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2 em Autoestima/ Convidadas no dia 11.04.2017

Preconceito linguístico e autoestima

Nós já sabemos um pouco sobre o que é preconceito e como ele afeta nossa autoestima. Uma pessoa negra, por exemplo, que sofre preconceito, pode vir a acreditar que de fato ela é inferior e com isso se sentir mal. E são vários os tipos de preconceito com os quais lidamos diariamente. Um deles parece menor, parece sem importância e é, muitas vezes, corroborado pela maioria das pessoas. Estou falando do preconceito linguístico.

Primeiro vamos ao clichê de que preconceito é ignorância. No caso do preconceito linguístico acredito muito nisso porque eu mesma, até pouquíssimo tempo acreditava que existia um jeito certo de falar, de escrever e etc. Ok, existe um modo “ideal” de escrever. A gramática normativa, aquela que aprendemos na escola, tem diversas regras que falam sobre a norma culta, ou norma padrão. Como por exemplo, que o artigo e o substantivo devem concordar em número (singular ou plural) e em pessoa (feminino ou masculino). Assim, o adequado é: “as casas” e não “a casas”, “os casas”, “o casa”, e etc. E essa regra existe porque durante muito tempo foi assim na língua portuguesa. Comparando superficialmente com o inglês temos “the house”, como fica no plural? “the houses”. O artigo não variou, né? Isso quer dizer que o inglês está errado? Não, quer dizer que o inglês tem outras regras. Cada língua tem as suas. E a língua é algo muito vivo, são várias pessoas usando uma língua e vários fenômenos acontecendo, por isso, às vezes a língua muda. Os linguistas estudam isso. Alguns estudam como as línguas mudaram ao longo dos séculos. Se um de nós hoje pega um texto dos primeiros brasileiros, pouco depois da ocupação portuguesa, vamos ver como muita coisa mudou. Geralmente as mudanças acontecem primeiro na língua falada e só depois, bem depois, são incorporadas à língua escrita. Mas não vamos diminuir a escrita e dizer que ela é uma representação da fala. Não é. Cada uma serve a propósitos diferentes e tem regras próprias. Se a repetição pode ser uma falha no texto escrito, no falado pode ser essencial para manter claro qual o tema.

Entendendo que a língua é complexa e que escrita e fala servem a propósitos distintos, vamos ao preconceito. Acreditar que quem fala “as casas” é intelectualmente superior a quem fala “as casa” é um preconceito. Esse dado não nos diz nada concreto. Pode ser que a primeira pessoa tenha tido acesso à educação formal e a segunda não? Pode. Mas pode ser também que seja uma mudança em curso e ainda não tenhamos nos dado conta. Pode ser que daqui a alguns anos o português brasileiro seja uma daquelas línguas que só marca plural em um dos elementos. Acontece que a gente associa esse dado à educação formal porque na nossa sociedade aqueles que têm mais dinheiro, historicamente, têm mais acesso à educação formal. Assim, associamos dinheiro à educação. E dinheiro é poder.

Sempre fui aluna da escola pública, do ensino fundamental ao superior, e nesse contexto sempre vi pessoas dizerem que “não sabem português”. Como assim não sabe a própria língua materna? Acreditamos que a língua certa é aquela daqueles que possuem dinheiro, poder, não a nossa. A nossa é falha, é errada, nem merece o status de língua. E esse sentimento de inferioridade está diretamente associado à autoestima. E ok, é importante aprender a variante culta porque ela é necessária em determinados lugares, como na academia. Mas a nossa variante não é menor. Não existe sotaque bom e sotaque ruim. Existe sotaque que foi associado à uma imagem boa por questões financeiras e de poder. Se durante anos os sotaques nordestinos (sim, no plural porque são vários) foram tidos como “feios” e “errados”, isso tem muito menos a ver com qualidades intrínsecas dele e mais com o fato de ser falado por pessoas em situação de subordinação. Imagine São Paulo no começo do século XX, imagine os senhores do café em um restaurante sendo atendidos por um recém-chegado cearense.

Concluindo, antes de dizer que “isso é errado”, “assim que é certo”, pense um pouco sobre como a língua é complexa. Pense também em porque vc acha que isso é errado e isso é certo. Pense nas pessoas que falam assim, ou daquele outro jeito. Pense nas relações de poder por trás disso. Pense no contexto, porque contexto é importante. E lembre-se que muitas vezes não se trata de certo e errado, e sim de adequado e inadequado, de acordo com o contexto. E principalmente, não julgue o coleguinha, não se julgue. Não coloque um peso imenso em algo que não deveria ter. Euzínea sou formada em Letras Espanhol, fiz segunda habilitação em português, tenho mestrado em Linguística Aplicada e esqueço várias regrinhas da gramática normativa. Como diria Marcos Bagno, a gramática normativa é um livro usado pra descrever uma pontinha de um iceberg, em que a pontinha é a norma culta e o iceberg inteiro é a língua. Já viram um iceberg? Além da parte que aparece na superfície tem a parte que está abaixo do mar e que ninguém vê. A língua é isso. Nós ainda não entendemos toda a sua complexidade, e possivelmente nunca iremos. E também não vamos dominar a gramática normativa pq ela não é única. Cada gramático tende a ir por uma vertente, dizer que uma coisa é aceita e outra não. Então, vamos estudar o suficiente para fazer um uso adequado da língua em suas diferentes formas, mas sem neuras.

[ nós do futi convidamos a querida Suellen Magalhães depois que batemos um papo no nosso grupo do facebook sobre esse video da Ana de Cesaro! Se você se interessou pelo assunto, pode querer ver o vídeo dela]

6 em Autoconhecimento no dia 10.04.2017

Eu e as expectativas da minha mãe.

De vez em quando num acesso de fofura minha mãe me diz que o dia em que eu nasci foi um dos dias mais felizes da vida dela. Ela queria muito me ter, então eu imagino que tenha sido mágico mesmo, não acho que tenha que ser mágico pra toda mulher, mas pra ela que tinha esse sonho foi. Ela vendeu o vestido de noiva para colocar um papel de parede fofo no meu quartinho na pequena cobertura no início da rua onde meus pais iniciaram a vida deles. Era um apartamento bem pequeno mesmo, mas o espaço externo fazia valer a pena. Era o lugar onde tinha festa, farra e churrasco, que em algum momento deu espaço para a piscina de plástico para duas primas tomarem sol, deu lugar a velocípedes e outros brinquedos, brinquedos de todo tipo. 

Minha mãe se tornou uma mulher dos clássicos, do tradicionalismo, mas ao que tudo indica ela não era não, nunca vou saber o quanto de tudo isso é genuinamente dela ou do meio em que ela foi criada, mas fato é que ela me criou de uma forma diferente, mais bacana, mas de uns tempos pra cá preciso ajustar expectativas e entender que escolhas diferentes geram resultados diferentes.

Ela precisou enxergar que sonhar com um casamento lindo, com uma super festa, crianças e um lindo apartamento pra mim era uma projeção das expectativas dela, não dos meus sonhos. Acho que para o meu pai a ficha caiu melhor, pra minha mãe demorou um pouco, hoje acho que estamos todos na mesma página.

A verdade é que acredito que conscientemente ela me criou para ser independente, pra viajar sozinha, enfrentar o mundo, me expressar através das artes e viver de forma livre. Ela nunca dependeu do meu pai pra dirigir, viajar ou se aventurar em algo. Minha referência é de uma mulher independente emocionalmente. Ela sempre foi proativa, nunca precisou de homem pra trocar uma lâmpada ou para levar o carro no mecânico, aliás, na minha casa isso é coisa de mulher. Na cozinha sempre vi meu pai. Minha mãe? Quase nunca. Eu fazia judô e brincava de barbie. Eu tinha um time de botão, um saco de bolinha de gude e cuidava dos animais da fazenda. Se era soldadinho ou boneca não fazia diferença, eu brincava de tudo. Olhando bem, eu nunca fui um clichê. Minha maior preocupação da infância era a saúde do meu pastor alemão. Eu tinha que cuidar dele, essa era a maior preocupação, o motivo pelo qual eu ia na igreja rezar na hora do recreio.

Ela me criou para eu ser o que eu quisesse, o que teoricamente é lindo, no entanto na hora que eu comecei a não querer o óbvio ela se assustou um pouco. Fosse aos 15 anos, quando tivemos o embate com a história da festa (esse assunto vale um post dedicado). Meu pai deu defeito na hora do meu vestibular, moda não era profissão, minha mãe tentou, mas não conseguiu me ajudar nessa questão. Depois, aos 21 eu resolvi fazer um mochilão pela Europa, sozinha, encontrando outras mulheres. Na hora ele disse não, ela brigou com ele e me ajudou a organizar tudo, até que ele se rendeu e apoiou o projeto também. Foi um ano juntando cada centavo que eu podia pra provar o ponto de que se eu queria, eu iria fazer acontecer. Eles me ajudaram em cima do que eu consegui fazer.

Olhando isso tudo eu acho que minha mãe sempre se dividiu entre o tradicionalismo dela e meu lado não convencional, eu sempre tive prioridades tão diferentes do tido como “comum”. Acho que ser blogueira chocou a todo mundo, menos a minha mãe. A única coisa que deixou minha mãe muito desconfortável foi quando eu contei pra ela que eu não mais tinha a mesma religião que a família.

Acho que não foi fácil quando caiu a ficha de que a minha vida seria diferente da que ela sonhou pra mim. Até ela começar a entender de verdade que não adiantava ter pra mim as expectativas de um casamento de cinema, com um casal de filhos e uma linda vida pacata, com um trabalho de bater cartão e uma rotina calma. Ela me criou pra ser o que eu quisesse, eu não queria isso. Eu tentei me convencer de que queria, mas na verdade era só uma tentativa infeliz de pertencer, de me adequar as expectativas.

Meus pais são casados há mais de 30 anos, mesmo com altos e baixos como todo mundo eles tem uma parceria muito bacana. Fazem muitas coisas juntos e claramente se escolhem de novo e de novo, sempre. A referência da minha mãe, que é meio romântica, é essa, mas hoje ela já não sonha com os caminhos socialmente incentivados pra mim. Hoje ela só me diz que deseja que eu encontre alguém para envelhecer junto. 

Pra quem sonhava com um casamento de princesa, um trabalho estável e seguro, um casal de filhos e uma casa própria pra filha acho que caminhamos a passos largos! rs Um dia, na hora certa, pode ser muito bacana conhecer alguém. Não pra casar de branco na igreja, não pra ter filhos ou fazer uma grande festa. Essas coisas são consequências de um grande encontro e não razão por si só.

Hoje eu me sinto livre, não sinto mais que preciso viver a dois por uma convenção social, não quero procurar o encaixe de “futuro marido” em cada cara que cruzar meu caminho. Eu amo flertar, ter encontros engraçados e me apaixonar é possivelmente uma das coisas que mais gosto de fazer. Prefiro levar a vida dessa forma até que algum grande encontro aconteça e se ele não acontecer, tudo bem, vou continuar me divertindo, saindo com pessoas diferentes e aprendendo coisas que jamais pensei que seriam possíveis.

Acredito verdadeiramente que eu só sou eu mesma porque minha mãe me criou para ser o que eu quisesse. Sem preconceitos, sem conceitos muito duros pré estabelecidos. Eu nunca quis as mesmas coisas que as minhas amigas, nem nos cursos extracurriculares do colégio, nem nas matérias eletivas da faculdade. Nem na religião da família, nem no processo de autoconhecimento. Sempre fui de um jeito muito próprio e em parte só descobri tudo isso porque ela me apoiou. A consequência dela ter me apoiado foi eu ser uma buscadora metida a diferentona, em algum momento isso pode ter frustrado suas expectativas, hoje acho que é motivo de orgulho.

5 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 05.04.2017

E quando a pessoa não gosta de você sem motivo?

Outro dia surgiu um questionamento curioso no nosso coletivo de mulheres do “papo sobre autoestima”, uma boa pergunta vindo de uma leitora bem participativa: Como vocês lidam quando são obrigadas a conviver com pessoas que simplesmente não gostam de você sem motivo?

Ela contou da experiência que estava tendo ao não ter alternativa de não conviver com uma pessoa da família que ela gostava, tratava bem, mas descobriu que gratuitamente essa pessoa vivia falando mal dela, a colocando como alvo de críticas, fofocas e comentários maldosos pelas costas. Aí eu comentei, outras meninas comentaram, uma sugestão de post surgiu e eu achei que valia a pena falar sobre!

Queria ler o relato da leitora e dizer que isso não acontece mais, que é raro, queria dizer que isso é coisa de colégio, mas infelizmente seria uma mentira. Podemos ser a pessoa mais legal do mundo, tratar todo mundo bem, sermos educadas e mesmo assim podemos cruzar com pessoas que não gostam de nós. Todo mundo tem o direito de não gostar de alguém, de permitir que o santo não bata, de querer evitar certas pessoas ou nem dar muito papo, mas por que gastar energia falando, seguindo e pensando em alguém que você sabe que não gosta de você?  Falo por mim, afinal, todas as vezes que me concentrei naquilo que não gostava (ou que não gostava de mim), minha vida estagnou. Hoje eu faço muito mais força pra só me conectar com o que me faz bem, com aquilo que me inspira coisas boas

ilustração: @foundbykate

No entanto vejo importância em falarmos sobre isso, não para focarmos em criticar quem é desse jeito, e sim para lembrarmos de não sermos essa pessoa. Sabe aquela hora que você baixa a sua guarda e se conecta com coisas que não tem tanto seu perfil? Acontece comigo, com você e com todo mundo. Nessa hora precisamos fazer o exercício racional de não nos deixar levar pelos velhos hábitos, pela mania de criticar, de falar mal ou mesmo de questionar aquilo que nos incomoda no outro – porque tudo que nos incomoda do outro tem algo da gente ali. 

Se aos 15 anos isso é comum, aos 20 deveria ser menos e aos 30 não deveria nem ser. Fofocas, jogos de inveja, críticas exageradas e indiretas são mecanismos que saem da escola e retornam no trabalho, podem pairar famílias por uma vida inteira. Em alguns casos uma conversa vai esclarecer tudo – tão melhor quando é assim – em outros a falta de consciência de uma das partes é tão grande que não haverá palavras que farão aquele questionamento fazer sentido. Para ter alguns tipos de diálogo é preciso que ambas as partes tenham a capacidade de desconstrução e alguma busca interna por autoconhecimento.

Eu compartilhei com essa querida leitora algumas das fichas que caíram pra mim nos últimos três anos de terapia, de busca interna e de conexão comigo mesma. Refletindo me dei conta de que não posso fazer nada por aquela pessoa que quer meu mal, mesmo que eu não veja razão para tal e aquilo soe muito injusto, o que posso mudar é a forma como eu vou lidar com aquilo. O direito do outro termina quando o meu começa e eu tenho todo o direito de não me conectar com aquela informação, com aquela energia e não alimentar em nenhum grau esse tipo de acontecimento. Eu posso escolher não reagir e isso não faz de mim um ser humano fraco, faz de mim alguém que usa sua inteligência emocional, que confia que esse tipo de atitude diz mais sobre o outro do que sobre mim. 

Eu escolho não saber muita coisa pra não contaminar minha vibração. Hoje em dia não sou dada a prints de fofocas e a “disse me disse” – só printo conversa com candidatos à boy onde preciso da ajuda da amiga pra interpretar. heheh Brincadeiras à parte, faço um esforço interno para não ficar curiosa, para não falar muito sobre aquilo que não gosto e para não me importar com o julgamento externo de gente que perdeu o crédito comigo. É fácil todo dia? Não, mas como em tudo na vida: é uma questão de hábito. Uma vez que você cria novos hábitos, tudo passa a fluir naturalmente nessa nova configuração. 

Quanto menos eu sei das coisas ruins que falam de mim, melhor eu lido e menos aquilo me contamina. Claro que isso não é desculpa pra eu ser boba, acho importante eu saber onde eu estou pisando, mas nada muito além disso. Com o tempo aquela pessoa ou situação se torna irrelevante pra minha vida em todos os aspectos. E espero que eu vá me tornando irrelevante para ela também. 

Mas e quando o encontro é inevitável, como no caso da leitora, que se trata de uma pessoa da família? Terão situações impossíveis de não encontrar, e continuo apostando todas as minhas fichas em manter a educação que minha mãe me deu e ser educada, cortês, mas distante. No meu caso monto uma proteção energético – espiritual e tento ir sem medo. E acho que tudo fica mais simples quando você começa a entender que o padrão de comportamento do outro é diferente do seu. 

Não existe unanimidade, já falei disso aqui. Aquela sensação de que você pode impedir o outro de falar de você é falsa, é uma falsa sensação de controle. O outro, você tirando ou não satisfações, vai ouvir o que quiser e vai falar o que quiser. Você só é responsável pelas suas próprias atitudes, muitas vezes quando você muda a maneira que se comporta você cria um novo limite que de uma forma ou de outra intimida o outro. Então mais do que tirar satisfações eu acredito em uma nova forma de lidar.

A verdade é que é uma arrogância – quase que coletiva – enorme acreditar que todo mundo precisa gostar da gente genuinamente, isso é tão ilusão quanto a tal falsa sensação de controle. Gostos são diferentes mesmo, mas respeitar o outro ainda é importante, mesmo que isso signifique saber que você não é unânime.

Muitas vezes incomodamos mais quando estamos resolvendo algo nosso que também existe na outra pessoa, mais fácil do que se questionar e mudar é falar do outro. Ainda mais se a pessoa está lidando com algo que o outro não consegue acessar ainda, quanto mais a gente resolve aquela questão, mais o incomodado se angustia, afinal aquilo incomoda a pessoa num lugar tão inconsciente que a reação quase instintiva vai ser depreciar esse esforço. Parece que quando o ser humano não consegue se conectar com suas próprias questões ele projeta aquilo no outro e em alguns momentos isso gera críticas que podem ser levianas (ou não). Esses espelhamentos sombrios podem ser um ótimo gatilho pra se usar na terapia, pra se conhecer.

A meu ver o autoconhecimento é a chave para ter estima por si mesmo, é a chave para enxergar aquilo que incomoda no outro mas na verdade é uma projeção da gente mesmo. Eu me comparei muito, tive muita inveja e me conectei muito na tomada errada antes de chegar até aqui e ver as coisas como vejo hoje. Os últimos anos foram sobre sair dos jardins alheios e entrar no meu, focando só em mim.

Perceber e se conectar com o próprio processo alimenta que nos conectemos com nossa essência, nossa verdade e nossas questões. Nessa hora, seguros de quem somos, conseguimos aceitar melhor o fato de ter que conviver e cruzar com pessoas que não gostem da gente. Passamos a dar um limite sadio para aquela relação e assim não nos conectamos e nos misturamos com aquilo que não admiramos.

Ps:  se você gostou desse meu texto, acredito que você poderá gostar também desse outro que fala de sucesso x fracasso e a comparação