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Trip tips

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 08.05.2017

One&Only Resort: um paraíso no meio de Cape Town

Durante a nossa passagem por Cape Town, fomos convidados a passar um dia no One&Only Resort e conhecer toda a infraestrutura desse hotel magnífico.

O One&Only fica no V&A Waterfront, no coração da parte turística de Cape Town. A localização é excelente, estando a uma curta caminhada de muitos restaurantes, lojas, do shopping Victoria Wharf e da famosa Cape Wheel, aquela roda gigante super legal que fica no porto Victoria & Alfred.

Apesar de estar no meio do buxixo, o ambiente do hotel é muito tranquilo e ideal para relaxar.

Além disso, o hotel tem uma vista maravilhosa para a Table Mountain, cartão postal da cidade, e também para a marina, o que torna o One&Only super fotogênico de muitos ângulos.

Estrutura

O One&Only é dividido em 3 áreas principais: o prédio Marina Rise, que é a construção principal do hotel onde ficam os dois maiores restaurantes, a recepção e grande parte dos quartos; a Ilha Principal, onde fica a piscina e mais alguns quartos; e a Ilha do Spa. Tudo é conectado por pontezinhas e rodeado pela água do mar, deixando o ambiente ainda mais leve e gostoso.

O hotel é grande: são 131 quartos divididos em 10 categorias diferentes. Infelizmente o hotel estava cheio na nossa visita e acabamos não conhecendo os quartos por dentro, mas passeamos por toda a área comum que é fantástica.

A piscina de borda infinita fica no meio da Ilha Principal e pode ser acessada somente por hóspedes. Além de ser bem grande, é rodeada de espreguiçadeiras e camas de sol, para você ficar ali jogado, relaxando e ouvindo o canto dos passarinhos.

Na entrada da piscina tem uma mesa com alguns mimos: creme pós sol, líquido para limpar os óculos e águas saborizadas, à disposição dos hóspedes. Além disso, são oferecidos sucos verdes para quem está ali tomando banho de sol. Achei muito simpático.

A Ilha Principal é toda arborizada e rodeada por jardins muito bem cuidados. Ali tem um restaurante, o Isola, que serve refeições (pizza à lenha e frutos do mar) tanto na parte de dentro quanto ao redor da piscina.

Restaurantes

Além do Isola, que pode ser acessado somente por hóspedes, o One&Only tem mais 2 restaurantes abertos ao público: o Nobu e o Reuben’s.

O Nobu é um restaurante de culinária japonesa do chef Nobuyuki Matsuhisa, mundialmente conhecido. Na verdade, existem vários Nobus ao redor do mundo, sendo o do One&Only Cape Town o único exemplar em toda África. O restaurante fica aberto somente para o jantar e promete pratos inovadores em um mix de comida japonesa com temperos africanos.

Nós comemos no Nobu quando fomos a Las Vegas e amamos. Infelizmente o de Cape Town ficou para uma próxima visita.

O outro restaurante é o Reuben’s, assinado por um dos chefs mais queridinhos da África do Sul, Reuben Riffel. Fica aberto diariamente para café da manhã, almoço e jantar e oferece pratos de culinária africana, com carnes artesanais e frutos do mar.

Optamos por almoçar no Reuben’s e experimentar um pouco dos sabores locais e não nos arrependemos. A comida estava magnífica! Tudo muitíssimo fresco e bem temperado.

Nós fomos muito bem atendidos pelo Aubrey, um garçom pra lá de simpático que nos ajudou com a escolha dos pratos e do vinho. Acertamos em 100% das escolhas!

Para o nível da comida, achei o preço muito justo (entradas em torno de R$ 40 e pratos principais em torno de R$ 60), fora que os pratos e entradas eram ENORMES. Além do couvert, nós comemos entrada e prato principal e saímos de lá mais que satisfeitos (não sobrou nem espaço para a sobremesa!). Recomendo demais!

Coladinho no Reuben’s tem o Wine Loft, uma adega de vidro de três andares com mais de 5.000 garrafas que podem ser servidas em qualquer dos dois restaurantes. Um luxo só.

O One&Only tem ainda um bar chamado Vista Bar & Lounge, que fica no lobby entre os dois restaurantes e tem uma vista deslumbrante para a Table Mountain. Além de drinks, ali também é servido diariamente o chá da tarde das 14:30 às 17:30, uma tradição dos grandes hotéis de Cape Town.

 

Entrada do Reuben’s

Chili Salted Squid

Fresh Saldahna Bay Mussels

Seafood Linguine

Calmar Beef Filet

Vista Bar and Lounge

Spa

O One&Only conta ainda com um Spa, localizado numa ilhotinha separada do restante do hotel. O ambiente é incrível: a ilha é rodeada pela água do mar e tem um belíssimo jardim, passando uma grande sensação de paz e relaxamento.

O Spa do One&Only foi eleito o melhor Spa da África e não foi à toa: as salas de tratamento individuais e de casal são muito bem equipadas e amplas e o menu de tratamentos é muito extenso.

Nós fizemos uma massagem relaxante de aproximadamente 1 hora em uma sala de casal e foi uma das melhores que já fiz na vida. O cuidado que as massagistas tiveram conosco foi enorme e incluiu perguntas sobre preferências pessoais, necessidades especiais, áreas mais tensas onde gostaríamos de mais ênfase além de outros mimos do tipo escolher uma fragrância que mais nos agradasse para ser pulverizada no ar durante a massagem (cada um escolheu uma e os cheiros não se misturaram!). Foi uma experiência incrível!

Ao fim do tratamento, nos levaram a uma salinha de relaxamento com lanchinhos, chás e outras bebidas. Depois ficamos à vontade para utilizar o quanto quiséssemos as áreas comuns do Spa que incluem sauna seca, à vapor, máquina de gelo (gente, pra passar no corpo! surreal!), piscina quente com hidromassagem, chuveiros de pressão, entre outros mimos. Uma delícia para complementar o relaxamento já obtido com a massagem!

Os hóspedes podem acessar essa área sem custo adicional, assim como qualquer pessoa que esteja ali somente para realizar algum tratamento no Spa.

Na Ilha do Spa também tem uma sala para prática de Yoga e Pilates e uma academia, além de um salão de beleza.


Hidromassagem na sala de tratamento

Nós amamos conhecer o One&Only de Cape Town e recomendamos uma paradinha por lá mesmo para quem não está hospedado no hotel: os restaurantes são excelentes e o Spa, ah, nem se fala.

Não tenho dúvidas de que na minha próxima visita à cidade (e com certeza haverá uma próxima!), eu vou querer me hospedar no One&Only. Pra mim, o hotel só tem um problema: é tão incrível que não dá nem vontade de sair dele e conhecer o resto da cidade!

Quer ver mais fotos do One&Only Cape Town? Confira a galeria abaixo.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 02.05.2017

Cape Town, uma cidade fantástica

Cape Town (ou Cidade do Cabo) é a cidade mais famosa da África do Sul e não é à toa. Com um relevo bem característico e banhada de praias, Cape Town é daqueles lugares que te faz querer largar tudo e se mudar para a África do Sul.

A cidade faz parte da província do Cabo Ocidental, na costa da Baía da Mesa (Table Bay), e é protegida dos ventos ocidentais por um paredão de pedra formado pela Montanha da Mesa (Table Mountain), com picos com mais de 1000 metros de altitude.

Aliás, a Table Mountain é parada obrigatória para quem passa por Cape Town, além de ser o pano de fundo de grande parte das fotos tiradas na cidade (ê montanha fotogênica!).

Como contei aqui, os verões na Cidade do Cabo (dezembro a março) são quentes e secos e são sem dúvida a melhor época para visitar a região.

Cape Town me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, excelentes restaurantes, pessoas educadas e uma super organização. É uma vibe bem carioca no meio da África, mas sem muitas das preocupações que temos no Rio de Janeiro (é claro que a cidade também tem seus problemas e violência, mas nada parecido com o que temos passado recentemente na Cidade Maravilhosa).

Os morros Lion’s Head à esquerda e Signal Hill à direita

 

Quantos dias ficar?

Como sempre, a resposta para essa pergunta é: depende. Cape Town tem infinitas opções de programa para todos os gostos e é daquele tipo de lugar que você tem que ir com tempo se quiser aproveitar bem a visita.

Recomendo ficar pelo menos 4 dias só em Cape Town, se você quiser conhecer as principais atrações da cidade sem muita correria. Nós ficamos 5 dias inteiros e teria ficado mais sem sombra de dúvida.

Muita gente usa a cidade como base também para conhecer a região de Cape Winelands, onde ficam as vinícolas, fazendo bate-e-volta de um ou mais dias. Como gostamos muito de enoturismo, preferimos ficar os 5 dias apenas em Cape Town e em seguida nos hospedamos nas vinícolas por mais 4 noites (mas isso é papo pra um próximo post).

V&A Waterfront

 

Onde ficar?

Quando decidimos onde nos hospedar em Cape Town, levamos em consideração alguns fatores como a facilidade de deslocamento, proximidade às atrações e restaurantes e segurança para andar na rua. Com isso, reduzimos a procura a basicamente 2 regiões: Green Point e o V&A Waterfront.

Como estávamos em um grupo de 4 pessoas, acabamos optando pelo Cape Royale Luxury Hotel, um hotel em Green Point que tem apartamentos de 1, 2 e 3 quartos, o que se encaixou perfeito nas nossas necessidades. O Cape Royale tem uma decoração clássica e imponente, com estilo meio Copacabana Palace.

Nós ficamos em um apartamento super espaçoso, com 2 suítes, sala e cozinha completa.

No último andar do hotel, tem uma piscina e um rooftop bar, onde fomos tomar uns drinks em um fim de tarde. O café da manhã era servido no Café Royale, uma cafeteria com ar bem parisiense, que oferece opções de buffet e a la carte, ambos inclusos na tarifa.

Cape Royale

Conhecemos também o One&Only Cape Town, um hotel maravilhoso que fica no V&A Waterfront e que é uma excelente opção para quem está passando pela cidade. Vou contar em mais detalhes no próximo post como foi nossa experiência por lá.

One & Only Cape Town

Um pouco mais afastado dessa região mais central fica o MannaBay, um hotel boutique que também conhecemos, com apenas 8 quartos e uma vista deslumbrante da Table Mountain. Todos os quartos são diferentes entre si, com uma decoração moderna e super bem humorada, assim como as áreas comuns do hotel. É uma ótima opção para quem está buscando sossego com um alto nível de serviço.

MannaBay

Onde comer

Cape Town tem uma oferta gastronômica excelente com padrões internacionais de culinária e preços (muitas vezes) acessíveis. Alguns dos restaurantes que conhecemos foram os seguintes:

 

The Pot Luck Club

Do mesmo chef do The Test Kitchen, um restaurante super premiado e que ficou em 22º lugar no ranking de melhores restaurantes do mundo de 2016, o The Pot Luck Club foi sem dúvida um dos melhores restaurantes em que comemos na África do Sul.

Com um menu de mini pratos feitos para serem compartilhados, o The Pot Luck Club oferece uma experiência de alta gastronomia a valores razoáveis. Tudo que comemos estava divino e até repetimos alguns do pratos que mais gostamos.

Na minha opinião, é um must-go. É necessário fazer reserva pelo site num sistema bem chatinho e dependendo do dia e horário desejado, com pelo menos 1 mês de antecedência,mas vale a pena.

 

Willoughby & Co

É um restaurante bem conhecido de peixes e frutos do mar que fica dentro do Victoria Wharf, no V&A Waterfront. Não é possível fazer reserva, sendo necessário esperar um pouquinho na fila (e sempre tem fila!).

Experimentamos a comida japonesa e estava uma delícia, muito fresca e bem feitinha. Achei as peças bem grandes, diferente do que estamos acostumados a comer no Brasil, mas valeu muito a experiência. É uma ótima opção no V&A.

 

Belthazar

Também fica no V&A Waterfront e é conhecido por ser o restaurante com a maior carta de vinhos em taça do mundo. Realmente, são opções infinitas de uvas e safras, o que pra mim foi uma tortura (já contei que não funciono quando tenho que escolher entre muitas opções).

Acabamos optando por uma garrafa mesmo, recomendada pelo maitre.

O cardápio era variado e comida era gostosa mas nada que seja imperdível. Ainda assim, uma boa opção no V&A.

 

La Mouette

O La Mouette é um restaurante de culinária internacional em Sea Point que oferece apenas menu degustação, de 3 e 6 pratos. O menu muda frequentemente, de acordo com a disponibilidade dos ingredientes em cada estação.

Nós optamos pelo menu maior, de 6 passos, com harmonização de vinhos. Todos os pratos estavam muito gostosos, com sabores muito variados. Achamos a experiência toda muito legal e o preço muito justo: o menu com a harmonização de vinhos custou aproximadamente R$ 200 por pessoa. É necessário reservar.

 

NV-80

Esse restaurante foi uma excelente surpresa. Eu confundi o dia da reserva do La Mouette e acabamos aparecendo lá 1 dia antes do que de fato tínhamos reservado. Como o restaurante estava cheio, eles não puderam nos acomodar mas indicaram o NV-80, que fica num shopping ao lado do La Mouette. Por sorte, tinha uma única mesa para 4 disponível e nós conseguimos sentar para jantar.

O NV-80 é um grill com cardápio variado de carnes e frutos do mar que atualmente figura nos melhores restaurantes da cidade. Tudo que pedimos estava fantástico, de comer rezando. E o melhor, os preços são excelentes!

Recomendo demais incluir no roteiro.

 

Neighbourgoods Market no The Old Biscuit Mill

Além dos restaurantes, nós não poderíamos deixar de conhecer uma feira local de comidas. Escolhemos a Neighbourgoods Market, uma feirinha que ocorre aos sábados no The Old Biscuit Mill, uma fábrica desativada que hoje abriga várias lojas e restaurantes.

São dezenas de barraquinhas espalhadas em um galpão enorme, com opções de comida e bebida de tudo quanto é lugar do mundo, além de shows de dança e música. Também tem uma área dedicada a vestuário em geral e decoração.

Um excelente programa para o sábado de manhã e início da tarde.

Neighbourgoods Market – tem até graminha pra fazer picnic

The Truth Coffee

Como uma boa viciada em café, não poderíamos passar por Cape Town sem experimentar uma cafeteria local.

Existem vários The Truth Coffee pela cidade, mas a unidade do centro é a mais tradicional. A decoração é inspirada em uma fábrica de café bem retrô com influência steampunk e os atendentes ficam vestidos a caráter. Super divertido!

Além dos cafés torrados por eles ali mesmo, existe um menu de café da manhã e almoço com bastante opção. Ali também são dados cursos de barista, como é chamado um especialista em café.

Mais dicas de Cape Town nos próximos posts :)

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | camila@rhinoafrica.com

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)