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resenha de livros

0 em Autoestima/ Book do dia/ Comportamento/ Destaque no dia 31.01.2018

Book do dia: Minha vida (não tão) perfeita, de Sophie Kinsella

E não é que ela está de volta? Finalmente!! Lá em 2015 eu contei que eu já estava de bode de Becky Bloom e suas confusões que só aconteciam porque ela parece ser mentirosa compulsiva. Mesmo tendo gostado do livro, eu simplesmente parei de procurar novidades de Sophie – enquanto era absorvida pelo mundo de Jojo Moyes. Até que estava no Rio, passeando pela Livraria da Travessa e me deparei com “Minha vida (não tão) perfeita”, novo livro da Sophie Kinsella.

Pausa: Já contei para vocês como amo a Livraria da Travessa? Eu acho impressionante como eles conseguem botar os livros em destaque de uma forma que me dá vontade de ter todas as novidades, de chick lit a livro de física quântica. Meu sonho é que os sites tivessem uma curadoria e disposição de produtos desse tipo, porque eu sempre fico tonta procurando online.

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Voltando, vou botar aqui a sinopse para a gente voltar a conversar:

“Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… Não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona.”

Qualquer semelhança com todas as discussões envolvendo redes sociais, vidas perfeitas e como o instagram se tornou uma das redes que geram mais insatisfações e ansiedade nas pessoas não é mera coincidência.

Sophie foi certeira no tema, tão atual e tão fácil de se relacionar (ainda mais para seu público alvo). Katie/Cat é uma personagem que todas nós conhecemos. Ok, talvez um pouco mais exagerada do que a maioria, mas com situações que todas nós sabemos que existem por aí. Que atire o primeiro prato de comida lindo de se ver mas nem tão gostoso de comer que todo mundo já postou (ou já viu alguém postando) nas redes sociais.

Sophie volta a trazer o que tem de melhor, que é a capacidade de contar histórias que misturam realidade com toques de absurdos para trazer um momento divertido. Para mim, em Becky Bloom essa característica tão própria da autora já estava saturada, mas deu muito certo em “Minha vida (não tão) perfeita”.

Como quase toda comédia romântica, o final é previsível, mas não tem problema, porque o durante do livro é muito bacana. O fato de Katie/Cat achar que a vida de todo mundo é mais perfeita que a dela com base em seus próprios julgamentos, a forma que ela vai desconstruindo essa ideia e amadurecendo é muito boa e que gera identificação. Duas frases maravilhosas do livro são essas:

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Afinal, quantas vezes a gente também não faz isso ao ver o recorte (geralmente bonito) que as pessoas nos permitem acessar de suas vidas?

A vida não tem que ser 100% perfeita para ser boa e a gente não precisa se esforçar para agradar ninguém. Esse livro traz um certo alívio e também um frescor ao deixar isso bem claro.

Acho que quem acompanha os books do dia vai curtir “Minha vida (não tão) perfeita! E termino aqui com a frase que termina os agradecimentos de Sophie: “Que a vida de vocês sempre combine com seus posts no instagram”. Amém, Sophie. :)

Para comprar: SaraivaAmericanas.

1 em afiliado/ Book do dia/ Comportamento no dia 25.01.2018

Book do dia: Origem, de Dan Brown

Vocês são que nem eu, que também sentiram muita falta dos livros do Dan Brown? Depois de quase 5 anos sem lançar nenhum título novo – o último, Inferno, tem resenha aqui no blog – eu quase não acreditei quando vi Origem, que foi lançado no começo de outubro e marca o retorno de Robert Langdon.

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Eu já falei aqui uma vez, mas vou falar de novo: eu sou louca com a forma que Dan Brown consegue misturar simbologia, conspiração e história da arte em um só livro. Se em 2013 ele revisitou A Divina Comédia, dessa vez vamos com o Professor Langdon para a Espanha. A sinopse é essa aqui:

De onde viemos? Para onde vamos?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo

Quem conhece o estilo de Dan Brown já sabe o que esperar. Narrativa ágil, leitura rápida e capítulos curtos e que te deixam curiosa para o próximo, por isso cuidado para não fazerem que nem eu, que comecei a ler antes de dormir e quando reparei já passava das 2 da manhã e eu ainda estava me prometendo que aquele seria o último capítulo que eu leria (mentira, claro).

Tudo bem que eu sou uma entusiasta dos livros digitais, mas eu tinha esquecido como é uma delícia ler os livros de Dan Brown com o Google do meu lado. O autor cita tantas referências de lugares e obras de arte que a leitura fica muito mais especial e interativa quando você consegue visualizar imediatamente tudo que ele está falando.

Em Origem, Dan Brown flerta com inteligência artificial e o futuro da tecnologia e mistura isso tudo no cenário artístico espanhol, tão rico e tão moderno.

A única coisa que me incomodou foi um detalhe que sempre acontece em todo livro que eu já li dele, mas nem sempre me incomoda: a teimosia de tentar arrumar um romance para Robert Langdon. Eu não vou falar muito para não dar spoilers, mas acho que dessa vez foi uma das mais incômodas, porque não existiu um momento durante o livro que me fizesse achar que existia uma conexão amorosa entre ele e Ambra, a mulher que o acompanha nessa aventura. O livro já é tão rico como suspense e aventura, tão rico em detalhes de lugares e obras de arte, que não vejo sentido nenhum de tentar botar um romance no meio, vocês também têm essa sensação?

Tirando isso, vale a leitura. Certeza que ninguém aqui vai demorar mais de uma semana para terminar. :)

Quem quiser comprar, achei para vender na Saraiva (versão impressa e ebook) e nas Americanas.

2 em afiliado/ Book do dia/ Comportamento no dia 13.12.2017

Book do dia: A lista de Brett, de Lori Nelson Spielman

Tá afim de um livro chick lit, comédia romântica, leve, fofinho, envolvente, um pouco previsível mas de certa forma surpreendente? Eu diria para ir sem medo em “A lista de Brett”. 

Resolvi assinar por um tempo (já desisti) o Kindle Unlimited e esse foi um dos livros que eu peguei porque gostei da capa. Mas a sinopse também despertou meu interesse:

“Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.

Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.”

O calendário embaixo é da Amanda Mol. <3

Geralmente quando eu pego um livro, eu me envolvo na história o suficiente para acompanhá-la. Dificilmente tenho conseguido criar aquela identidade com as personagens que eu tinha antes, tampouco traçar paralelos na minha vida. Só que depois de uma temporada imersa na saga “A Amiga Genial”, eu precisava de algo que fosse bem mais leve. E “A lista de Brett” me pareceu ser a pedida perfeita para isso.

Só que não foi bem assim que a banda tocou.

Por mais que Lori Nelson Spielman tenha usado todos os clichês possíveis para construir a história de Brett Bohlinger, a tal da lista que ela fez quando adolescente ficou me fazendo pensar. Quais eram meus sonhos quando eu era mais nova? Será que eu fui fiel a eles? Será que existem desejos que eu deixei para trás à medida que fui crescendo? Será que as escolhas que imaginamos para a nossa vida adulta quando somos crianças são mais genuinas e com mais potencial de trazer nossa verdadeira felicidade? Será que tem algo que eu gostaria de ter feito que eu posso fazer agora?

Logo depois li uma entrevista da autora e descobri que a história é totalmente inspirada na sua vida. Ela realmente achou uma lista que fez quando era mais nova e fez os mesmos questionamentos que eu me fiz.

Aí caiu a ficha que felizmente consegui muitas das coisas que eu sonhava quando tinha 13 anos. E deixei para trás tantas outras que me davam muito prazer mas que foram sendo engolidas pela rotina – desenhar é uma delas, por exemplo.

Fechei o livro com vontade de me reconectar com a Carla de antigamente e estou tentando fazer isso aos poucos. Tentando lembrar o que me dava brilho nos olhos para ver se faz sentido para a Carla de hoje em dia. E no fim das contas, o que era para ser apenas um livro bobo para distrair, virou um questionamento sobre autoconhecimento.

Quem está querendo uma leitura ambivalente, pode apostar nesse livro!