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resenha de livros

6 em Book do dia no dia 22.11.2016

Book do dia: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, de Ransom Riggs

Fiquei interessada por esse livro quando dei de cara com o cartaz do filme e soube que seria feito pelo Tim Burton. Logo depois uma amiga me sugeriu – e depois me alertou que não era isso tudo. rs Como sempre curti as obras do diretor, nem pensei duas vezes na hora de começar a leitura e dei uma leve ignorada na opinião da minha amiga (desculpa, Sissi).

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A sinopse também instiga:  A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

Como a maior parte das pessoas que começaram a ler sem saber do que se tratava, jurava que seria terror, mas na verdade o tema central da história nada mais é do que um assunto que aterroriza dezenas de adolescentes todos os dias: não se encaixar.

Jacob é assim, não tem muitos amigos no colégio, trabalha na rede de farmácias da família mas odeia o seu trabalho e o fato mais empolgante que acontece em sua vida é ouvir as história do seu avô polonês, que perdeu sua família por causa do nazismo e ao fugir, foi parar no Orfanato da Srta. Peregrine junto com as “crianças peculiares”. E é claro que ninguém acreditava no avô, todo mundo jurava que ele inventava as histórias como forma de escapar dos horrores que sofreu.

Como o livro é ficção e fantasia infanto-juvenil, é claro que Jacob descobriu que era tudo verdade e resolveu ir atrás. Foi com essa base que Ramson Riggs criou sua trilogia, que também conta com “A Cidade dos Etéreos” e “A Biblioteca de Almas”.

Uma característica super interessante desse livro é que o autor ilustra os personagens através de fotos de época (que no final eu descobri que são fotos reais, apesar de algumas obviamente terem sofrido algumas modificações photoshopísticas para mostrarem as peculiaridades). Elas não são super necessárias, mas ajudaram a criar o clima peculiar que a história pedia.

Porém, contudo, entretanto, não acho que vou continuar. Não sei se já to velha demais para literatura Young Adult (meu amor por Harry Potter não mudou, então continuo acreditando que ainda posso gostar de uma coisa ou outra), mas terminei “Orfanato” dando aleluia por ter finalmente acabado.

O mais engraçado é que é uma leitura fácil e rápida, os personagens não são chatos, a ideia é boa e muito relacionável (afinal, que adolescente nunca se viu nesse dilema de se achar peculiar?) mas não consegui me encantar com nada. Ainda por cima o autor tentou criar um romance bem esquisito que não me convenceu – e me fez gostar um pouco menos da história.

Esse é o típico caso de “o problema não é você, sou eu”. Tenho certeza absoluta que muita gente vai curtir a leitura, outras tantas vão se identificar e entrar nesse universo. Acho que eu que to chata demais mesmo.

Alguém leu? O que achou??

Beijos!

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8 em Book do dia no dia 04.10.2016

Book do dia: A garota do trem, de Paula Hawkins

Fiquei interessada nesse livro desde que ele foi lançado no ano passado, mas aí fui lendo outros títulos, fazendo outras coisas e quando vi tinha esquecido dele completamente até me deparar com o poster do filme, que estreará essa semana por aqui. Aí foi impossível ignorar, né?

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Para quem não sabe do que se trata, a história é a seguinte: Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason , Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess, na verdade Megan, está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota No Trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Adorei a forma que a autora encontrou para contar a história: ela alternou a visão das 3 mulheres principais, Rachel, Megan e Anna. O mais legal é que nenhuma delas é óbvia ou previsível, todas têm nuances e segredos que vão sendo desvendados através das páginas e deixando o leitor com a pulga atrás da orelha. Como o livro é contado sempre em primeira pessoa também temos o privilégio de saber o que essas 3 personagens estão pensando, e isso traz um grau de realidade muito bom para quem está lendo, é fácil se conectar com as três.

Paula Hawkins tem um quê de Gillian Flynn, a autora de “Garota Exemplar”, os dois livros inclusive foram bastante comparados. Claro que ambos são thrillers psicológicos com personagens instáveis e relacionamentos abusivos, mas “A garota do trem” tem o seu mérito. Paula soube criar uma história super envolvente e tensa, ótima para quem gosta de mistérios.

Apesar do final ser um pouco previsível o durante é realmente cheio de reviravoltas. Li super rápido e adorei! Quem gosta desse tipo de leitura pode comprar – quem quiser ajudar, pode comprar aqui pelos nossos afiliados!

E quem já leu, curtiu também?

Beijos!

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2 em Book do dia no dia 22.09.2016

Book do dia: Silo, de Hugh Howey

Depois do sucesso de Jogos Vorazes, nada mais natural que editoras e produtoras começarem a apostar pesado em outros livros com o mesmo tema. Foi assim que surgiu Divergente, outro sucesso de vendas e de bilheterias. Jurava que pararia por aí, mas em 2014 foi lançado Silo, o primeiro de uma série de 5 livros, sendo que o terceiro acabou de ser lançado agora no Brasil, mais especificamente no dia 06 de setembro.

Na época que Silo lançou eu fiquei interessada mas acabei esquecendo. Até que há uns 2 meses atrás eu voltei a cruzar com ele nas sugestões do Kindle e resolvi finalmente comprar.

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A sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. 

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.

Mundo hostil pós apocalíptico – checado. População presa a regulamentos estritos, distribuída por tarefas e sob leis de um governo totalitário – checado. Uma heroína que vai comandar uma revolução e provavelmente mudar o mundo – checado. Como deu pra ver, a base não é muito diferente da que foi usada por seus predecessores, a diferença em Silo é que ela não é tão voltada para o público infanto juvenil. A grande maioria dos personagens têm de 25 anos para cima.

Eu tive sentimentos ambíguos durante as 512 páginas. Em um primeiro momento eu achei bem entediante ver a fórmula que eu já conhecia sendo usada para um público alvo mais velho. Depois eu achei que estava dando certo. E aí eu não sabia mais o que achar, mas terminei o livro curtindo bastante. Entenderam o caos? rs

Pensando bem, acho que o maior problema da narrativa é que as vezes ela se perde em explicações sem fim sobre cenas e detalhes que não fazem muita diferença pra trama, tornando a leitura um pouco cansativa em algumas partes. Hugh Howey consegue ser bem prolixo as vezes e nos leva para caminhos que a gente acha que vai levar para algum lugar aparentemente promissor que acaba sendo alarme falso. Algumas cenas acontecem sem nos preparar enquanto várias perguntas permanecem sem respostas, e isso é meio frustrante.

Ao mesmo tempo eu fechei o livro bem curiosa para ler Ordem, a parte 2 da série Silo. Concluindo, acho que essa não tá sendo uma boa resenha, né? rsrs Resumindo, o resultado final é bom mas o durante pode ser meio maçante em algumas partes. Mas vale a pena, principalmente se você está carente de séries como Jogos Vorazes e Divergente. :) Quem quiser comprar, tem aqui! 

Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

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