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0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 23.05.2017

Os programas mais legais de Cape Town

Cape Town é uma cidade fantástica. Como contei aqui, a Cidade do Cabo me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, com muitas opções de passeio incríveis.

Cape Point e Cape of Good Hope

Começando pelos programas clássicos, a visita ao Cabo da Boa Esperança e Cape Point não pode ficar fora do roteiro. Ambos fazem parte do Parque Nacional Montanha da Mesa (Table Mountain), que fica 60 km a sudoeste de Cape Town. O acesso se dá por uma estrada recheada de babuínos abusados à espreita para roubar a comida de algum turista desavisado andando com as janelas dos carros abertas.

Na entrada do parque você paga o ingresso que dá direito a passar o dia todo pelo complexo. Como eu contei aqui, nós optamos por alugar um carro para nos dar mais flexibilidade nesses passeios mais distantes do centro de Cape Town.

Nossa primeira parada foi no Cabo da Boa Esperança. A única certeza que eu tinha era que eu encontraria um lugar macabro, com navios naufragados e fantasmas pairando pelo ar (obrigada aos professores de história por essa imagem tenebrosa do Cabo das Tormentas enraizada na minha cabeça!).

E não é nada disso! O Cabo da Boa Esperança é lindo. São falésias banhadas pelo mar azul do Oceano Atlântico em uma paisagem de tirar o fôlego. Vale a pena perder um tempo subindo nas pedras para ver o visual de vários ângulos. É importante levar um casaco porque venta bastante.

Vimos muita gente indo a pé do Cabo da Boa Esperança para Cape Point, mas como ir a pé significaria voltar a pé para buscar o carro, resolvemos ir de carro mesmo.

Chegando em Cape Point, compramos o ticket do funicular e fomos até o farol, o ponto mais alto daquela porção do parque. Dali, é possível ver o Cabo da Boa Esperança e o encontro dos oceanos Atlântico e Índico. De novo, uma vista espetacular. Tinha na minha cabeça que Cape Point era o ponto mais ao sul da África, mas acabei descobrindo que esse título é oficialmente de Cape Agulhas, a 150 km dali, o que não invalidou o passeio.

Na descida, paramos para um lanche rápido no pé do funicular. Nós até tínhamos reservado o almoço no único restaurante do local que por sinal tem uma vista magnífica, o Two Oceans Restaurant, mas como não estávamos com muita fome, optamos por comer um pedaço de pizza e seguir para a próxima parada.

Cape Point

Cape of Good Hope

Boulders Beach – a praia dos pinguins

Seguindo a estrada dos babuínos pela qual fomos até Cape Point (M65), dirigimos até Boulders Beach, uma praia LOTADA de pinguins. São muitos, de vários tamanhos, tomando banho de sol, chocando seus ovos ou simplesmente nadando na água. É a coisa mais fofa que tem e pra mim é parada obrigatória!

Na entrada da praia, tem um posto de controle onde se compra o ingresso para o acesso. Não jogue esse ingresso fora, já explico porque!

Nessa entrada principal, tem uma estrutura de madeira (tipo um deck suspenso), por onde os turistas podem andar e tirar fotos sem importunar os pinguins. Nem precisa dizer que fica abarrotado de gente, né? Tem que ter um pouquinho de paciência para chegar na meiuca da passarela e ficar bem pertinho dos bichinhos.

Eu, como grande Felícia que sou, estava indignada de ter visto fotos de pessoas bem pertinho dos pinguins e eu não ter conseguido chegar perto. Foi aí que descobrimos que a tal praia tem uma outra entrada, a uns 300m para o lado direito da entrada principal, onde você pode descer na areia e ficar cara a cara com os pinguins! Não preciso nem descrever minha felicidade né?

Para entrar na areia tem que pagar, mas aceita-se o mesmo ticket da entrada principal (aquele que eu disse pra guardar!). Curiosamente, tinha muita gente na areia tomando banho de sol e de mar. Digo curiosamente porque você pode imaginar que em uma praia cheia de pinguins, a água era de congelar a alma! Amei esse passeio!

Trekking na Table Mountain

A Table Mountain é aquela montanha linda que é pano de fundo de quase toda foto tirada em Cape Town. Para acessá-la da maneira tradicional, existe um bondinho (a la Pão de Açúcar) que leva e traz os turistas.

O que muita gente não sabe é que você pode ir até lá em cima a pé! Sim, a pé! Óbvio que foi a forma que nós escolhemos (adoro um programinha de aventura!).

Garrafa d’água na mochila, tênis de trekking nos pés e muita coragem para enfrentar 2 horas e meia de subida bem íngreme. Foi assim que decidimos radicalizar e subir a montanha com nossas perninhas.

O acesso à trilha é pelo lado esquerdo da estação dos bondinhos e é bem sinalizada. Optamos pela trilha de Platteklip Gorge, que em tese é a mais curta e direta até o topo (e nem por isso a mais fácil).

Para descer, compramos o ticket do bondinho lá em cima mesmo.

Foi cansativo mas achei que valeu muito à pena. As vistas em grande parte do caminho eram lindas! Foi uma maneira diferente de explorar um ponto turístico tradicional e ter uma experiência ainda mais completa.

Mergulho com focas

Outro passeio tradicional em Cape Town é o passeio de barco em Hout Bay. A graça do passeio é chegar perto de uma ilha com centenas e centenas de focas em pleno oceano Atlântico.

De novo, procuramos uma forma de fazer um passeio tradicional de uma maneira diferente. Descobri que dá para visitar essa ilha mas ao invés de ver as focas do barco, é possível mergulhar com elas!

Ignorando a temperatura congelante da água, não pensamos duas vezes e decidimos nos aventurar num mergulho com esses bichos marinhos.

Contratamos a Seal Snorkeling e nos encontramos no Hout Bay Harbour, onde nos vestimos com roupas de neoprene de 5mm, luvas, capuz e botinhas. Pegamos nosso equipamento de snorkel e fomos para um barquinho. 5 min depois, chegamos à tal ilha e pulamos na água!

Gente, que frio! A primeira sensação foi: o que eu estou fazendo aqui? Até que eu vi a primeira foca nadando embaixo de mim e tive certeza que fizemos a escolha certa.

É muito divertido. São muitas focas nadando, fazendo piruetas e até “pegando jacaré”, ali do seu lado. Uma coisa engraçada é que debaixo d’água elas ficam com os olhos bem abertos, meio arregalados, totalmente diferente do que quando estão fora da água. Além disso, as focas são super curiosas e chegam muito pertinho da gente.

Dá uma olhada nas peripécias que elas fazem:

Foquinha com cara de mau!

Na volta, serviram um chocolate quente no barco e nos deram toalhas pra melhorar um pouco o frio.

O único porém desse passeio foi que o mar estava super batido, o que foi legal porque as focas estavam brincalhonas, mas fez algumas pessoas enjoarem.

 

Mergulhar na gaiola com tubarão branco

E já que estamos falando de mergulho e programas de aventura, o mergulho na gaiola com o tubarão branco não poderia ficar de fora!

Eu sei que muita gente acaba deixando essa experiência de fora por medo ou por falta de tempo, mas eu realmente acho que pra quem tem coragem é um programa imperdível.

A África do Sul é um dos locais com maior população de tubarões brancos do mundo e, portanto, é um dos lugares mais fáceis para você dar de cara com um desses monstros marinhos.

Bom, eu tinha a certeza de que queria ter essa experiência, mas também tive muito cuidado ao procurar um operador sério e que me passasse toda a confiança de que eu não teria problemas no passeio. Foi assim que achei a Marine Dynamics, uma empresa que já está no ramo há muito tempo e tem uma excelente reputação. Com base nos reviews que li e no próprio site da empresa, senti confiança e resolvi que seriam eles os responsáveis pelo meu momento Jaws.

O mergulho é feito de Gaansbai, uma cidade a 2 horas e meia de Cape Town, motivo pelo qual esse passeio ocupa um dia inteiro. A Marine Dynamics oferece transfer desde Cape Town a um custo adicional. Como estávamos de carro, optamos por dirigir até lá (as estradas são ótimas!).

Chegando na base da Marine Dynamics, fomos recebidos com um farto café da manhã enquanto aguardávamos o retorno do barco anterior que acabou sofrendo um atraso por estar com dificuldades de encontrar tubarões. Pelo segundo ano consecutivo nessa época (fomos em março), os tubarões resolveram “sair de férias” e sumir do mapa por quase 3 semanas, em um movimento que os biólogos ainda não entenderam bem.

Aliás, uma coisa muito legal da Marine é que tinha uma bióloga conosco explicando tudo sobre os tubarões e seus hábitos tanto na base quanto no barco. Ela ajudava também a identificar o sexo e o tamanho dos tutubas quando eles apareciam.

Foi muito interessante aprender tudo sobre essa espécie tão assustadora (mas que de assassina não tem nada, muito do mito vem de Hollywood) e ver como eles também são vítimas de mudanças climáticas e exploração predatória – não,  não é normal eles sairem de férias!

Sobre nosso passeio, foi explicado que a Marine é contra encostar nos tubarões e também jogar iscas dentro da jaula onde estão os turistas para “causar mais emoção”. Eles são muito cuidadosos e fazem o melhor que dá para o tubarão se aproximar da jaula sem colocar em risco a vida de quem está ali nem causar maiores incômodos aos animais. A essa altura, era tudo que eu precisava ouvir (até porque sou sempre muito cuidadosa com esse turismo que envolve animais, sempre pesquisando ao máximo as avaliações e certificações, e muitas vezes pagando bem mais caro para tentar garantir que não somos coniventes com bicho mal tratado).

Vestimos nossas roupinhas de neoprene, pegamos nossas máscaras e fomos para o barco. Demoramos um tempo até avistar o primeiro tutuba. A partir dali, a dinâmica foi a seguinte: fomos divididos em grupos que entraram juntos da jaula. A jaula fica sempre presa ao barco, parcialmente afundada, ou seja, você fica com a cabeça para fora da água. A água é muito muito fria, então para evitar o desconforto da temperatura, eles avisam quando está vindo um tubarão para você enfiar a cabeça debaixo d’água e ver. Para atraí-los, eles jogam uma isca com um cheiro que os atrai (mas que não é de comida, é só o cheiro mesmo que os atrai) e uma outra com formato de foca, todas a uma distância razoável do barco.

Gente, é muita emoção. Não senti nenhum medo e no fim queria era ter visto mais e mais de perto! Fato é que demos sorte e vimos 5 tubarões diferentes (pra mim só vi mesmo 2, mas a bióloga disse que no total foram 5 que passaram pelo barco, então acredito), bem pertinho da gente.

Olha esse vídeo que máximo!

Aí a pessoa acorda e pensa: uhuuu hj o dia está perfeito para se enfiar no mar e virar isca de tubarão Branco! 😂😂😂 Fomos até Gaansbai para fazer o shark cage diving. Não sabíamos, mas aqui na África do Sul é onde está a maior concentração de tubarões brancos do planeta, motivo pelo qual tem várias agências que oferecem esse passeio. Como não era uma coisa que da pra confiar em qualquer um (vc fica literalmente dentro de uma jaula enfiado na água esperando o tubarão vir perto de você), pesquisei muito e encontrei a @MarineDynamics, uma empresa antiga do ramo e super seria. De fato, eles foram impecáveis do início ao fim, muito profissionais e ainda disponibilizaram um biólogo que foi no barco com a gente explicando tudo sobre esses monstros do mar! Eu assumo que achei muito menos assustador do que imaginei, até porque o pessoal da Marine joga um "atrativo" pros tubarões mas joga bem longe da gaiola, pra não ter nenhum perigo pra quem está preso ali dentro! O único real problema foi a água: muito fria!!!!!! Super tranquilo e muitíssimo divertido! Adorei a experiência e recomendo demais a Marine Dynamics! Quem teria coragem? #futitrips #futinaafrica

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Achei o tempo de jaula bom. Conseguimos ver bastante os tubarões antes de congelar nosso corpo completamente. Depois, serviram lanches e bebidas quentes para esquentar o corpo.

Amei a experiência e o tratamento recebido na Marine Dynamics. Recomendo muito eles como operadores para quem quiser se aventurar a mergulhar com os tubarões brancos.

 

Assistir o por do sol de cima de uma montanha

Cape Town é banhada pelo mar e tem um relevo incrível, logo, assistir o por do sol é programa obrigatório para quem passa pela cidade. Os lugares mais procurados para o fim da tarde são as montanhas Table Mountain, Lion’s Head e Signal Hill, de onde é possível ter a visão panorâmica da cidade e ver o sol se pondo no oceano. Optamos pela Signal Hill porque o acesso era fácil de carro, mas todas são lindas e com vistas espetaculares.

Chegue um pouco antes dos últimos lampejos de sol do dia: os mirantes ficam lotados de gente de todas as idades com suas cestinhas de picnic e garrafas de vinho. Uma delícia!

Por do Sol em Signal Hill

Tomar um clássico Chá da Tarde

Outro programa bacana em Cape Town é tomar um chá da tarde. A África do Sul foi colonizada pelos ingleses e além de terem herdado a direção do lado errado (desculpa mas dirigir do lado direito é muito esquisito para uma canhota), a cultura do chazinho no meio da tarde também ficou.

Muitos hotéis oferecem o chá. Nós fomos experimentar o High Tea do MannaBay, um hotel boutique lindinho aos pés da Table Mountain, que eu mencionei aqui.

Eram tanto bolos, canapés e sanduíches que dava pra ficar perdido. Apesar de não estarmos com fome naquele horário (geralmente o chá é servido às 15:30), aproveitamos para tomar um espumante e relaxar um pouco no jardim do hotel que era uma gracinha.

Para quem está hospedado no hotel, o chá está incluso na tarifa. Para quem não está (nosso caso), é possível pagar à parte. Um programa relax e bem gostoso para uma tarde na cidade. Pra falar a verdade, nem parece que você está na cidade, um refúgio perfeito!

Chá da Tarde no MannaBay Hotel

Passeio pela orla e Chapman’s Peak Drive

Cape Town tem praias lindas e de água congelante. Apesar de não ser um destino clássico de praia, o passeio pela orla é super legal. Vale a pena pegar o carro desde Green Point e ir passando pelas praias no caminho: Bantry Bay, Clifton Beach, Camps Bay, entre outras.

Depois, continuamos dirigindo pela orla até chegar a Chapman’s Peak Drive, uma estradinha cênica a la Highway 1 na Califórnia e Great Ocean Road na Austrália, que começa em Hout Bay. Visual incrível!

Vinícolas

Em volta de Cape Town tem várias regiões vinícolas. As mais conhecidas são Constantia, que fica a uns 20 minutos do centro, e Stellenbosh e Franschhoek, a 1 hora e meia.

Como boa amante do vinho, conhecemos todas elas!

Fugimos para Constantia por duas vezes após outros passeios que fizemos por Cape Town. Como fica pertinho do centro, rapidinho estávamos lá degustando um bom vinho sul africano. Visitamos a Groot Constantia, a vinícola mais tradicional da região, e a Constantia Glen. Pessoalmente, gostei mais dos vinhos da Groot Constantia, apesar de ter comido uma tábua de frios na Constantia Glen que estava dos deuses.

Já para Stellenbosh e Franschhoek, muita gente faz passeio de bate-e-volta de dia inteiro a partir de Cape Town. Nós optamos por dormir por lá algumas noites e aproveitar o máximo dessa vidinha de descansar, comer bem e beber vinho. Vou contar em mais detalhes no próximo post :)

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 08.05.2017

One&Only Resort: um paraíso no meio de Cape Town

Durante a nossa passagem por Cape Town, fomos convidados a passar um dia no One&Only Resort e conhecer toda a infraestrutura desse hotel magnífico.

O One&Only fica no V&A Waterfront, no coração da parte turística de Cape Town. A localização é excelente, estando a uma curta caminhada de muitos restaurantes, lojas, do shopping Victoria Wharf e da famosa Cape Wheel, aquela roda gigante super legal que fica no porto Victoria & Alfred.

Apesar de estar no meio do buxixo, o ambiente do hotel é muito tranquilo e ideal para relaxar.

Além disso, o hotel tem uma vista maravilhosa para a Table Mountain, cartão postal da cidade, e também para a marina, o que torna o One&Only super fotogênico de muitos ângulos.

Estrutura

O One&Only é dividido em 3 áreas principais: o prédio Marina Rise, que é a construção principal do hotel onde ficam os dois maiores restaurantes, a recepção e grande parte dos quartos; a Ilha Principal, onde fica a piscina e mais alguns quartos; e a Ilha do Spa. Tudo é conectado por pontezinhas e rodeado pela água do mar, deixando o ambiente ainda mais leve e gostoso.

O hotel é grande: são 131 quartos divididos em 10 categorias diferentes. Infelizmente o hotel estava cheio na nossa visita e acabamos não conhecendo os quartos por dentro, mas passeamos por toda a área comum que é fantástica.

A piscina de borda infinita fica no meio da Ilha Principal e pode ser acessada somente por hóspedes. Além de ser bem grande, é rodeada de espreguiçadeiras e camas de sol, para você ficar ali jogado, relaxando e ouvindo o canto dos passarinhos.

Na entrada da piscina tem uma mesa com alguns mimos: creme pós sol, líquido para limpar os óculos e águas saborizadas, à disposição dos hóspedes. Além disso, são oferecidos sucos verdes para quem está ali tomando banho de sol. Achei muito simpático.

A Ilha Principal é toda arborizada e rodeada por jardins muito bem cuidados. Ali tem um restaurante, o Isola, que serve refeições (pizza à lenha e frutos do mar) tanto na parte de dentro quanto ao redor da piscina.

Restaurantes

Além do Isola, que pode ser acessado somente por hóspedes, o One&Only tem mais 2 restaurantes abertos ao público: o Nobu e o Reuben’s.

O Nobu é um restaurante de culinária japonesa do chef Nobuyuki Matsuhisa, mundialmente conhecido. Na verdade, existem vários Nobus ao redor do mundo, sendo o do One&Only Cape Town o único exemplar em toda África. O restaurante fica aberto somente para o jantar e promete pratos inovadores em um mix de comida japonesa com temperos africanos.

Nós comemos no Nobu quando fomos a Las Vegas e amamos. Infelizmente o de Cape Town ficou para uma próxima visita.

O outro restaurante é o Reuben’s, assinado por um dos chefs mais queridinhos da África do Sul, Reuben Riffel. Fica aberto diariamente para café da manhã, almoço e jantar e oferece pratos de culinária africana, com carnes artesanais e frutos do mar.

Optamos por almoçar no Reuben’s e experimentar um pouco dos sabores locais e não nos arrependemos. A comida estava magnífica! Tudo muitíssimo fresco e bem temperado.

Nós fomos muito bem atendidos pelo Aubrey, um garçom pra lá de simpático que nos ajudou com a escolha dos pratos e do vinho. Acertamos em 100% das escolhas!

Para o nível da comida, achei o preço muito justo (entradas em torno de R$ 40 e pratos principais em torno de R$ 60), fora que os pratos e entradas eram ENORMES. Além do couvert, nós comemos entrada e prato principal e saímos de lá mais que satisfeitos (não sobrou nem espaço para a sobremesa!). Recomendo demais!

Coladinho no Reuben’s tem o Wine Loft, uma adega de vidro de três andares com mais de 5.000 garrafas que podem ser servidas em qualquer dos dois restaurantes. Um luxo só.

O One&Only tem ainda um bar chamado Vista Bar & Lounge, que fica no lobby entre os dois restaurantes e tem uma vista deslumbrante para a Table Mountain. Além de drinks, ali também é servido diariamente o chá da tarde das 14:30 às 17:30, uma tradição dos grandes hotéis de Cape Town.

 

Entrada do Reuben’s

Chili Salted Squid

Fresh Saldahna Bay Mussels

Seafood Linguine

Calmar Beef Filet

Vista Bar and Lounge

Spa

O One&Only conta ainda com um Spa, localizado numa ilhotinha separada do restante do hotel. O ambiente é incrível: a ilha é rodeada pela água do mar e tem um belíssimo jardim, passando uma grande sensação de paz e relaxamento.

O Spa do One&Only foi eleito o melhor Spa da África e não foi à toa: as salas de tratamento individuais e de casal são muito bem equipadas e amplas e o menu de tratamentos é muito extenso.

Nós fizemos uma massagem relaxante de aproximadamente 1 hora em uma sala de casal e foi uma das melhores que já fiz na vida. O cuidado que as massagistas tiveram conosco foi enorme e incluiu perguntas sobre preferências pessoais, necessidades especiais, áreas mais tensas onde gostaríamos de mais ênfase além de outros mimos do tipo escolher uma fragrância que mais nos agradasse para ser pulverizada no ar durante a massagem (cada um escolheu uma e os cheiros não se misturaram!). Foi uma experiência incrível!

Ao fim do tratamento, nos levaram a uma salinha de relaxamento com lanchinhos, chás e outras bebidas. Depois ficamos à vontade para utilizar o quanto quiséssemos as áreas comuns do Spa que incluem sauna seca, à vapor, máquina de gelo (gente, pra passar no corpo! surreal!), piscina quente com hidromassagem, chuveiros de pressão, entre outros mimos. Uma delícia para complementar o relaxamento já obtido com a massagem!

Os hóspedes podem acessar essa área sem custo adicional, assim como qualquer pessoa que esteja ali somente para realizar algum tratamento no Spa.

Na Ilha do Spa também tem uma sala para prática de Yoga e Pilates e uma academia, além de um salão de beleza.


Hidromassagem na sala de tratamento

Nós amamos conhecer o One&Only de Cape Town e recomendamos uma paradinha por lá mesmo para quem não está hospedado no hotel: os restaurantes são excelentes e o Spa, ah, nem se fala.

Não tenho dúvidas de que na minha próxima visita à cidade (e com certeza haverá uma próxima!), eu vou querer me hospedar no One&Only. Pra mim, o hotel só tem um problema: é tão incrível que não dá nem vontade de sair dele e conhecer o resto da cidade!

Quer ver mais fotos do One&Only Cape Town? Confira a galeria abaixo.

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 04.04.2017

Trip Tips: St Regis Mauritius

Depois da introdução sobre as Ilhas Maurício, vou começar a contar em mais detalhes a experiência que tivemos em cada hotel.

Nossa primeira parada em Mauritius foi no St Regis, que fica localizado na península de Le Morne. Quando comecei a pesquisar sobre a ilha, sempre via a foto da montanha Le Morne e acabei descobrindo que essa montanha foi usada por escravos foragidos nos séculos XVIII e XIX. Depois, foi transformada em um símbolo de luta dos escravos pela liberdade, tornando-se patrimônio da UNESCO em 2008. Então dá para perceber a importância que Le Morne tem para os maurícios, né?

É ali também que fica a famosa “underwater waterfall“, que é a ilusão de uma cachoeira debaixo d’água por causa da diferença nos tons de azul do mar. Se você segue perfis de viagem no Instagram, com certeza já viu essa imagem:

Fonte desconhecida

Mas pra ver esse fenômeno lindo, só voando de helicóptero mesmo — com o drone não consegui chegar tão alto. :(

Le Morne é linda e completa o visual da praia de uma maneira magnífica, deixando a paisagem realmente espetacular. Me lembrou um pouco o Monte Otamanu de Bora Bora. A única certeza que eu tinha era de que eu precisava conhecer esse lugar e para isso decidimos nos hospedar no St Regis, uma rede que eu super admiro e que só tem hotéis incríveis no mundo todo (lembram do post da Jo sobre o St Regis Istambul?)

Essas fui eu que tirei :)

 

Estrutura

Além da vista maravilhosa de Le Morne, o St Regis tem uma praia linda e enorme: é 1km inteiro de areia exclusiva para o uso dos hóspedes do hotel. Ao longo de toda sua extensão, existem guarda-sóis de palha e espreguiçadeiras, para relaxar e curtir o visual azul de doer em frente ao hotel.

A piscina principal é imensa e fica na frente da Manoir House, a casa principal do hotel e onde ficam os restaurantes e o bar. São várias camas daquelas super charmosas disponíveis, para você chamar de sua e ficar jogado o dia todo.

Além da piscina principal, existe mais uma piscina menorzinha, a Garden Pool, que fica mais perto dos quartos e um pouco mais afastada da Manoir House. Segundo nos falaram, tem hóspedes que vão embora sem nem saber da existência dessa piscina, o que mostra que é bem mais reservada que a outra.

Se por acaso chover ou se você cansar de pegar sol, é possível aproveitar o salão de jogos, que tem mesa de ping pong, sinuca, totó, playstation, XBox, jogos de tabuleiro e até guitarra e violão.

Outra coisa fantástica é o cinema. A sala tem 30 lugares e o St Regis disponibiliza 3 sessões de filme por dia sem custo adicional. É possível também reservar a sala para uma sessão privada ao custo de 600 rúpias por pessoa (cerca de 60 reais), valor que inclui pipoca, bebidas e snacks. Já pensou em ter um cinema desses só pra você? É muito luxo!

O hotel ainda tem 3 salas de conferência, sendo a maior com capacidade para até 100 pessoas (não consigo imaginar alguém trancado numa sala num lugar tão lindo desses, mas vai lá). Essa sala maior também é utilizada para festas e eventos (aí sim, já pensou casar nesse paraíso?). Além disso, tem uma biblioteca gigante que pode ser usada para fazer reuniões ou somente para ler um bom livro.

Para a galera fitness, tem uma academia muito completa que fica aberta 24h, sendo que das 9 às 20h tem um professor disponível que pode ser consultado sem custo adicional. Tem também uma quadra de tênis que pode ser usada à vontade.

Já para os pimpolhos, tem um Kids Club muito legal. Para crianças de 4 a 12 anos, há atividades o dia inteiro com temas variados, piscina, brincadeiras e até relax room, com o acompanhamento de animadoras e sem custo adicional. Já para crianças com menos de 4 anos, é necessário contratar uma babá particular para acompanhá-las. Para facilitar a vida dos pais, o hotel fornece uma lista de babás locais para o hóspede escolher e contratar diretamente.

Existem jardins super bem cuidados e um gramado onde são realizadas cerimônias de casamento. Além disso, tem um lago em forma de piscina na entrada do hotel que serve para deixar você de queixo caído logo de cara.

O St Regis é lindo e tem uma decoração bem característica dos hotéis da rede, no estilo clássico/colonial. Um detalhe super interessante é a escada e o lustre da Manoir House que foram inspiradas no Titanic e construídas em homenagem ao fundador do hotel St Regis que morreu no navio.

Quartos

O hotel em si é bem grande: são 172 quartos e suítes, todos com vista pelo menos parcial para o mar. Os quartos são bem espalhados pela propriedade e todos contam com varanda, banheira oval e chuveiro separado, cama king size maravilhosa, sofá cama, closet e máquina de espresso (super importante!). Nós ficamos em uma Junior Suite e adoramos! Era super espaçosa e aconchegante, além de ter uma vista bem bacana para o mar.

Vista da nossa Junior Suite

Existem também quartos na Manoir House, que são maiores e mais luxuosos. Conhecemos uma Grand Manoir Suite que tinha mais de 200m² de área, um banheiro com 2 camas de massagem e uma sala e varanda gigantes. Essas Manoir Suites ficam de frente para a piscina principal e acho que se adequa melhor a quem quer ter a experiência de se sentir de férias em sua casa de praia. Como nós queríamos mais privacidade, achamos que a nossa suíte foi a melhor escolha!

A categoria mais alta de acomodação do St Regis é a Villa, uma casa gigante com 4 quartos, piscina privada, sala de jantar, sala de estar, cozinha, além de regalias como seu próprio chef de cozinha e checkin e checkout privados. É a maior villa de Mauritius.

 

Restaurantes e bar

O St Regis tem 5 restaurantes bem diferenciados e um bar:

  • The Boathouse Grill: de frente pro mar e onde foi servido o café da manhã enquanto estávamos hospedados. Fica aberto para almoço (é o único que fica aberto durante o dia) e jantar diariamente.

Jantamos lá um dia e a comida estava divina! Comemos uma carne (sirloin, equivalente a um bife ancho argentino), que dava para cortar com o garfo de tão macia, acompanhada de legumes. Depois, de sobremesa, um sorvete de queijo de cabra com calda de frutas vermelhas. De comer sonhando!

  • Le Manoir Dining Room: onde é servido o café da manhã quando o hotel está mais cheio. Fica aberto também para o jantar diariamente e serve pratos da culinária francesa e maurícia.
  • Floating Market: é um restaurante charmosíssimo com uma decoração bem oriental que serve pratos de culinária sul asiática. Fica aberto somente para jantar.
  • Atsuko: é um restaurante japonês que oferece pratos de peixes fresquíssimos, aberto somente para jantar. Jantamos lá um dia e os sushis estavam realmente muito incríveis (as peças são um pouco grandes pro que estamos acostumados, mas estavam todas deliciosas!).
  • Simply India: restaurante indiano que também só abre para o jantar.
  • 1904 Bar: é um bar ao lado da piscina em que são servidos drinks e petiscos. O nome remete o bar de madeira, presente até hoje no local, que é o original da propriedade e construído em 1904.

É ali onde fazem o ritual de sabrage, tradição da rede St Regis, que consiste em abrir uma garrafa de champanhe com o sabre.

Fui convidada por um funcionário do hotel a aprender o ritual e abrir, SOZINHA, a garrafa de champanhe no sabre. Quase morri de nervoso mas consegui! Depois fui consagrada com um certificado de sabreur, acreditam? Fiquei me achando!

Sendo consagrada após o ritual

 

Além dos restaurantes, é possível pedir comida e bebida no quarto, na piscina e na praia.

Nos hospedamos em half board, que inclui café da manhã e jantar, que pode ser em qualquer restaurante exceto o Atsuko. Mesmo não estando incluso, era possível jantar lá pagando a parte e, para quem estiver em half board, o hotel dá um desconto de 25% no valor da conta.

Um ponto que achei bem positivo foi que todos os restaurantes funcionam em estilo a la carte mesmo para quem está em half board.

Outra coisa muito interessante é a noite “adults only” dos restaurantes: todo dia, 1 ou 2 restaurantes ficam abertos somente para adultos, para dar maior privacidade a casais em lua-de-mel ou que viajam sem os filhos. Existe um rodízio entre os restaurantes com essa restrição, dando a oportunidade de todos os hóspedes experimentarem as diferentes culinárias da forma que mais interessar (com ou sem a presença de crianças).

Aliás, vale dizer que achei que o St Regis agrada a pessoas em todos os tipos de viagem (lua-de-mel, viagem com família, negócios), já que é possível ter privacidade com um altíssimo nível de serviços, além de atividades para todos os gostos e necessidades.

 

Iridium Spa

Como não poderia faltar, o St Regis tem um spa maravilhoso com 10 salas de tratamento individuais e 2 salas de casal. Visitamos algumas para conhecer e todas tem uma ou duas camas de tratamento, uma banheira, um banheiro super equipado com sauna e uma varanda com chuveiro externo, além da atmosfera relax que se espera de um spa.

O menu de tratamentos é extenso e era possível fazer uma massagem e depois ficar relaxando na sala, pedir algo para comer, essas coisas.

Além disso, há um salão de beleza e uma área comum do spa, que pode ser utilizada por qualquer hóspede sem custo adicional (mediante reserva). Lá tem sauna seca, a vapor, jacuzzi com hidromassagem e aqueles chuveiros que jogam jatos de pressão pra tudo quanto é lado.

Reservamos 1 hora dessa sala na parte da tarde e ficamos lá relaxando. Achei uma boa solução para quem gosta de spa mas não quer investir numa massagem, além de ser uma ótima alternativa para dias não tão bonitos. Realmente esse é um dos diferenciais do St Regis.

Atividades

E tem alguma coisa pra fazer no hotel? Tem sim senhor! O St Regis tem uma boathouse (como eles chamam a casa onde você pode pegar os equipamentos para atividades aquáticas) super completa. É possível sair num passeio em um glass bottom boat (aqueles barquinhos com piso de vidro, pra ficar olhando os peixinhos sem ter que se molhar), passeio de barco para fazer snorkel nos corais, pedalinho, standup paddle, caiaque, ski aquático, wind surf e kite surf, todos inclusos na tarifa. Ou seja, pode usar e abusar sem ter que desembolsar nem um tostão.

Aliás, Le Morne é o melhor lugar da ilha (e um dos mais reconhecidos do mundo) para fazer kite surf. Quando estávamos hospedados no St Regis, pudemos ver dezenas de pipas voando pelo mar que mais pareciam estar dançando ballet. Lindo de assistir!

Infelizmente para nós, que não sabemos fazer kite surf, o vento estava bem propício para essa atividade mas forte demais para todas as demais. Por isso, acabamos não aproveitando o que a boathouse do St Regis oferecia (tá vendo o problema de ficar pouco tempo?).

Ainda assim, como pegamos dias quentes e ensolarados, nos esbaldamos de ficar nas piscinas e na praia, sendo mimados o tempo todo.

 

Mordomias

Se tem uma coisa que o St Regis sabe fazer é te tratar como uma rainha. Eu nunca vi tanta mordomia em um só lugar.

Para começar, em cada guarda sol da praia tinha um botãozinho que servia para chamar um funcionário do hotel para te atender na sua espreguiçadeira. Isso mesmo, BO-TÃO-ZINHO! É pra evitar até de se cansar de levantar só o dedinho para chamar o garçom né?

Além disso, durante o dia ficava circulando outro funcionário com suquinhos e espetinhos de fruta na praia e na piscina, sem custo adicional.

E como se a sua experiência de não ter que fazer nada não estivesse completa, havia ainda outro funcionário que ficava circulando pela praia perguntando se você desejava que ele limpasse seus óculos. Estou zero acostumada a ser tão bem tratada então juro que nem entendi o que ele queria dizer com “posso limpar seus óculos?”. Mais VIP que isso, só se eu fosse a rainha da Inglaterra!

Como eu disse ali em cima, o hotel era bem grande e os quartos ficavam bem espalhados. Você acha que você tinha que andar pra chegar no seu quarto? Claro que não! Era só chamar um buggy (como eles chamam aqueles carrinhos de golf) pra te buscar.

O serviço de quarto e o mordomo (sim, tinha mordomo) estavam 24 horas a disposição e ofereciam serviços tão absurdos como “luggage unpacking“: isso mesmo, seu mordomo poderia ir até seu quarto desfazer suas malas e organizar tudo dentro do closet pra você. Inacreditável!

Por fim, cada hóspede tinha direito a passar 2 peças de roupa por dia sem custo adicional. Ninguém precisa andar com a roupa amassada né? Para lavar roupa, entretanto, havia uma taxa extra.

Não tem como não se apaixonar pelo St Regis Mauritius!


Nossa hospedagem no St Regis foi curta mas inesquecível, por muitos motivos: pelo nível de serviço, visual da praia, piscinas, restaurantes, spa e toda a estrutura do hotel que realmente é muito diferenciada.

Como achei 2 noites muito pouco, já sonho com o dia que vou voltar para Mauritius e ficar pelo menos 4 dias no St Regis aproveitando todas as mordomias que eles oferecem. E não são poucas!

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