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Viagem

9 em Argentina/ Comportamento/ Viagem no dia 14.12.2016

Toda uma nova Buenos Aires pra mim!

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As vezes acredito piamente que as melhores coisas acontecem quando não estamos esperando. Enquanto eu buscava conexão e inspiração no meu último retiro espiritual me frustrei com a quebra de expectativa. Conforme contei aqui foi difícil na hora, mas aceitei e deixei pra lá. No entanto durante a viagem a Buenos Aires o impensado aconteceu, eu me surpreendi.

Dessa vez eu não esperava muita coisa: só queria matar a saudade da parte da família e curtir os bons hotéis nos quais eu ia ficar. Sem nenhum grande propósito além de relaxar, esvaziar a cabeça e mudar de ares.

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Comprei uma passagem no impulso, sem pensar. Sem planos e sem expectativas. Nessa hora o UNIVERSO agiu e convergiu para a criação de uma viagem deliciosa, maravilhosa e cheia de presentes incríveis.

Confesso com um pouco de vergonha que embarquei esperando uma cidade mais turistona, caricata e com uns toques de decadência. Uma versão piorada daquela que experimentei quase 10 anos antes. Lêdo engano, de novo!

Em 2007 fiz tudo que tinha na “lista pra se fazer” na capital Argentina, com direito a compras e turismo. Dentro daquele contexto gostei bastante, mas no ano seguinte fiz meu mochilão e no meio de tantas novas referências do mundo, coloquei Buenos Aires na lista de lugares aos quais eu não precisaria voltar. Bem legal, quase óbvia e resolvida turisticamente falando pra mim.

Ai veio o pulo do gato: turisticamente falando ela estava mesmo bem resolvida na minha cabeça, mas eu não havia dado uma chance diferente pra cidade. Uma chance de experimentar as sensações. Eu não tinha lançado um olhar de aproveitar o lugar como um local. Sem listas, sem mapas, sem regras ou planos.

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Tantos anos depois eu resolvi voltar. Não pela cidade, mas pela família do meu primo que mora lá e pelo desejo incontrolável de realizar o sonho de ficar no Alvear Palace, que vai merecer um post todinho sobre ele.

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Feliz da vida no meu quarto do Alvear Palace

Tinha certeza que agora estaria fazendo posts de resenhas bem cuidadas de hotel ou restaurantes, mas não podia imaginar que estaria fazendo um post para contar que me apaixonei por Buenos Aires!

Essa paixão avassaladora já me faz querer voltar todo ano. A minha versão atual viveu 3 dias e meio de magia na cidade. Foram muitas risadas, boa comida, vinhos incríveis, hotel de princesa, quilômetros pedalados, quadros inesquecíveis, saladas deliciosas, cavalos de cinema e muita alegria, mas muita mesmo.

Eu voltei renovada, inspirada e alimentada (na alma, no corpo e no coração). Meu amor por mim, pela vida e por viajar aumentou vertiginosamente. Eu gostei mais dessa experiência do que muitas outras viagens mais elaboradas que já fiz pela vida. Nunca pensei que diria isso.

Nada é perfeito por completo, mas essa foi muito perto disso.

Amei me hospedar na Recoleta, a arquitetura me saltou aos olhos nos detalhes, o hotel me importou para um filme daqueles que vi duzentas vezes na sessão da tarde, os museus me levaram a uma Paris antiga por um segundo e o tempo, meu Deus, o tempo me fez sorrir e agradecer muito, muitas vezes.

As pessoas eram bonitas, os homens estilosos sem medo, o lifestyle saudável, os corredores do parque oscilavam entre sarados sem camisa e pessoas com gordurinhas igualmente a mostra. Me encantou a mobilidade urbana e as bicicletas, até mesmo a ausência de carros nas ruas devido ao feriado prolongado que pegamos. Fiquei fascinada até mesmo pela noite que só chegava depois das oito horas.

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Na coleção de arte brasileira da família Fadel no Malba

De um segundo para o outro tinha AMOR.

Logo que chegamos fomos ao Malba,  mas foi caminhando para o parque que aconteceu. Bateu um vento frio, o céu estava azul e o verde era presente em todo lugar. Minha mãe e Sabrina ficaram pra trás, eu apertei o passo. Quando me vi perdida num gramado olhei pro céu e me dei conta: estava perdidamente apaixonada pela cidade. Pedindo a Deus para aproveitar cada segundo daquela nova experiência. No fim da tarde do dia 8 de dezembro meu status de relacionamento com a cidade mudou para “começou um relacionamento sério” com Buenos Aires.

Me apaixonei como se fosse a primeira vez. Dessa vez não teria casa rosada, caminito, estádio de futebol, passeios no centro, city tour ou compras. Nesses quase 4 dias eu queria curtir cultura, sol, parque, jardim, família e bons restaurantes. Eu queria aproveitar a Recoleta e o Palermo. Sem planos ou obrigações, em função do que desse vontade. Sem controle, sem compromisso.

Tinha os hotéis incríveis para curtir, piscinas para nadar, tempo para relaxar e aproveitar a companhia da minha mãe, que hoje já tem outro ritmo, um pouco diferente do meu. Minhas demandas eram simples e práticas, minhas expectativas eram baixas (tirando a do primeiro hotel, que era a altura do que sonhei que seria ou melhor). Tudo, absolutamente tudo, superou toda e qualquer expectativa que eu tinha.

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Desde a exposição de arte brasileira no Malba, a coleção sensacional do Museu de Belas Artes. Desde os parques do Palermo (que são tantos, não consegui ver tudo) ao passeio de bicicleta no Puerto Madeiro. Desde os restaurantes as carnes e vinhos.

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No museu de belas artes da cidade, com um Manet

Ver os argentinos correndo nos parques, pedalando por todo lugar ou torcendo na final de polo onde o La Dolfina ganhou de novo, me deixou feliz. Ver gente bonita, bem vestida e simpática me inspirou.

Até improvisar no meu espanhol foi divertido dessa vez. Normalmente isso é uma coisa que me deixa bem tensa. No entanto dei risadas dos erros e da necessidade de ir para o inglês sempre que dava. Eu sempre travo no portunhol, mas dessa vez podia, podia tudo.

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Em Puerto Madeiro

Nunca havia andado tanto de bicicleta sem ser presa na academia, nunca havia usado a mesma como meio de transporte. Nunca tinha ido a um jogo de pólo, quem diria ir a final de um dos campeonatos mais importantes do mundo.

Em um dos parques do bairro de Palermo

Em um dos parques do bairro de Palermo

Parecia um filme onde eu era a protagonista, nele o grande amor era o amor próprio e a locação era muito linda, fosse o hotel de princesa, o parque ou o museu. Era um infinito de possibilidades de novas referências, ora com um vento fresco, ora num calor de trinta e cinco graus.

Esses dias na Argentina me lembraram do real motivo de eu amar viajar e conhecer o mundo, novas culturas e novos lugares. Me lembrou do porquê eu sou apaixonada por história da arte, me inspirou a cuidar de mim, da minha longevidade, a me curtir e me olhar numa perspectiva nova, só pra mim, com mais acolhimento e mais amor.

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Teve experiência gastronômica que emocionou, banho de piscina que relaxou, meditação no sol que inspirou e quebra de limites e paradigmas que impressionou.

Fazer coisas novas pela primeira vez me lembrou que nunca é tarde para mudar ou para começar de novo.

Me senti incrível numa “brand new Buenos Aires for me”. Por isso podemos esperar que essa viagem vai render mais alguns posts em dezembro.

Beijos

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0 em Polinésia Francesa/ Viagem no dia 05.12.2016

Destino Lua-de-Mel: Bora Bora – o que fazer por lá

Vamos continuar falando de Bora Bora? Contei aqui como era o Intercontinental Thalasso e o nosso magnífico bangalô sobre as águas. Agora quero mostrar para vocês o que tem de legal para fazer por lá.

Passamos boa parte do tempo aproveitando o que o hotel tinha a nos oferecer. Isso incluiu pegar sol no deck do nosso bangalô, tomar um espumante e ver a vida passar da nossa varandinha, andar de SUP pela lagoa (e até ir da praia até nosso quarto remando) e relaxar na praia e na piscina.

Divando no nosso deck privativo

Pegando sol no nosso deck privativo

SUP na lagoa

SUP na lagoa

champanhe-borabora sup-boraboradeck-thalasso2Além de aproveitar muito a infra do Thalasso, foi em Bora Bora que fizemos a maior quantidade de passeios e atividades fora do hotel. Eu fechei todos esses passeios com a Easy Tahiti porque eles tinham preços melhores do que o concierge do hotel (no site deles tem os preços atualizados de cada um).

Fizemos os seguintes passeios:

Mergulho com cilindro (Exploration Dive)

Dentro do Thalasso tem um centro de mergulho da PADI, de onde pegamos uma lancha e fomos mergulhar. Nós fizemos o curso de mergulho básico antes da viagem e fomos sem muita experiência mas foi super tranquilo.

Éramos só eu e meu marido com a Dive Master e como ela viu que estávamos indo bem, nos levou a uma estação de limpeza de arraias-manta a quase 30 metros de profundidade!!!

Demos uma super sorte de ver uma manta gigante nadando bem do nosso lado, incrível!
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A 30 metros de profundidade

A 30 metros de profundidade

A verdade é que a parte da lagoa de Bora Bora, que fica entre os motus e o centro da ilha, tem pouca vida. Tanto o snorkel que fizemos no hotel quanto o mergulho foram meio “fracos” no quesito vida marinha, exceto pelo encontro com esse gigante do mar. Nadar perto da manta foi uma experiência inesquecível!

Já a parte de fora dos motus tem vida à beça e é pra lá que fomos quando fizemos o passeio que vou contar a seguir.

Shark and Ray Snorkel Safari

Esse é um tour de barco que, como o nome já diz, te leva para ver tubarões e arraias no recife por fora dos motus!

Primeiro fomos ao local onde ficam as arraias (stingrays), que mais parecem cães de estimação querendo atenção! Você pode entrar na água, que é bem rasinha, se tiver coragem. Elas vem muuuuito perto e às vezes chegam a encostar em você com aquela pele gelada e gelatinosa. Se você quiser, pode dar comida pra elas, na boca! Dá muuuuuito nervoso mas é bem divertido!

Arraia pedindo carinho!

Arraia pedindo carinho!

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2arraiasemboraboraDepois de praticamente sermos abraçados pelas arraias-cachorrinho, fomos ver os tubarões (blacktip sharks) numa parte bem mais funda. Você entra na água e eles ficam ali, nadando e nadando como se nada estivesse acontecendo. Eram dezenas!

Assim como em Moorea, dá aquele friozinho na barriga ao ver aqueles bichos mortais em volta de você… mas eles não estão nem aí pra sua existência! Depois que passa o receio inicial, fica super divertido nadar atrás deles… eles são rápidos, viu? Você nada, nada, nada e nada, não consegue alcançar nem um! Amei estar tão pertinho dos tutubas, foi bem radical!

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Ei, tutuba, volta aqui!

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Por fim, fomos para um terceiro ponto com muitos muitos muitos peixes onde pudemos fazer snorkel à vontade. Era tanto peixe que era impossível tirar foto, eles ficavam entrando na frente da câmera, praticamente posando, olha:

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Era pra ser eu na foto, mas o peixinho entrou na frente!

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Na minha opinião, esse passeio é um must do.

Jet Ski

Fizemos também um tour de jet ski com guia ao redor da ilha. O passeio todo durou 2h, incluindo uma parada num motu com um “coconut show“, que, apesar de dispensável, acabou sendo interessante (aprendemos a fazer leite de coco artesanal!). Foi bem divertido!

Passamos perto dos principais resorts e pudemos dar uma espiadinha em como eles eram, além de poder pilotar livremente (e super rápido) o jet ski por aquelas águas cristalinas.

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Parasail

O parasail é aquele mini paraquedas que vai sendo puxado por uma lancha. Como a paisagem é linda de morrer, dá para imaginar que o passeio é espetacular né?

A diferença de preços nesse passeio se dá pelo tempo que você fica voando e pelo comprimento da corda. Nós contratamos o parasail por 15 minutos e a corda mais comprida, que vai até 300 metros! Lindo demais ver Bora Bora lá de cima e a sensação de liberdade ao voar foi maravilhosa.

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Esse passeio saía do Intercontinental Le Moana, portanto tivemos que pegar o transfer entre os dois hotéis da rede. Aproveitamos para conhecer o Le Moana, almoçamos por lá e ficamos um pouco na piscina.

Minha opinião sincera? Não tem comparação com o Thalasso! A infra, os bangalôs, a piscina, tudo é muito mais simples, a água é bem mais mexida (pelo menos quando eu fui) e não tem aqueeeeela vista para o Monte. Depois de conhecer o Thalasso a única certeza é que não ficaria no Le Moana (se o $$$ permitisse, óbvio).

Não dá vontade de pegar um avião e ir pra lá agora mesmo?

Depois de 5 dias e 4 noites nossa estadia no paraíso chegou ao fim. Arrumamos as malas super deprimidos para partir para Rangiroa. Nada na vida poderia ser tão legal quanto Bora Bora… mas foi aí que nos enganamos.

Não perca o próximo post.

Aline

banner-alineTodos os posts da Aline sobre a Polinésia Francesa podem ser encontrados aqui