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Trip tips

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 27.06.2017

Chitwa Chitwa Game Lodge: fazendo um safári na África do Sul

A maior motivação para a escolha da África do Sul como destino de férias foi sem dúvida a oportunidade de fazer um safári e ficar pertinho de animais selvagens. Mesmo sabendo que existem muitos países na África que oferecem esse tipo de programa, a África do Sul ganhou no quesito infra-estrutura e foi para lá que fomos ter a nossa primeira experiência “na natureza selvagem”.

Uma vez decidido o país, passamos para a outra questão crucial: em que região ficar. Primeiro, pesquisei muito sobre as regiões de safári e confesso que tive bastante dificuldade em achar informações sobre a diferença entre elas. Mas todas as fontes diziam o mesmo sobre a região do grande Kruger National Park: é a maior da África do Sul e uma região em que se pode encontrar não só os Big 5 (búfalo, leão, leopardo, elefante e rinoceronte) mas também os Big 7 (os Big 5 mais chita e cachorro selvagem).

Além disso, acho que o Kruger é também a região mais democrática para fazer safári, uma vez que é possível encontrar desde pousadinhas para uma hospedagem mais simples até lodges super luxuosos com esquema all inclusive.

Quando fui um pouco mais fundo na pesquisa, acabei descobrindo Sabi Sands, uma reserva privada que faz parte do grande Kruger, onde ficam os hotéis mais luxuosos da região. O mais legal é que Sabi Sands fica anexa ao Kruger sem cercas entre as duas, o que deixa os bichos irem e virem quando quiserem, além de ser conhecida por abrigar muitos dos leopardos da região (eles adoram ficar por ali!). Como apaixonada por felinos que sou, estava decidido que seria Sabi Sands onde iríamos ficar.

Como contei aqui, as regiões de safari na porção leste do país, onde fica o Kruger, têm verões chuvosos e invernos secos. No verão, a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos, se escondem na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente, o que torna um pouco mais difícil a visualização. Por isso, decidi reservar pelo menos 3 noites no safári para aumentar as chances de ver todos os Big 5.

Com a época, quantidade de dias e região decididas, pedi ajuda pra Camila da Rhino (o contato dela está aqui) na decisão do lodge. Como o maior motivo da viagem era o safári, resolvemos investir em um hotel com tudo incluso, o que nos custaria muitos dólares e por isso não podíamos errar na decisão.

Com a ajuda da Camila, acabamos decidindo ficar no Chitwa Chitwa Game Lodge, um hotel luxuoso incrível com uma localização super privilegiada: o hotel fica de frente para um lago lotaaaaado de hipopótamos barulhentos e jacarés! Além de fantástico, o Chitwa Chitwa estava com uma promoção de pague 3 e fique 4, então fomos com tudo para a nossa estadia de 4 dias na savana africana.

O hotel tem somente 10 suites, todos elas gigantes, com um banheiro com chuveiro e banheira separados, uma cama absurda de confortável, sala, closet, máquina de café, frigobar e tudo mais que você possa precisar. O destaque fica para a varanda de frente para o lago com uma linda piscina particular.

 

Para quem viaja em grupo, existe a Chitwa House, uma casa com dois quartos e piscina super luxuosa que dá mais privacidade aos hóspedes.

Tudo está incluso na diária: todas as refeições, bebidas (até as alcoólicas), frigobar e snacks e duas saídas diárias para os “game drives“, que são os passeios de busca aos animais no meio da reserva.

A programação diária é sempre assim:

5:00 – ligação para despertar

5:30 – todos se encontram no lobby para tomar um chá com biscoitinhos e sair para o primeiro game drive do dia

7:30 – pausa para um lanche no meio da savana

8:30 – retorno ao hotel

9:00 – café da manhã no hotel

Depois do café até a hora do almoço você tem tempo livre para fazer o que quiser: dormir mais um pouco, ir para a piscina do seu quarto ou do hotel, ler um livro, fazer uma massagem no spa do hotel, suar um pouquinho academia…

13:00 – almoço

Entre o almoço e o game drive da tarde: tempo para programação livre.

16:00 – todos se encontram no lobby para um lanchinho antes da saída para o segundo game drive do dia

18:30 – parada para drinks na savana e para vermos o por do sol

19:30 – retorno ao hotel

20:30 – jantar

Em resumo, ver bichos, comer, dormir e beber. Quer vida mais feliz que essa?

Todas as refeições do hotel eram maravilhosamente preparadas por um chef e o cardápio variava todo dia. A única coisa repetida que eu comi foi o Eggs Benedict, meu preferido da vida, que de tão delicioso que era eu não quis provar mais nada no café da manhã. O almoço é sempre algo leve com as seguintes opções: uma salada, um sanduíche, um peixe ou uma tábua de frios, e pode ser servido no restaurante do hotel ou no seu quarto. Nós almoçamos no quarto algumas vezes para aproveitar nossa piscininha particular!

A equipe do Chitwa Chitwa é muito cuidadosa e sempre prepara uma surpresa para o fim do dia. Das 4 noites que ficamos lá, tivemos vários jantares diferentes: um churrasco com vários pratos locais a céu aberto, um jantar a luz de velas no meio da savana e ao redor de uma fogueira, com tochas e tudo mais que você possa imaginar e dois jantares a luz de velas também debaixo das estrelas na varanda do lodge. Sempre delicioso e romântico!

Em um dos dias também tivemos uma parada para petiscos, drinks e cervejas artesanais no outro lado do lago que fica na frente do hotel na hora do por do sol, muito agradável.

Que a estrutura era top, acho que já convenci, mas e os bichos? Deu pra ver algum? Com certeza absoluta!!!

Nós vimos zilhões de bichos todos os dias. Acho que vimos todos os Big 5 todo santo dia! Zebras, girafas, búfalos, antílopes de muitas variedades, leões, rinocerontes, famílias de elefantes, hienas, porco espinho, vários pássaros incluindo abutres, coelhinhos, warthog (o Pumba), hipopótamos, coruja e até o raio do leopardo que é super difícil de ver, vimos infinitos: bebês, fêmeas, machos, andando no chão, em cima de árvore, comendo um antílope… foi overdose de bichos exóticos para ninguém botar defeito!

Os game drives eram feitos em carros abertos com um guia (que também era o motorista) e um tracker, que ficava numa cadeirinha na frente olhando as pegadas e ajudando o guia a achar os animais. Nosso guia foi o Andres, um cara muito doido e obcecado em achar os animais, proporcionando a melhor experiência possível para os turistas. Ele passava com o carro por cima de obstáculos, no meio do mato, por dentro de rio, onde quer que fosse necessário para você ter a melhor visão dos animais e não sossegava se não víssemos muitos bichos todos os dias.

Numa das noites, quando já estávamos voltando para o hotel para jantar, ele ouviu no rádio (os guias da região ficam se comunicando pelo rádio) que tinha um grande leopardo passando em determinado local. Ele perguntou se nós gostaríamos de ir atrás dele e todos toparam. Aí começou a busca no escuro pelo leopardo, só com a lanterna do nosso carro. E não é que encontramos? Ficamos um tempão seguindo ele e até demos de cara com uma leoa, que não estava muito feliz com a presença do leopardo por ali. Que experiência!

Na realidade, tivemos uma certa dificuldade de ver o leão (macho). A fêmea e os filhotinhos nós víamos direto, mas os leões tinham ido para uma outra região para uma disputa de território com outros leões (vida selvagem mode: ON). Eu estava já meio triste de não ter visto o rei da floresta e sua juba quando no último dia vimos apareceu um leão passando do outro lado do lago! O Andres veio gritando igual um doido e chamando a gente para subir no carro e lá fomos nós atrás do leão. Ficamos muito muito muito pertinho dele durante um tempão quando decidimos procurar outro bicho selvagem super difícil de ver: os cachorros selvagens (wild dogs). E não é que achamos não um mas uns 25 cachorros juntos? Quase que inacreditável ver os dogs se organizando para dar o bote nos antílopes, uma emoção que não dá para descrever.

Eu não sei nem explicar a sensação de estar tão perto de tantos animais fantásticos como aqueles. E o processo de procurá-los em seu habitat natural torna o encontro ainda mais emocionante. Dos Big 7, que incluem os exóticos e difíceis de se ver wild dogs e chita, ficou faltando só a chita para completar a lista. Que chato, vou ter que voltar!

Não tenho base para comparação porque esse foi o único safári que eu fiz até hoje (por enquanto, com certeza), mas não tenho dúvidas de que Sabi Sands é um lugar muito especial e que o Chitwa Chitwa (e em especial o Andres) nos tratou muito bem, tornando nossa experiência mais que inesquecível.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 08.06.2017

Cape Winelands: conhecendo as vinícolas da África do Sul

Para quem gosta de vinho, o passeio a Cape Winelands é parada obrigatória numa visita a Cape Town.

Como contei aqui, perto da Cidade do Cabo existem várias regiões vinícolas, sendo as mais conhecidas Constantia, Stellenbosh e Franschhoek. Essas duas últimas ficam a 1 hora da cidade e muita gente opta por se hospedar por lá ao invés de fazer um bate-e-volta de dia inteiro, e foi exatamente o nosso caso.

Nós realmente gostamos muito de enoturismo e desse tipo de programação dormir-comer-beber. Por isso, ficamos 4 noites em Stellenbosch aproveitando a região que é linda e com uma grande oferta de bons restaurantes e vinhos (isso eu nem precisava dizer né).

 

Onde se hospedar

A oferta de acomodação tanto em Stellenbosch quanto em Franschhoek é enorme e agrada todos os gostos e bolsos. A grande maioria das pousadas são das próprias vinícolas e costumam ter poucos quartos.

Nos hospedamos em 2 pousadinhas bem legais: Delaire Graff e Jordan.

Delaire Graff Estate

Sem dúvida, a mais chique e mais incrível pousada de Stellenbosch. Fica de frente para as montanhas em um vale rodeado de parreiras, com uma vista de tirar o fôlego.

São somente 10 lodges, todos enormes e muitíssimo bem equipados com tudo que você pode imaginar de mimo: uma mini cozinha com máquina de Nespresso, chás e sucos, uma sala enorme, um quarto com uma cama maravilhosa, um banheiro com banheira, closet e uma varanda com piscina particular. Todas as bebidas e comidinhas que tem no quarto e no frigobar estão incluídas na diária e podem ser consumidas à vontade. Além disso, fomos recebidos com uma garrafa de vinho branco da própria Delaire.

A diferença entre os quartos é a vista e o tamanho: nós ficamos no Deluxe Garden Lodge, o mais simples da Delaire, e era um sonho. O quarto da categoria superior era igualzinho mas tinha uma vista absurda para o vale – infelizmente estavam todos reservados e eu não tive nem a opção de ter um surto e topar pagar um pouco mais por ele. Vou ter que voltar!

O nível de serviço é uma coisa absurda. Você tem um mordomo pra te servir a qualquer hora do dia e ele entra pela porta da cozinha e sai por ali mesmo, sem te incomodar em nada. Eles se colocam à disposição para tudo, inclusive para vir fazer o seu Nespresso (oi? Mas não é só apertar um botão que o café fica pronto?). Além disso, arrumam o quarto 2 vezes por dia e repõem as bebidas e snacks do quarto. É mimo para ninguém colocar defeito.

Se os lodges já são um sonho, a piscina da Delaire é algo de outro mundo. Ela fica ao lado do Spa, de frente para o vale, e tem uma jacuzzi quentinha dentro. A localização é perfeita para assistir o por do sol, um dos mais bonitos que já vi na vida. Perto da hora do sol se por, o hotel oferece drinks e canapés para os hóspedes (sem custo adicional), deixando o espetáculo ainda mais prazeroso.  

Para quem não está hospedado na Delaire, é possível reservar uma massagem ou tratamento no Spa e aproveitar um pouco da piscina, almoçar ou jantar em um dos dois restaurantes do hotel, além de conhecer a vinícola. Aliás, a Delaire é uma das vinícolas mais visitadas da região, com vinhos bem bacanas. O Delaire Graff Restaurant foi um dos meus preferidos e vou contar um pouco mais dele daqui a pouco.

Claro que por ser tão exclusivo, a diária não é nada barata (clique aqui para verificar os preços atualizados), mas para o que o hotel oferece achei que valeu muito a pena. Realmente foi uma experiência inesquecível.

Jordan Wines

Nossa segunda parada em Stellenbosch foi na Jordan Wines, uma pousadinha super fofa que fica dentro das vinícolas Jordan.

São poucos quartos que, apesar de mais simples que os da Delaire, eram muito aconchegantes. A pousada fica ao lado da estrutura principal da vinícola onde existe uma Bakery, o restaurante Jordan, super famoso na região, e a parte de degustação. O café da manhã é servido na Bakery, de frente para um laguinho muito simpático, e tudo do cardápio é delicioso (por isso estava sempre cheio!).

Aproveitamos para fazer um tour na parte de produção dos vinhos e também um passeio de 4×4 pela propriedade, em que nos explicaram tudo sobre a cultura das uvas, do solo, da insolação, da posição do terreno para se ter um determinado resultado no vinho… muito legal! E a parte mais legal desse passeio é que você vai parando pelo caminho e experimentando os vinhos! Uhmmm

Aliás, os vinhos da Jordan nos surpreenderam. Experimentamos todos que eles tinham pra degustação (e pq não? Era só andar até o quarto mesmo!) e gostamos tanto de alguns que compramos algumas garrafas para trazer para casa.

Adoramos nossa estadia na Jordan e achamos o custo benefício excelente!

Terraço da The Bakery

Tour de 4×4

Jordan Suites

Varandinha do quarto

Os melhores restaurantes

Os restaurantes da região que fomos e achamos mais imperdíveis foram:

 

Delaire Graff Restaurant

Talvez seja o restaurante mais famoso da região e não é à toa. Lembra que eu falei que a Delaire tinha uma vista linda? Então, o restaurante também tem essa vista, além de um cardápio recheado de boas opções de pratos. A apresentação dos pratos é impecável e tudo que comemos estava magnífico.

Demos a sorte de o dia estar lindo e ensolarado, o que nos permitiu almoçar em uma das mesas do jardim de frente para as montanhas. Incrível!

O Delaire Graff Restaurant é super concorrido então é fundamental reservar com alguma antecedência.

Depois do almoço, fomos para a parte de degustação da vinícola, ao lado do restaurante. Para quem não conseguir reservar o restaurante ou quiser beliscar ao invés de almoçar, nessa parte são servidos alguns snacks para acompanhar a degustação.

Leeu Estates

A Leeu Estates fica em Franschhoek, a uma meia hora de onde estávamos hospedados.

Ao chegar na propriedade, fomos direto para a degustação dos vinhos Mullineux & Leeu. A sala de degustação já mostra o nível do que iríamos experimentar ali: a decoração era linda e imponente, com a exposição das garrafas ao lado de potes com exemplo de solo onde as uvas daquele vinho foram cultivadas e um sommelier muitíssimo simpático que foi nos contando toda a história da Mullineux e explicando cada vinho.

Que surpresa boa! Todos os vinhos que provamos eram incríveis (os melhores que bebemos na África do Sul!). A Mullineux é super renomada e não pára de ganhar prêmios. Andrea Mullineux ganhou recentemente o prêmio de melhor wine maker do mundo, sendo a primeira mulher a ser consagrada com o título.

A produção de cada tipo de vinho por safra é pequena e por isso são super concorridos. Muitos dos vinhos que degustamos já estavam esgotados para venda. Na verdade, muitos dos vinhos esgotam antes de serem lançados, olha que loucura! Dos que estavam disponíveis, compramos todos! São realmente muito diferenciados e tem um preço muito justo.

O vinho que mais gostamos foi o Mullineux Syrah 2014, um vinho que ficou em décimo lugar na lista européia do Decanter como melhor substituto para o Chateauneuf du Pape. Não é pouca coisa não!

Para visitar a Mullineux & Leeu, é preciso reservar. Diferentemente de outras vinícolas em que era só chegar e entrar, o acesso à Leeu Estates só é autorizado com hora marcada.

Mullineux & Leeu Family Wines (www.mlfwines.com)

The Wine Studio – tastings@mlfwines.com

Vale muito a pena ir até lá conhecer esses vinhos tão deliciosos! O problema é a pena que dá de beber essas garrafas tão incríveis e limitadas que trouxemos para casa!

Depois, fomos almoçar no The Conservatory, um restaurante lindinho de frente para um jardim dentro da propriedade. O restaurante é a la carte com pratos de culinária francesa.

Olha como os pratos eram lindos! E também estavam deliciosos.

 

Aproveitamos para pedir uma garrafa de vinho Mullineux, afinal, era só ali mesmo que eu teria essa oportunidade. Nós adoramos o almoço e recomendamos muito.

Além desse, ainda existem mais 2 restaurantes, o The Dining Room e o The Garden Room, sendo o primeiro o mais conhecido.

A Leeu Estates também oferece acomodação. Na verdade, são 3 pousadas dentro da propriedade: Leeu Estates, Leeu House e Le Quartier Français. Todas são muito bem avaliadas e acho que podem ser uma ótima opção de hospedagem em Franschhoek.

 

Grande Provence

Também em Franschhoek, a Grande Provence é uma outra excelente opção de vinícola para degustação e restaurante. Chegamos lá no fim da tarde e sentamos no jardim para degustar os vinhos e esperar a hora do jantar. Aliás, nós exageramos na parte de degustação: cada um pediu um tipo diferente com 4 ou 5 vinhos e no fim saímos trocando as pernas.

O estado da pessoa era esse:

Por aqui foi o dia todo assim 🍷 . . . #futitrips #futinaafrica

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A propriedade é enorme e o jardim é super agradável. É possível comprar uma tábua de frios ou uma cesta de picnic, uma garrafa de vinho e ficar jogado na grama vendo a vida passar. Amamos o clima da Grande Provence, que apesar de ser uma vinícola chique era ao mesmo tempo leve e relaxada.

O restaurante Grande Provence é super conhecido na região e funciona em esquema de menu (entrada, prato principal e sobremesa, sendo que no jantar ainda tem um prato intermediário), com influência francesa. A refeição pode ser acompanhada de uma boa garrafa ou de harmonização de vinhos – infelizmente eu já tinha me exaltado na degustação antes do jantar e não consegui experimentar a harmonização.

Todos o pratos eram super bem apresentados, sem dizer de como eram gostosos. Era daquele tipo de menu com muitos sabores diferentes e que cada um dos pratos era uma experiência diferente. Achamos o menu bem completo e com opções suficientes para agradar todo mundo.

Olha a produção dos pratos!

Nós amamos o restaurante Grande Provence e arrisco dizer que foi o jantar mais impressionante em que tivemos na África do Sul.

Para quem aprecia boa culinária e excelentes vinhos, a visita a Stellenbosch e Franschhoek não pode ficar fora do roteiro. Mesmo que seja em um passeio rápido, a região tem muitas vinícolas e restaurantes que merecem a visita.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 23.05.2017

Os programas mais legais de Cape Town

Cape Town é uma cidade fantástica. Como contei aqui, a Cidade do Cabo me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, com muitas opções de passeio incríveis.

Cape Point e Cape of Good Hope

Começando pelos programas clássicos, a visita ao Cabo da Boa Esperança e Cape Point não pode ficar fora do roteiro. Ambos fazem parte do Parque Nacional Montanha da Mesa (Table Mountain), que fica 60 km a sudoeste de Cape Town. O acesso se dá por uma estrada recheada de babuínos abusados à espreita para roubar a comida de algum turista desavisado andando com as janelas dos carros abertas.

Na entrada do parque você paga o ingresso que dá direito a passar o dia todo pelo complexo. Como eu contei aqui, nós optamos por alugar um carro para nos dar mais flexibilidade nesses passeios mais distantes do centro de Cape Town.

Nossa primeira parada foi no Cabo da Boa Esperança. A única certeza que eu tinha era que eu encontraria um lugar macabro, com navios naufragados e fantasmas pairando pelo ar (obrigada aos professores de história por essa imagem tenebrosa do Cabo das Tormentas enraizada na minha cabeça!).

E não é nada disso! O Cabo da Boa Esperança é lindo. São falésias banhadas pelo mar azul do Oceano Atlântico em uma paisagem de tirar o fôlego. Vale a pena perder um tempo subindo nas pedras para ver o visual de vários ângulos. É importante levar um casaco porque venta bastante.

Vimos muita gente indo a pé do Cabo da Boa Esperança para Cape Point, mas como ir a pé significaria voltar a pé para buscar o carro, resolvemos ir de carro mesmo.

Chegando em Cape Point, compramos o ticket do funicular e fomos até o farol, o ponto mais alto daquela porção do parque. Dali, é possível ver o Cabo da Boa Esperança e o encontro dos oceanos Atlântico e Índico. De novo, uma vista espetacular. Tinha na minha cabeça que Cape Point era o ponto mais ao sul da África, mas acabei descobrindo que esse título é oficialmente de Cape Agulhas, a 150 km dali, o que não invalidou o passeio.

Na descida, paramos para um lanche rápido no pé do funicular. Nós até tínhamos reservado o almoço no único restaurante do local que por sinal tem uma vista magnífica, o Two Oceans Restaurant, mas como não estávamos com muita fome, optamos por comer um pedaço de pizza e seguir para a próxima parada.

Cape Point

Cape of Good Hope

Boulders Beach – a praia dos pinguins

Seguindo a estrada dos babuínos pela qual fomos até Cape Point (M65), dirigimos até Boulders Beach, uma praia LOTADA de pinguins. São muitos, de vários tamanhos, tomando banho de sol, chocando seus ovos ou simplesmente nadando na água. É a coisa mais fofa que tem e pra mim é parada obrigatória!

Na entrada da praia, tem um posto de controle onde se compra o ingresso para o acesso. Não jogue esse ingresso fora, já explico porque!

Nessa entrada principal, tem uma estrutura de madeira (tipo um deck suspenso), por onde os turistas podem andar e tirar fotos sem importunar os pinguins. Nem precisa dizer que fica abarrotado de gente, né? Tem que ter um pouquinho de paciência para chegar na meiuca da passarela e ficar bem pertinho dos bichinhos.

Eu, como grande Felícia que sou, estava indignada de ter visto fotos de pessoas bem pertinho dos pinguins e eu não ter conseguido chegar perto. Foi aí que descobrimos que a tal praia tem uma outra entrada, a uns 300m para o lado direito da entrada principal, onde você pode descer na areia e ficar cara a cara com os pinguins! Não preciso nem descrever minha felicidade né?

Para entrar na areia tem que pagar, mas aceita-se o mesmo ticket da entrada principal (aquele que eu disse pra guardar!). Curiosamente, tinha muita gente na areia tomando banho de sol e de mar. Digo curiosamente porque você pode imaginar que em uma praia cheia de pinguins, a água era de congelar a alma! Amei esse passeio!

Trekking na Table Mountain

A Table Mountain é aquela montanha linda que é pano de fundo de quase toda foto tirada em Cape Town. Para acessá-la da maneira tradicional, existe um bondinho (a la Pão de Açúcar) que leva e traz os turistas.

O que muita gente não sabe é que você pode ir até lá em cima a pé! Sim, a pé! Óbvio que foi a forma que nós escolhemos (adoro um programinha de aventura!).

Garrafa d’água na mochila, tênis de trekking nos pés e muita coragem para enfrentar 2 horas e meia de subida bem íngreme. Foi assim que decidimos radicalizar e subir a montanha com nossas perninhas.

O acesso à trilha é pelo lado esquerdo da estação dos bondinhos e é bem sinalizada. Optamos pela trilha de Platteklip Gorge, que em tese é a mais curta e direta até o topo (e nem por isso a mais fácil).

Para descer, compramos o ticket do bondinho lá em cima mesmo.

Foi cansativo mas achei que valeu muito à pena. As vistas em grande parte do caminho eram lindas! Foi uma maneira diferente de explorar um ponto turístico tradicional e ter uma experiência ainda mais completa.

Mergulho com focas

Outro passeio tradicional em Cape Town é o passeio de barco em Hout Bay. A graça do passeio é chegar perto de uma ilha com centenas e centenas de focas em pleno oceano Atlântico.

De novo, procuramos uma forma de fazer um passeio tradicional de uma maneira diferente. Descobri que dá para visitar essa ilha mas ao invés de ver as focas do barco, é possível mergulhar com elas!

Ignorando a temperatura congelante da água, não pensamos duas vezes e decidimos nos aventurar num mergulho com esses bichos marinhos.

Contratamos a Seal Snorkeling e nos encontramos no Hout Bay Harbour, onde nos vestimos com roupas de neoprene de 5mm, luvas, capuz e botinhas. Pegamos nosso equipamento de snorkel e fomos para um barquinho. 5 min depois, chegamos à tal ilha e pulamos na água!

Gente, que frio! A primeira sensação foi: o que eu estou fazendo aqui? Até que eu vi a primeira foca nadando embaixo de mim e tive certeza que fizemos a escolha certa.

É muito divertido. São muitas focas nadando, fazendo piruetas e até “pegando jacaré”, ali do seu lado. Uma coisa engraçada é que debaixo d’água elas ficam com os olhos bem abertos, meio arregalados, totalmente diferente do que quando estão fora da água. Além disso, as focas são super curiosas e chegam muito pertinho da gente.

Dá uma olhada nas peripécias que elas fazem:

Foquinha com cara de mau!

Na volta, serviram um chocolate quente no barco e nos deram toalhas pra melhorar um pouco o frio.

O único porém desse passeio foi que o mar estava super batido, o que foi legal porque as focas estavam brincalhonas, mas fez algumas pessoas enjoarem.

 

Mergulhar na gaiola com tubarão branco

E já que estamos falando de mergulho e programas de aventura, o mergulho na gaiola com o tubarão branco não poderia ficar de fora!

Eu sei que muita gente acaba deixando essa experiência de fora por medo ou por falta de tempo, mas eu realmente acho que pra quem tem coragem é um programa imperdível.

A África do Sul é um dos locais com maior população de tubarões brancos do mundo e, portanto, é um dos lugares mais fáceis para você dar de cara com um desses monstros marinhos.

Bom, eu tinha a certeza de que queria ter essa experiência, mas também tive muito cuidado ao procurar um operador sério e que me passasse toda a confiança de que eu não teria problemas no passeio. Foi assim que achei a Marine Dynamics, uma empresa que já está no ramo há muito tempo e tem uma excelente reputação. Com base nos reviews que li e no próprio site da empresa, senti confiança e resolvi que seriam eles os responsáveis pelo meu momento Jaws.

O mergulho é feito de Gaansbai, uma cidade a 2 horas e meia de Cape Town, motivo pelo qual esse passeio ocupa um dia inteiro. A Marine Dynamics oferece transfer desde Cape Town a um custo adicional. Como estávamos de carro, optamos por dirigir até lá (as estradas são ótimas!).

Chegando na base da Marine Dynamics, fomos recebidos com um farto café da manhã enquanto aguardávamos o retorno do barco anterior que acabou sofrendo um atraso por estar com dificuldades de encontrar tubarões. Pelo segundo ano consecutivo nessa época (fomos em março), os tubarões resolveram “sair de férias” e sumir do mapa por quase 3 semanas, em um movimento que os biólogos ainda não entenderam bem.

Aliás, uma coisa muito legal da Marine é que tinha uma bióloga conosco explicando tudo sobre os tubarões e seus hábitos tanto na base quanto no barco. Ela ajudava também a identificar o sexo e o tamanho dos tutubas quando eles apareciam.

Foi muito interessante aprender tudo sobre essa espécie tão assustadora (mas que de assassina não tem nada, muito do mito vem de Hollywood) e ver como eles também são vítimas de mudanças climáticas e exploração predatória – não,  não é normal eles sairem de férias!

Sobre nosso passeio, foi explicado que a Marine é contra encostar nos tubarões e também jogar iscas dentro da jaula onde estão os turistas para “causar mais emoção”. Eles são muito cuidadosos e fazem o melhor que dá para o tubarão se aproximar da jaula sem colocar em risco a vida de quem está ali nem causar maiores incômodos aos animais. A essa altura, era tudo que eu precisava ouvir (até porque sou sempre muito cuidadosa com esse turismo que envolve animais, sempre pesquisando ao máximo as avaliações e certificações, e muitas vezes pagando bem mais caro para tentar garantir que não somos coniventes com bicho mal tratado).

Vestimos nossas roupinhas de neoprene, pegamos nossas máscaras e fomos para o barco. Demoramos um tempo até avistar o primeiro tutuba. A partir dali, a dinâmica foi a seguinte: fomos divididos em grupos que entraram juntos da jaula. A jaula fica sempre presa ao barco, parcialmente afundada, ou seja, você fica com a cabeça para fora da água. A água é muito muito fria, então para evitar o desconforto da temperatura, eles avisam quando está vindo um tubarão para você enfiar a cabeça debaixo d’água e ver. Para atraí-los, eles jogam uma isca com um cheiro que os atrai (mas que não é de comida, é só o cheiro mesmo que os atrai) e uma outra com formato de foca, todas a uma distância razoável do barco.

Gente, é muita emoção. Não senti nenhum medo e no fim queria era ter visto mais e mais de perto! Fato é que demos sorte e vimos 5 tubarões diferentes (pra mim só vi mesmo 2, mas a bióloga disse que no total foram 5 que passaram pelo barco, então acredito), bem pertinho da gente.

Olha esse vídeo que máximo!

Aí a pessoa acorda e pensa: uhuuu hj o dia está perfeito para se enfiar no mar e virar isca de tubarão Branco! 😂😂😂 Fomos até Gaansbai para fazer o shark cage diving. Não sabíamos, mas aqui na África do Sul é onde está a maior concentração de tubarões brancos do planeta, motivo pelo qual tem várias agências que oferecem esse passeio. Como não era uma coisa que da pra confiar em qualquer um (vc fica literalmente dentro de uma jaula enfiado na água esperando o tubarão vir perto de você), pesquisei muito e encontrei a @MarineDynamics, uma empresa antiga do ramo e super seria. De fato, eles foram impecáveis do início ao fim, muito profissionais e ainda disponibilizaram um biólogo que foi no barco com a gente explicando tudo sobre esses monstros do mar! Eu assumo que achei muito menos assustador do que imaginei, até porque o pessoal da Marine joga um "atrativo" pros tubarões mas joga bem longe da gaiola, pra não ter nenhum perigo pra quem está preso ali dentro! O único real problema foi a água: muito fria!!!!!! Super tranquilo e muitíssimo divertido! Adorei a experiência e recomendo demais a Marine Dynamics! Quem teria coragem? #futitrips #futinaafrica

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Achei o tempo de jaula bom. Conseguimos ver bastante os tubarões antes de congelar nosso corpo completamente. Depois, serviram lanches e bebidas quentes para esquentar o corpo.

Amei a experiência e o tratamento recebido na Marine Dynamics. Recomendo muito eles como operadores para quem quiser se aventurar a mergulhar com os tubarões brancos.

 

Assistir o por do sol de cima de uma montanha

Cape Town é banhada pelo mar e tem um relevo incrível, logo, assistir o por do sol é programa obrigatório para quem passa pela cidade. Os lugares mais procurados para o fim da tarde são as montanhas Table Mountain, Lion’s Head e Signal Hill, de onde é possível ter a visão panorâmica da cidade e ver o sol se pondo no oceano. Optamos pela Signal Hill porque o acesso era fácil de carro, mas todas são lindas e com vistas espetaculares.

Chegue um pouco antes dos últimos lampejos de sol do dia: os mirantes ficam lotados de gente de todas as idades com suas cestinhas de picnic e garrafas de vinho. Uma delícia!

Por do Sol em Signal Hill

Tomar um clássico Chá da Tarde

Outro programa bacana em Cape Town é tomar um chá da tarde. A África do Sul foi colonizada pelos ingleses e além de terem herdado a direção do lado errado (desculpa mas dirigir do lado direito é muito esquisito para uma canhota), a cultura do chazinho no meio da tarde também ficou.

Muitos hotéis oferecem o chá. Nós fomos experimentar o High Tea do MannaBay, um hotel boutique lindinho aos pés da Table Mountain, que eu mencionei aqui.

Eram tanto bolos, canapés e sanduíches que dava pra ficar perdido. Apesar de não estarmos com fome naquele horário (geralmente o chá é servido às 15:30), aproveitamos para tomar um espumante e relaxar um pouco no jardim do hotel que era uma gracinha.

Para quem está hospedado no hotel, o chá está incluso na tarifa. Para quem não está (nosso caso), é possível pagar à parte. Um programa relax e bem gostoso para uma tarde na cidade. Pra falar a verdade, nem parece que você está na cidade, um refúgio perfeito!

Chá da Tarde no MannaBay Hotel

Passeio pela orla e Chapman’s Peak Drive

Cape Town tem praias lindas e de água congelante. Apesar de não ser um destino clássico de praia, o passeio pela orla é super legal. Vale a pena pegar o carro desde Green Point e ir passando pelas praias no caminho: Bantry Bay, Clifton Beach, Camps Bay, entre outras.

Depois, continuamos dirigindo pela orla até chegar a Chapman’s Peak Drive, uma estradinha cênica a la Highway 1 na Califórnia e Great Ocean Road na Austrália, que começa em Hout Bay. Visual incrível!

Vinícolas

Em volta de Cape Town tem várias regiões vinícolas. As mais conhecidas são Constantia, que fica a uns 20 minutos do centro, e Stellenbosh e Franschhoek, a 1 hora e meia.

Como boa amante do vinho, conhecemos todas elas!

Fugimos para Constantia por duas vezes após outros passeios que fizemos por Cape Town. Como fica pertinho do centro, rapidinho estávamos lá degustando um bom vinho sul africano. Visitamos a Groot Constantia, a vinícola mais tradicional da região, e a Constantia Glen. Pessoalmente, gostei mais dos vinhos da Groot Constantia, apesar de ter comido uma tábua de frios na Constantia Glen que estava dos deuses.

Já para Stellenbosh e Franschhoek, muita gente faz passeio de bate-e-volta de dia inteiro a partir de Cape Town. Nós optamos por dormir por lá algumas noites e aproveitar o máximo dessa vidinha de descansar, comer bem e beber vinho. Vou contar em mais detalhes no próximo post :)