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autoestima

1 em Celebs/ Comportamento no dia 08.01.2018

5 fatores que fazem da Meghan Markle uma ótima inspiração

Meghan Markle é sem dúvida a dona dos holofotes de boa parte do ano de 2018. Não é todo dia que o príncipe mais legal resolve se casar e ele fez uma escolha que, além de atípica, foi um grande passo para todo mundo: pra eles como casal, pra ela enquanto porta voz de causas e para a Monarquia britânica, que precisava de uma renovada não apenas de juventude e carisma, como foi o caso de William e Kate, mas de posicionamento diante de questões que têm sido mais recorrentes.

Eu poderia fazer uma lista extensa sobre os motivos que nos levariam a prestar atenção na Meghan relacionados à beleza e talento, mas quero ir na relação de comportamento, mesmo.

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Ela defende os direitos das mulheres. Ter no meio da realeza uma mulher que se dedique a pelo menos falar abertamente sobre isso, é um avanço. Mesmo que a rainha siga impondo certas formalidades (não deixá-los andar lado a lado, entre outras coisas), a própria rainha tem dado passos decisivos ao permitir que a princesinha Charlotte entre na linha de sucessão ao trono e, acredito que a Meghan terá muito a acrescentar neste quesito. Aguarod futuros discursos inspiradores como alguns que já circulam pela internet.

Ela tinha uma carreira. Sim, eu sei que ela vai precisar abdicar disso para se casar com o príncipe, mas faz toda a diferença ter como referência uma mulher que construiu seu nome por esforço próprio, especialmente num meio onde as mulheres costumam estar ali apenas por títulos herdados. Além disso, acredito que isso possa fazer toda a diferença no relacionamento dela não apenas com as demais “novas colegas de profissão”, mas também com o público, que se identifica com ela. Se antes, eles acreditavam na Kate como a “plebéia que virou princesa”, imaginem quando ela antes tinha uma carreira bem sucedida. Charlotte ganhou uma tia em quem se inspirar! (Aproveitando: acho muito ok quem abre mão da carreira em troca de um casamento que exija isso, de uma experiência profissional do parceiro ou dos filhos. Acredito que trabalhar nos dá muitas lições, mas tudo bem abrir mão disso em troca de algo que te realize igualmente como pessoa. Somos livres, certo?).

Ela é mais velha que Harry. Isso nem deveria ser um assunto, assim como o fato dela ser filha de uma negra com um branco, já ter sido casada ou até mesmo ser americana. Mas ao mesmo tempo, deveria. Porque essas barreiras ainda existem, porque mesmo que pareça que isso já é mais socialmente aceitável, não é. Muito menos na posição em que ela se encontra agora. Então é um motivo para inspirar, sim. Pra gente sempre se lembrar que não é a nossa idade (ou a diferença dela), a cor da nossa pele, nosso estado civil e muito menos de onde viemos que pode nos limitar. Quem define nossos limites somos nós mesmos!

Ela chegou trazendo mudança. E é este o grande ponto dela ser uma inspiração. Por todos esses fatores e tantos outros que espero que a gente possa descobrir ao longo dessa maior exposição dela, ela chegou mostrando a que veio. Com delicadeza, doçura e segurança, item essencial para quem quer transformar o ambiente em que chega, ela está mudando a própria vida, mas também a de todos que a cercam, em diferentes escalas. Quem não quer ser assim?

1 em Autoconhecimento/ Autoestima/ Destaque no dia 05.01.2018

Em 2018 não se compare tanto!

Fiquei muito na dúvida de como chamaria esse texto, queria que fosse: Nem tudo é o que parece (e está tudo bem)! Independente do título, esse texto fala daquela sensação ruim de inveja que as pessoas sentem ao se comparar com outras pessoas, sejam amigos, vizinhos ou quem seguimos na rede social. Quase sempre essa comparação é uma estratégia não consciente (e falha) de se interessar mais pelo que é do outro do que com o que é nosso. 

Nessa hora pode parecer que nossas férias em uma pousada que não é à beira da praia são menos perfeitas, nosso corpo fora do padrão musa fitness não é o mais adequado e nossa família cheia de problemas, menos harmoniosa. Só que não é bem assim.

ilustra: Agathe Sorlet

ilustra: Agathe Sorlet

A grama do vizinho parece sempre mais verde, mas porque não sabemos das dores, lutas e dificuldades daquela pessoa, daquela família. Todo mundo que está vivo tem questões para vencer, uns mais do que outros, mas saúde, dificuldade no relacionamento familiar, problemas no relacionamento, questões com a imagem e outras coisas atingem a todas as pessoas. Independente da conta bancária.

O que faz algumas dessas pessoas terem uma vida genuinamente bacana (não perfeita) é a forma como a pessoa leva as coisas, não a cor do cartão de crédito ou um abdômen definido como pode parecer.

Quando alimentamos padrões idealizados de perfeição e começamos a nos diminuir focando nossa energia no externo passamos a criar ilusões que não ajudam com que olhemos pra nossa vida com amor. No fim, nós ou a musa do seu instagram, queremos a mesma coisa: amar e ser amada, ser acolhidas por quem amamos como somos e ser feliz com as pessoas que amamos. Todo mundo encontra os amigos, ri, paquera e leva a vida comum. Existem coisas maravilhosas naquelas pessoas que você nunca vai saber e existem coisas ruins, que elas também têm todo direito de guardar.

Parece que sem perceber, estamos tentando alcançar uma felicidade idealizada proveniente da vida da outra pessoa, que apenas parece mais perfeita do que a nossa.

Claro que não estou falando isso para nos tornarmos conformistas, muito pelo contrário. Já falei sobre isso algumas vezes, mas volto a repetir: quanto mais eu olho pra minhas qualidades e meus defeitos, mais me conheço e mais fácil fica achar o que realmente me faz feliz, independente de comparações.

Muitas vezes é mais fácil diminuir a outra pessoa porque ela está caminhando pra frente e nós estamos aqui,  parados. Não que a pessoa não possa ser equivocada, mas nossa energia precisa estar focada no que pode nos levar pra onde queremos ir e não na trajetória do outro.

Entenderam o motivo de eu ter dito que essa estratégia de comparação é falha? Se focamos naquilo que sonhamos pra nossa vida, sem tentar atender obrigatoriamente a um padrão do outro, passamos a conquistar mais no trabalho, na família, no amor, na saúde e até no corpo. Se o parâmetros somos nós e a versão da gente que mais gostamos, o fardo fica menos pesado.

Espero que em 2018 a gente se compare menos. Foque mais nos nossos sonhos, nosso trabalho, nosso corpo, nossa alma, nossa menta, nossa família e nosso amor. Perfeito não existe, até a pessoa que você considera perfeita, considera outra pessoa perfeita que não ela. Então que isso nos traga senso crítico para reavaliar o que tomamos como verdade.

Na dúvida, vamos olhar outras pessoas para nos inspirar, nos trazer novas referências de moda, viagens ou trabalhos, mas que isso não dite um padrão impossível de atingir, satisfazer e manter pra nossa vida. Que a gente cuide do nosso jardim para que ele seja o melhor que ele pode ser, não para que ele seja igual a todos os outros do condomínio.

2 em Autoestima/ Moda no dia 03.01.2018

Gorda pode usar? Sim! Gorda pode tudo!

Meu primeiro texto como colunista oficial do Futi e não tenho nem palavras para agradecer a oportunidade e o convite da Jô e da Cá para participar desse blog que tenho tanto carinho. Sigo as meninas há anos, sempre me inspirando nas dicas postadas aqui, que com certeza me ajudaram a levantar minha autoestima, se tornando um grande portal de autoconhecimento pra mim. Pretendo sempre trazer pautas de moda plus size, relacionando como ela impacta diretamente em minha autoestima no dia a dia. Eu adoro me vestir bem, brincar com as tendências e valorizar cada cantinho do meu corpo. Quero muito trazer um pouco do que aprendi com minhas curvas para inspirar quem também quer se autoconhecer e se sentir bem consigo mesma na hora de se vestir.

Trago hoje uma pauta que recebo sempre no blog e redes sociais em forma de pergunta: o que gorda pode usar?

Sempre fomos ensinadas que temos que valorizar nosso corpo escondendo o que não gostamos tanto e deixando em evidência as partes que mais curtimos. Porém, quando se trata da moda plus size, todas as dicas desse universo para “valorização do corpo” se pautam em torno de esconder, diminuir visualmente, fechar, tampar. Esses e outros verbos estão presentes em revistas de moda, portais femininos na internet, TV e afins. Somos o tempo todo bombardeadas por tendências que não podemos usar. Comprimento midi? Achata. Cropped? Só pra magra. Listras horizontais? Nem pensar. Roupa justa? Nunca.

Todas essas regras chatas de moda acabam nos limitando, fazendo com que nós, gordas, sempre nos jogássemos no pretinho básico. Com o tempo fui percebendo que valorizar meu corpo vai muito além de aderir ao que a moda me impõe. Tem muito mais a ver com respeitar meu gosto pessoal, meu estilo e minha vontade para determinada ocasião. Foi ai que comecei a reinventar meu guarda-roupa, trazer mais informação de moda em tamanhos plus size para ele e agregar o que eu mais queria desde sempre: estilo próprio.

Não vou dizer que foi uma tarefa fácil. Ainda hoje sinto muita dificuldade em encontrar peças que vistam meu corpo e que não me façam parecer uma senhora de 70 anos. São pouquíssimas lojas físicas ou online que investem em uma moda plus jovem, autêntica e cheia de informação de moda atual. Por isso, procuro valorizar o trabalho feito por essas marcas que buscam inclusão no mercado da moda, assim como eu busco me sentir incluída.

Hoje tenho muito orgulho de sair na rua com braços de fora, com comprimento midi, com cropped, com peças justas ou largas. E se você não gosta de alguma dessas tendências, tudo bem também! Aquela moda limitante e chata pode cair por terra, quando a transformamos em um grande grito de liberdade para quem quer se vestir da forma como quiser, respeitando o estilo pessoal de cada um. Trouxe essa reflexão pra cá pra começar 2018 vendo a relação da moda com nosso corpo de uma forma diferente. Assim conseguiremos construir um ano diferente, com menos limitações e mais liberdade fashion.