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0 em Beleza/ Cabelo/ Destaque/ Patrocinador no dia 21.05.2018

Cuidando do loiro: hidratando com abacate!

Outro dia fiz um post contando tudo sobre meu processo de mudança de cor no cabelo. Meu caso é um pouco peculiar porque eu aliso, isso é, faço uma química menos abrasiva para deixar o cabelo mais liso mas sem ser escorrido, gosto de deixá-lo com um visual ondulado e cheio, podendo ativar os cachos quando eu quiser. Por ter uma química no cabelo, descolorir e matizar com a tinta foi uma ideia de certa forma ousada, mas como Bio Extratus Color tem tutano e microqueratina na fórmula, eu resolvi que iria mudar o visual com a profissional que faz minha química há anos. A Jussara faz uma técnica de alisamento muito específica e entende de fio de tal forma que com ela eu sabia que poderia ousar um pouco. Foi isso que fiz e contei aqui.

Claro que meu cabelo ficou diferente, com as pontas mais secas e na primeira lavagem eu entendi que teria que ter novos hábitos. A ideia de só passar o shampoo e condicionador da linha neutro somado a um pouquinho do leave-in da linha de Specialiste Resgate já não estava funcionando tão bem quanto antes, e vi que eu precisava rever meus cuidados para um cabelo que, apesar de bem cuidado, estava chupando rapidamente a hidratação.

O que eu fiz? Lavei normal, finalizei normal e deixei secar natural. Percebi que a integridade do fio estava intacta, mas é como se ele tivesse absorvido o leave in e pedindo mais hidratação. Como ainda não tinha encomendado nenhum creme ou tratamento para loiras, resolvi atacar com algo que eu tinha em casa: a máscara de abacate. Sempre uso o sachê de 60 segundo, mas já tem um tempo que não usava a máscara de hidratação, que é tão emoliente e hidratante pro meu cabelo.

Como agora meus fios estão pedindo mais produto, voltei a usar o pré shampoo detox na raiz. Ainda considerando essa raiz muito selada com a química, eu opto por alternar o shampoo e condicionador (neutro e pós química), mas o que está salvando a hidratação das minhas pontas tão bonitas e saudáveis em todos os vídeos e fotos é a máscara de hidratação de abacate com jojoba, da linha Pós Química de BIO EXTRATUS que eu resenhei inteira em novembro de 2016.
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Acho que de todas as linhas da marca que já experimentei essa foi uma das que usei por mais tempo. Depois de quase um ano experimentando muitas coisas mas sempre voltando para a linha Pós Química, passei o verão com a linha Neutro, mas foi só meu cabelo dar o primeiro sinal de ponta secas, que optei por trazer essa máscara tão eficiente de volta pra minha vida.

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Tamanho de 1kg que eu uso atualmente, tamanho de 250g que usei sempre.

Estou usando a máscara para desembaraçar, tratar e hidratar os fios. O resultado tem sido uma maciez extrema e um fio muito bem cuidado apesar do eixo alisamento/pó descolorante/água oxigenada/matização com tinta. Sinto que o cabelo está bem cuidado e vou poder estudar com calma qual linha para loiras da Bio Extratus eu deverei testar para me ajudar. Quem sabe até volto a usar a linha pós coloração, visando ajudar a manter a cor. Por enquanto quis garantir a hidratação do meu cabelo com a linha que meus fios mais adoram pra isso.

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Quanto ao leave-in, estarei mentindo pra vocês se eu disser que troquei e estou usando outro. Sigo no meu preferido da vida: Specialiste Resgate. O que mudou foi a quantidade, se antes eu colocava bem pouco, agora eu aplico duas vezes mais em todas as pontas do cabelo. Esse pra mim é o melhor produto que meu cabelo conhece pra secar naturalmente (por causa do filtro solar) ou pra secar no secador (por ter protetor térmico). É o finalizador desse link aqui.

Cuidar do loiro vai trazer novos desafios que me farão experimentar novos produtos e técnicas pra dividir com vocês aqui, então podem me dar dicas de produtos e formas de uso dessas linhas que temos em casa!

Como “pós química” é a linha que nossas leitoras mais elogiaram, vale a pena ler também:

Resenha pós química completa

Resenha Carla sobre a manteiga de abacate, um dos melhores produtos da vida.

Resenha da Carla sobre a máscara de pós química sobre a qual estou falando aqui.

Beijos

2 em Beleza/ Esmaltes no dia 15.05.2018

Hipotireoidismo: das unhas fracas e quebradiças às unhas de fibra de vidro

Nos últimos anos tenho falado muito pouco sobre unhas e esmaltes, o principal motivo muito pouca gente sabe. Eu perdi o tesão por fazer a unha e entrei num processo de paz com não ter unhas perfeitas, ou até mesmo feitas. Foi sem dúvida nenhuma a melhor coisa que eu fiz, e depois de uma vida tentando fazer minhas unhas melhorarem eu resolvi aceitar que não havia um produto mágico que iria resolver minhas unhas quebradiças, que descamavam e quebravam com muita facilidade. Essa era a única consequência real e prática que eu sentia do meu hipotireoidismo, mais especificamente síndrome de Hashimoto.

O processo de liberdade e consciência de que as unhas não precisam estar perfeitas foi engrandecedor, adorei e aprendi que desde que elas estejam limpas, eu me sinto bem. Já fiz shooting de revista com esmalte vermelho descascando, já fui pra grandes eventos apenas com uma base, mas até mesmo manter a cutícula organizada me dava um certo trabalho. No entanto, pra mim, o melhor foi descobrir que fazer unha não tem nada a ver com dignidade. Isso foi um aprendizado de liberdade. Simplesmente entendi que é um adorno zero obrigatório porém muito incentivado pela sociedade no Brasil.

Depois da liberdade de não ter que fazer nada, eu passei a olhar para as minhas unhas com outro olhar. Me tirei dessa obrigação social de estar sempre perfeita e comecei a viajar nas minhas próprias reflexões quanto à esse pedacinho de mim. Como tudo que eu tenho feito na vida, resolvi viver um processo de autoconhecimento e reconhecimento das minhas unhas e redescobri muitas coisas ao sair do automático. 

Em primeiro lugar, me dei conta de que não adiantaria comprar todas as bases do mundo para fortalecer as unhas. Isso é algo que veio com o hipotireoidismo e eu nunca consegui resolver, mesmo com todas as taxas em dia.

Unhas antigas de quando eu ainda tentava fazer elas crescerem.

Unhas antigas de quando eu ainda tentava fazer elas crescerem.

Em segundo lugar me lembrei de quando comecei a fazer as unhas pela primeira vez. Eu fui criada dentro de um salão. Eu, como libriana bem vaidosa, procurava novidades todos os dias. Adorava fazer as unhas e tinha o sonho delas crescerem para eu usar a cor “café com leite” numa unha bem comprida! rs

Naquela época eu obviamente não fazia ideia do quanto a sociedade cobrava da beleza feminina. Eu simplesmente achava divertido fazer a mão e fui associando isso cada vez mais a estar arrumada, bonita e bem cuidada. Coisas que foram mudando pra mim nos últimos anos. Hoje posso, sim, achar unhas bonitas como um adorno estético, mas cada dia quero ficar menos refém de ser obrigada a seguir mais um padrão. Foi libertador descobrir que eu não precisava de nada disso, mas é aí que eu entra a fibra de vidro na história: poder experimentar algo que me desse as sonhadas unhas referências da infância também foi muito muito positivo. 

Na minha vida, o feminismo é sobre eu tomar consciência das coisas e aos poucos desconstruir crenças. Eu não preciso estar de unhas feitas para estar bem cuidada, mas entendi que eu também posso buscar unhas perfeitas se eu achar que vai ser legal pra mim. Foi o que decidi fazer agora ao driblar as consequências do problema de tireóide e passar uma fase com unhas grandes. Passei um bom tempo sem me importar com elas, agora deu vontade de mudar.

Da primeira vez coloquei elas um pouco grande, mas depois diminui na manutenção.

Da primeira vez coloquei elas um pouco grande, mas depois diminuí na manutenção.

Há quase 2 meses resolvi colocar unhas de fibra de vidro para ver como me sinto e, por enquanto, tem sido divertido.

Não vou negar que as melhores partes de ter unhas de vidro têm feito a Joana adolescente que ainda vive dentro de mim amar essa experiência. Estar com as unhas sempre prontas, bonitas, brilhosas, que não descascam, descamam e quebram e – na minha opinião, a melhor parte – trocar de esmalte porque eu enjoei da cor (e não porque a unha se destruiu) me fazem adorar essa técnica.

Porém, existem alguns pontos negativos que acho que valem ser pontuados, apesar de eles ainda não serem suficientes para me fazer desistir de usá-las:

  • tempo: A primeira vez demora um pouco mais, mas mesmo a manutenção não chega a ser exatamente tão rápida quanto uma unha tradicional.
  • durabilidade: a manutenção deve mesmo acontecer em duas semanas. No dia 22 da minha uma unha caiu, ou seja, acredito que manter a distância de 14-18 dias é mesmo fundamental. Perdi a data e me atrapalhei.
  • tamanho: se exagerar no tamanho, pode ser complicado limpar as partes íntimas, motivo pelo qual diminui as minhas na manutenção.

Eu faço na Barra no Espaço Sheila Santos, com a própria Sheila. A mais nova empresária do Rio de Janeiro, que mora na comunidade da Maré, deixou de atender à domicílio e expandiu seus negócios abrindo um espaço na Barra da Tijuca. Hoje ela trabalha com mais uma profissional no seu estúdio.

1ª manutenção

1ª manutenção

Os preços: R$200 a primeira vez e R$120 a manutenção. Durante o mês de maio a primeira vez está custando R$180, então, se você mora no Rio de Janeiro e está desejando experimentar um serviço de confiança pode marcar. Não deixe de navegar pelo insta da Sheila para conhecer seu trabalho – e preste toda atenção nas unhas sem esmalte para ver como é impecável.

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Para mim, o saldo da balança está super favorável, me sinto mais sexy e poderosa com elas, mesmo sabendo que não preciso delas para me sentir dessa forma. Estou adorando a criatividade e a praticidade das unhas de fibra de vidro, mas posso desistir disso a qualquer momento e lixar, tirar e me ver novamente naquela situação de só fazer as unhas quando der vontade. Quero seguir sem ser escrava ou refém de nenhuma ideia fixa. 

Alguém mais dribla as unhas fracas do hipotireoidismo com unhas de fibra de vidro? Temos dicas de profissionais bacanas de outros estados? 

Espero que gostem da minha mais nova invenção de moda.

Beijos

Parceria* Sheila foi a pessoa que eu escolhi para fazer minhas unhas, ela é a parceira do blog que eu recomendo. É importante ir em profissionais responsáveis. 
3 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 27.04.2018

Quando o discurso da aceitação não é sólido ele incomoda…

Recentemente essa frase apareceu demais pra gente, seja em postagens do grupo, mandando por direct no insta e até mesmo em grupos dê whatsapp. A imagem em questão foi essa:

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Depois de tanto tempo falando sobre autoestima e seus desdobramentos, sei que quando o discurso da aceitação não é sólido ele incomoda, mas precisamos tomar cuidado pra não combater uma opressão com outra.

Pra mim a gente começa com o comum equivoco: não é porque uma pessoa posta sobre a importância do amor próprio ou da aceitação que essa pessoa consegue viver isso verdadeiramente, ainda mais em todos os segmentos da sua vida. Essa expectativa é sobre-humana. O discurso do amor próprio é muito além de frases feitas que viralizam nas redes sociais.

“A verdadeira beleza vem de dentro”, disse a menina que passa 5 dos 7 dias da semana lutando para se encaixar no padrão opressor. “O brilho interno ilumina a alma” escreve na legenda aquela que fala todo dia do sofrimento que é manter a dieta e da tentação que é comer o que ama, disseminando diariamente um comer sem paz. A que malha para pagar o jantar e se manter no corpo aceito socialmente fala em aceitar o corpo como ele é. A que faz todos os pontos de preenchimento no rosto fala em auto aceitação. A que faz massagem modeladora todo dia fala que todas temos celulites e devemos lidar isso. Tem muita hiprocrisia no discurso do amor próprio ou da aceitação nas redes sociais, entendo isso.

No entanto, precisamos entender que muita gente está interessado em receber a mensagem de forma mais superficial – talvez devido ao estágio de desconstrução em que se encontra ou ao seu universo de privilégio. Não adianta querermos doutrinar todo mundo, quem estiver procurando se olhar cada dia com mais amor, mais verdade e acolhimento vai estranhar mensagens desconexas.

Só que por mais que nós sejamos parte MUITO interessada de que a internet não saia se apropriando do discurso do amor próprio de forma leviana, não podemos sair de um extremo para outro. Sair de um padrão de opressão pra outro e, logo, nos tornando verdadeiras juízas do amor próprio alheio, não mesmo.

Acredito que o problema não está em um ou dois procedimentos estéticos, em um silicone isolado ou uma cirurgia de um nariz que incomodava a uma garota na sociedade em que ela cresceu. O incomodo vem do fato de que muitas influenciadoras são verdadeiras transformações de antes e depois, onde o antes era aprisionado e o depois liberto. Gente que se disse feliz mudando tudo em si em busca de atender a demanda do mercado de trabalho delas e da sua audiência. Não é coincidência que a turma que busca estar perfeita 24 horas por dia tenha muito mais like, seguidor e comentário, por mais que isso aos poucos esteja mudando. Muita gente quer ver essas mudanças e acreditar que é possível atingir o padrão de beleza. E precisamos respeitar essa busca por pertencer.

Não creio que demonizar quem deseja fazer um procedimento estético é o verdadeiro caminho, acredito pessoalmente que o feminismo não seja sobre sair de uma prisão ou padrão pra entrar em outro. Não há nada demais em querer mudar algo que te causou dor na sociedade na qual você foi criada, a questão é que precisamos jogar luz nas questões anteriores à isso: Essa mudança trará conforto ou virá na semana seguinte uma nova demanda em nome da perfeição? Essa mudança é pra atender uma questão sua ou das pessoas que te cercam? Não podemos sair atacando todas as mulheres que desejam atender a esse padrão de beleza super cruel e opressor, mas podemos – todas juntas – buscar nos questionar se precisamos mesmo fazer todas essas mudanças, nos tornando cada dia mais iguais a todos e menos parecidas conosco. 

No caso das influenciadoras acho que o mais importante é: não viu coesão? não gostou? acha o discurso de aceitação midiatico pra atender a modinha? Pula fora, deixa de seguir, manda um DM explicando o porquê você vê incoerência no discurso, mas não ache que jogar pedra vai solucionar, porque não vai. As pessoas não vão deixar de se transformar por isso, elas só vão parar de contar e no fim vamos voltar pro antigo argumento fake de que “acordei assim”. O que vai acabar causando a mesma frustração de inadequação de quem se compara. O que só me leva a crer que o problema segue na comparação.

Precisamos durante a verdadeira busca do amor próprio, desenvolver AUTOESTIMA na sua essência, para que tenhamos mais segurança de sermos quem somos, pra que NÃO PRECISEMOS MAIS de tantas crenças que limitam e aprisionam.

Esse exagero pela busca da beleza nos faz perder muito tempo com coisas superficiais e nos ensina que está tudo bem viver sofrendo pra atender ao que nos ensinaram que era certo pra uma mulher, e se libertar disso é um processo de tomada de consciência. Criar novas leis e proibições em nome de quem se ama verdadeiramente, ou não, só separa mais ainda as mulheres. A consciência vai ser a verdadeira forma de abandonar essas muletas em direção a um caminhar sozinha com menos dependência de tantos procedimentos.

Eu abri mão de dietas sofredoras em nome de um comer em paz, eu abri mão de massagens modeladoras e aparelhos para o corpo quando consegui aplicar um olhar genuinamente amoroso pra ele, eu consigo sair sem maquiagem ou postar stories com a acne em seu estágio mais critico e me orgulho muito de não superlativizar isso mais, mas está tudo bem eu gostar de usar a maquiagem pra também cobrir as marcas quando estou afim ou me sinto mais vulnerável. Está tudo em paz por eu usar a maquiagem pra brincar com minhas versões versáteis e me sentir mais bonita dentro desse padrão que me cerca. Eu escolhi viver em paz com um corpo nem sempre socialmente aceito, e cada dia que passa isso se torna mais sobre mim e menos sobre o outro. Se quiserem achar que o meu preenchimento de olheira ou minha micropigmentação invalidam meu discurso, tudo bem. É só o julgamento do outro.

Seguirei aqui todos os dias escrevendo sobre autoestima, autoconhecimento e um novo olhar sobre mim, cada dia com mais amor e cada dia com mais conquistas. Cada foto de biquini, lingerie ou barriga de fora foi um ato revolucionário da minha nova liberdade de falar desse amor que venho desenvolvendo por mim, mas eu não sou perfeita, ninguém é. Eu não sou. Elas não são. Se tirar minha cara de cansada for agressivo pra quem me segue, sinto muito, vou seguir fazendo isso, mas sem aprisionar ninguém em novas regras. Autoestima, amor próprio e aceitação é muito mais do que isso.

Estou aqui concordando que precisamos abrir os olhos para influenciadoras que mudam tudo, dizem que desenvolveram autoestima ao se transformar em outra pessoa e no fim ainda falam na importância da aceitação. Só não podemos sair julgando e aprisionando ao nos revoltar com essas mensagens desconexas. Todo mundo está no seu processo de desconstrução, algumas pessoas ainda vão levar um tempo pra entender que desenvolver estima verdadeira por si mesma não tem tanto a ver com mudar a aparência.

Acredito que buscar a beleza não pode ser um processo de sofrimento diário, se é, ele precisa ser reavaliado. No mais, precisamos olhar com empatia até para o que discordamos.