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* Look da Ca

0 em Autoestima/ Moda no dia 30.08.2018

Look da Cá: moletonzão de renda porque sim

Faz tempo que eu não posto um look por aqui. Acho que no fundo me rendi mesmo ao instagram para esse tipo de post mais básico, mais instantâneo, mais….look do dia. Só que não tinha como eu não trazer o look que eu usei na festa que demos durante o #fimdesemanadopapo para cá.

Quando a Jô contou sobre a ideia da produção que ela imaginou para o dia, ela também contou sobre os motivos de ter escolhido cropped e transparência. Ela contou que foi um grito de liberdade, uma forma de usar a moda como expressão, de se libertar daquela voz que passou a vida em seus ouvidos dizendo que ela não tinha corpo para usar cropped.

Meu look teve a mesma motivação por trás, provar algo para mim. A diferença é que ao invés de usar algo que dizem que não é para o meu corpo, eu resolvi usar a história da minha vida: “Carla, essa roupa larga te faz parecer bem mais gorda”, ou “por que você se esconde nessas roupas?”, ou então a cena clássica que acontece toda vez que eu uso uma roupa mais justa: “eu achava que você era mais gorda!”

Em muitos relatos sobre corpo e autoaceitação você vai ouvir gente dizendo que usa roupas largonas justamente para que ninguém comente sobre o seu corpo. Não acho que eu me encaixo nessa definição, principalmente ao ver que optar por roupas mais largas foi acontecendo na medida que eu fui me sentindo mais e mais confortável com meu corpo, não ao contrário. Não foi uma tentativa de esconderijo, foi o lugar onde eu me achei.

Eu sou uma pessoa prática, que preza pelo conforto e que odeia se preocupar se tem algo marcando aqui, algo subindo lá. Eu até tenho roupas justas, mas elas servem para variar, servem para aqueles dias que eu quero surpreender, inclusive até a mim. De resto, não to ligando se roupa justa deixa o corpo parecer mais magro, ou mais isso ou mais aquilo. Gosto de liberdade, e como a moda é diversa, dá para ver nesse texto que meu conceito de liberdade é bem diferente do da Jô, né? 

E aí, foi nesse contexto que surgiu a ideia que mandei para a Adriana Meira. Queria um moletonzão, uma coisa bem oversized, larga. Como o tecido que havíamos definido seria de renda, achei que essa modelagem seria perfeita para me representar lindamente. Porque essa festa era toda sobre amar sua natureza, e a minha nunca foi de equilibrar proporções ou criar ilusões para parecer mais isso ou aquilo. 

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Quando vi o que a Adriana fez com a minha ideia, eu quase caí para trás. Porque ficou tudo o que eu imaginava e além. Eu olhei no espelho e me senti….sexy! O maiô que eu usei debaixo é da nova coleção da Marcyn (que ainda não chegou nas lojas) e tem uma modelagem maior, bem vintage, e que funcionou muito bem com a transparência da jaqueta bomber oversized de renda.

Somado ao conjunto da obra, não posso deixar de falar nos desenhos que ela fez pensando em cada detalhe da nossa personalidade e do nosso trabalho.

Toda vez que eu falo que as roupas da Adriana Meira são um capítulo à parte da nossa história, é por isso. Não importa se você compra as roupas da loja online ou pede sob encomenda, ela traduz lindamente em desenhos e bordados traços da nossa personalidade que estavam latentes, é o tipo de roupa que tem sentimento e que certamente tem história.A minha, por exemplo, foi essa.

E acho que nunca me senti tão eu em uma roupa. <3

0 em Destaque/ Looks/ Moda no dia 18.01.2018

Look da Cá: Maiô no dia a dia

Faz tempo que eu não posto um look aqui, eu sei. Confesso que minha criatividade fica meio impactada quando o frio chega, eu fico um pouco sem paciência de escolher algo para vestir e acabo sempre botando as mesmas coisas coisas que eu sei que me aquecerão. Se as cores ficarem harmoniosas já é um grande avanço, acreditem, porque nem nisso eu penso direito.

Ao mesmo tempo, fico meio frustrada com essa minha inércia quando o frio chega, então me comprometi mentalmente a tentar achar soluções com o que eu tenho para essa época do ano, agora estou me comprometendo publicamente. Veremos como vou me sair.

Só que o look de hoje não é de inverno. É bem verão, verão até demais. Tão verão que a regata deu lugar a um maiô.

Na verdade eu não consegui usar esse look na prática porque o maiô só chegou no dia que eu estava voltando para NY. Só que eu imaginei ele no momento que eu vi essa peça no site da Marcyn e não iria esperar chegar o verão aqui para ver se ele funcionava. Por isso, antes de fechar a mala, dei um jeito de vestir exatamente o que eu tinha imaginado para ver se dava tão certo na prática quanto tinha dado na minha teoria.

Modéstia à parte, achei que ficou até melhor do que eu tinha visualizado na minha cabeça.

maio-pantacourt

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maiô Marcyn | calça Karamello | espadrille Cavage

Ele é azul marinho com uma tira branca nas costas, e desde que essa coleção foi lançada, foi uma das peças que eu achei mais chiques. Aquele chique minimalista, um tom de azul marinho bonito, linhas limpas e simples. Só tinha uma dúvida: putz,  o decote é bem embaixo, vai marcar as minhas gordurinhas nas costas.

Por muito tempo – mas muito tempo mesmo, quase toda a minha vida – eu usei pouquíssimos decotes nas costas porque 1) a maioria deles não permitem sutiãs, que até eu fazer redução era algo que eu considerava impensável de usar 2) eu achava que a gordurinha marcando estragaria a peça.

A quantidade de roupa que eu deixei de usar por um desses motivos não dá nem pra contar. Eu deixo passar o número 1 porque ter diminuído os seios foi uma das decisões mais certeiras que eu tomei na vida. Mas recentemente entendi a agressividade que é pensar que alguma parte do seu corpo pode estragar alguma coisa. Então, venho tentando achar um equilíbrio aqui e acolá, como nesse look, por exemplo.

Estamos falando de um maiô, estamos falando de verão, estamos falando de Brasil, um país tropical onde o verão é escaldante na maior parte do país e está tudo bem usar peças mais frescas. Por que vou passar calor ou vou ficar me cobrindo? Por que eu acho que uma peça não me valoriza sendo que ela vestiu perfeitamente 99% do meu corpo? 

Não vou dizer que eu amo elas, que eu estou feliz e satisfeita em tê-las comigo, porque eu ainda não cheguei nesse ponto de desconstrução do que a sociedade acha do corpo perfeito. Sei que vocês vêm o processo de libertação da Jô e acham inspirador e queria dizer que eu acho também. Eu ainda não cheguei nem perto de onde ela está, e tá tudo bem. O que quis dizer aqui é que acredito que, para mim, o primeiro passo que eu posso me dar é não deixar que esse detalhe me impeça de fazer ou usar algo que eu realmente quero. 

Obrigada a todas vocês que me abrem a cabeça diariamente com o #paposobreautoestima e obrigada também ao movimento que a Fabi Saba me apresentou, o #libertemasdobrinhas. Acho que mudar o olhar faz toda a diferença, e saber para onde olhar é essencial nessas horas.

Voltando ao look, aproveitei que ele é justo para usar uma calça mais larga, uma pantacourt também bem fresquinha da Karamello. Eu amo essa modelagem com amarração na frente, me dá uma cintura que eu não costumo ter.

E assim foi construído um look que valoriza o que eu quero valorizar, que não esconde o que eu tinha medo de mostrar e que fez essa combinação super fresquinha e gostosa para os dias quentes. Agora eu só preciso esperar mais alguns meses para conseguir usá-lo aqui. :D

Beijos!

Carla

 

7 em afiliado/ Looks/ Moda no dia 21.11.2017

Look da Cá: a chemise virou cropped

Eu já falei por aqui que se tem uma peça que eu não tenho no meu armário é top cropped. Sempre tive mil neuras, achava que só quem tinha barriga que não dobrava que podia usar (e na época eu realmente só via gente mais magra do que eu usando, ou seja, não tinha nem onde me inspirar), até chegar em 2015, quando em menos de uma semana usei dois looks com tal peça, um mais ousado, outro mais dentro da minha zona de conforto.

Um mês depois desse último look descobri que estava grávida e preferi o conforto. Sei que muitas grávidas aproveitam esse período para botar a barriga de fora, mas não foi o meu caso. Eu simplesmente não me via com nenhuma roupa que deixasse o Arthur “pro lado de fora” e acabei me jogando em blusas e vestidos mais largos. Esqueci que em algum momento já tinha usado.

Eis que Arthur nasceu e apesar de meu corpo até ter voltado mais rápido do que eu imaginava, minha barriga nunca mais foi a mesma MESMO. E por mais que eu realmente nem ligue para isso na maior parte do tempo (ela não me incomoda quando eu olho no espelho, por exemplo) e que eu saiba que qualquer pessoa que olhar essas fotos vai se questionar por que eu tenho essa neura, a minha insegurança ficou mais forte do que nunca. Tanto que de uns tempos pra cá prefiro sempre biquinis com hot pants e jeans cintura alta. Por isso mesmo, jurava que top cropped realmente não ia ter vez nunca mais no meu armário.

E até o momento isso vem acontecendo de fato, mas durante essa temporada que passei no Rio, estava com uma chemise branca que bate no meio da coxa e na preguiça de trocar de blusa para ir embora, resolvi botar o short e amarrá-la acima do umbigo. Quando vi, estava com a tal parte da barriga de fora que sempre me incomodei em botar. E o melhor? Até gostei.

Curti muito o resultado, resolvi trazer pra cá:

Chemise: Folic (muito antiga) | Short Madewell | Colar Dafiti | Óculos Francisca Jóias | Sapato Cavage 

Fotos: Gabriela Isaias

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Eu tanto gostei que cheguei em casa assim, saí pra jantar e não lembro da neura da barriga que não dobra bater em algum momento. Ainda não tenho nenhum top cropped no meu armário, mas depois desse dia a possibilidade com certeza se abriu.

Achei que valia a pena dividir essa pequena vitória com vocês, mas quero saber: qual foi a última pequena vitória que você teve na moda?

Beijos!