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3 em Autoestima/ Camilla Estima/ Comportamento/ Convidadas/ Destaque no dia 26.01.2017

Quando a palavra “dieta” não é tão inofensiva assim

Sempre fui curiosa. Muitas vezes isso foi um problema mas acabou virando uma solução pois virei pesquisadora e acho que essa é uma característica fundamental nessa carreira. Eu adoro saber a opinião das pessoas em diferentes instâncias e após ter tido um insight no banho (sim, sou dessas), mandei uma mensagem para a Carla e a Jo sobre a ideia desse post. O primeiro passo….resolvi fazer uma enquete informal nas minhas redes sociais. Postei uma foto que tinha escrita a palavra “dieta” e pedi que as pessoas colocassem nos comentários qual a primeira coisa que veio à mente delas quando escutam essa palavra (quem estiver lendo e quiser comentar aqui no post também, sinta-se à vontade!).

Para o meu espanto, a palavra mais mencionada foi “S-O-F-R-I-M-E-N-T-O”. Eu mesma não imaginei que fosse aparecer isso e olha que sou nutricionista há quase 20 anos e achava que já tinha visto de tudo – mas pelo visto não! Em segundo lugar tivemos um empate, com as palavras “privação”, “restrição”, “sacrifício” e “fome”. Outras respostas que apareceram nessa mesma vibe foram “fracasso”, “frustração”, “ineficácia”, “preguiça”, “pressão”, “tédio”, “tortura”, “tristeza”. Se eu quisesse poderia parar de escrever agora pois já dá pra perceber que algo que gera esses sentimentos nas pessoas não deve funcionar muito bem……ou então “funciona” aos trancos e barrancos até que o ganho de peso aconteça novamente. Mas como adoro esse exercício de desconstruir as coisas, vamos tentar resolver esse quebra-cabeça.

Eu, particularmente, nunca gostei da palavra dieta, desde a minha adolescência. Atire a primeira pedra quem não tem uma história pra contar sobre dieta na adolescência! Seja pra ganhar peso, pra perder, pra qualquer coisa. Eu também tive uma história dessas e sempre que eu ouvia essa palavra, pensava em privação. Apesar da dieta “ter funcionado” (defina funcionar – tempos depois ganhei parte do peso de volta) eu não gostava nem um pouco da pressão de ter que voltar mensalmente no médico (sim, minha mãe me levou a um médico) para ver se eu tinha emagrecido. Era muita pressão e ansiedade que cercavam os dias próximos à ida ao consultório do endocrinologista, e olha que a minha família nunca me pressionou diretamente em emagrecer naquela época e nem o médico, que sempre foi muito profissional e jamais fez qualquer comentário indelicado à respeito disso. A pressão e a ansiedade vinham de mim mesma.

Eu, como nutricionista, me incomodo demais pois somos ensinadas na faculdade a prescrever dietas. Só nós temos esse ofício! Como pode aquilo que somos treinadas a fazer, apanhando entre mil cálculos e combinações (não, não é nada fácil calcular uma dieta!), tida como a nossa “ferramenta de trabalho”, pode trazer esse tipo de sentimento às pessoas? Já tentamos mudar essa forma de chamar, como “planejamento alimentar”, “reeducação alimentar”, mas a essência acaba caindo no denominador comum, que é prescrever restrições ao paciente, ou então ele se sente assim independente do que a gente possa falar. Aquilo de prescrever dietas pouco levava em consideração o ser humano para o qual estávamos fazendo aquela infinidade de cálculos no quesito da relação dele com a comida e se baseava em meia dúzia de informações do que ele come e seus dados físicos como o peso, altura, percentual de gordura, resultados de exames de sangue. Mas uma pessoa é feita apenas disso? E os sentimentos? O comer como resposta emocional?

Ah, Camilla mas isso é coisa de psicólogo. Com certeza é, mas acredito que nutricionistas têm sua responsabilidade na hora de auxiliar seus pacientes a perceberem as conexões que a alimentação deles têm com suas memórias afetivas, sentimentos, situações passadas ou presente. Sem contar que acho que psicólogos são profissionais essenciais na vida de todos, não apenas em quem tem relações emocionais com a comida.

Passado o soco no estômago e a crise existencial com isso tudo, somado às respostas da minha breve enquete, tracei um paralelo de tudo que estudei desde a minha formação como “nutricionista convencional” até hoje. Ou melhor, desde 2008 quando eu conheci (e me fez todo sentido) a nutrição que também leva em consideração a alimentação relacionada às nossas emoções e sentimentos – linha que sigo nas minhas aulas e no consultório particular (garanto a vocês que se num primeiro atendimento a nutricionista perguntasse a seu paciente o significado de dieta para ele, ela mudaria a sua forma de orientar. Mas sair da caixa para nós também não é uma tarefa muito fácil). Somei a isso o fato que pessoas têm costume de nos ver como “aquela que vai tirar do meu dia a dia o que eu gosto de comer”. Resumo, ou somos a bruxa malvada do oeste ou a policial que vai ficar fiscalizando o que a pessoa come ou a milagreira que vai emagrecer aquela pessoa que chega no consultório. Eu não quero ter esse papel, e não quero que as pessoas achem isso da minha profissão. A nutrição é tão mais do que calcular consumo de calorias e nutrientes e fiscalizar os outros.

Preciso esclarecer também o que são dietas restritivas com foco na perda de peso. É qualquer planejamento alimentar que retire ou enfatize grupos inteiros de alimentos, como por exemplo, a antiga dieta da proteína. Nela você deveria comer proteínas em grande quantidade e quase nada de carboidratos. Essa é uma das modalidades mais famosas e que vira e mexe aparece nesse mesmo formato mas com um nome diferente e normalmente bem criativo –  a de agora é a lowcarb, mas já foi Atkins, Beverly Hills, entre outras; Dietas líquidas de de sucos, sopas e chás; Jejum intermitente que te coloca horas a fio sem comer; Dietas que retiram o glúten e/ou a lactose sem comprovação diagnóstica é a nova moda e retira grupos importantíssimos como o leite e derivados (que são a melhor fonte disparada de cálcio) ou alimentos com trigo que te fornece grande quantidade de energia para o seu dia a dia (e para seu cérebro funcionar perfeitamente, sem que você sinta aquela dor de cabeça característica que as dietas te trazem de brinde). Essas formas de alimentação são completamente anti-naturais pois nós precisamos comer todos os grupos alimentares, mas nas proporções corretas e direcionadas de forma individual.

 

Qual o problema de fazer uma dieta restritiva, além de não consumir todos os nutrientes que você precisa? Dietas trazem muitos sentimentos e são exatamente os que foram citados na minha breve enquete. A partir do momento que você decide “se colocar no estado de dieta” já vem uma preocupação imensa com o que você pode ou não pode comer, as crenças que você já tem ou pode passar a adquirir parece que ficam gritando na sua cabeça de forma obsessiva. Você passa a pensar em comida o tempo inteiro, e isso te leva a emocionalmente ter mais fome e provavelmente a comer. Fora que muitas das metas colocadas por você mesma ou pelo profissional que possa ter te orientado (ou a revista de dieta, a artista da tv, a blogueira fitness, uma amiga ou colega de trabalho) podem não ser viáveis para você. E não só a meta de peso como também as restrições que você vai fazer. E aí, se você não consegue se engajar em tudo isso vem uma avalanche emocional: sentimento de culpa, de fracasso, você se sente diminuída, incapaz. Essa é uma puxada de tapete sem igual à sua autoestima.

Vivemos em um mundo onde foi criado um senso comum de que comer o que se gosta engorda, que tudo que é gostoso tem muita caloria e engorda, que comida saudável não é gostosa (teve até uma marca de biscoitos que dizia em sua propaganda que saudável e saboroso não se misturam, Oi?), que se comermos algo considerado calórico imediatamente nos leva a sentir muita culpa. Eu simplesmente adoro essa frase:

Eu costumo fazer uma conta com meus alunos e também pacientes (não gosto de estimular as pessoas a contarem calorias pois é outra prática que gera muita ansiedade, culpa e estresse, mas quero ser didática). Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), 100g de bolo de chocolate tem 410 calorias, o que equivale ao peso aproximado de uma fatia. Digamos que você tenha que comer diariamente, 2.000 calorias. Em uma semana você pode comer 14.000 calorias. 10% seriam 1.400 calorias e 1% equivale a 140 calorias. A sua fatia de bolo equivale, aproximadamente a 3% do que você pode comer em uma semana. Matematicamente falando, o que são 3% dentro de 100%? N-A-D-A! E por que as pessoas sentem uma culpa imensa em comer uma fatia por semana? A culpa vale mais a pena do que 3% do que você precisa comer? (E ai, dei um nó na cabeça de vocês?). A culpa é um valor agregado que nos ensinaram a sentir a respeito desses alimentos, e que trazem tanta ansiedade, estresse, sentimento de fracasso por ter comido.

Eu gosto muito do discurso da neurocientista Sandra Aamodt “Por que fazer dieta normalmente não funciona”. Ela diz que ao longo da vida ela fez muitas dietas e independente do tipo de dieta, ela voltava a ganhar o peso. Ela explica que o nosso cérebro é programado para termos um determinado peso, independente do quanto achamos que devemos pesar! E as convenções sociais fazem com que a gente ache que devemos pesar x mas o nosso cérebro, por entender que devemos pesar y, acaba nos enviando sinais de mais fome e menos saciedade  no caso de termos perdido peso. E o contrário também acontece. Moral da história, você acha mesmo que é capaz de enganar o seu cérebro ou domá-lo para pesar o quanto você (ou uma capa de revista, ou uma blogueira fitness, ou qualquer tipo de convenção social ache) deve pesar? Não, a solução não é deixar tudo pra lá e se acomodar, e sim começar a se condicionar em aceitar o corpo que lhe foi dado pela natureza, fazer o melhor uso dele e entender que os padrões de beleza impostos não vão se adequar a todo mundo da mesma forma. Devemos comer quando estamos realmente com fome e parar de comer quando o seu corpo lhe mostra que você está satisfeito, isso é comer de forma consciente (ou mindfulness como tem se chamado). Ironicamente alguns alimentos foram mencionados na minha enquete, como “brócolis”, “doce”, “chocolate”, “não poder comer mais pão francês”, “parar de comer doce”, “salada”. Alimentos que vira e mexe remetem aos proibidos x permitidos que as colegas insistem em rotular. Se comermos eles de forma consciente, como citei acima, vamos entender que tudo cabe em uma alimentação saudável, depende da importância que você dá ou os sentimentos que te desencadeiam.

Vocês devem estar lendo esse texto e pensando: então todas as nutricionistas deveriam rasgar seu diploma e mudar de carreira. N-Ã-O!!!! Muito pelo contrário. Se nós entendêssemos que a prática de restringir a alimentação dos nossos pacientes gera ansiedade neles e frustração na gente, nós mudaríamos a nossa forma de pensar. Quando o paciente retorna à nossa consulta sem ter conseguido atingir os objetivos, ou ter perdido peso ou até ganho peso, onde muitas vezes “jogamos a culpa” nele e não na nossa prática que pode estar equivocada? Ter que se reinventar não é uma tarefa simples, muito pelo contrário pois vamos ter que nadar contra a maré como fomos treinadas. E para você que está lendo esse post, espero que eu tenha conseguido fazer você tentar resignificar a palavra dieta e que você passe a aceitar melhor os alimentos que você come, sem jogar suas expectativas sobre ele. São apenas alimentos, e não bichos-papões engordativos ou milagreiros.

2 em Jabá que nós amamos:/ Looks/ Moda no dia 21.09.2016

Quando um look de malhar te dá ânimo extra nos exercícios

Fiquei pensando e resolvi postar meu look de fazer exercícios aqui no blog. Primeiro porque eu adorei a roupa e as fotos, achei a minha cara. Segundo, porque eu já falei da minha forma de enxergar minha mudança de hábitos, por isso acho válido compartilhar momentos em que eu consigo tocar esse plano de ser mais saudável. Terceiro, porque acredito que em tempos de ditadura de magreza vale muito a pena prestigiar marcas (muito boas) que acreditam em vestir a camisa dos mais variados tipos de influenciadores.

Vocês não tem muita noção dessa parte, mas MUITA marca manda roupa de malhar pra você quando você está magra e basta os ponteiros da balança mudarem que não é todo mundo que se interessa em te vestir. Isso parece bobo, mas hoje esse tipo de nuance é importante pra mim, marcas que vestem a camisa de blogueiras fora do padrão imposto chamam a minha atenção. Não deveria ser assim, mas devido a escassez de gente que se posiciona de uma forma legal, acaba sendo.

Desde que ganhei o Tênis Mizuno Synchro MX voltei a ser a maior entusiasta da marca, que por anos foi minha escolhida para correr. Comecei a usar esse modelo para malhar nas mais variadas ocasiões, inclusive postei aqui.  E com isso, voltei a pesquisar as novidades de tênis da Mizuno, até porque muito devagarzinho quero voltar a correr.

Depois de muito pesquisar pensei em mudar para um outro tipo de tênis e me encantei pelo modelo Wave ViperEle foi pensado para correr na rua – o que se aplica aos meus planos – é leve, tem um amortecimento muito confortável e perfeito pra pisada neutra.

Resolvi entrar em contato com a marca, pedi pra testar o tênis e ver como me sentia com ele e foi assim que recebi algumas das coisas mais bonitas e confortáveis que eu nem sabia que queria: um casaco lindo (muito útil pra Lagoa e pras trilhas), uma calça de correr sensacional (a mais confortável que já usei) e um short com gorrinho interno muito confortável entre outras peças básicas para usar na minha rotina de academia e treinos com o Arthur. Fiquei encantada com a qualidade das peças, mas fiquei mais ainda com o quanto a marca vestiu a “minha” camisa, mesmo eu não sendo magra, influencer fit ou a louca da dieta.

Agora to com um armário muito mais legal pra cuidar da saúde e achei que era legal compartilhar o look com vocês:

look-da-joana-1 look-joana-malhar-1 look-de-malhar-joana-2short com forro, top cinza, camisa masculina soltinha
jaqueta corta vento verde e tênis Wave Viper Mizuno

Ok, o visual da Pedra Bonita ajuda, né? :)

Esse modelo Wave Viper feminino tem duas cores: rosa, como esse meu e o verde. que também é lindo. Gosto de cor no tênis porque minhas roupas de academia costumam ser mais básicas então é ele que vai dar um charme e um toque de cor.  

mizuno-wave-viper

Quanto à funcionalidade, eu estou adorando. Quando eu corria sério eu costumava usar o Creation, o Viper chegou para superar minhas expectativas de amortecimento e conforto.

Eu amei a forma como a Mizuno vestiu a camisa do Futi e não poderia estar mais animada para malhar e me cuidar. Sempre achava a roupa a parte mais sem graça do meu armário, sem contar que era sempre a parte desinteressante das fotos desses programas que eu fazia aqui no Rio.

Vocês também curtiram?

Beijos

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11 em Comportamento/ desafio de peso/ Reflexões/ Saúde no dia 03.02.2016

Balança, saúde e compulsão alimentar: colocando ordem na casa!

2016 começou e com a sua chegada resolvi enfrentar de frente todas as minhas pendências, que vocês podem não acreditar, mas eram muitas. Como contei no post do balanço geral de 2015, em nome das mudanças emocionais que vivi no ano passado, claramente negligenciei minha saúde. Fiquei doente várias vezes – em sua maioria decorrente da minha alergia – não cuidei direito do meu SOP e também adquiri peso, ou melhor, perdi, ganhei e no fim mantive, o que nesse caso é tão problemático quanto engordar.

Era para ter sido muito frustrante terminar o ano com os mesmos 12 quilos a mais com que comecei, ainda mais que cheguei a perder metade disso no meio do caminho, mas com as muitas viagens, falta de rotina, de assiduidade na academia, dieta e juízo, tudo voltou pra mim. Pensei que contaria pra vocês que isso me deixou arrasada, me tirou o sono ou atrapalhou meus romances, mas a verdade é que nada disso aconteceu.

[ Nota da blogueira: obrigada, autoestima, pela graça alcançada!]

Além de ter levado a vida normalmente, em 2015 eu conquistei algo que passei os últimos anos tentando: controlar minha compulsão alimentar. Fiz muita terapia pra isso, troquei de terapeuta, enfrentei muitos fantasmas e mesmo que não tenha resolvido todos, me senti vitoriosa. Ainda que meus médicos estejam preocupados com meu sobrepeso atual, fiquei feliz. A verdade é que com a síndrome dos ovários policísticos não posso me dar a esse luxo e emagrecer em si é a parte mais importante do tratamento. Claro que não preciso ser seca ou sarada, mas preciso ser mais leve.

O ganho de controlar a compulsão é algo muito especial, só quem já teve algum distúrbio alimentar sabe como é maravilhoso não ter crise e/ou não distorcer a imagem no espelho. Olhar pra você e se ver exatamente como você é, sem se olhar direito ou ficar achando que está mais cheinha do que realmente está.

Infelizmente mais de 60% das mulheres jovens têm algum grau de distúrbio alimentar, é super comum ver uma menina bonita e com peso normal chorando por uma barriga que só ela enxerga. Não é meu caso atual, mas tenho consciência do tanto que isso é comum, um problema real que culmina em muitas questões e leva muitas meninas para a terapia.

Como eu descobri isso na prática? Olhando fotos de épocas que eu estava com o corpo dentro de todos os padrões que essa sociedade tenta nos impor e eu me achava gorda, achava que não namorava o cara que gostava por causa de uma micro dobra nas costas ou algo do tipo. Com alguns quilos a mais e algumas neuroses a menos tudo de melhor me acontecia, a autoestima vencia a balança. 

A verdade é que, em geral, quem distorce o corpo ao olhar no espelho não consegue ver o que está acontecendo no momento. Normalmente é preciso uma amiga, familiar ou mesmo o boy para ajudar a enxergar que existe um problema ali. E esse problema fere a autoestima muito mais do que alguns quilos a mais.

Joana

Já de dieta, feliz, com bochechas. Claro que buscando um bom angulo pra selfie, né? ;)

Deixando o contexto social de lado, vou voltar a falar de mim… Olhando para tudo isso só consigo sentir um sabor de vitória, ainda que inicialmente pareça que houve uma derrota nesse aspecto. Acho que jamais teria conseguido isso sem os aprendizados da Escola Trilha dos Lobos, muita análise e vontade de encarar minhas questões, sem medo.

Nunca me senti tão poderosa e nem mesmo conquistei tantas coisas em termos de autoestima quanto nesse ano tão conturbado. Nunca os 78 kg foram tão generosos comigo com em boa parte de 2015. Posso ter começado 2016 na casa dos 80 kg, mas só eu sei o tamanho da felicidade de passar um ano todo sem distorcer o reflexo do espelho, de me ver como eu sou, com consciência de tudo que comi e que por sinal, comi por prazer, nada veio com tom de auto sabotagem. #quecontinueassim

Nesse contexto entrei nesse novo ano com novos desafios: perder peso, sim, mas sem ficar doida, sem neurose e com muito foco para não engordar tudo de novo. Prefiro perder pouco a brincar de sanfona. Se vim vencendo a compulsão alimentar, como poderia não tentar vencer esse efeito super chato de quem vive engordando e emagrecendo?

Por isso o título “ordem na casa” é tão importante. Dizem que a vida no Brasil começa depois do carnaval… Minha meta é estar com todos os meus exames feitos, resultados em mãos e começar o ano de verdade com o pé direito, mudando o que precisa ser mudado e focando no meu corpo e saúde, tão negligenciados nesse ano que passou.

Para fazer essa arrumação, marquei uma consulta com a minha ginecologista logo nos primeiros dias do ano. A Dra. Helena Guerra está comigo há 10 anos, e além de tudo, ela faz modulação hormonal bioidêntica e por isso investiga tudo, leia-se TU-DO (beijo Dra. Helena)! Depois de inúmeros exames – juro, passei duas semanas fazendo vários exames – o primeiro passo da minha maratona está encerrado.

Com os resultados prontos, o Arthur Alegre – meu personal, que graças a Deus não desiste de mim – vai junto comigo definir o foco do meu treino. Também pretendo me convencer a entrar numa academia, para garantir que eu faça exercícios sem ele. Hoje quase não malho sem personal e sei que isso precisa mudar.

As vezes as pequenas alterações fazem muita diferença: tenho tentado escolher pratos mais leves nos restaurantes (afinal, saio mais do que deveria) e em viagens de trabalho a missão será tentar fazer exercício e/ou manter a dieta total e sempre compensar os dias em que eu não malhar (isso será 100 vezes mais difícil do que qualquer dieta ou outro ponto em questão). Confesso que estou pensando em voltar pra nutricionista, só acho que vou tentar perder um pouco sozinha antes. Tenho meu último plano alimentar da Patricia Davidson em mãos, nunca aplicado, e sou boa de organizar minha pesagem em casa. Anoto tudo.

Sei que meu maior desafio no meio de tudo é não deixar qualquer perda de peso se transformar em obsessão. Tenho pavor de gente “cega”, que vive e se auto-alimenta de obsessão pelo seu próprio corpo. Isso facilmente pode levar para os transtornos alimentares e prefiro ficar como estou, levando bronca dos médicos por causa dos exames, a viver de novo uma angústia de compulsão alimentar ou qualquer outro distúrbio.

Pelo menos em todos esses anos de luta contra a balança já tive provas suficientes de que basta minha autoestima continuar boa que tudo vai fluir perfeitamente bem. É ela que me ajuda a conquistar tudo que antes eu poderia achar, muito equivocadamente, que dependia da minha magreza.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

snapchat com bochecha, com curva e tudo mais que tiver, sem medo de ser feliz.

Hoje quero me manter com saúde, com uma boa rotina, para poder aproveitar os momentos de experiências gastronômicas que a vida me reserva, não sei se confio em quem não tem prazer comendo. rs

Então, assim, junto com a quarta-feira de cinzas chegará uma nova fase de cuidados pessoais, que espero honestamente que seja bastante rica em aprendizado, conquistas e “aproveitamento” de cada etapa, curtindo o melhor e o pior do meu corpo em cada mudancinha que acontecer.

Ah! E quem quiser acompanhar um pouco das minhas loucuras ou monotonias no snapchat, segue lá: BLOGFUTILIDADES

Beijos

Jô