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* Look da Jo

6 em Destaque/ Looks/ Moda no dia 11.09.2017

Look da Jô: transparência, agora eu posso!

Transparência está na moda, eu acho lindo e AGORA posso usar!

Quando você leu o “agora” pensou que eu diria que emagreci, que perdi circunferência de cintura ou qualquer “ganho” que me desse uma placa invisível de “livre para vestir o que quiser”? Não, não é nada disso. Não é um corpo magro que pode nos dar essa plaquinha, somos nós mesmas e as verdades que acreditamos sobre nossa luz, imagem e beleza. 

Antes eu acreditava nas prisões que lia e ouvia, mesmo com 16 quilos a menos eu NUNCA ousaria sair de blusa transparente, com tudo ali, pra todo mundo ver. Nunca antes desse projeto e de toda conversa que a gente está tendo eu imaginei viver isso sem ter o corpo da Gisele. Desde que fui de maiô pra blocos, festas e eventos sem medo no carnaval tenho me sentido muito livre para testar o que quiser. O que significa que o #paposobreautoestima não mexeu só com a minha capacidade de ser feliz de biquini, maiô ou lingerie, mexeu comigo na moda também (e eu não sabia disso)!

Não que antes fosse de fato proibido mas a patrulha da moda não me assusta mais. Se aprisionar mulheres em regras sobre corpos, roupas, cabelos e padrões já me preocupou, hoje não preocupa mais. O julgamento do outro é só do outro e muitas vezes o outro nem julga, afinal se eu emano o que eu to sentindo, as vezes ele não sente a insegurança, consequentemente não procura por ela na minha imagem, no meu comportamento e afins.  Hoje eu me esforço MUITO para me sentir livre, mesmo com todo mundo falando o dia inteiro sobre dieta, sobre a necessidade absurda de associar felicidade a magreza ou a um estilo de vida. Esse esforço tem valido a pena.

O autoconhecimento, a terapia e a busca pela minha essência me deixam plenamente consciente e isso me liberta. Quero conseguir aplicar essa segurança em todas as esferas da minha vida. A liberdade e a plenitude são sentimentos que todo mundo deveria experimentar.

Por que tanta felicidade por usar esse look? Talvez por sempre ter sido apaixonada por estudar a história da moda, mas nunca tê-la conseguido viver de forma plena, afinal o corpo nunca estava bom o bastante pra transformar a moda numa forma de expressão de mim, em um veículo de comunicação da minha personalidade com o mundo. Eu não considerava estilo pessoal uma ferramenta para quem não atendia a um “corpo politicamente correto”.

Ainda bem que hoje entendo o tamanho desse equívoco, mudar é mesmo maravilhoso!

Foi assim que surgiu o look do festival FESTEJA NITERÓI, foi assim que eu apostei na transparência e me achei maravilhosa do início ao fim.

Blusa e Calça Zara | Body antigo | bota Cavage (muito antiga)
bolsa Phillip Lim | jaqueta Primark | brinco Animale

Confiança passa no olhar, no sorriso, no brilho pessoal e no look. :)

Em tempo, nunca compraria uma blusa assim antes do Papo Sobre Autoestima, então devo um agradecimento enorme à vocês, que vivem esse processo comigo e à Eva, mãe da Cony. Quando mencionei em voz alta que iria comprar essa blusa, ela simplesmente elogiou a ideia, disse que era linda e não emitiu nenhum julgamento de valor. Se teria algum momento em que a vulnerabilidade da pressão social iria aparecer seria ali, na loja. Isso não aconteceu. Eu não julguei, ela não julgou e se eu precisava de alguma validação externa era essa. Não teve insegurança.

Provei, amei, comprei e estou APAIXONADA pela blusa até agora.

Quero mais, quero muito mais transparência.

Beijos

2 em Looks/ Moda no dia 04.09.2017

Look da Jô: mix de acessórios estampados!

Sempre usei a desculpa de ser carioca pra não apostar em looks bonitos de inverno. Quando estava viajando apostava 100% dos looks em tênis esportivos – em uma época que eles ainda não tinham voltado ao estrelato e as opções disponíveis no mercado não eram as mais bonitas. Eu não ligava pra moda em si, não ligava pro estilo, só queria passear confortável e aquecida.

Obviamente isso não seria problema nenhum, mas com as redes sociais fui começando a criar referências de looks mais quentinhos, ainda que básicos e sempre encontrava uma forma de ver como uma bota ou um casaco bom faziam diferença nos looks turísticos de uma viagem. O tempo passou e eu fui começando a me importar mais. Não a ponto de levar vários casacos e botas pesados pra uma viagem com a mala tão restrita, mas com certeza de forma que mesmo no inverno eu conseguisse enxergar minha personalidade impressa naquela roupa.

Turista tem que se vestir de forma confortável e sem dúvida nenhuma isso não deixou de ser uma prioridade. Só que se antes eu usava um tênis de academia com qualquer barra de calça ou casaco descombinando, hoje eu me esforço um pouco para não deixar o inverno me impossibilitar de sair de casa me sentindo bonita e arrumada.

Não preciso estar atendendo a regras de moda, não preciso estar perfeita aos olhos de ninguém, mas curto estar de um jeito que eu me sinta bem. Foi exatamente por isso que levei esse casaco MNG da Carla para Santiago. Queria algo que pudesse ser mais chique do que os meus casacos esportivos, que pudesse ser mais básico e versátil, ao mesmo tempo quentinho e confortável. Ele foi tudo isso, o que dificulta ainda mais na hora de devolver pra amiga.

Para que esse look ficasse mais interessante misturei duas peças que eu adoro: a minha bolsa de oncinha da Dolce & Gabbana e minha bota estampada da Cavage. Custei a escolher qual o modelo de bota florida eu iria querer pra vida, mas depois de anos escolhendo e desistindo, finalmente decidi qual seria o modelo e não me arrependi. Estou feliz da vida usando esse sapato, ele sozinho faz o look, achei perfeito pra viajar e cheio de estilo, com personalidade. Quando começar a esquentar vou fazer usar a bota com short, saia ou vestido.

O curioso desse look é que por mais que eu tenha tido medo do mix de estampas nos acessórios eu adorei o quanto ele deixou tudo que era básico  mais diferente.

casaco MNG | bolsa Dolce & Gabbana | tricô Topshop | calça Madewell | bota Cavage 

Posso tirar a casquinha do look pra dizer que ESTOU VICIADA nesse batom da Eudora já tem umas duas ou três semanas? Ele se chama Nude Confiante, custa R$22.99 e não sai da minha boca. Eu to usando ele sozinho ou com gloss transparente, mas fato é que viciei nele na viagem e ainda não soltei. Como recebi algumas perguntas sobre ele nas mensagens do instagram, a cor é essa…

Esse foi meu look de um dia de passeio em Santiago, semana que vem vou postar um bem diferente, quase o oposto! ;)

Beijos

12 em Looks/ Moda no dia 02.08.2017

Look da Jô: retirando a capa de invisibilidade.

Sábado foi um daqueles dias em que eu revisitei por uma meia hora aquele sentimento estranho de inadequação, revivi uma daquelas situações antigas de evento de moda em que eu não era tão fashionista quanto o universo ao meu redor e me sentia com dificuldade de pertencimento. Com o tempo eu descobri que eu não precisava pertencer, mas demorou um tempo até o meu processo de autoconhecimento deixar isso tão claro pra mim.

Muitas vezes me senti diferente por não estar com um look super incrível com as tendências do momento ou com a marca queridinha das blogueiras. A culpa não era de ninguém, eu vestia a carapuça de uma frustração própria, proveniente de uma projeção feita em outras pessoas.

Eu amo a ideia de ir descobrindo meu estilo e usando a moda pra comunicar minha personalidade, eu ainda não faço isso exatamente da maneira que eu gostaria, mas cada dia que passa vejo mais valor nisso. Por isso, me descobrir enquanto entusiasta de moda é importante, ainda que eu saia básica todos os dias.

Não parece, mas eu adoro ousar. Meus sapatos e bolsas falam um pouco sobre isso. No momento com a recessão econômica eu acabo fazendo escolhas muito inteligentes de compras e roupas já não fazem parte dos jabás que chegam aqui em casa, o que é bastante compreensível. Com isso acabo investindo em peças neutras, que vou usar muito, pra dar vida ao meu estilo despojado, confortável e bem básico carioca.

Vamos falar desse look que causou tantos sentimentos mistos nesse sábado?

Bom, para quem não acompanha nossas redes sociais, sábado fui convidada pra participar de um papo bem bacana sobre saúde e corpo no #glamourbeautyfestival. A ideia era falar sobre meus pontos de vista sobre corpo e saúde, além de falar um pouco do #paposobreautoestima. Tinha tudo pra ser complicado, todo mundo que participou ao meu lado segue uma linha fitness, com várias verdades provenientes de crenças que pessoalmente eu considero limitantes e tento desconstruir diariamente. Eu estava insegura por isso mas entusiasmada com o convite e com a ideia de uma troca de pontos de vista diferentes.

O bate papo foi 200 vezes melhor do que a encomenda, achei que a Glamour conseguiu propor mesmo uma troca de ideias diferentes. Acho que a Renata Kalil brilhou na mediação e eu só posso agradecer ao mulherão sensacional que é a Pauli Merlo, que tem mesmo tentado mudar a revista pra muito melhor a cada edição.

Se foi tudo tão incrível, por que você se sentiu insegura,a Jô? Explico, além do fato de que eu não tinha como saber que eu iria me sair tão bem, modéstia a parte… Eu também não poderia prever como eu me sentiria antes de tudo acontecer, não fazia ideia que aquele sentimento irreal de inferioridade ainda poderia dar pinta em um dia tão especial.

No dia do evento, ainda de sair de casa, percebi que ao escolher o look eu precisava ir vestida da minha versão mais simples, básica e realista, mais fiel à minha essência possível. Foi assim que eu “praticamente” quebrei o protocolo de ir com ares fashionistas pro evento.

Sutiã strappy Marcyn | Camiseta Madewell | Jaqueta Amaro
calça Zara | Sapato Arezzo | bolsa swagger nova da Coach 

Quem me conhece um pouco mais sabe que fui vestida da versão mais básica, despojada com traços de elegância que eu conseguiria. A camiseta e a jaqueta traziam uma informalidade, o preto da calça e do sapato uma elegância e a bolsa um pouco de informação de moda, um borogó (to viciada nela).

Naquele dia de manhã acreditei que estar vestida da minha versão mais básica e genuína me daria confiança de lembrar o que realmente importava naquele dia: o que estava dentro. Minha simplicidade em questão visava honrar meu conteúdo e por isso eu não me arrependi.

O que eu não contei pra ninguém – aliás contei pra minha terapeuta – é que logo que cheguei no camarim me senti incompatível, inadequada e insegura. Nessa bateu uma saudade pontual da época em que eu era bem mais magra e meu armário vivia à base de presentes de marcas que queriam aparecer por aqui. Senti falta de usar a moda de forma tão versátil e ao mesmo tempo de encarar uma persona de blogueira com mais facilidade naqueles uniformes que não fazem tanto parte da minha rotina mais. Pareceu que se eu tivesse encarnado aquele personagem eu seria menos invisível de uma maneira geral.

No entanto, dessa vez a questão com a invisibilidade veio de uma comparação interna, pois absolutamente todas as pessoas da equipe da Glamour que falaram comigo sabiam quem eu era e demonstraram um enorme carinho com o “papo sobre autoestima”. Entre os outros participantes eu era mesmo um perfil diferente, mas diferente não tem juízo de valor de melhor ou pior. Por um momento eu quis encarnar o papel do patinho feio, mas não o fiz, não faz mais parte do meu perfil atender as demandas externas. Por mais que pra maioria eu seja mesmo inadequada, pra mim eu não sou e eu escolho não vibrar isso. Não importava mais que eu não era tão magra, tão bonita aos olhares do padrão imposto ou tão estilosa quanto as outras pessoas, eu era (e sou) a versão preferida de mim e disso eu tenho muito orgulho. Mesmo com toda opressão eu estava ali pra falar de um assunto tão importante.

Minha mensagem menos aprisionada sobre amor próprio e saúde precisava ganhar voz, era o meu discurso que me fazia estar ali e era ele que eu precisava honrar. Foi pra isso que eu me vesti na versão mais transparente de mim.

Da segunda pergunta em diante me senti tão confiante de mim, da minha verdade e de todo o projeto que eu e Carla fazemos que minha roupa passou a ser apenas minha roupa, que falava a respeito de quem eu sou, apenas adornando a minha voz. Eu me senti tão confiante e feliz, tão adequada, tão segura, que me lembrei da sensação de fazer a diferença que me faz continuar.

A moda pode nos ajudar sim, inclusive amo que a moda possa ser uma forma tão bacana de nos comunicarmos com o mundo exterior, mas não posso ser refém das demandas dela, de um estilo ou padrão de perfil de blogueira buscando fotos e looks perfeitos. Não posso me achar menos por não ter muitas estampas coordenadas, saias lindas ou peças novas no armário. Eu tenho outras prioridades agora e mais do que isso, eu tenho orgulho de ser quem sou.

Minha insegurança se tornou segurança quando eu coloquei os pingos nos is. A inadequação e a adequação estavam igualmente ali dentro da minha cabeça, era uma questão de escolher pra quem eu daria voz. Se cheguei insegura me comparando, posso dizer que sai de peito erguido com a sensação de estar realizando algo muito especial.

Antes eu era invisível pra quase todo mundo, agora não mais. Me senti tão endossada pela turma da revista Glamour, pelo pessoal do Ela e novamente me dei conta do mais incrível: não foi uma dieta detox, uma rotina de exercícios, um look montado ou uma bolsa grifada que me deu visibilidade. Foi a verdade, a minha essência e a nossa causa.

No fim não era preciso emagrecer 20 quilos para ser uma blogueira de moda, não era preciso viver de babyliss pra fazer lindas selfies, não era necessário estar com o look perfeitamente coordenado, só era preciso ser eu mesma. Sem filtro, sem máscara. Só era preciso estar segura de quem eu realmente sou.

Ponto pra você autoconhecimento.