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Look do Dia

12 em Looks/ Moda no dia 02.08.2017

Look da Jô: retirando a capa de invisibilidade.

Sábado foi um daqueles dias em que eu revisitei por uma meia hora aquele sentimento estranho de inadequação, revivi uma daquelas situações antigas de evento de moda em que eu não era tão fashionista quanto o universo ao meu redor e me sentia com dificuldade de pertencimento. Com o tempo eu descobri que eu não precisava pertencer, mas demorou um tempo até o meu processo de autoconhecimento deixar isso tão claro pra mim.

Muitas vezes me senti diferente por não estar com um look super incrível com as tendências do momento ou com a marca queridinha das blogueiras. A culpa não era de ninguém, eu vestia a carapuça de uma frustração própria, proveniente de uma projeção feita em outras pessoas.

Eu amo a ideia de ir descobrindo meu estilo e usando a moda pra comunicar minha personalidade, eu ainda não faço isso exatamente da maneira que eu gostaria, mas cada dia que passa vejo mais valor nisso. Por isso, me descobrir enquanto entusiasta de moda é importante, ainda que eu saia básica todos os dias.

Não parece, mas eu adoro ousar. Meus sapatos e bolsas falam um pouco sobre isso. No momento com a recessão econômica eu acabo fazendo escolhas muito inteligentes de compras e roupas já não fazem parte dos jabás que chegam aqui em casa, o que é bastante compreensível. Com isso acabo investindo em peças neutras, que vou usar muito, pra dar vida ao meu estilo despojado, confortável e bem básico carioca.

Vamos falar desse look que causou tantos sentimentos mistos nesse sábado?

Bom, para quem não acompanha nossas redes sociais, sábado fui convidada pra participar de um papo bem bacana sobre saúde e corpo no #glamourbeautyfestival. A ideia era falar sobre meus pontos de vista sobre corpo e saúde, além de falar um pouco do #paposobreautoestima. Tinha tudo pra ser complicado, todo mundo que participou ao meu lado segue uma linha fitness, com várias verdades provenientes de crenças que pessoalmente eu considero limitantes e tento desconstruir diariamente. Eu estava insegura por isso mas entusiasmada com o convite e com a ideia de uma troca de pontos de vista diferentes.

O bate papo foi 200 vezes melhor do que a encomenda, achei que a Glamour conseguiu propor mesmo uma troca de ideias diferentes. Acho que a Renata Kalil brilhou na mediação e eu só posso agradecer ao mulherão sensacional que é a Pauli Merlo, que tem mesmo tentado mudar a revista pra muito melhor a cada edição.

Se foi tudo tão incrível, por que você se sentiu insegura,a Jô? Explico, além do fato de que eu não tinha como saber que eu iria me sair tão bem, modéstia a parte… Eu também não poderia prever como eu me sentiria antes de tudo acontecer, não fazia ideia que aquele sentimento irreal de inferioridade ainda poderia dar pinta em um dia tão especial.

No dia do evento, ainda de sair de casa, percebi que ao escolher o look eu precisava ir vestida da minha versão mais simples, básica e realista, mais fiel à minha essência possível. Foi assim que eu “praticamente” quebrei o protocolo de ir com ares fashionistas pro evento.

Sutiã strappy Marcyn | Camiseta Madewell | Jaqueta Amaro
calça Zara | Sapato Arezzo | bolsa swagger nova da Coach 

Quem me conhece um pouco mais sabe que fui vestida da versão mais básica, despojada com traços de elegância que eu conseguiria. A camiseta e a jaqueta traziam uma informalidade, o preto da calça e do sapato uma elegância e a bolsa um pouco de informação de moda, um borogó (to viciada nela).

Naquele dia de manhã acreditei que estar vestida da minha versão mais básica e genuína me daria confiança de lembrar o que realmente importava naquele dia: o que estava dentro. Minha simplicidade em questão visava honrar meu conteúdo e por isso eu não me arrependi.

O que eu não contei pra ninguém – aliás contei pra minha terapeuta – é que logo que cheguei no camarim me senti incompatível, inadequada e insegura. Nessa bateu uma saudade pontual da época em que eu era bem mais magra e meu armário vivia à base de presentes de marcas que queriam aparecer por aqui. Senti falta de usar a moda de forma tão versátil e ao mesmo tempo de encarar uma persona de blogueira com mais facilidade naqueles uniformes que não fazem tanto parte da minha rotina mais. Pareceu que se eu tivesse encarnado aquele personagem eu seria menos invisível de uma maneira geral.

No entanto, dessa vez a questão com a invisibilidade veio de uma comparação interna, pois absolutamente todas as pessoas da equipe da Glamour que falaram comigo sabiam quem eu era e demonstraram um enorme carinho com o “papo sobre autoestima”. Entre os outros participantes eu era mesmo um perfil diferente, mas diferente não tem juízo de valor de melhor ou pior. Por um momento eu quis encarnar o papel do patinho feio, mas não o fiz, não faz mais parte do meu perfil atender as demandas externas. Por mais que pra maioria eu seja mesmo inadequada, pra mim eu não sou e eu escolho não vibrar isso. Não importava mais que eu não era tão magra, tão bonita aos olhares do padrão imposto ou tão estilosa quanto as outras pessoas, eu era (e sou) a versão preferida de mim e disso eu tenho muito orgulho. Mesmo com toda opressão eu estava ali pra falar de um assunto tão importante.

Minha mensagem menos aprisionada sobre amor próprio e saúde precisava ganhar voz, era o meu discurso que me fazia estar ali e era ele que eu precisava honrar. Foi pra isso que eu me vesti na versão mais transparente de mim.

Da segunda pergunta em diante me senti tão confiante de mim, da minha verdade e de todo o projeto que eu e Carla fazemos que minha roupa passou a ser apenas minha roupa, que falava a respeito de quem eu sou, apenas adornando a minha voz. Eu me senti tão confiante e feliz, tão adequada, tão segura, que me lembrei da sensação de fazer a diferença que me faz continuar.

A moda pode nos ajudar sim, inclusive amo que a moda possa ser uma forma tão bacana de nos comunicarmos com o mundo exterior, mas não posso ser refém das demandas dela, de um estilo ou padrão de perfil de blogueira buscando fotos e looks perfeitos. Não posso me achar menos por não ter muitas estampas coordenadas, saias lindas ou peças novas no armário. Eu tenho outras prioridades agora e mais do que isso, eu tenho orgulho de ser quem sou.

Minha insegurança se tornou segurança quando eu coloquei os pingos nos is. A inadequação e a adequação estavam igualmente ali dentro da minha cabeça, era uma questão de escolher pra quem eu daria voz. Se cheguei insegura me comparando, posso dizer que sai de peito erguido com a sensação de estar realizando algo muito especial.

Antes eu era invisível pra quase todo mundo, agora não mais. Me senti tão endossada pela turma da revista Glamour, pelo pessoal do Ela e novamente me dei conta do mais incrível: não foi uma dieta detox, uma rotina de exercícios, um look montado ou uma bolsa grifada que me deu visibilidade. Foi a verdade, a minha essência e a nossa causa.

No fim não era preciso emagrecer 20 quilos para ser uma blogueira de moda, não era preciso viver de babyliss pra fazer lindas selfies, não era necessário estar com o look perfeitamente coordenado, só era preciso ser eu mesma. Sem filtro, sem máscara. Só era preciso estar segura de quem eu realmente sou.

Ponto pra você autoconhecimento.

2 em Autoestima/ Moda/ Patrocinador no dia 27.07.2017

Vem chegando o verão na Marcyn!

Todo ano quando agosto se aproxima se aproximam também os lançamentos de inúmeras coleções de verão. Moda praia nunca foi nossa prioridade, apesar de sempre ter sido uma paixão. Pra gente era aquele universo em que a gente era “inadequada” demais pra querer perto da gente, pra querer vestir no nosso corpo e postar no blog.

Ainda bem que a gente estava errada. Ainda bem que esse sentimento de inadequação não passava de uma crença limitante que a gente carregava, era só um peso nas nossas costas, que abrimos mão quando abraçamos o projeto do “papo sobre autoestima”. Nessa hora a Marcyn procurou o futi e nos abraçou de corpo, alma, causa e propósito. 

Agora chegou a hora de começarmos a falar do verão 2018, a coleção que começa a chegar no mercado. A primeira entrada foi um preview onde os modelos são lisos e estampados, para todos os tipos de corpos e com direito a combinar da forma que quiser. Não pensei duas vezes, com uma viagem marcada para Fortaleza escolhi 3 modelos diferentes para usar e acabei vestindo dois, sendo que misturei parte de cima com parte de baixo e provei pra mim mesma uma possível análise combinatória com apenas algumas peças.

Pessoalmente eu sempre achei que iria postar aqui diferentes modelos de maiôs, biquini é coisa que apareceu pouco porque eu não me sentia tão confortável. Se era pra postar, que fosse maiô. Se vocês notarem vocês me viram muito mais com essa peça do que com conjuntos, mas a vida dá voltas, a gente vai abrindo mão do que nos aprisiona e quando vemos já estamos mais livres do que imaginávamos. Foi assim que quando vesti os modelos do preview de verão eu me senti incrível, tão incrível que me senti adequada desde a piscina com o boy até a postar nas redes sociais.

Domingo passado acordei em Fortaleza e a primeira coisa que fiz ao sair do banho foi vestir meu biquini rosa, o modelo no qual me senti MAIS CONFORTÁVEL na vida inteira, com a parte de cima que mais amei em mim até hoje (sim, nesses 30 anos). Me senti plena, tão plena que a camiseta ficou na bolsa e a chemise foi aberta mesmo.

Top vermelho com Aro e Calcinha lateral franzida | Tomara que caia preto | Top com bojo turquesa | Top cortininha vermelho | Calcinha com regulagem azul | Calcinha control vermelha | Calcinha de lacinho preta

Respirei fundo e postei o look com segurança no instagram do futi. Nessa hora, melhor do que a minha sensação de felicidade de estar me curtindo com esse corpo, com essas curvas, foi a sensação de liberdade somada a gratidão pela audiência elucidada, desconstruída e aberta ao novo do blog. Mais uma vez nenhuma gracinha foi dita, nenhum xingamento, ninguém fazendo comentários irônicos.

Eu só podia agradecer por essa primeira entrada de Marcyn não ter tido maiôs porque me fez querer ousar nos biquinis e isso me deixou tão feliz, mas tão feliz que nem sei o que dizer. Foi mais livre e gostoso do que eu achei que seria!

A verdade é que já olhamos TODO o catálogo do verão 2018 e estamos MUITO FELIZES. As peças estão chiques, as estampas lindas, os modelos vestem todos os tipos de corpos e as modelos representam várias mulheres diferentes. Deu uma sensação boa de que nosso verão vestindo Marcyn vai ser chique, estiloso e divertido.

Vai ter muito sol, muito corpo de praia e muita piscina (com protetor solar, claro)! A gente nunca se sentiu tão adequada pra vestir a camisa de uma marca – quem dirá de moda praia, lingerie e fitness – por isso dá muito gosto de compartilhar com vocês a primeira entrada desse verão da Marcyn, que vai ser assim, com a gente de mãos dadas.

Top com bojo estampa mexicana | Top com bojo push up estampa mexicana | Calcinha com lateral franzida estampa mexicana | tomara que caia estampa vitral | calcinha estampa vitral

E se você pensou que só me senti bem no biquini rosa, muito se enganou. Na segunda tive um dia 100% de folga em Fortaleza e curti a piscina do hotel usando uma mistura de dois modelos que eu também amei. A parte de cima estampada + a hot pant preta que achei mais chique de todas.

Top com bojo estampa mexicana | hot pant preto liso | Top turquesa com aro | calcinha estampa mexicana | tomara que caia preto | calcinha de lacinho estampa vitral

Também me senti ótima, confiante, bonita e segura do meu corpo, me deu vontade de falar mais um pouco dessa minha relação. Quem sabe semana que vem eu faço isso, por enquanto só vim contar que a Marcyn começou a lançar seu preview do verão de 2018 e nós temos muitos motivos pra ficar de olho. Porque nesse verão queremos apostar, investir, usar e abusar de uma marca que acredita em representatividade no seu DNA, que se orgulha de vestir mulheres de todos os perfis e acredita na verdade que prega, sem medo ou vergonha, sem ser um discurso de marketing que não reverbera nas araras. 

Estou muito feliz com tudo isso e é uma honra dividir essa etapa da minha vida e da minha liberdade com vocês. É mágico viver de forma tão plena esse olhar mais acolhedor e amoroso para comigo mesma. 

Beijo grande (com muita gratidão a vocês)

0 em Autoconhecimento/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 18.07.2017

Look da Cá: cintura alta, um ombro só, mule e a “Carla pós Nova York”

Recebi esse look ainda das fotos “mãe perfeita do instagram“que eu fiz com a Adriana Carolina aqui em Nova York e senti muita vontade de postar. Não só porque as fotos estão lindas, mas esse é o típico look que eu chamaria de Carla pós NY.

Sim, porque nesse 1 ano que estou aqui, diria que existe uma Carla antes e depois de NY, e a Carla pós NY paga a língua quase todo santo dia.

Acho engraçado, já que a cidade não era desconhecida para mim, já vim tantas vezes que perdi as contas mas nunca, NUNCA, tinha experimentado a sensação da liberdade de poder vestir o que tiver afim. Acho que como turista a gente não presta tanta atenção nisso, né?

Mas morando a coisa muda de figura, para muito melhor nesse sentido. É difícil ficar indiferente quando você está lá, se limitando porque não quer usar cropped por ter gordurinhas pulando, mas cruza com várias meninas com todos os tipos de corpos usando a tal peça que você não ousava se permitir. Ou torcer o nariz para um sapato mas vê-lo sendo usado na prática com os mais diferentes tipos de looks e ver que o bichinho dá um samba bem bacana.

E nesse look, eu diria que a única coisa que eu já estava acostumada a usar no Brasil era um ombro só, e mesmo assim eu só tenho uma peça além dessa blusa, um vestido.

Blusa PS love Stripes | Calça Madewell | Mule J.Crew

O jeans cintura alta foi fácil de se acostumar, apesar do medo de destacar os peitos, a verdade é que depois do Arthur eu fiquei bem insegura com a minha barriga, que hoje é mais ou menos 85% do que era antes, e acabei adotando a cintura alta e os hot pants.

Mules, porém, me pegaram de surpresa. Saí do Brasil ano passado com a ideia de que era moda passageira, que eu ia deixar passar batido, que não fazia sentido gastar dinheiro nesse tipo de peça. Mas aí eu saí na rua e vi uma pessoa usando, entrava no prédio e cruzava com outro, entrava nas lojas e vários modelos e ideias de como usar pulavam em cima de mim. Bem, não resisti, né?

Comprei esse, um azul marinho que achei que combinaria com boa parte do meu armário, e desde então ele tem sido meu sapato do conforto. E para quem tem essa curiosidade (nunca ouvi tanto essa pergunta), pelo menos esse meu não sai do pé com toda essa facilidade.

Vendo essas fotos lindas eu vou além do momento gostoso. Eu fico morrendo de orgulho de me ver abrindo a cabeça para novidades e, por mais que eu ainda tenha um longo caminho a percorrer para chegar no grau de liberdade da galera que eu vejo aqui, não deixa de ser um incentivo para continuar tentando e não me limitando.