Browsing Tag

Moda

3 em afiliado/ Moda no dia 11.10.2017

Então, sandálias mules, não é que eu mudei de ideia sobre vocês?

Vocês gostam de mudar de opinião? Quando se fala de moda e tendência, mesmo que eu esteja seguindo o “tem que ter” cada vez menos, ainda curto sentir aquela sensação estranha porém gostosa de olhar algo com outros olhos.

Querem um exemplo claro disso? Mule. Lembro muito bem da minha reação quando surgiu: “Deus me livre, minha mãe usava isso quando eu tinha 5 anos, bicho feio, deve sair do pé, nunca vou ter isso, vai ser aquela modinha passageira que vou gastar dinheiro à toa se eu comprar”. Minha opinião continuou essa até eu chegar em Nova York.

Calhou de eu perceber que a modinha que eu jurava que não ia passar daquela estação continuou. E eu comecei a ver tantos looks com elas, que passei a achar interessante. Passei meses namorando looks e vitrines à distância, ainda com medo de que elas ficassem ultrapassadas no segundo que eu adquirisse uma. Chegou a primavera e eu decidi comprar uma mule rasteira – e descobri que foi uma das melhores compras da minha vida.

É estilosinha, fica especialmente legal com saias midi e calças e, melhor característica: não machuca atrás. Meu pé direito – que SEMPRE machuca atrás, não importa o modelo de sapato ou marca que seja – está completamente agradecido. Agora tenho duas.

Mas não vim aqui para falar das mules rasteiras, vim aqui para falar de outra mule que eu ainda estou em fase de amadurecimento de ideia. A sandália, com tira e salto grossos, de preferência com salto médio e confortável. Tipo essas daqui:

Ela é o típico exemplo de sapato que está me convencendo aos poucos pelo cansaço. Porque pelo menos em NY, eu vejo MUITO. Vi ano passado e achei horrível de primeira, esse ano voltei a ver muito durante a primavera e verão, e só então comecei a enxergar com olhos mais carinhosos.

Agora to gostando, e ainda matutando a ideia se vale ter uma no armário. Não é o sapato mais lindo do mundo, nem o mais estiloso, mas é confortável e condizente com meu estilo de vida, e é isso que está me convencendo.

No Brasil tenho visto que algumas marcas e lojas estão apostando nesse modelo com mais força, o que está deixando minha cabeça mais confusa. Pesquei alguns modelos dos sites de afiliados para mostrar aqui (e quem quiser comprar ou ver o sapato direto no site da loja, é só clicar em cima do ícone do lado do sapato que você vai ser redirecionada):

E aí? O que vocês acham desses sapatos? Quem tem, vale a pena investir?

4 em Looks/ Moda no dia 25.09.2017

Look da Jô: Transparência (de novo) agora no Rock in Rio

Vocês elogiaram tanto o look com a blusa transparente que eu postei aqui que eu resolvi repetir a dose de ousadia, agora com mais pele à mostra. Dessa vez aproveitei a vibe do festival de rock para usar a mesma blusa só que com um sutiã que roubou meu coração. Desde que pedi o vermelho, eu resolvi escolher também o preto para que eu pudesse vestir mais essa lingerie que tanto vestiu bem no meu corpo.

Se não fosse o #paposobreautoestima, eu jamais me imaginaria indo ao Rock in Rio com esse look mas foi exatamente isso que eu vesti no dia 17 de setembro quando adentrei a cidade do Rock, não sei o que vocês vão achar. Não sei se vão gostar menos ou mais do que o último look que postei essa blusa, só sei que resolvi compartilhar com vocês! Sim, de novo, afinal to tentando manter os posts de look bem semanais, conforme prometi.

blusa transparente Zara | sutiã preto Marcyn | short Ateen
tênis Cavage | jaqueta jeans Primark | bolsa Gucci

Não sei se vocês podem imaginar a sensação EMPODERADORA que eu tive vestindo esse look, ainda mais levando em conta o histórico. Se eu pensar em tudo que já passei e nas neuroses que carreguei como verdades na minha busca – enlouquecedora – pelo corpo perfeito, viver isso que eu sinto hoje é como UM SONHO. Não imaginei antes do meu processo de autoconhecimento que isso era possível, mas hoje é a minha realidade. Essa é a minha nova forma de enxergar meu reflexo, exercitando tudo que falamos aqui.

Na maioria dos dias eu consigo me olhar com essa nova forma, cheia de amorosidade e acolhimento. Hoje consigo ver as curvas bonitas, as pernas esguias e a capacidade de externar o brilho interno. Jamais eu usaria algo que deixasse mostrar minhas dobrinhas nas costas, é realmente revolucionário para mim viver nessa versão atualizada (e bem melhorada, eu diria) da Joana. Com essa nova autoestima, que pode passar por dias complicados, mas de uma forma geral me dá uma enorme segurança de buscar ser quem eu sou na minha essência.

E ai, gostaram dessa dose a mais de ousadia? O que acharam?

Beijos

 

0 em Autoestima/ Convidadas/ Moda no dia 19.09.2017

Exercitar a autoestima não é fazer a Poliana

Eu trabalho com consultoria de estilo há 3 anos, e dentre tantas coisas que ensinamos para nossas clientes (e seguidoras: segue a gente lá no @estiloassinatura do instagram!), também acabamos trabalhando a questão de como resgatar a autoestima delas – que, normalmente, são mulheres que ficaram tempo demais cuidando dos outros e se esqueceram de si mesmas.

Autoestima não é uma condição mágica, que te permite ver beleza onde outras pessoas talvez não vejam. Tenho a impressão que há quem acredite que autoestima chega a ser algo até meio heróico, mas na verdade é algo que você cria, exercita e luta pra manter.

Ou seja, ter uma autoestima bacana não significa mentir pra você mesma e fingir que gosta de tudo. É aceitar que existem coisas preferidas e outras nem tanto – e tá tudo bem. O segredo é justamente entender como esse equilíbrio de sensações funciona pra que você possa valorizar o conjunto da obra.

Sair do piloto automático e tentar entender porque eu gosto tanto de determinada roupa em ciclana mas não em mim é super válido. Entender porque me sinto tão bem com a cor X mas não com a Y também. Avaliar, dentro da minha rotina de vida e opções pessoais, o que é possível mudar ou o que pode ser mantido é essencial.

Sou casada, tenho dois filhos pequenos e trabalho muito numa coisa que eu amo. Não quero deixar de trabalhar, de dormir ou de ficar com a minha família para ir a uma academia 6x por semana (no máximo consigo ir às minhas aulas de dança 2x na semana quando muito, rs). Meus prazeres, atualmente, são tomar um vinho em frente a TV enquanto petisco um belo queijinho com o meu marido, já que não dá pra sair mais com tanta frequência. Mas não sou muito fã da minha barriga, ainda mais depois das gravidezes.

Nem por isso vou me esconder num buraco e me cobrar todos os dias pra mudar isso, ou vou achar que um belo dia eu vou acordar, me olhar no espelho e passar a amar tudo que eu não curto tanto em mim, inclusive a barriga. Aprender a se amar é exercício diário, e não acaba quando termina. A forma que eu encontrei para lidar com essa questão é usar os truques que aprendi na consultoria para valorizar o que eu amo em mim e deixar a barriguinha em segundo plano.

E não se engane: eu não faço isso pros outros – faço isso 100% por mim. Pra EU me sentir bonita e segura. Pois é fato que esse tipo de recurso acaba fazendo tão bem pra mim e pra minha autoestima se usado sistematicamente, que quando a barriga estiver aparecendo (alô, verão de biquíni!) eu não vou estar nem aí, mesmo com ela em evidência.

Talvez eu tenha divagado, mas o que eu queria dizer, no fundo, é que os caminhos até alcançarmos a autoestima e a desconstrução dos padrões são muito peculiares, e esse foi o caminho que eu encontrei. Vale comentar que quando eu estava 10, 12Kg mais magra eu me gostava muito menos do que eu me gosto hoje e era muito menos segura das minhas decisões com relação ao vestir e ao meu corpo.

Ou seja, não importa o que vai te levar até esse ponto de evolução nem o que vai te manter lá, o que importa é o autoconhecimento, a autorreflexão e os insights que eles podem te render. Eu gosto de dizer que exercitar a autoestima não é fazer a Poliana e achar que magicamente vou me achar linda da noite pro dia. Por isso, se o vestir for a ferramenta necessária pra me fazer recobrar a autoconfiança e a autoestima (minha e/ou de alguma cliente), é por aí que vamos seguir.