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Moda

0 em Looks/ Moda no dia 07.11.2018

Lunender, comunicando empoderamento através da moda!

Sábado foi dia do piquenique do #paposobreautoestima, um evento de empoderamento feminino que anda todo Brasil e dessa vez resolvi montar um #looknofuti cheio de atitude. Entre um relato e outro alguém comentava os dizeres da minha camiseta: Deixem os assovios para os pássaros. As letras em veludo, as ilustrações delicadas e os dizeres “não é elogio se eu me sinto constrangida” fizeram o maior sucesso entre as mulheres presentes.

Essa blusa que é linda, cheia de verdades e compõe com facilidade um look interessante, onde a moda e o conteúdo podem andar de mãos dadas. A pergunta mais frequente foi: de onde é a camiseta? Respondo aqui, da Lunender. A marca fez uma coleção cápsula chamada PODEROSAS, trazendo frases que ecoam o feminismo atual, que deixa cada dia mais claro que devemos ser livres para sermos o que quisermos.  Em tempos em que falar de empatia e sonoridade é tão importante, gosto quando a moda ajuda a expressar como me sinto e pelo que eu luto.

Aqui no #paposobreautoestima somos uma por todas e todas por uma, por isso as camisetas que chegaram para nós não poderiam ter vindo numa hora melhor. Como falei no stories domingo, elas estão disponíveis no site da marca, vão de R$ 34,90 a RS 51,90 e tem alguns modelos lindos. Já vou encomendar mais duas que gostei, para novas oportunidades de montar looks para os eventos do papo. Eu e Carla ganhamos 4 camisetas, cai de amores pelas duas que já usei algumas vezes e aproveitei pra separa outras pra mostrar pra vocês.
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camiseta Lunender | jaqueta Primark | saia Zara

A outra camiseta eu usei para votar, mais um dia que quis comunicar com atitude através da moda. Os dizeres da camiseta? Respeito à Diversidade, porque eu acredito nisso sempre.

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Camiseta Respeito à diversidade Lunender | calça topshop | jaqueta primark 
bolsa coleção especial Selena Gomez para Coach | sapato Cavage

 

Tem sido tão importante falar em empoderamento feminino que nada mais justo do que vestir a camisa, se comunicar através da moda e lembrar que um look do dia pode ser mais do que uma preocupação futil, uma produção de moda pode contar sobre quem você é, seu estilo pode ajudar a deixar claro como você se sente e se expressa. Aos poucos venho entendendo a moda como forma de comunicação e dependendo do dia eu gosto de deixar meu ativismo bem claro, bem literal. Porque mais do que alguém que ecoa feminismo no facebook, sou alguém que se preocupa de forma ativa em empoderar mulheres na prática, longe do sofá, por todo país. Talvez de uma forma menos clichê ou lacradora, mas sem dúvida com a causa de liberdade e respeito as mulheres pulsando no coração.

Separei então alguns dos modelos do site da Lunender pra vocês verem, como o bate papo sobre essas camisetas no stories rendeu uma troca legal, vim aqui compartilhar com vocês e dizer que quero conhecer mais marcas assim.

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Girl power

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respeito à diversidade

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Nossa força vem de dentro

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support your local girl gang

Me contem, quais são as marcas que lutam pelo respeito a diversidade que vocês gostam de consumir?

Quais são as marcas que comunicam sua luta através da moda que eu preciso conhecer?

Espero estar quebrando de vez o jejum dos looks do dia por aqui! ;)

Beijos

0 em Autoestima/ Moda no dia 31.10.2018

Eu tenho idade para fazer isso? Para usar isso? Dica: pode parar com essa história!

Semana passada eu fui fazer uma aula de automaquiagem. Estávamos em uma turma pequena, num lugar super agradável, um desses studios de maquiadores onde a gente fica querendo morar lá e olhando cada uma das penteadeiras com aquela quantidade surreal de produtos e querendo mexer em todos. Não tinha como pensar que algo ali poderia render uma reflexão, né? Mas sempre dá, hahahah.

Entre as 5 alunas, contando comigo, tinham duas amigas na faixa dos 40 e poucos anos. Eu, com 36, já estou quase ali na faixa delas. Eis que no meio da aula, entre um côncavo marcado e um delineado gatinho, vem a pergunta: “mas isso combina com a minha idade?”.

Travei. Queria parar a aula ali mesmo e conversar com elas. Mas me contive e pra não atrapalhar a aula, disse apenas: “acho que você poderia usar o que gosta, sem levar isso em consideração”.

E fiquei pensando sobre isso quando no mesmo dia, um pouco mais cedo, fui impactada pela campanha da loja Madewell. Quem estrelava é uma mulher mais velha, na faixa dos 50 ou 60 anos, e simplesmente tão maravilhosa e confiante em sua própria pele que me fez querer comprar tudo o que vi, incluindo peças que eu nem gosto muito.

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A gente precisa parar com essa coisa de que idade limita. Seja na hora da maquiagem ou na hora de se vestir. Se não nos limita de realizar coisas, de recomeçarmos a vida, por que é que temos que deixar de usar um short ou alguma roupa que nos faça sentir bem porque nascemos alguns anos antes de outras pessoas?

O mundo é um tanto cruel com as mulheres. É um mundo que faz com que a gente acredite que os homens melhoram com a idade enquanto nós temos que nos acostumar com a nossa maturidade e sabermos o nosso lugar. Opa, a gente já aprendeu que nosso lugar é onde a gente quiser. Né?

Tenho exemplos bem próximos a mim de duas mulheres maduras que se enxergam de forma bem diferente. Uma usa o que quer, mesmo que às vezes pareça inapropriado em teoria. E o resultado são looks que têm muita autenticidade e que só ela conseguiria carregar tão bem. Não é isso que se fala sobre estilo pessoal? Então por que ele precisa ficar de lado depois de algum momento da vida?

A outra segue as regras que a sociedade impôs: nada de certos comprimentos, prefere sempre esconder os braços e os cabelos precisam encurtar. Ela não faz isso porque se sente melhor assim, elas faz isso porque acha que é o certo. E ela tenta, por muita vezes diminuir a outra, que é livre se expressando com a roupa que quer. Quem você acha que é feliz ali?

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Moda é sobre expressão de quem somos, é sobre usarmos o que nos faz feliz. Idade não deveria ser um fator determinante para escolher nossas roupas, muito menos para definirmos nosso estilo pessoal. Imagine que vida triste você ter que deixar de usar delineador gatinho (se você amar) só porque fez aniversário e agora não combina mais?

Usem seus batons vermelhos, seus delineadores gatinho, seus glitters. Sejam felizes, em todas as idades.

0 em Autoestima/ Moda no dia 25.10.2018

A liberdade de vestir o que quiser e a importância do olhar afrontoso

Acho que já dei umas pinceladas aqui no blog sobre como as pessoas aqui em Nova York são muito livres para serem quem quiserem. Para vestiram o que derem na telha. Acho que essa é uma das coisas que mais me encantam nessa cidade.

A liberdade que as pessoas têm com a moda é algo muito maravilhoso. Você pode estar vestida toda de paetê as 7 horas da manhã. Você pode ir no mercado de pijama e pantufa. Você pode usar o cabelo da cor que você está afim. E ninguém está nem aí com as suas escolhas.

E quando está, dificilmente vai ser para te julgar. Aqui o elogio acontece quando você para na esquina, quando você vai no mercado ou até mesmo quando você está andando na rua. Aliás, esse comportamento merecia um post à parte, porque é algo muito bacana. “Sua bota é linda/que batom bacana/que casaco maravilhoso!” Quem não está acostumado a receber um elogio gratuito e surpresa, geralmente olha com certa desconfiança. “Será que essa pessoa tá me zoando?”. Mas não. É totalmente genuíno. As pessoas elogiam, e isso é algo que eu quero levar para a vida, para qualquer lugar que eu vá.

Só que hoje eu queria falar sobre um fenômeno local: o olhar afrontoso.

foto: Michelle Cadari

foto: Michelle Cadari

Deixa eu explicar melhor. Volta e meia eu cruzo com pessoas que têm todo um estilo próprio super definido – e nada parecido com o que você por aí normalmente. Essas pessoas sabem que chamam atenção, por mais que essa seja uma sociedade onde cada pessoa está muito ocupada cuidando da própria vida. Quando você olha para o rosto dessas pessoas, você percebe que elas têm um olhar específico, que eu carinhosamente apelidei de olhar afrontoso.

Na verdade, ele não é afrontoso porque ele afronta alguém diretamente. É um olhar que não permite a intimidação alheia. Um olhar que, mesmo sem cruzar, diz tudo: “eu não vou deixar que ninguém me diminua.” Ele traz em si uma força e uma determinação que eu admiro.


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o olhar da mulher que sabe que não tem nenhuma satisfação para dar para ninguém.

Eu sou super travada no quesito moda. Eu sigo o padrão. Por mais que eu tente ser criativa, eu não sou de inventar muito. Dificilmente saio muito espalhafatosa. E quando saio – com um batom mais escuro que seja, ou uma saia metalizada durante o dia – eu já fico achando que tá todo mundo olhando para a minha cara e me achando muito estranha.

É uma merda, eu sei. Já contei aqui que eu ainda me importo muito com a opinião alheia. Mais do que gostaria. Estou trabalhando pra melhorar isso – e acho que já melhorei muito, inclusive.

>>>>>> Veja também: Não é só timidez, eu também ligo muito para o que vão pensar <<<<<<

As vezes eu treino o olhar afrontoso. Só para ver como é. Saio com o queixo erguido, a postura ereta e simplesmente olho para um ponto fixo na minha frente que não me faz cruzar olhar com ninguém. Por aquele tempo, consigo ser a pessoa que não está nem aí para a opinião alheia porque eu banco meu estilo e minhas escolhas. Mas acima disso, eu banco quem eu sou completamente e não preciso de ninguém para me validar ou validar o que eu visto. E posso falar para vocês? É libertador.