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fashion week

1 em Beleza/ Make-up/ Semanas da Moda no dia 03.10.2015

#parisfutiweek: Barbara Bui e o contorno questionado

Acho que uma das coisas mais legais de participar dos backstages, além de conseguir ver de perto a maquiagem desfilada, é poder conversar com os maquiadores sobre técnicas, tendências e até mesmo certas polêmicas.

No desfile da Barbara Bui, que aconteceu na quinta feira em Paris, pude bater um papo com a Christelle Coquet, maquiadora da MAC que assinou uma beleza que eu chamaria de roqueira suave. Na verdade, diria que está mais para uma roqueira francesa, com maquiagem discreta, olho super esfumado e zero marcado e pele beeeem natural, que foi o motivo para começarmos uma conversa interessante.

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Quando vimos o face chart com a lista do que foi usado, percebemos que quase não existiam produtos para o rosto. Era uma base (Face & Body) no rosto, corretivo quando necessário, Strobe Cream (sim, ele também estava presente nesse backstage) avermelhado ou dourado nas bochechas e o Pro Sculpting Cream para fazer um contorno muito de leve, mas tão de leve que ele quase não aparecia. Obviamente perguntamos o motivo de ser tão discreto e Christelle respondeu que não era muito fã de contorno e achava horrível quando via alguém super marcada.

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Eu acho que Kim Kardashian foi bem revolucionária quando resolveu mostrar a técnica para um rosto com ângulos perfeitos e acho que ajudou muita gente a entender seu rosto e saber quais áreas poderiam ser destacadas. Mas sempre me incomodou muito ver meninas que saem lindas nas fotos e, quando você vai ver “ao vivo”, elas estão completamente pintadas e exageradas (e olha que eu sou adepta de um blush carregado, hein…).

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Ao mesmo tempo, não sei se vocês estão vendo essa onda de vídeos ensinando a fazer contornos pintando formas aleatórios e até mesmo bichinhos na cara antes de espalhar os produtos. Nunca tentei fazer nada desse jeito – até porque minha ideia de contorno é um bronzer com pincel, um iluminador e pronto – mas eu não consigo não achar que na vida real esse resultado deve ser meio aterrorizante.

Essa técnica é chamada de Clown Contour, ou contorno palhaço e foi feita pela Bella De Lune em um tutorial!

Essa técnica é chamada de Clown Contour, ou contorno palhaço e foi feita pela Bella De Lune em um tutorial!

Eu já carreguei no contorno a ponto de aparecer em fotos e vídeos e me senti muito mal depois que eu vi. Parecia que não era eu ali, sabe? Todas as vezes fiquei morrendo de vergonha e, nesse ponto, entendi completamente o ponto da Christelle. A maquiagem e todas as suas técnicas deveriam enaltecer seus pontos positivos e ajudar na apresentação da sua “versão melhorada”, e não atuar como uma fantasia, uma máscara ou algo falso, né?

Até acho que as francesas são muito básicas no quesito maquiagem, mas saí desse backstage achando que o ideal seria achar um meio termo disso tudo, nem tão leve, nem tão pesado. 

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Vocês curtem contorno? Aplicam essas técnicas malucas? Preferem sair mais carregadas ou mais leves?

Beijos!

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1 em Beleza/ Make-up/ Moda/ Semanas da Moda no dia 01.10.2015

#parisfutiweek: desconstrução e individualização na maquiagem da Guy Laroche

Geralmente quem faz e fala sobre backstage é a Jô, até porque ela tem na bagagem muitas semanas de moda a mais do que eu. rs O mais engraçado disso tudo é que eu adoro essa parte dos bastidores, muito mais do que desfiles, porque acho maravilhoso poder acompanhar de perto toda a preparação de cabelo, maquiagem e, dependendo da marca, ainda conseguir ver os detalhes das roupas e sapatos com calma.

Aqui em Paris nós fizemos 4, e o primeiro deles foi o do Guy Laroche que aconteceu ontem no Grand Palais (onde aproveitei para fazer as fotos do meu look! hehehe). Estávamos crentes que íamos encontrar mais uma daquelas maquiagens “nada” porém feitas com 1273893010 produtos, mas não, dessa vez tivemos uma surpresa.

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Com uma proposta de make tropical, meio úmido, o destaque se deu no delineado gatinho completamente desconstruído e intencionalmente borrado. Curto esse tipo de proposta porque sempre fico com a impressão de que vou poder fazer minhas besteiras (eu SEMPRE erro um olho, de praxe) e vai ficar tudo certo, mas é claro que na prática, eu nunca consigo ser conceitual no meu dia a dia. rs Aliás, quem consegue, né?

Aliás, uma pausa para uma dica maravilhosa que nos deram. Lembram da história do Strobe Cream com diferentes tons e da base Waterweight que a Jô viu na NYFW e contou aqui no blog? Então, esses dois produtinhos continuam fazendo muito sucesso e dessa vez aprendemos uma nova técnica que achamos que valia a pena dividir. Na verdade, é uma daquelas lógicas que você só percebe como é óbvia depois que faz, sabe? rs Enfim, são elas: Se você quiser um resultado mais dia a dia, com uma pele discretamente iluminada, a dica é passar primeiro o Strobe e depois a base. Para um efeito mais marcante, é só usar a base antes e finalizar com o Strobe. Simples assim!

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Mas na verdade, o que mais me impressionou na conversa toda que tivemos foi a história de uma tendência que está bem presente nesse mundo de backstages: a individualização da maquiagem. Segundo o maquiador, essa é uma ideia forte para a temporada, ver o que fica melhor em cada pessoa e acentuar as características positivas de cada rosto e criar makes para cada traço e personalidade. Preciso falar que me senti muito bem representada. 

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Nas fotos provavelmente não vai dar para ver muito bem, mas como essa era uma maquiagem muito focada na área dos olhos, eles respeitaram muito as sobrancelhas de cada modelo, deixando-as bem próximas do natural e também o formato dos olhos, onde algumas tinham um gatinho mais puxado, outras não tinham traço embaixo, etc.

Não sei se já aconteceu com alguma de vocês, mas eu sempre tive muita dificuldade em acompanhar tutoriais de maquiagem porque eu nunca consegui aplicar várias técnicas que eram explicadas. Minha pálpebra é escondida, o delineador quase não aparece (tanto que dificilmente eu uso), brincar com cores de sombras não costuma funcionar…Enfim, sei que muitas meninas aprenderam a maquiar vendo tutoriais no Youtube, mas acredito que existem muitas que, assim como eu, se frustraram porque não conseguiram copiar as técnicas ensinadas.

Eu só fui parar de me frustrar no dia que eu entendi que não adiantava tentar fazer uma maquiagem igual a de uma pessoa que não era parecida comigo, eu precisava achar um jeito de adaptá-la à minha realidade. Ver esse tipo de “liberdade” chegando também nos backstages, onde tudo costuma ser super regrado e dentro da linha, é maravilhoso!

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Acho que no fim, a grande lição que eu tirei desse backstage não foi uma tendência de make, ou o próximo produto desejo (apesar deles terem usado a base e o creme iluminador que já são desejados mesmo sem ter chegado nas lojas), foi perceber que a melhor maquiagem que você pode fazer é aquela que respeita quem você é!

Não é bem melhor dessa forma?

Beijos!

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7 em Looks/ Moda/ Paris/ Semanas da Moda no dia 01.10.2015

Look da Cá: Coletão!

Quem lembra do post do coletão? 2015 ainda não acabou, mas com certeza essa foi a peça mais intrigante do meu ano. Como eu disse, amo os looks que a Jô faz com o maxi colete dela, curto várias produções, mas já me deparei com ele em diversas idas à Zara, levei para o provador e…achei que não era pra mim.

Por isso mesmo, quando vi que a Jô tinha trazido o dela para essa viagem, não tive dúvidas: “Jôôôô, me empresta?? Quero tentar uma coisa aqui….” E tentei me desafiar.

Usei esse look ontem, quando fomos cobrir o backstage da Guy Laroche no Grand Palais e aproveitei o cenário suntuoso – e maravilhoso! – para clicar o look! Quando se tem uma oportunidade de ouro dessas, não dá para passar batido, né? rs Ficou assim:

 

 

 

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Coletão Zara | Blusa roubada da minha mãe | Calça Bo.bô | Tênis Michael Kors | Bolsa Chanel | Óculos Ray Ban

Aproveitei essa calça de tricô toda rebuscada para ser a protagonista de um look quase todo preto e acrescentei uns detalhes dourados para entrar no clima rococó – pena que usei tanto meu tênis dourado que a tinta já está saindo em diversos pontos :(

Quanto ao coletão, só posso concluir uma coisa: gostei, mas não é para mim mesmo, vou deixar para a Jô! rs Achei que ele funcionou direitinho com o look, ainda mais com essa calça que é toda justinha (ajudou a esconder – já que estamos na França – o derrière rs), mas sabe quando você não se identifica totalmente? Foi isso que aconteceu comigo!

Gostei nesse look específico, provavelmente usaria em alguns outros, mas não é uma peça que eu tenha me sentido completamente confortável. Louco isso, né?

E aí? Gostaram? Me contem!

Beijos!

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