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Paris

1 em Europa/ Parceria/ Paris/ Trip tips/ Viagem no dia 07.03.2016

Trip Tips: Eternizando a lua de mel (ou outras datas especiais) em Paris!

Eita que hoje esse blog só está falando de Paris, né? Foi totalmente ao acaso, já que nos embolamos nas ordens dos posts (por exemplo, o DQF que era para sair hoje, mas não deu para terminar!), mas já, já voltamos com a programação normal! hehehe

Conhecemos o Chris Perona em Setembro, quando fomos passar o aniversário da Jô em Paris no meio da semana de moda. Estávamos procurando um fotógrafo para clicar nossos looks e uma amiga da Jô acabou nos indicando o primo dela. Ele foi o responsável por essas fotos nossas, para quem não viu!

Marcamos em um local perto de onde fotografaríamos e antes dos cliques, resolvemos sentar em um café para bater um papo. Foi desse jeito que ficamos sabendo mais sobre o seu trabalho, o Paris for Two. Como o nome já dá a dica, o Chris é especializado em fotos de casais que vão para a Cidade Luz curtir a lua de mel, noivado, aniversário de casamento ou qualquer outra data especial e querem eternizar o momento. Quem for casar por lá também pode contratá-lo!

Eternizando o aniversário da Jô e a nossa amizade! :)

Eternizando o aniversário da Jô e a nossa amizade! :)

Além de saber os pontos parisienses mais fotogênicos (provavelmente todos! hahaha), o Chris tem um olhar bastante especial para achar cantinhos interessantes, detalhes que criam o clima e ângulos diferentes. Quando a gente achava que já tinha explorado todas as possibilidades de um local, ele aparecia com mais uma ideia que ficava o máximo! E para quem acha que ficaria com vergonha, ele é uma simpatia e deixou a gente super à vontade, inclusive quando a gente quis repetir algumas fotos (blogueira costuma ser meio chata com alguns detalhes! haha).

Bem, vamos parar de falar porque o trabalho dele fala por si:

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Vai dizer que não dá vontade de pegar o respectivo e levar pra Paris só para fazer umas fotos dessas? :)

Eu, Carla, passei a lua de mel em Paris e me lembro que no longínquo ano de 2010 eu fiquei morrendo de vontade de eternizar aquele momento de um jeito melhor do que selfies ou fotos mal tiradas por turistas solícitos. Naquela ocasião eu pensei sobre esse tipo de serviço (nem sabia que existia, para ser sincera), mas só fui sentir falta mesmo quando já estávamos lá. Só conseguia pensar que pensamos tanto (e gastamos tanto) no casamento e deixamos a lua de mel para lá, sendo que ela é tão importante e única quanto o grande dia, né? Sem contar que as fotos do casal viajando e curtindo juntos um lugar diferente ficam muito mais românticas! 

Quem está de casamento marcado e pensa em incluir Paris como destino, vale conhecer o trabalho do Chris Perona, o Paris for Two. Lá tem mais fotos lindas, depoimentos, preços e contato. Depois contem para a gente se não vale a pena!

Beijos!

 

16 em Comportamento/ crônicas/ Paris no dia 07.03.2016

Crônicas da Jô: as garotas de Paris

Era 2011 e eu estava em Paris, sozinha. Nas costas, um namoro recém terminado, com gostinho de que não havia acabado ainda. Tudo doía. Que audácia a minha viajar sozinha naquele contexto! Nunca esqueço de um dia crítico onde em plena Cidade Luz eu voltei para meu hotel chorando no taxi. Definitivmente eu não estava bem lá, não sei como era possível mas naquela hora nem Paris era uma boa ideia.

Sentir meu coração partir poucos dias antes do embarque (poucos = a menos de uma semana), a ficha começou a cair durante uma ligação para a Airfrance, quando criei coragem e cancelei a passagem dele. Ali, naquele segundo, o sonho romântico de ir com um grande amor para Paris morria, pela primeira de muitas vezes.

Nenhum lugar do mundo seria bom para aquela garota de 24 anos. Garota. Vocês leram bem. Naquela época eu definitivamente não era uma mulher. Eu já tinha força, muita coragem, mas não era mesmo a pessoa que sou hoje.

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2011 no jardim de Tuileries

Parece que várias versões de mim já foram à Paris. Passear por essas versões é revisitar um passado que mostra tantas mudanças, ainda que de forma não linear.

Em 2002 embarcou a filha de 15 anos, com a melhor amiga e a mãe. Essa versão só queria comprar e não tinha paciência para tantos museus. Gostava de castelos, não queria ver estátuas. Essa menina, coitada, não aproveitou nada da boa gastronomia. Não posso culpar aquela mãe, ela bem tentou fazer com que comêssemos outra coisa além de macarrão à bolonhesa, mas não obteve êxito.

2002

2002 no alto da torre

A segunda vez em Paris foi a vez da estudante com espírito aventureiro. Foi preciso um super estudo de mapas, planejar caminhos no Google Maps (já estávamos em 2008) e entender bem como seria a logística daqueles dias. Uma parte da viagem teria a companhia das amigas, a outra parte eu ficaria sozinha.

Aquela garota de 21 anos se perdendo de mochila foi um dos meus maiores orgulhos. Essa versão queria ver todos os quadros que havia estudado na faculdade, não parou um segundo, explorou tudo que pôde e ela foi a única que teve a oportunidade de viver um romance parisiense que ok, durou um dia e meio, mas foi inesquecível. Digno de um filme como “Antes do Amanhecer” e que fez frases como “we will always have Paris” pudessem ser escritas (ou lidas) em emails tardios.

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Em 2008 imitando nossa foto de 2002

Se em 2008 o coração era livre, em 2011 era pesado. A garota do início do texto foi sofrer em Paris achando que seria melhor do que sofrer em casa, coitada, ledo engano. Não que Paris tenha sido um arrependimento, nunca será, mas certamente o erro de “timing” foi claro. O melhor lugar para sofrer é em casa, do lado de quem você ama.

Talvez a versão mais parecida comigo, mais ainda bem diferente, seja aquela mulher que embarcou aos 25 anos de idade para estudar um mês na sua cidade preferida. A Joana de 2012 nada tinha em comum com a versão sofrida de 2011 e isso era um fato inquestionável.

Se em 2011 tudo era coração, em 2012 tudo era a profissão. O curso, os estudos, os museus, as exposições de moda, os restaurantes e passeios que mereceriam virar posts. O blog era o amor verdadeiro em questão. Nessa versão eu ganhei um dos melhores presentes que a cidade me deu: uma semana com a minha mãe, agora duas adultas bebendo juntas no bar, aproveitando as melhores comidas e se divertindo caminhando pelas ruas do “Rive Gauche”.  O apê alugado em Saint Germain nos arrancou boas risadas, sorrisos e me deixou preparada para as semanas seguintes, em que mais uma vez me veria completamente sozinha na cidade.

2012

2012 no Jardin du Luxembourg

Nunca fiquei tanto tempo sozinha antes, também nunca depois. E antes disso tudo, estar sozinha nunca havia sido tão gostoso. Depois dessa me tornei entusiasta da minha própria companhia. Passei a frequentar restaurantes legais, parques, museus e muitos outros programas. Essa versão de mim dormia cedo de tão cansada dos estudos, mas tudo valeu. Ali a solidão foi um presente, nada de dor.

Engraçado se permitir voltar no tempo, rever suas histórias, seu comportamento em um café ou mesmo sentada num gramado. Eu não sabia ainda que aquelas garotas nunca mais voltariam à Paris. Acho que eu teria feito uma despedida mais apropriada se soubesse.

Em 2015, aos 28 anos tudo mudou. O mundo virou, a autoestima ganhou o jogo e assim, uma versão mais mulher, mais decidida, menos clichê e nada medrosa se apoderou do próprio corpo. Foi nesse contexto que eu visitei Paris levando minha melhor versão de mim pela primeira vez e para realizar um sonho de anos: passar meu aniversário lá, com alguém que jamais poderia se transformar num amor do passado, com alguém que dividiria cada alegria ao meu lado. Foi assim que com 28 anos de idade embarquei com a Carla (e o Arthur na barriga) para viver a primeira visita dessa versão, que voltou com 29 anos e mais uma vez mudada.

 

Uma foto publicada por futilidades (@futilidades) em

Dessa vez já tinha toda certeza do que gostava, do que não gostava, do que queria ver e do que não queria fazer. Teve semana de moda, refeições fantásticas, risadas, passeios, sorrisos, momentos sozinha (agora toda viagem tem que ter isso) e momentos de celebração. Daquela vez, Paris não era apenas uma boa ideia, era a ideia perfeita.

 

Uma foto publicada por futilidades (@futilidades) em

É engraçado perceber ao longo de diferentes experiências como eu mudei. Dos 15 para os (quase) 30 tudo mudou e nada mudou. Algumas coisas são imutáveis, por exemplo, o amor por Tarte Tatin, a paixão pela Place de Vosges, a alegria de passear no Marais no domingo depois de vir de MontMartre e as infindáveis caminhadas por Saint Germain, seus jardins e seus segredos. Todas as versões (até a mais triste delas) viveram um amor pleno pelos detalhes.

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Engraçado ver como evoluímos e nos tornamos diferentes, estranho notar que não somos mais as mesmas, mas ao mesmo tempo carregamos algumas coisas que nunca mudam. Lendo um livro que falava de uma experiência de um café em Paris me transportei para essa reflexão. Ali, vi que às vezes podemos escolher um lugar, aniversários, carnavais ou experiências marcantes para entendermos que nunca mais seremos os mesmos, talvez nunca mais venhamos a ser quem somos hoje. Amanhã novas experiências virão e nós precisaremos ter a sabedoria de evoluir, crescer, soltar o que precisa ir e acolher o que precisa ficar.

Hoje eu não sei quando vou voltar, não sei quem eu vou ser até lá, mas apenas espero ser ainda melhor, ainda mais dona de mim.

Joana Cannabrava
1 em Europa/ Paris/ Viagem no dia 09.10.2015

Trip tips: dicas de viagens de Paris

Essa viagem à Paris rendeu algumas dicas e experiências que sem dúvida nenhuma mereciam estar aqui no nosso “trip tips” de toda semana.

1- Transfer e/ou motorista agendado: Blacklane

Um pouco antes da viagem, fomos apresentadas a um site chamado Blacklane, que agenda corridas com motoristas que atendem super bem, em carros de diferentes tamanhos e perfeitos para serviços de transfer ou agendamento de corridas prévios. Depois descobrimos que existia o aplicativo também. Agendamos um carro maior para nos levar ao aeroporto Charles de Gaulle, que fica um pouco mais longe, no final da viagem. Ele cabia tranquilamente 5 pessoas (e suas malas) e a corrida custou 87 euros, um preço que achamos bem justo se comparados aos serviços dessa categoria.

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Carla no carro que escolhemos para 5 pessoas (porque tínhamos mais volumes de mala)

Esse serviço está disponível em Paris e em mais 180 cidades, incluindo Rio e São Paulo. Depois que usarmos aqui no Brasil vamos contar para vocês.

Só lembrando, o Blacklane funciona apenas para compromissos combinados previamente, tem que marcar no site ou no app com antecedência para garantir seu carro.

2- Aplicativo para andar de ônibus e metrô integrado: RATP

Em 2012, quando passei um mês em Paris, descobri um livro que continha todas as linhas de ônibus da cidade e cada página contava tudo sobre cada linha. Foi assim que eu aprendi a andar de ônibus por lá, apesar de não ser muito prática a história de ter que ficar andando com o livrinho para cima e para baixo.

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Parece complicado mas não é. Tudo é “clicável” e se desdobra. É muito fácil e bom de usar, já não sei andar na cidade sem ele.

Dessa vez eu deixei esse meu lado analógico para lá e foquei num aplicativo bem interessante. No RATP você dá a sua localização atual, digita onde você quer ir e ele te dá o tempo de travessia mais rápido, seja usando apenas o metrô, só o ônibus ou uma combinação entre os dois meios de transporte, caso essa seja a opção que levará menos tempo. Se tem caminhada no meio do trajeto, ele te possibilita encaminhar para o Google Maps com o mapa já traçado. É uma modernidade prática e maravilhosa!

3- Cartão para o metrô e o ônibus: Navigo.

Se você vai passar uns 4 ou 5 dias na cidade já vale fazer o cartão de transporte público, o Navigo. Uma vez feito o cartão, você não precisará repetir esse processo nas próximas viagens, apenas recarregar. Para fazer é preciso comprar o cartão (5 euros) e fazer uma foto (você pode levar do Brasil ou pagar mais 5 euros para fazer, no caso, demos a sorte de ter uma cabine para isso na estação que fizemos o nosso cartão). Depois disso, você carrega por viagem ou por tempo de uso, o que eu recomendo.

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Eu e Carla fizemos o Navigo para uma semana e com certeza ele se pagou. Usamos metrô e ônibus à vontade, só não dá para esquecer o cartão para uma próxima viagem! Eu sou super organizada, sempre viajo com meu Oyster para Londres, mas esqueci meu Navigo de 2012 em casa dessa vez. Agora já não esqueço mais. :)

4- chip de internet: Travel Mobile, agora dá para comprar antes.

A gente já falou aqui que AMA comprar o chip da Travel Mobile para ir para os EUA. Você compra antes de viajar e em poucos dias ele chega na sua casa, você entra no site, habilita com o plano escolhido antes de viajar e já sai do avião com o chip funcionando. Não nos imaginamos mais indo para os Estados Unidos sem ele.

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Pois bem, agora tem uma novidade: eles já têm chip para ser usado na Europa. O custo benefício ainda não consegue acompanhar os valores dos EUA, mas quem precisa chegar conectado, essa é uma boa saída!

5- Chip de internet comprado lá: Orange

Dessa vez, como meu iPhone estava bloqueado, não quis pedir um chip da Travel Mobile. Só consegui desbloqueá-lo na véspera da viagem, assim sendo, não pude usar o mesmo chip da TM que a Carla usou. Como não queria ficar desconectada, assim que cheguei em Paris fui na Orange, companhia telefônica de lá que tem várias lojas espalhadas pela cidade, inclusive na Champs Elysèes.

O chip custa 10 euros + 10 euros por cada 1GB (no plano só de dados). No meu caso, eu comprei 4 Gigas então deixei bons 50 euros por lá. Uma pessoa que não use a internet de forma pesada como eu pode comprar 2GB + o chip, o que vai dar em torno de uns 30 euros. É importante pedir para que eles coloquem os créditos para vocês, para quem não fala francês, não é fácil!