pouco de chuva em pancadas que levaram no máximo 7 minutos antes do sol voltar a brilhar. Entretanto, acho importante dizer que cerca de 10 dias antes de chegarmos na ilha tinha passado um ciclone por ali que deixou o tempo super fechado e com muita chuva por cerca de 5 dias. É um risco de ir no verão.

Por outro lado, o verão é quente e o clima fica bem propício para quem gosta de aproveitar os dias de praia. O pessoal local que conhecemos nos falou que no inverno chove menos mas também fica mais fresco, o que pode não agradar a todo quando a idéia é passar o dia na beira do mar.

Outra coisa muito curiosa da ilha é que cada região tem um microclima próprio. Por exemplo, no oeste costuma chover menos, por estar mais protegido dos ventos que vêm do oceano e sopram do lado leste. No centro chove mais, pois as nuvens ficam presas nas montanhas e acabam precipitando, e por aí vai.

Eu achei esse gráfico que mostra melhor o efeito microclimático da ilha.

Fonte: www.info-mauritius.com

Aí beleza, você pensa: vou ficar na parte mais protegida da chuva. Mas quando eu comecei a olhar os hotéis e suas praias, descobri que os lugares mais bonitos e com o mar mais azul ficavam na parte leste e sul da ilha e em Le Morne. Os pontos mais protegidos tinham praias não tão incríveis assim. Claro que existem praias bonitas na ilha toda, mas as que mais me atraíram foram nessas regiões onde o tempo, em tese, não é o melhor nessa época do ano.

Le Morne

Como prefiro dias quentes e mar muito azul, decidimos arriscar ir, em março mesmo, para hotéis em Le Morne, Belle Mare e Trou D’Eau Douce (essa duas últimas no leste) e ver no que ia dar.

Belle Mare

Trou D’Eau Douce

Foi perfeito: demos sorte com o tempo e pegamos dias lindos. E as praias… ah, as praias… eram dignas de cenário de filme, aquele paraíso azul que você espera de uma ilha exótica.

Como chegar

Como eu falei, nós conjugamos a visita a Maurícios com a nossa passagem pela África do Sul. A Air Mauritius e a South African Airways tem vôos diretos diários de Joanesburgo (JNB) a Maurícios (MRU), além de vôos direto de Cape Town (CPT) algumas vezes por semana.

Nós pegamos o vôo em Cape Town e em 5 horas chegamos a Maurícios. Na volta, fomos para Joanesburgo, numa viagem que levou 4 horas.

Têm aparecido várias promoções de passagem para a África do Sul, então, para quem curte passar férias em paraísos praianos, vale muito uma esticadinha.

Se você for avaliar, o tempo e o custo de se chegar a Maurícios são baixos se comparados a outros destinos exóticos de praia (Polinésia Francesa, Maldivas, Seychelles, Fiji, Tailândia e até alguns destinos do Caribe), então eu não deixaria de considerar essa ilha linda nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Ah, sobre a chegada. Uma dica super importante é o seguinte: Mauritius tem um controle rigoroso sobre entrada de bebidas no país. Nós não sabíamos e como estávamos vindo da África do Sul e tínhamos feito a festa nas vinícolas, quase perdemos todas as garrafas de vinho que compramos por lá (só pode entrar no país 2 garrafas por pessoa). Sorte que o funcionário da alfândega maurícia resolveu fazer vista grossa e nos deixou passar.

Como se locomover?

Depende. Nós alugamos um carro mas tenho algumas ressalvas a fazer.

Primeiro, a ilha é MUITO grande. Isso quer dizer que se você quiser ir fazer um passeio em um local distante de onde você estiver hospedado, pode se preparar para gastar de uma a duas horas no deslocamento, o que me parece bastante.

Além disso, se você contratar um passeio, muito provavelmente terá o transporte incluso no preço. Outra coisa importante que já comentei é que lá é mão inglesa e pode deixar algumas pessoas desconfortáveis em dirigir. Para nós isso não foi um problema porque alugamos um carro automático, as estradas são boas e já tínhamos dirigido na África do Sul, que também tem mão inglesa, então estávamos acostumados. O maior problema é que o preço dos aluguéis de carro é bem salgado.

Por fim, os hotéis tem uma super infraestrutura e oferecem muitas atividades, justamente para você não ter que sair dali.

Assim, me pareceu mais interessante, na grande maioria dos casos, não alugar carro. Para nós, que ficamos em 3 hotéis, acabou que compensou, mas também só usamos o carro para mudar de um hotel pro outro. Se tivéssemos ficamos em somente 1 ou 2 hotéis, acredito que fazer os trajetos de táxi teria saído bem mais em conta.

 

O que fazer?

Os hotéis oferecem muitas atividades como passeio para mergulho com snorkel, pedalinho, caiaque, standup paddle (normalmente inclusos na diária), além de ski aquático, wakeboard, vela, kite surf, wind surf (que podem ou não estar inclusos na diária).

É possível fazer mergulho de cilindro, parasail, passeio para ver golfinhos, andar de banana boat (gente, lembram disso?), e muitas outras atividades que são oferecidas com custo adicional e podem ser contratadas por conta própria ou no concierge dos hotéis.

Além disso, a ilha ainda oferece outros passeios não relacionados a praia como trilhas, escalada, caminhada com os leões e mini safari, cachoeiras, sky diving, jardim botânico, entre outras várias coisas.

Nós acabamos optando por aproveitar a infra do hotéis, mas definitivamente Mauritius não é um destino em que você precisa ficar preso nos hotéis e estirado o dia inteiro na praia.

Quantos dias ficar?

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 7 noites e teria ficado mais. Minha recomendação seria de 4 a 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 7 a 8 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba ficando sem tempo para aproveitar com calma.

Onde ficar?

Nós ficamos em três hotéis em regiões diferentes da ilha:

St Regis Mauritius

The Residence Mauritius

Shangrila Mauritius

 

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência em Mauritius muito diferenciada.

Sinceramente, achei que 3 hotéis foi um pouco de exagero e que o ideal seriam 2 (com no mínimo 3 noites em cada um). Acho que assim teríamos aproveitado mais.

Mas vale dizer que achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar regiões diferentes da ilha minimizando o tempo de deslocamento, além de ter acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel.

Acho que a experiência que você vai ter em Maurícios está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso.

Apesar de estar com uma expectativa muito alta, Mauritius foi uma bela surpresa. Nossa viagem se resumiu a hotéis incríveis com serviço impecável, atividades aquáticas à vontade e um mar azul de doer o olho. Precisa de mais alguma coisa?

Vou contar nos próximos posts mais detalhes sobre os hotéis em que nos hospedamos.