Browsing Tag

Moda

2 em Autoestima/ Moda no dia 23.03.2017

O que a sua insegurança já te impediu de vestir?

Estava dando uma olhada nos blogs das amigas e me deparei com esse post da Cony, que fala sobre a gente não ter medo de usar certas peças porque elas remetem a ícones da cultura pop. Aí lembrei de uma história que aconteceu comigo quando eu devia ter uns 20 anos.

Estava numa Zara e me apaixonei por um casaqueto preto com detalhes bordados dourados. Sabe quando você bota uma roupa e se sente muito poderosa? Era eu. Naquele segundo que eu botei e olhei no espelho, eu me senti incrível. Eu tinha dinheiro para comprar, eu estava me sentindo bem até que meu marido – na época, namorado – vira e fala brincando: “Michael Jackson, é você?”

Meu marido nunca foi de dar pitacos nas minhas roupas, nunca me disse o que usar ou não usar, mas é inegável que há 10 anos eu era extremamente insegura. Eu lembro muito bem que essa era uma época que eu queria achar meu estilo, minha personalidade fashion, então, ao ouvir que eu estava parecida com o Michael Jackson, eu não conseguia encarar como um elogio – já que ele é um ícone da moda até hoje, convenhamos – e sim como se eu estivesse me fantasiando, não mostrando minha personalidade. Que besteira.

Eu hoje: “Nossa, ce tá parecendo uma paquita com essa roupa” – “Sério? Peraí, deixa eu pegar meu chapéu pra complementar o look”.

Só sei que um tempo depois eu voltei na Zara sozinha e achei o tal casaqueto na liquidação, metade do que eu pagaria se tivesse levado anteriormente. Experimentei empolgada, mas foi só me olhar no espelho que a empolgação que eu tive daquela vez não aconteceu. Não me senti linda, não me senti poderosa, me senti uma cópia mal feita de alguém originalmente com estilo. E saí super chateada por vários motivos. Por ter sido influenciada a não comprar algo que tinha amado por causa de uma brincadeira, por estar me sentindo sem personalidade e, acima de tudo, por me sentir insegura.

Hoje eu vejo que ter o aval das pessoas próximas era essencial. Eu precisava ouvir que estava bonita, que a peça que eu vestia era linda para ter certeza que tinha feito uma boa escolha. Caso contrário, qualquer brincadeira já era o suficiente para desmoronar minha frágil segurança fashion, que mais parecia um castelinho de cartas.

Nessas horas nada mais reconfortante que uma boa dose de maturidade. Perceber que o mundo trabalha com referencias e que é maravilhoso se inspirar em quem você admira. Se alguém me disser que estou parecendo o Michael Jackson – ou uma paquita, ou os Beatles em Sgt. Pepper’s – quero mais é abrir um sorrisão e falar: “é isso aí, que bom que meu objetivo foi alcançado!”

Mas para quem acha que esse assunto de insegurança na hora de se vestir está muito bem resolvido para mim, que nada. Aprendi a não ligar para a opinião dos outros no que eu visto, mas ainda sou encanada com várias peças como cropped, decotões ou vestidos muito justos. Minha relação corpo-roupas ainda é uma questão em vários momentos, mas estou tentando superar certas limitações. Outro dia mesmo, ousei experimentar um vestido com decote gigante, logo eu, que evito a maioria por complexo de peitão. Quem sabe eu não aprendo a lidar com essas questões??

3 em Looks/ Moda no dia 15.03.2017

Preciso falar desse look, do meu corpo e de 2017!

Vocês lembram do #paponapiscina? Vocês lembram que contamos que a Marcyn foi uma das patrocinadoras da nossa festa tão especial? Então, durante a escolha de look pra festa eu optei por ficar com 4 modelos de roupa de banho da marca: dois maiôs iguais mas de cores diferentes, porque vestiam muito bem, e dois biquinis.

Nesse fim de semana que tive no parque das Thermas dos Laranjais eu aproveitei para levar o outro maiô e um biquini para passear, mas esse é papo para outro dia.

A Marcyn foi uma supresa enorme pra mim, esse modelo me vestiu como uma luva (meu número é 48 e ficou perfeito mesmo tendo pedido online). Fora isso amei a forma como a marca abraçou a festa, além de ver representatividade nas modelos do site, que tem moda praia, moda fitness e lingerie. A moda praia funciona bem pra todos os corpos, vide eu, Carla e Aline nos looks da festa.

Gostei tanto do modelo que resolvi ficar com o roxo (que minha mãe comprou um igual pra ela, inclusive) e nesse fim de semana, aproveitei pra usar, fotografar, postar no insta e trazer o look pra cá, já que não tem look meu aqui há um bom tempo.

Óculos Celine | Chemise Doux | maiô Marcyn | brinco Livia Kerr

Sim, eu sigo muito apaixonada por esses brincos da Livia Kerr e já encomendei mais uma cor. Aguardem, vai ter surra do brinco de concha, sim, porque quando eu gosto eu tenho a mesma coisa de cores diferentes, vide maiô, vide brinco.

Vou aproveitar o look do dia na piscina, pra falar de uma coisa que já falei no insta, mas não falei aqui. Se não fosse o #paposobreautoestima e o #paponapiscina eu estaria super insegura de estar de maiô entre tantos influenciadores como nessa viagem. Várias pessoas do mundo fitness e eu ali perdida, entre curvas e dobras. Seria fácil minha versão antiga se achar diferente do padrão, se sentir menos, mas graças à tudo isso que estamos vivendo e à toda essa revolução que está rolando dentro de mim isso não aconteceu. Eu não me comparei por um minuto com a chuva de corpos perfeitos ou imperfeitos que estavam comigo. Eu não me diminui, eu não me senti diminuída. 

Eu sei que tem gente que acha esse assunto repetitivo mas as estatísticas não mentem sobre a frequência com a qual mulheres pensam que não gostam de seus corpos. Assim sendo, precisamos falar muito sobre isso. Compreendo que quem está muito bem consigo pode achar cansativo, mas tem muita gente nessa luta com a gente e por isso eu vou repetir de novo (e de novo, e de novo), compartilhar cada vitória que eu tiver. O novo posicionamento do futi está ai para isso, para podermos falar nesse assunto e ajudar todo dia mulheres a se enxergarem de outra maneira.

Nesse fim de semana eu não comparei meu corpo com a de nenhuma amiga, nenhuma amiga comentou meu peso, ninguém mencionou o quanto engordei desde a última vez que nos vimos e eu não pensei sobre isso, não até a hora de escrever a legenda da foto e entender que tudo isso foi uma vitória pessoal. Na minha luta, na minha história.

Eu venho me cercando de mulheres que me jogam pra cima mas a primeira delas sou eu mesma. Eu vejo o que tenho de melhor no aqui e agora, parece que automaticamente minhas amigas também veem. Tem sido libertador viver assim.

Na hora que eu me organizar pra perder peso, quando (e se) eu decidir fazer isso, farei sem neurose, paranóia, sem dietas restritivas da moda ou mesmo sem transformar isso no meu único assunto. Ser Joana me reserva a possibilidade de falar de muitas coisas, que vão muito além de corpo, dieta e atender a um padrão que a sociedade me impõe. Sempre me senti diferente, hoje acho que sempre fui mesmo, até quando eu tentava ser igual a todo mundo. 

Espero que as fotos de maiô, biquini e moda praia não parem por aqui. Espero não ter vergonha, ser bem sem vergonha mesmo. Quero um 2017 de muitos verões, porque meus planos de viagem de verão não param! Então quero sim mais maiô, biquíni, protetor solar, pisicina, praia e amor, amor próprio, em qualquer lugar do mundo, no corpo do tempo presente, independente das mudanças futuras.

Quero ser feliz como sou hoje, por mais que queira mudar algo amanhã. Quero ver beleza e acolher com amorosidade o agora porque condicionar felicidade pro futuro – ou pro peso futuro – eu não quero mais.

Essa é a melhor versão de mim e eu vou continuar dividindo ela com vocês, com dobrinhas mesmo. 

Beijos

 

0 em Looks/ Moda no dia 15.03.2017

Ombrinho gelado, meu (nem tão) novo decote preferido

O título é muito estranho, eu sei, mas eu precisava traduzir o nome desse decote que por aqui se chama “cold shoulder”. É um nome muito tosco, que fez com que eu gargalhasse um pouco alto demais quando eu descobri e traduzi (sim, meu senso de humor pode ser meio bobo), mas faz todo sentido. As blusas ou vestidos que levam esse nome têm os ombros vazados mesmo com as mangas compridas, ou seja, o ombro fica exposto, e por consequência, gelado (ainda mais se você estiver aqui em NY no momento haha falei que meu humor as vezes é bobo).

A primeira vez que eu me apaixonei por uma blusa com esse decote foi no ano passado, quando a Ana Paula ex BBB apareceu com uma no programa e me inspirou virtualmente. Eu não descansei até achar a bendita – e comprei em preta.

Estou cada vez mais sem paciência para tendências passageiras e tento evitar comprar roupas que provavelmente enjoarão em menos de 6 meses ou então peças que não me valorizem só porque está na moda (acreditem, já fiz muito isso!) Esse tipo de compra com consciência é maravilhoso e tem feito com meu armário esteja se transformando em um ambiente cheio de peças que eu amo de verdade, facilitando a vida na hora de sair de casa e quando eu quero me sentir confiante sem dificuldade. Mas ele também me deixa menos criativa e muito mais exigente, o que nem sempre é algo legal.

Um exemplo recente foi o caso das blusas e vestidos ombro a ombro. Eu fiquei meses namorando várias peças nesse estilo mas impondo mil limites em mim, achando que não ficariam legais ou porque tenho peito grande ou porque eu tenho ombros largos e não deveria valorizá-los. Acho que o “ombro gelado” – que foi a primeira peça mostrando ombros que adquiri – foi o meio termo que me fez abrir a cabeça para experimentar o ombro a ombro.

Eu sou super entusiasta de usar roupas que nos valorizem, mas confesso que quando eu gosto muito de algo que pode não ser a melhor modelagem para mim, eu prefiro focar no que está me fazendo feliz, afinal a moda também foi feita para isso, né? Agora tenho vestido e blusa, inclusive já peguei a camisa do marido para tentar uma experiência, não me arrependo mesmo!

E apesar de eu seguir adorando essa tendência, meu carinho especial é todo para o ombro vazado, cada vez mais. Acho chic, acho sofisticado, acho sexy e acho democrático também. Meu tipo de decote preferido é o que cobre o pescoço, mas os que se dividem em alcinhas ou que parecem camisetas com ombros abertos também são super charmosos. Botei na minha cabeça que é o tipo de roupa que eu me vejo usando daqui a 20, 30 anos (e o fato de eu ver minha mãe usando blusas nesse estilo me incentiva, claro).

 

#acheinosafiliados

Vocês curtem andar por aí de ~ombrinhos gelados??

Beijos!