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11 em Autoestima/ Beleza/ Make-up no dia 18.10.2017

Blush no nariz – ou a primeira vez que eu fiquei intimidada sobre a minha maquiagem

Vamos pular para uma cena de uns 3 ou 4 anos atrás. Na época eu ainda ia em vários eventos para blogs e esse em específico era uma palestra com uma maquiadora de uma marca de maquiagem bem bacana. Tinha muito mais blogueira de beleza e maquiagem do que de moda e comportamento, e todas estavam super bem maquiadas.

Eu fui com a minha maquiagem de sempre: base de cobertura média, uma sombra meio marrom, rímel, gloss, sobrancelhas preenchidas, iluminador e blush. Básica, sem grandes montações, apenas uma versão um pouco mais maquiada de mim. Uma versão maquiada mas sem parecer que estou de cara lavada. Era um evento no meio da semana, no meio da tarde e não faria sentido para o meu estilo de vida – e o meu estilo em geral – estar de um jeito que eu poderia ir a um casamento. E tudo bem, eu convivo nesse mundo de blogs há tempo o suficiente para respeitar quem ama uma montação a qualquer hora do dia.

O evento estava bem interessante, a maquiadora estava mostrando umas novidades em uma modelo e mostrando uns truques. Até que chegou a hora do blush.

Não lembro o motivo que levou a essa discussão, mas só sei que no momento que ela passava o blush na modelo enquanto conversava com a gente, surgiu uma discussão sobre cafonices na maquiagem e eu só consegui ouvir a hora que uma das meninas presentes falou algo do tipo: “eu morro quando vejo alguém passar blush no nariz, gente é muito cafonaaa, não dá”. Logo depois várias se juntaram no coro e eu fiquei sem saber o que falar.

Existem várias técnicas de maquiagem que são polêmicas pela provável cafonice: Olho tudo, boca tudo. Blush mega marcado estilo anos 80. Aliás, qualquer maquiagem vinda dos anos 80. Batom vermelho com gloss. Sombra multicolorida. A novidade são as sobrancelhas onduladas. Até o batom snob não escapa dessa polêmica. Enfim, existem mil exemplos mais óbvios de maquiagens com viés cafona, mas nunca imaginei que o inocente blush no nariz seria motivo de conversa.

Desde que me entendo por gente eu passo blush nas bochechas e finalizo com uma pincelada no nariz. Nem considerava um truque de maquiagem porque associo sempre a uma fase que eu tenho saudades, que é de quando eu era menor, passava o dia na praia ou na piscina e ia dormir com bochechas e nariz rosados. Acho que fica com cara de saudável, de rata de praia, de surfista (por mais que eu tenha subido poucas vezes em uma prancha), mas tenho um carinho especial e nunca abandonei essa “técnica”. Por isso fiquei chocada quando descobri que em terras paulistanas, parecia ser quase uma heresia de beleza. Na hora eu não consegui nem mencionar que eu fazia aquilo, ao contrário, eu fui me encolhendo na cadeira e sentindo meu nariz pegando fogo, como se o blush tivesse virado um painel de led em cima do meu nariz.

Por um tempo eu tentei me controlar para não fazer mais isso. Me policiava tanto que quando o pincel começava a chegar perto do nariz, CAFONA surgia na minha cabeça em letras garrafais e em neon. O único problema é que quando eu acabava esquecendo e fazendo, eu não conseguia ver motivos que justificassem a cafonice. É um detalhe discreto, se eu não falar ninguém percebe (como tenho certeza que ninguém percebeu no dia, porque a discussão não era direcionada à mim). Até que um dia o óbvio apareceu para me botar no lugar.

  1. Eu quase não tinha contato com aquelas pessoas. Por quê eu sentia essa necessidade de não ser cafona pra elas?
  2. Será que não é uma coisa muito pequena para tanta encanação? Resposta: É!
  3. Se eu me sinto mais bonita assim, por quê eu deveria mudar e virar minimalista do batom vermelho ou Kim Kardashian?

Depois disso, peguei meu pincel, passei no blush e voltei para a minha vibe praiana-não-importa-onde-eu-esteja. Nunca mais tinha pensado nessa história até hoje, quando pensei e o primeiro pensamento que veio na minha cabeça foi: “Carla, mas como você era boba, né?”. Ah, como é boa a sensação de ser você mesma, com ou sem cafonices. :)

>>>>>>> já que estamos falando de blush, quem está procurando algum, essa é a lista de alguns que já usei ou estou usando e amando que estão nos sites afiliados <<<<<<<<<

 

4 em Beleza/ Make-up no dia 14.09.2017

Meu maior truque de maquiagem!

A última vez em que fui a Londres (ô, saudade) foi em fevereiro de 2015 e curiosamente a compra que mais fez diferença na minha vida foi um DELINEADOR. Não que eu não tenha feito um achado ou outro na Primark, mas aquela foi a viagem mais “econômica” que eu fiz para meu paraíso pessoal de compras e sempre usei tanto as roupas que trouxe da capital mundial das roupas com grade boa, que jamais imaginei que diria que uma maquiagem foi a melhor compra que fiz no destino.

Não pensem que eu estou diminuindo compras de make-up, não. Elas SÃO um vício pra mim, inclusive. No entanto esse item que comprei meio no impulso apareceu para mostrar mais uma compra inteligente (modéstia à parte) que fiz.

De fevereiro de 2015 para cá, nenhum item de maquiagem foi tão elogiado. Ele sempre dá um toque de maquiagem super produção, mas na verdade é simples de usar sozinha, fazendo em casa mesmo.

Sim, já se foram 3 parágrafos e eu não contei pra vocês que o produto de que tanto estou falando é um delineador de glitter, o HEAVY METAL, da Urban Decay. Ele tem muitas cores disponíveis, mas nesses anos todos a que me acompanhou foi a dourada.

Como disse antes, foi uma compra meio no impulso. Não era uma necessidade nem mesmo um desejo, mas entrei na UD de Covent Garden e pronto, a vendedora tinha o delineado de purpurina mais lindo que eu já tinha visto e eu me encantei. Naquele segundo perguntei que produto era aquele e já sai com a caixinha na bolsa, simples assim. Sem nem saber se eu e minhas antigas duas mãos esquerdas daríamos conta dele.

A verdade é que quanto mais fui desenvolvendo minha mão direita no universo de maquiagem, mais fui percebendo que não imaginava que um delineador pudesse fazer tanta diferença nas minhas aventuras e desventuras nesse universo.

Agora, nessa minha viagem para o Chile, me deparei com uma loja da UD em Santiago e tinha todas cores desse item tão indispensável e nada básico para o meu kit. Acho inclusive que eu tinha que ter comprado outro dourado também, mas na hora meu librianismo me deixou entre o prata e o arroxeado, acabei indo no roxo e estou adorando. 

Ah, mas Jô, você falou tanto e não mostrou como usa… Então, como vocês sabem, não tenho muito dom para tutoriais, mas basicamente faço 3 usos do produto:

  • delineador
  • sombra
  • base para sombra metalizada ou com algum tipo de brilho / cintilância

Como delineador eu confesso que gosto de usar fazendo um delineado duplo. Primeiro risco o preto, faço o traço e depois chego logo acima, coladinho e risco o delineador de glitter. Tem que ficar com o olho meio entre aberto, sem abrir todo por um tempo. A ideia é não carimbar o côncavo.

Como sombra eu espalho ele na área desejada e não me preocupo com isso do tempo de secar.

Como primer para outras sombras eu aplico na área desejada e depois deposito a outra sombra por cima, uso MUITO esse efeito em grandes eventos e casamentos, mas já usei no Carnaval. É meu pretinho básico dos eventos do futi. <3 

Se você ama um brilho e curte experimentar produtos novos, pode ficar de olho nesse delineador de glitter. Eu tenho duas cores (midnight cowboy e acdc), mas não penso em parar por aí. To louca pra testar ele com um pigmento purpurinado, mas isso será aventura para os próximos capítulos.

Ele custa US$20 e a má notícia é que infelizmente eu nunca achei para vender no Brasil e não conheço nenhum produto parecido de marca nacional (quem tiver a dica, pode dar aqui nos comentários!).

Vocês gostam quando eu falo dos produtos da maquiagem que eu to curtindo? Tenho experimentado cada vez mais categorias, técnicas e produtos dessa categoria, mas como não sou nenhuma guru ou fera no assunto, fico na dúvida se vocês querem esse tipo de post. Me contem, porque posso fazer mais ou menos de acordo com a demanda de vocês. Postando ou não, brincar com a maquiagem sempre me ajuda a sentir mais segura e confiante, ainda que eu não precise atender a padrões e regras nesse universo também.

Beijos

6 em Autoestima/ Beleza/ Make-up no dia 12.07.2017

Padrão de beleza e maquiagem, um pensamento solto!

De uns tempos pra cá tenho pensado muito que maquiagem precisa ser uma ferramenta para nos libertar, para nos ajudar – se quisermos – a exercer a liberdade sobre nossa imagem, nos possibilitar ser mil versões e nos ajudar a encarnar cada versão de nós que pode ser interessante naquele momento.

Há duas semanas fui a uma aula de automaquiagem da MAC e o que eu levei de lá foram questões muito mais bacanas do que um lançamento, uma dica de olho esfumado ou uma cor de batom que será o “must have” da estação. A incrível Fabiana Gomes chegou quebrando a banca e indiretamente mexendo comigo desde o primeiro momento. Ela me fez pensar para caramba, me tirou da zona de conforto e desde então, estou num processo de mergulho interno refletindo sobre o que eu acredito que seja o que mais funciona pra mim, tomando mais consciência das minhas decisões de beleza, ainda que elas permaneçam as mesmas.

Você pode seguir a @f.a.b.i.a.n.a.g.o.m.e.s no insta

Logo de cara ela nos levou a tirar a maquiagem e eu fiquei vulnerável pela primeira vez nessa aula, Mal sabia eu que seria a primeira de algumas vezes. Mostrar minha acne, ainda que a pele esteja melhorando, não é algo tão fácil pra mim. Eu não estou em busca de uma pele perfeita, aliás, perfeição é um conceito que estou tentando manter longe de qualquer palavra que esteja ligada ao meu corpo como eu contei no post da tatuagem. No caso, eu faço muitos stories de cara lavada e vou à rua assim também, mas estar num ambiente de trabalho sem maquiagem foi difícil pra mim. Eu estou desde dezembro tão empenhada na minha automaquiagem que aquele momento não foi pessoalmente fácil, mas não foi isso que me fez pensar.

Logo de cara Fabiana trouxe questionamentos sobre a necessidade de uma pele tão pesada ou contornos tão marcados. De cara ela começou falando dessa pele tão rebocada que aparece diariamente em todos os perfis de instagram de beleza do mundo. Ela falou da necessidade de pararmos de achar que a maquiagem social precisa reproduzir essa pele sem poros, perfeita e com muitas e muitas camadas de produto e base de alta cobertura.

Não, ela não estava tentando vender produto. Aliás ela sabe que essa “moda” faz a marca vender mais e mais, mas no longo prazo nos aprisiona em novos padrões de beleza mesmo quando queremos quebrar padrões. Ela me fez lembrar da minha teoria de que no instagram só funciona o perfeito, até mesmo quem representa as minorias no instagram carrega muitos likes e comentários quando faz uma pele perfeita, uma maquiagem perfeita, um look perfeito, num cenário perfeito e numa foto perfeita. Ou seja, até para quebrar paradigmas nessa rede é preciso ter perfeição envolvida.

Nessa hora me deu um baque, será que precisamos fazer tanta pele? Será que essa vida de blogueira se desdobrou pra audiência e a gente está se acostumando com uma maquiagem de “instagram”, de casamento ou formatura na nossa rotina? Eu achei LINDA a proposta que ela deu de não usar base sempre, achei incrível o conceito de que não precisamos “corrigir” a pele de todo mundo igual e achar que todo mundo precisa parecer que não tem poros. Existem casos e casos, situações e situações.

Eu, minha pele oleosa e minha acne seguimos firmes e fortes no universo da alta cobertura, mas certamente vi valor nessa pele mais natural, nessa beleza toda mais simples porém iluminada e com uma pele cheia de viço. Com um preparo que cuida, hidrata e afins. Me deu uma sensação que mais importante do que mascarar nossa pele é entender dela, cuidar das necesidades dela e esses cuidados permitirão maquiagens cada vez mais bonitas, chiques e funcionais, não só perfeitas para uma foto de instagram.

Depois do assunto “vício das peles pesadas” fomos para uma reflexão sobre contorno de rosto. A Fabiana tocou num ponto importantíssimo. No ocidente estamos presas no novo padrão de beleza de “consertar” todos os rostos com contorno para deixa-lo oval, entendendo que existe um tipo de rosto certo, entendendo que ter um rosto que parece mais magro é o certo e criando mais um padrão na maquiagem que pode ser usado de vez em quando como um artifício, principalmente pra quem trabalha com foto e imagem, mas pode ser mais uma coisa “inofensiva” que está na nossa rotina para atendermos o padrão.

Nessa hora viajei nas minhas ideias novamente e refleti sobre o fato de que todo mundo diz que quer quebrar os padrões, mas muitas vezes ainda se pega muito preso a admirar apenas aquilo que atende a esse conjunto de regras do perfeito. Então eu falo que quero ver um mundo melhor, mas só vejo beleza naquilo que eu entendo socialmente falando como bonito. Em tipos de belezas usados de uma forma que deixem o corpo “certo”,  a maquiagem “favorecendo” e outras coisas simples, mas que vem cheias de mensagens subliminares de certo e errado.

Quando ela foi ensinar a fazer o olho eu já tinha me perdido, primeiro porque eu não estava nada familiarizada com essa tecnica, segundo porque eu realmente comecei a refletir. Eu amo o poder que eu sinto quando faço uma maquiagem poderosa, mas quero ir aos poucos transformando essa maquiagem em algo funcional, boa pro social. Na prática sempre tento fazer algo bacana, mas não dou conta de elaborar aquelas super makes de instagram.

As vezes a gente entra numas pirações que faz a gente esquecer que as necessidades de performance de uma maquiagem de desfile, casamento, fotos para uma revista, eventos de trabalho ou eventos sociais de uma maneira geral são diferentes. A Fabiana me levou a pensar e repensar sobre isso. Vou continuar usando o que eu gosto, o que me dá vontade, mas vou refletir sobre o quanto preciso ou não atender certas demandas externas, das pessoas ou do mercado.

Eu acho que a gente pode tudo, usar a maquiagem que quiser, fazer a versatilidade que der vontade no rosto, mas vale termos uma palavra chave: consciência. Podemos procurar ser cada vez mais livres. Desde esse dia eu parei de me contornar toda vez, parei de fazer cobertura pesada todo dia. Continuo gostando de uma maquiagem pesada mas quero escolher cada vez melhor que tipo de maquiagem usar pra cada situação. Na verdade, quero ir me livrando de qualquer aprisionamento que eu possa ter com essa ferramenta que eu gosto de usar pra evidenciar o melhor da minha beleza e não transformá-la em algo que ela não é.

Pra mim, maquiagem é sobre criar versões diversas da gente mesma, sobre se curtir e ajudar a se gostar no espelho. Acho que se a gente passa a levar a maquiagem de uma forma mais leve fica mais fácil deixar sobressair a nossa personalidade, jamais perdendo a nossa identidade.

 

Quem acompanha nossos stories viu que essa semana teve aula da @maccosmeticsbrasil no Rio, com a super @f.a.b.i.a.n.a.g.o.m.e.s! O melhor da aula não foram as dicas de MAKE, pra mim foram os questionamentos sobre o padrão de beleza ocidental que vem impondo (sem a gente notar) um tipo certo de contorno e afins! Amei os questionamentos e espero transforma-los em post! No entanto vou falar de outra coisa, dos presentes que ganhei (e de fato amei, já coloquei pra uso) + as compras que fiz com os 30% de desconto que ganhamos no dia do evento. Presentes : AMEI a fragrância do perfume #velvetteddy, ganho sempre perfumes que não amo, esse eu adorei! Ganhei exatamente o blush que a @gabihmachado me indicou pra contorno (HARMONY), ainda não usei, mas aposto que vou amar. O prep+prime de lábios, já tinha tido e gostado. E A ESTRELA DA FESTA, a paleta de sombras COPPERDELUXE, mais a minha cara impossível. Compras: iluminador DOUBLE-GLEAM, o segundo iluminador Soft & Gentle da minha vida (sim, acabei com um em UM ano) e outra dica da Gabih, o FIX+ (embalagem de viagem). #belezanofuti Eu amei a aula, o convite, os pensamentos propostos e os presentes @laisbemerguy e @indexassessoria! Muito muito obrigada! <via Jô>

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Obrigada MAC e Fabiana Gomes, além de produtos sensacionais, vocês me deram muito no que pensar, refletir e diversificar na minha maquiagem.