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Moda

2 em Looks/ Moda no dia 19.04.2017

Look da Cá: pernas de fora e um look simbólico

Usei esse look no domingo, quando saímos para celebrar que os termômetros chegaram a – até muito pouco tempo atrás inimagináveis – 27 graus. Ele não tem nada demais, nenhum segredo de styling inovador, nenhum mix de texturas ou estampas interessantes, inclusive na hora de fotografar esqueci a bolsa que estava pendurada no carrinho do Arthur, mas ele é tão simbólico que precisava aparecer por aqui.

Semana passada eu falei sobre como o inverno me pegou de jeito e como eu me senti outra pessoa quando substituí os casacos pesados e roupas térmicas por camisetas de manga curta e jaquetas levinhas. Daí, quando eu vi que a temperatura ia chegar a 28 graus em um dia com muito sol, as minhas expectativas foram lá em cima. Só que na hora de me arrumar pra sair, sabem o que aconteceu? EU TRAVEI.

Sim, surpreendentemente eu tive aquele momento de “não tenho nada pra vestir”, onde experimentei dezenas de looks que foram ficados empilhados em cima da cama à medida que eu não sabia o que mais poderia tirar do armário. Botei um vestido de manga comprida, achei que ia ficar com calor. Botei uma camiseta regata, achei que eu poderia sentir frio (afinal, agora estamos na estação que faz calor de dia e esfria pra caramba à noite). Aí decidi ir de camiseta branca, porque nunca tem erro.

Camiseta Madewell | Short Le Lis Blanc | Sapato Steve Madden | Óculos RayBan | Pulseiras J. Crew e Francesca Romana Diana

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Poderia ter ficado mais interessante? Acho que sim. Esse short tem uma cor versátil pra caramba. Eu quase ia sair de casa com uma blusa do Guns n Roses, mas quando me olhei no espelho, não me senti eu.

Engraçado como recentemente eu estou tendo verdadeiros casos de amor com blusas, camisas  e camisetas brancas (aliás, desde o post da Thassia eu acho). E se eu estou me sentindo segura com elas – e apenas com elas – pra quê eu vou forçar estilos diferentes?

Para fechar, a pulseira escolhida também também foi simbólica. Um pedacinho do Rio de Janeiro para celebrar uma temperatura digna do verão carioca. Isso não foi por acaso mesmo. :)

E essa é a história de um look que pode até não ter nada demais, mas estava me fazendo sentir sensacional.

3 em Looks/ Moda no dia 17.04.2017

Look da Jô: oncinha + preto e branco

Verdade seja dita, eu combino oncinha como se fosse uma cor neutra, tipo preto, branco ou cinza. Eu simplesmente finjo que é preto e uso. Nos últimos 7 anos conviver com a Carla me fez passar a enxergar a oncinha de forma neutra, acabou que descobri que essa estampa é minha “animal print” preferida. Adoro usar com listra, com outras estampas, com rosa pink e também com tons básicos. Não tenho o mesmo talento que a Cá para coordenar estampas, mas a gente se vira, tenta e arrisca.

Sábado usei pela primeira vez uma camiseta estampada que minha mãe trouxe de viagem pra mim. Me deu vontade de combinar a peça com itens básicos, mas mais fora da minha zona de conforto (oncinha + preto ou jeans).  Tentei com branco e pronto, gostei, sem nem imaginar que ia gostar.
 
camiseta H&M | colete Maria Filó | short Calvin Klein
óculos Celine | bolsa Gucci | tênis Cavage
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Misturei meu short branco + colete branco com meu tênis preto e bolsa preta. Ou seja, podemos dizer que foi uma combinação bem simples, bem sem erro, mas ao mesmo tempo com um toque menos clichê do que seria meu usual.

No fim meu look continuou básico, mas menos previsível. Ele trouxe uma claridade de verão pra combinar com o sol lá fora, mas ao mesmo tempo teve uma pegada um pouco mais urbana.

Eu sei que dei uma engordadinha agora mais desconfortável por conta de umas peças que estão mais apertadas, antigamente isso seria um super motivo para não usar um short branco, para não usar uma estampa grande ou pra me aprisionar em regras de moda. Dessa vez não deixei ser assim.

Quero voltar a vestir de forma mais confortável minhas peças? Quero, mas vou tentar fazer isso com calma, sem crenças limitantes, sem me tolir ou deixar de usar a moda de um jeito livre e gostoso. Me senti ótima de branco e no fim isso é o que importa, além de estar confortável, claro.

Aliás, falando em conforto, acho que mais uma vez esse é o sobrenome desse tênis moderninho da Cavage. <3 Se não estou enganada seremos bons companheiros de viagem.

Foi assim que curti meu sábado no feriado e aproveitei para fotografar o look e compartilhar com vocês.

Beijos

1 em Autoestima/ Destaque/ Moda no dia 03.04.2017

Frase do ano: Seja você mesma a sua marca favorita!

Eu gosto de marcas de luxo. Gucci, Chanel, Hermès, Dior, Valentino, Dolce & Gabbana, Prada. Mais especificamente bolsas – e alguns sapatos. Sou dessas que costuma passar meses – quando não anos – economizando e namorando um modelo específico, mas também já aconteceu de eu ser impulsiva e escolher gastar aquele dinheiro que eu tinha guardado e que poderia ser usado para tantas outras coisas (inclusive para economias). Impulsiva mas sempre com consciência, afinal eu não tenho como pagar o preço de comprar um acessório caro que não compense o uso x benefício.

Nunca comprei nada para ostentar, diria que meu gosto por bolsas caras acontece por inúmeros motivos, desde ter aprendido com a minha mãe a gostar disso como também uma série de fatores que considero muito atraentes. A qualidade me atrai, o acabamento impecável me atrai, a embalagem me atrai, a experiência de compra me atrai, e não vou ser hipócrita, também me sinto atraída pelo status que confere, apesar disso ser a última coisa que eu penso (quando eu penso) na hora de entrar numa loja dessas.

Estou falando isso tudo porque outro dia cruzei com um texto que me fez parar para pensar, vou reproduzi-lo aqui:

 

“Adoro a elegância de uma bolsa sem nome nem sobrenome que se destaca apenas por sua qualidade e design. Nada contra grifes, muito pelo contrário, adoro a história que algumas delas carregam por trás do nome famoso. Mas as vezes é bom comprovar que estar bem vestida tem pouca (ou nenhuma) relação com a marca que você ostenta. Seja você mesma sua marca favorita!”

Eu concordo tanto com isso, mas tanto! Mesmo tendo muito mais bolsas grifadas do que anônimas no meu armário atualmente, é inegável que elegância e ostentação são quase antônimos. Aliás, já vi muito mais caso de gente cafona grifada da cabeça aos pés do que totalmente vestida de fast fashion.

Mas o que me marcou mesmo, do texto todo, foi a última frase. Quer algo mais empoderador do que “seja a sua marca favorita”??

Falando em bolsas, esse texto também me lembrou da única bolsa de mão que eu trouxe pra cá. Só ela veio porque ela é justamente o acessório desse segmento mais diferente, único e interessante que eu tenho no armário, e combina com tudo. Sei que se um dia eu precisar ir para um lugar que pede esse tipo de bolsa, ela não vai me deixar na mão. E posso contar a procedência?

Um desfile de moda. Sim, era brinde de um desfile da Animale, vinha com uns produtos amostra grátis dentro se não me engano, mas eu achei as cores maravilhosas e o tamanho super adequado.

Por um tempão eu fiquei com vontade de usá-la mas toda vez que botava no look eu ficava com medo de ter “cara de brinde”, ou achava que ia para um lugar chic demais para ir com bolsa que foi jabá de desfile (aqueles lugares chics que todas as mulheres estão com bolsas grifadas de muitos mais mil reais que todas as minhas juntas, sabem?) Até que deixei de bobeira e comecei a usar, chutem o que aconteceu? Ela é uma das minhas bolsas mais elogiadas, em disparada. 

Devaneei, devaneei, e por que falei isso tudo? Porque já cansei de ver pessoas frustradas porque acham que não vão conseguir ser estilosas que nem a blogueira que se veste com looks de 30 mil reais pra cima. Porque já perdi as contas de quantas pessoas já gastaram o que não podiam em uma bolsa de luxo para impressionar pessoas que na verdade não estão nem aí. Porque já vi gente muito bacana, sensata e cheia de qualidades marcantes ser endeusada – e ter o saco puxado até quase atingir o chão – só por ter um armário quase todo grifado. Sei lá, acho que to um pouco cansada de toda essa distorção, afinal, uma bolsa de marca pode ter mil qualidades, mas ela nunca conseguirá trazer elegância para alguém deselegante ou segurança para uma pessoa insegura. 

Ao invés disso tudo, que tal a gente trabalhar para ser nossa marca favorita?? Tendo grifes ou não, que tal a gente não depender de nada além do nosso gosto e da nossa sensibilidade para escolher peças que nos façam felizes para nos tornarmos nossa melhor versão também no nosso estilo?