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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 02.05.2017

Cape Town, uma cidade fantástica

Cape Town (ou Cidade do Cabo) é a cidade mais famosa da África do Sul e não é à toa. Com um relevo bem característico e banhada de praias, Cape Town é daqueles lugares que te faz querer largar tudo e se mudar para a África do Sul.

A cidade faz parte da província do Cabo Ocidental, na costa da Baía da Mesa (Table Bay), e é protegida dos ventos ocidentais por um paredão de pedra formado pela Montanha da Mesa (Table Mountain), com picos com mais de 1000 metros de altitude.

Aliás, a Table Mountain é parada obrigatória para quem passa por Cape Town, além de ser o pano de fundo de grande parte das fotos tiradas na cidade (ê montanha fotogênica!).

Como contei aqui, os verões na Cidade do Cabo (dezembro a março) são quentes e secos e são sem dúvida a melhor época para visitar a região.

Cape Town me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, excelentes restaurantes, pessoas educadas e uma super organização. É uma vibe bem carioca no meio da África, mas sem muitas das preocupações que temos no Rio de Janeiro (é claro que a cidade também tem seus problemas e violência, mas nada parecido com o que temos passado recentemente na Cidade Maravilhosa).

Os morros Lion’s Head à esquerda e Signal Hill à direita

 

Quantos dias ficar?

Como sempre, a resposta para essa pergunta é: depende. Cape Town tem infinitas opções de programa para todos os gostos e é daquele tipo de lugar que você tem que ir com tempo se quiser aproveitar bem a visita.

Recomendo ficar pelo menos 4 dias só em Cape Town, se você quiser conhecer as principais atrações da cidade sem muita correria. Nós ficamos 5 dias inteiros e teria ficado mais sem sombra de dúvida.

Muita gente usa a cidade como base também para conhecer a região de Cape Winelands, onde ficam as vinícolas, fazendo bate-e-volta de um ou mais dias. Como gostamos muito de enoturismo, preferimos ficar os 5 dias apenas em Cape Town e em seguida nos hospedamos nas vinícolas por mais 4 noites (mas isso é papo pra um próximo post).

V&A Waterfront

 

Onde ficar?

Quando decidimos onde nos hospedar em Cape Town, levamos em consideração alguns fatores como a facilidade de deslocamento, proximidade às atrações e restaurantes e segurança para andar na rua. Com isso, reduzimos a procura a basicamente 2 regiões: Green Point e o V&A Waterfront.

Como estávamos em um grupo de 4 pessoas, acabamos optando pelo Cape Royale Luxury Hotel, um hotel em Green Point que tem apartamentos de 1, 2 e 3 quartos, o que se encaixou perfeito nas nossas necessidades. O Cape Royale tem uma decoração clássica e imponente, com estilo meio Copacabana Palace.

Nós ficamos em um apartamento super espaçoso, com 2 suítes, sala e cozinha completa.

No último andar do hotel, tem uma piscina e um rooftop bar, onde fomos tomar uns drinks em um fim de tarde. O café da manhã era servido no Café Royale, uma cafeteria com ar bem parisiense, que oferece opções de buffet e a la carte, ambos inclusos na tarifa.

Cape Royale

Conhecemos também o One&Only Cape Town, um hotel maravilhoso que fica no V&A Waterfront e que é uma excelente opção para quem está passando pela cidade. Vou contar em mais detalhes no próximo post como foi nossa experiência por lá.

One & Only Cape Town

Um pouco mais afastado dessa região mais central fica o MannaBay, um hotel boutique que também conhecemos, com apenas 8 quartos e uma vista deslumbrante da Table Mountain. Todos os quartos são diferentes entre si, com uma decoração moderna e super bem humorada, assim como as áreas comuns do hotel. É uma ótima opção para quem está buscando sossego com um alto nível de serviço.

MannaBay

Onde comer

Cape Town tem uma oferta gastronômica excelente com padrões internacionais de culinária e preços (muitas vezes) acessíveis. Alguns dos restaurantes que conhecemos foram os seguintes:

 

The Pot Luck Club

Do mesmo chef do The Test Kitchen, um restaurante super premiado e que ficou em 22º lugar no ranking de melhores restaurantes do mundo de 2016, o The Pot Luck Club foi sem dúvida um dos melhores restaurantes em que comemos na África do Sul.

Com um menu de mini pratos feitos para serem compartilhados, o The Pot Luck Club oferece uma experiência de alta gastronomia a valores razoáveis. Tudo que comemos estava divino e até repetimos alguns do pratos que mais gostamos.

Na minha opinião, é um must-go. É necessário fazer reserva pelo site num sistema bem chatinho e dependendo do dia e horário desejado, com pelo menos 1 mês de antecedência,mas vale a pena.

 

Willoughby & Co

É um restaurante bem conhecido de peixes e frutos do mar que fica dentro do Victoria Wharf, no V&A Waterfront. Não é possível fazer reserva, sendo necessário esperar um pouquinho na fila (e sempre tem fila!).

Experimentamos a comida japonesa e estava uma delícia, muito fresca e bem feitinha. Achei as peças bem grandes, diferente do que estamos acostumados a comer no Brasil, mas valeu muito a experiência. É uma ótima opção no V&A.

 

Belthazar

Também fica no V&A Waterfront e é conhecido por ser o restaurante com a maior carta de vinhos em taça do mundo. Realmente, são opções infinitas de uvas e safras, o que pra mim foi uma tortura (já contei que não funciono quando tenho que escolher entre muitas opções).

Acabamos optando por uma garrafa mesmo, recomendada pelo maitre.

O cardápio era variado e comida era gostosa mas nada que seja imperdível. Ainda assim, uma boa opção no V&A.

 

La Mouette

O La Mouette é um restaurante de culinária internacional em Sea Point que oferece apenas menu degustação, de 3 e 6 pratos. O menu muda frequentemente, de acordo com a disponibilidade dos ingredientes em cada estação.

Nós optamos pelo menu maior, de 6 passos, com harmonização de vinhos. Todos os pratos estavam muito gostosos, com sabores muito variados. Achamos a experiência toda muito legal e o preço muito justo: o menu com a harmonização de vinhos custou aproximadamente R$ 200 por pessoa. É necessário reservar.

 

NV-80

Esse restaurante foi uma excelente surpresa. Eu confundi o dia da reserva do La Mouette e acabamos aparecendo lá 1 dia antes do que de fato tínhamos reservado. Como o restaurante estava cheio, eles não puderam nos acomodar mas indicaram o NV-80, que fica num shopping ao lado do La Mouette. Por sorte, tinha uma única mesa para 4 disponível e nós conseguimos sentar para jantar.

O NV-80 é um grill com cardápio variado de carnes e frutos do mar que atualmente figura nos melhores restaurantes da cidade. Tudo que pedimos estava fantástico, de comer rezando. E o melhor, os preços são excelentes!

Recomendo demais incluir no roteiro.

 

Neighbourgoods Market no The Old Biscuit Mill

Além dos restaurantes, nós não poderíamos deixar de conhecer uma feira local de comidas. Escolhemos a Neighbourgoods Market, uma feirinha que ocorre aos sábados no The Old Biscuit Mill, uma fábrica desativada que hoje abriga várias lojas e restaurantes.

São dezenas de barraquinhas espalhadas em um galpão enorme, com opções de comida e bebida de tudo quanto é lugar do mundo, além de shows de dança e música. Também tem uma área dedicada a vestuário em geral e decoração.

Um excelente programa para o sábado de manhã e início da tarde.

Neighbourgoods Market – tem até graminha pra fazer picnic

The Truth Coffee

Como uma boa viciada em café, não poderíamos passar por Cape Town sem experimentar uma cafeteria local.

Existem vários The Truth Coffee pela cidade, mas a unidade do centro é a mais tradicional. A decoração é inspirada em uma fábrica de café bem retrô com influência steampunk e os atendentes ficam vestidos a caráter. Super divertido!

Além dos cafés torrados por eles ali mesmo, existe um menu de café da manhã e almoço com bastante opção. Ali também são dados cursos de barista, como é chamado um especialista em café.

Mais dicas de Cape Town nos próximos posts :)

5 em Gastronomia/ rio de janeiro/ Viagem no dia 03.11.2016

Rio de Janeiro: Pici Trattoria

Há alguns dias eu sai para jantar com uma amiga de Minas Gerais e ela me falou que queria ir na Pici Trattoria, um Italiano em Ipanema que tinha uma pegada que ela gosta (de produtos frescos, naturais e de qualidade). Eu disse que nunca tinha ouvido falar, mas como ela sempre tem boas dicas topei a ideia na hora. Na verdade eu só queria matar a saudade, mas gostei tanto do programa e do restaurante que resolvi que ele valia esse post.

Nossa trattoria é repleta de surpresas e detalhes! Estamos abertos #italiansdoitbetter #Pici

A photo posted by Pici Trattoria (@picitrattoria) on

O restaurante não me convidou, eu não degustei tudo que podia e muito menos pedi todas as entradas do que gostaria, mesmo assim, achei que já valia falar dele. O Rio é carente de restaurantes que te cativam pelo prato, esse me pegou pelo estômago, ainda bem!

Nós fomos jantar lá num sábado a noite. Marcamos de chegar as nove e meia, o que nos fez esperar mais de uma hora pra sentar, mesmo assim, como a saudade da amiga era muita, achei que estava tudo bem. Não fazia diferença, nesse dia não era importante sentar correndo.

A primeira entrada não teve tempo de ser fotografada, era um tipo de queijo com presunto de parma que roubou meu coração e ligou meu sinal de alerta. Em seguida a brusqueta pousou na mesa e eu resolvi fotografar, ali me ocorreu que a experiência poderia render algum post. Tudo superou toda e qualquer expectativa, por isso estou rezando para arrumar uma desculpa para voltar lá.

pici-trattoria-entrada

Minha tão amada Praça Nossa Senhora da Paz ganhou um novo empreendimento que terá muita da minha atenção, o restaurante fica na Barão da Torre, acho eu que no lugar do antigo Informal.

Depois que eu saquei que o restaurante não estava cheio a toa me dediquei muito a escolher bem meu prato principal, depois de trocar figurinha com nosso garçom, eu decidi.

Nossa mesa tinham 6 pessoas, podíamos ter provado 6 pratos diferentes, mas todo mundo escolheu entre 3 opções, a maioria foi de Carbonara, teve a massa da casa Pici e eu e a Bela escolhemos o nhoque. Todos os pratos arrancaram suspiros, ninguém pediu mal. Os elogios e sorrisos eram proporcionais a alegria da mesa.

O nhoque foi tão diferente do habitual, ao mesmo tempo perfeitamente gostoso. A massa dele é feita no restaurante, o molho é pesto de manjericão e vem com uma burrata no meio. Divino, de comer rezando.

pici-trattoria-2

Eu tenho feito o exercício de comer com calma para aproveitar cada garfada, mas não fui totalmente eficiente dessa vez. Me apaixonei pelo prato e nem percebi a velocidade em que comi.

pici-trattoria

Para finalizar eu e a Bela dividimos uma Palha Italiana “destroyed” que também valeu cada caloria. Ela era zero óbvia, mas maravilhosa, desde a textura aos sabores misturados.

Pici, obrigada por ter vindo se juntar a minha restrita lista de restaurantes italianos muito bons do Rio. <3 Espero voltar logo.

Para quem quiser seguir o instagram deles e acompanhar as novidades, é @PiciTrattoria

Vocês já conhecem? Se sim me contem caso recomendem algum prato!

Beijos

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1 em Brasil/ convite/ Gastronomia/ rio de janeiro/ Viagem no dia 27.10.2016

Rio de Janeiro: Shiso, melhor restaurante japonês do momento!

Vocês lembram do post contando minha experiência no Grand Hyatt Rio? Então, quem acompanhou sabe que eu me apaixonei pelo hotel, pelo Tano (restaurante Italiano) e pelo Cantô (brasileiro que rendeu esse post exclusivo aqui). Depois de um hiato de tempo eu voltei no Grand Hyatt para conhecer o Shiso, melhor japonês do Rio, na minha humilde opinião.

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Eu fiz aniversário no fim de setembro e antes de viajar resolvi comemorar essa data, meus 30 anos, no Shiso. Eu e o boy fomos experimentar o menu degustação do Shiso. Logo de cara a decoração e a forma como restaurante é disposto já te mostra que o padrão do restaurante é internacional, me lembrou o Zuma de Londres, um dos meus japoneses preferidos do mundo.

Achei a experiência mais para Hakkasan e Zuma do que para Sushi Leblon e Naga. Obviamente que eu amo todas as facetas da culinária japonesa, então é fácil me agradar quando a cozinha vem cheia de detalhes especiais e matéria prima de qualidade.

Não me arrependi por nenhum segundo de ter resolvido comemorar essa data tão especial pra mim, mesmo que adiantado, no Shiso.

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entrada de polvo <3

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melhor sashimi que já comi no Rio | salmão, atum, vieira e lagostini

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makimono e sushi (com direito a peças trufadas)

shiso

Tipo de carne que vem de boi que recebe massagem, ouve música clássica entre outros luxos.

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sobremesa de chocolate branco, chá verde e frutas vermelhas <3

Foi uma super experiência gastronômica, daquelas que só indo para experimentar e curtir. Acho que foi perfeito pra minha ocasião especial. Como eu amo sashimi e sushi, eu diria que ambos e os makimonos foram meus preferidos, mas a carne estava sensacional, o molho doce deu um toque único. Até o missoshiro estava muito especial, não achava que era possível, afinal é um prato quase sempre igual.

Fiquei com medo do menu ser pouca comida e foi o contrário, me impressionou que eu fiquei muito satisfeita, até mais do que gostaria. rs

Sem dúvida eu vou voltar lá, assim como fiz no Tano. Onde depois do post do dia dos namorados convenci a família inteira a ir lá no almoço de aniversário da minha mãe. <3 Os restaurantes do Grand Hyatt são de altíssimo padrão, são ótimas aquisições para o nosso Rio de Janeiro.

Adorei a experiência, foi sem dúvida alguma o melhor japonês que eu comi no Rio ultimamente, com uma pegada mais sofisticada e chique do menu a decoração. Os apaixonados por alta gastronomia precisam colocar o restaurante na lista.

Para reservar é só mandar email para riogh-restaurantes@hyatt.com ou ligar para (21) 3797-9523. 

Beijos

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