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3 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 16.01.2017

Mas eu sou tudo isso mesmo?

Outro dia me deparei com um exercício que achei interessante. “Cite 10 coisas que ama em si mesma”. Parece fácil, né? Pois é, quando li pensei justamente isso. Super fácil, faço isso sem nem pensar, sem nem piscar inclusive. E aí comecei.

Primeiro fui citando coisas que eu gosto em mim fisicamente: meus cabelos, meus olhos, minhas pernas.  Fiquei na dúvida se continuava a citar outras partes do corpo ou se ia para a personalidade, mas achei besteira citar outras partes minhas que eu até gosto mas não diria que amo. Então resolvi começar a listar o que eu amava na minha personalidade. Só 7 vai, não faz sentido ser difícil…

Aí, minhas amigas, FERROU. Tudo, TUDO que eu citava eu sempre parava para pensar que eu não podia amar isso em mim porque eu não era isso tudo ou então conhecia outra pessoa que era muito melhor naquilo do que eu.

Era tipo “Ah, eu não amo o meu carisma porque eu não sou que nem a fulana de tal que chega no lugar e todo mundo quer falar com ela. Eu amo minha simpatia? Acho que não, porque eu sou tímida então não sou tão simpática quanto…sei lá…a Joana.” Depois fui listando algumas características de personalidade que eu acho incríveis tipo espontânea, inteligente, engraçada e não conseguia dizer que amava nada disso em mim porque não conseguia achar que eu tenho essas características em mim.

Aí parei pra pensar por qual motivo eu não conseguia me valorizar e por que eu precisava me comparar com outras pessoas em um (na teoria) simples exercício de autoaceitação e amor próprio. A pergunta não gera uma competição e não existe resposta perfeita, certa ou errada. Por que então eu estava com medo de soar prepotente?? E o pior, por que é tão mais fácil fazer uma lista de defeitos (sim, eu testei, foi muito mais rápido chegar aos 10 – e passar esse número!).

Com alguma dificuldade eu consegui completar a minha lista (citei também a minha força, minha curiosidade, meu senso de justiça, minha capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, minha fé nas pessoas, meu otimismo e minha praticidade), mas fiquei com a pulga atrás da orelha. Poxa, se eu tenho um blog que fala majoritariamente de autoconhecimento e autoestima, se nós falamos quase todo dia sobre se conhecer, se aceitar e se amar, eu não deveria ser a primeira a estar nos incentivando a completar a lista?

Então por isso eu escrevi esse post, afinal, assim como todas aqui eu também estou em eterna construção :) Mesmo com dificuldade, mesmo empacando em alguns momentos, que tal preencher também os 10 números dessa lista?

Beijos!

PS: Obrigada, Raisa, por trazer esse exercício maravilhoso para o grupo :)

5 em Autoestima/ Convidadas/ Destaque/ Juliana Ali no dia 16.01.2017

Com amor, Ju: A beleza está nos olhos de quem se vê bela

Ela é magra. Loira. Alta. Tem olhos azuis. Todo mundo acha ela linda. Você acha ela linda.

Ela pode ser uma atriz famosa, pode ser uma blogueira que todo mundo conhece, ou pode ser sua amiga, uma conhecida, ou aquela menina que trabalha no mesmo lugar que você.

Fato é que você olha pra ela e pensa: “Ah, ela tem sorte, vai vendo, com esse biotipo não tem os mesmos problemas de auto estima que eu, deve ser ótimo ser ela”.

A vida é muito mais fácil para quem está dentro dos padrões que a sociedade joga na nossa cara. Que as revistam enfiam na nossa goela.  Para o mundo, é mais “lindo” ser branca ou ser negra? Ser magra ou ser gorda? É mais “lindo” ter cabelo loiro ou cabelo roxo? É mais “lindo” ter olhos azuis ou pretos? Infelizmente, infelizmente mil vezes, é a primeira opção em todos os exemplos que citei. A diversidade não é bem vista pela maioria. Quase todo mundo gosta de uma “Barbie”.

Dito isso, e compreendido que o mundo é mil vezes mais cruel com quem não está no padrão, vamos lá.

Tem uma coisa que eu sempre digo e que entra na cabeça de pouca gente: quando você É A BARBIE, a mulher padrão, isso NÃO SIGNIFICA que você tem a auto estima alta e que sua vida é uma maravilha. Não se engane, amiga. Porque a loira, magra, alta, de olhos azuis também lê a revista, também recebe crítica da mãe, também é traída pelo namorado e também se sente inadequada. Ela também pode se sentir feia e errada.

Os padrões são tão rígidos que muitas vezes até quem está no padrão se sente fora dele. Ou então está dentro dele porque sofre que nem louca – de maneiras que você nem imagina – para se encaixar nele. Seja por meio de dietas que acabam com a saúde, seja por meio de plásticas que ela nem precisava, seja fazendo chapinha até o cabelo cair, seja gastando horas e horas e horas de cada dia na frente do espelho se arrumando para tentar ser perfeita.

E outras mulheres, talvez não tão aceitas pelos outros, estão mais felizes consigo mesmas. Talvez você esteja mais feliz que a Barbie. Talvez, até, você se sinta mais bonita do que a Barbie se sente. Já pensou?

Digo isso porque vivi a minha vida inteira, desde que nasci, no meio de gente “linda” (entre aspas porque estou usando esse linda para definir o linda padrão, que na real não é o meu linda, mas enfim).

Sou filha de uma jornalista de moda. Aos 5 anos, já estava dentro de um estúdio fotográfico em Nova Iorque vendo a Brooke Shields (na época, com uns 17 anos, talvez) sendo fotografada por um grande fotógrafo dos anos 80. Vi muitas modelos brasileiras, muitas famosas, no estúdio se trocando, falando das suas vidas, das suas dietas, tanto na infância enquanto acompanhava minha mãe quanto depois, adulta, no meu próprio trabalho – já que segui a mesma carreira por muitos anos. E vi elas falando as mesmas coisas que a gente, com vergonha das mesmas coisas que a gente, algumas com muito mais que a gente.

Vivi no meio da moda. Vi modelos de 17 anos contarem histórias que fariam qualquer um chorar. E me fizeram chorar.

Todas lindas. Todas magras. Todas loiras. Todas de olhos azuis.  Muitas sob intensa pressão, sofrendo muito para serem “lindas”.

Finalizo esse texto dizendo o seguinte.

 

Se você não está dentro dos padrões, por qualquer motivo, não pense que estar dentro deles é a solução de algum problema, porque não é. A solução está dentro de VOCÊ, não dentro dos padrões.

Se você é uma mulher padrão e se sente inadequada mesmo assim, ou feia, ou sei lá o que, não se sinta culpada por isso. Você também pode. Não tenha vergonha. Lute também para achar a sua beleza, a que você vê, porque a que os outros vêem não significa muita coisa.

E lembre-se. Você não precisa ser bonita para ser feliz. Você só precisa aceitar quem você é, do jeitinho que você é.