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0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 16.10.2018

Por quê você ainda é a mesma pessoa que conheci?

crônica inspirada nessa ilustração da @bymariandrew. Tradução: Por quê você não é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar? Por quê você ainda é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar??

crônica inspirada nessa ilustração da @bymariandrew.
Tradução: – Por quê você não é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar?
– Por quê você ainda é a mesma pessoa que você era quando começamos a namorar??

8 anos juntos. Quando começamos nosso relacionamento, eu era praticamente uma adolescente. Eu sei que 20 anos não é mais adolescente, mas hoje eu olho para trás e acho que era. Tinha acabado de conseguir ser promovida no meu estágio, finalmente estava ganhando meu primeiro salário, achava que era dona do mundo. Ao mesmo tempo, eu era imatura, sonhadora, era aquele tipo de pessoa que precisava agradar tudo e todos e me deixava sempre por último.

“Por quê você não é mais a mesma pessoa que conheci? Cadê aquela mulher que eu me apaixonei?” – Você me perguntou na nossa última conversa. E foi aí que a ficha caiu.

É verdade. Eu não sou mesmo a pessoa de 8 anos atrás mesmo. Em 8 anos muita coisa pode acontecer, e aconteceu comigo. Eu amadureci, eu cresci, eu corri atrás dos meus sonhos, eu mudei de emprego, eu saí da casa dos meus pais, eu conheci lugares do mundo, eu expandi meus horizontes. Você sabe disso porque nesse tempo todo você estava do meu lado.

O problema é que, no nosso relacionamento, você não acompanhou. Enquanto meus sonhos iam ficando cada vez maiores e mais ousados, os seus permaneceram os mesmos. Enquanto eu fui percebendo um mundo cheio de possibilidades ao meu redor, você preferiu continuar com o que você tinha. Enquanto eu fui conhecendo pessoas novas e aumentando meu círculo de amizades, você quis continuar com a sua turma de amigos que te acompanha desde o colégio. Enquanto eu fui aumentando minha inquietação, você preferiu se manter seguro na sua zona de conforto. Nada disso que eu apontei aqui é uma crítica. Não me acho melhor que você por ter mudado ao longo desses anos, mas talvez essa seja a hora de eu devolver a pergunta que você me fez: “Por quê você ainda é a pessoa que eu conheci?”

Sei que o preço que eu tenho que pagar pelas minhas mudanças não é pequeno. Amadurecer dói, aprender a se botar em primeiro lugar e correr o risco de desagradar algumas pessoas, machuca. Arriscar-se frequentemente traz alguns arranhões e nem sempre é fácil lidar com as consequências inesperadas que acontecem depois de fazermos certas escolhas na vida. Como essa.

>>>>> Veja também: Você quer um relacionamento saudável com o outro? Pense em você primeiro <<<<<

A decisão de terminar nosso relacionamento aconteceu justamente depois de eu entender que eu não posso cobrar que você me acompanhe. Da mesma forma que não quero ser cobrada da minha mudança, não posso cobrar que você mude, que você seja outra pessoa. Se isso não parte genuinamente de você, não cabe a mim tentar te transformar. Eu estaria sendo injusta contigo, e muito egoísta.

Me dói pensar nisso, não tá sendo fácil tomar essa decisão. Sei que você é uma pessoa bacana, sei que você me fez feliz por muito tempo, sei que você ainda vai fazer alguém muito feliz e me machuca pensar que eu não serei essa pessoa. Por isso mesmo, com dor no coração eu pergunto: “por quê você ainda é o mesmo de quando eu te conheci?”.

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento no dia 27.09.2018

Autoestima e casamento, ou “nós precisamos ser inteiras quando nos dividimos”

A gente fala muito sobre autoestima nos relacionamentos, sobre se amar antes de amar outra pessoa, mas ainda não levantamos a bola da autoestima dentro de um casamento! Uma circunstância como qualquer outra, em que ela é tão importante quanto em outros relacionamentos. O ser humano acostuma, e isso inclui o fato da gente acostumar a ter alguém ali que sabemos que nos admira de alguma forma e vê valor na gente – afinal, a outra pessoa “nos escolheu” (e nós à ela).

Por mais gostosos que possam ser os pontos positivos de ter alguém que você ama consigo, o costume pode levar à acomodação e isso pode não ajudar muito. Como nos manter com um olhar interessante sobre nós mesmas em meio a rotina? Pra começar, é preciso deixar muito claro que esse post não é sobre estratégias pra fazer seu parceiro ou parceira te notar. É como continuar vendo valor em si mesma e se aceitar como você é, independente da opinião do outro.

Quando começamos a pensar que tudo o que fazemos é, antes de mais nada, pra nós mesmos, estamos falando de uma reação de dentro pra fora. Que faz com que a gente se sinta bem com quem nós somos. Por isso é importante achar, em meio a todas as nossas tarefas da vida, momentos onde você se conecta com você mesma. Pode ser uma atividade física, uma atividade que você curta fazer ou até mesmo fazer algo sozinha, como ir ao cinema, ter um dia na semana para estar com as amigas e se divertir…algo que te lembre da sua identidade além do casal, além do básico de todo dia. Isso te lembra quem você é, onde está indo em direção aos seus objetivos (ou onde gostaria de ir) e te mantém nos trilhos do rumo da sua própria vida, mesmo que agora, ela esteja dividida com outra pessoa.

UfDV

Também acho que é importante, sim, que você cuide de si. Que busque aceitar seu corpo como ele é, ou lidar com ele da forma mais pacífica que você conseguir. Que use as roupas que gosta, que faça com seu cabelo o que bem entender, desde que, no fim, você se sinta bem consigo mesma. Não em busca da aprovação do outro, mas de si mesma, de externar a sua identidade. Talvez seja esse um dos maiores problemas que vemos por aí, quando reclamamos que nosso parceiro ou parceira não nos elogia, não repara, não nos nota…quando quem tem que fazer tudo isso somos nós mesmas, nos dar também a atenção que queremos do outro! Autoconfiança é fundamental e isso que faz com que os outros nos percebam como realmente queremos. Inclusive – e especialmente – quem escolhemos dividir a vida.

Só pra não dizer que o olhar do nosso parceiro ou parceira não conta nessa equação, você pode, sim, usar isso a eu favor: lembre-se, todos os dias, de coisas que a outra pessoa gosta em você, partes do corpo que elogia, qualidades que ressalta, e lembre-se de valores que você tem em dias mais difíceis. 

Toda ferramenta que te faz se sentir bem consigo mesma, forte, empoderado e dona de si é importante para sua autoestima em geral e especialmente em uma relação. Para haver amor, precisa, antes de tudo, ter admiração e isso é MUITO além da aparência física, apesar de passar por ela. Para que essa admiração se mantenha, é importante que a gente lembre a todo instante quem somos e o que queremos, porque isso nos fortalece e essa confiança pode, enfim, aparecer. E gente autoconfiante muda tudo.

O amor pelo outro é maravilhoso, mas o melhor de todos é o amor próprio, não deixe a rotina de uma relação longa te desconectar de você. ;)

0 em Autoconhecimento/ Relacionamento no dia 26.09.2018

Você quer um relacionamento saudável com o outro? Pense em você primeiro

A todo tempo vemos alguém – ou somos essa pessoa – que em um certo ponto da vida, deseja um relacionamento. Mesmo que você tenha os melhores amigos, uma família maravilhosa, um trabalho que você adore e seus hobbies e interesses, parece que ainda falta aquela coisa, a cereja do bolo. Sinto que fomos criadas para nos sentir assim, assistimos centenas de filmes sobre isso, no entanto precisamos pensar se nos sentimos assim ou se fomos educadas a nos sentir assim.

Talvez o que você precise não seja um relacionamento com outra pessoa, mas sim um relacionamento mais positivo com você mesma. Talvez o acolhimento que você espera do outro precise vir primeiro de você. Por mais que a gente se sinta confiante ou que as pessoas digam isso pra gente, muitas vezes temos aquela vozinha lá no fundo que acaba colocando a gente pra baixo, dizendo que não somos o bastante, precisamos aprender a lidar primeiro com essa voz, com esse relacionamento com a gente. Não queremos alguém que nos diminua não é mesmo? Então por que nos diminuímos?

Como encontrar um amor se nós não conseguirmos nos amar verdadeiramente e nos sentirmos em paz com nós mesmos? Eu já oscilei entre momentos bons e ruins com essa minha voz interior e às vezes ainda preciso brigar contra ela. Tem horas em que ela é nossa maior incentivadora, nos ajuda a tomar decisões e nos motiva, mas também tem horas em que ela aparece logo pela manhã, especialmente quando saímos do banho e estamos nos vestindo, nos olhando no espelho e nos criticando. A gente sabe quando vai acontecer. Seja por um tropeço leve no trabalho ou nos punindo por termos comido algo que não era considerado o ideal, a voz sempre vem para nos condenar.

Tenho uma coisa para te dizer se você se identificou com isso: você não está sozinha!!! É tão comum e totalmente normal, mas esse ciclo vicioso nos impede de viver uma vida de liberdade e felicidade. Quando nos desmerecemos ou nos criticamos duramente, incluímos um nível de stress na nossa mente que é totalmente desnecessário e isso nos impede de alcançarmos nosso verdadeiro potencial.

Dizemos a nós mesmas que não somos dignas de um namorado, então nunca encontramos alguém. Mas antes do outro, precisamos de nós mesmas!

Acreditamos que não somos boas o suficiente para começar um negócio, por isso não tentamos. E quando agimos assim, acabamos baixando o nível de nos energias que temos não apenas com nós mesmos, mas para oferecer ao outro.

Tem uma frase que diz “sua energia te apresenta antes mesmo de você falar”. Quando você entra em uma sala, sua energia é magnética – positiva ou negativamente. Você vibra a frequência que você se conecta, você emana aquilo que você sente no seu coração. Portanto, tente manter sues pensamentos e sentimentos sempre no lado bom das coisas e pessoas, na frequência do rádio em que você quer sintonizar, para que essa energia te leve aonde você quer chegar!

Acabar com todos os pensamentos ou sentimentos negativos não é algo que me pareça possível, nós somos humanos, eles são intrínsecos. E tudo bem. Desde que você perceba quando está prestes a ter um desses pensamentos negativos a respeito de você mesma, trate repensar o seu ponto de vista, reflita e elabore se são esses os sentimentos que você quer ter sobre você.

Julgamento, comparação e rótulos prejudicam nossa confiança interior. Não quer ter essa voz interior nos boicotando? Bom, dois passos importantes nós falamos sempre por aqui: evite o julgamento exagerado (seu e do outro) e fique longe da comparação com outra pessoa. É um ciclo vicioso. Quanto mais eu me julgar, maior a probabilidade de julgar os outros e vice-versa. Tenho medo exagerado do julgamento quando não quero ser julgado da mesma forma que julgo.  Quanto mais eu me julgo e os outros, mais eu me comparo com medo de não ser suficiente, logo julgado. E quanto mais eu me comparo aos outros, mais eu julgo e coloco rótulos como “bom” e “ruim” nas coisas, pondo juízo de valor onde não precisa.

Sair desse ciclo não é fácil, mas, por meio do reconhecimento dos comportamentos, você pode trabalhar para reduzi-lo e eliminá-lo. Quando me vejo fazendo isso, eu me retiro da situação (geralmente são redes sociais). Justamente por isso eu já falei aqui sobre a importância de entender porque seguimos quem seguimos, para não cair nessas armadilhas!

>>>>> Veja também: por quê você segue quem você segue? <<<<<

Uma outra forma de ter pensamentos carinhosos a nosso respeito é nos tratarmos como trataríamos a uma amiga muito querida. Nós jamais diríamos que ela está feia ou que não é capaz. Então, por que está tudo bem falar consigo mesmo assim?

Antes de querer o nosso par perfeito, tampa da panela ou cara metade, precisamos ser nosso melhor relacionamento, aprendendo a nos olhar com amor e acolhimento vai ser mais fácil entrar num relacionamento, se essa for sua vontade, claro!