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3 em Celebs/ Deu o Que Falar no dia 18.07.2016

DQF: O preço de Famous

Eu adoro fofoca de celebridades mas não sou dessas pessoas que acompanha revistas e sites especializados no assunto – tenho um pouco de preguiça, confesso. Porém, vejo quase tudo que aparece para mim e quando o assunto dá o que falar, obviamente me interesso. Por isso, quando acordei hoje e fiquei sabendo que rolou barraco entre Kim Kardashian e Taylor Swift, fui ver o que aconteceu.

Para quem tá por fora do assunto, Hugo Gloss resumiu bem a história toda:

Não vou dizer que não curti o barraco. Adorei os memes que surgiram e confesso que curti ver Taylor na saia justa. Apesar de adorar várias de suas músicas, não curto esse estilo dela de fazer com que todos seus relacionamentos e amizades que não dão certo parem em letras que pintam ela como vítima. Mas não quero focar na treta, e sim na música que originou a confusão toda: Famous.

Apesar de não curtir a maioria das músicas do Kanye, a primeira vez que eu ouvi Famous eu fiquei apaixonada pela batida e com o começo cantado pela Rihanna, mas algo soou errado. Logo depois parei para ler a letra, fiquei horrorizada e não consegui mais ouvi-la. Até comentei com a Joana sobre a primeira parte que fala: “Para todos os meus manos do Sul que me conhecem muito bem/Eu sinto que eu e a Taylor ainda vamos transar/Por quê? Eu fiz aquela vadia famosa (caramba)/Eu fiz aquela vadia famosa/Para todas as garotas que receberam um pinto do Kanye West/Se você as vir nas rua, dê a elas o melhor do Kanye/Por quê? Elas estão loucas porque não são famosas (caramba)/Elas são loucas, elas ainda são umas desconhecidas”.

Esses poucos versos são o exemplo perfeito daquela frase: “falou pouco, mas falou bosta”. Fiquei tão chocada que nem pensei no que poderia dar de errado com a Taylor Swift. Quando comentei com a Jô só conseguia focar no quanto ficaria muito revoltada se eu fosse Kim Kardashian e ouvisse meu marido cantando isso. Não só pelo desrespeito à própria esposa, mas por ver o posicionamento completamente machista que ele escancara em forma de rap. Ele tem uma filha, pelo amor de Deus! E um filho que mesmo em uma família formada por figuras femininas bem poderosas, corre grandes riscos de crescer achando que mulheres devem lhe beijar os pés apenas por causa de sua influência.

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Quando eu achava que não dava para piorar, o clipe foi lançado e vimos Kanye em uma espécie de pós-orgia com Kim Kardashian, Taylor Swift e outras figuras como sua ex Amber Rose, Chris Brown (do lado da Rihanna, o que eu achei de extremo mau gosto), Ray J (o ex de Kim que divulgou a sex tape dos dois), Caitlyn Jenner, Donald Trump, Anna Wintour, George W. Bush e Bill Cosby (que tem mais de 50 acusações de abuso sexual em suas costas). Nem sabia que era possível, mas consegui achar a música mais nojenta ainda, o ápice de babaquice do Kanye West. Qualquer admiração que eu já tive por ele foi embora naquele momento.  Muita gente considerou artística e genial a provocação gerada com o clipe, e até pode ser, mas eu prefiro não bater palma para esse tipo de artista com uma genialidade doentia. Quem puder perder um tempinho nesse texto, ele analisa de uma forma bem completa o vídeo.

É claro que ignorei o fato que ali ninguém é bobo na hora de manipular a mídia para fazer dinheiro e também esqueci que Kim gosta mais é que o circo pegue fogo com ela dentro, mas tudo bem. Inclusive, meu lado que adora cases de marketing, mídias sociais e afins, achou que Kim foi mais uma vez genial com a estratégia. Ela esperou terminar o episódio de Keeping Up with the Kardashians que citava esse caso para soltar os snaps onde ela mostra Taylor Swift falando para Kanye West que achava um elogio a letra de Famous. Antes disso, ela passou o dia longe do Snapchat, justamente para dar destaque apenas nisso. Obviamente os seus números, hoje em dia tão importantes, dispararam. Famous subiu 40 posições no Itunes depois dessa madrugada. Ninguém é amador e ninguém está de brincadeira!

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(no fundo é tudo showbiz, mas vale a pena pagar esse preço todo?)

O que me perturba mais é ver as pessoas querendo escolher se são team Kim ou team Taylor e não enxergarem o problema principal, que é Kanye e a música que originou toda essa confusão, que diminui ambas e as expõem de formas perturbadoras. E isso ficou me fazendo pensar sobre a fama. Ela vale isso tudo mesmo? Vale você diminuir mulheres, incluindo a sua, só para gerar polêmica? Vale aceitar que seu marido faça esse tipo de discurso publicamente só para continuarem na mídia? Vale perpetuar esse discurso para ganharem mais dinheiro ainda? Vale chamar Kanye de gênio só porque ele deixou todos incomodados com seu posicionamento machista?

Eu acho que não, mas vai ver é por isso que eu não to milionária e famosa, né? rs

Beijos

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15 em Reflexões no dia 13.07.2016

Estamos todas de saco cheio, Jennifer

Estava eu aproveitando minhas 3 horas da noite quando o Arthur já foi dormir e eu finalmente consigo ter um tempo só para mim, quando recebo uma mensagem da Joana mostrando o link que uma leitora, a Flavia, nos indicou. Quando entrei no Facebook, acabei descobrindo que minha timeline inteira estava falando no assunto e pronto, bateu saudade do DQF, e fui me inteirar.

O link – esse aqui – fala sobre o texto que Jennifer Anniston fez para o site Huffington Post depois de se ver pela milésima vez estampada, dessa vez de biquini e com uma barriguinha saliente típica de quem resolveu dar uma relaxada nas férias, em uma capa de revista de fofocas anunciando sua gravidez. Foi uma bela virada de mesa com uma mensagem empoderadora que me fez aplaudir mas também questionar o motivo dela ter demorado tanto para assumir essa postura.

Quando o casamento dela acabou e criaram aquela história de team Aniston x team Angelina, eu fui team Aniston. Hoje eu acho um absurdo essa competição entre mulheres que a mídia fez questão de criar enquanto o Brad Pitt saiu de bonitão disputado, mas depois de um tempo ficou claro para mim que eu tinha que torcer por ela por outros motivos. 

Há 10 anos Jennifer Aniston vem sendo bombardeada publicamente com verdadeiros tiros de canhão em sua auto estima quase todos os dias. O motivo? Filhos e casamento. Ou melhor, a falta deles. 

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Em 2005 a mulher já tinha fama, sucesso, dinheiro, influência e independência, mas só porque seu casamento não deu certo, foi imediatamente pintada como uma coitada fracassada que não conseguia arrumar um homem que fosse tão bom (cof, cof, cof, cof) quanto seu ex-marido galã para formar uma linda família de margarina. A partir daí, não importava se ela estivesse fazendo bons filmes, resolveram nos convencer que uma mulher linda e bem sucedida só seria feliz de verdade se tivesse marido e filhos. E quando ela finalmente arranjou um marido, quiseram nos fazer acreditar que o casamento só funcionaria se eles gerassem herdeiros. Isso porque – me corrijam se eu estiver errada – eu nunca vi ou li uma entrevista em que ela deixasse claro que seu sonho era engravidar.

Eu curto acompanhar fofocas de celebridades, e acho que nunca vi uma mulher famosa que tenha sido tão cobrada na vida em relação a engravidar e arranjar um homem quanto Jennifer. Revistas sensacionalistas amam casar, separar, engravidar e desengravidar atrizes e cantoras diversas vezes por ano, mas pelo o que eu me lembre nenhuma das personalidades da capa têm suas carreiras completamente pautadas por esse assunto como tem sido com ela. E que desserviço. Se ela é o alvo principal do canhão, a gente é a área em volta que fica destruída enquanto o alvo não é abatido.

Quem tem mais de 30 anos e está solteira sente a pressão. Quem está namorando há alguns anos sente a pressão. Quem está casada sente a  pressão. E sermos constantemente bombardeadas com essa ideia de que você pode ter tudo, mas esse tudo só fará sentido depois de um casamento que gere frutos, só adiciona mais pressão em uma situação que já é desconfortável para todas nós.

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E como se Jennifer já não sofresse pressão o suficiente, tudo indica que agora ela também está sendo pressionada para que aos 47 anos, ela tenha o mesmo corpo que tinha aos 30. E ela pode estar completamente dentro dos padrões, ser magra, loira, linda, mas se tiver uma barriguinha (que, aliás, é muito menor que a minha em um dia normal fechando a boca e fazendo academia) ou for fotografada em um ângulo meio ingrato, cuidado! Vai alimentar os boatos que nunca foram embora realmente – e ainda ser obrigada a ouvir que descuidou do corpo e engordou.

17667be0-481b-0132-0b0b-0eae5eefacd9 Demorou 10 longos anos para ela assumir essa postura de forma clara e precisa, mas antes tarde do que nunca. Engraçado que até eu, que sou casada e tenho filhos – ou seja, to bem dentro dos padrões impostos pela sociedade nesse sentido – me senti liberta com o que ela escreveu. Obrigada, Jen, nós também estamos de saco cheio.

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3 em Fique de olho!/ Moda no dia 12.07.2016

O dia que uma couve virou moda

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei aqui nos Estados Unidos foi ir ao mercado. E a primeira curiosidade que eu notei é como o saudável está em alta! Ok, minha referência anterior de mercados americanos é do Publix em Orlando, cheio de todas as besteiras do mundo em tamanho família, então talvez o saudável sempre tenha estado em alta mas eu só esteja reparando agora! rs Só sei que tudo que é orgânico ou sem glúten ou com pouca gordura tem direito a destaque nas estantes das prateleiras (enquanto o diet, que eu acabo prestando atenção por causa do meu marido, eu tenho que cavucar bastante para achar), mas algo mais tem me chamado a atenção desde o dia 1: kale.

Não tinha ideia de qual era a tradução (essa semana eu perguntei e o pessoal do snap – carlaparedesp – me respondeu que é uma espécie de couve) só sei que pelo o que eu vi nas prateleiras do mercado é que kale está mais em alta do que todas as coisas saudáveis juntas. Tem embalagem chamando essa couve de “o rei dos vegetais”, todos os sucos verdes que levam kale na sua composição expõem a folhinha como se fosse uma honra tê-la em sua composição, e além dos sucos você encontra chips de kale, sopa com kale, PICOLÉ com kale, papinha de criança com kale e a lista segue. Desde que joguei essa curiosidade no snap, já fiquei sabendo que essa febre não é nova, data lá de 2012/2013, mas como eu to vendo isso tudo agora, vou tratar como novidade, ok??

Voltando ao assunto, até aí tudo bem, que bom que o mundo está ficando saudável e o astro da vez no mundo fitness é uma couve. Mas o que me intrigou mais é que esse vegetalzinho saiu das prateleiras do mercado e foi para o mundo da moda e dos acessórios. Acham que eu to mentindo? Olha só Beyoncé no clipe 7/11 com um moletom que obviamente fez uma paródia com os de Yale.

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Acham que ficou só por aí? Claro que não! Rihanna também usou um desses e logo depois surgiram camisetas e mais camisetas com o vegetal hypado.

Rihanna, Rachel McAdams, Lucy Hale, Nikki Reed e Bella Thorne foram algumas das famosas que apareceram com o moletom. Ele é da marca Sub_Urban Riot, a camiseta custa US$44 e o moletom uS$64

Rihanna, Rachel McAdams, Lucy Hale, Nikki Reed e Bella Thorne foram algumas das famosas que apareceram com o moletom. Ele é da marca Sub_Urban Riot, a camiseta custa US$44 e o moletom uS$64

E por último, a couvezinha pop foi parar nos acessórios! Desde cartões que vendem no ETSY até um colar todo de esmeraldas que custa a bagatela de 1,150 doletas. É mole?

Para quem duvida do preço do colar... Olha ele aqui!

Para quem duvida do preço do colar… Olha ele aqui!

To achando isso muito curioso, confesso. Como é que um vegetalzinho que nem é dos mais fotogênicos atingiu esse hype todo? É #publi? É tendência? É feitiçaria? É outro caso estilo Popeye e espinafre? Impossível não querer entender o motivo de tanta fama em categorias que não têm nada a ver com gastronomia.

Sugestões para tentar matar essa minha curiosidade??

Beijos!

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