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Polinésia Francesa

1 em Polinésia Francesa/ Viagem no dia 20.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Rangiroa e Tahiti

Vamos falar só mais pouco da Polinésia Francesa? Já contei como organizei meus dias por lá, como foi nossa estadia em Moorea e Bora Bora e um pouquinho dos passeios que fizemos.

Depois de aproveitar muito todos os segundos que passamos em Bora Bora, chegou a hora de partir para o próximo destino: Rangiroa. Pegamos um vôo de aproximadamente 1 hora até pousarmos nesse pedacinho de terra. Passaríamos 3 noites por lá e eu não tinha a menor expectativa. Como ia ser minha vida depois de Bora Bora?

Rangiroa na verdade é um atol, que nada mais é que uma ilha em formato de anel, com uma lagoa azul turquesa dentro. Além da beleza do mar visto de fora, o atol é rodeado por corais e tem fama de ter uma vida marinha incrível, por isso prometia ter um dos melhores mergulhos da Polinésia Francesa. E já adianto que a fama faz por onde!

Lá em Rangiroa só existem 3 resorts: Kia Ora, Kia Ora Le Sauvage e Le Maitai. Nós acabamos não tendo muitas dúvidas na hora de escolher o Kia Ora: era o único hotel 5 estrelas perto do aeroporto e foi muito bem recomendado por amigos e pela Tatiana do Easy Tahiti. O Kia Ora Le Sauvage oferecia uma atmosfera mais rústica, já que ficava isolado num pedacinho de terra a 30 km do aeroporto, acessível somente por barco (1 hora de viagem). Apesar de achar que deve ser uma delícia passar uns dias com seu amor numa ilha deserta, optamos por ficar no resort em que teríamos que nos locomover menos.

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No pier do Kia Ora

No pier do Kia Ora

Ao chegarmos no aeroporto, um funcionário simpático do Kia Ora já nos esperava para nos levar ao hotel. 15 minutinhos de carro e chegamos à recepção, onde fomos recebidos com os colares de concha típicos polinésios e um drink de boas vindas. Após o check-in, nos convidaram a subir no carrinho de golfe para nos mostrar os arredores do hotel e para nos levar até o quarto (o hotel nem é tão grande assim para precisar do carrinho, mas foi legal da parte deles pensar no nosso conforto).

O Kia Ora é bem menor do que o Intercontinental que ficamos em Moorea e Bora Bora, com um restaurante, uma piscina de borda infinita do lado do mar, spa, um bar, fitness center, centro de mergulho da PADI e lojinhas. A vibe é mais rústica e o hotel é bem menos luxuoso que os anteriores, mas tem tudo que você precisa para passar dias típicos de um sonho.

Em relação aos quartos, existiam basicamente 3 tipos: vilas com piscina (super luxuosas mas que não ficavam diretamente de frente pra praia), bangalôs sobre as águas (somente 10) e bangalôs na praia.

O quarto que mais me atraiu foi o bangalô na praia, que além de ficar de frente pro mar ainda tinha uma jacuzzi na varanda! Além disso tinha também uma rede bastante atraente presa nos coqueiros e 2 espreguiçadeiras num pedacinho de praia só pra você. Pra completar, era a categoria de quarto mais em conta, quer coisa melhor? Por isso, acabamos optando por não ficar em cima das águas no Kia Ora (nesses bangalôs não tinha jacuzzi) e achei uma ótima pedida. 

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Beach bungalow do Kia Ora

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No fim do dia sempre abríamos um vinho ou uma cerveja e ficávamos dentro da nossa banheira aproveitando o por do sol, dá uma olhada.

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Me achando modelo de um catálogo de spa

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Por do sol de cair o queixo em Rangiroa

Além de passar os fins de tarde aproveitando nossa jacuzzi, nós passamos muito tempo na piscina do hotel, que era um espetáculo a parte.

50 tons de azul

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Ao contrário da lagoa de Bora Bora que tinha uma quantidade de peixes bem mixuruca, a praia do Kia Ora tinha muita vida. Todo dia nós pegávamos a máscara e o snorkel emprestado no hotel e íamos dar uma nadadinha. Chegamos a ver até tubarão passando bem na frente do nosso bangalô! Já pensou? Tomei um susto e saí voando da água!

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Piso de vidro do bar do Kia Ora

 

Em Rangiroa também optamos pela meia pensão (café da manhã e jantar), que eram servidos no restaurante do hotel. A comida era bem gostosinha, apesar de mais simples que no Intercontinental.

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Vida mansa no Kia Ora

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Como atividades extras fizemos o seguinte:

Mergulho de correnteza

Fechamos direto com o concierge do Kia Ora. Era um passeio de barco até determinado ponto do atol, onde pulávamos dentro d’água e deixávamos a correnteza nos levar enquanto víamos vários bichos legais no mar.

Demos bastante sorte porque ao sair do atol para o alto mar, o guia observou um bando de golfinhos e conseguimos nos aproximar de snorkel. Uma experiência incrível nadar com vários golfinhos ao redor de você. Esses eram bem grandes e eram bem comportados, não faziam muitas traquinagens. Bem diferentes dos tradicionais de Noronha que não menorezinhos mas muito mais animados. Infelizmente foi tudo tão rápido e inesperado que não conseguimos tirar fotos!

Depois dessa diversão não planejada fomos ao ponto de início da correnteza e começamos a flutuação. É o típico passeio pra preguiçoso, nem nadar precisa. Você fica lá paradão enquanto passam peixes, tartarugas, arraias e mais um montão de animais por você. No fim do passeio, o barco estava lá nos esperando para levar de volta pro hotel!

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Dançando de felicidade depois de ver os golfinhos

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Muito legal e indicado para todas as idades!

Mergulhos de cilindro

Aí sim, a estrela da festa! Como estava dizendo lá no começo do post, Rangiroa tem a fama de ser um dos melhores lugares da Polinésia (e mais tarde descobri que do MUNDO) para o mergulho. Isso se deve ao fato de existir uma grande barreira de corais ao redor do atol, que abrigam uma quantidade inacreditável de animais marinhos de todos os tipos.

Assim como nos demais resorts que ficamos, dentro do Kia Ora tinha um centro de mergulho, o que facilitava muito a organização das saídas dos hóspedes. Nós tínhamos a certificação básica PADI e pouquíssimos mergulhos logados (no meu caso, só os do curso mesmo e o que tínhamos feito em Bora Bora).

Antes do primeiro mergulho em Rangiroa, fomos até o centro conversar com o Dive Master que sairia conosco no dia seguinte. Ele nos sugeriu utilizar o Nitrox ao invés do ar comprimido normal, uma vez que nosso tempo de mergulho seria maior e nós poderíamos ter essa experiência sem custo adicional (o que não é nada comum, normalmente se cobra um valor adicional pelo uso do Nitrox). Basicamente, o Nitrox é uma mistura de gases composta por nitrogênio e oxigênio puros, que permite mergulhos mais longos e diminui o tempo de superfície, que é o tempo necessário de descanso entre dois mergulhos consecutivos. Além disso, ao final do dia os mergulhadores ficam bem menos cansados. Então pensamos, porque não?

No dia seguinte saímos para o primeiro mergulho. Sério, não existem palavras para descrever aquele paredão de coral. Além de lindo, colorido e brilhante, vimos tudo quanto era tipo de bicho que você pode imaginar: bandos de golfinhos, tubarão cinza, tubarão da ponta preta, arraias chita, moréia, baiacus, além de peixes de todas as cores e tamanhos. Realmente foi algo que me marcou e agora entendo porque falam tanto de Rangiroa como um ponto marcante de mergulho. Dá uma espiada no vídeo:

A video posted by Aline Rajão (@alinerajao) on

Dá vontade de virar a pequena sereia e viver under the sea, não dá?

De fato o uso do Nitrox fez uma baita diferença na nossa recuperação. Amamos tanto a primeira experiência nas águas profundas de Rangiroa que voltamos para mergulhar pela segunda vez com a equipe do Kia Ora e com o tal do Nitrox. Depois do segundo mergulho, acabamos decidindo tirar a certificação Nitrox ali mesmo, aproveitando que já poderíamos utilizar os dois mergulhos feitos e só precisaríamos fazer a prova.

Se eu tenho um arrependimento em relação à Rangiroa foi o de não ter mergulhado mais. Ô paz que aquele mar trazia para a gente, dá vontade de ficar o dia inteiro enfiado dentro d’água vendo a vida dos peixes passar. E a temperatura da água gente? Perfeita! Quentinha! Ficamos 3 noites por lá e acho que poderia ter ficado mais 1 noite, justamente para aproveitar mais o fundo do mar.

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Selfie aquática

Mas como tudo que é bom dura pouco, nossa viagem estava chegando ao fim e teríamos apenas mais 1 noite no Tahiti antes de voltar para Los Angeles. A parada no Tahiti foi obrigatória por conta do horário do nosso vôo para os EUA, que saía de manhã cedo.

Uma das dicas que tinham me dado era não gastar nada de dinheiro com hospedagem no Tahiti e ficar no hotel em frente ao aeroporto, um B&B bem chumbrega com cara de hotel de porta de rodoviária.

Como contei aqui, acabamos ignorando essa dicas e optando por ficar a última noite no Intercontinental Tahiti e foi uma escolha bem acertada. O hotel era bem próximo ao aeroporto (2 km mais ou menos) e foi bem fácil de pegar um taxi tanto na ida quanto na volta.

Óbviamente que foi mais caro do que ficar no B&B do aeroporto, mas apesar de não ter nem 10% do charme dos outros hotéis que passamos, o Intercontinental tinha uma excelente infraestrutura e deu pra nos divertirmos bastante. Fui com a expectativa de ser um dia perdido, mas foi uma grata surpresa. Conseguimos aproveitar bem a piscina (tinha uma com areia e água salgada!), fizemos snorkel numa lagoazinha, demos uma volta de caiaque e, claro, nos fartamos de beber drinks naquele happy hour tradicional da rede Intercontinental na Polinésia Francesa!

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Piscina com areia e água salgada

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De fato, eu não ficaria mais de 1 noite no Tahiti porque acho que tem outras ilhas bem mais legais para conhecer por ali, mas uma vez que é necessário dormir lá, porque não aproveitar?

A Polinésia Francesa foi um dos lugares que mais me marcaram na vida. Fui realmente muito feliz lá e indico muito pra quem gosta de sombra, água fresca e um belo pedacinho de paraíso!

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0 em Polinésia Francesa/ Trip tips/ Viagem no dia 05.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Bora Bora – o que fazer por lá

Vamos continuar falando de Bora Bora? Contei aqui como era o Intercontinental Thalasso e o nosso magnífico bangalô sobre as águas. Agora quero mostrar para vocês o que tem de legal para fazer por lá.

Passamos boa parte do tempo aproveitando o que o hotel tinha a nos oferecer. Isso incluiu pegar sol no deck do nosso bangalô, tomar um espumante e ver a vida passar da nossa varandinha, andar de SUP pela lagoa (e até ir da praia até nosso quarto remando) e relaxar na praia e na piscina.

Divando no nosso deck privativo

Pegando sol no nosso deck privativo

SUP na lagoa

SUP na lagoa

champanhe-borabora sup-boraboradeck-thalasso2Além de aproveitar muito a infra do Thalasso, foi em Bora Bora que fizemos a maior quantidade de passeios e atividades fora do hotel. Eu fechei todos esses passeios com a Easy Tahiti porque eles tinham preços melhores do que o concierge do hotel (no site deles tem os preços atualizados de cada um).

Fizemos os seguintes passeios:

Mergulho com cilindro (Exploration Dive)

Dentro do Thalasso tem um centro de mergulho da PADI, de onde pegamos uma lancha e fomos mergulhar. Nós fizemos o curso de mergulho básico antes da viagem e fomos sem muita experiência mas foi super tranquilo.

Éramos só eu e meu marido com a Dive Master e como ela viu que estávamos indo bem, nos levou a uma estação de limpeza de arraias-manta a quase 30 metros de profundidade!!!

Demos uma super sorte de ver uma manta gigante nadando bem do nosso lado, incrível!
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A 30 metros de profundidade

A 30 metros de profundidade

A verdade é que a parte da lagoa de Bora Bora, que fica entre os motus e o centro da ilha, tem pouca vida. Tanto o snorkel que fizemos no hotel quanto o mergulho foram meio “fracos” no quesito vida marinha, exceto pelo encontro com esse gigante do mar. Nadar perto da manta foi uma experiência inesquecível!

Já a parte de fora dos motus tem vida à beça e é pra lá que fomos quando fizemos o passeio que vou contar a seguir.

Shark and Ray Snorkel Safari

Esse é um tour de barco que, como o nome já diz, te leva para ver tubarões e arraias no recife por fora dos motus!

Primeiro fomos ao local onde ficam as arraias (stingrays), que mais parecem cães de estimação querendo atenção! Você pode entrar na água, que é bem rasinha, se tiver coragem. Elas vem muuuuito perto e às vezes chegam a encostar em você com aquela pele gelada e gelatinosa. Se você quiser, pode dar comida pra elas, na boca! Dá muuuuuito nervoso mas é bem divertido!

Arraia pedindo carinho!

Arraia pedindo carinho!

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2arraiasemboraboraDepois de praticamente sermos abraçados pelas arraias-cachorrinho, fomos ver os tubarões (blacktip sharks) numa parte bem mais funda. Você entra na água e eles ficam ali, nadando e nadando como se nada estivesse acontecendo. Eram dezenas!

Assim como em Moorea, dá aquele friozinho na barriga ao ver aqueles bichos mortais em volta de você… mas eles não estão nem aí pra sua existência! Depois que passa o receio inicial, fica super divertido nadar atrás deles… eles são rápidos, viu? Você nada, nada, nada e nada, não consegue alcançar nem um! Amei estar tão pertinho dos tutubas, foi bem radical!

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Ei, tutuba, volta aqui!

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Por fim, fomos para um terceiro ponto com muitos muitos muitos peixes onde pudemos fazer snorkel à vontade. Era tanto peixe que era impossível tirar foto, eles ficavam entrando na frente da câmera, praticamente posando, olha:

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Era pra ser eu na foto, mas o peixinho entrou na frente!

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Na minha opinião, esse passeio é um must do.

Jet Ski

Fizemos também um tour de jet ski com guia ao redor da ilha. O passeio todo durou 2h, incluindo uma parada num motu com um “coconut show“, que, apesar de dispensável, acabou sendo interessante (aprendemos a fazer leite de coco artesanal!). Foi bem divertido!

Passamos perto dos principais resorts e pudemos dar uma espiadinha em como eles eram, além de poder pilotar livremente (e super rápido) o jet ski por aquelas águas cristalinas.

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Parasail

O parasail é aquele mini paraquedas que vai sendo puxado por uma lancha. Como a paisagem é linda de morrer, dá para imaginar que o passeio é espetacular né?

A diferença de preços nesse passeio se dá pelo tempo que você fica voando e pelo comprimento da corda. Nós contratamos o parasail por 15 minutos e a corda mais comprida, que vai até 300 metros! Lindo demais ver Bora Bora lá de cima e a sensação de liberdade ao voar foi maravilhosa.

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Esse passeio saía do Intercontinental Le Moana, portanto tivemos que pegar o transfer entre os dois hotéis da rede. Aproveitamos para conhecer o Le Moana, almoçamos por lá e ficamos um pouco na piscina.

Minha opinião sincera? Não tem comparação com o Thalasso! A infra, os bangalôs, a piscina, tudo é muito mais simples, a água é bem mais mexida (pelo menos quando eu fui) e não tem aqueeeeela vista para o Monte. Depois de conhecer o Thalasso a única certeza é que não ficaria no Le Moana (se o $$$ permitisse, óbvio).

Não dá vontade de pegar um avião e ir pra lá agora mesmo?

Depois de 5 dias e 4 noites nossa estadia no paraíso chegou ao fim. Arrumamos as malas super deprimidos para partir para Rangiroa. Nada na vida poderia ser tão legal quanto Bora Bora… mas foi aí que nos enganamos.

Não perca o próximo post.

Aline

banner-alineTodos os posts da Aline sobre a Polinésia Francesa podem ser encontrados aqui

 

0 em Polinésia Francesa/ Trip tips/ Viagem no dia 28.11.2016

Destino Lua-de-Mel: Bora Bora, um sonho de ilha!

Para quem está acompanhando os posts sobre a Polinésia Francesa, chegamos ao auge: Bora Bora, a pérola do Pacífico!

Pegamos um vôo entre os horários de checkout de Moorea e checkin de Bora Bora (para não desperdiçar nem um minuto em nenhum dos destinos) e em 50 minutos já estávamos no cenário mais aguardado de toda a viagem!

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As especificidades da ilha começam já no aeroporto: ele fica num micro pedacinho de terra no meio do mar e é acessível somente por barco.

Todos os hotéis têm suas próprias lanchas que buscam e levam os hóspedes no aeroporto. No nosso caso, assim que pousamos já tinha um funcionário do hotel nos esperando com colares polinésios cheios de flores e conchinhas para entrar no clima!

Deck do aeroporto com as lanchas dos hotéis

Deck do aeroporto com as lanchas dos hotéis

Os principais resorts de Bora Bora se localizam nos motus, pequenas faixas de terra que rodeiam o centro da ilha, criando uma grande lagoa! No interior existem dois montes, sendo o Monte Otemanu o mais alto e conhecido, tendo nascido de resquícios de um vulcão adormecido.

Você deve estar se perguntando qual a relevância desse tal monte. Total! Toda vez que eu pensava em Bora Bora, me vinha na cabeça aquela foto de uma água azul-tão-turquesa-que-dói-os-olhos, com uma mata verde densa e o Monte Otemanu lá atrás, super lindo e fotogênico.

Na minha opinião, a viagem não estaria completa sem o Otemanu no pano de fundo e isso foi fundamental na hora de escolher em qual resort ficar. Ali, exatamente em frente ao Monte e com aquela vista clássica, existem quatro hotéis: Le Meridien, St Regis, Four Seasons e Intercontinental Thalasso. Eu tinha algumas dicas de pessoas que tinham ficado tanto no Le Meridien quanto no Four Seasons e tinham gostado muito, mas depois de muita indecisão, optamos novamente pelo Intercontinental, nesse caso o Thalasso (cuidado, existem dois hotéis da rede Intercontinental na ilha e suas instalações são bem diferentes).

Precisa escrever alguma coisa?

Intercontinental Thalasso – Precisa escrever alguma coisa?

O Thalasso saía um pouco mais barato que o St Regis e o Four Seasons e um pouco mais caro que o Le Meridien, porém com uma infra bem mais legal que esse último. Além disso, eu ainda teria um upgrade na categoria do quarto (falei mais sobre isso aqui), então foi pra lá que nós fomos!

O Hotel

No Intercontinental Thalasso todos os quartos são bangalôs sobre a água. Esses bangalôs estão posicionados em formato de ferradura, sendo a diferença entre as categorias a sua localização: quanto mais longe da praia e mais perto do Monte, mais privativo, mais indevassado e, obviamente, mais caro.

Além disso, existe um deck nas duas pontas da ferradura acessível a todos os hóspedes, onde você fica de cara para o Monte (dá uma olhada na foto aí embaixo!). Então não fique se remoendo porque o quarto mais top é muito mais caro, dá para você ter a mesma vista só andando um pouquinho (ou pegando um carrinho de golfe, se você for preguiçoso :P).

Vista aérea do Intercontinental Thalasso | Fonte: Site Intercontinental

Vista aérea do Intercontinental Thalasso | Fonte: Site Intercontinental

Visu de cair o queixo do deck

Visu de cair o queixo do deck do Intercontinental Thalasso

Otemanu sendo lindo ao fundo <3

Otemanu sendo lindo ao fundo <3

Nós fomos de lancha do aeroporto até o hotel onde fomos recepcionados com um drink de boas vindas. A recepção do Thalasso tinha um deck com coqueiros e pufes enormes de frente pro mar pra você já começar a babar logo na chegada ao hotel. Acho que a primeira reação ao ver com meus próprios olhos aquele pedaço de paraíso foi dizer: “Para, nada na vida pode ser tão azul. Será que eu estou na Disney e na verdade isso tudo é de mentirinha?”

Papéis preenchidos e check in feito, fomos convidados a subir em um carrinho de golfe com um funcionário simpaticíssimo que nos mostrou os arredores do hotel todo antes de nos levar ao nosso bangalô.

Descansando no pufe enquanto esperava o checkin

Descansando no pufe enquanto fazia o checkin no Intercontinental Thalasso

Um comentário rápido: as malas se movimentam magicamente! Desde que pousamos em Bora Bora não interagimos mais com elas e, como um passe de mágica, elas chegaram ao nosso quarto antes de nós (e olha que elas nem foram no carrinho com a gente!). A vida podia ser fácil assim sempre, não é?

Voltando ao hotel: o Intercontinental Thalasso tem uma piscina linda de borda infinita de frente pro mar e uma praia que dá acesso à lagoa com água cristalina e absurdamente azul (onde ficam os bangalôs). Ficam disponíveis à vontade caiaques, pedalinhos, equipamentos de snorkel  e standup boards (você pode remar até seu bangalô, que tal?). De resto o hotel conta com toda estrutura de um resort de ponta: academia (de novo, aqui não né?), lojinhas, quartos de transição (para os hóspedes que chegam antes do horário do checkin), bicicletas para você passear pelo resort, uma quadra de tênis, uma capelinha para casamentos, um SPA além de um dive center da PADI.

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Lagoa do Thalasso

Lagoa do Intercontinental Thalasso

É permitido, ainda, o acesso à parte de fora dos motus, onde você pode ver o oceano e onde está um grande recife. Mas a estrela do lugar é sem dúvida a vista da lagoa!

Parte externa dos motus: bem mais rústica!

Parte externa dos motus do Intercontinental Thalasso: bem mais rústica!

O hotel tem ainda três bares e três restaurantes. Além disso, é possível solicitar um jantar romântico no deck de frente pro Monte Otemanu e um café da manhã polinésio que é servido numa canoa diretamente no seu bangalô, dá pra acreditar?

Em Bora Bora também optamos por fechar a reserva com meia pensão (café da manhã e jantar), e achei o ideal! O café era servido no estilo buffet no restaurante Bubbles e era comida que não acabava mais! Tinha opção para todos os gostos e você já saía bem alimentado para aproveitar o dia.

O jantar era em esquema menu (entrada, prato principal e sobremesa), também bem servido e muito variado. Para os hóspedes em regime de meia pensão, era possível escolher entre 2 restaurantes: Sands, que ficava de frente pra praia e tinha mesas inclusive pé-na-areia; e o Reef, que ficava na parte interna do resort num terraço super simpático e que tinha noites temáticas e show de dança polinésia às segundas e sextas. O terceiro restaurante era o Le Corail, o mais exclusivo, que contava com a maior adega da Polinésia Francesa e um menu mais requintado. Disponível com custo adicional para quem estava na meia pensão. Acabamos não experimentando o Le Corail porque achamos besteira pagar o adicional já que os outros dois restaurantes ofereciam diversas opções em seus cardápios. Vale lembrar que para jantar em qualquer um dos restaurantes era necessária reserva prévia no concierge do hotel, que ficava ao lado do Bubbles.

No Thalasso também tinha Happy Hour 2×1, que acontecia todo dia no bar do restaurante Sands durante o pôr do sol. Não preciso nem dizer quão incrível era o sol se pôr atrás do Monte, né? Praticamente um sonho.

Esperando o por do sol no Bubbles Bar

Esperando o por do sol no Bubbles Bar

Happy Hour

Happy Hour no Intercontinental Thalasso

Ahhhh o por do sol

Ahhhh o por do sol de Bora Bora

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Outra coisa bacana da rede Intercontinental em Bora Bora é que existem lanchas que fazem o trajeto Thalasso – Le Moana (o outro hotel da rede na ilha) algumas vezes por dia. Então, caso você queira ou precise ir até o outro hotel, pode fazê-lo sem custo algum.

O Bagalô

Nós optamos pelo bangalô Sapphire, que ficava no meio da ferradura (pagamos na verdade pelo Emerald, a categoria mais barata que ficava virada para praia mas tivemos upgrade).

Amei o nosso bangalô! Ele era bem mais reservado que os Emeralds por ficar virado para a parte de fora da lagoa e tinha uma vista lateral do Monte. Apesar de ser um pouco longe das áreas comuns do hotel, era possível chamar o carrinho de golfe, pegar uma bicicleta ou ir caminhando e apreciando a paisagem!  

Vale dizer que todos os bangalôs têm exatamente a mesma planta e mimos, exceto o Pool Overwater Villa que tem uma piscina no deck externo e o Two Bedroom Overwater Villa With Pool, que além da piscina tem dois quartos ao invés de um.

Os bangalôs contam com a seguinte estrutura: um deck com acesso direto para a água, uma sala com piso de vidro no chão, varanda com chuveiro, quarto com janelão do chão ao teto, banheiro com chuveiro e banheira de imersão separados (também com direito a janelão para você não perder nem um minuto de admiração àquela vista espetacular), pia dupla, closet, máquina de Nespresso, entre outros frufrus que te fazem sentir tratado com carinho. Só amor por esse quarto!!!

Vista da cama

Vista do bangalô do Intercontinental Thalasso

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Banheira top!

Banheira top!

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Quer ver com mais detalhes como era o bangalô? Só não repara o tremelique do vídeo mas a emoção era tanta que estava difícil de segurar.

A video posted by Aline Rajão (@alinerajao) on

Não perca o próximo post, vou contar tudo que fizemos nesse pequeno pedaço de céu! 

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