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0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 24.04.2017

Trip Tips: Shangri-la Le Touessrok Mauritius

Pra quem está acompanhando os posts sobre as Ilhas Maurício, chegamos no nosso Grand Finale. Nossa última parada em Mauritius foi no Shangri-la Le Touessrok Mauritius, um hotel 5 estrelas magnífico que fechou com chave de ouro nossa passagem por esse país mais que paradisíaco.

O Shangri-la fica na região de Trou D’Eau Douce, uma baía tranquila na costa leste de Mauritius. Sua localização é muito especial: o hotel tem acesso a várias praias, tanto na parte de dentro quanto na parte de fora da baía, o que permite que os hóspedes escolham até o tipo de sol que querem tomar (de um lado o sol se põe, do outro o sol nasce). Dentro da baía, as águas são muito calmas e perfeitas para realização de esportes não motorizados durante todo o dia, sem influência de ventos e marés. É possível, ainda, ir remando até uma ilhotinha que fica no meio da baía em um passeio muito bacana.

Outro destaque é a proximidade com Ile Aux Cerfs, o ponto turístico mais famoso de Mauritius, acessível para os hóspedes através de uma balsa que parte a cada 20 minutos do píer do hotel (sem custo adicional). Muitas pessoas contratam um barco e vão passar o dia nessa ilha pública rodeada de água azul bem clarinha, com restaurantes e atividades aquáticas que podem ser contratadas ali na hora mesmo. Para os hóspedes do Shangri-la, a maioria das atividades já está inclusa na tarifa e podem ser realizadas a partir do Boathouse do hotel que fica nessa ilha.

A Ile Aux Cerfs tem ainda um campo de golfe profissional com 18 buracos que também é propriedade do Shangri-la Mauritius e está disponível para uso dos hóspedes.

Além disso, o hotel tem sua própria ilha, a Ilot Mangénie, de uso exclusivo dos hóspedes. O acesso se dá também por meio de balsas que saem de 20 em 20 minutos do píer, das 7 da manhã às 5 da tarde. Nessa ilha pode-se desfrutar de toda a infraestrutura de praia (guarda sóis de palha, camas de sol e espreguiçadeiras), além de um restaurante, o Ilot Mangénie Beach Club, que oferece comidas leves e pizzas com um serviço bem personalizado (você já é recebido pelo seu garçom com duas garrafinhas de água geladinhas, vi vantagem!). O visual da ilha é incrivelmente bonito, num mix de turquesa do mar com um verde da vegetação densa!

Ilot Mangénie

Do lado esquerdo, Ilot Mangénie. Do direito, Ile Aux Cerfs.

Estrutura

O Shangri-la Mauritius passou por uma grande renovação em 2015, quando foi adquirido pela rede Shangri-la. Nessa reforma, a piscina antiga foi transformada em um laguinho super charmoso, que é uma das primeiras coisas que você vê quando chega no hotel.

Foi construída uma piscina nova, um pouco mais afastada da recepção e mais próxima a praia, com borda infinita e acesso a hóspedes de todas as idades. Além dessa, existe ainda uma outra piscina de uso exclusivo de adultos, o que dá mais privacidade para quem está viajando sem crianças. Ambas as piscinas são extremamente charmosas, com vista para o mar e protegidas por sombra de coqueiros, e tem toda infraestrutura de guarda sol e espreguiçadeira para o conforto dos hóspedes. Um mimo que eu achei bem legal foi que tinha garrafas de água disponíveis à vontade durante o dia nas duas piscinas.

Todas as praias do hotel tem infra para você aproveitar o sol sem qualquer preocupação: guarda sol, espreguiçadeira, camas estilo casulo e serviço de restaurante. Aliás, se você acha que sua comida vai chegar fria porque está em um canto mais afastado da praia, está muito enganado. As comidas são entregues por um funcionário com um segway, para chegar mais rápido e quentinho. Achei genial!

O hotel tem uma estrutura bem robusta. São 2 salas de conferência com capacidade para 100 pessoas cada, uma biblioteca, três quadras de tênis (é possível contratar um professor que é ex-campeão de tênis para aulas particulares) e salão de jogos com sinuca, ping pong, dardos, vídeo game, entre outros.

É possível se arriscar no arco e flecha, fazer trilhas e caminhadas, passeios de bicicleta tanto dentro da propriedade quanto fora (três vezes na semana tem um tour guiado para um vilarejo maurício, sem custo adicional), entre outras atividades variadas.

O Shangri-la também oferece um Kids Club para crianças de 3 a 12 anos, que podem se entreter com as atividades durante todo o dia, incluindo atividades aquáticas realizadas numa piscina de uso exclusivo dos pequenos, que são supervisionados por cuidadoras especializadas.  

Para os menores de 3 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais, além de oferecer pacotes para contratação do serviço por vários dias.

Quartos

A arquitetura do hotel tem uma vibe meio grega (lembra um pouco as famosas construções de Santorini) com um toque modernoso. Já a decoração dos quartos é um mix de rústico chique com um tom moderno nos banheiros, que orna perfeitamente com a vista azul do mar que todos os quartos tem.

O Shangri-la Mauritius é dividido em 3 asas (uma delas dedicada à famílias), com 200 quartos e suítes e 3 villas exclusivas, que ficam numa ilhota privativa separada do restante do hotel.

Para quem se hospeda em uma das villas super privativas, o Shangri-la oferece uma experiência bastante exótica chamada Dom Pérignon Butler Experience. A idéia é ter um “mordomo da champanhe” à sua disposição a qualquer hora, em qualquer lugar, a postos para servir Dom Pérignon 24 horas por dia. Dá pra acreditar?

Todos os quartos e suítes têm varanda, banheiro com banheira de imersão e chuveiros separados, uma cama king size super confortável (ou duas queen size), sofá, TV 40′, mini bar e a Nespresso nossa de todo dia com cápsulas à vontade, além de vista para o mar. O serviço de quarto é impecável e está disponível 24h para qualquer solicitação.

Nós ficamos em uma Junior Suite Frangipani Ocean View, uma suíte maravilhosa com vista indevassada para o mar, que ficava na ilhota Frangipani, que é acessível por uma ponte. Nós amamos tudo no quarto e apesar de não ser enorme, tinha tudo que precisávamos a nível de conforto, além de uma decoração incrível e uma localização privilegiada. A asa Frangipani é a asa mais exclusiva do hotel e é onde ficam os casais (crianças não são permitidas por lá), o SPA, a academia e a piscina para uso somente de adultos.

Ilhota Frangipani

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante e uma cesta de frutas, além de dois presentes (uma canga para mim e uma camiseta para o maridón). É pra você já se sentir querido logo na chegada.


Por ter tantas opções de praia e piscina, a sensação de exclusividade do Shangri-la Mauritius é enorme, mesmo sendo um hotel bem grande. Por isso, achamos que é um hotel indicado a todos os tipos de viagem, desde casais em lua-de-mel a famílias viajando com crianças.

 CHI, The Spa

Para completar ainda mais sua experiência no paraíso, o Shangri-la Mauritius tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas que misturam, em sua maioria, técnicas chinesas com yoga (pranayama) para melhorar o seu bem estar e vitalidade. Há ainda tratamentos que combinam massagem e terapia musical, com músicos locais tocando ao vivo Sega, um ritmo local maurício.

O CHI fica na ilhota de Frangipani, numa parte mais calma do hotel, e possui um jardim interno muito bem cuidado onde são plantados ingredientes que são utilizados nos tratamentos.

Na área do spa tem ainda um salão de beleza e a academia em anexo, muito bem equipada e toda de vidro, com vista para a piscina (acreditem se quiser, ficava cheia!). Acho que foi a academia mais completa de hotel que já vimos até hoje!

Dentro da academia, existem 2 changing rooms (um para homens e outro para mulheres) com chuveiros, armários, sauna seca e à vapor (essa tinha estrelinhas no teto que iam mudando de cor!) e amenities de super alto nível. Além de ter aproveitado a sauna no fim dos dias, utilizamos essas salas também para tomar banho e nos trocar no nosso último dia, uma vez que fomos embora do hotel após o horário do checkout e já havíamos devolvido a chave do quarto (fizemos questão de aproveitar todos os segundos que tínhamos nesse hotel incrível!).

 Restaurantes

O Shangri-la tem uma super estrutura de alimentação:

  • Le Bazar: é onde é servido o café da manhã e jantar em estilo buffet, com culinária internacional. Nós não jantamos lá mas no café da manhã posso dizer que era muita fartura e muitas opções de comida como omeletes, panquecas, waffles, sucos, sopas orientais, entre outras muitas opções preparadas na hora. Ah, e pros mais bem dispostos logo de manhã cedo, tinha espumante também! Um luxo.
  • Safran: aberto somente para o jantar, esse restaurante de apenas 40 lugares é uma viagem fantástica à Índia. Jantamos lá um dia e tudo que pedimos estava magnífico, além de muito bem servido.
  • Kushi: aberto somente para o jantar (o que é uma pena, porque a vista desse restaurante é maravilhosa!), é um restaurante de somente 30 lugares especializado em culinária japonesa e grill oriental, com opções como Kobe e Wagyu Beef. Em cada mesa tem uma chapa para o hóspede grelhar suas carnes a seu próprio gosto. Nós jantamos no Kushi e experimentamos tanto o sushi quanto o grill e estavam ambos uma delícia (só achei o valor um pouco salgado para quem está acostumado a comer muito).
  • Republik Beach Club & Grill: é um restaurante pé na areia que fica aberto durante o dia todo, sendo o mais versátil do hotel. A comida ali é contemporânea e tem de tudo, desde pratos elaborados com peixe fresco a hambúrguer de wagyu beef.
  • Para quem está hospedado nas suítes Frangipani, é possível tomar café da manhã a la carte no Republik (ao invés do Le Bazar) e também participar do Happy Hour que acontece todo dia das 17 às 18, sem custo adicional (para os demais quartos, é cobrada uma taxa por pessoa). Aliás, eu amei o Happy Hour: uma estrutura enorme de bar é montada na areia e são servidos drinks variados (gin, espumante, vinho, whiskie, tudo que você puder imaginar!), canapés e mini sanduíches ao som de um DJ enquanto o sol se põe. Programão para o fim da tarde!
  • Sega Bar: é um bar que fica em cima do laguinho e de frente para o palco onde acontecem vários shows por semana. É ideal para quem quer ouvir um som e tomar uns drinks após o anoitecer.  
  • Ti Marché: é uma lojinha de grab and go com café, sorvetes e outros snacks rápidos, além de coisinhas que podemos precisar como chinelos e protetor solar. Fica no lobby do hotel.
  • Ilot Mangénie Beach Club: como falei no começo do post, é o restaurante da Ilot Mangénie. Tem uma pizza de trufa muito famosa que só é servida lá. Nós acabamos não experimentando então acho que agora vou ter que voltar lá só para provar essa pizza de trufa, não é?

Opção de comida não falta no Shangri-la, dá para agradar todos os gostos e provar muitos sabores diferentes.

Happy Hour Bar

Atividades

O Boathouse principal do Shangri-la fica na Ile Aux Cerfs e pode ser acessado através de balsas que partem de 20 em 20 minutos pra lá. A grande maioria dos esportes oferecidos estão inclusos na tarifa e podem ser realizados por ordem de chegada.

Dentre as atividades inclusas estão:

  • Passeio de barco para fazer snorkel – como as vagas são limitadas, recomenda-se a reserva com antecedência
  • Passeio de glass bottom boat
  • Wake board e water ski
  • Windsurf e kite surf
  • Vela (laser e hobie cat)
  • Atividades não motorizadas: caiaque, stand up paddle, pedalinho, bicicleta aquática.

Além das atividades sem custo adicional, é possível contratar atividades extras como parasail, mergulho de cilindro, banana tube, passeio privado para fazer snorkel, além de aulas particulares de vela, windsurf e kitesurf.

Antes de partir pra Ile Aux Cerfs, é importante verificar a maré: alguns esportes motorizados não podem ser realizados com a maré baixa.

Nós fomos até a boathouse e resolvemos nos aventurar no water ski. Por estar numa região mais protegida do vento, decidi finalmente encarar a corda e ficar em pé (eu só tinha conseguido ficar em pé antes me apoiando na barra de ferro)! Foi fantástico e muito emocionante! 

Como contei ali em cima, é possível fazer todas essas atividades não motorizadas também na baía do hotel, sem necessidade de ir até Ile Aux Cerfs. Todo dia no fim da tarde nós íamos até a praia e pegávamos algum equipamento para dar uma voltinha. Muito legal!

Arrasei no water ski!

Nossa hospedagem no Shangri-la foi curtíssima e super deixou um gostinho de quero mais. Com tantas opções de atividades, restaurantes, piscinas e praias, eu gostaria de ter ficado por lá pelo menos 1 semana para conseguir curtir tudo com calma. Voltei para o Brasil já pensando em quando vou voltar para lá para aproveitar cada cantinho desse paraíso.

 Quer ver mais fotos do Shangri-la Mauritius? Confira a galeria abaixo.

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Trip Tips: St Regis Mauritius

Depois da introdução sobre as Ilhas Maurício, vou começar a contar em mais detalhes a experiência que tivemos em cada hotel.

Nossa primeira parada em Mauritius foi no St Regis, que fica localizado na península de Le Morne. Quando comecei a pesquisar sobre a ilha, sempre via a foto da montanha Le Morne e acabei descobrindo que essa montanha foi usada por escravos foragidos nos séculos XVIII e XIX. Depois, foi transformada em um símbolo de luta dos escravos pela liberdade, tornando-se patrimônio da UNESCO em 2008. Então dá para perceber a importância que Le Morne tem para os maurícios, né?

É ali também que fica a famosa “underwater waterfall“, que é a ilusão de uma cachoeira debaixo d’água por causa da diferença nos tons de azul do mar. Se você segue perfis de viagem no Instagram, com certeza já viu essa imagem:

Fonte desconhecida

Mas pra ver esse fenômeno lindo, só voando de helicóptero mesmo — com o drone não consegui chegar tão alto. :(

Le Morne é linda e completa o visual da praia de uma maneira magnífica, deixando a paisagem realmente espetacular. Me lembrou um pouco o Monte Otamanu de Bora Bora. A única certeza que eu tinha era de que eu precisava conhecer esse lugar e para isso decidimos nos hospedar no St Regis, uma rede que eu super admiro e que só tem hotéis incríveis no mundo todo (lembram do post da Jo sobre o St Regis Istambul?)

Essas fui eu que tirei :)

 

Estrutura

Além da vista maravilhosa de Le Morne, o St Regis tem uma praia linda e enorme: é 1km inteiro de areia exclusiva para o uso dos hóspedes do hotel. Ao longo de toda sua extensão, existem guarda-sóis de palha e espreguiçadeiras, para relaxar e curtir o visual azul de doer em frente ao hotel.

A piscina principal é imensa e fica na frente da Manoir House, a casa principal do hotel e onde ficam os restaurantes e o bar. São várias camas daquelas super charmosas disponíveis, para você chamar de sua e ficar jogado o dia todo.

Além da piscina principal, existe mais uma piscina menorzinha, a Garden Pool, que fica mais perto dos quartos e um pouco mais afastada da Manoir House. Segundo nos falaram, tem hóspedes que vão embora sem nem saber da existência dessa piscina, o que mostra que é bem mais reservada que a outra.

Se por acaso chover ou se você cansar de pegar sol, é possível aproveitar o salão de jogos, que tem mesa de ping pong, sinuca, totó, playstation, XBox, jogos de tabuleiro e até guitarra e violão.

Outra coisa fantástica é o cinema. A sala tem 30 lugares e o St Regis disponibiliza 3 sessões de filme por dia sem custo adicional. É possível também reservar a sala para uma sessão privada ao custo de 600 rúpias por pessoa (cerca de 60 reais), valor que inclui pipoca, bebidas e snacks. Já pensou em ter um cinema desses só pra você? É muito luxo!

O hotel ainda tem 3 salas de conferência, sendo a maior com capacidade para até 100 pessoas (não consigo imaginar alguém trancado numa sala num lugar tão lindo desses, mas vai lá). Essa sala maior também é utilizada para festas e eventos (aí sim, já pensou casar nesse paraíso?). Além disso, tem uma biblioteca gigante que pode ser usada para fazer reuniões ou somente para ler um bom livro.

Para a galera fitness, tem uma academia muito completa que fica aberta 24h, sendo que das 9 às 20h tem um professor disponível que pode ser consultado sem custo adicional. Tem também uma quadra de tênis que pode ser usada à vontade.

Já para os pimpolhos, tem um Kids Club muito legal. Para crianças de 4 a 12 anos, há atividades o dia inteiro com temas variados, piscina, brincadeiras e até relax room, com o acompanhamento de animadoras e sem custo adicional. Já para crianças com menos de 4 anos, é necessário contratar uma babá particular para acompanhá-las. Para facilitar a vida dos pais, o hotel fornece uma lista de babás locais para o hóspede escolher e contratar diretamente.

Existem jardins super bem cuidados e um gramado onde são realizadas cerimônias de casamento. Além disso, tem um lago em forma de piscina na entrada do hotel que serve para deixar você de queixo caído logo de cara.

O St Regis é lindo e tem uma decoração bem característica dos hotéis da rede, no estilo clássico/colonial. Um detalhe super interessante é a escada e o lustre da Manoir House que foram inspiradas no Titanic e construídas em homenagem ao fundador do hotel St Regis que morreu no navio.

Quartos

O hotel em si é bem grande: são 172 quartos e suítes, todos com vista pelo menos parcial para o mar. Os quartos são bem espalhados pela propriedade e todos contam com varanda, banheira oval e chuveiro separado, cama king size maravilhosa, sofá cama, closet e máquina de espresso (super importante!). Nós ficamos em uma Junior Suite e adoramos! Era super espaçosa e aconchegante, além de ter uma vista bem bacana para o mar.

Vista da nossa Junior Suite

Existem também quartos na Manoir House, que são maiores e mais luxuosos. Conhecemos uma Grand Manoir Suite que tinha mais de 200m² de área, um banheiro com 2 camas de massagem e uma sala e varanda gigantes. Essas Manoir Suites ficam de frente para a piscina principal e acho que se adequa melhor a quem quer ter a experiência de se sentir de férias em sua casa de praia. Como nós queríamos mais privacidade, achamos que a nossa suíte foi a melhor escolha!

A categoria mais alta de acomodação do St Regis é a Villa, uma casa gigante com 4 quartos, piscina privada, sala de jantar, sala de estar, cozinha, além de regalias como seu próprio chef de cozinha e checkin e checkout privados. É a maior villa de Mauritius.

 

Restaurantes e bar

O St Regis tem 5 restaurantes bem diferenciados e um bar:

  • The Boathouse Grill: de frente pro mar e onde foi servido o café da manhã enquanto estávamos hospedados. Fica aberto para almoço (é o único que fica aberto durante o dia) e jantar diariamente.

Jantamos lá um dia e a comida estava divina! Comemos uma carne (sirloin, equivalente a um bife ancho argentino), que dava para cortar com o garfo de tão macia, acompanhada de legumes. Depois, de sobremesa, um sorvete de queijo de cabra com calda de frutas vermelhas. De comer sonhando!

  • Le Manoir Dining Room: onde é servido o café da manhã quando o hotel está mais cheio. Fica aberto também para o jantar diariamente e serve pratos da culinária francesa e maurícia.
  • Floating Market: é um restaurante charmosíssimo com uma decoração bem oriental que serve pratos de culinária sul asiática. Fica aberto somente para jantar.
  • Atsuko: é um restaurante japonês que oferece pratos de peixes fresquíssimos, aberto somente para jantar. Jantamos lá um dia e os sushis estavam realmente muito incríveis (as peças são um pouco grandes pro que estamos acostumados, mas estavam todas deliciosas!).
  • Simply India: restaurante indiano que também só abre para o jantar.
  • 1904 Bar: é um bar ao lado da piscina em que são servidos drinks e petiscos. O nome remete o bar de madeira, presente até hoje no local, que é o original da propriedade e construído em 1904.

É ali onde fazem o ritual de sabrage, tradição da rede St Regis, que consiste em abrir uma garrafa de champanhe com o sabre.

Fui convidada por um funcionário do hotel a aprender o ritual e abrir, SOZINHA, a garrafa de champanhe no sabre. Quase morri de nervoso mas consegui! Depois fui consagrada com um certificado de sabreur, acreditam? Fiquei me achando!

Sendo consagrada após o ritual

 

Além dos restaurantes, é possível pedir comida e bebida no quarto, na piscina e na praia.

Nos hospedamos em half board, que inclui café da manhã e jantar, que pode ser em qualquer restaurante exceto o Atsuko. Mesmo não estando incluso, era possível jantar lá pagando a parte e, para quem estiver em half board, o hotel dá um desconto de 25% no valor da conta.

Um ponto que achei bem positivo foi que todos os restaurantes funcionam em estilo a la carte mesmo para quem está em half board.

Outra coisa muito interessante é a noite “adults only” dos restaurantes: todo dia, 1 ou 2 restaurantes ficam abertos somente para adultos, para dar maior privacidade a casais em lua-de-mel ou que viajam sem os filhos. Existe um rodízio entre os restaurantes com essa restrição, dando a oportunidade de todos os hóspedes experimentarem as diferentes culinárias da forma que mais interessar (com ou sem a presença de crianças).

Aliás, vale dizer que achei que o St Regis agrada a pessoas em todos os tipos de viagem (lua-de-mel, viagem com família, negócios), já que é possível ter privacidade com um altíssimo nível de serviços, além de atividades para todos os gostos e necessidades.

 

Iridium Spa

Como não poderia faltar, o St Regis tem um spa maravilhoso com 10 salas de tratamento individuais e 2 salas de casal. Visitamos algumas para conhecer e todas tem uma ou duas camas de tratamento, uma banheira, um banheiro super equipado com sauna e uma varanda com chuveiro externo, além da atmosfera relax que se espera de um spa.

O menu de tratamentos é extenso e era possível fazer uma massagem e depois ficar relaxando na sala, pedir algo para comer, essas coisas.

Além disso, há um salão de beleza e uma área comum do spa, que pode ser utilizada por qualquer hóspede sem custo adicional (mediante reserva). Lá tem sauna seca, a vapor, jacuzzi com hidromassagem e aqueles chuveiros que jogam jatos de pressão pra tudo quanto é lado.

Reservamos 1 hora dessa sala na parte da tarde e ficamos lá relaxando. Achei uma boa solução para quem gosta de spa mas não quer investir numa massagem, além de ser uma ótima alternativa para dias não tão bonitos. Realmente esse é um dos diferenciais do St Regis.

Atividades

E tem alguma coisa pra fazer no hotel? Tem sim senhor! O St Regis tem uma boathouse (como eles chamam a casa onde você pode pegar os equipamentos para atividades aquáticas) super completa. É possível sair num passeio em um glass bottom boat (aqueles barquinhos com piso de vidro, pra ficar olhando os peixinhos sem ter que se molhar), passeio de barco para fazer snorkel nos corais, pedalinho, standup paddle, caiaque, ski aquático, wind surf e kite surf, todos inclusos na tarifa. Ou seja, pode usar e abusar sem ter que desembolsar nem um tostão.

Aliás, Le Morne é o melhor lugar da ilha (e um dos mais reconhecidos do mundo) para fazer kite surf. Quando estávamos hospedados no St Regis, pudemos ver dezenas de pipas voando pelo mar que mais pareciam estar dançando ballet. Lindo de assistir!

Infelizmente para nós, que não sabemos fazer kite surf, o vento estava bem propício para essa atividade mas forte demais para todas as demais. Por isso, acabamos não aproveitando o que a boathouse do St Regis oferecia (tá vendo o problema de ficar pouco tempo?).

Ainda assim, como pegamos dias quentes e ensolarados, nos esbaldamos de ficar nas piscinas e na praia, sendo mimados o tempo todo.

 

Mordomias

Se tem uma coisa que o St Regis sabe fazer é te tratar como uma rainha. Eu nunca vi tanta mordomia em um só lugar.

Para começar, em cada guarda sol da praia tinha um botãozinho que servia para chamar um funcionário do hotel para te atender na sua espreguiçadeira. Isso mesmo, BO-TÃO-ZINHO! É pra evitar até de se cansar de levantar só o dedinho para chamar o garçom né?

Além disso, durante o dia ficava circulando outro funcionário com suquinhos e espetinhos de fruta na praia e na piscina, sem custo adicional.

E como se a sua experiência de não ter que fazer nada não estivesse completa, havia ainda outro funcionário que ficava circulando pela praia perguntando se você desejava que ele limpasse seus óculos. Estou zero acostumada a ser tão bem tratada então juro que nem entendi o que ele queria dizer com “posso limpar seus óculos?”. Mais VIP que isso, só se eu fosse a rainha da Inglaterra!

Como eu disse ali em cima, o hotel era bem grande e os quartos ficavam bem espalhados. Você acha que você tinha que andar pra chegar no seu quarto? Claro que não! Era só chamar um buggy (como eles chamam aqueles carrinhos de golf) pra te buscar.

O serviço de quarto e o mordomo (sim, tinha mordomo) estavam 24 horas a disposição e ofereciam serviços tão absurdos como “luggage unpacking“: isso mesmo, seu mordomo poderia ir até seu quarto desfazer suas malas e organizar tudo dentro do closet pra você. Inacreditável!

Por fim, cada hóspede tinha direito a passar 2 peças de roupa por dia sem custo adicional. Ninguém precisa andar com a roupa amassada né? Para lavar roupa, entretanto, havia uma taxa extra.

Não tem como não se apaixonar pelo St Regis Mauritius!


Nossa hospedagem no St Regis foi curta mas inesquecível, por muitos motivos: pelo nível de serviço, visual da praia, piscinas, restaurantes, spa e toda a estrutura do hotel que realmente é muito diferenciada.

Como achei 2 noites muito pouco, já sonho com o dia que vou voltar para Mauritius e ficar pelo menos 4 dias no St Regis aproveitando todas as mordomias que eles oferecem. E não são poucas!

Quer ver mais fotos do St Regis? Confira a galeria abaixo.

0 em Brasil/ Trip tips/ Viagem no dia 24.01.2017

O que Bonito tem de bonito

Como contei no último post, em maio de 2016 resolvi ir conhecer um pouquinho do Mato Grosso do Sul. Depois de passar 2 noites na Fazenda Baía Grande, continuamos a viagem para Bonito.

Chegar em Bonito não é das coisas mais simples do mundo se você não quiser pagar uma nota no vôo da Azul, o único que pousa na cidade. Na grande maioria das vezes, a opção mais em conta é voar até Campo Grande (CGR) e de lá ir de carro até Bonito, o que demora mais ou menos umas 4 horas. Como nossa primeira parada foi na Fazenda, seguimos de carro até Bonito, o que deu umas 3 horas de viagem.

Dilema #1: alugar ou não alugar carro. Pra mim não há dúvidas de que a melhor (se não a única) solução é sim alugar um carro. Os passeios são super longe do centro de Bonito e os transfers oferecidos são bem caros.

Ao contrário do que li na internet, achei bem tranquilo me localizar nas estradas. De fato, tem que ter bastante atenção porque muitas das estradas são ruinzinhas, de barro e com buracos, mas nada que nós brasileiros não estejamos acostumados. Principalmente para nós, que fomos primeiro para a Baía Grande que fica um pouco fora do circuito turístico no Pantanal, o carro foi fundamental para garantir que conseguiríamos nos locomover sem estresse.

Dilema #2: qual agência contratar. Em Bonito, 100% dos passeios são vendidos por meio de agências locais, de forma que você não consegue fazer nada sem contratar uma delas. Mas qual? A verdade é que a única diferença entre elas é o nível de serviço, já que o preço dos passeios é tabelado. Eu optei pela Bonitour, uma das maiores de Bonito, e fiquei bastante satisfeita com o atendimento deles. Foram os primeiros a me responder e sempre me atenderam de forma rápida e eficiente, recomendo muito.

Dilema #3: quais passeios fazer. Aqui o bicho pega. Se você achou que seria fácil, errou feio, errou rude. Existem milhares de atrações diferentes, de todos os tipos em diferentes locais, o que embaralha totalmente a sua cabeça na hora de escolher. Eu tentei selecionar uma atração de cada tipo (flutuação, cachoeira, rapel, mergulho, etc) e vou contar sobre cada uma delas pra vocês.

Mas antes disso, dica de ouro: reserve com MUITA antecedência. Os passeios são bem restritos, com número muito limitado de visitantes por dia (que é razoavelmente pequeno pra quantidade de gente que visita a região). Portanto, as atrações mais famosas lotam e você corre um sério risco de não conseguir fazer as coisas mais legais. Eu, como sou muito planejada (quase psicopata), reservei tudo com uns 4 meses de antecedência e consegui visitar tudo que eu queria!

Vamos à programação:

 

Dia 1 – tarde: Buraco das Araras

Chegamos a Bonito no início da tarde e fomos logo almoçar. Passamos na Bonitour para pegar nossos vouchers e eles nos recomendaram ir ao Buraco das Araras, atração que pode ser visitada durante todo o dia. Acabamos pegando o último grupo, que saía por volta das 15h.

O Buraco das Araras consiste numa dolina, uma formação geológica oriunda do desmoronamento do teto de uma caverna. E como o nome sugere, dezenas de araras moram por ali.

O lugar é super bacana, a caminhada é bem tranquila e o passeio é basicamente de “contemplação”(em Bonito, as pessoas amam essa palavra!), ou seja, você faz uma caminhadinha, para em dois mirantes e fica admirando as araras e o visu.

Dá pra ver as araras ali voando?

Não achei imperdível, mas foi legal incluir esse passeio na primeira tarde que tínhamos livre. Demos a sorte de ver várias araras voando de um lado pro outro (essa revoada nem sempre acontece), então saí satisfeita.

O Buraco fica bem próximo a fazenda do Rio da Prata, então você pode tentar conjugar esse passeio com uma flutuação por lá, por exemplo, pra reduzir o tempo de deslocamento.

 

Dia 2 – manhã: mergulho de cilindro na Lagoa Misteriosa

A Lagoa Misteriosa é uma lagoa de água azul turquesa extremamente cristalina que fica na fazenda Rio da Prata. É considerada a sétima caverna mais profunda do país, atingindo mais de 220 metros de coluna d’água.

Lá, você pode fazer a flutuação (que é um passeio com máscara e snorkel em que você fica flutuando na superfície) ou o mergulho de cilindro, que foi o que escolhemos fazer.

Não há peixes por ali, então a graça toda do mergulho é a sensação de estar entrando num buraco quase infinito: quando mais você desce, mais fundo ele parece. A sensação de ser engolido pelo azul é muito diferente e de certa forma até um pouco claustrofóbica, mas eu gostei bastante. Minha crítica a esse passeio é que não deixaram a gente ficar nem 30 segundos flutuando, ou seja, ou é uma coisa ou outra. Dado que pagamos bem mais caro pelo mergulho, acho que eles podiam ter liberado a flutuação pelo menos um pouco… mas não rolou.

Ainda assim, achei bem legal e bem bonito! Adorei e recomendo muito.

OBS: A Lagoa fecha de outubro a meados de abril por conta da proliferação de algas.

Vista de baixo pra cima, dentro da fenda da lagoa


Dia 2 – tarde: Flutuação Rio da Prata

Depois de fazer o mergulho na Lagoa, fomos almoçar no restaurante da fazenda Rio da Prata. Adorei a comida! Caseira, farta, bem feitinha, no melhor estilo comida de fazenda mesmo.

Depois do almoço, descansamos um pouquinho nas redes antes de sair para o passeio de flutuação no rio que dá o nome à propriedade.

Como a Fazenda Rio da Prata fica pertinho do buraco das araras, elas estão sempre por ali saracutiando

Vestimos nossas roupas de neoprene e saímos para uma trilhazinha com o guia. A flutuação no Rio da Prata é uma delícia e o melhor passeio pra preguiçoso. Depois de entrar no rio, é só apreciar a paisagem e relaxar, a correnteza faz o trabalho todo de levar você pro caminho certo. Peixinhos, peixões, plantas e tudo mais de bacana vai passando por você naquela água transparente enquanto você só fica lá, paradão, aproveitando. Imperdível!

Olha a cor da água!

 

Dia 3 – dia inteiro: Boca da Onça

No terceiro dia, fomos passar o dia no Boca da Onça Ecotour, uma propriedade enorme que inclui a cachoeira da Boca da Onça, a maior do estado com 156m de queda.

O passeio é basicamente uma trilha de 4km, passando por 8 cachoeiras e 4 paradas pra banho. Para os mais corajosos, há a opção de se fazer um rapel de 800m numa plataforma debruçada em cima da mata! Como nós já íamos fazer o rapel do Abismo Anhumas, acabamos não indo.

A trilha é bonita, bem tranquila mesmo pra quem não está lá na melhor forma (só ir devagarinho que você chega lá), e os mergulhos nas cachoeiras são excelentes pra lavar a alma.

Depois que termina a trilha, o almoço é servido na sede da fazenda. Achei a comida direitinha, mas bem menos gostosa que a do Rio da Prata.

Voltamos para Bonito e no fim do dia fizemos o treinamento para o rapel do Abismo Anhumas, obrigatório para todos que vão fazer o passeio.

 

Dia 4 – manhã: Gruta do Lago Azul

O dia começou com a visita à Gruta do Lago Azul, que é uma caverna que possui em seu interior um lago de um azul turquesa impressionante. É uma das maiores cavidades inundadas do planeta e, curiosamente, não se sabe ao certo de onde vem a água (acredita-se que venha de um rio subterrâneo). Esse passeio é basicamente de contemplação. O guia acompanha o grupo, explica um pouco da história e das formações rochosas e depois você tem um tempo para admirar e tirar fotos.

O lugar é lindo demais mas o passeio em si é meio sem graça, além de rápido. Ainda assim, como a Gruta do Lago Azul é o cartão postal de Bonito e de fato a paisagem é bem bacana, acho que deve entrar no roteiro de todo mundo.


Dia 4 – tarde: Lobo Guará Bike

Essa atividade foi uma surpresa muito boa! A idéia do Lobo Guará é explorar Bonito de bicicleta, aprender sobre o local, se divertir e preservar a natureza.  No meio do passeio, o guia (que no nosso caso foi o Márcio, idealizador desse projeto tão bacana) faz uma parada para todos plantarem uma árvore.

Muito legal ver que existem projetos de preservação bacanas por ali e que há a real preocupação com o ambiente. O incentivo para os turistas plantarem essa árvore serve para conscientização de que é preciso cuidar para que possamos continuar aproveitando Bonito no futuro.

Além da pedalada ser muito bacana, achei esse lance da árvore sensacional. Dizem que antes de morrer todo mundo deve fazer três coisas na vida: escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Comecei pela árvore!

 

Infelizmente no fim do passeio o tempo começou a mudar e caiu um dilúvio, o que prejudicou um pouco a pedalada de volta.

 

Dia 5 – dia inteiro: Abismo Anhumas

Chegamos ao local onde fica o Abismo de manhã cedo e quando eu vi a altura do buraco por onde teríamos que descer quase tive um AVC – morro de medo de altura e naquele momento só me perguntava o que eu tinha na cabeça pra ter comprado esse passeio.

A cada momento e a cada nova instrução que me davam, mais nervosa eu ia ficando. Só pensava que se eu apertasse forte demais o gancho eu poderia varar lá pra baixo da caverna e me esborrachar no chão (medo é um negócio engraçado, quando fizemos o treinamento eu tirei de letra e aprendi exatamente o que tinha que ser feito, mas na hora mesmo foi tudo diferente).

Beleza, tinha pago uma pequena fortuna pra descer naquele rapel, então engoli o choro e fui.

Foi maravilhoso! Foi só começar a descer que o pânico inicial foi passando e eu consegui aproveitar a emoção de estar entrando num abismo com um lago azul turquesa lá dentro.

O dia estava super nublado, mas segundo um dos guias, dias nublados deixam o interior da caverna ainda mais azul.

Depois da descida, fizemos um passeio de bote no lago, pra ver melhor as formações rochosas. É realmente muito impressionante!

Rapel no Abismo

Além disso, está inclusa uma flutuação, feita com roupa de neoprene e lanterna. Como eu decidi que queria tudo no máximo, não me contentei com a flutuação e resolvi fazer também o mergulho com cilindro lá dentro do abismo.

Assim como na Lagoa Misteriosa, não existem peixes por ali. O mergulho é, portanto, focado em passear pelas formações gigantes debaixo d’água e totalmente no escuro. Dá um nervoso danado só enxergar o que a lanterna ilumina, mas achei incrível. Uma sensação bem diferente dos outros mergulhos que já fiz!

Achei que valeu super a pena e indico muito pra quem curte mergulhar de cilindro. Só tenho um comentário: uiiii que água fria!!! Rsrsrsrs

O rapel no Abismo e o mergulho de cilindro são os passeios mais caros de Bonito, muito porque o acesso é bem limitado e pouquíssimas pessoas fazem essa atividade por dia. O mergulho, por exemplo, é limitado a 4 turistas por dia.

Depois de curtir muito lá embaixo, chegou nossa vez de subir. Que missão!!!! Se descer foi light e tranquilo, subir foi bem cansativo. Mas aos pouquinhos fomos minhocando (já viram como que se sobe na corda? Igual uma minhoquinha mesmo) até a parte de fora do Abismo. A subida toda demorou uns 40 minutos, incluindo o tempo de mini descanso entre uma minhocada e outra.

Foi o meu passeio preferido de Bonito e é dos que tem que ser reservados com maior antecedência.

 

Dia 6 – Flutuação Nascente Azul e Estância Mimosa (cancelados)

Infelizmente, toda a água existente no planeta Terra resolveu cair do céu no nosso último dia de viagem. Tínhamos reservado outro passeio de flutuação, dessa vez na Nascente Azul, e também outro passeio de cachoeira, na Estância Mimosa. Por conta do mau tempo, tivemos que cancelar os dois e antecipar nosso retorno à Campo Grande.

Fiquei bem triste (principalmente pelo azar de pegar mal tempo na melhor época, que teoricamente não chove) mas pelo menos nós já tínhamos feito atividades do mesmo tipo por ali. Em todo caso, fiquei com muita vontade de voltar para fazer esses e outros passeios que acabaram ficando de fora do nosso roteiro.

Nos hospedamos na pousada Girassol, uma pousadinha simples mas com ótimo custo benefício. Pelo que eu vi, não existem super hotéis por ali, e mesmo que existissem, achei que não era bem o clima da viagem ficar em nada luxuoso. Como o custo total dos passeios foi bem salgado ($$$$$ – preços atualizados no site da Bonitour), preferimos optar por uma hospedagem mais em conta.

Em relação à alimentação, me surpreendi positivamente. Comemos super bem na cidade e destaco 3 restaurantes: Pastel Bonito, que serve pastéis delícia de sabores tradicionais e também bastante inusitados (tipo Jacaré), restaurante Tapera, almoço super em conta e uma espetacular carne de vacio (corte da fraldinha à moda do sul, Uruguai e Argentina), e a Casa do João, um restaurante que tem opção para todos os gostos (e tudo maravilhosamente bem servido e bem feitinho). Me lembrou um pouco o Coco Bambu do coração <3. Não deixem de experimentar a Traíra do João, um peixe magnífico! Comemos umas 4 vezes nesse restaurante, de tão gostoso que era.

Amei conhecer Bonito e assumo que fiquei com gostinho de quero mais. Tem tanta coisa linda para visitar que tenho a intenção de voltar em breve.

Apesar de no final não sair barato, achei maravilhosa a experiência de conhecer um pedacinho do Brasil e, principalmente, de ver que apesar de ser um lugar muito explorado pelo turismo, há uma grande preocupação de todos na região em cuidar e preservar a natureza. Vibe boa demais!