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1 em Autoestima/ Destaque no dia 17.02.2017

9 provas de que padrões de beleza são uma furada

Com que frequência você se cobra pelo seu peso, suas roupas, cabelo, maquiagem e até mesmo por alguns comportamentos e atitudes? Provavelmente a sua resposta foi: quase sempre.

Se você ainda não se convenceu de que seguir um padrão social de beleza é uma furada, selecionamos nove motivos:

1. Seguir esses padrões têm levado milhares de mulheres à infelicidade
Mais do que isso, muitas pessoas têm desenvolvido distúrbios e doenças. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês) 70 milhões de pessoas no mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar.

2. O número de mortes por distúrbios alimentares é alarmante
Ainda mais alarmantes são os estudos à longo prazo, nos quais o índice de mortes provocado por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares do Canadá (Nedic, na sigla em inglês), o número de mortes relacionadas à anorexia em mulheres entre 15 e 24 anos em todo o mundo é 12 vezes maior que qualquer outra causa nessa faixa etária.

3. O sentimento de inadequação é uma das causas de transtornos alimentares
“Importantes psicólogos sistêmicos, como Hilde Bruch, Selvini Palazzoli e Minuchin, através de seus estudos, correlacionaram alguns transtornos à falta de autoestima, sentimento de inadequação e de incompetência e perfeccionismo. Os estudos feitos sobre a anorexia, bulimia e obesidade apontaram questões referentes a autoestima como causa desses transtornos”, alerta uma das psicólogas que atende por videochamada no Zenklub, Milena Lhano.

4. Mulheres vêm provando que não seguir um padrão não faz delas pessoas menos bonitas
O movimento feminista têm ganhado cada vez mais voz. Iniciativas como o Think Olga, a Revista AzMina e o próprio Futilidades vêm reforçando o quanto os padrões de beleza têm causado sofrimento em mulheres de todo o mundo e de que maneira se libertar dessa estética pode tornar as mulheres mais livres e mais satisfeitas consigo mesmas.

“Eu ouvi dizer que meu corpo foi motivo de conversas, então eu queria dizer que tenho orgulho do meu corpo e você deveria ter do seu também. Não importa quem você é ou o que você faz. Eu poderia te dar um milhão de motivos pelos quais você não precisa atender à ninguém ou a qualquer coisa para ter sucesso. Seja você, e seja implacavelmente você. Isso é coisa de campeões. Muito obrigado a todos por me apoiarem. Eu amo vocês, caras. Beijos, Gaga”

5. Muitas divas do pop não seguem padrões
Se não conhece, tá na hora de conhecer. As cantoras Preta Gil e Gaby Amarantos e a blogueira Ju Romano são apenas algumas mulheres que assumiram suas características justamente como aquilo que as fazem únicas e vivem em paz consigo mesmas. Elas têm inspirado milhares de mulheres a se aceitar como são e a serem felizes dessa maneira. A cantora Lady Gaga também é referência no assunto e não perde oportunidades de dizer que as pessoas têm que se amar como são. Foi o que ela fez quando criticaram seu corpo na apresentação do Super Bowl.

6. A diferença é o que te faz única
Tudo bem se você é gorda, se é magra, se está um pouco acima do peso, não tem o corte de cabelo da moda ou se veste de um jeito super diferente. São exatamente essas diferenças que te transformam em alguém única e autêntica. Mais do que isso: você é muito mais do que a sua aparência. “Uma pessoa com baixa estima se compara com as modelos e com o que é exposto nas propagandas e nas revistas e se sente inseguro e inferior, a sua imagem real é muito diferente da imagem que ele gostaria de ter”, diz Milena Lhano.

7. Alguns dos projetos mais bacanas da atualidade foram feitos por mulheres consideradas “fora do padrão”
Sabe aquela série brasileira da Netflix chamada 3%? Então, ela foi feita pela diretora Dani Libardi, de 31 anos. “Ninguém imagina que, por trás de uma série distópica como 3%, está uma mulher gorda e feminista que nasceu em Piracicaba, no interior de São Paulo. Mas estou aqui, ocupando esse espaço.”, disse ela à revista Trip. Isso nos leva diretamente ao próximo tópico.

8. Você é muito mais do que um corpo
“Você é muito mais que um corpo, você tem muito mais para dar do que o seu físico. Óbvio que é importante ter saúde, mas essa é a primeira coisa que você perde quando tem transtornos alimentares. Você vê o seu cabelo maravilhoso caindo, você vê a sua unha quebrando, você vê a sua pele ficando cada dia pior. Eu aconselho essas pessoas a procurarem ajuda de um profissional, ou da família, que é o mais importante”. Esse foi o conselho dado por Luana Gouveia, que venceu a anorexia e a bulimia com ajuda profissional.

9. Seguir um padrão de beleza não te faz uma pessoa feliz
Felicidade não tem nada a ver com beleza. Uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard durante 75 anos descobriu o segredo da felicidade, e a resposta não tem nada a ver com dinheiro, carreira ou status: o segredo da felicidade são as relações pessoais. Dentre as pessoas avaliadas no estudo, quem criou laços com outras pessoas viveu mais e melhor.

* O Zenklub é uma plataforma que promove bem-estar e democratiza o acesso ao atendimento psicológico com consultas por vídeo-chamada. Possui mais de 80 psicólogos e produz conteúdo sobre saúde mental. Entre em contato: conteudos@zenklub.com

————————————— Esse post foi feito pelo nosso parceiro de conteúdo Zenklub <3 ——————————————
4 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 16.02.2017

Um desabafo sobre dar conta de tudo!

Eu sei que muitas de vocês me conhecem bem e conhecem há anos, outras podem ter caído de paraquedas nesse texto. Sei que muita gente me acha corajosa de expor minhas fraquezas, vulnerabilidades e inseguranças aqui. Leio isso com frequência e não nego que me faz bem, me sinto mais forte por isso. O que muita gente não sabe é que eu enfrento vários dragões na busca pelo autoconhecimento. Eu vim me tornando uma mulher mais segura, confiante de mim e do meu corpo, por isso expor certas coisas não são tão difíceis pra mim, no entanto, hoje vou falar num assunto no qual eu me considero frágil, um tema que descobri recentemente que é bem delicado pra mim: a pressão de ser uma super mulher que dá conta de tudo.

Xô, stress! <3

Muitas mulheres sofrem com isso, algumas na carreira, outras em conciliar cuidados pessoais, filhos e trabalho, mas fato é que pra muitas de nós essa auto pressão pra dar conta de tudo é muito mais complicada do que parece. Nunca imaginei que fosse meu caso até acompanhar o decorrer desses 28 dias que se passaram e culminaram numa crise de choro sem precedentes.
Para quem não sabe, há um mês batemos o martelo de fazer uma festa – grande – pro futi. Logo a gente que sempre teve preguiça de fazer algo, logo com a Carla morando longe, cuidando do Arthur e não podendo me ajudar em várias coisas e logo eu, que nunca organizei uma festa de aniversário porque achava que era caro e dava trabalho. E há um mês eu tenho me empurrado para além do meu limite em vários momentos.
Era um desafio novo e eu abracei, não me arrependo da decisão fora da zona de conforto, mas me arrependo da cobrança de que eu tinha que dar conta de tudo, sozinha. Firme, forte, madura e adulta, sem reclamar. Passei a encarar com naturalidade ter espasmos nos olhos diariamente, mas agora que eu acalmei percebo que tanto estresse não deveria ser encarado como algo normal.
Eu só me dei conta de tudo que estava acontecendo hoje, quando meus pais chegaram de viagem e eu finalmente relaxei. Bastou o primeiro espasmo nos olhos pra eu correr no quarto da minha mãe, dar um abraço enorme nela e chorar, de soluçar, muito, mas muito mesmo. É como se eu tivesse muito engasgada com aquilo tudo, tendo que ser forte, firme, dar conta de todos os outros trabalhos de sempre ao mesmo tempo que tive que prospectar e capitalizar para pagar a conta e cuidar do evento. Eu não pirei completamente porque a Carla e Livia chegaram junto o tempo todo, mas dentro de mim tudo era uma grande responsabilidade.
Quase senti um fracasso de mostrar pra minha mãe minha vulnerabilidade, mas depois pensei que não era por aí. Eu estava sendo muito, mas muito exigente e rígida comigo mesma em exigir mais do que o meu próprio limite e no fim do dia tudo que eu queria mesmo era um abraço apertado e aquela costumeira frase: vai dar tudo certo.
 
Eu não tinha ideia do quanto estava pesado até eu abraçar a minha mãe e eu sentir que eu podia relaxar. Claro que eu sabia que eu estava irritadiça por estar cansada e focada, sabia que estava puxado porque os espasmos não me deixavam desavisada. Tenho a consciência que preciso me preparar para lidar melhor com a pressão, mas preciso aceitar que não dou conta de tudo.  
 
Minha persona profissional queria ser a FANTÁSTICA MULHER QUE RESOLVE TUDO SOZINHA mas eu não consigo e por isso minha autoestima profissional ficou abalada. Eu não queria estar tão frágil ou tão pressionada. Eu não tenho medo de me expor, de falar de mim, de abrir meu coração nos textos aqui, no insta ou no grupo, mas me sinto pressionada a ter um perfeito fluxo de caixa, um trabalho bem feito, evento perfeito e ainda assim levar a vida normalmente. Quem daria conta? Eu não sei, mas eu não lidei tão facilmente. 
 
Minhas preocupações foram diversas, desde se daria tudo certo, se as convidadas gostariam, se os parceiros ficariam felizes ou até mesmo se a conta ia fechar. Aliás, me preocupei muito na conta fechar, mais do que eu precisava, afinal, o pior cenário era a gente bancar tudo e a empresa tinha lastro pra isso. Graças ao senhor abençoador de patrocinadores isso não aconteceu, mas precisava ficar tão nervosa se o pior cenário já era um cenário seguro? Acredito que não. Eu mesma fui sendo minha pior inimiga e estressando meu sistema nervoso sem necessidade, racionalmente falando. Emocionalmente eu não tinha a menor gerência sobre isso.
Sei que essa causa toda de um verão sem padrões, de quebrar paradigmas e ajudar a elevar a autoestima das mulheres é muito importante pra mim e por isso, pela causa, eu me tornei um foguete. Dei o meu melhor todos os dias ininterruptamente, mas nisso eu fui muito dura comigo mesma, não aplicando a tal amorosidade e o acolhimento que eu mesma defendo aqui. Curioso não?

Quando eu vi, havia se tornado importante ultrapassar nossos próprios desafios e me orgulho pra CACETE disso. Se o mundo acabasse hoje eu saberia que estou ORGULHOSA de todas as ideias que tive, de todas as sementes que plantei, de todas as reuniões, sims e nãos que eu levei, mas só acho que eu podia ter encarado as coisas de uma maneira mais suave. 

 Não tenho medo de novos desafios, mas quero lidar com eles sem essa pressão de ser a super mulher e dar conta de tudo.