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0 em Moda no dia 17.04.2018

Vamos ousar mais nesse inverno?

Se tem uma época do ano que todo mundo fica naturalmente mais arrumado é no inverno. Isso se deve ao fato de nessa estação a gente construir produções que incluem mais sobreposições de peças, pra poder nos aquecer mesmo. Mas já parou pra pensar que essa montagem toda pode deixar de ser apenas um ato obrigatório diário de “ter que se vestir” e se tornar uma grande sacada pra aumentar nossa autoestima? Minha proposta pra essa estação é ousar mais nos looks.

Muita gente pode achar moda uma futilidade, algo irrelevante. Pois digo que ela foi o fator que me levantou quando eu estava na minha pior fase de aceitação com meu corpo. Foi tentando me desafiar a usar o que eu gostaria mesmo vestindo 48 que eu comecei a me apaixonar pela arte de se vestir. Sem padrões, sem obrigatoriedade de usar o óbvio e o que tá na passarela. Podendo abusar de peças que me deixam confortável em qualquer situação e que me fazem olhar no espelho e me sentir verdadeiramente bonita.

Mas voltando ao inverno, que tal a gente usar essa estação como nosso degrau rumo à uma autoestima mais alta com o auxílio da moda? Minha ideia é aproveitar a estação mais fria do ano para abusar de peças que nunca pensei que usaria. Ou pior, que a mídia insiste em dizer que eu, no auge do meu peso, não posso usar. Quem disse? Já fiz uma lista de peças que quero incluir nos meus looks e digo que mais de 80% delas já fazem parte do meu guarda-roupa e ficavam guardadas por medo de usar.

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A bota branca é uma delas! É uma tendência bem forte (assim como a vermelha) e fácil de encontrar em diversas lojas, com todo tipo de preço diferente. Ela cabe direitinho dentro do meu estilo pessoal, do jeito que gosto de me vestir e da imagem que quero passar. Só faltava um empurrão e pensar no look perfeito com ela. Pronto! Me joguei no jeans com jeans e a botinha nos pés. Adorei o resultado e com certeza repetirei esse look mais e mais vezes, talvez com uma terceira peça por cima.

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Os cachecóis e lenços são um desafio a parte pra mim, que sempre ouvi que eles podem ampliar a silhueta e que gorda não pode usar. Pois bem, descobri que posso e devo usar sim! Já separei vários no meu guarda-roupa e estou só esperando o friozinho intenso chegar pra abusar dos mais diferentes modelos, cores e estampas.

Decidi que não vou mais deixar a mídia limitar a minha moda. Vou fazer com que ela aconteça de forma natural e genuína. A ideia é realmente que nosso estilo pessoal esteja acima de qualquer tendência passageira, qualquer informação sobre formato de corpo, qualquer dica de estilo dos outros. Bora enaltecer o nosso sentimento e o que nós queremos aderir, ou não, em nosso dia a dia.

 

4 em Looks/ Moda no dia 05.03.2018

Look da Jô: resolvendo a inadequação… Comprar no masculino foi a solução!

O post de hoje é sobre um look normal, comum, desses que você pode ver em toda esquina. Nele só há um detalhe curioso, que foi o suficiente para que a gente pudesse transformar uma roupa comum em um texto do blog: a calça jeans.

Mas Joana, por que uma calça jeans tão bonitinha e básica será assunto? Explico: porque resolvi pela primeira vez na vida dar uma volta na ala masculina da Zara e logo de cara achei uma peça que poderia servir de forma apropriada e confortável no meu corpo.

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Eu abri os horizontes e descobri que existe uma possibilidade de um olhar mais neutro, independente dos gêneros na moda. Se meu short jeans preferido pode fazer referência a um modelo “roubado do namorado” e por isso se chama boyfriend, por que eu não poderia testar de forma mais literal essa experiência? Por que não entrar na Zara Man e buscar peças que podem, sim, vestir bem, sem precisar ter um namorado pra isso?

Eu sou apegada à peças com algum grau de cintura marcada, então creio que jaquetas ou camisas nem sempre poderão fazer meu estilo, mas shorts e calças jeans masculinos podem mesmo atender as minhas expectativas, a partir de agora ficarei de olho.

Esse post poderia acabar aqui, mas não vai…

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camiseta Miss Mano | calça Zara Man | bolsa Santa Lolla | bota Cavage | óculos Euro

Não acaba aqui  porque o que rendeu muitas trocas de comentários e mensagens diretas no meu instagram não foi o fato de eu ter comprado na sessão masculina de uma loja…. Foi o fato de eu ter contado que não é simples comprar calça jeans para o meu tamanho quando levamos em conta as lojas convencionais do shopping. Isso sim impressionou uma galera.

Bom, no quesito tamanho me sinto pouco incluída justamente por estar em um limbo. Diferente da maioria das minhas amigas mais magras e mais gordas, eu não vejo muitas opções em lojas brasileiras, ainda mais nas mais descoladas ou com um custo benefício mais bacana. Muitas vezes vocês me perguntam de onde é uma peça mais estilosa, quase sempre cito que é de alguma marca de Londres, o lugar que eu acho mais democrático em termos de tamanho. 

Não conseguir comprar em lojas tradicionais e nacionais não é um problema que só enfrentei agora, com mais de 85 quilos. Para ser bem honesta, mesmo quando pesava uns 70 eu tinha muita dificuldade em encontrar peças que não pulassem ou apertassem o meu corpo. Elas cabiam, mas estavam sempre espremendo algo aqui ou ali.

Até hoje não sei se o problema eram as marcas ou a falta de referências, afinal, todas as minhas amigas vestiam calça baixa e eu queria vestir também, mas até no meu peso mais magro elas faziam tudo pular. Nessa hora eu poderia ter mudado de modelo ou comprado uma maior, mas o que ficava bom na perna, fazia pular na cintura e, nesse dilema, calças sempre foram uma questão. Até que aceitei o óbvio – não tão óbvio na adolescência: eu deveria usar calças altas, que favoreciam mais o meu corpo, independente da boca ou do modelo. Elas precisavam abraçar minhas curvas, não quebrá-las no meio. Foi assim que em 2013, eu comecei a empreitada de comprar calças altas e nunca mais parei.

No entanto, quando eu estou num manequim GG ou 44 fico no tal limbo: ou compro em lojas cuja grade termina aí (e na maioria das vezes o 44 na verdade veste um 42) ou preciso procurar marcas que ainda não conheço e que começam do 44 em diante para atender ao público plus size. Simplesmente ter uma grade que vai do 34 ao 48 é uma tarefa que parece inviável para as marcas que operam no Brasil. Eu particularmente acho triste, parece que segrega as mulheres ao invés de apostar em uma moda inclusiva para muitas.

No entanto toda a reflexão da calça masculina não ficou apenas no entorno de “encontrar ou não uma peça de moda na sessão do masculino”. Parece que causou algum incômodo eu afirmar que eu não conseguia comprar calça jeans na parte de mulheres.

Bom, para começo de conversa… Hoje, ontem e há alguns anos, independente do estágio do meu (ex para sempre, assim eu espero) efeito sanfona eu visto “extra large” na Zara. Sou larga, sou alta, sou grande, sou bem mais pesada do que a maioria das mulheres com quem convivo e tá tudo bem. Ainda assim sou uma privilegiada de pelo menos uns 60% da coleção caber em mim no maior tamanho. Muitas outras mulheres não têm essa mesma oportunidade. Têm o dinheiro, vão naquele shopping, mas não compram porque não conseguem. Então, tudo que eu disser a partir daqui, inclui o fato de que tenho consciência do meu lugar de privilégio que nem sempre preciso ir em lojas especializadas e o último tamanho de várias marcas pode funcionar pra mim – ainda que essas não sejam a maioria ou até mesmo com um bom custo benefício.

Segundo ponto, o jeans feminino da ZARA nunca coube bem em mim, sempre ficava baixa, o bumbum mal cabia e mesmo na minha versão mais magra, todas as vezes que resolvi dar uma chance, percebi que eles nunca abraçaram meu corpo bem. Ou seja, nesse caso não perdi muito, mas muitas outras vezes deixei de levar pra casa algo que realmente queria, para levar algo que simplesmente cabia, mesmo muitas vezes não vestindo bem. Quem passa por isso sabe tanto quanto eu que é uma experiência péssima.

 

Um provador pode parecer inofensivo, mas muitas vezes é ali, ao não encontrar algo que nos veste bem, que ganhamos uma real noção do quanto estamos inadequadas para a moda. Você pode ter uma ótima relação consigo, mas é difícil sustentar isso quando você não consegue se vestir da maneira que gostaria. Fico imaginando os dilemas e desafios das mulheres que precisam recorrer à marcas que trabalhem bem o conceito de “plus size”. Porque sair sem se adequar a algo que você queria traz uma frustração que se você não estiver muito segura de quem você é, pode mexer com sua autoestima.

Apesar de muito debate sobre meu rótulo “correto”, o que eu gostei nesse episódio foi de resolver minha questão. Queria uma calça 44 que resolvesse uma demanda, achei, gostei e comprei. Tinham números menores e maiores, a cintura é alta, ela é confortável e bem bonita.

No entanto, o que realmente me impressionou no assunto foi a quantidade de gente preocupada em dizer que eu não era gorda, ou magra ou que não era tão difícil encontrar roupa pra mim. Doce ilusão… Meu armário cheio das mesmas marcas e com toques de peças gringas denuncia: não é fácil comprar roupa para esse corpo aqui. Nunca foi, independente do peso. Os números da moda sempre foram motivos de depreciação, sugestões de emagrecimento ou comentários sobre meu corpo.

Por que a grade masculina de jeans passa do 46 e a feminina não passa do 42? Não sei! Quero evitar os argumentos clichês que tenho em mente, infelizmente eles são todos sexistas. Começa com a pressão da magreza feminina e termina com permissividade dos homens serem mais “do que um padrão de beleza”.

Beijos

fotos Pedro Mena: @menaphotography
0 em Destaque/ Looks/ Moda/ Patrocinador no dia 28.02.2018

Queima de estoque Marcyn: Moda Praia com 35 a 80% off!

Acho que as primeiras peças que postei da coleção de verão apareceram no nosso feed em setembro. De lá para cá, acho que nunca passei um verão me sentindo a mais fashionistas das banhistas na praia ou piscina. Para vocês isso pode soar trivial, para mim jamais foi.

Nesse verão eu curti a moda, o corpo e a praia de maneiras antes IMPENSADAS. Se eu voltar para 10 anos atrás, me pegaria 16 quilos mais magra, porém infeliz por achar que meu corpo nunca era suficiente. Meus biquinis eram meio pequenos, desses que combinariam com corpos diferentes do meu (das amigas ou revistas) e nada parecia ficar bom. Não havia representatividade. O problema sempre pareceu meu corpo, mas não era… Era minha cabeça e a maneira como eu me enxergava e as peças que eu escolhia pra vestir. Eu não me olhava com amor ou acolhimento, nem mesmo com respeito pelo corpo que estava comigo ali, naquele momento.

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Biquini meia taça estampa pirâmide

Achei que para conseguir me sentir como me sinto hoje, precisava mudar toda minha aparência. Tinha uma autoestima que eu precisava conquistar, o respeito por esse corpo onde minha alma vive e a coragem de usar a moda pra me expressar. Mas não qualquer moda, e sim aquela que de fato me cairia bem, me faria sentir bem. Demorou mas eu achei. :)

MARCYN MODA PRAIAMaiô vitral | Maiô palha | Maiô frente única | Maiô bordado | Biquini matiz

Passei a estação inteira descobrindo as maravilhas de uma temporada de calor bem aproveitada. Quem acompanha o @futilidades no instagram, ou até mesmo aqui nos posts do blog, viu várias vezes que eu tive a oportunidade de me curtir como nunca antes. Mostrei os meus looks várias vezes pra vocês, mas esse meu post de hoje é AINDA MAIS ESPECIAL, pois nele compartilho que: Toda seleção de moda praia da Marcyn está com descontos que vão de 35 a 80%. Sim, em TODAS as peças. 

MARCYN MODA PRAIA 3Top preto e turquesa | Hot Pant | Top preto | Top azul |
Calcinha vermelha | Calcinha turquesa | Calcinha preta

Nesse verão usei mais de 10 modelos diferentes e como vocês puderam ver, todos vestiram bem, cada um à sua maneira. Aliás, nunca pensei que tantos modelos diferentes me vestiria bem. Para vocês terem uma ideia, alguns dos modelos que usei já nem tem mais no site da Marcyn e por isso não vou poder dividir com vocês.

As vezes penso que quando eu me sentia inadequada para o verão, só via modelos que não abraçavam meu corpo, e os que o faziam, não tinham muita jovialidade. Essa coleção da Marcyn foi crucial para que eu mudasse toda minha relação com o verão! Por isso eu separei muito do que gosto pra apresentar vocês essa super liquidação, e por isso o post gigante cheio de imagens.

MARCYN MODA PRAIA 2Biquini meia taça estampa pirâmide | Biquini p&b | Biquini hot pant bamboo |
Maiô azul | Biquini ladrilho | Top avulso azul

Essas peças vão ficar comigo muito além de uma estação. A qualidade do produto é ótima e tem para todos os gostos, basta você passear no site e entender o que funciona para você e o que atende a sua necessidade. Quem sabe não tem o que você precisa, que vá te vestir bem e ainda num preço que você possa pagar?

Ninguém precisa ter muitas peças de moda praia, tampouco comprar o que não vai usar, mas só quem tem um biquini ou maiô que veste bem sabe a força que isso tem para nos ajudar nos nossos processos de gostar mais do que vemos refletido no espelho. Uma peça sozinha não resolve nada, mas uma pessoa vivendo um momento de busca de aceitação dentro dela pode fazer alguma diferença.

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 Biquini matiz

Espero que vocês encontrem peças que podem ser tão especiais pra vocês quanto foram pra mim! :) Sem dúvida nunca vou esquecer a primeira vez que me permiti viver a moda praia de outra maneira.

Beijos