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* Look da Ca

7 em Looks/ Moda no dia 28.08.2017

Look da Cá: um ombro só para o dia a dia

Desde que o verão começou por aqui (e infelizmente já está quase acabando, estou inclusive sofrendo por antecedência com o vento friozinho que tem feito à noite e de manhãzinha) eu não perco uma oportunidade de botar os braços e as pernas de fora o máximo possível.

E entre muitas regatas, bodies, camisetas fresquinhas e blusas ombro a ombro, eu percebi que estava boicotando uma blusa muito específica minha. Um ombro só, branca com viés marinho, de algodão mais estruturado. Vocês já viram ela aqui no blog, mais especificamente nesse look. E essa foi a única vez que eu tinha usado essa blusa. O motivo? Ah, é muito chic, não tenho onde ir.

Aí olhei pra ela, ela olhou pra mim, implorou para sair do armário, me dizendo que era bonita demais para ficar trancada no escuro, e eu escutei seu pedido.

Blusa P’s love stripes | Short J. Crew | Sandália Nag Nag

Depois que eu botei, combinei com o short branco com detalhes azul marinho – o que deu uma ideia de macaquinho, né? Parece que é tudo a mesma peça e eu adorei essa ideia na prática. Aliás, eu amei o look todo! E ele me fez pensar: de onde foi que eu tirei que ombro a ombro era chic demais para usar durante o dia? Por que eu achei que eu não tinha lugar pra usar?

Eu entendo os motivos de eu ter caído nessa “auto cilada” de regras de vestimenta. O ombro só é um tipo de decote que não é convencional no meu armário, tanto que eu só tenho essa blusa e um vestido – de festa! O babado também traz toda uma imponência à peça. Soma-se a isso o fato que eu estou quase todos os dias de short jeans e camiseta e pronto, lá to eu ignorando uma peça que poderia proporcionar muito mais looks de fim de semana bonitos.

Poxa, fui almoçar com a família e uns amigos, imagina que isso não é ocasião para usar essa blusa? Óbvio que é! E poxa, eu saio de paetês durante o dia, por quê cargas d’água eu fui achar que uma blusa de algodão cujo diferencial é o decote de um ombro só não poderia ser usada na hora do almoço? Onde eu estava querendo usá-la afinal? Em um casamento?

Ela não foi uma compra por impulso, assim que eu coloquei a blusa no cabide eu sabia que ela tinha potencial para ser usada com várias peças interessantes do meu armário, mas acho que o meu dia a dia basicão e totalmente despreocupado de moda e tendências foi me intimidando a tentar explorar esse potencial.

E quando a gente vê, estamos nos impondo regras sem sentido e sem motivos, mas que bom que sempre dá pra reverter esse quadro. :) E vocês? Já tiveram alguma peça que conseguiram subverter essas regras?

9 em Autoestima/ Destaque/ Moda/ Patrocinador no dia 14.08.2017

Ashley Graham está me incentivando a botar o sutiã pra jogo

Vocês conhecem a Ashley Graham? Ela é uma modelo plus size – que na verdade eu acho que se enquadra mais na categoria curvy, mas isso é papo para outra discussão – e a cada dia que passa eu fico mais obcecada por ela. Não só por ela ser linda, carismática, ter um discurso de body positivity inspirador e ter quebrado vários padrões na indústria da moda, mas porque ela me faz pensar em usar coisas que eu nunca pensei.

Exemplo? Sutiã aparecido. Outro dia mesmo eu falei aqui no blog que olhava vários exemplos de looks de meninas com pouco peito com blusas super decotadas e sutiãs aparecendo ou deixando o decote mais aberto justamente para mostrar o que tem por baixo e achava tudo lindo…nelas. Em mim, que medo de parecer vulgar! Afinal, eu tenho peito, mas o que pega mesmo é a mentalidade da época que eu tinha mais peito do que agora, que não foi embora com a redução.

Pois bem, o negocio é que Ashley tem peitos que eu me identifico e olhem só, ela não só usa como abusa MUITO das transparências, decotes e tudo que dê para mostrar o que está por baixo. Toda vez que ela pode dar um jeito de mostrar o sutiã, ela aposta nesse truque. Vulgar? Que vulgar? Eu não vi nada vulgar! Vi sexy, vi libertador, vi segurança.

Depois dessa surra de inspirações maravilhosas, eu acabei me convencendo que podia tentar. Não ia me tirar pedaço, o máximo que poderia acontecer era me sentir mais sexy do que eu considero confortável e aí eu teria duas opções: fecharia a camisa ou botava outra blusa já que tirar o sutiã não era possibilidade. :)

Aproveitei que a Marcyn está com a gente e pedi um modelo igual ao que a Jô postou aqui – vocês sabem que a gente se imita as vezes, né? ahaha. Estava doida por um strappy e achei que esse poderia ficar legal com as roupas que eu tenho. Botei e não vou mentir, me olhei no espelho e o primeiro pensamento que eu tive foi: “menina, esconde isso!”. Mas aí depois fui me sentindo mais à vontade, inclusive acabei abrindo mais um botão e comprovei o que Ashley tem me mostrado dia após dia, mesmo com peitos dá para arrumar um meio termo do fashion sem ser vulgar com lingerie aparecida :) E acho que preciso agradecer à ela por me fazer quebrar essa barreira que eu mesma me impus.

Sutiã Balconet Strappy

Quem também está afim de tentar usar o sutiã como item de moda, a Marcyn tem várias opções de sutiãs que estão pedindo para não ficarem escondidos. Separei alguns para quem quiser entrar nessa onda com uma pegada sexy e fashion, tudo ao mesmo tempo.

Top strappy preto | Sutiã renda vermelho | Strappy estruturado branco | Balconet strappy bege | Sutiã Riviera chocolate | Strappy de renda branco

Vocês curtem esse estilo? Usam como??

Beijos!

0 em Autoconhecimento/ Destaque/ Looks/ Moda no dia 18.07.2017

Look da Cá: cintura alta, um ombro só, mule e a “Carla pós Nova York”

Recebi esse look ainda das fotos “mãe perfeita do instagram“que eu fiz com a Adriana Carolina aqui em Nova York e senti muita vontade de postar. Não só porque as fotos estão lindas, mas esse é o típico look que eu chamaria de Carla pós NY.

Sim, porque nesse 1 ano que estou aqui, diria que existe uma Carla antes e depois de NY, e a Carla pós NY paga a língua quase todo santo dia.

Acho engraçado, já que a cidade não era desconhecida para mim, já vim tantas vezes que perdi as contas mas nunca, NUNCA, tinha experimentado a sensação da liberdade de poder vestir o que tiver afim. Acho que como turista a gente não presta tanta atenção nisso, né?

Mas morando a coisa muda de figura, para muito melhor nesse sentido. É difícil ficar indiferente quando você está lá, se limitando porque não quer usar cropped por ter gordurinhas pulando, mas cruza com várias meninas com todos os tipos de corpos usando a tal peça que você não ousava se permitir. Ou torcer o nariz para um sapato mas vê-lo sendo usado na prática com os mais diferentes tipos de looks e ver que o bichinho dá um samba bem bacana.

E nesse look, eu diria que a única coisa que eu já estava acostumada a usar no Brasil era um ombro só, e mesmo assim eu só tenho uma peça além dessa blusa, um vestido.

Blusa PS love Stripes | Calça Madewell | Mule J.Crew

O jeans cintura alta foi fácil de se acostumar, apesar do medo de destacar os peitos, a verdade é que depois do Arthur eu fiquei bem insegura com a minha barriga, que hoje é mais ou menos 85% do que era antes, e acabei adotando a cintura alta e os hot pants.

Mules, porém, me pegaram de surpresa. Saí do Brasil ano passado com a ideia de que era moda passageira, que eu ia deixar passar batido, que não fazia sentido gastar dinheiro nesse tipo de peça. Mas aí eu saí na rua e vi uma pessoa usando, entrava no prédio e cruzava com outro, entrava nas lojas e vários modelos e ideias de como usar pulavam em cima de mim. Bem, não resisti, né?

Comprei esse, um azul marinho que achei que combinaria com boa parte do meu armário, e desde então ele tem sido meu sapato do conforto. E para quem tem essa curiosidade (nunca ouvi tanto essa pergunta), pelo menos esse meu não sai do pé com toda essa facilidade.

Vendo essas fotos lindas eu vou além do momento gostoso. Eu fico morrendo de orgulho de me ver abrindo a cabeça para novidades e, por mais que eu ainda tenha um longo caminho a percorrer para chegar no grau de liberdade da galera que eu vejo aqui, não deixa de ser um incentivo para continuar tentando e não me limitando.