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BOOK DO DIA

0 em Book do dia/ Comportamento no dia 22.03.2017

Book do dia: Matéria Escura, de Blake Crouch

Na véspera de voltar para NY, eu sabia que teria muitas horas no avião e que dificilmente eu conseguiria dormir porque ficaria preocupada com o Arthur, então saí comprando vários livros, inclusive assinei para experimentar o Kindle Unlimited, que é um serviço de assinatura de livros da Amazon. Infelizmente não consegui ler praticamente nada no avião porque o Arthur deu trabalho (sabe aquele voo que tem um bebê chorando de meia em meia hora? Foi assim, e o filho era meu! Pra quem tem medo de incomodar, passei por uma prova de fogo, né).

Tudo bem, pelo menos eu estava com o celular recheado de livros novos e desde que voltei para cá, tentei fechar um compromisso comigo de pegar meia horinha (que acaba virando 1 hora e meia) antes de dormir só para adiantar minhas leituras. E foi assim que comecei a ler Matéria Escura, da Editora Intrínseca, e terminei em menos de uma semana, o que para mim, na minha situação, é um recorde!

Comprei o livro pela capa, não li a sinopse, mas quem gosta de saber o que está comprando: “Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?”

Fazia muito tempo que eu não lia um livro que me deixou tão envolvida, tão empolgada, daqueles que eu saio querendo contar a história para todo mundo porque amaria que todas as pessoas do mundo lessem (tadinha da Joana que teve que aturar uns 3 audios de 4 minutos cada, contando o livro inteiro hahaha).

Eu diria que a sensação que esse livro me causou foi muito parecida com a que eu tive no filme Interestelar. Em ambos eu passei dias meio anestesiada, pensando sobre o assunto abordado, refletindo sobre as possibilidades, imaginando o que seria se a realidade apresentada ali realmente fosse possível.

É um livro instigante, narrativa ágil e objetiva e de fácil compreensão mesmo envolvendo noções de física quântica. Jason é um personagem super fácil de se relacionar, tanto que eu me vi tensa, agoniada, torcendo, feliz, chocada…

Matéria Escura não é apenas um livro de ficção científica, não é apenas um romance, não é apenas um thriller, é tudo isso e mais um pouco porque é um livro sobre escolhas. E não vou falar mais sobre ele senão correrão riscos de spoilers. Só sei que se você procura um livro envolvente e reflexivo (mas não tão denso), pode apostar nesse!

E quem já leu, pode me dizer o que achou! :)

Beijos!

4 em Book do dia/ Comportamento no dia 22.12.2016

Book do dia: A vida de aparência de Evelyn Beegan, de Stephanie Clifford

A Joana trouxe esse livro quando veio para cá em Setembro e a capa me ganhou de cara. Infelizmente não consigo mais ler na velocidade que eu lia antes do Arthur e esperei terminar Orfanato da Srta Peregrine para começar esse. Acho que o título e a ilustração já dão boas dicas do que está por vir e se você imaginou uma vibe meio Gossip Girl, você não está tão errada assim.

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A sinopse é a seguinte (que eu cortei uma parte grande, porque praticamente contava a história toda)Todo mundo quer pertencer a um grupo. Mas até onde você iria para ser aceita? O ano é 2006, o lugar é Manhattan, lar de jovens cheios de charme e estilo. Dinheiro e classe colidem numa cidade prestes a mergulhar em um precipício financeiro, carregando com ela boa parte do país. Aos 26 anos, Evelyn Beegan é uma pessoa inteligente e engraçada que está determinada a traçar o próprio caminho e se libertar das garras da mãe – uma alpinista social que a criou para se casar com um homem de uma família tradicional e influente. Evelyn se sente uma estranha em meio á elite nova-iorquina, mas, quando consegue emprego em uma rede social voltado exclusivamente para ricos e milionários, vê uma oportunidade de se juntar a eles.

Logo nos primeiros capítulos eu fiquei impressionada com a relação mãe e filha, que estava bem relacionada com o post que a Bruna tinha acabado de postar aqui. Até levei um susto com a sincronicidade e de certa forma senti que Evelyn poderia ter escrito um post parecido aqui no blog. Ela é muito refém e dependente da mãe e de certa forma todas as suas ações no livro só acontecem porque ela queria impressionar Barbara a todo custo.

Conforme eu ia passando as páginas, eu fiquei totalmente absorvida na história mesmo odiando a personagem que dá nome ao livro. Juro, eu a odiei 90% do tempo justamente pelo fato dela ter valores distorcidos e total falta de limites. Evelyn é aquela personagem que faz tudo pelos motivos errados, que prefere inventar uma versão de si mesma que ela acha que vai agradar mais as pessoas, é ambiciosa de uma forma horrível e vai até o limite para passar uma imagem de algo que não é. Além disso ela também mente,  inventa e, como diz o título, vive de aparências.

Eu não consegui sentir compaixão ou até mesmo pena, mesmo me identificando em alguns momentos – principalmente nessa história de querer entrar em grupos que eu não me encaixava ou tentar agradar pessoas que não se importavam comigo. Graças a Deus essa fase passou há algum tempo. rs

Não vou falar mais porque se eu contar mais um pouco posso dar spoiler. O livro é bem previsível, mas não tem necessidade de atrapalhar a leitura de ninguém, né? hehe Quem curtiu a ambientação de Gossip Girl ou até mesmo curtiu filmes como Meninas Malvadas e até mesmo Segundas Intenções, pode ler sem medo!

Beijos!

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6 em Book do dia no dia 22.11.2016

Book do dia: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, de Ransom Riggs

Fiquei interessada por esse livro quando dei de cara com o cartaz do filme e soube que seria feito pelo Tim Burton. Logo depois uma amiga me sugeriu – e depois me alertou que não era isso tudo. rs Como sempre curti as obras do diretor, nem pensei duas vezes na hora de começar a leitura e dei uma leve ignorada na opinião da minha amiga (desculpa, Sissi).

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A sinopse também instiga:  A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

Como a maior parte das pessoas que começaram a ler sem saber do que se tratava, jurava que seria terror, mas na verdade o tema central da história nada mais é do que um assunto que aterroriza dezenas de adolescentes todos os dias: não se encaixar.

Jacob é assim, não tem muitos amigos no colégio, trabalha na rede de farmácias da família mas odeia o seu trabalho e o fato mais empolgante que acontece em sua vida é ouvir as história do seu avô polonês, que perdeu sua família por causa do nazismo e ao fugir, foi parar no Orfanato da Srta. Peregrine junto com as “crianças peculiares”. E é claro que ninguém acreditava no avô, todo mundo jurava que ele inventava as histórias como forma de escapar dos horrores que sofreu.

Como o livro é ficção e fantasia infanto-juvenil, é claro que Jacob descobriu que era tudo verdade e resolveu ir atrás. Foi com essa base que Ramson Riggs criou sua trilogia, que também conta com “A Cidade dos Etéreos” e “A Biblioteca de Almas”.

Uma característica super interessante desse livro é que o autor ilustra os personagens através de fotos de época (que no final eu descobri que são fotos reais, apesar de algumas obviamente terem sofrido algumas modificações photoshopísticas para mostrarem as peculiaridades). Elas não são super necessárias, mas ajudaram a criar o clima peculiar que a história pedia.

Porém, contudo, entretanto, não acho que vou continuar. Não sei se já to velha demais para literatura Young Adult (meu amor por Harry Potter não mudou, então continuo acreditando que ainda posso gostar de uma coisa ou outra), mas terminei “Orfanato” dando aleluia por ter finalmente acabado.

O mais engraçado é que é uma leitura fácil e rápida, os personagens não são chatos, a ideia é boa e muito relacionável (afinal, que adolescente nunca se viu nesse dilema de se achar peculiar?) mas não consegui me encantar com nada. Ainda por cima o autor tentou criar um romance bem esquisito que não me convenceu – e me fez gostar um pouco menos da história.

Esse é o típico caso de “o problema não é você, sou eu”. Tenho certeza absoluta que muita gente vai curtir a leitura, outras tantas vão se identificar e entrar nesse universo. Acho que eu que to chata demais mesmo.

Alguém leu? O que achou??

Beijos!

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