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3 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 15.09.2017

Quem quer faz, no amor e na vida!

Essa frase pode até parecer apenas mais um clichê quando o assunto é relacionamento afetivo. Na verdade essa máxima funciona no trabalho, na família, nos estudos e na vida afetiva, em todos os âmbitos das relações interpessoais existe gente que vende dificuldade, que coloca empecilhos pelo caminho e que usa de desculpas para não se mexer, para não precisar tomar uma atitude.

Num mundo de possibilidades infinitas de paqueras, no tempo dos aplicativos e relacionamentos relâmpago, lutar por alguma situação ou alguém já não se torna uma escolha tão comum. Estamos tão acostumados a desistir antes mesmo de tentar que a zona de conforto nos consome com medos diversos, seja de se envolver, de não ser correspondido ou mesmo de ver o coração se espatifar. A verdade é que as razões pouco importam, elas não mudam o resultado da equação: pessoas desistem de pessoas, de si mesmas e de planos todos os dias, é preciso coragem pra dar a mão e se jogar com alguém, por alguém.

Infelizmente quanto mais eu viajo e converso com mulheres de todo Brasil, mais ouço quanto os jogos, os medos e o desinteresse tomam conta das relações que elas relatam. Parece que todo mundo aos poucos vai perdendo a fé que encontrará alguém também disposto a se entregar, a sentir e viver o que tiver pra viver. O instinto de autopreservação parece que se transformou num mecanismo de sabotagem, se eu não me entrego não corro riscos, se eu não corro riscos fico seguro. O que pouca gente vê é que nessa lógica a gente fica vivendo em looping relações superficiais, joguinhos de conquista e histórias fracassadas. É nessa hora, com esse tanto de gente com medo de SENTIR, que eu esbarro com uma ou outra pessoa que me faz lembrar que: QUEM QUER, FAZ.

As vezes aquela pessoa que cruzou nosso caminho não quer dar chances para aquela relação, outras vezes a gente mesma não consegue se entregar porque a pessoa ou situação até preenche o check list dos sonhos, mas não faz nosso coração bater – no fim não faz muita diferença. Quem estiver genuinamente aberto a viver aquela história, aquela fase na carreira ou mudança de vida, vai dar um jeito, vai dar conta de fazer acontecer.

Sejamos a pessoa do “quem quer faz”. Não devemos nos contentar com menos do que merecemos, mas como já disse antes, também não podemos esperar por muito entregando pouco. Sejamos a proatividade que queremos ver no mundo, busquemos encontros proativos em todos os âmbitos da nossa vida.

Pessoas seguras dão conta do “quem quer, faz”, pessoas seguras atraem pessoas seguras também e assim encontram aquilo que merecem. É preciso ter coragem pra fazer acontecer, é preciso ter coragem pra enxergar o melhor e o pior de si e se sentir segura assim. É preciso ter coragem pra ser feliz, e amor para botar abaixo barreiras para fazer acontecer.

Do mesmo jeito que vejo muita gente com medo, vejo gente com coragem fazendo acontecer. Sejamos essas pessoas, busquemos essas pessoas. 

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5 em Destaque/ Publieditorial/ Relacionamento no dia 09.08.2017

Se eu pudesse dar um único conselho para minhas amigas solteiras…

Ele seria…Entre no happn!

Há dois anos o happn vem fazendo parte da minha vida. Inicialmente me sentia apreensiva com a ideia de conhecer um cara por meio de um aplicativo de relacionamento, mais especificamente um “catálogo humano”. Apesar disso, encarei esse desafio e em pouco mais de uma semana já estava totalmente adaptada a esse nova configuração de paquera. Foi depois de um “charm” completamente inesperado que o mundo se abriu e pude viver uma das histórias mais sensacionais da minha vida (tem post aqui).

Ao longo das minhas experiências, algumas narradas aqui no blog, descobri gostar mais das paqueras digitais do que das analógicas, por me permitirem ultrapassar a barreira de uma tela e conhecer de verdade a pessoa do outro lado. Foram longas conversas antes de encontros, capazes de revelar afinidades e alinhar expectativas. Assim como nos bares e festas tem de tudo no aplicativo. 

Se eu pudesse recomendar algo para uma amiga solteira seria: entre no happn, se permita viver o autoconhecimento de quem experimenta novas relações. Se abra para um mundo de possibilidades. Você pode se surpreender e viver um história incrível assim como de várias leitoras e amigas que foram influenciadas pelo futi a entrar no app. Eu ouço diariamente sobre encontros bacanas, alguns despretensiosos e outros que chegaram ao altar.

Se tem uma coisa que eu aprendi até aqui é que vibração e energia transcendem a foto, então, se sentir bem e se jogar no happn com o coração aberto pode ser o início de novas páginas divertidas na história da sua vida. Certamente essa ferramenta mudou a minha vida e quem convive comigo pôde ver isso de perto, mas lembre-se que não é o aplicativo que faz bem pra sua autoestima, sua autoestima é que pode fazer bom uso do aplicativo.

Fica aqui uma breve análise de perfis que cruzaram o meu caminho:

Crush Don Juan 

É aquele que te busca em casa, te elogia, sabe que é foda, mas faz você se sentir foda também. Usa todo seu poder de sedução até você ficar abestalhada. Ele consegue te envolver, mexe com todos os seus sentidos, mas na hora de se entregar emocionalmente parte para um novo desafio. Ele só não deleta seu telefone da agenda, nem esquece as tardes memoráveis.
Obs: Vamos combinar? A gente também não esquece.

Crush Apaixonado

É aquele que começa a suspirar com a foto do aplicativo, se encanta com a sua voz ao telefone (sim, esses são do tipo que ligam) e mal consegue conter a ansiedade. Esse crush é capaz de render dois encontros em menos de 24 horas (sim, isso também acontece) e já desenha a possibilidade de um relacionamento mais sério antes mesmo de te conhecer melhor.

Crush Esotérico

Um verdadeiro encontro de almas, segundo ele. Seus signos se encaixam perfeitamente e o cruzamento de suas vidas já é desenhado nas linhas de suas mãos. É do tipo que fala “coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar” (bem no estilo Eduardo e Monica). Só tome cuidado, você pode não ser a única alma gêmea dele.

Crush para casar 

Talvez seja o tipo mais procurado, ele quer um relacionamento sério para ontem. Já tem um croqui da mulher ideal e até mesmo a data do casamento. É do tipo que vai ficar muito feliz em te colocar nos planos dele. Tem um coração aconchegante, pronto pra te abraçar. Resta saber se é o que você busca naquele momento.

Crush que não sabia que era crush 

É um tipo curioso. Aparentemente vocês vibram na mesma frequência. O papo flui, ele se interessa pela sua vida, mas na hora do cara a cara não toma nenhuma atitude. O que seria simples se ele não te chamasse pra sair de novo e não te beijasse novamente. Arriscaria dizer que seria uma questão cultural, se não estivéssemos falando de um brasileiro. No entanto, relaxe! Vocês podem se tornar ótimos amigos, afinal, vale tudo.

Crush sincerão

Esse é meu tipo preferido, é aquele que alinha totalmente as expectativas, diz o que quer, o que não quer, sinaliza quando está disponível, toma iniciativa e é capaz de falar sobre os seus sentimentos de todas as naturezas. Ele é seguro na medida certa, mas quando aparece um texto do blog é capaz checar se é com ele.

Crush Cafajeste

É aquele que te adiciona numa planilha de excel para ter um melhor gerenciamento de encontros. Ser crush é a sua segunda profissão, talvez até mesmo a primeira. Ele não se envolve, deixa isso claro e espera que você também entenda, mas fica chocado se você sumir.

Crush que deixa rolar

Chegamos ao equilíbrio, é aquele que permite que as coisas aconteçam naturalmente. Vai ficando junto sem pensar muito, conhece seus amigos, passa o ano novo com você e marca até viagem de férias. Não tem medo de viver essa história por vários meses e se permite te conhecer melhor. Por esse tem chance de você se apaixonar.

Crush Fantasma

Nesse caso o nome já diz tudo, é aquele que some sem dar qualquer satisfação. Você viu ele por aí?

Esses perfis poderiam ser fictícios (só que não!). Eles se repetem, trazendo dezenas de histórias para o repertório da uma vida de solteira divertida.

 

1 em Relacionamento no dia 03.08.2017

Existe mesmo uma etiqueta na hora de terminar?

Eu já acreditei que sim. Hoje, desprovida de tantos rótulos e buscando sentenciar menos julgamentos, diria facilmente que não. Hoje eu não acho que devemos passar por cima das nossas fraquezas, dificuldades ou desafios para atender a um perfil de término socialmente aplaudido. Acho que devemos honrar nossos sentimentos e instintos.

Nem tudo são flores e nem tudo é tão simples, cada história carrega seu peso e singularidade, muitas vezes desfechos politicamente incorretos são ruins mas são o melhor que conseguimos fazer naquele momento. 

Esse questionamento me fez viajar na minha história, nos meus 30 anos de vida e nas relações afetivas que tive que viver o fim até o presente momento. Fazendo as contas, vejo que até aqui carrego comigo 3 namoros + 2 rolos que precisaram ser terminados. Cinco pessoas que precisaram ter pontos finais discutidos na minha história, fosse essa pontuação um desejo do outro, ou apenas um desejo meu.

Se eu me ativer aos namoros, direi que meu primeiro namorado terminou comigo e eu achei que fosse morrer. Eu tinha 20 anos, era louca por ele e não via toda manipulação emocional que existia no nosso relacionamento. Ele construiu a coisa de tal maneira que no dia que ele terminou comigo eu endossei tudo que ele sempre disse sobre as previsões de que eu nunca encontraria alguém que me amaria como ele, ou coisas piores. Eu parei de comer, eu não conseguia dormir e passei uma noite inteira em claro. Por 6 meses ele me cozinhou e eu fui caindo, até que um dia acabou de vez. Morreu pra mim, eu enxerguei a manipulação e descobri que a vida precisava ser vivida. Embarquei em um avião com destino a um novo ano, uma nova vida e depois dessa viagem o poder que ele um dia exerceu sobre mim tinha sido eliminado por completo.

Foi nessa época que começou o meu processo de entendimento que não há protocolo pro fim, ele acontece na mesa de bar, no café, na praia, no almoço ou na loja de sucos, sempre com choro, sempre com dor, até quando a gente quer. Até quando vem somado à alívio.

No meu namoro seguinte foram 2 “tempos” que ele pediu antes do fim definitivo. Eu nunca ameacei terminar, nunca em 6 anos eu fiz isso. Depois da violência emocional vivida no meu primeiro relacionamento sério, jamais me permiti ser leviana com essas coisas. Mas a primeira vez que a palavra “término” surgiu na minha cabeça, eu não demorei nem um mês para anunciar o fim.

Passei os 5 dias que antecediam essa data pensando em como o fazer, onde e em qual circunstância. Novamente veio aquela sensação de que não há hora e nem lugar pra esse tipo de conversa. Não havia regras pro fim. Peguei um taxi, combinei dele descer e terminei ali, em um cantinho de uma portaria na praia da Barra. Foi tão bizarro que eu nem lembro de muita coisa, eu apaguei aquele dia da memória, mas de novo vi que não havia metodologia certa pra nenhum tipo de fim.

Eu não mordi a língua quando disse que JAMAIS abusaria emocionalmente de alguém no fim. Eu fiz tudo da forma mais dolorosa pra mim e contra meu ego, justamente para não dar uma ponta de esperança leviana e não alimentei NADA que fosse apenas garantir alguém gostando de mim por mais tempo enquanto eu vivia a vida. Eu definitivamente deixei ele ir e fiz todo o esforço pra não prender nem um fio de cabelo. Se eu queria ser livre, queria tal liberdade pra ele também.

Depois disso vivi muitas coisas até que conheci o cara com quem achei que iria realmente ficar. Nossa, com esse eu queria nunca precisar terminar. Ele tinha tantas coisas que eu queria, ele me fazia tão bem, mas o tempo deu nossa sentença e eu precisava de mais afeto do que ele podia me dar. O término se deu primeiro por mensagem, depois pelo celular. Ou seja, nada da forma que eu queria falar ou que nossa breve história mereceria, mas foi assim que aconteceu e tudo bem.

Emendei uma história na outra pra não sofrer com o fim, quis roubar na fila da aprendizagem e pronto, custou caro. Mais uma frustração entrou pra conta e eu mais uma vez tive que colocar o rapaz na parede. Batata, ele simplesmente não estava tão afim, mas quem teve que dar o basta? Eu de novo, mais uma vez por telefone, mais uma vez na circunstância “inapropriada”.

Por fim, namorei de forma furacão. Essa quase todo mundo aqui acompanhou, torceu, vibrou e comentou. Ou seja, não precisei terminar só com ele, precisei terminar publicamente. Ficou a lição: não, eu não vou mais compartilhar meus relacionamentos, apenas as experiências e sabedorias que eu tiro de cada um. Já basta ser uma merda decepcionar meu coração e o da outra pessoa.

Tentei de tudo encontrar na praça pra conversar (com direito a rolo de papel higiênico na bolsa e tudo), mas no fim, não adiantou. Ele sentiu antes e me obrigou a decretar o fim por celular. Mais uma vez não dei o ponto da maneira que eu imaginava “ideal”.

O que eu descobri é que não existe lugar certo. Não existe etiqueta pro fim. 

8 finais depois, para algumas histórias eu quis voltar, mas nunca existiu jeito bom de acabar. Eu sobrevivi 30 anos sem saber ao certo qual é a forma certa de viver isso.

Já achei covardia terminar pelo telefone, até o dia que eu precisei o fazer por falta de opção. Já achei um ultraje não querer sentar pra conversar com a pessoa que quer voltar e ouvir o que ela tinha a dizer presencialmente, até o dia em que eu precisei o fazer pelo bem do meu coração. Já julguei sem medo pessoas que deletam o ex do facebook, até o dia em que eu deletei um cara do meu. Já achei tanta coisa que não acho mais. 

Terminar de forma manipuladora pra massagear o ego é requinte de crueldade. Abusar do momento frágil da outra pessoa é no mínimo maldade. Dar falsas esperanças por medo de ficar sozinho é abuso emocional. Cada um vai ter sua circunstância, mas o importante é BANCAR o seu grande final, sustentar a decisão e não jogar com a outra pessoa.

Para mim o importante não é onde e nem como você vai terminar com alguém, o importante é o respeito que temos que ter por nós e pelo outro nesse momento.