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0 em Autoestima/ Relacionamento no dia 10.12.2018

A vida é muito curta para ficar com pessoas que te desapontam

Estava no café, trabalhando, quando entreouvi essa frase em uma conversa de duas meninas que estavam em uma mesa próxima.

Eu não tenho ideia do motivo dessa constatação ter surgido na conversa. Não sei sobre o que elas estavam falando. Mas tive a sorte de ouvir justamente algo que ficou ressoando nos meus ouvidos até agora, tanto que resolvi escrever sobre isso.

Porque é verdade, sabe. Tem gente que está na nossa vida e que a gente insiste em continuar tentando mesmo sabendo que aquele relacionamento quase sempre é uma via de mão única. E quando precisamos da pessoa, ela quase nunca está ali para a gente.

Sei lá porque insistimos em manter esse tipo de gente na nossa vida. Talvez porque nos raros momentos que a pessoa realmente está ali, seja muito legal. Talvez porque a gente tenha medo de ficar sozinha. Ou por acharmos que não vamos encontrar pessoas mais legais. Ou, no pior dos casos, a gente as vezes nem entende que merece mais.

Mas chega uma hora que a gente descobre que não dá para levar relacionamento nenhum sozinha. Seja com amizade, seja com crush, seja na família, até mesmo casamento. Chega uma hora que cansa, e o peso de levar tudo nas costas sozinha começa a machucar.

Dói admitir que talvez a gente esteja dando muita importância para alguém que nunca retribuiu essa atenção. É difícil aceitar que nos aproximamos de alguém que se aproveita de quem faz tudo pelos outros – e nunca faz o mesmo. É complicado abrir mão de comportamentos cuja dinâmica a gente já se acostumou, por mais mal que ela tenha feito.

Mas como disse uma das meninas do café: “A vida é muito curta para ficar com pessoas que só nos desapontam”.

pessoas-que-desapontam

Se um relacionamento está pesando demais, talvez seja hora de revê-lo. Talvez seja hora de afastar, de botar as coisas em perspectiva e questionar se ele sempre foi assim.

As vezes a gente descobre que é só um momento difícil, as vezes descobrimos que nós também nunca pedimos para que a outra pessoa nos ajude. Mas também podemos reparar que estamos em um relacionamento tóxico. E se essa conclusão chegar, não tenha medo de se afastar.

Você vai conseguir companhias melhores. Você merece mais do que apenas se doar para quem é egoísta demais para retribuir. Você não precisa de pessoas assim na sua vida.

Não minto para você. Vai doer, você vai sentir falta, mas em algum momento, você vai ver que as costas pararam de doer. Que o peso que você carregava saiu. E vai descobrir que vai ter gente que vai querer dividir a caminhada contigo. Mesmo que existam desequilíbrios em algumas partes da jornada, mesmo que uns dias pese mais para um lado do que para o outro.

Existe também a possibilidade de conversar. Se você acha que vale a pena, vai atrás. As vezes pode ser que dê certo. E que as coisas mudem. E fique mais fácil.

Se não mudar, você já sabe. Leve como um lema. Pelo menos você tentou. E tenho certeza que tudo vai ficar mais leve. <3

1 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 03.12.2018

Iniciativa, quando foi a última vez que você tomou uma em um relacionamento?

A gente fala bastante sobre relacionamentos aqui no Futi. Já falamos sobre como é necessário o amor próprio antes do amor dividido. Falamos sobre questões de relacionamentos que já existem. E também já teve post falando sobre quando ele acaba. Mas muitas vezes esquecemos de uma parte do processo que pode ser divertida: a paquera.

Culturalmente somos colocadas na posição de quem espera ser procurada, cortejada, ou paquerada. A sociedade nos ensinou a ficar em compasso de espera, ainda mais quando estamos falando em relacionamentos hetero. Esperamos que o cara nos aborde, nos convide pra sair, tome a iniciativa de tudo, ligue no dia seguinte. Até mesmo quem se considera feminista em algum momento já fez isso (ou ainda faz). Entendo quem ache que esse seja um movimento inteligente, pois quando o outro lado procura, claramente é porque está interessado. Como se fosse um jogo, como se alguém saísse por cima (já falamos disso por aqui também). Mas não é disso que quero falar. Quero mesmo é fazer umas perguntas para gerar um certo desconforto.

ilustra: Agathe Sorlet

ilustra: Agathe Sorlet

Quando foi a última vez que você tomou a iniciativa pela primeira vez?

Digo no sentido de fazer o primeiro movimento mesmo, de ir atrás de quem te interessou. Você já chegou a fazer isso alguma vez? E o que você sentiu com esse ato?

Caso a resposta tenha sido não, pergunto mais. O que te impede de se aproximar de alguém que te interessa? É o medo da rejeição? É a vergonha de ouvir não? É se sentir ridícula se o outro não quiser? Quero propor uma ideia, e vamos ser realistas. O não faz parte da vida de todo mundo e não deveria ser um motivo de vergonha. Muito menos algo que te trave ir atrás do que você almeja. E isso vale pra tudo na vida, porque não valeria para os relacionamentos?

Eu, particularmente, acho que todo mundo deveria se expor a esse tipo de risco alguma vez na vida. Ou todas, se achar que vale à pena. Acho que se aproximar, puxar assunto, se mostrar interessada e se arriscar pode ser um ótimo exercício para nossa autoconfiança.

Mas não digo apenas puxar um papo. Digo de fato fazer um convite, dizer o que sente, ser clara quanto às suas intenções.

Vai ter quem se assuste? Claro que sim! Mas ao invés de achar que é uma vergonha, ou sentir-se rejeitada, eu encaro como uma seleção rápida do que vale à pena investir ou não. Quem quer lidar com gente que não se garante ao ouvir um convite pra sair? Ou que se intimida? Portanto, tomar a iniciativa já deixa logo bem claro quem é seguro de si e quem não é. E isso inclui vocês mesmas. Tentem, me contem, eu acho que super vale à pena ter essa experiência. É um sensação muito boa!

0 em Relacionamento no dia 07.11.2018

Uma história de amor não precisa ser triste para ser bonita

Recentemente fui ao cinema assistir “Nasce Uma Estrela”. Desde que comecei a ler os primeiros elogios, fiquei curiosa até o momento que eu pisei na sala. Achei o filme lindo. Estou impressionada tanto com Bradley Cooper quanto com Lady Gaga. E sim, a trilha sonora não sai da minha cabeça – e da minha playlist. Mas na verdade fiquei pensando mesmo foi na história, que apesar de ser ótima para o cinema, não deve ser algo nada legal de se viver pessoalmente. Calma, não vou dar spoiler.

Quero ir além da crítica do cinema e da história em particular, mas usar o exemplo da história do filme pra conversar sobre relacionamentos. Temos uma ideia de que toda história de amor é mais bonita quando é sofrida, ou triste. Olha ao seu redor. Pense em filmes clássicos de romances e me diz se isso não te passa a ideia de que o amor, para ser grande, precisa ser muito sofrido? Ou na ideia que o amor de uma mulher é capaz de mudar um homem? Então.

"Você pode ferrar a sua vida, mas você não vai ferrar a minha

“Você pode ferrar a sua vida, mas você não vai ferrar a minha”

Eu acredito, sim, que o amor pode crescer nas dificuldades. Mas acredito que as chances dele acabar são proporcionais. Eu sei que a vida não é só um mar de rosas. Mas eu acho que um amor não é maior ou menor pelo tamanho do sofrimento de quem o vive. O único problema é que esse pensamento ainda é bem perpetuado, e muita gente se sujeita a situações que não precisam estar, acreditando que vivem um amor bonito só porque ele é sofrido.

Amor é pra ser bom, é pra ser um alento no meio das dificuldades da vida.

A pessoa que você ama precisa, sim, te amar de volta. E não de uma forma que te faça sofrer ou que te faça abrir mão do que é importante para você. Que não te afaste de quem você goste, que não te mude. O relacionamento pode até tirar algumas lágrimas, pode até ter momentos em que um lado tem que ser mais forte para equilibrar o outro, mas isso não pode ser uma constante. Não em um relacionamento saudável.

>>>>>> Veja também: Em um relacionamento, eu quero ser uma laranja inteira <<<<<<

Não permita que alguém te faça acreditar que o seu sofrimento faz o seu amor ser maior. Não deixem que alguém te faça acreditar que seu amor só tem valor se vier carregado de sofrimento. Essas histórias tristes não precisam fazer parte da sua vida. Amor bom é simples, é descomplicado. Que passa por dificuldades, pode ter momentos muito difíceis e até tristes, mas não é feito disso. O amor cresce na tristeza quando os dois têm um ao outro para vestirem juntos a camisa diante dos momentos ruins. Se um lado está levando nas costas todos os problemas sempre, se apenas um lado está sofrendo, dica: esse amor não é engrandecedor. E dica: muitas vezes esse tipo de amor não vai te trazer nada além de sofrimento. É melhor deixar isso para os filmes mesmo.