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3 em Looks/ Moda no dia 29.05.2017

Look da Cá: quando uma brincadeira vira O detalhe do look

Já tem alguns meses que tenho visto bandanas passeando pelos Pinterests da vida, e apesar de gostar dos looks, não me via usando. Eu acho o máximo usar acessórios poderosos para dar vida à produção, mas nesse sentido acho que era um pouco bitolada porque sempre associava esses acessórios à colares, pulseiras, uma bolsa ou até mesmo um sapato mais tchan.

Assim como eu tinha preconceito com estampa vichy, eu acho que também tinha com lenços no pescoço, por isso mesmo não os encara muito como um acessório modificador de look. Quando não estava associando à uniforme de aeromoça – que não é feio, mas é formal demais para o meu estilo – lembrava de looks da minha avó e achava que não iria combinar comigo MESMO.

Até que vi em uma menina que cruzou comigo no meu prédio. Ela estava maravilhosa com um vestido preto e uma bandana vermelha amarrada. Depois cruzei com outra na rua, de camiseta branca, jeans (praticamente meu look, né? rs) e uma bandana preta. E depois eu vi pra vender em algumas lojas (Urban Outfitters, Madewell, todas estão vendendo) e fiquei bem tentada a comprar mas meu juízo falou mais alto e me convenceu a não comprar algo que provavelmente eu enjoaria ou usaria pouco.

Por coincidência, meu marido fez aniversário sexta passada e ganhou um presente bem singular, que era pra ser zoeira. Obvio que era uma bandana. Assim como fizeram no nosso casamento, os amigos adoram sacanear o Bernardo por causa de uma fase que ele andava com uma bandana na cabeça (sim, essa fase existiu e não, eu não estava presente nessa época, acompanhei de longe apenas rs). Na hora eu virei para o amigo dele que deu o acessório e disse: “você sabe quem vai usar isso, né? Obviamente sou eu!”

Ele enxergou zoeira, eu enxerguei oportunidade e pronto, no dia seguinte do aniversário, lá estava eu botando o lencinho no pescoço pra jogo nesse look aqui:

Camisa Madewell | Calça Eva | Sapato Steve Madden | Bolsa DVF

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Não vou dizer que me olhei no espelho e achei maravilhoso de cara. Eu estranhei um pouco, a imagem do uniforme de aeromoça tentou vir à tona mas eu não deixei. Imaginem, eu tava de calça rasgada, blusa largada, zero formal, não tinha como a associação acontecer. Depois, assim como acontece com tudo que eu visto e não me sinto segura de cara, fiquei achando que todo mundo estava olhando pra mim. Mas aí fui cruzando com tanta gente usando lenço no pescoço (sim, a tendência tá bem forte nas ruas daqui) que concluí que ninguém estava nem aí para o que eu estava usando (como 99,9% das vezes, aliás). Aí relaxei de vez. :)

No dia seguinte tentei de novo, dessa vez com o lenço mais solto no pescoço e já estava achando que ele era uma ótima forma de dar graça aos looks. Ou seja, acho que ele ainda vai aparecer por aqui ou pelo insta algumas – muitas – vezes!

Vocês curtem essa ideia do lenço no pescoço??

Beijos!

1 em Looks/ Moda no dia 25.05.2017

Look da Jô: uma bota pode mudar tudo!

Acho engraçado que todo mundo passou o último mês elogiando minhas botas, nenhuma delas é da coleção desse ano mas todas são da Cavage. Parece até que eu estava escondendo o jogo, mas para falar a verdade é o tempo do Rio que não me ajudou no último “inverno”.

Bom, verdade seja dita, assim como algumas cariocas, eu já tive umas 1.200 questões com botas antes de virar blogueira. Nunca fui de usar por aqui e as que tive na infância e adolescência eram da minha “versão vaqueira”, então rolou uma associação fashionística de um período onde meu estilo era muito mal resolvido.

Sim, para quem não sabe eu fui criada indo pra fazenda todo fim de semana, andando de galocha, subindo no cavalo, tirando leite da vaca, usando esporas quando necessário e ouvindo o CD Amigos. Sertanejo era uma paixão minha muito antes dessa moda do universitário. Ou seja, a contextualização serve pra eu dizer que além da minha cidade não ter muito a DEMANDA de botas, esse calçado sempre me fez lembrar da época que eu me vestia toda descombinada na roça.

O tempo passou, meu estilo ficou mal resolvido por outros motivos que eu ainda desconheço. Volta e meia eu montava looks caricatos de tão vintage tentando encontrar aquilo que comunicaria minha personalidade. Eu amo renda, amo peças românticas, modelagens femininas e um toque antigo, sim, mas descobri que acho tudo isso muito mais moderno, divertido e a ver comigo quando eu consigo dar um toque mais urbano ou rock and roll.

Ai voltamos às botas e chegamos no look de hoje.

Quando a Barbara, minha amiga do Ceará que é coordenadora de estilo de uma marca muito bacana de lá, me ajudou a resolver o problema que eu tinha com esse vestido.

Eu contei pra ela que adorava a peça, a modelagem, mas que tinha problemas de usar porque toda vez eu apostava numa bolsa delicada e um scarpin elegante. Fica ótimo, chique, mas ao mesmo tempo muito óbvio, não traz o outro lado da minha personalidade que eu tenho tentado trazer pro meu estilo, um toque mais moderninho.

Assim, ela sugeriu duas coisas: uma jaqueta de couro + uma bota bem moderna. Na hora lembrei que foi mesmo uma maravilha me livrar do preconceito com botas, porque elas realmente ajudam nesse tipo de proposta. Peguei minha bota envernizada com salto de madeira e coloquei pra jogo.

vestido Zara | jaqueta Naf Naf | bota Cavage (inverno 2016)

Não poso negar, eu AMEI a produção. O vestido perdeu o ar “boa moça” que eu queria tirar e trouxe um toque mais urbano, fashionista, que eu queria. Não é que tenha sido a descoberta da pólvora, mas foi o toque simples que fez a diferença. Se antes eu usaria esse look de sapatilha e blazer, em Curitiba aderi à ideia da Barbara e deixei tudo mais interessante.

Esse foi o look que usei para chegar em Curitiba e passear no Jardim Botânico. 

O que vocês acharam?

Beijos

11 em Looks/ Moda no dia 24.05.2017

Dê uma chancezinha pro xadrez vichy p&b, vai…

Apesar de eu assinar embaixo naquela frase de que peça com estampa de onça é praticamente neutra, quem vê meus looks por aqui ou no instagram consegue perceber que eu sou pouco estampada no meu dia a dia.

Tirando casos de amor à primeira vista por certos tipos de estampa, a verdade é que eu costumo implicar com muitas por motivos bem idiotas. Medo de enjoar, medo de ficar “marcada” e dar a impressão que eu só uso uma roupa (esse é o medo mais imbecil de todos, eu tenho plena consciência) e muitas vezes, por puro preconceito mesmo.

Preconceito? Pois é. O xadrez vichy, por exemplo, passou quase a minha vida inteira sem chance no meu armário porque eu associava imediatamente à toalha de piquenique ou de mesa de restaurante. Até começar a pipocar a versão dessaturada dos clássicos vichys azuis ou vermelhos com branco e eu me ver pagando a língua lindamente. Ah, a moda sendo irônica sempre, né?

Não resisti à uma blusa quando passei pela Zara de SP em fevereiro, e desde então ela tem sido minha queridinha, daquelas que eu uso com todo cuidado porque não quero estragar nem ficar sem (com criança vocês sabem que pra sujar qualquer roupa é uma piscadinha, né?). A blusa em questão é essa:

É impressionante como é só eu botar a bendita para me sentir muito fashionistinha, chega a ser até engraçado.

Aparentemente essa é a estampa da vez, o que quer dizer que praticamente todas as fast fashions providenciaram modelitos em vichy para enfeitarem suas araras. E sabem o que tem acontecido? Um fenômeno muito curioso onde meu olhar é direcionado imediatamente para tudo que é xadrez preto e branco que tem nas lojas, não importa quantas estampas, luzes e paetês estão pulando no local.

Outro dia, inclusive, tive que me controlar para não sair levando outra blusa parecida com a que eu tenho, mas a saia ainda está nos meus planos, confesso. :)

E o Pinterest, que depois que eu resolvi procurar por inspirações de looks para usar minha blusa, até hoje me sugere todo tipo de roupa em vichy? É uma tentação, pra não dizer um complô pra me deixar mais influenciada ainda.

Minha única dúvida é: vocês acham que vale ter mais de uma peça da mesma estampa no armário? Meu coração diz que sim, mas minha razão diz que é besteira.

Enfim, já que por enquanto estou me controlando por aqui, passo a vontade pra vocês aí. E quem também tem preconceito com essa estampa, pode pensar duas vezes, viu? Palavra de quem torcia o nariz e agora está com o bolso coçando para ter outras no estilo.