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0 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 11.10.2017

Trip Tips: O que fazer em Abu Dhabi

Diferentemente de Dubai, Abu Dhabi é um emirado mais low profile (mas ainda no arab style ostentação). Talvez por isso, a cidade acaba ficando de fora de muitos roteiros ou é visitada em um bate-e-volta partindo da irmã pop Dubai.

Já que decidimos explorar bem os Emirados Árabes, optamos por ficar em Abu Dhabi e nos hospedar no Shangri-La Qaryat Al Beri (mostrei em detalhes o hotel nesse post) e fazer a base ali para conhecer os principais pontos de interesse da cidade. E já posso adiantar que tem sim várias coisas legais pra fazer.

Além de curtir o hotel e a vista magnífica da Grand Mosque, os passeios que mais curtimos foram:

 

Sheik Zayed Grand Mosque

Não poderia começar diferente. Eu já estava obcecada na Grand Mosque desde a hora que pus meus pézinhos no Shangri-La e a vi lá do outro lado do canal. E se de longe ela é bonita, de perto ela é linda!

A mesquita branca de Abu Dhabi é enorme. Dizem que é a terceira maior mesquita do mundo, com capacidade para 40 mil fiéis. Foi bem interessante ver como é a rotina de reza dos muçulmanos: são salas separadas para homens e mulheres, em que é obrigatório entrar coberto e sem sapatos.

Já para as turistas (mulheres), é necessário entrar também com as pernas, braços e cabelos cobertos. Eu cheguei lá com um vestido longo que deixava meio dedo do meu tornozelo aparecendo e fui barrada. Como isso deve acontecer sempre, eles emprestam abayas, aquela roupinha que chamamos erradamente de burca, que são devolvidas na saída.

Bom, lá fui eu naquele calorão vestir minha abaya, achando que ia morrer assada dentro de uma roupa que nada mais era um vestido longo de manga comprida com um gorrinho. Curiosamente, achei que a abaya deu uma protegida tanto do sol quanto do calor e achei até mais confortável estar com ela.

Para os homens, como estava realmente muito quente, calça comprida e camiseta já era o suficiente.

Agora, deixando a questão religiosa e os costumes de lado, a arquitetura do lugar é fantástica. O pé direito das colunas brancas e douradas é muito alto e a sensação de amplitude é enorme.

Fiquei muito impressionada com a riqueza de detalhes no chão e nas paredes, com desenhos de flores meticulosamente formados pelos ladrilhos coloridos. Ah, e os espelhos d’água e jardins em volta da mesquita também contribuem para tornar a Sheik Zayed Grand Mosque um lugar único.

Essa visita não pode ficar de fora do roteiro!

 

Ferrari World Abu Dhabi

Saindo da Grand Mosque, pegamos o carro e partimos para Yas Island, uma ilha cheia de atrações onde fica o parque de diversões Ferrari World.

O Ferrari World é um parque indoors, todo fechado e com um ar condicionado bombante (lembrando que estava fazendo um calorzinho básico de 45 graus).

Como o próprio nome já diz, o parque é o mundo da Ferrari e tudo lá dentro é inspirado e decorado com o tema, desde os brinquedos às lojinhas e restaurantes. São muitas atrações para todas as idades, entre simuladores, cinema 3D, realidade virtual, kart e até um museu/exposição de diversos modelos de Ferraris. Além disso, acontecem shows e atividades como a troca de pneus de carros de fórmula 1, em que todos podem participar. Bem divertido!

Mas para nós, as estrelas do Ferrari World são as montanhas-russas. A mais famosa é a Formula Rossa, que é, nada mais nada menos, que a montanha-russa mais rápida do mundo e chega a 240 km/h! A idéia é passar a sensação da aceleração alcançada por um carro de fórmula 1. Para se ter noção, você recebe um par de óculos de plástico para usar durante o percurso (é tão rápido que acho que sem os óculos não deve dar nem para abrir os olhos!). Não preciso dizer nada além de: é SENSACIONAL! Tipo a melhor que eu já fui na vida!

Ainda tem outras montanhas-russas muito legais como a Turbo Track e a Flying Aces, além de novas atrações que estão sendo construídas. Em todas elas, a fila é na parte de dentro do parque, mas o trilho mesmo vai pelo lado de fora (achamos engraçado levar aquele bafo quente no rosto quando o carrinho começa a andar!).

Apesar de não ser muito grande, ficamos umas 3-4 horas pipocando de atração em atração. Demos super sorte de estar vazio e com pouca fila, o que nos deu tempo para repetir as montanhas russas que mais curtimos. Para os amantes de aventura e da Ferrari, achamos um programa imperdível!

 

Emirates Palace

Se até agora você não está Abu Dhabi tão ostentação assim, é porque não falei do Emirates Palace. O hotel mais famoso e luxuoso desse Emirado tem a fama de ter 7 estrelas, e não é à toa: o Emirates Palace parece um palácio direto dos contos das 1001 noites.

Com arquitetura árabe e muito ouro para tudo quanto é lado, o Emirates Palace fica de frente para a praia e perto do centro financeiro, em um ponto nobre de Abu Dhabi. O hotel tem vários restaurantes, incluindo a deliciosa rede internacional Hakkasan, sendo visitado por milhares de turistas e emiradenses todos os dias, nem que seja só para uma refeição.

A parte boa é que a entrada no hotel é livre, não sendo necessário ser hóspede e nem ter reserva em algum dos restaurantes. Tudo lá dentro é lindo e rico e existem coisas inacreditáveis tipo existem máquininhas a la caixa eletrônico em que você pode “sacar” lingotes de ouro (de verdade!).

A parte de fora do hotel também é linda, com coqueiros, laguinhos e uma vista bem interessante para o centro financeiro de Abu Dhabi e seus arranha céus. Em resumo: vale muito a pena passar ali para se ver a imponência e grandiosidade de um dos hotéis mais caros do mundo!

Nós decidimos ter uma experiência mais completa e optamos pelo day use do Beach Club do hotel. O day use dá acesso às piscinas e à praia particular do Emirates Palace (essa eu fui só bisbilhotar mesmo, estava quente demais!).

Uma coisa legal é que no caminho para a praia existe uma tenda beduína, onde tem alguns camelos. É possível dar uma voltinha na corcunda dos amiguinhos e ficar sentado dentro da tenda, onde são servidos chás e cafés árabes (tudo sem custo adicional). Por conta do calor, passei só para dar um oi para os camelinhos e voltei correndo para a água geladinha da piscina.

Aliás, as piscinas são bem bacanas: tem uma piscina comum com alguns bancos com borbulhas relaxantes, além de um rio lento com bóias e cachoeiras, pra sentar e esquecer da vida. Existem 2 toboáguas, pequenos mas bem divertidos, que desembocam nesse rio lento. Resumindo: é um mini parque aquático, onde é possível aproveitar um bom dia de sol (na sombra, óbvio!).

Chegamos de manhã cedo e passamos o dia aproveitando o beach club do hotel. Aproveitamos para almoçar no restaurante Cascades, coladinho na piscina. Estava tudo delicioso e super fresco.  

Achamos o day use uma opção bem legal para quem não estiver hospedado no Emirates Palace conseguir aproveitar a estrutura a um custo mais acessível.

Camelinho tentando forçar a amizade

Abu Dhabi tem um jeitão diferente do que vimos em Dubai e merece sim uma visita. Para quem não pretende dormir por lá, acho que um bate-e-volta do outro Emirado pode ser uma boa opção, apesar de mais cansativa, já que a distância entre as cidades é de aproximadamente 1 hora.

Nós ficamos em Abu Dhabi por 2 noites e achamos pouco! Acho que para aproveitar a cidade com calma e ainda descansar um pouco no hotel (e babar ainda mais na vista da Grand Mosque), devíamos ter ficado mais uma noitezinha por ali. Fica a dica!

3 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 27.09.2017

Shangri-La Abu Dhabi: o hotel com o por do sol mais lindo que já vi

Depois de conhecer Dubai e suas obras faraônicas e o deserto emiradense, achava que nada mais nos Emirados poderia me surpreender. Ledo engano. Foi só chegar no Shangri-La Qaryat Al Beri, o hotel que escolhemos para nos hospedar em Abu Dhabi, que eu vi que estava bem equivocada.

Vista perfeita. Pronto, resumi o hotel!

Brincadeiras à parte, a localização do Shangri-La Abu Dhabi não poderia ser mais privilegiada. O hotel fica de frente para a Sheik Zayed Grand Mosque, a mesquita branca maravilhosa que é um dos pontos turísticos mais famosos e imponentes da cidade. E quem se hospeda no Shangri-La tem a melhor vista, de vários ângulos, a qualquer hora do dia.

Não tenho dúvidas que o impacto de chegar na cidade e dar de cara com a Grand Mosque da varandinha do lobby já fez meu coração bater mais forte pelo hotel.

Ainda sobre a localização, o Shangri-La fica de frente para uma praia com extensão total de 1km e oferece toda a infraestrutura para quem quiser curtir um mergulho no mar. Como eu contei aqui, nós fomos no alto verão e o mar estava mais para água de miojo, o que deixou nosso mergulho para a próxima visita.

O hotel tem uma baita infraestrutura de esportes aquáticos, com muitas opções de esportes não motorizados (como stand up paddle e caiaque) e motorizados (como ski aquático, jet ski, entre outros). Apesar do calor, vimos alguns aventureiros andando de jet ski nas águas calmas na frente do hotel. Já pensou andar de jet ski vendo a Grand Mosque de pertinho?

Para fugir do forno, corremos para uma das piscinas do hotel. Na realidade, existem 2 grandes conjuntos de piscinas: uma coladinha no prédio principal e outra numa espécie de píer sobre o mar, com uma borda infinita e aquela tal vista de cair o queixo. Nem preciso dizer qual foi minha preferida né? Ambas tem piscininhas rasas em anexo para os pequenos, cadeiras e espreguiçadeiras, guarda sóis e um serviço de toalheiro e garçom, que trazia água à vontade e toalhinha gelada para limpar o rosto. É só chegar e aproveitar o dia.

Existe ainda a rooftop pool, uma piscina exclusiva no último andar do hotel. Infelizmente ela estava em reforma quando fomos e acabamos não conhecendo.

Além das piscinas, o Shangri-La conta ainda com um spa que é a assinatura da rede, o CHI, The Spa, com sauna e jacuzzi para uso dos hóspedes e um menu com muitos tratamentos. Além disso, o hotel também tem uma academia bem equipada com aulas de yoga, pilates, boxe e até zumba.

Na realidade, o Shangri-La é um complexo formado pelo hotel, residências e um souk tradicional chamado Qaryat Al Beri (daí vem o nome do hotel!). O Souk é um shopping inspirado nos antigos mercados tradicionais árabes, com várias lojas e restaurantes, além de opções de entretenimento como shows e oficinas para crianças em vários dias da semana. Apesar do jeitão tradicional, muitas das lojas do Souk são moderninhas, a exemplo dos chocolates Godiva, a marca de cosméticos árabe Amouage (que por sinal eu amei!) e o queridinho do coração Starbucks Coffee.

O complexo do hotel é extenso e conectado por nada mais nada menos que um laguinho artificial onde circulam abras – aquele tal barquinho tradicional árabe. É possível pegar uma caroninha de abra para ir até o Souk ou só para dar uma voltinha mesmo. Um passeio bem legal!

Para quem não quiser andar de abra, também existem os tradicionais buggys para levar os hóspedes para cima e para baixo. E para quem estiver de carro, existe serviço de manobrista gratuito (melhor coisa do mundo não ter que procurar vaga né?).

Restaurantes

Dentro do Shangri-La Abu Dhabi tem 4 restaurantes: Bord Eau, de culnária francesa; Hoi An, vietnamita (estava fechado para reforma); o restaurante assinatura da rede, Shang Palace, de culinária chinesa; e o Sofra bld, um buffet de culinária internacional, onde também é servido o café da manhã.  

E já que estamos falando em café da manhã, só posso dizer uma coisa: que café maravilhoso! Nunca vi tanta opção de comida diferente! O Sofra blv é lindo e o buffet é decorado como se fosse um mercado local árabe, com a parte de peixes (quer camarão no café da manhã? Só pedir!), pães, frutas, comida árabe, indiana, chinesa, crepes, panquecas, queijos e embutidos, enfim, tudo que você puder imaginar. O auge da loucura pra mim foi a fonte de chocolate com marshmallow, que eu obviamente tive que experimentar.

Além disso, na mesa são servidos as variações de café (passado, expresso, cappuccino, macchiato, latte, etc) por uma equipe muitíssimo simpática. Só pra dar idéia do nível da simpatia, no nosso último dia os garçons pediram para tirar uma foto com a gente e nos mandaram um email depois com nossa selfie para ficar de recordação. E ainda deram uma caixinhas para levarmos uns doces árabes para viagem. Muito fofos!

Para o jantar, resolvemos conhecer o Shang Palace. O restaurante é todo decorado no estilo chinês, em tons vermelhos e com muitas lanternas penduradas no teto, para já entrar no clima da comida. São várias opções de pratos típicos chineses no cardápio, mas como ainda não tínhamos experimentado o restaurante, optamos pela seleção do chefe, um menu que passa pelos principais pratos do cardápio.

Gente, sério… que comida maravilhosa! Tudo estava divino e era muita comida! No final do menu eu já nem aguentava mais comer nada. Foram várias entradinhas, teve pato de Pequim na panquequinha (estilo o do Mr Lam), porco, carne, frango, tudo que a gente tinha direito! Eu fiquei tão satisfeita que nem aguentei experimentar a sobremesa.

Apesar da comida estar fantástica, acho que a parte que eu mais gostei do Shang Palace foi o Kung Fu Tea: era um chá que vinha num bule com o maior bico do mundo, servido por um garçom super performático que fazia uma pose de Kung Fu toda vez que ele colocava o chá na nossa xícara! Não deu outra, chamamos o Kung Fu Guy 10 mil vezes só pra ver a performance! Achei muito divertido!

Chef fazendo nossas panquequinhas com pato de Pequim na hora

Kung Fu Tea

Além dos restaurantes, ainda existe o bar da piscina, o lobby lounge e o Al Hanah Bar, um bar lindíssimo que fica próximo à recepção. Para quem estiver comemorando datas especiais, é possível ainda solicitar um jantar romântico numa tenda árabe na areia da praia.

Área comum e Quartos

O Shangri-La Abu Dhabi é super luxuoso e todo decorado no estilo árabe. Talvez por ser tradicional, o hotel seja muito frequentado por pessoas da região (fiquei muito impressionada com a quantidade de árabes hospedados ali!). Tanto a arquitetura quanto a decoração são de extremo bom gosto e dignas de um hotel 5 estrelas.

O hotel tem 213 quartos e 6 super vilas de 4 quartos com piscina privada (já pensou?), divididos em várias categorias, todos respeitando o tipo de decoração do restante do Shangri-La.

Nosso quarto fazia parte do Horizon Club, uma espécie de área vip que nos dava direito a vários mimos, a começar pela vista: nossa varandinha tinha vista direta para a Grand Mosque. Além disso, tínhamos acesso à sala do Horizon Club, um lounge exclusivo e fantástico em que são servidas comidinhas e bebidas o dia inteiro, sem nenhum custo adicional. Isso mesmo, era só chegar no lounge e se deliciar com saladas, castanhas, frutas, doces e até comidas quentes, acompanhadas de refrigerantes ou água. Ali também acontece o happy hour todos os dias: das 17 às 19 são servidas bebidas alcóolicas à vontade para os hóspedes do Horizon Club. Demais né?

Mimos do Horizon Club lounge

Tínhamos ainda outros mimos como late check out e direito a passar uma peça de roupa por dia, isso tudo sem custo extra. Valeu a pena demais ficar nessa categoria de quarto. A gente se sente querido, sabe?

Nosso quarto em si não era enorme, mas tinha um tamanho suficiente para o nível de conforto que gostamos. Era um quarto com uma cama king size, armário, TV, penteadeira, poltrona, um hall e um banheiro com pia dupla e chuveiro e banheiras separados. Ah, os produtinhos do banheiro eram todos L’Occitane, sensacionais!

Nós também tínhamos uma varandinha espaçosa, com mesinha e duas espreguiçadeiras. Toda hora eu ia até ali fora ver se a Grand Mosque ainda estava linda (de noite ela fica maravilhosa toda acesinha)!

Aliás, vale muito a pena ver a mesquita em diversos horários do dia e escolher qual você gosta mais. Tivemos a oportunidade de vê-la no nascer do sol, durante o dia, o por do sol e a noite, e acho que meu momento preferido foi nas primeiras horas da manhã.

Quer ver mais detalhes do Horizon Club Deluxe Suite? Clique no vídeo abaixo:

Não tenho dúvidas que o Shangri-La é um dos hotéis mais bonitos de Abu Dhabi e (pasmem) com uma relação custo-benefício excelente. Por isso, indico de olhos fechados para quem estiver passando pela cidade. E mesmo para quem não estiver hospedado ali, acho que vale uma visita tanto nos restaurantes do hotel como no souk: não percam a vista única que esse hotel tem!

0 em Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 23.08.2017

Emirados Árabes Unidos: informações gerais

Visitar o Oriente Médio fazia parte dos meus planos distantes de viagem. Distantes por medo mesmo de visitar uma região conturbada e com uma cultura tão distinta da nossa (principalmente em relação às mulheres). Por algum motivo que eu não sei explicar, não associava os Emirados ao Oriente Médio (que louca!) e talvez por isso o país nunca tenha me atraído como um destino turístico.

Pensava que os Emirados se resumiam a Dubai e que essa era uma cidade artificial, de pura ostentação, toda construída na marra e sem muito para oferecer. A verdade é que é artificial, com muita ostentação e foi construída na força bruta, sim, mas isso não é necessariamente uma coisa ruim. A oferta de programação, passeios, restaurantes e shoppings é enorme, o que é muito importante para quem está de passagem por alguns dias. O país é muito organizado e super seguro, as pessoas são educadas e todos falam inglês (também né, mais de 85% da população é de estrangeiros). Com um GPS você chega a qualquer lugar pelas grandes avenidas largas sem semáforos  e muito bem sinalizadas, onde o trânsito flui sem o menor estresse. Pra quem mora no Rio, isso parece um sonho.

Pra mim, Dubai é a Las Vegas árabe (mas com praia e sem cassino!). E sim, tem outras coisas para visitar além de Dubai nos Emirados: na realidade, são 7 emirados que juntos compõem os Emirados Árabes Unidos, sendo os mais famosos Dubai e Abu Dhabi.

Por ser um país com cidades tão cosmopolitas e abertas aos estrangeiros, com uma baita infraestrutura para receber turistas, não há dúvidas que a visita aos Emirados é o “Oriente Médio para iniciantes”.


Como Chegar

Chegar nos Emirados do Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo e Rio de Janeiro para Dubai da Emirates, vôos direto de São Paulo para Abu Dhabi da Etihad, além de vôos com escalas de outras companhias, como British e Ethiopian. A passagem não é das mais baratas, mas de vez em quando pinta uma promoção para a rota com valores de R$ 2.500 – R$ 3.000 (ainda salgado, mas bem abaixo do valor de tabela da Emirates que gira em torno de R$ 4.000).

Nós fomos de Emirates (compramos as passagens com milhas Smiles), em vôos super tranquilos com duração média de 14 horas de/para o Rio de Janeiro (direto!). Foi a primeira vez que viajamos pela companhia e amamos! Serviço, comida, entretenimento, conforto, tudo excelente.

Tanto Dubai quanto Abu Dhabi são hub para muitos destinos na Ásia, motivo pelo qual muita gente opta por parar 1 ou 2 dias quando está indo para outros destinos, mas a verdade é que dá para se divertir lá durante muito mais tempo.

Quando ir

A primeira coisa que você tem que considerar quando planejar uma viagem para os Emirados é que o país fica no meio do deserto. Isso significa que os verões, em especial julho e agosto, são muito muito quentes (dias com mais de 40oC de temperatura são uma certeza). Já no outono e inverno, entre novembro e abril, as temperaturas ficam mais amenas (por volta dos 20oC), sendo considerada por muitos a melhor época para visitar o país.

Na realidade a escolha da época vai de cada um. Nós estávamos indo atrás de um fenômeno nas Maldivas que só ocorre no meio do ano, então o jeito era ir justamente na meiuca do verão (fim de julho e início de agosto) para os Emirados, e lá fomos nós!

É quente? É sim, demais! A sensação quando você sai na rua é que você está entrando numa sauna seca, simples assim. Mas é ruim? Como tudo na vida, tem vantagens e desvantagens:

Vantagens de ir no verão:

  • Os hotéis ficam mais em conta e mais vazios.
  • Grande parte da população está de férias, então espere atrações com pouca ou nenhuma fila. Achei isso especialmente importante para os parques de diversão e parques aquáticos.
  • Com a mesma quantidade de dias, você aproveita mais as cidades: como não tem filas, é possível fazer mais programas no mesmo dia.
  • Você pode se refrescar nas piscinas dos hotéis e nos parques aquáticos, o que tornam a sensação de forno um pouco mais suportável.

Desvantagens de ir no verão:

  • É realmente muito quente, mesmo comparado ao calor do verão do Rio (é realmente muuuuito pior).
  • Entrar no mar é uma missão impossível. A água fica fervendo, então aquele mar azulzinho que você vê nas fotos é só para olhar mesmo.
  • Nessa época, tem algum fenômeno que faz a areia levantar e a cidade fica constantemente com uma névoa, o que prejudica um pouco a visibilidade de grandes distâncias.
  • Algumas atrações, a exemplo do Dubai Miracle Garden, fecham no verão. Outras ficam parcialmente em reforma.

Eu achei que as vantagens superaram as desvantagens e que realmente valeu a pena irmos nessa época. Conseguimos aproveitar demais os 8 dias que passamos lá e fizemos tudo que tínhamos planejado.

A única época que eu realmente evitaria é o ramadã. Não podemos esquecer que a religião dos Emirados é o Islamismo e que eles são bastante sérios em relação ao super jejum que é feito do nascer ao por do sol durante o mês inteiro do ramadã, o que pode ter alguma interferência na sua programação. As datas não são fixas mas ocorrem em meados do ano, vale sempre a pena pesquisar antes de fechar sua viagem.

Como montar um roteiro?

Uma boa forma de começar a montar o roteiro nos Emirados é começando por Dubai e decidindo que atrações você quer visitar. Meio óbvio? Mais ou menos.

Eu disse que o país (e especialmente Dubai) tem um quê meio Vegas, o que pode agradar a uns e não agradar a outros. Então minha dica é ver as programações que interessam e daí ver a quantidade de dias necessários para fazê-las. Muita gente acaba fazendo a base em Dubai e faz bate-e-volta para Abu Dhabi. Acho que é uma opção para quem tem pouco tempo, mas eu não deixaria Abu Dhabi de fora.

Nosso roteiro se iniciou em Dubai, onde ficamos por 5 noites, depois o deserto, onde dormimos 1 noite, fechando com Abu Dhabi, onde ficamos por mais 2 noites. Foram 8 noites no total e eu achei pouco. Para ficar perfeito mesmo acho que faltou 1 noite em cada um dos lugares que passamos (é sério, tem muita coisa pra fazer!).

Mas é certo que por ser hub de 2 grandes companhias aéreas, acabaremos passando pelos Emirados outras vezes, então tudo bem se algumas coisas acabaram ficando de fora. Aliás, o país está sempre crescendo e construindo novas atrações (tipo uma roda gigante que é o dobro do London Eye), motivos pelos quais eu acho que uma paradinha por ali sempre será necessária e diferente.

Então em resumo: Dubai é obrigatório enquanto Abu Dhabi é opcional mas altamente recomendado. Já o deserto pode ser conhecido através de um bate-e-volta de Dubai (muito comum), ou, como nós optamos, se hospedando em um hotel por lá.

Como se locomover?

Como falei, as cidades são largas e com muitas avenidas, o que torna o carro (ou táxi ou uber) uma opção bem confortável.

Em Dubai também tem metrô, que na verdade é tipo um monorail, em cima do solo. Mas gente, para chegar no metrô tem que andar na rua, algo que está fora de cogitação para quem vai no verão.

Por isso e para nos dar mais mobilidade, optamos por alugar um carro e achei que foi uma ótima escolha. A gasolina lá é ridícula de barata (o litro estava R$ 1,60 quando aqui no Rio está R$ 4,10) e os aluguéis também são em conta. Os táxis também são baratos, mas como as distâncias percorridas são bem grandes, dependendo de onde você pretende ir pode não ficar tão em conta assim.

Visto

A parte chata da viagem para os Emirados é o visto. No início do ano, o Brasil assinou um acordo com o país para isentar os brasileiros de visto de turismo. Isso está em tramitação mas ainda é necessário pedir o visto antes de embarcar para os Emirados Árabes.

O chato é que você precisa de um sponsor para te ajudar, que normalmente são as companhias aéreas (preferencialmente) ou os hotéis, e eles são bastante enrolados se alguma coisinha sai do planejado.

Nosso caso foi um tanto quanto caótico. Na volta das Maldivas precisaríamos entrar nos Emirados para mudar de aeroporto e refazer o checkin e, portanto, precisávamos de um novo visto. O problema é que não imprimimos uma cópia e na hora o pdf enviado pela companhia aérea não abria!!! Para piorar o nervosismo, o responsável pela companhia não estava nem um pouco a fim de ajudar e queria mesmo deixar a gente de fora do vôo, dá pra imaginar? Conclusão, quase viramos o Tom Hanks em O Terminal no aeroporto das Maldivas! Depois de dar um ataquezinho básico, o tal senhor se sensibilizou e resolveu se comunicar com os Emirados para checar se o visto era válido mesmo (e era!) e acabou nos deixando embarcar. Ufa, altas emoções no retorno pra casa.

Então a dica é: veja com calma e antecedência qual o tipo de visto você vai precisar (1 entrada, múltiplas entradas) e sempre leve uma cópia impressa com você para evitar dores de cabeça.

Como se comportar

Roupas ocidentais

Muita gente pergunta se nos Emirados precisamos andar cobertas. A resposta é não!

É certo que vimos muitas mulheres com lenço na cabeça (que não é burca gente, é hijab, burca é outra coisa) e abayas (aquela roupa comprida que cobre o corpo todo), mas as blusinhas de alça, saia e biquini estão liberadas para quem quiser usar. O único lugar em que tive que me cobrir foi na Grande Mesquita em Abu Dhabi, o que é muito razoável né?

Don’t show affection!

Vimos várias plaquinhas na entrada de shoppings e souks mostrando que era proibido andar de mãos dadas. Há quem diga que não tem problema, mas já que estava ali, explícito, evitamos as mãos dadas e os beijinhos em público. Não custa nada, não é mesmo?

Álcool é regulado

Se você é daqueles que não passa o dia sem uma cervejinha, prepare-se para gastar. Bebidas alcóolicas são reguladas e taxadas, e são vendidas apenas por estabelecimentos com uma licença específica, na sua maioria hotéis. Não precisa dizer mais nada, os preços são salgadíssimos!

R$ 40 numa long neck de Heineken? Não obrigada, vou fazer um detox de álcool.

Pode fumar

Cigarro, charuto, narguilê (ou shisha, como eles chamam lá) são legalizados, é só verificar quais são as áreas designadas para fumantes.

Pedestre pode ser multado

Eu li em algum lugar que os pedestres podem ser multados por atravessarem fora da faixa. A verdade é que no verão eu não vi um policial na rua e muito menos pedestre (muito quente mesmo rsrsrsrs). Mas deve ser verdade!

Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência pelas arábias.