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3 em Comportamento/ entretenimento no dia 19.07.2016

Filmes da Sil: Caça Fantasmas

Um dos remakes mais falados dos últimos tempos tem sido Caça-Fantasmas. Programado para ser lançado em 2014, o filme foi adiado por 2 anos, mas enquanto isso continuou dando o que falar.

Ghostbusters

Parafraseando uma amiga, o buxixo chegou a tanto que alguns chamaram de “o filme que irá destruir minha infância”; e o motivo de tanto escândalo? Podemos ser sinceros aqui, certo? O que incomodou MUITO sobre essa nova versão do filme foi o simples fato de que ao invés de 4 homens caçando fantasmas, como no filme original, as novas protetoras de Nova Iorque são 4 mulheres. Sim, isso mesmo! E para completar o time, ao invés de uma secretária elas têm como ajudante um colírio que vem no formato de Chris Hemsworth. Aliás, Chris está excelente no papel e, antes que julguem qualquer estereótipo, Paul Feig, o diretor do filme, ressaltou em entrevista que o próprio autor improvisou a maioria de suas piadas. Ou seja, além de ser o Poderoso Thor, Chris não tem medo do ridículo e se sai muito bem em uma comédia dominada por 4 veteranas do gênero.

No quarteto principal temos Abby Yates (Melissa McCarthy, famosa pela querida série “Gilmore Girls” ) e Erin Gilbert (Kristen Wigg). Melissa e Kristen protagonizaram o filme “Operação Madrinha de Casamento” e juntas, inclusive, causaram barulho em Holywood quando foram chamadas para apresentar juntas um dos prêmios do Oscar. Também vale lembrar que Kristen concorreu à Melhor Roteiro Original e Melissa ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. As duas atrizes, que têm nomes de maior reconhecimento, acabaram com os papéis menos “gratuitamente cômicos”, mas necessários para que a trama avance de maneira coerente sem se perder em uma sucessão de piadas – o que não significa que as duas atrizes não tenham um excelente timing cômico e se sobressaiam em cenas hilárias (Melissa em particular protagoniza uma cena de comédia física que é uma das minhas preferidas do filme – e eu nem costumo curtir o estilo).

Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) é a esquisitona da turma: engenheira e responsável pela criação dos equipamentos do grupo, ela brilha em uma sequência solo na batalha final. Finalmente, completando o grupo, Patty Tolan (Leslie Jones), muitas vezes a voz da razão do grupo e a prova de que nem sempre diplomas são essenciais para comprovar a inteligência do herói, virou minha personagem preferida. Leslie é uma comediante que precisa de muito pouco – um olhar ou um tom de voz – para entregar com perfeição o que alguns talvez exagerassem com comédia física.

giphy

Falando de Leslie, desde que o elenco do filme e os respectivos papéis ficaram claros, se levantou uma bola que teima em assombrar produções de comédia americanas: até onde a comédia constrói personagens negros sem cair em estereótipos? Minha opinião é que o filme falhou quando repetiu a fórmula do primeiro filme e mostrou três mulheres brancas cientistas – no original os 3 personagens brancos são cientistas e o negro também não é – com excelentes credenciais, enquanto a personagem negra é a única que não parece saída da turma de “The Big Bang Theory”. Patty não é uma cientista e, por isso, às vezes é colocada como alguém que não pertence ao grupo. Com toda a luta racial que tem acontecido nos EUA – a questão do Black Life Matter, por exemplo – não falar sobre o assunto pode ser um pouco de falta de responsabilidade, especialmente quando o racismo é um problema mundial. Vemos notícias racistas absurdas nos jornais todos os dias aqui no Brasil, então é um problema que todos devemos nos conscientizar que existe.

Felizmente o filme traz bem mais da franquia original: apesar de ser um remake os atores princiais antigos aparecem fazendo pontas no novo filme, que é cheio de participações especiais (uma delas contracenando com a personagem Holtzmann, tem direito até à fala “roubada” de outro filme) e estas citações a clássicos deixam o filme ainda mais interessante.

Vocês sabem que sou um pouco (ou seria bastante? Risos!) chata pra comédias, mas Caça-Fantasmas é um ótimo entretenimento, eu assisti duas vezes até! É filme para dar risada e esquecer dos problemas, afinal se você encontrar um fantasma é só chamar as Caça-Fantasmas! ;)

Beijos,

Sil

PS: Não percam os créditos finais e a cena pós-créditos!

2 em Comportamento/ entretenimento no dia 01.07.2016

Filmes da Sil: Procurando Dory

 

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Dory e seu novo amigo Hank, vocês já devem tê-lo visto andando por aí. Na versão legendada-  sim, ela existe! – quem faz a voz dele é o ator Ed O’Neill conhecido por Jay Pritchett de Modern Family, enquanto nossa amada Dory é Ellen DeGeneres. E claro, Hank ganhou meu coração como um dos melhores personagens novos. Só perde para o momento das Lontras, mas aí é outra história <3 

Eu não sei quantos anos faz – mentira, sei sim, eu tinha acabado de começar a namorar o Erick – que eu fui assistir Procurando Nemo com uma de minhas melhores amigas em uma daquelas sessões bem tarde no Cinemark. O filme foi regado de cheddar, pipoca e muito choro, é claro, afinal, como não se comover com a história do peixinho de nadadeira curta que se perde e tem que ser resgatado pelo pai e sua amiga esquecida?

Treze anos depois, a Disney resolveu nos presentear com uma nova história para esta saga e dessa vez o foco é em Dory, a peixinha sem memória que conquistou gerações.

dory

Se da primeira vez que assisti a franquia minha preocupação era quando meu recém-namorado voltaria de viagem, dessa vez assisti ao filme pensando em outra coisa: se eu tivesse uma criança, levaria ela para ver este desenho? Adoraria ouvir a opinião das mães leitoras do (f)uti, mas concluí que eu não teria problema nenhum em levar um pequeno para assistir Procurando Dory.

Aliás, acredito que este segundo filme – que é uma graça – é mais amigável para as crianças, o que foi uma surpresa muito boa. O espírito de Dory, sempre animado e capaz dos planos mais malucos para realizar seus sonhos, nos lembra que essa é uma parte importante da nossa infância: ACREDITAR! Portanto, palmas para a Disney, que deixou o resmungão e desconfiado Marlin (o pai de Nemo) para o segundo plano e deixou Dory brilhar com todo o seu otimismo e carisma! Afinal é a peixinha azul e amarela com olhos cor de rosa  que tem a enorme capacidade de nos fazer acreditar que somos capazes de qualquer coisa – até de falar baleiês.<3

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Só para esclarecer, eu só fiquei pensando nessa história de crianças no cinema porque tenho visto um grupo de adultos que não querem que as crianças “atrapalhem” suas sessões quando estiverem vendo Procurando Dory. Para essas pessoas, só digo uma coisa: Sinto Muito! Vai ter criança, sim, assistindo! Se você não quer ser incomodado, que procure sessões mais tarde, mas saiba que também sai perdendo quando deixa de experimentar o filme através dos olhos puros infantis: a magia de uma criança encantada com o cinema é algo para se apreciar e quem sabe tentarmos lembrar que nós também já vimos o mundo com a mesma magia.

Beeeijooossss,

Sil, que fala baleiês fluentemente! <3 

PS: Peixes de água salgada como os do filme, exigem cuidados além do normal. O (F)uti estimula 100% a relação de crianças e animais – basta ver o Arthur e o Jack. Mas antes de comprar uma Dory de verdade, tenha certeza se esse é o melhor bichinho de estimação para seu filho. Se não existem vários brinquedos fofos de todos os tamanhos para que os pequenos possam apertar muito suas Dory ;)

1 em Comportamento/ entretenimento no dia 26.06.2016

Filmes da Sil: Invocação do Mal 2

Hoje é o primeiro de dois posts que eu não pensei que escreveria aqui. Esse foi encomendado, então não me culpem, risos! ;)

Filmes da Sil: Invocação do Mal 2

Imaginem vocês entrarem em um antigo cinema de rua e encontrarem um Padre tentando te exorcizar? Com direito à “agua benta” e tudo? E aí você sobe mais um lance de escadas e encontra sua “melhor amiga de escola”, uma freira do mal com olhos brancos que tenta te assustar? Para terminar, em um calor dos “infernos”, uma mesa onde dois médiuns tentam se comunicar com os espíritos? Esse era o clima da casa preparada para a o lançamento do filme “Invocação do Mal 2”, continuação de “Invocação do Mal” e também ligado à “Annabelle”, filmes esses que eu não assisti pois achava que filme de terror eram todos iguais e ruins. Na época desses primeiros lançamentos estava envolvidas em problemas complicados em casa e ainda não tinha começado a trabalhar com críticas, então os filmes passaram batidos. Mas, felizmente fui salva pela Warner e seu convite para “Invocação do Mal 2”.

Já devo começar dizendo que respeito o medo de todo mundo, afinal eu mesma tenho o meu. Mas se é uma coisa que eu não tenho medo, pelo contrário eu adoro, é um bom filme sobre demônios e possessões. Então se era para entrar com medo na casa, eu na verdade comecei foi a aterrorizar e me divertir. É óbvio que se não fosse tudo entretenimento, eu jamais faria piada com algo tão sério quanto religião, mas um ator fantasiado de padre – e bem gatinho, de acordo com os meus amigos – estava ali para assustar. Então por que eu não podia assustá-lo de volta? ;P Mas nota 9 – só tiro um ponto pelo calor que estava ali, mas nada que pudesse atrapalhar – para a ambientação do filme que começou inclusive em um cemitério.

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Se vocês viram os outros filmes, já conhecem o casal de “demonologistas”, Ed e Lorraine Warren. Mas se, como eu, nunca viram, não tem problema. Você vai conhecer o lado mais importante do casal: a confiança inabalável que um tem no outro. Aliás, uma pausa: quando eu me casei todas as músicas da Igreja (tirando a da benção) eram trilhas de filme, exceto a minha, que obviamente tocou em vários filmes mas nunca tinha sido a música principal. Até, é claro, “Invocação do Mal 2”, onde “Can’t Help Falling in Love” de Elvis Presley é a música tema. E não, não fiquei ofendida, pelo contrário, se você olhar para a relação de Ed e Lorraine você deseja ter uma parceria na vida como a dos dois. É, existe romance até nos filmes de terror mais bem feitos quando a gente quer…

Assim como os outros filmes da franquia – aliás se preparem que “Annabelle 2” volta em 2017 – aqui a história também é baseada em fatos reais e, aliás, para aqueles que se assustam mais fácil, eu sugiro sair antes dos créditos finais. Dessa vez a história se passa na Inglaterra de 1977 e não é apenas Margaret Thatcher e a violenta crise econômica, que assombra a vida da família Hodgson. Fatos estranhos começam a acontecer, testemunhados até por uma policial que confirmou ter visto uma cadeira voando. Mas é óbvio que com uma mãe abandonada pelo marido, sem emprego, e com 4 filhos, os eventos paranormais que acontecem na casa se tornam motivo de desconfiança: afinal, estaria a família mentindo para ganhar uma nova casa do governo? Ou os Hodgsons estariam realmente assombrados por algum espírito ou entidade que não pertence a esse mundo?

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A direção fica novamente à cargo de James Wan, que apesar de nascido na Malásia, ter nacionalidade Australiana e ser de ascendência Chinesa, parece buscar sua inspiração nos filmes de terror Japonês e também nos clássicos como “O Exorcista”, “Poltergeist”, “O Bebê de Rosemary” e “Damien”, por exemplo. Aliás, algumas cenas são homenagens perfeitas à tais filmes e o resto do filme é de uma simplicidade estética belíssima. O terror aqui está mais presente no suspense, na sutileza dos detalhes e não nas cenas feitas simplesmente para gritar. A trilha sonora é uma obra à parte, nunca mais irei ouvir algumas músicas de Natal do mesmo jeito.

O elenco é fantástico, Vera Farmiga está sensacional – a cena inicial dela para mim já mostra a que ela veio. Patrick Wilson, que até hoje eu não consigo acreditar que é o mesmo ator que faz o pedófilo de “Menina Má.com” quando o vejo em qualquer outro filme (acho que isso quer dizer muito). Madison Wolfe como Janet, a filha do meio, me lembrou Natalie Portman em sua primeira e melhor atuação “O Profissional”, e Frances O’Connor está idêntica à Peggy Hodgson original. Infelizmente, Maria Doyle Kennedy, de “Orphan Black”, uma das minhas séries favoritas,, aparece pouco como a vizinha Peggy Nottingham (mas quem assiste a série sabe o que Siobhan é capaz de fazer).

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Se o que vocês procuram é um bom filme de terror, estilo clássico, sem grandes monstros gigantes destruidores, esse é o filme para você. “Invocação do Mal 2” é um filme coeso e redondo, com começo, meio e fim mesmo sendo parte de uma grande franquia e não, você não precisa ter visto os anteriores para entender. Por enquanto, cada história ainda é independente da outra mas posso garantir que para quem curte o estilo, uma vez que se experimenta a “maçã”, eu aposto que vai querer conhecer os outros frutos dessa árvore… ;)

Beijos,

Sil