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* Look da Ca

0 em Destaque/ Looks/ Moda no dia 18.01.2018

Look da Cá: Maiô no dia a dia

Faz tempo que eu não posto um look aqui, eu sei. Confesso que minha criatividade fica meio impactada quando o frio chega, eu fico um pouco sem paciência de escolher algo para vestir e acabo sempre botando as mesmas coisas coisas que eu sei que me aquecerão. Se as cores ficarem harmoniosas já é um grande avanço, acreditem, porque nem nisso eu penso direito.

Ao mesmo tempo, fico meio frustrada com essa minha inércia quando o frio chega, então me comprometi mentalmente a tentar achar soluções com o que eu tenho para essa época do ano, agora estou me comprometendo publicamente. Veremos como vou me sair.

Só que o look de hoje não é de inverno. É bem verão, verão até demais. Tão verão que a regata deu lugar a um maiô.

Na verdade eu não consegui usar esse look na prática porque o maiô só chegou no dia que eu estava voltando para NY. Só que eu imaginei ele no momento que eu vi essa peça no site da Marcyn e não iria esperar chegar o verão aqui para ver se ele funcionava. Por isso, antes de fechar a mala, dei um jeito de vestir exatamente o que eu tinha imaginado para ver se dava tão certo na prática quanto tinha dado na minha teoria.

Modéstia à parte, achei que ficou até melhor do que eu tinha visualizado na minha cabeça.

maio-pantacourt

maio-pantacourt-3 maio-pantacourt-2

maiô Marcyn | calça Karamello | espadrille Cavage

Ele é azul marinho com uma tira branca nas costas, e desde que essa coleção foi lançada, foi uma das peças que eu achei mais chiques. Aquele chique minimalista, um tom de azul marinho bonito, linhas limpas e simples. Só tinha uma dúvida: putz,  o decote é bem embaixo, vai marcar as minhas gordurinhas nas costas.

Por muito tempo – mas muito tempo mesmo, quase toda a minha vida – eu usei pouquíssimos decotes nas costas porque 1) a maioria deles não permitem sutiãs, que até eu fazer redução era algo que eu considerava impensável de usar 2) eu achava que a gordurinha marcando estragaria a peça.

A quantidade de roupa que eu deixei de usar por um desses motivos não dá nem pra contar. Eu deixo passar o número 1 porque ter diminuído os seios foi uma das decisões mais certeiras que eu tomei na vida. Mas recentemente entendi a agressividade que é pensar que alguma parte do seu corpo pode estragar alguma coisa. Então, venho tentando achar um equilíbrio aqui e acolá, como nesse look, por exemplo.

Estamos falando de um maiô, estamos falando de verão, estamos falando de Brasil, um país tropical onde o verão é escaldante na maior parte do país e está tudo bem usar peças mais frescas. Por que vou passar calor ou vou ficar me cobrindo? Por que eu acho que uma peça não me valoriza sendo que ela vestiu perfeitamente 99% do meu corpo? 

Não vou dizer que eu amo elas, que eu estou feliz e satisfeita em tê-las comigo, porque eu ainda não cheguei nesse ponto de desconstrução do que a sociedade acha do corpo perfeito. Sei que vocês vêm o processo de libertação da Jô e acham inspirador e queria dizer que eu acho também. Eu ainda não cheguei nem perto de onde ela está, e tá tudo bem. O que quis dizer aqui é que acredito que, para mim, o primeiro passo que eu posso me dar é não deixar que esse detalhe me impeça de fazer ou usar algo que eu realmente quero. 

Obrigada a todas vocês que me abrem a cabeça diariamente com o #paposobreautoestima e obrigada também ao movimento que a Fabi Saba me apresentou, o #libertemasdobrinhas. Acho que mudar o olhar faz toda a diferença, e saber para onde olhar é essencial nessas horas.

Voltando ao look, aproveitei que ele é justo para usar uma calça mais larga, uma pantacourt também bem fresquinha da Karamello. Eu amo essa modelagem com amarração na frente, me dá uma cintura que eu não costumo ter.

E assim foi construído um look que valoriza o que eu quero valorizar, que não esconde o que eu tinha medo de mostrar e que fez essa combinação super fresquinha e gostosa para os dias quentes. Agora eu só preciso esperar mais alguns meses para conseguir usá-lo aqui. :D

Beijos!

Carla

 

5 em afiliado/ Looks/ Moda no dia 21.11.2017

Look da Cá: a chemise virou cropped

Eu já falei por aqui que se tem uma peça que eu não tenho no meu armário é top cropped. Sempre tive mil neuras, achava que só quem tinha barriga que não dobrava que podia usar (e na época eu realmente só via gente mais magra do que eu usando, ou seja, não tinha nem onde me inspirar), até chegar em 2015, quando em menos de uma semana usei dois looks com tal peça, um mais ousado, outro mais dentro da minha zona de conforto.

Um mês depois desse último look descobri que estava grávida e preferi o conforto. Sei que muitas grávidas aproveitam esse período para botar a barriga de fora, mas não foi o meu caso. Eu simplesmente não me via com nenhuma roupa que deixasse o Arthur “pro lado de fora” e acabei me jogando em blusas e vestidos mais largos. Esqueci que em algum momento já tinha usado.

Eis que Arthur nasceu e apesar de meu corpo até ter voltado mais rápido do que eu imaginava, minha barriga nunca mais foi a mesma MESMO. E por mais que eu realmente nem ligue para isso na maior parte do tempo (ela não me incomoda quando eu olho no espelho, por exemplo) e que eu saiba que qualquer pessoa que olhar essas fotos vai se questionar por que eu tenho essa neura, a minha insegurança ficou mais forte do que nunca. Tanto que de uns tempos pra cá prefiro sempre biquinis com hot pants e jeans cintura alta. Por isso mesmo, jurava que top cropped realmente não ia ter vez nunca mais no meu armário.

E até o momento isso vem acontecendo de fato, mas durante essa temporada que passei no Rio, estava com uma chemise branca que bate no meio da coxa e na preguiça de trocar de blusa para ir embora, resolvi botar o short e amarrá-la acima do umbigo. Quando vi, estava com a tal parte da barriga de fora que sempre me incomodei em botar. E o melhor? Até gostei.

Curti muito o resultado, resolvi trazer pra cá:

Chemise: Folic (muito antiga) | Short Madewell | Colar Dafiti | Óculos Francisca Jóias | Sapato Cavage 

Fotos: Gabriela Isaias

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Eu tanto gostei que cheguei em casa assim, saí pra jantar e não lembro da neura da barriga que não dobra bater em algum momento. Ainda não tenho nenhum top cropped no meu armário, mas depois desse dia a possibilidade com certeza se abriu.

Achei que valia a pena dividir essa pequena vitória com vocês, mas quero saber: qual foi a última pequena vitória que você teve na moda?

Beijos!

1 em Autoestima/ Moda no dia 13.09.2017

Look da Cá: tudo larguinho, do jeito que eu gosto

Não tenho dúvidas que o #paposobreautoestima e todas as histórias que cruzam meu caminho todos os dias têm feito maravilhas para a forma que eu lido com meu corpo. Se há dois anos alguém me dissesse que em 2017 eu estaria postando fotos de biquini – e mais surreal ainda, que logo depois a gente teria uma marca de moda praia, lingerie e fitness como uma das patrocinadoras do blog – eu talvez não acreditasse. Mas isso tudo aconteceu e tem sido incrível.

Só que uma coisa não mudou: minha preferência por roupas largas. Nesses 7 anos de blog e vários looks postados, já recebi alguns feedbacks curiosos quanto à essa minha escolha fashion. Já teve gente achando que eu estava me escondendo, já teve gente que quis dar a dica que usar roupas largas me deixava maior e, ainda nessa levada, já recebi um “não sabia que você era magra” em um dia que estava usando uma regata com uma calça cintura alta.

Por um tempo fiquei me questionando se o fato de eu escolher esse tipo de roupa tinha realmente a ver com uma insatisfação com meu corpo, se eu queria mesmo me esconder. Acabei concluindo que não, eu curto mesmo um look confortável sem nada marcando, apertando ou correndo o risco de sair do lugar. Aí, quando eu to afim, eu encaro algo mais fora da minha casinha.

Esse look que eu usei outro dia, por exemplo, me define tanto que eu não me importo se ele não é dos mais populares com quem espera ver um look do dia com as últimas tendências da temporada, tampouco estou preocupada se ele me deixa parecer maior mais larga ou mais gorda.

Camisa e calça Zara | Sapato Chanel

Essa calça é o maior exemplo. Ela é jogger de material sintético (dá para vê-la melhor nesse look, onde relato toda minha insegurança com ela), assim que eu a comprei achei super fashionista, mas como toda peça mais “””ousada” que eu compro, sempre fico um pouco insegura. Até que a primeira vez que eu botei um look no instagram com ela, recebi um comentário dizendo que ela era feia, muito larga, não valorizava.

Não sou de me incomodar muito com gente que não curte o que eu postei, mas como eu já estava insegura na hora da compra, fiquei com a pulga atrás da orelha. Deixei ela abandonada por uns meses no armário até que depois vi que era besteira não usar algo que eu realmente tinha gostado por causa de um comentário (e apenas um) que reprovou minha calça. E provavelmente foi feito porque o gosto da pessoa é diferente do meu e ela curte looks mais colados, sei lá.

Deixei de bobeira e passei a usar mais vezes, mas toda vez colocava com uma blusa mais ajustada para fazer o contraponto. No dia desse look aí de cima eu resolvi quebrar essa regra e combinei com a camisa mais oversized que eu tenho no armário, esculhambei com as proporções. E me senti mais eu que nunca.

E não, esse não é um post para mostrar para vocês como esse look é lindo e precisa ser copiado (pelo amor de Deus, a foto foi tirada de qualquer jeito no metrô só porque foi o único momento que eu consegui parar para fotografar), como a tendência oversized e esportiva está em alta, é mais um grito de liberdade mesmo. :D