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* Look da Ca

4 em afiliado/ Looks/ Moda no dia 21.11.2017

Look da Cá: a chemise virou cropped

Eu já falei por aqui que se tem uma peça que eu não tenho no meu armário é top cropped. Sempre tive mil neuras, achava que só quem tinha barriga que não dobrava que podia usar (e na época eu realmente só via gente mais magra do que eu usando, ou seja, não tinha nem onde me inspirar), até chegar em 2015, quando em menos de uma semana usei dois looks com tal peça, um mais ousado, outro mais dentro da minha zona de conforto.

Um mês depois desse último look descobri que estava grávida e preferi o conforto. Sei que muitas grávidas aproveitam esse período para botar a barriga de fora, mas não foi o meu caso. Eu simplesmente não me via com nenhuma roupa que deixasse o Arthur “pro lado de fora” e acabei me jogando em blusas e vestidos mais largos. Esqueci que em algum momento já tinha usado.

Eis que Arthur nasceu e apesar de meu corpo até ter voltado mais rápido do que eu imaginava, minha barriga nunca mais foi a mesma MESMO. E por mais que eu realmente nem ligue para isso na maior parte do tempo (ela não me incomoda quando eu olho no espelho, por exemplo) e que eu saiba que qualquer pessoa que olhar essas fotos vai se questionar por que eu tenho essa neura, a minha insegurança ficou mais forte do que nunca. Tanto que de uns tempos pra cá prefiro sempre biquinis com hot pants e jeans cintura alta. Por isso mesmo, jurava que top cropped realmente não ia ter vez nunca mais no meu armário.

E até o momento isso vem acontecendo de fato, mas durante essa temporada que passei no Rio, estava com uma chemise branca que bate no meio da coxa e na preguiça de trocar de blusa para ir embora, resolvi botar o short e amarrá-la acima do umbigo. Quando vi, estava com a tal parte da barriga de fora que sempre me incomodei em botar. E o melhor? Até gostei.

Curti muito o resultado, resolvi trazer pra cá:

Chemise: Folic (muito antiga) | Short Madewell | Colar Dafiti | Óculos Francisca Jóias | Sapato Cavage 

Fotos: Gabriela Isaias

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Eu tanto gostei que cheguei em casa assim, saí pra jantar e não lembro da neura da barriga que não dobra bater em algum momento. Ainda não tenho nenhum top cropped no meu armário, mas depois desse dia a possibilidade com certeza se abriu.

Achei que valia a pena dividir essa pequena vitória com vocês, mas quero saber: qual foi a última pequena vitória que você teve na moda?

Beijos!

1 em Autoestima/ Moda no dia 13.09.2017

Look da Cá: tudo larguinho, do jeito que eu gosto

Não tenho dúvidas que o #paposobreautoestima e todas as histórias que cruzam meu caminho todos os dias têm feito maravilhas para a forma que eu lido com meu corpo. Se há dois anos alguém me dissesse que em 2017 eu estaria postando fotos de biquini – e mais surreal ainda, que logo depois a gente teria uma marca de moda praia, lingerie e fitness como uma das patrocinadoras do blog – eu talvez não acreditasse. Mas isso tudo aconteceu e tem sido incrível.

Só que uma coisa não mudou: minha preferência por roupas largas. Nesses 7 anos de blog e vários looks postados, já recebi alguns feedbacks curiosos quanto à essa minha escolha fashion. Já teve gente achando que eu estava me escondendo, já teve gente que quis dar a dica que usar roupas largas me deixava maior e, ainda nessa levada, já recebi um “não sabia que você era magra” em um dia que estava usando uma regata com uma calça cintura alta.

Por um tempo fiquei me questionando se o fato de eu escolher esse tipo de roupa tinha realmente a ver com uma insatisfação com meu corpo, se eu queria mesmo me esconder. Acabei concluindo que não, eu curto mesmo um look confortável sem nada marcando, apertando ou correndo o risco de sair do lugar. Aí, quando eu to afim, eu encaro algo mais fora da minha casinha.

Esse look que eu usei outro dia, por exemplo, me define tanto que eu não me importo se ele não é dos mais populares com quem espera ver um look do dia com as últimas tendências da temporada, tampouco estou preocupada se ele me deixa parecer maior mais larga ou mais gorda.

Camisa e calça Zara | Sapato Chanel

Essa calça é o maior exemplo. Ela é jogger de material sintético (dá para vê-la melhor nesse look, onde relato toda minha insegurança com ela), assim que eu a comprei achei super fashionista, mas como toda peça mais “””ousada” que eu compro, sempre fico um pouco insegura. Até que a primeira vez que eu botei um look no instagram com ela, recebi um comentário dizendo que ela era feia, muito larga, não valorizava.

Não sou de me incomodar muito com gente que não curte o que eu postei, mas como eu já estava insegura na hora da compra, fiquei com a pulga atrás da orelha. Deixei ela abandonada por uns meses no armário até que depois vi que era besteira não usar algo que eu realmente tinha gostado por causa de um comentário (e apenas um) que reprovou minha calça. E provavelmente foi feito porque o gosto da pessoa é diferente do meu e ela curte looks mais colados, sei lá.

Deixei de bobeira e passei a usar mais vezes, mas toda vez colocava com uma blusa mais ajustada para fazer o contraponto. No dia desse look aí de cima eu resolvi quebrar essa regra e combinei com a camisa mais oversized que eu tenho no armário, esculhambei com as proporções. E me senti mais eu que nunca.

E não, esse não é um post para mostrar para vocês como esse look é lindo e precisa ser copiado (pelo amor de Deus, a foto foi tirada de qualquer jeito no metrô só porque foi o único momento que eu consegui parar para fotografar), como a tendência oversized e esportiva está em alta, é mais um grito de liberdade mesmo. :D

7 em Looks/ Moda no dia 28.08.2017

Look da Cá: um ombro só para o dia a dia

Desde que o verão começou por aqui (e infelizmente já está quase acabando, estou inclusive sofrendo por antecedência com o vento friozinho que tem feito à noite e de manhãzinha) eu não perco uma oportunidade de botar os braços e as pernas de fora o máximo possível.

E entre muitas regatas, bodies, camisetas fresquinhas e blusas ombro a ombro, eu percebi que estava boicotando uma blusa muito específica minha. Um ombro só, branca com viés marinho, de algodão mais estruturado. Vocês já viram ela aqui no blog, mais especificamente nesse look. E essa foi a única vez que eu tinha usado essa blusa. O motivo? Ah, é muito chic, não tenho onde ir.

Aí olhei pra ela, ela olhou pra mim, implorou para sair do armário, me dizendo que era bonita demais para ficar trancada no escuro, e eu escutei seu pedido.

Blusa P’s love stripes | Short J. Crew | Sandália Nag Nag

Depois que eu botei, combinei com o short branco com detalhes azul marinho – o que deu uma ideia de macaquinho, né? Parece que é tudo a mesma peça e eu adorei essa ideia na prática. Aliás, eu amei o look todo! E ele me fez pensar: de onde foi que eu tirei que ombro a ombro era chic demais para usar durante o dia? Por que eu achei que eu não tinha lugar pra usar?

Eu entendo os motivos de eu ter caído nessa “auto cilada” de regras de vestimenta. O ombro só é um tipo de decote que não é convencional no meu armário, tanto que eu só tenho essa blusa e um vestido – de festa! O babado também traz toda uma imponência à peça. Soma-se a isso o fato que eu estou quase todos os dias de short jeans e camiseta e pronto, lá to eu ignorando uma peça que poderia proporcionar muito mais looks de fim de semana bonitos.

Poxa, fui almoçar com a família e uns amigos, imagina que isso não é ocasião para usar essa blusa? Óbvio que é! E poxa, eu saio de paetês durante o dia, por quê cargas d’água eu fui achar que uma blusa de algodão cujo diferencial é o decote de um ombro só não poderia ser usada na hora do almoço? Onde eu estava querendo usá-la afinal? Em um casamento?

Ela não foi uma compra por impulso, assim que eu coloquei a blusa no cabide eu sabia que ela tinha potencial para ser usada com várias peças interessantes do meu armário, mas acho que o meu dia a dia basicão e totalmente despreocupado de moda e tendências foi me intimidando a tentar explorar esse potencial.

E quando a gente vê, estamos nos impondo regras sem sentido e sem motivos, mas que bom que sempre dá pra reverter esse quadro. :) E vocês? Já tiveram alguma peça que conseguiram subverter essas regras?