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Look do Dia

1 em Looks/ Moda no dia 02.02.2018

Look da Jô: macacão Mono Tienda!

Há pouco tempo tive a oportunidade de conhecer uma marca diferente, feita por pessoas que eu conheço e com um tipo só de peça: o macacão. Sim, uma marca que vive das variações de um só produto. Tem macacão para festa, para trabalhar, para sair, para farrear e alguns dão para tudo isso junto. A Mono Tienda é um negócio que merece nossa atenção, ele poderia ser meu ou seu, só que é de uma amiga.

Quando eu ganhei o meu macaquinho logo fiquei com vontade de contar sobre a marca pra vocês, usei no dia que chegou. Sendo muito sincera parte da ansiedade vinha do fato que na moda é bem raro encontrar empresas cujos conceitos casem com o que acreditamos no #paposobreautoestima.

Amei saber que a MONO TIENDA possui uma filosofia sustentável com foco no Slowfashion. Além disso, as meninas acreditam que valorizando quem produz valorizam quem veste, assim sendo, a cadeia de produção é toda feminina. Das donas a costureira, passando pelo departamento de Marketing e fotografas sempre mulheres trabalhando para o bem-estar de outras mulheres. Quando a gente pensa no universo das nossas festas e eventos do papo isso faz todo sentido do mundo.

O que achei mais bacana é o quanto o discurso de sororidade não é só um textão de marketing, o feminismo está ali para quem quiser ver, assim como a busca por diversidade, respeito e igualdade. Algumas das peças são unisex e esse conceito “sem gênero” na moda é no mínimo uma oportunidade de nos fazer pensar, em condicionar menos o que são coisas de menina ou coisas de menino. Definitivamente achei curioso ver que o macacão que eu escolhi era unissex.

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

foto: Vitor Fernandes

Achei o preço do macacão curto que eu tenho super justo, mas o mais legal é que o G vestiu perfeitamente em mim (que ando numa fase 44-46). Saindo do eixo custo benefício e tamanho, eu ainda entraria na questão versatilidade para falar dessa peça. Não sei se vocês conseguem visualizar, mas além dessa pegada mais esportiva ou casual, ele consegue atender a uma produção minimalista mais chique. Essa peça me dá a sensação que se eu colocar um sapato mais elegante e uma bolsa neutra terei um look totalmente diferente, acredito 100% na capacidade desse item dar vida a um look mais sofisticado, outro mais esportivo e quem sabe um mais diferentão.

Já que ainda não consegui usar de novo para uma ocasião mais formal, vou mostrar pra vocês algumas outras peças que gostei dessa coleção Interestelar.

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Não é um mais fofo que o outro? Uns acho que são perfeitos pra uma festa ou um jantar, outros para curtir o dia, mas na verdade tudo vai variar de acordo com os acessórios e a proposta da programação.

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Puerto Madero Faixa

Ta ai mais uma peça que me imagino usando nas mais variadas situações, do jantar a festa ou do evento a reunião. Esse macacão preto é mesmo muito lindo, daqueles que daria textão na legenda do #paposobreautoestima.

Para Isa e Alice a gente deseja todo sucesso, porque empreender no mundo da moda do Brasil é para as corajosas, mas isso elas já provaram que elas são. Que vocês possam apostar cada vez mais na diversidade e em vestir todas as mulheres, que a moda de vocês permita que mais e mais pessoas se expressem livremente usando a moda. :)

Amei meu macaquinho, mas amei mais ainda o conceito da marca. Vida longa a esse projeto!

Beijos

0 em Autoestima/ Moda no dia 01.02.2018

Calça pantacourt: o temor da moda plus size que a gente pode usar sim!

A calça pantacourt é a nova versão da famosa pantalona, porém, como o próprio nome já incita, com comprimento mais curto. Geralmente os modelos mais convencionais vão abaixo do joelho, próximo à canela. Elas ganharam espaço no último ano e conquistaram o coração das fashionistas de plantão, fazendo parte de muitas coleções de marcas famosas. Como mulher apaixonada por moda e tendências, corri para as lojas logo no início do ano passado para garantir a minha. Quebrei a cara! Por incrível que pareça, mesmo sendo uma tendência forte da temporada, só tinham modelos até tamanho 42, no máximo 44, na maior parte das lojas.

Eu não desisti dessa paixão. Visitei muitas lojas, físicas e online, até que encontrei o primeiro modelo de todos: preto básico. É impressionante como sempre a moda plus size faz o pretinho básico primeiro, já que a gorda “nunca pode usar”, e quando pode, que seja preto pra “emagrecer”. Lógico que garanti a minha pra começar a me jogar nessa tendência. Pesquisei várias formas de usar e cai sempre em matérias de sites e revistas com as mesmas limitações: pantacourt encurta a silhueta e não é para gordas nem baixas. Sério mesmo?

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Me vi em pleno 2017 chateada por ter a calça que tanto queria em mãos e uma série de limitações para usá-la. Isso tudo por encurtar visualmente a silhueta, coisa que sinceramente não enxerguei muito no espelho. Eu me via linda e gostava da minha imagem com a calça.

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Foi aí que resolvi deixar de lado todas essas limitações fashion e me jogar na tendência como uma mulher de corpo convencional, cuja calça pode ser usada sem que a moda e a mídia torçam o nariz. Comecei com looks total Black, mas com salto nude para alongar o visual, e logo fui explorando outras possibilidades. Aos poucos essa modelagem foi ganhando espaço e outras marcas lançaram novas versões. Comprei todas que vi pela frente e gostei. Jeans, listrada, com cores diferenciadas, tecidos fluidos, enfim. Montei praticamente um novo guarda-roupa de pantacourt, que hoje se tornou uma peça indispensável pra mim. Logo eu, gorda e encurtada por ela. Hoje consigo usar pantacourt de tênis e cropped, sem medo de ser feliz.

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Meu conselho pra quem gosta da ideia da peça mas tem medo de arriscar é: experimente! Graças à nossa insistência e nosso grito de liberdade nas redes sociais, agora está muito mais fácil encontrar esse tipo de peça em tamanhos maiores. Experimente um modelo que você goste e que combine com seu estilo. Comece usando com roupas que já estejam dentro daquela nossa gama de peças curingas favoritas, que a gente sempre se sente confortável usando. O mais importante nessa hora é você se olhar no espelho e se sentir bem com a imagem refletida nele. Aproveita e compartilha nos comentários sua experiência usando esse modelo de calça tão limitado pela moda e tão apaixonante pra quem gosta de conforto assim como eu.

2 em Looks/ Moda no dia 25.01.2018

Look da Jô: conjuntinho (sempre) pode!

Posso contar uma coisa daquelas bem clichês para vocês? Nunca diga nunca na moda, você pode morder a língua. A rainha da tag de EU NUNCA desse blog era a Carla, mas é curioso como eu tenho meus momentos de dizer que não usaria algo e depois, pronto, vejo que estava totalmente errada.

Quando minha mãe chegou de NYC ano passado, ela me deu um short de bolinha. Caramba, eu amei. Ele é de uma das minhas lojas favoritas dos Estados Unidos, era do meu tamanho folgado (no Brasil sou sempre o último tamanho das lojas que frequento, quando cabe) e tinha uma modelagem A, que favorece meu corpo, ainda que eu evite atualmente ficar neurótica em tentar atender a regras de ampulheta/ proporcionalidade (uso vários que não são, mas esse sendo, ajuda a compor looks). Para completar, a estampa meio fofa ainda funciona bem para o lado meu que tenta (quase sempre de forma frustrada) trazer um certo romantismo aos looks. look-da-jo-bolinhas-3

camiseta e short J. Crew | tênis Keds | bolsa Coach | casaquinho Tory Burch

Quando eu ganhei o short descobri que eu amava usar num mix de estampas (com listras uso sempre) e com camisetas lisas. De cara minha mãe me ofereceu a camiseta dela com estampa igual para que eu usasse em forma de conjuntinho. Prestem atenção no fato de que repudiei a ideia com veemência.  Disse que ela estava doida, que isso ficaria péssimo e cortei a ideia pela raiz porque temos gostos muito diferentes. Ainda reiterei que essa mistura de conjuntinho já foi, era passado.

Ai ai moda, tantas tendências, tanta liberdade e eu ali sendo implicante…

Pois bem, eu estava errada. 

No dia do último piquenique de 2018, Carla estava aqui em casa e nada estava combinando com meu short. Foi assim que num golpe de “loucura” fui no armário da minha mãe e sequestrei a camiseta, incentivada pela Ca. Já que nada estava bom, eu iria arriscar. Afinal, com apoio moral, eu estava confiante de que se ficasse péssimo ela ia me dizer pra trocar. Ela não disse. Ao contrário, ela não entendeu o motivo de eu ser tão reticente em usar as duas peças juntas.

Foi assim que na hora que vesti acabei achando bem fofo. Usei pela primeira vez naquele dia, agora ela já ganhou versão com casaquinho amarrado e bolsa nova.

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É impressionante os pré conceitos que a gente alimenta na moda, né? É igual com corpo, peso e alimentação, um monte de crença que colocaram na nossa cabeça e a gente nem sabe de onde veio.

Se eu tivesse testado a sugestão da minha mãe de cara, teria gostado antes dessa mistura que ficou bem fofa no meu ponto de vista. Achei super a ver comigo. Ainda que não saiba definir meu estilo pessoal da forma que eu gostaria, cada dia fica mais claro o que eu gosto e não gosto. O meu estilo “arrumada usando a moda para me expressar” x o meu estilo “largadona básica” vão aos poucos se complementando mais e brigando menos, porque já não é mais sobre encontrar quem eu sou nos estilos e referências de fora, hoje é sobre eu descobrir o que eu gosto e o que eu não gosto. O que combina com a atual versão de mim. 

Uma leitora me disse e eu jamais esqueci: é a roupa precisa que me vestir bem, não o contrário.

Nesse meu processo geral de autoconhecimento, eu quero começar a usar a moda pra me comunicar de forma mais coesa comigo. Aquela sensação de que eu tinha que vestir o que dava começa a perder espaço para a vontade de me vestir de forma livre, usando o que faz meu coração bater, sem tantas crenças pré estabelecidas.

Aos poucos começo a ver que aquele papo de que a moda não era pra mim não existe. De alguma forma quando a gente começa a se sentir segura de quem é, a moda se torna para todas. 

Foi assim que mordi minha língua com todo prazer.