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reflexões

1 em Beleza/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 30.10.2017

Sustentabilidade, ética, projetos sociais e muito do que faz um mundo melhor.

Eu estou há algumas horas buscando inspiração para escrever sobre a visita à fábrica da Bio Extratus. Nada que passou pela minha cabeça parecia bom o bastante, nada parecia fazer justiça ao que eu vi e vivi nos dois dias em que estive na fábrica em Minas.

Estaria mentindo se dissesse que foi chocante ou surpreendente. O motivo? Todo mundo que conhecia a fábrica me dizia que eu iria morrer de amores, que o verde era incrível, que os peixes na água de reuso eram impressionantes, que a forma da família gerir era algo que praticamente não existe em indústria hoje em dia e que a vibração do lugar tinha algo que transcende a explicação. É inegável que eu fui com a expectativa muito alta.

Nesses 3 anos e alguns meses sempre conversamos com as mulheres do marketing sobre produto, sobre a qualidade e entrega dos mesmos, mas foi numa viagem há pouco mais de um ano que eu fiquei sabendo da energia solar da fábrica, do tratamento de água, dos prêmios e selos relacionados à sustentabilidade. Algumas vezes no escritório de Belo Horizonte e pronto, todos os funcionários só falavam no casal, nos donos e no quanto eles ligam para a relação interpessoal, para a energia colocada nas coisas e para a verdade do trabalho.

Só pela maneira de aprovação dos posts e briefings 100% livres eu já sabia que eu e Carla somos 100% privilegiadas de trabalhar há tantos anos com a Bio Extratus, mas foi na visita à fábrica que eu enxerguei o tamanho do meu orgulho de sermos embaixadoras dessa marca, que compartilha tantos valores nossos e do #paposobreautoestima.

E se você está pensando: Joana, isso é um publi, você tem que falar isso… Já começo dizendo que não, não é bem assim. Nunca vendemos elogio, vendemos o espaço publicitário da resenha ou da informação de lançamento. O que eu precisava contar é que fomos a fábrica para a gravação da final do #bioextratusreality, quadro do programa QUE BELEZA da RECORD NEWS. Foi um barato estar com todo mundo do programa mais uma vez, mas não é sobre isso que eu vou falar agora.

Se eu vi a Bio Extratus entrar na vida das nossas leitoras e amigas por causa da qualidade do produto, hoje vou dizer pra vocês que estamos comprando mais do que isso e mais do que um produto que envolve princípios ativos da natureza. Estamos comprando uma causa, quase uma maneira de provar que dá para empreender de uma forma tão linda que mais parece utópica, mas que eu vi com esses olhos aqui.

Já tinha um tempo que eu sabia que a marca investiu para que a energia de todo o terreno da fábrica fosse proveniente de placas fotovoltaicas , que usam a luz do sol para produzir energia. É energia limpa, é lindo, é da natureza, mas é caro. Nesse caso a previsão é que demore de 7 a 10 anos para haver realmente uma economia financeira na conta, mas pra eles é mais do que isso. É sobre estar DESDE JÁ beneficiando o meio ambiente. Quando eu questionei o Seu Lindouro, o responsável pelo Projeto Sol Nascente, e um dos diretores da Bio Extratus, sobre os anos que demoram para ter algum retorno financeiro, ele me respondeu que a melhor recompensa já acontece hoje, e ainda me deu o número preciso do dano que a fábrica deixaria de gerar ao meio ambiente. Eu confesso que esqueci esse dado, mas sua resposta simples e sincera me marcou.

Eu quero contar a história inspiradora e motivacional desse casal e seus filhos pra vocês, mas hoje eu vou trazer o olhar da sustentabilidade. A empresa se preocupa genuinamente com a natureza, com os funcionários e com o produto final. Eles nasceram para empreender com responsabilidade. Fui só mais uma das que sentiu uma lágrima cair durante a palestra da dona Vera, esposa de seu Lindouro, e uma das diretoras da empresa, antes de passear em todos os espaços da fábrica.

A história de como eles começaram é linda e inspiradora e até poderia render um post, ou um livro (fica a dica), mas vou me ater a falar do quanto vejo de valor nas motivações genuínas que eles têm na forma de tratar os funcionários, a natureza e os moradores da cidade de Alvinópolis.

Vocês já ouviram falar em distribuidores que pegam seu próprio dinheiro para doar um ônibus para o projeto social da marca? Isso tem lá. E funcionários de fábrica que juntaram um pouquinho de cada um e contrataram um show de teatro para o chefe? Também tem lá. Eu NUNCA nessa vida de blogueira e de CLT vi TANTO AMOR numa fábrica (eu trabalhei em duas e já visitei algumas).

Nessa visita muitas coisas me impressionaram: a palestra, a visita em si em cada parte da fábrica, a quantidade de produtos e a Fundação Bio Extratus, onde o trabalho social que eles fazem na comunidade com atividades de música, arte e dança me fez soltar lágrimas nos olhos. Acho que poucas vezes na vida senti tanto orgulho de fazer parte de algo. Nós duas fomos as primeiras blogueiras fixas contratadas pela marca, nós duas estamos aqui até hoje. Assim como os primeiros funcionários, que trabalham na Bio Extratus há 25 anos. Eles são assim, não tem muita explicação.

O casal, os filhos e o sonho são todos de uma simplicidade, competência e esforços únicos. Nesses quase 8 anos de blog trabalhei com grandes marcas, boa parte dos segmentos de mercado investiram no futi e eu nunca tinha visto nada assim. Lutando contra os preconceitos e tendo embaixadoras digitais cheias de propósitos maiores do que ter likes na foto, a empresa mostra que seus valores não são deslumbrados. É tudo verdade.

O tratamento de água em si é muito bacana, e ela é usada da descarga ao lago com centenas de peixes. que nadam nas águas tratadas. Para vocês entenderem um pouco do clima que eu senti, um desses peixes se chama Chico e é peixe de estimação da fábrica que vem para comer e receber carinho das mãos do Sr. Lindouro. Ver aquela cena me fez acreditar que existe um encanto, uma benção do divino por ali.

Enquanto eu andava dentro da fábrica atual (a nova ainda vai ficar pronta) me perguntei várias vezes sobre as placas que falam da responsabilidade pelos atos e outras mensagens positivas e humanas. Depois me arrepiei ao ouvir a história que dona Vera pede para que todos façam os produtos com a melhor energia e o maior amor, afinal, o produto vai na cabeça das pessoas. Eu, que acredito muito na circulação de energia do corpo, entendi mais uma vez que o mesmo amor que a gente sente vindo do marketing existe na hora de fazer os produtos e existe na hora que a empresa permanece na família com seus valores.

Para algumas pessoas, investir em tudo isso é jogada de marketing, ou mesmo um discurso para venda, no caso deles é o contrário. Eles foram fazendo as coisas e depois buscando os selos como consequência. Tem a ver com a forma como eles levam a vida, na pessoa jurídica e física. Nós trabalhamos com a marca há anos e vocês nunca leram sobre isso porque não era um argumento vazio, que lia em um release e transcrevia, era algo que precisávamos ver para falar aqui.

Se antes achávamos que a empresa era incrível pela comunicação mais verdadeira e transparente que já vimos ou pelo produto DE QUALIDADE, sempre elogiado por vocês (que nos mandam muitos feedbacks positivos), hoje entendemos que é muito mais do que isso. O investimento do marketing sempre foi focado na performance dos seus produtos, então a última coisa que podemos dizer é que o discurso é vazio ou para vender. Ainda que o mundo precise de mais fábricas assim, independente da motivação.

Eu voltei com muito orgulho de tudo. Nunca fez tanto sentido a forma que eles abraçaram todos os nossos projetos, nunca foi tão lindo ver de perto desde o cuidado com a natureza ao trabalho social, nunca foi tão emocionante estar de braços dados com uma empresa. Eu não sei quantos anos mais vamos ficar juntos, mas com toda certeza nós duas nos orgulhamos muito desses 3 anos de histórias juntos, construídos na internet e solidificados com essa visita, mas sempre com muita verdade e respeito à vocês, a nós e a eles.

Obrigada Bio Extratus por me ajudar a restaurar a fé no mundo, por acreditar no que temos para dizer, na nossa credibilidade e no que nem sabemos fazer ainda, mas vocês já apostam. Obrigada por serem essa família-firma na nossa vida.

Beijos

Se você gostou, pega esses links para você ler:

Link: Responsabilidade ambiental
Link: Responsabilidade social
Link: Fundação Bio Extratus
Link: História da marca

4 em Destaque/ Relacionamento no dia 23.10.2017

Flerte em tempos de redes sociais

“Sabe o Augusto? Ontem ele apareceu, curtiu uma foto minha na praia. Ele tá namorando, como assim fica curtindo foto minha?”

Foi com essa frase que eu me peguei de ouvido na conversa entre 4 mulheres que não pareciam ter muito mais de 20 anos enquanto desfrutava meu açaí em uma mesa do Bibi Sucos. Eu sei, é um péssimo hábito, também detesto. Mas aconteceu e quando eu me vi, estava absorta nas estratégias e supostas intenções atrás de likes e views nas redes sociais.

No caso, Augusto – fiquei sabendo um pouco depois – era um crush não concretizado. Logo depois, outra menina começou a falar da Larissa, aparentemente uma pessoa que ela não gostava, que não deixava de ver um stories. E ela adorava ser vista pelo desafeto velado, pude perceber. No fim, ainda consegui ouvir parte de uma aula que a terceira garota dava sobre estratégias para fazer o boy (que não consegui entender o nome) que ela tava afim começar a seguí-las nas redes sociais. Era um truque engenhoso que consistia seguir amigos em comum, tentar aparecer em fotos dessas pessoas e ser marcada para que o carinha visse o nome do seu instagram. Pena que meu açaí acabou e eu achei que ficaria muito evidente se eu continuasse ouvindo a conversa alheia sem mais nada pra fazer.

Saí de lá me sentindo uma dinossaura das redes sociais. Tirando a segunda história, de gostar de ser notada por alguém que você já não fala mais, eu não consegui me identificar com nenhuma outra. Quando comecei a namorar só existia ICQ, era o tempo do “oi quer tc” e o truque da vez era ficar online e offline do chat, para que o barulho de portinha que o ICQ fazia quando alguém entrava chamasse atenção o suficiente do crush a ponto de fazê-lo vir falar com a gente. Hoje quando eu curto uma foto de alguém, homem ou mulher, é porque eu realmente curti a foto.

Pensei no tal do Augusto. E se ele só curtiu a foto porque achou bonita? E se ele só estava sumido porque os algoritmos do Insta fizeram ela sumir pra ele? E se ele tá super feliz com a namorada, não pode mais curtir fotos de mulheres? A menina já foi criando possíveis intenções na cabeça dela sem ter noção se alguma é verdadeira. Ela, inclusive, quis inventar uma possível infidelidade só pelo fato dele ter curtido sua foto. Isso não é doido?

Só não achei mais doido que as estratégias. Acho que nem em Game of Thrones o povo é tão estrategista. Segue gente para ficar com um grau de separação entre ela e o alvo, arquiteta um plano de aparecer na foto desse alguém e ser marcada, planta bananeira, bota uma setinha de neon em cima da cabeça e mesmo assim, ainda corre o risco de não ser seguida pelo crush. Afinal, quem nunca se interessou por um carinha completamente desligado que não entendeu as deixas mesmo quando você abriu um outdoor que dizia “eu estou afim de você” na frente dele?

E aí me pergunto: qual o problema de seguir primeiro? É só um botão que você clica para começar a acompanhar as postagens da pessoa! Não querendo julgar, mas já julgando, se o orgulho de não ser a primeira a mostrar interesse é tão grande ainda nessa pré-fase de conquista, imagina quando tiver junto??

Nessas horas me pego lembrando de mim, aos 14 anos, reunindo toda a minha coragem para mandar uma mensagem para um menino dizendo que eu tava afim dele. Ou ficando amiga de amigos do garoto que eu fiquei (e pagando alguns micos pelo caminho) só para saber se poderia rolar algo novamente. Ou até mesmo pedindo para a amiga chegar junto de quem eu tava interessada para sondar se eu seria correspondida. Eu hein, a tecnologia chegou para facilitar nossa vida mas parece que a gente dá um jeito de complicar as coisas.

Será que se eu tivesse essas redes sociais à minha disposição lá nos anos 2000 eu seria confusa e cheia dos joguinhos como essas meninas? Nunca pensei que uma parada para um açaí fosse gerar tanta dúvida.

7 em Autoconhecimento/ Destaque/ maternidade no dia 16.10.2017

“Eu não sei lidar com crianças, como serei mãe?”

Esse é o tipo de questionamento que eu já ouvia muito antes de pensar em ter filhos. Quando chegava uma hora onde a conversa da roda tomava rumos sobre filhos e maternidade, se não era outra mulher fazendo essa pergunta, provavelmente era eu que fazia.

Sempre tive medo de pegar recém nascidos, nunca soube o que fazer quando uma criança começava a chorar, não sou boa de inventar brincadeiras, muito menos histórias, nunca sei o que falar para as mais velhas, de 5 anos pra cima, por exemplo. E o que mudou nessa habilidade depois que eu tive filho?

só para vocês entenderem, eu levo tanto jeito com crianças que eu só tenho essa foto, quando o Arthur estava com um pouco mais de 1 ano…

De coisa boa, eu diria que perdi o medo de que poderia deixar meu filho cair, ou não entender por quê ele tava chorando. Entendam bem, eu não perdi o medo de deixar crianças caírem, eu só perdi o medo com ele. E quanto ao choro, eu não virei uma especialista em tipos de prantos, só desvendava o quê era o quê por causa da rotina e por causa da tentativa e erro. Aprendi umas brincadeiras e umas musiquinhas, hoje tenho algum repertório porque sei cantar praticamente todas as músicas infantis (e não é porque eu decorei para ser mãe, é porque eu acabei absorvendo de tanto ouvir), sei o que é Patrulha Canina, Homem Aranha, Masha e o Urso e Princesa Sofia, mas minha conversa não passa de “você gosta de Patrulha Canina? Qual seu personagem preferido? Poxa, ele é um cachorro, que legal, né” Depois disso, grilos.

Aprendi que a partir de 1 ano e meio a maioria das crianças que eu convivo não têm paciência pra tatibitati e adoram quando a gente fala com elas sem aquela vozinha infantil. Tirando isso? Continuo a mesma pessoa sem jeito.

…e essa, que eu tava rindo, mas era de nervoso.

Mês passado fui pegar o bebê de 2 meses de uma amiga e não sabia mais como pegar sem que eu ficasse toda travada e em posições estranhas e incômodas só para não deixar o bebê desconfortável. Quando ele começou a chorar, confesso que bateu o mesmo desespero que eu sentia quando nem pensava em ter um filho. Poxa, eu sabia que a gente ia esquecendo as fases de bebê, mas não tinha ideia que seria tão rápido!

Fim de semana passado fui na festa do filho do meu primo e tinha uma área para as crianças brincarem. Arthur cismou com uma menina muito fofa, e toda hora ele ia para onde ela estava só para dar um abraço. Como ele não podia ficar sozinho lá, fui atrás, e quando me vi estava iniciando uma conversa com uma menina de 6 anos porque ela estava sendo um amor com ele. A conversa foi mais ou menos assim, sendo que ela puxou assunto (porque eu, naturalmente, nem sabia por onde começar):

– “Quantos anos ele tem?
– 1 ano e 9 meses.
– Eu tenho um irmão de 2 meses, eu adoro crianças.
– To vendo, você leva jeito! Qual seu nome?
– Giulia.
– E quantos anos você tem?
– 6.
– Ahh, que legal.” – mais grilos.

Ou seja, deu para ver que Giulia tem muito mais destreza para puxar papo com estranhos no alto de seus 6 anos do que eu com 31, né? Eu tenho problemas em iniciar conversas com adultos desconhecidos, imagina se não teria com menores de idade.

Não é preciso ter vocação para recreadora de festa, professora de maternal ou apresentadora de programa infantil para ter um filho. Aliás, a maternidade seria muito mais fácil se a maior dificuldade fosse saber ou não lidar com crianças. 

A coisa legal é que conviver com crianças pode ser cansativo, mas deixa a vida bem mais leve. Muitas vezes para iniciar um papo vale brincar junto, de massinha, de colorir, de pula pula. Vale ser um pouco boba e deixar as vergonhas que vamos adquirindo depois de adultas de lado. Diria que é menos sobre “levar jeito” e mais sobre “se deixar levar”.