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liberdade

0 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Convidadas no dia 12.12.2017

O que eu vou fazer com essa tal liberdade?

Muito se fala hoje em dia sobre a libertação dos padrões pré-estabelecidos, porém essa nova liberdade acaba sendo limitada pela criação de novas imposições. Discutimos muito essa questão no picnic do Papo em Salvador, e percebemos que a cada quebra, novas regras surgem e criam novas bolhas limitantes.

Vou citar alguns exemplos comuns nos dias de hoje: em terra de chapinha, quem tem cacho é rainha! Oba, finalmente as cacheadas conseguiram seu lugar e as marcas estão investindo como nunca nesse nicho! Mas e quem não consegue atingir os cachos perfeitos e definidos, descritos por uma classificação alfanumérica (2A, 3C, etc)? Eu mesma estou terminando uma transição capilar após quase 2 anos sem química, mas meu cabelo é um ondulado indefinido e temperamental – será então que minha transição foi pior que as outras? E as meninas que preferem continuar alisando o cabelo, elas estão traindo o movimento?

Agora também já não basta ser magra, é necessário ser musa fitness! Vejam bem, nada contra quem consegue e genuinamente se encontrou nessa vida. Mas a questão central é que saímos da ditadura da magreza para a ditadura do fitness e “saudável”. COMO ASSIM VOCÊ NÃO TOMA SUCO DETOX DIARIAMENTE E AINDA COME GLÚTEN – AÇÚCAR – LACTOSE (insira aqui um vilão “alimentar”)? Agora somos bombardeadas por contagens de caloria, receitas mirabolantes, medicalização dos alimentos (alô, Rita Lobo!), que é quase um crime aproveitar uma refeição só pelo seu sabor ou apelo sentimental.

Acho que o segredo para muitas questões da vida é o equilíbrio. Não podemos julgar aqueles que ainda permanecem nos padrões, pois estaríamos indo de encontro com a libertação que tanto pregamos. Se nos sentimos melhor fora dele, ótimo, mas apontar o dedo para que ainda não conseguiu ou não quer se libertar não nos faz melhor do que ninguém. Afinal, o nosso direito (ou empoderamento) acaba onde começa o do outro!

32 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque/ Moda/ Patrocinador no dia 05.06.2017

Look da Jô: lingerie, autoestima & o dia dos namorados!

Semana passada a Ca fez um post sobre como ela reviu sua relação com a lingerie e compartilhou conosco as peças que ela mais gostou da coleção da Marcyn, mais nova patrocinadora do Futi. Ainda no clima do dia dos namorados, eu vou fazer o mesmo mas de outra forma. Vou mostrar para vocês o que eu escolhi no site achando que iria ficar legal e na prática ficou bem melhor.

Para começar, ao longo dos últimos 24 meses minha relação com o meu corpo mudou muito. Vivi diferentes fases da auto descoberta e nesse processo foi uma delícia encontrar uma nova Joana. Uma mulher mais segura na cama, no sexo e na vida. Essa versão de mim foi descobrindo pequenas coisas que ajudavam nessa sensação gostosa de segurança e sentir-se poderosa, e uma lingerie que abraçasse meu corpo e não brigasse com ele, passou a fazer 100% de diferença pra mim. Não importa se era em momentos de intimidade com pessoas importantes pra mim ou apenas quando queria me sentir ~plena e empoderada, bonita e dona do meu nariz.

Foi nesse contexto que descobri que tanto para mim quanto para o outro, a lingerie poderia ser uma ferramenta que me fazia sentir BEM. Assim como um look que vista perfeitamente ou uma maquiagem que eu me sinta gata. Aquela sensação de “eu estou me sentindo muito” passou a me gerar mais confiança e aliada ao meu processo de autoconhecimento, o combo fez toda a diferença.

Sutiã cereja e calcinha alta

Ótimo? Sim, lindo. No entanto ganhei um pouco mais de peso e passei a ter um pouco mais de dificuldade. Com uma coisa pulando aqui ou apertando ali, aquela sensação de confiança nas minhas peças de sempre foi ficando menor e menor. No primeiro momento deixei isso pra lá, mas ao me ver trabalhando com a Marcyn, dei um nova chance à mim e pedi pra me mandarem as peças que gostei mais e acreditei que vestiriam bem no meu corpo.

Acabei pedindo várias e jurava que esse post teria umas duas fotos minhas e uma montagem linda do que eu gostei, mas a verdade é que tudo vestiu tão bem e me deixou tão segura, que resolvi fotografar tudo e mostrar pra vocês.

Sutiã roxo

Sutiã strappy bege

Sem dúvida nenhuma eu me impressionei que ao me perder no site da Marcyn encontrei muitos tipos de corpos e lingeries variadas, das mais clássicas às românticas. Das mais básicas às sensuais, mas tudo com uma pegada chique, elegante e bem acabada. Tudo chegou em casa com uma cara ainda melhor do que nas fotos.

Top cropped Riviera azul

Body em renda preto Riviera

E por que isso no Dia dos Namorados? Porque não vou negar que várias das vezes que eu me relacionei intimamente com alguém, a lingerie foi um detalhe a mais que fez a diferença – e que nada tinha a ver com querer agradar apenas o namorado. Uma mulher trabalhando sua autoestima e sua confiança pode sim se sentir ainda mais incrível com a roupa certa, a maquiagem que gosta e uma lingerie que vai fazer ela se sentir ainda mais sexy ou gostosa. Não é uma obrigação mas pode fazer uma diferença incrível para quem ainda quer ganhar mais e mais confiança naquela situação.

Quando me vi numa situação onde ia começar a me relacionar com outra pessoa, depois dos meus 6 anos de namoro, eu percebi que comprar uma lingerie que combinou comigo fez uma diferença enorme pra mim. Me deixou ainda mais confortável com meu corpo e segura. Desde então se eu tenho um encontro, uma festa, uma reunião ou quero me sentir super poderosa, aposto numa peça íntima que combine comigo, com aquele dia e com o como eu quero me sentir.

Uma “coisa” que eu achava que não era pra mim ou pro meu corpo passou a ser, indo muito além de se sentir sexy ou não, apenas me ajudando no processo de adorno, moda e beleza que eu curti para mim.

Nesse contexto quis mostrar pra vocês algumas escolhas que eu faria para o dia dos namorados, mas na prática eu fiz pra mim, mesmo sem namorado. Foi incrível fotografar com a Gabriela Isaias, que fez com que eu me sentisse plena e concordou comigo no quanto aquelas peças combinaram comigo e vestiram bem. Foi impressionante que fotos que poderiam ser as mais difíceis foram as mais libertadoras, a ponto de eu vir aqui e postar no blog. Feliz curtindo meu corpo como ele é hoje, ainda que eu pense muitas mudanças pra ele, mas nada disso impede que eu me olhe hoje com esse olhar amoroso e acolhedor que propomos no #paposobreautoestima, nada impede que eu busque o melhor olhar pra mim com o que tenho no espelho hoje.

Obrigada Marcyn, por essas peças que me caíram como uma luva e vão protagonizar muitas histórias com ou sem alguém. Obrigada, meninas por me deixarem tão confiante e à vontade a ponto de compartilhar minhas fotos curvilíneas com vocês. Pode parecer bobo, mas esse post foi muito libertador, jamais pensei nessa vida que passaria por isso.

Muito amor pra todas nós, dia 12 e todos os dias mais!

Beijos

fotos: Gabriela Isaias