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2 em Futi em NYC/ NYC no dia 18.09.2018

#futiemnyc: Experiências instagramáveis

Lá em 2016, assim que cheguei por aqui, ficamos sabendo de um lugar chamado 29 Rooms. Um galpão no meio de Bushwick, no Brooklyn, foi ocupado com várias salas com diversas experiências sensoriais e muitos ambientes com potencial de fotografia. E uma piscina de bolinha, o ambiente mais disputado do local e que fez a experiência ganhar o apelido de “playground para adultos”. Na época era só agendar seu horário no site do Refinery 29 e esperar na fila quando chegasse sua hora. Enfrentamos 2 horas de fila, mas valeu a pena porque foi uma experiência completamente diferente de tudo que eu já tinha feito na vida adulta. E ainda por cima era de graça.

O 29 Rooms acontece anualmente e o último terminou nesse último domingo, a diferença é que agora é pago.

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De lá para cá, a ideia de criar ambientes lúdicos pensados para postar nas redes sociais virou uma febre por aqui. E agora todos cobram um preço – bem caro, diga-se de passagem – para quem quer brincar e botar tudo no instagram: por volta de 40 dólares por pessoa.

Eu queria dizer para vocês que eu não caio nessa e que eu não vou pagar caro para postar foto no instagram, mas a verdade é que eu caio sempre. Quando surge a notícia que um novo galpão pela cidade está sendo reinventado para dar lugar à salas interativas minha primeira reação sempre é ignorar, mas aí eu começo a ver as fotos que as amigas fazem e postam e fico altamente influenciável.

Além disso é um ambiente muito bacana para levar crianças, elas ficam loucas com a quantidade de estímulos!

Alguns dos lugares que já passaram por aqui:

Museum of Ice Cream


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Começou aqui em NY, mas virou itinerante. Já foi para Los Angeles, Miami e agora se encontra em São Francisco. Com atrações como uma piscina de granulado, sorvetes gigantes e balanços em formato de banana, tudo em tons pastel, virou hit por aqui.

Eu até tentei ir, mas esgotou tão rápido que eu nem vi. O MOIC acabou de abrir o The Pint Shop aqui em Nova York, uma loja fofa e recheada de ambientes para fotos que vende potes de sorvete para você levar para casa (em prateleiras igualmente instagramáveis). Também têm sessões de tasting, para quem quer aprender como eles fazem os sorvetes. Confesso que achei uma ideia de gênio transformar a experiência em um produto.

Dream Machine

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A experiência interativa que contava com ambiente com luzes de LED e nuvens, um labirinto de fitas metálicas, um corredor com todas as cores do arco íris e, é claro, uma piscina de bolinhas, ficou uns 5 meses em um galpão em Williamsburg (pertinho de casa, o que achei ótimo), mas terminou há pouquíssimo tempo. Eu fui e achei bem fraco e caro para o que eles apresentaram. Acho que focaram demais em ficar bonito para o instagram e não pensaram em nada além disso, o que foi bem diferente da experiência que eu tive no 29 Rooms.

A Dream Machine vai dar lugar à Nightmare Machine (que só aceitará pessoas acima de 13 anos) e levando em conta o e-mail que eu recebi com uma montagem de uma mulher rodeada de baratas, eu acho que prefiro não conhecer essa novidade. rs

Candytopia


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“Imagina se um Willy Wonka tivesse um romance com uma pop star, se casassem enquanto faziam skydiving e tivesse uma criança glamourosa e cheia de glitter que cresceu para comandar uma pequena nação?” Eu não tenho ideia do que isso significa,  mas essa é a descrição que está no site dessa nova atração aqui em NYC, que conta com porcos-unicórnios voadores (?), piscina de marshmallow e mais 10 salas interativas e coloridas, todas com doces como tema principal.

Ela ficará até Novembro por aqui, a entrada é $34 por pessoa e eu confesso para vocês que ainda não me animei

Color Factory NYC


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Essa atração começou em São Francisco e chegou em agosto aqui na cidade, no SoHo mais especificamente. Como o nome já diz, cor é o tema principal dessa experiência interativa e você poderá brincar e tirar fotos com bolas metálicas colorias, paredes de paetês gigantes, neons, todas as cores do arco íris e, é claro, uma piscina de bolinha (acho que nossa infância não foi bem aproveitada, né).

Já comprei esse (para ir com a Joana, inclusive). Depois eu volto aqui para falar o que eu achei. rs

Winky Lux


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Essa, na verdade, é uma loja de maquiagem que fez o caminho inverso do Museum of Ice Cream. Enquanto eles começaram com uma experiência interativa e evoluiram para experiência de compra, a Winky Lux é uma marca de maquiagem que abriu uma loja pop up com 7 salas interativas e que ficará na região do NoHo/West Village até janeiro.

Dá para tirar foto em uma mini sala de chá, numa cama cheia de almofada fofa, em um ambiente com globos de luz, parede de flores e….preciso falar? Sim, uma piscina de bolinhas (to falando, a gente não teve infância).

Custa $10 para entrar, que é convertido em produto (um batom lá custa em torno de $14).

Eu confesso que acho curiosa esse movimentação, principalmente quando se reverte em experiência de consumidor. Para quem estudou marketing, acho que são casos incríveis de adaptação à realidade do consumidor atual, que é tão visual e presente nas redes sociais.

Também amo quando essas atrações me fazem sentir alguma coisa, seja uma reflexão sobre alguma questão abordada de forma lúdica, seja uma conexão com uma criança que ainda existe em mim (e nesse caso, a famosa piscina de bolinha faz todo sentido. Estou esperando alguém lembrar que existe ainda o pula pula e a tirolesa). Talvez seja por isso que experiências que só são focadas na oportunidade de foto perfeita não tenha me atraído tanto, acho que são vazias e sinto que meu dinheiro foi muito mal investido (ps: medo do Color Factory, confesso, porque ele tem cara de ser exatamente só para fotos). 

Ainda não filosofei o suficiente sobre esse assunto para chegar a alguma conclusão, mas quis contar para vocês sobre essas experiências que estão rolando na cidade!

Alguém já foi? O que achou?

1 em Destaque/ maternidade no dia 18.09.2018

Coisas que não devem ser ditas a mulheres que estão tentando engravidar

Oi, eu sou a Carol. Sou mãe da Maria e, por longos 10 anos, tentei realizar o meu sonho de ser mãe. Antes dela tive quatro gestações, todas sem sucesso. Mas esse não é o foco do meu post aqui pro Futi.

Todo mundo tem uma amiga ou parente que está tentando engravidar. Algumas há pouco tempo, outras há anos. O sentimento natural diante dessas mulheres acaba sendo a compaixão e muitas vezes a nossa mente já engessada e moldada por uma sociedade que obriga a mulher a ser mãe faz a boca falar o que não deveria (e isso não é um crime, ok? É apenas cultural, e podemos mudar isso!).

ilustra: Ju Ali

ilustra: Ju Ali

Abaixo eu enumero algumas coisas que ouvi ao longo dos anos em que passei tentando engravidar. Outros relatos poderão trazer mais pontos a serem abordados. Mas vamos lá:

1- Você não precisa dizer que está rezando por ela.

Mesmo que você esteja, e isso é lindo, nunca diga a ela que colocou o nome nos pés de Nossa Senhora do Parto. Também não vale indicar centro espírita, simpatia ou novena. Acredite, a mulher que tenta engravidar já revirou o Google atrás desse tipo de informação e provavelmente já pôs metade disso em prática.

2- Não insista para que ela marque uma consulta com a sua ginecologista.

Mesmo que a sua experiência com a médica tenha sido excepcional, não significa que ela será tão boa com a sua amiga. Se você achar que vale muito a pena, passe o contato, e só.

3- Pare de perguntar “e o baby, quando vem?” aos seus amigos sem filhos.

Muitos não planejam filhos a curto ou longo prazo, alguns nem querem, mas muitos estão em uma batalha silenciosa em busca desta realização. Sempre digo que, mesmo em tempos de vidas escancaradas em redes sociais, as nossas maiores dores sempre serão apenas nossas.

4- Não tente arrumar justificativas baseadas na vida da pessoa.

Quantas vezes eu já ouvi coisas como “de repente Deus não quer que você seja mãe para poder focar na sua carreira” ou “de repente não é pra você ser mãe porque você não tem perfil”. Pobre Deus, sempre recebe a culpa da infertilidade alheia.

5- Seja ombro e ouvidos.

Não é algo que não deve ser dito, mas achei importante estar na lista. Se a sua melhor amiga está nas tentativas há muito tempo e estiver em um mau dia, apenas fale “estou aqui”. Seja a ouvinte, não a locutora. Mesmo que você já tenha passado por isso.

6- Você engravidou? Não precisa esconder da sua amiga tentante!

Pode ser que a sua amiga tenha aquela pontinha de inveja, e esse sentimento de “todo mundo consegue, menos eu”, sim. É absolutamente normal e humano, mas passa. Mesmo que a sua intenção seja a melhor, a mágoa de ser preterida da notícia é pior, ok?

Por fim, não pressione. A gente bem sabe que é uma delícia ter um bebê por perto, mas deixe que o tempo se encarregue. Certamente a ansiedade dela já é grande demais para ter mais uma cobrança, e os danos emocionais que essas meninas sofrem podem ser até potencializados com tanta pressão. Menos é sempre mais nesse caso :)

Grande beijo, Carol

0 em Autoconhecimento/ Autoestima no dia 18.09.2018

Eu não sou a minha profissão. E você?

Quando você conhece uma pessoa, o que costuma querer saber sobre ela? Se parar para relembrar suas “últimas primeiras conversas”, certamente, irá perceber que a pergunta “O que você faz?” apareceu entre os primeiros tópicos.

Mas por que isso é tão relevante para a gente? Será que a profissão de alguém nos diz realmente o que precisamos saber sobre quem está ali? Acredito que, dificilmente, ao comentarmos sobre um crush com uma amiga, iremos dizer: “o que mais gosto nele é o fato dele ser (insira aqui uma profissão qualquer)”.

Os últimos caras pelos quais me interessei me conquistaram por detalhes que sequer passam pelo que fazem profissionalmente. A música que ele colocou para tocar no carro e que, por coincidência, também é uma das minhas preferidas, as histórias de viagens que já fez, os destinos que sonha em visitar e que também estão no meu roteiro dos sonhos. As curiosidades que descobrimos brincando de “isso ou aquilo”, suas fraquezas, inseguranças e, até mesmo, defeitos. Seu filme e série preferidos, o que gosta de fazer nas horas vagas, suas especialidades culinárias, o nome do seu cachorro. Besteiras cotidianas – ou não – que revelam, pouco a pouco, sua personalidade e afinidades comigo.

Há tanto mais para desvendar sobre aquela pessoa ao seu lado – ou do outro lado de uma tela. Mas por quê nos prendemos ao clichê óbvio de querer saber o que ela faz em horário comercial, para ter a conta cheia no quinto dia útil?

É claro que nossa profissão revela um lado da nossa vida e, se fazes o que realmente desejou, fala também um pouco sobre a sua personalidade. Mas, por que, dar tamanha importância a isso?

ilustra: mari andrew tradução: artista - aquela que faz arte | escritora - aquela que escreve | dançarina: aquela que dança | cozinheira: aquela que cozinha | fotógrafa: aquela que tira fotos | cantora: aquela que canta

ilustra: mari andrew
tradução: artista – aquela que faz arte | escritora – aquela que escreve | dançarina: aquela que dança | cozinheira: aquela que cozinha | fotógrafa: aquela que tira fotos | cantora: aquela que canta

Fico me lembrando de quantas vezes perguntei a crianças o que elas gostariam de ser quando crescessem. SER. Um verbo que pode representar tanto e dá margem para infinitos adjetivos. Feliz. Segura. Viajada. Adulta. Mas que logo relacionamos à profissão.

Por mais que ame o que faço, não sou apenas uma jornalista. Isso é parte de mim, mas não me resume. Dizer que sou feminista, por exemplo, me define muito mais.

Se perguntarem o que faço, posso dizer que escrevo – e é verdade, como esse mesmo texto prova. Mas também poderia dizer que tenho um talento nato para dormir (me orgulho desse dom, dá licença!), que maratono séries quase compulsivamente, que sou expert na história da monarquia britânica, e tanto mais.

E você? O que responderá da próxima vez que perguntarem o que você faz? Vamos nos propor esse exercício? Afinal, nós somos muito além das nossas profissões.

PS: Gostaria de indicar o episódio “Você não é o seu trabalho”, do maravilhoso Podcast Mamilos. Ele propõe uma discussão mais profunda sobre esse tema e foi o que me inspirou a escrever esse texto. Vale muito a pena! <3