23
set
2016

Brincando de poesia, brincando de textos curtos!

textos curtos

Tenho escrito coisas curtas, coisas essas sem nome aparente. Primeiro pensei em não postar, depois pensei melhor e achei que tudo bem. Por que não? Se você gostar dê um like, comente ou me conte, se não curtir, me conte também. ;)

meu-reflexo

MEU REFLEXO

Naquela manhã de domingo eu estava ali deitada, olhando fixamente pra você, quando você me perguntou se eu me lembrava da primeira vez em que eu me vi nos olhos de alguém.

Não tive coragem de dizer ali, mas a verdade é que até naquele instante a resposta seria nunca. Para minha surpresa me peguei me vendo num retrato tão transparente, jamais antes visto.

Nunca nenhuma pintura, foto ou imagem me foi tão fiel quanto meu reflexo nos seus olhos.

Sem defesas ou cobertas. Apenas nua e sua. Nunca me senti tão inteira antes daquele momento, talvez nunca venha a me sentir tão inteira depois.

Jamais poderia imaginar que o retrato mais fiel do meu sorriso seria meu reflexo visto nos seus olhos.

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22
set
2016

Book do dia: Silo, de Hugh Howey

Book do dia

Depois do sucesso de Jogos Vorazes, nada mais natural que editoras e produtoras começarem a apostar pesado em outros livros com o mesmo tema. Foi assim que surgiu Divergente, outro sucesso de vendas e de bilheterias. Jurava que pararia por aí, mas em 2014 foi lançado Silo, o primeiro de uma série de 5 livros, sendo que o terceiro acabou de ser lançado agora no Brasil, mais especificamente no dia 06 de setembro.

Na época que Silo lançou eu fiquei interessada mas acabei esquecendo. Até que há uns 2 meses atrás eu voltei a cruzar com ele nas sugestões do Kindle e resolvi finalmente comprar.

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A sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. 

Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.

Mundo hostil pós apocalíptico – checado. População presa a regulamentos estritos, distribuída por tarefas e sob leis de um governo totalitário – checado. Uma heroína que vai comandar uma revolução e provavelmente mudar o mundo – checado. Como deu pra ver, a base não é muito diferente da que foi usada por seus predecessores, a diferença em Silo é que ela não é tão voltada para o público infanto juvenil. A grande maioria dos personagens têm de 25 anos para cima.

Eu tive sentimentos ambíguos durante as 512 páginas. Em um primeiro momento eu achei bem entediante ver a fórmula que eu já conhecia sendo usada para um público alvo mais velho. Depois eu achei que estava dando certo. E aí eu não sabia mais o que achar, mas terminei o livro curtindo bastante. Entenderam o caos? rs

Pensando bem, acho que o maior problema da narrativa é que as vezes ela se perde em explicações sem fim sobre cenas e detalhes que não fazem muita diferença pra trama, tornando a leitura um pouco cansativa em algumas partes. Hugh Howey consegue ser bem prolixo as vezes e nos leva para caminhos que a gente acha que vai levar para algum lugar aparentemente promissor que acaba sendo alarme falso. Algumas cenas acontecem sem nos preparar enquanto várias perguntas permanecem sem respostas, e isso é meio frustrante.

Ao mesmo tempo eu fechei o livro bem curiosa para ler Ordem, a parte 2 da série Silo. Concluindo, acho que essa não tá sendo uma boa resenha, né? rsrs Resumindo, o resultado final é bom mas o durante pode ser meio maçante em algumas partes. Mas vale a pena, principalmente se você está carente de séries como Jogos Vorazes e Divergente. :) Quem quiser comprar, tem aqui! 

Alguém já leu? O que achou?

Beijos!

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21
set
2016

Experiências legais para bebês de todas as idades aqui em NY

#babynofuti, Futi em NYC, Trip tips

Como vocês sabem, desde que cheguei aqui em Nova York tenho feito praticamente tudo com o Arthur. Como não tenho babá e só chamo babysitter em momentos muito específicos, o jeito foi adaptar nossa programação e estamos nos surpreendendo com a quantidade de experiências legais que estamos podendo proporcionar para o Arthur.

Resolvi fazer esse post não só para compartilhar com quem mora aqui e tem filhos, mas também para dar ideias em quem está pensando em vir para cá com bebês. Terão coisas óbvias e outras nem tanto, só sei que to aceitando mais dicas, viu?

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Começando pelos museus, que NY tem muitos! MET, MoMA, Whitney, Guggenheim, História Natural, o que não falta aqui é cultura para absorver. Tem gente que acha que museu é um programa chato para criança, e acredito que talvez seja mesmo, principalmente para aquelas que estão em uma idade mais cheia de vontade, mas eu amei a experiência que tivemos com o Arthur.

Fomos no MET porque queríamos ver a exposição Manus vs. Machina e acabamos passando uma tarde toda lá, passeando pelas galerias e mostrando quadros e esculturas para o Arthur. Obviamente ele não entendeu nada, mas ficou encantado com certas cores e movimentos, foi super especial. O MET tem uma entrada diferente para cadeirantes e carrinhos do lado da escadaria principal, muitos elevadores e, o melhor, banheiros masculinos e femininos têm trocador!

Queremos muito ir no MoMA, no Museu de História Natural e também no Children’s Museum – quando for atualizo o post! :)

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Ia falar de zoológicos, mas quando levamos o Arthur no Central Park Zoo eu fiquei mal real. Acho que eu tinha uns 10 anos a última vez que fui e não lembrava que ele era tão…pequeno. Fomos em um dia bem quente e eu me senti muito incomodada em ver os bichos presos em lugares com pouco espaço até para se esconder do sol. Não volto mais!

Em compensação, o Central Park tem milhares de áreas feitas para você deixar seu bebê solto e explorando o local. Paramos um dia no Sheep Meadow, que fica na altura da 67, e eu simplesmente AMEI. Estendi um tapetão e ficamos ali, aproveitando o dia delicioso e vendo o Arthur engatinhar, passar os pés e as mãos pela grama e interagir com outras crianças que estavam por lá também. O Heckscher Playground, que fica do lado do Sheep Meadow, é um espaço enorme e lotado de atividades para crianças maiores, mas também existem várias áreas espalhadas pelo parque com balanços, escorregas e outros brinquedos para os pequenos.

Se você preferir lugares mais vazios para seu filho brincar , praticamente todo parque de Nova York – não importa o tamanho – tem um espaço desses. Volta e meia estou andando com o Arthur e resolvo entrar em algum só para ele ficar um pouquinho no balanço!

Outro passeio muito legal foi o Jardim Botânico do Brooklyn, que fica no Prospect Park. O lugar é incrível e fica mais incrível ainda se você for na época certa. Eles têm uma parte só para cerejeiras e peônias, que florescem entre final de maio/começo de junho, onde é permitido sentar, deitar e relaxar. Fomos no final de agosto, fora da época boa, mas não deixou de ser super agradável ficar por ali no final da tarde.

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Toda hora tem alguma exposição diferente por aqui e fim de semana passada rolou o 29 Rooms. Feita pelo site Refinery 29, a expo é de graça e dura apenas um final de semana, onde somos convidados a passar por 29 quartos com diferentes experiências sensoriais.

Foi um pouco de perrengue ficar na fila por 3 horas (mães com bebês/grávidas não têm preferência em praticamente nada aqui), mas valeu a pena. Tinha uma sala com piscina de bolinhas e pandas, outra que era toda de pelúcia com echarpes de pelo fake, outra que parecia um salão com perucas diferentes, o Arthur não sabia o que fazer nem para onde olhar primeiro! Foi uma fofura, inclusive quando ele apagou no meu colo enquanto estávamos na fila da piscina de bolinhas e acordou quando eu já estava lá dentro com ele.

Não sei se tem sempre expos como essa por aqui, mas acho que vale a pena ficar de olho no que está acontecendo na cidade!

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Essa dica é mais voltada para quem mora por aqui com filhos, mas quem veio turistar também pode experimentar! Semana passada fui apresentada ao site Little Little, que reune todas as atividades para crianças que acontecem em Williamsburg e comecei a entrar no mundo das aulinhas. Em Manhattan acredito que o mais conhecido é o CourseHorse (me corrijam se existir outro melhor, mas foi o único que eu já ouvi falar).

Tem de tudo: aula de artes, teatro de fantoches, aula de DJ, aula de música, aula de dança. E detalhe: para todas as idades! Tem atividade de 0 a 12 meses, de 6 a 18 meses, de 11 meses a 4 anos,… E o mais legal é que a maioria te dá a opção de “drop in”, ou seja, você paga apenas uma aula para ver como é. Quarta feira passada eu fui em um teatro de fantoches e sábado numa aula de DJ.

O teatro foi bem a cara de Williamsburg. Hipster. Com personagens como Andy Warhol, Steve Jobs e Michael Jackson, nos intervalos de cada “ato” tinha bolinha de sabão, brincadeira com bolas, com fantasias, etc. O Arthur começou super confuso, sem saber para onde olhar ou o que fazer, mas depois de 20 minutos já estava se entrosando com outras crianças e interagindo com os fantoches e brincadeiras. Tinha desde bebês mais novos que o Arthur até outros de 1 ano e meio, 2 anos.

A aula de DJ foi bem interessante. Para começar, o lugar é o máximo! Chama-se Rough Trade e é uma loja de discos e CD’s que tem bar, mesas de ping pong e um espaço para shows incrível. As 11 da manhã de sábados eles abrem um espaço onde acontece a Baby DJ Class, onde bebês interagem com mesa de mixagem, fones de ouvidos, vitrola, discos de vinil e instrumentos musicais pequenos como maracas e pratinhos. Apesar de ser para crianças de 2 meses até 5 anos, no começo fiquei com medo da aula ser avançada demais para a idade do Arthur. Bobeira minha. Fiquei impressionada como ele curtiu a experiência!

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Quase ia me esquecendo disso! Levamos o Arthur pela primeira vez no carrosselzinho do Bryant Park e ele ficou louco! Depois voltamos no Jane’s Carroussel, no DUMBO, e ele amou também. E confesso que adorei andar de novo em carrosséis rsrs. Taí um programa delícia que todo mundo curte!

Recebo principalmente no Snap (carlaparedesp) muitas dúvidas de mães que querem vir para Nova York com filho pequeno (leia-se menor de 2 anos) mas têm medo de ser uma cidade muito caótica e com pouca opção de diversão para as crianças. Concordo com o caótica e incluo aí o adjetivo barulhenta, mas opção é algo que não falta por aqui.

Pode ser que seu filho pequeno não vai entender nada quando for em um museu ou em uma exposição? Pode, claro. Mas pelas minhas experiências aqui, toda vez que levamos ao Arthur em algo novo, eu me pego agradecendo o privilégio de poder oferecer para ele vivências, olhares e atividades diferentes.

Ah, e durante o dia pelo menos, não tem isso de “programa de adulto”. Já fui em exposição, museu, restaurante, loja, cinema, e nunca ninguém me olhou torto ou fui mal recebida por estar com uma criança. Em outras palavras, tragam seus bebês e divirtam-se muito aqui em Nova York!

Beijos

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