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3 em Autoestima/ carreira/ Comportamento no dia 11.07.2018

Três fatos que podemos nos inspirar em… Kylie Jenner!

Muita gente viu com surpresa o fato de Kylie Jenner ter sido capa da Forbes, a maior publicação relacionada a negócios, como a bilionária mais jovem da história. Sim, a irmã mais nova da Kim Kardashian (que diga-se de passagem, também já foi capa da Forbes como a nova magnata da internet)! É nela que vou me basear para levantar fatos que podemos aprender com ela e nos inspirarmos!

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Você deve estar se perguntando como eu ouso falar de uma Kardashian num blog sobre autoestima, já que elas primeiro criaram um novo padrão que parecia revolucionário, porém acabou virando um outro novo padrão escravizador de aparência. Mas eu tenho um ponto aqui: apesar de concordar que elas não são exemplos em relação a como lidam com seus corpos e relacionamentos amorosos, quero te convidar a refletir comigo que, até mesmo quem vive preso a alguns padrões pode ter algo a nos ensinar. Então dê uma chance para a menina Kylie, que assim como nós tem suas falhas, e vamos tentar aprender com seus acertos!

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Ela soube transformar o seu limão na limonada mais valiosa do momento!

Kylie era uma mera coadjuvante no reality show da família, até que um fato passou a chamar a atenção de todos: a menina, aos 16 anos, admitiu ter injetado preenchedores para aumentar os lábios, assim como suas irmãs. Sim, foi seguir o padrão criado pela sua própria família. Eu sei que aqui nós também falamos sobre ir contra os padrões, calma! Todo mundo foi em cima dela, criticaram, com toda razão, e ela a partir de toda essa atenção negativa, fez o quê? Assim como sua irmã Kim, se aproveitou de um momento ruim e transformou numa coisa boa, que acabou virando uma carreira pra lá de rentável! Ela foi lá e criou a Kylie Cosmetics, que tem como carro chefe de vendas, batons! Poderia ter sido o momento mais triste da vida dela, quando apontaram um erro bem grande, porém, ela soube se aproveitar de algo ruim e criou uma oportunidade! Pense em como isso pode se adaptar a você de outras formas ;)

(Inclusive, acompanhando a evolução labial de Kylie, atualmente ela está com preenchimento labial quase zero, o que prova que ainda há esperança!)

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Primeiro o que importa

Kylie tem uma vida amorosa polêmica e no ano passado ela engravidou do namorado, Travis Scott. Ninguém viu Kylie grávida até que ela quisesse que vissem. A família mais vigiada do mundo atual manteve uma gravidez, que é a coisa mais impossível de se esconder, longe dos papparazzi. Como ela fez isso? Com ajuda da sua família. Ninguém disse nada. As irmãs acobertaram até o final, mesmo com todas as perguntas. Veja bem, não estou aqui te incentivando a se esconder, mas a ter uma rede de apoio que te incentive nos bons momentos e que seja por você na hora em que as coisas fogem ao controle. Podem ser seus pais, irmãos ou amigos que você sabe que te amam e você pode contar com eles. Crie a sua rede de apoio, ela vale para todas as pessoas e é uma das coisas que fazem a vida valer à pena. Inclusive, deixe seus amigos e familiares saberem que podem contar com você como rede de apoio, estamos nessa vida pra isso! Você pode achar o que quiser das Kardashian, mas jamais pode dizer que elas são desunidas.

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Ela continua indo atrás dos seus sonhos, mesmo quando todos a subestimam

As Kardashian e as Jenner são tratadas pelo mundo como mulheres fúteis e sem talento. No entanto, todas elas – agora lideradas por Kylie – estão mostrando que os talentos são muitos, a começar pelo marketing impecável que está se refletindo num talento imenso para ganhar dinheiro! Kylie, Kendall e Kim lideram listas de mais ricas, mais seguidas, curtidas e outras tantas por aí, porque apesar do que a maioria das pessoas dizem, elas seguem fazendo o que acreditam e confiam em si mesmas. Não deve ser fácil colocar o pé na rua, postar uma foto ou começar um negócio quando a maioria das pessoas te acha incapaz e sem talento. Ainda assim elas fazem! Deixe falarem o que quiserem, não questione sua capacidade e siga atrás do seu sonho! Acredite em você!

Eu fico feliz quando vejo notícias como essa, porque renovam a nossa perspectiva das coisas e mostram que o jogo pode virar, sim! Com confiança, apoio e sem esquecermos dos motivos que despertam nosso coração a agir, é sempre possível alcançar até mesmo os lugares mais altos!

3 em Comportamento/ Moda no dia 21.05.2018

Paolla Oliveira, me desculpe pelas pessoas que comentaram o seu corpo…

Começo da semana passada, pré estreia de filme, atriz que faz o papel principal aparece para ser fotografada. Mídia cobre o evento, fotos dos artistas percorrem a internet, pessoas comentam. Até aí, uma cena normal na vida de todo artista.

Mas… peraí. Que comentários são esses??comentarios-paolla-oliveiraEles já seriam problemáticos por si só apenas por sua existência, afinal, comentar o peso alheio é sempre uma atitude que deveria ser repensada e evitada. Mas tudo fica um pouco mais grave e sem noção quando ficamos sabendo que os comentários são direcionados à Paolla Oliveira, uma atriz que está dentro de todos os padrões possíveis.

Isso não deveria me chocar, mas chocou. Me lembrei na hora de uma conversa que tive com uma atriz de milhões de seguidores. Pra mim ela estava perfeitamente dentro do padrão de beleza e magreza exigido na sociedade, mas não. Ela me contou que engordou e eu disse que ninguém notaria, erro meu. Em menos de dois minutos ela me mostrou uma foto sua de biquini nas redes sociais. Uma foto linda, feliz, mas repleta de comentários bem parecidos com esse que ilustrei o post. A audiência demandava dela um ideal de perfeição. Nesse dia parei para pensar no nosso papel nisso tudo. Precisamos refletir sobre essa cobrança por perfeição de quem está na mídia. O grau de exigência com as celebridades é outro, não é à toa que modelos e atrizes sofrem tanto de questões alimentares e poucas vezes têm a oportunidade de comer sem culpa, se é que muitas sabem o que é isso. 

Outro caso que nos fez pensar sobre isso? O da Bruna Marquezine no carnaval! Para muitas mulheres foi uma ofensa ver uma mulher rica, bonita e magra sem peitos de silicone, como se peitos naturais fossem uma afronta, um enorme problema… de falta de perfeição. 

Mais um corpo de famosa atacado por não ser perfeito o suficiente. Mas que perfeição doentia é essa??

Foi nesse contexto que o caso da Paolla Oliveira mexeu comigo. Independente de opiniões sobre a roupa escolhida, o styling e afins, só conseguia pensar que o corpo dela estava ali, sendo comentado, debatido e julgado, e ninguém importando se isso será um gatilho negativo pra ela. Um monte de gente falando que ela está gorda, com uma barriga estranha e afins, mas se ela falar dos sacrifícios que faz pra emagrecer, diremos que ela está fazendo um desserviço aumentando o grau de exigência das mulheres pela magreza. Se ela se achar gorda enquanto está magra, a gente se ofende pois ela ainda está magra.

Parece que  esquecemos que a pressão estética adoece muitas mulheres, principalmente quem tem o corpo como ferramenta de trabalho. No caso delas, é como se falássemos de uma “super pressão estética”, só que dessa vez não vem da mãe, do namorado ou da amiga, e sim da massa, ou de diretores e produtores que têm medo da audiência cair se tudo não for tão perfeito assim. Nessa hora representatividade parece até cota.

Com esse tipo de comentário fica impossível não praticar alguma dose de empatia e imaginar a pressão por perfeição que elas sofrem. Queremos que as atrizes e influenciadoras não incentivem a magreza exagerada? Queremos que elas dissociem o exercício da compensação por comida? Queremos que elas parem de incentivar culpa na alimentação? Então precisamos acolhe-las mais e questionar quem as julga.

Por que pessoas comuns, que sofrem para ter um corpo aceito socialmente, cobram a perfeição de uma celebridade? Esses comentários têm uma parte de responsabilidade nesse ciclo vicioso e precisamos também falar sobre eles, da mesma forma que falamos de todos os outros riscos.

Mais da metade das adolescentes desenvolvem algum tipo de transtorno alimentar proveniente dessa magreza exagerada incentivada. A não flexibilidade desse padrão opressor de beleza adoece as pessoas, e quem está inserida num ambiente de cobrança maior – como é o caso da Paolla – sequer consegue enxergar seu corpo fora da sua bolha, seu recorte.

A culpa para alguns é da revista, que só coloca na capa a mulher que estiver exageradamente magra. Para outros é da emissora, que só dá papéis para mulheres que vestem 38 para baixo, mas pouco lembramos da parcela de responsabilidade das pessoas que criticam e atacam os corpos que, apesar de dentro do padrão da sociedade, não estão perfeitos o suficiente para quem faz sucesso. Como se as celebridades tivessem que pagar um preço sobre-humano de atender a uma exigência maior só por serem bem sucedidas nas suas carreiras. Muitas vezes de vítimas elas vão a algoz e parte da cobrança vem de algumas de nós.

Como pedir que as celebridades entendam que esse discurso de sacrifício para atingir a perfeição é um perigo social, se quando elas aparecem com uma gordurinha aparente, uma celulite, um peito que não é empinado, são socialmente atacadas? Quando realmente engordam, são questionadas? Ou, como foi o caso da Paolla, quando surge com um look que não agradou, ela recebe uma chuva de críticas….em relação ao seu corpo.

E o pior disso tudo é que essas mesmas pessoas – por mais triste que seja admitir, mas em sua maior parte, mulheres – que estão ali, constatando que uma atriz engordou como se isso fosse algo muito importante para ser apontado, não entendem que esse padrão impossível que elas estão cobrando de outras pessoas as atingem diretamente.

Os comentários são muitas vezes pura falta de sororidade com uma mulher que só foi livre pra sair vestida como bem entendesse! Tem um elogio? Ótimo. Não tem? Deixa o corpo dela de fora da argumentação! Enquanto esse movimento continuar acontecendo, vamos continuar sendo reféns de um padrão de magreza que adoece e de padrões estéticos quase impossíveis de serem alcançados naturalmente.

Eu acredito que precisamos mostrar que nós somos audiência e não vamos fugir ou mudar de canal se os corpos forem mais comuns, mais próximos do que vemos nas ruas. Nos sentir representadas poderá fazer com que nos sintamos mais próximas das narrativas, dos comerciais e das revistas. Precisamos cobrar menos perfeição e mais realidade para diminuir a frustração da sociedade, pra podermos olhar com mais amor pra gente e pro outro.

Um outro texto importante para você ler:

O peso dos outros

1 em Celebs/ Comportamento no dia 08.01.2018

5 fatores que fazem da Meghan Markle uma ótima inspiração

Meghan Markle é sem dúvida a dona dos holofotes de boa parte do ano de 2018. Não é todo dia que o príncipe mais legal resolve se casar e ele fez uma escolha que, além de atípica, foi um grande passo para todo mundo: pra eles como casal, pra ela enquanto porta voz de causas e para a Monarquia britânica, que precisava de uma renovada não apenas de juventude e carisma, como foi o caso de William e Kate, mas de posicionamento diante de questões que têm sido mais recorrentes.

Eu poderia fazer uma lista extensa sobre os motivos que nos levariam a prestar atenção na Meghan relacionados à beleza e talento, mas quero ir na relação de comportamento, mesmo.

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Ela defende os direitos das mulheres. Ter no meio da realeza uma mulher que se dedique a pelo menos falar abertamente sobre isso, é um avanço. Mesmo que a rainha siga impondo certas formalidades (não deixá-los andar lado a lado, entre outras coisas), a própria rainha tem dado passos decisivos ao permitir que a princesinha Charlotte entre na linha de sucessão ao trono e, acredito que a Meghan terá muito a acrescentar neste quesito. Aguarod futuros discursos inspiradores como alguns que já circulam pela internet.

Ela tinha uma carreira. Sim, eu sei que ela vai precisar abdicar disso para se casar com o príncipe, mas faz toda a diferença ter como referência uma mulher que construiu seu nome por esforço próprio, especialmente num meio onde as mulheres costumam estar ali apenas por títulos herdados. Além disso, acredito que isso possa fazer toda a diferença no relacionamento dela não apenas com as demais “novas colegas de profissão”, mas também com o público, que se identifica com ela. Se antes, eles acreditavam na Kate como a “plebéia que virou princesa”, imaginem quando ela antes tinha uma carreira bem sucedida. Charlotte ganhou uma tia em quem se inspirar! (Aproveitando: acho muito ok quem abre mão da carreira em troca de um casamento que exija isso, de uma experiência profissional do parceiro ou dos filhos. Acredito que trabalhar nos dá muitas lições, mas tudo bem abrir mão disso em troca de algo que te realize igualmente como pessoa. Somos livres, certo?).

Ela é mais velha que Harry. Isso nem deveria ser um assunto, assim como o fato dela ser filha de uma negra com um branco, já ter sido casada ou até mesmo ser americana. Mas ao mesmo tempo, deveria. Porque essas barreiras ainda existem, porque mesmo que pareça que isso já é mais socialmente aceitável, não é. Muito menos na posição em que ela se encontra agora. Então é um motivo para inspirar, sim. Pra gente sempre se lembrar que não é a nossa idade (ou a diferença dela), a cor da nossa pele, nosso estado civil e muito menos de onde viemos que pode nos limitar. Quem define nossos limites somos nós mesmos!

Ela chegou trazendo mudança. E é este o grande ponto dela ser uma inspiração. Por todos esses fatores e tantos outros que espero que a gente possa descobrir ao longo dessa maior exposição dela, ela chegou mostrando a que veio. Com delicadeza, doçura e segurança, item essencial para quem quer transformar o ambiente em que chega, ela está mudando a própria vida, mas também a de todos que a cercam, em diferentes escalas. Quem não quer ser assim?