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reflexões

2 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 27.03.2017

Autoconhecimento, a chave da minha mudança!

Eu recentemente fiz dois textos diferentes falando do meu corpo. Um foi look do dia e o outro um desabafo chamado “Será que você me entendeu?“. As duas vezes eu falei do meu corpo, como já falei várias vezes e quase sempre resulta num comentário (aqui, no insta ou no grupo) que contém um “eu ainda não tenho a sua autoestima” ou “ainda não consigo me enxergar como você”.

Bom, se eu for muito honesta, preciso dizer que fiz praticamente 7 anos de terapia com uma psicanalista numa linha meio Freudiana e agora já estou há 3 num processo de imersão com uma terapeuta bem diferente. Aprendi recentemente que o “nome” bonitinho da minha linha de terapia é transpessoal. Pois bem, obviamente nada disso aconteceu do dia pra noite. Também não quer dizer que ninguém precisa de 10 anos para crescer ou mudar.

Hoje eu posso afirmar sem medo que em 2015 comecei um processo de mudanças profundas que ainda não terminou. Acho que nesses dois anos de terapia eu mergulhei para dentro de mim mais do que todos os outros 8 anos juntos. Então me enxergar dessa forma é fruto de dois anos muito dedicados ao meu processo terapêutico, além de um ano de 2016 de muita dedicação aos cursos da Trilha dos Lobos. Posso dizer que nesses 3 anos de escola minha vida MUDOU completamente. Acho que nunca expandi tanto minha consciência, o que é incrível e desafiador ao mesmo tempo. Afinal, eu tenho que aprender e reaprender coisas que antes desse processo eu simplesmente fazia no automático.

Se eu disser que passei os últimos 3 anos tratando meu transtorno alimentar e minha autoimagem eu estarei MENTINDO. Isso mesmo, MENTINDO. Não foi a minha compulsão ou as minhas dobras ou minha dieta que dominaram a minha terapia. Foram meus comportamentos, minha forma de ver a vida e minhas experiências como um todo que me levaram a mudar.

Não foi uma mudança no corpo ou na alimentação que resultou numa nova imagem minha no espelho. Foi uma mudança na cabeça, no processo de me conhecer e me olhar de outra forma, outro comportamento, que me trouxeram a uma nova autoestima.

Quando eu emagreci antes eu não achei a nova autoestima. Quando eu mudei o cabelo ou alguma outra coisa na imagem eu encontrei mais beleza, mas não estima por mim mesma, autoconfiança ou segurança de ser exatamente quem eu sou. O que me trouxe a isso foi uma única palavra: autoconhecimento. 

Não existe uma receita padrão de autoconhecimento. Pra mim isso se deu através da minha terapeuta – que muito competentemente me ajuda a ver quem eu sou – além do meu processo de espiritualidade e das aulas da escola. Eu queria mudar meus pensamentos viciados, eu queria emanar pro mundo a minha vibração de essência e saí em busca disso. 

Me lembro claramente da minha terapeuta me dizer que quando eu abrisse mão de me importar com o julgamento dos outros eu iria me sentir incrível, eu iria brilhar, transparecendo toda minha essência. E que nessa hora viria a verdadeira segurança, felicidade e caminho para o reconhecimento. Dito e feito. Nunca me senti tão plena antes.

Eu abri mão das minhas inseguranças quando me senti segura de quem eu era, de qual era a minha – real – missão. Não me senti segura porque mudei meu corpo ou porque eu passei a “me aceitar como eu sou”. Não, não mesmo. Eu me senti segura no meu processo de autoconhecimento, na terapia, nos cursos, nos livros e conversas que me inspiraram a conhecer a verdadeira Joana. A essência, não a persona que a gente apresenta pro mundo.

Vejo inseguranças em mulheres de todas as cores, tamanhos e cabelos, em mim, em você e nada disso tem a ver com a imagem. A gente coloca pra fora na imagem. Talvez o padrão imposto de beleza ressalte isso, mas não é ai que mora a verdadeira questão, não na minha opinião. O reflexo no espelho reflete algo dentro. Por isso, seja lá como for, em qual caminho for, pra mim se conhecer ainda é a melhor receita para se tornar uma mulher segura.

Quanto mais eu me conheço, mais eu descubro aspectos positivos e negativos sobre a minha personalidade, quanto mais os conheço, mais eu consigo usar o que tenho de melhor e de pior a meu favor. Mais completa eu me sinto e quanto mais completa me sinto, mais segura eu fico.

Eu mudei minha relação com meu corpo porque eu me conheci, eu me conheci com ajuda de profissionais. Na terapia transpessoal, na espiritualidade, nos estudos sobre sombra, sobre Jung e num caminho novo de expansão de consciência. A consequência foi a responsável pela mudança da minha autoestima no corpo, no trabalho e nos relacionamentos, a consequência foi a segurança e a força de lutar pra ser exatamente quem eu sou.

Descobrir que a felicidade não estava num peso de balança, num corpo alheio ao meu ideal a inatingível ou mesmo numa peça de uma determinada tendência ou marca me fez parar de PRECISAR pertencer. Parece que eu me reconheci como indivíduo.

O meu caminho foi esse, o de outra pessoa pode estar num livro do Prem Baba ou Augusto Cury. Pode estar numa terapia cognitiva comportamental, ou mesmo nesse Freud que funciona pra tanta gente. As vezes a resposta vai estar na sua igreja, no que você lê ou assiste, em tudo que te provoca a experiência de se conhecer.

Não acredito em um só caminho, acredito no caminho que ressoa para cada um de nós. Pra ajudar que a gente viva de acordo com a nossa essência, vibrando o que a gente acredita e emanando isso. Ainda que o resto do mundo queira me taxar de inadequada, se eu sentir a minha verdade ressoando ali, está tudo bem.

Eu não vim ao mundo pra agradar todo mundo, eu vim para dar o meu melhor e ser exatamente quem eu sou, da maneira mais verdadeira, feliz e positiva que eu conseguir…

0 em Autoestima/ Destaque/ Relacionamento/ Zenklub no dia 24.03.2017

Ser solteira depois dos 30 não precisa ser um problema

A gente já sabe que não é impossível ser feliz sozinha e que nossa melhor companhia somos nós mesmas. Mas, não há como mentir que quanto mais nos distanciamos dos padrões sociais, como a idade certa para casar, por exemplo, mesmo a mais segura e feliz das mulheres se sente um pouco vulnerável.

Não importa o quão satisfeita você esteja na sua vida profissional ou quantos dos seus sonhos e metas você já realizou. Se você passou dos 30 e não está casada, é quase certo que em algum momento será cobrada sobre isso – por você ou pelos outros.

Ananda Nascimento, psicóloga e mestre em psicologia clínica que atende por videochamada no Zenklub, falou sobre o lado emocional de fugir dos padrões sociais e se viver de acordo com a própria essência: “As consequências são as mais diversas. Dentre as positivas, destaco o bem-estar psicológico e espiritual ao aceitar a si mesmo por ser quem se é, respeitando a sua própria essência. Assim, é possível se relacionar com os outros de modo mais franco e honesto, reconhecendo seus limites e necessidades. No entanto, como consequências negativas, assinalo o sofrimento psíquico gerado pelo sentimento de exclusão e de não pertencimento a um grupo social”.

No final do ano passado, a neuropsicóloga e coach de vida Andrea Cunha, que também atende Zenklub, escreveu um artigo inspirador sobre como explorar os pequenos momentos de felicidade do dia a dia. “Muito se fala da busca pela felicidade e que, no fundo, todos nós, do bom mocinho ao bandido, estamos em busca de sermos felizes. Mas a felicidade não é o destino e nem o ponto final, mas sim momentos presentes no percurso, na estrada da vida” (dá pra ler o artigo completo aqui).

Mas o que felicidade tem a ver com estar ou não solteira depois dos 30? Tudo! Reconhecer que se é feliz nas pequenas coisas do dia a dia é uma forma de lembrar que felicidade e plenitude não precisam ter a ver com status de relacionamento. Muito pelo contrário: quanto mais a gente se conhece – e a terapia pode ajudar muito nesse processo de autoconhecimento – mais a gente sabe o que cabe e o que não cabe na nossa vida.

Muitas mulheres relatam que conseguiram viver plenamente depois dos 30 – e isso tem menos relação com o fato de estarem ou não solteiras do que com o domínio que têm de si mesmas.

O Zenklub é uma plataforma que promove bem-estar e democratiza o acesso ao atendimento psicológico com consultas por vídeo-chamada. Possui mais de 80 psicólogos e produz conteúdo sobre saúde mental. Entre em contato: conteudos@zenklub.com

————————————— Esse post foi feito pelo nosso parceiro de conteúdo Zenklub <3
18 em Autoestima/ Destaque/ Saúde no dia 22.03.2017

Será que você me entendeu?

Nossa, volta e meia eu dou de cara com algum comentário ou mesmo elogio mascarando uma crítica velada de quem parece que não me entendeu. Uma coisa é não concordar ou não gostar, outra é não entender. Eu sei que meu discurso como um todo incomoda algumas pessoas, desce quadrado e pra alguns ele pode até ser agressivo. Quanto mais refém das verdades impostas da sociedade for a pessoa, mais a possibilidade de se desconstruir dói, eu sei disso, eu respeito isso. 

Nem por isso me torno dona da verdade universal, de forma alguma. Eu só sou dona da verdade do MEU CORPO. E nem todo dia é fácil ser dona da verdade do MEU corpo, porque muita gente parece ter algo a dizer sobre ELE, alguma dica pra dar para eu melhorar o MEU CORPO, com queixas que às vezes nem eu tenho. Curioso, não?

Essa semana uma pessoa conhecida começou a me dar dicas de perda de peso usando minha saúde, ou melhor uma questão hormonal, como desculpa. Querendo dizer que eu me sentiria mais bonita quando cuidasse do meu corpo “por saúde”. Será que eu sou a única pessoa louca que vê o quanto esse comentário é carregado de preconceito? No entanto eu fui fofa, vaselina e resolvi que não iria explicar para aquela pessoa que eu gosto DESSE CORPO. Não gosto da disfunção hormonal (que atenua na perda de peso, mas não resolve), mas gosto dessas curvas, dessa perna e desse peito. Posso querer mudar muitas coisas, com calma, mas isso não quer dizer que eu não posso gostar de mim durante o processo, seja lá qual for o meu processo ou momento. Eu me olho pelada no espelho e vejo uma mulher gostosa, por mais que eu não seja a maior entusiasta das minhas bochechas, mas isso é um problema meu, só meu.

Parecia impossível explicar para aquela pessoa que eu não preciso gostar do meu corpo quando ele for magro e desgostar dele quando ele não estiver tão magro assim. Parecia mais impossível ainda explicar que eu poderei mudar todo meu quadro de saúde gostando do meu corpo como ele é e mais complexo ainda provar que existem processos que são devagar e sempre. Nem só de dieta restritiva vive o emagrecimento, principalmente o saudável. Cada dia mais concordo com a linha de nutrição comportamental que a Camilla Estima segue e fala aqui no blog, cujo foco é mudar o comportamento alimentar, mais do que a alimentação em si. Não é um modismo, é um aprendizado. Mudando o comportamento com a comida, fazendo as pazes com ela, devagar e sempre. Sem rompantes, sem radicalismos e muitas vezes sem neuroses. O emagrecimento – se esse for o objetivo – pode demorar mais, mas essa linha para quem tem transtornos pode significar viver numa fase de paz constante com o próprio corpo.

Hoje eu não tomaria remédios para emagrecer, eu não faria nada que me levasse a ficar neurótica, paranóica e ansiosa com a minha alimentação. Para mim, que tenho um histórico de transtorno alimentar, sair dessa aflição é maravilhoso. É uma vitória, minha, do meu processo de terapia transpessoal.

É curioso como uma pequena parte das pessoas que veem o que eu posto, o que conto da minha história e da minha trajetória ainda vêm me dar conselhos – que eu não pedi – de como emagrecer, de qual grupo alimentar tirar, qual exercício ajuda ou como no fim do dia emagrecer é mesmo a chave da beleza e felicidade. Parece que ou a pessoa acha que eu to falando isso para aparecer ou ela não consegue conceber que eu estou MESMO tentando viver um processo INTERNO de me enxergar muito além dessas crenças limitantes que me fariam me sentir inferior a outras pessoas.

Eu acredito em sermos como quisermos e respeitarmos o outro como ele quiser ser. Acredito que magreza não é sinônimo de felicidade nem de saúde, qualquer pessoa que convivesse com a quantidade de gente magra que eu convivo que me conta de doenças psicológicas provenientes dessa pressão fit não faria essa associação tão rápida do corpo magro ao corpo saudável. Como eu sempre gosto de repetir, existe magro saudável, existe magro doente. Existe gordo saudável, existe gordo doente.

Na mesma proporção que anorexia nervosa e bulimia – doenças muito comuns mas que não enxergamos a olho nu – são doenças graves, a obesidade também é, só que essa todo mundo vê. Não existe doença melhor ou pior, então precisamos parar de rotular tudo muito rápido. Se os exames da pessoa estão bons, se o corpo dela está funcionando bem e se existe um equilíbrio da saúde física e mental, quem somos nós para julgar que alguém precisa ou não emagrecer? Existe um abismo entre ser obeso e ser fit. Ninguém precisa ser um OU outro, entre preto e branco tem muito cinza. Muita gente tem a estética da saúde física perfeita, mas ao ter que lidar com tanta pressão de atender o padrão imposto de beleza acaba no psiquiatra tratando depressão, crise de pânico, transtornos alimentares e afins. Nem tudo que parece é, principalmente na internet.

Quando eu tive meu corpo aparentemente mais saudável, em 2008, foi o ano em que eu tive meu quadro de saúde mais agravado. No meu menor peso eu sofria porque ainda via só o que não estava perfeito no meu corpo e tomava medicação para o quadro de depressão que desenvolvi e para tentar tratar a compulsão alimentar. Nunca tomei medicações tão pesadas, mas muita gente que não fazia ideia do que eu estava passando, dizia que eu ficava bem melhor magra.

Nunca diga pra alguém que você gosta que ela fica melhor magra. Pode parecer inofensivo, mas pode ser um gatilho muito perigoso dependendo do quadro. 

Eu hoje quero perder parte do meu sobrepeso para ter uma capacidade cardiorrespiratória boa para fazer minhas trilhas, para fazer minhas viagens e ter a longevidade que eu desejo. Analiso com meus médicos o histórico familiar e baseado nisso tomo as minhas decisões, que se aplicam só a mim. Quero fazer isso sem pagar um preço alto, mantendo minha saúde psicológica e minha sanidade mental, só quem já tomou uns remédios brabos de emagrecer sabe o quanto eles podem confundir nossas ideias e embaralhar os pensamentos.

Eu quero ter saúde equilibrada, física, mental e emocional. É isso que eu defendo nesse projeto do PAPO SOBRE AUTOESTIMA. Que a gente olhe a saúde como um todo, leve a sério o exercício não para ter um corpo fitness, mas para atender a recomendação da OMS de que façamos exercícios físicos para termos menos doenças e aliviarmos o estresse. Não para pagar a conta do brownie de ontem, essa coisa de compensação é um mecanismo muito perigoso, quase um gatilho para doenças nas quais muito pouca gente fala e que os profissionais especializados alertam.

A gente incentiva o exercício, a alimentação balanceada com vários grupos de alimentos e nutrientes, sem neurose ou paranóia. Sem culpa no dia que comermos aquele brigadeiro gostoso ou sem sofrimento no dia de comer um hambúrguer no Outback. Ninguém está incentivando uma alimentação vazia e rica em gordura ou cheia de muitas calorias na rotina, mas sim realmente fazendo as pazes com a comida. Cada um com seu nutricionista, cuidando do seu caso com os profissionais da área.

Como a Camilla diz: suco verde é ótimo, mas é só um suco. Ele não opera milagres. Na mesma linha um pedaço de bolo é só um pedaço de  bolo e sozinho ele não destrói a alimentação e o resultado de ninguém.

Aqui a gente incentiva um olhar individual sobre si mesmo, um olhar amoroso, acolhedor e sem comparações. Não adianta querer ter o corpo da Gisele quando seu biotipo é o oposto do dela. Não adianta buscar um padrão inatingível se você vê valor em curtir alguns prazeres que aquele perfil de estilo de vida não comporta. Não se comparar é um primeiro passo, cuidar do nosso próprio jardim é fundamental.

Minha vida mudou o dia que fiquei segura de quem eu sou. Foi ao longo de um processo intenso de terapia e espiritualidade. Nesse processo pude entender o quão incrível era ser a Joana, do jeitinho que ela é, com as curvas que ela tem e com muita coisa pra mudar e melhorar, mas podendo enxergar o que há de melhor nela HOJE, no aqui e agora. 

Hoje eu não me escondo atrás de alguém que não sou, não mascaro minhas fotos e nem fico procurando defeitos em mim ou no meu corpo. Eu encaro na terapia o que preciso melhorar, analiso e aprendo. O autoconhecimento foi a chave da minha segurança. A minha segurança me permitiu uma autoestima totalmente nova, essa por sua vez permitiu que eu fizesse as pazes com minhas curvas e minhas dobras. Eu comecei a ver beleza nesse corpo, que para alguns é curvilíneo e gostoso, para outros “gordo” e imperfeito, mas no fim do dia só importa o que eu realmente acho dele. 

E o que eu achar de mim, vai ser o que eu vou vibrar pro mundo. Quanto mais segura e confiante eu me sinto, mais sinto que as pessoas me veem segura e confiante, parece bobo, mas isso faz com que eu me sinta de bem comigo na grande maioria do tempo. Pra mim funciona muito. Não existe um único caminho, mas o que eu me proponho inclui não ser cruel e rígida demais comigo mesma. A ideia aqui é lançar um novo olhar sobre si, menos viciado.

Eu não sei se me fiz entender, mas um dia eu chego lá!

Beijos