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* Look da Ca

9 em Autoestima/ Destaque/ Moda/ Patrocinador no dia 14.08.2017

Ashley Graham está me incentivando a botar o sutiã pra jogo

Vocês conhecem a Ashley Graham? Ela é uma modelo plus size – que na verdade eu acho que se enquadra mais na categoria curvy, mas isso é papo para outra discussão – e a cada dia que passa eu fico mais obcecada por ela. Não só por ela ser linda, carismática, ter um discurso de body positivity inspirador e ter quebrado vários padrões na indústria da moda, mas porque ela me faz pensar em usar coisas que eu nunca pensei.

Exemplo? Sutiã aparecido. Outro dia mesmo eu falei aqui no blog que olhava vários exemplos de looks de meninas com pouco peito com blusas super decotadas e sutiãs aparecendo ou deixando o decote mais aberto justamente para mostrar o que tem por baixo e achava tudo lindo…nelas. Em mim, que medo de parecer vulgar! Afinal, eu tenho peito, mas o que pega mesmo é a mentalidade da época que eu tinha mais peito do que agora, que não foi embora com a redução.

Pois bem, o negocio é que Ashley tem peitos que eu me identifico e olhem só, ela não só usa como abusa MUITO das transparências, decotes e tudo que dê para mostrar o que está por baixo. Toda vez que ela pode dar um jeito de mostrar o sutiã, ela aposta nesse truque. Vulgar? Que vulgar? Eu não vi nada vulgar! Vi sexy, vi libertador, vi segurança.

Depois dessa surra de inspirações maravilhosas, eu acabei me convencendo que podia tentar. Não ia me tirar pedaço, o máximo que poderia acontecer era me sentir mais sexy do que eu considero confortável e aí eu teria duas opções: fecharia a camisa ou botava outra blusa já que tirar o sutiã não era possibilidade. :)

Aproveitei que a Marcyn está com a gente e pedi um modelo igual ao que a Jô postou aqui – vocês sabem que a gente se imita as vezes, né? ahaha. Estava doida por um strappy e achei que esse poderia ficar legal com as roupas que eu tenho. Botei e não vou mentir, me olhei no espelho e o primeiro pensamento que eu tive foi: “menina, esconde isso!”. Mas aí depois fui me sentindo mais à vontade, inclusive acabei abrindo mais um botão e comprovei o que Ashley tem me mostrado dia após dia, mesmo com peitos dá para arrumar um meio termo do fashion sem ser vulgar com lingerie aparecida :) E acho que preciso agradecer à ela por me fazer quebrar essa barreira que eu mesma me impus.

Sutiã Balconet Strappy

Quem também está afim de tentar usar o sutiã como item de moda, a Marcyn tem várias opções de sutiãs que estão pedindo para não ficarem escondidos. Separei alguns para quem quiser entrar nessa onda com uma pegada sexy e fashion, tudo ao mesmo tempo.

Top strappy preto | Sutiã renda vermelho | Strappy estruturado branco | Balconet strappy bege | Sutiã Riviera chocolate | Strappy de renda branco

Vocês curtem esse estilo? Usam como??

Beijos!

0 em Autoconhecimento/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 18.07.2017

Look da Cá: cintura alta, um ombro só, mule e a “Carla pós Nova York”

Recebi esse look ainda das fotos “mãe perfeita do instagram“que eu fiz com a Adriana Carolina aqui em Nova York e senti muita vontade de postar. Não só porque as fotos estão lindas, mas esse é o típico look que eu chamaria de Carla pós NY.

Sim, porque nesse 1 ano que estou aqui, diria que existe uma Carla antes e depois de NY, e a Carla pós NY paga a língua quase todo santo dia.

Acho engraçado, já que a cidade não era desconhecida para mim, já vim tantas vezes que perdi as contas mas nunca, NUNCA, tinha experimentado a sensação da liberdade de poder vestir o que tiver afim. Acho que como turista a gente não presta tanta atenção nisso, né?

Mas morando a coisa muda de figura, para muito melhor nesse sentido. É difícil ficar indiferente quando você está lá, se limitando porque não quer usar cropped por ter gordurinhas pulando, mas cruza com várias meninas com todos os tipos de corpos usando a tal peça que você não ousava se permitir. Ou torcer o nariz para um sapato mas vê-lo sendo usado na prática com os mais diferentes tipos de looks e ver que o bichinho dá um samba bem bacana.

E nesse look, eu diria que a única coisa que eu já estava acostumada a usar no Brasil era um ombro só, e mesmo assim eu só tenho uma peça além dessa blusa, um vestido.

Blusa PS love Stripes | Calça Madewell | Mule J.Crew

O jeans cintura alta foi fácil de se acostumar, apesar do medo de destacar os peitos, a verdade é que depois do Arthur eu fiquei bem insegura com a minha barriga, que hoje é mais ou menos 85% do que era antes, e acabei adotando a cintura alta e os hot pants.

Mules, porém, me pegaram de surpresa. Saí do Brasil ano passado com a ideia de que era moda passageira, que eu ia deixar passar batido, que não fazia sentido gastar dinheiro nesse tipo de peça. Mas aí eu saí na rua e vi uma pessoa usando, entrava no prédio e cruzava com outro, entrava nas lojas e vários modelos e ideias de como usar pulavam em cima de mim. Bem, não resisti, né?

Comprei esse, um azul marinho que achei que combinaria com boa parte do meu armário, e desde então ele tem sido meu sapato do conforto. E para quem tem essa curiosidade (nunca ouvi tanto essa pergunta), pelo menos esse meu não sai do pé com toda essa facilidade.

Vendo essas fotos lindas eu vou além do momento gostoso. Eu fico morrendo de orgulho de me ver abrindo a cabeça para novidades e, por mais que eu ainda tenha um longo caminho a percorrer para chegar no grau de liberdade da galera que eu vejo aqui, não deixa de ser um incentivo para continuar tentando e não me limitando.

1 em Looks/ Moda no dia 12.07.2017

Look da Cá: uma calça jeans com barra desfiada, uma parka fashionista e a solução para a minha falta de looks

Eu não sei o que deu em mim na hora de fazer as malas, mas eu vi as temperaturas de Nice e das outras cidades que visitaríamos na Côte D’Azur e acabei esquecendo que meu roteiro incluía Londres, uma cidade cujo verão não dura muito tempo. Apesar de ter visto que estava fazendo 27 graus na semana anterior da minha viagem, eu não cogitei a possibilidade de esfriar enquanto eu estivesse lá.

Enchi a mala de vestidos, shorts, blusas fresquinhas – inclusive para o Arthur – e quando chegamos em Londres: chuva (zero surpreendente) e temperaturas entre os 15 a 19 graus. ME FERREI.

Primeiro dia na cidade botei o único casaquinho e calça jeans que levei para o Arthur e a única calça jeans (cropped, bem verão, nada a ver com aquela temperatura) e o cardigã que levei para usar no avião, super fininho. Nem preciso dizer que morri de frio, né?

Passamos na GAP para comprar pelo menos uns 2 casaquinhos para o Arthur e no meio do caminho tinha uma Zara. Eu to tentando seriamente fazer o exercício de comprar menos nessa loja porque acho um desperdício estar morando em uma cidade tão cheia de opções e terminar sempre lá, só que estava em promoção, eu estava precisando de algo mais apropriado para aquelas temperaturas, resolvi ver o que tinha.

Acabei me deparando com uma parka militar com rosas bordadas que eu tinha visto aqui em NY mas não comprei porque achei cara, em torno dos 150 dólares. Estava 30 libras, mais ou menos uns 38 dólares. Obviamente comprei. O problema? Ela brigava com a única calça que eu tinha levado.

Enquanto caminhava para o caixa, acabei caindo numa estante onde todas as calças jeans estavam remarcadas em 15 libras. Peguei a primeira do meu tamanho com lavagem legal e modelagem mais sequinha que eu vi e continuei meu caminho. Paguei, fui embora e só fui experimentar as duas peças juntas quando cheguei em casa.

Foi aí que eu me dei conta que a calça que eu tinha comprado tinha barra desfiada. Lembram, da barra desfiada, que eu falei aqui com todas as letras que achava um desperdício de dinheiro? Pois é, comprei. E o pior, curti! hahaha

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Só para constar, eu odeio esse tipo de compra por impulso e necessidade, é justamente nessas horas que eu não consigo pensar e acabo fazendo escolhas completamente erradas. Talvez por saber disso que eu tentei arranjar foco no caos que é uma Zara em liquidação e consegui comprar duas peças que depois acabaram combinando com outras peças e deu tudo certo no final.

Adorei ter achado peças que deram tão certo juntas nessa situação de adversidade, sem contar que foi um exercício para a minha criatividade tentar me virar com as poucas blusas com manga que eu tinha levado + algumas camisetas do marido que me salvaram. No fim das contas foram mais ou menos 4 dos 7 dias que fiquei em Londres usando a parka e a calça jeans, só variando a parte de baixo.

Continuo achando que não dá para comprar tudo por impulso ou sair se entupindo de tendências só porque “estão na moda”, como é o caso da barra franjada (a parka bordada eu acho que tem um tempo de vida bem mais longo – ou até durarem os paetês). Eu curti, paguei a língua porque a moda tem dessas coisas, mas a verdade é que em outra situação provavelmente eu nunca teria dado atenção para ela.

Óbvio que nunca mais na vida viajarei desprevenida assim, mas não deixou de ser uma experiência interessante que achei legal compartilhar com vocês! :)