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Viagem

3 em Brasil/ convite/ Destaque/ Viagem no dia 07.08.2017

Yoo2 rio: o hotel mais carioca que eu já vi!

Quase sempre que falo de experiências em hotéis no Rio foco em presentes de aniversário de namoro, casamento ou oportunidades de se dar experiências que valem mais do que qualquer presente. Talvez por isso eu costumo sempre focar em opções mais luxuosas e não necessariamente tão práticas, mas hoje vim fazer algo bem diferente disso. Vim falar de um lugar que pode sim protagonizar uma experiência de presente pra casais, amigas ou pessoas que querem comemorar algo, mas mais do que isso, é uma oportunidade que julgo ter bom custo benefício para qualquer viajante, turista ou entusiasta do Rio de Janeiro. 

curtindo a vista, a piscina e a folga no Yoo2 Rio

O Yoo2 Rio tem uma localização central muito privilegiada, ele fica na Zona Sul, na Praia de Botafogo e tem a vista mais surreal que você pode imaginar. Ele é um camarote vip de frente para o Pão de Açúcar e a enseada de Botafogo, com vista lateral para o Cristo Redentor. O terraço do hotel abrange toda essa vista, com direito a uma piscina maravilhosa e cantinhos muito fofos pra tomar sol ou um drink. Eu já tinha ido almoçar la numa reunião e tinha adorado, gostei mais ainda de conhecer o hotel e a vista. Desde então fiquei com a experiência na cabeça de que era exatamente isso que eu queria fazer: ter uma folga com aquela piscina + a vista dupla (com ambos os pontos turísticos mais desejados do Rio de Janeiro). Dito e feito, foi exatamente isso que eu fiz nesse fim de semana.

Como eu queria ver os dois pontos turísticos no quarto escolhi a categoria “Bossa N’Sugar“, realmente não dava pra ter mais poesia ou Bossa Nova do que naquele quarto, tão descolado e bem decorado. Moderno, um lado carioca fashionista, muito ligado em decoração sabe? Outra vantagem? A banheira. Alias, eu amei o banheiro, queria fazer um igual na “minha casa do futuro”. Tudo com produtos da Granado, biscoito Globo, água de côco e até açaí no room service.

Eu diria que quem quer pegar um sol na piscina degustando um vinho branco e relaxando vai aprovar a experiência. A sensação é que não dava para ter uma vista mais icônica da cidade fora do eixo clichê da praia de Ipanema.

Eu considero a localização do hotel bem central. Não importa se você vai para um sambinha na Pedra do Sal ou jantar no Sushi Leblon. Não faz diferença se você vai na Marina da Glória almoçar no 348 ou no Formidable do Leblon, nem mesmo se o TT Burguer vai ser sua pedida “pós night”. Sem falar que Botafogo hoje é chamada de BotaSoho, afinal é tanto bar e restaurante legal, que ninguém consegue ignorar.

Eu sem dúvida alguma recomendo orçar o hotel, acho que o custo benefício é um dos mais bacanas que tem pela zona sul, principalmente se você levar em conta a vista. Os preços todos foram bem legais, só achei os drinks da piscina (seja no pré baladinha que tem a noite ou na piscina) um pouco mais caros. Nada que não seja uma espécie de padrão no Rio, mas achei que valeu muito a pena. Uma opção fantástica de aproveitar tudo que a cidade tem e estar fazendo turismo enquanto curte uma piscina ou uma música no roooftop. 

biquini estampa Mexicana Marcyn (parte de cima + parte de baixo mix and match)

Coisas que eu fiz na minha folga e recomendo: 

  • ter tempo pra ficar na cama apreciando a vista, jogar conversa fora e filosofar, as janelas são inspiradoras.
  • ter fome no café da manhã (curti o pão de queijo, coisa que no Rio não curto sempre)!
  • tomar um vinho branco na piscina e ter tempo para aproveitá-la.
  • subir pra o terraço de manhã, de tarde e de noite, contemplação é uma necessidade no Yoo2.
  • o buffet de almoço é MUITO bom, com um custo benefício bacana mesmo

Preciso contar pro pessoal do hotel que a piscina me ganhou tanto, mas tanto, que logo logo eu volto lá. Vai ter surra de descanso e de foto nesse rooftop ainda.

na entrada do hotel:
Jaqueta Naf Naf | camisa Zara | short Ateen | bolsa Coach |sapatilha Chanel

Na piscina: biquini Marcyn + jeans Renner

Biquini mix and match da Marcyn: parte de cima + parte de baixo hot pant

Cariocas e viajantes, estudem a possibilidade de experimentar o Yoo2 Rio!

Quem segue o Futi pode ter a certeza de que o hotel ainda vai dar muita pinta pelas nossas redes sociais.

Pra mim a experiência valeu MUITO a pena, mas muito mesmo, é uma excelente maneira de mostrar parte do que tem mais bonito da cidade sem nem pisar fora do hotel e tudo numa localização privilegiada, perto de tudo. :)

Beijos

7 em Autoestima/ Destaque/ Futi em NYC/ NYC no dia 13.07.2017

Teve #picnicdopapo em Nova York também!

Quando a Joana começou com a ideia dos piqueniques para as participantes do grupo e, de cara, já estava planejando encontros em São Paulo, Curitiba e Rio, eu fiquei feliz porém assustada.

A felicidade é óbvia. Achei a possibilidade de poder trazer para a vida real um pouco do que conversamos no online maravilhosa. Já o susto aconteceu porque eu só conseguia ficar com o pensamento bitolado de que um monte de coisa estava acontecendo e eu não estaria presente, um dos efeitos colaterais de se morar tão longe (por mais que pareça tão perto).

E eu demorei tanto para pensar em fazer um em Nova York por outro pensamento super limitador: eu não me sentia capaz de reunir uma galera. Pode parecer maluco, mas por anos eu vi milhares de blogueiras fazendo encontros com leitoras e jurava que nosso perfil de blog não era para isso. Sabia que a gente tinha influencia, que as pessoas se importavam com o que a gente conversava, mas botei na cabeça que não éramos feitas para agregar no offline.

Até que a Joana começou com os piqueniques e mostrou que, sim, nós somos. E foi aí que eu tive coragem de fazer o convite e organizar uma data. Mas só tive certeza mesmo que podia dar muito certo quando fui para Londres e tivemos nosso encontro lá, que mesmo organizado com pouco tempo de antecedência foi incrível. E só então que eu relaxei.

Na tarde do último domingo, dia 09, o piquenique em Nova York aconteceu e eu não poderia ter ficado mais feliz! O lugar? Sheep Meadow no Central Park (dica da rainha das dicas nova-iorquinas Laura Peruchi) em uma tarde maravilhosa com muito sol e calor.  Achamos uma sombrinha, cada uma das 16 participantes estendeu toalhas e cangas e ficamos das 3 da tarde até mais ou menos umas 7 da noite ali, conversando e batendo muitos papos sobre autoestima, morar fora, maternidade, relacionamentos e tudo o que cerca esse universo.

Uma das coisas que mais me marcou é o quanto morar fora mexe com a nossa autoestima. Em Londres rolou um pouco desse papo e em Nova York nós conversamos muito sobre isso. Descobri que muita coisa que eu venho sentindo desde que cheguei aqui e jurava que acontecia só comigo não é fruto apenas da minha cabeça. Muitas também se sentem perdidas e sem saber como recomeçar e se reinventar, principalmente as que vieram acompanhadas dos companheiros. Confesso que senti um alívio misturado com felicidade, lembram da história do #tamojunta? Isso funciona nesse caso também, é acolhedor demais ver que suas questões também são de outras pessoas e, a medida que cada uma vai contando o que tem feito para resolvê-las, imediatamente vai inspirando quem ouve.

Outro assunto que surgiu e que raramente é conversado é sobre autoestima no trabalho. Desde aquela história do chefe (ou da chefe, impressionante – e triste – como tivemos mais relatos de problemas com chefes mulheres do que homens) que mina a sua autoestima até mesmo a questão do subemprego que é comum aqui nos Estados Unidos mas nossa cultura é de desvalorizar esse tipo de trabalho. Vou organizar melhor para fazer um post só sobre isso, porque tem MUITO pano para manga legal de ser debatido.

E claro, sobre maternidade. Conversamos sobre como pode ser solitário ser mãe (ainda mais morando fora), as dificuldades de não ter tanta ajuda e como nós temos que nos desconstruir de tantos pensamentos justamente para não reproduzir os mesmos padrões nos nossos filhos.

E se no encontro de Londres tivemos Fabiana Karla nos inspirando com sua autoestima e alegria, aqui em Nova York eu tive o prazer de conhecer outra Fabiana que tem sido uma inspiração diária, a Saba!

Ela já foi modelo e apresentadora hoje em dia é modelo curvy e tem um trabalho super legal no seu instagram @fabisaba e no youtube com o canal Todas Juntas. Ela contou para a gente como foi seu processo de se redescobrir depois que ela saiu do estereótipo da modelo magérrima e não sabia onde se encaixava, como as pessoas que conviveram com ela por tanto tempo diziam que ela estava se descuidando – sendo que o ganho de peso começou quando ela parou de fumar, ou seja, quando ela estava caminhando para uma vida mais saudável – e como ela educa suas filhas para serem mais livres do padrão de beleza.

Foi uma tarde deliciosa, daquelas que dá vontade de repetir todo mês (e se depender da animação da galera, acho que o próximo piquenique ou encontro não vai demorar para acontecer!). E no fim, saí com aquele gostinho de “eu consegui” misturado com “caramba, como eu consegui isso??”. Fui dormir tão feliz que nem sei expressar em palavras, por mais piegas que isso possa parecer!

Essas são algumas fotos que a Michelle Cadari, fotógrafa aqui em Nova York, fez e eu estou encantada. Acho que ela expressa muito o que compartilhamos no domingo passado!

Só posso agradecer novamente a todas que foram, vocês deixaram meu dia iluminado (e não estou falando dos vagalumes que vimos no fim da tarde :) )

Beijos!

1 em Viagem no dia 11.07.2017

Gorges du Verdon, um paraíso na Provence

Quando eu fiz o post sobre a Riviera Francesa, falei sobre Gorges du Verdon, um lugar que não é exatamente perto da Côte d’Azur mas se você estiver de carro dá para chegar em 2 horas.

Descobrimos esse lugar através de indicação de amigos e resolvemos procurar dicas na internet para saber como chegar, o que levar, etc. Em todos os sites que vimos uma frase se repetia: as fotos não fazem jus ao que é na vida real. Estou aqui para engrossar o couro: é pura verdade.

Gorges significa “garganta” e é exatamente que isso é, já que o lago vai se estreitando em meio a um vale com montanhas que chegam até 700m de altitude. A parte mais turística é o Lac Sainte Croix, uma barragem de água azul no tom de turmalina paraíba (ia falar turquesa, mas turquesa não faz jus ao tom de azul, por incrível que pareça) onde pode-se alugar caiaques, barcos elétricos e pedalinhos para curtir o lugar. É de tirar o fôlego MESMO.

Aliás, seu fôlego já vai sumindo a medida que você vai se deparando com esse tipo de paisagem durante a viagem:

A natureza é bem sábia, porque entendeu que precisava mostrar lugares maravilhosos no meio do caminho para fazer a gente aguentar a estrada. Ela é sinuosa (quem enjoa fácil, vai preparada) e eu diria que em muitos trechos é até perigosa, já que além de mão dupla com uma pista super estreita, vários trechos não têm muretas para separar os carros dos desfiladeiros.

Assim que você chega lá, perto do lugar para alugar transportes aquáticos

O ideal é ir no verão já que os esportes aquáticos só funcionam até determinada época do ano (acho que até outubro). Vale muito a pena passear pelo rio e dar muitos mergulhos, porque a água é calma e quentinha. Uma delícia!! Quando vimos as fotos realmente ficamos com medo de ser um lugar complicado para levar o Arthur, mas Gorges du Verdon é um passeio bem eclético. Vimos famílias, casais, gente com criança, com bebês, galera de 20 e poucos anos e até mesmo pessoas com seus cachorros. Ou seja, sem restrições mesmo!

Chegamos às 15h e fomos embora por volta das 17h. Foi o suficiente para aproveitarmos o pedalinho (se não me engano custou 15 euros a hora), andarmos muito pelo lago e aproveitarmos a água maravilhosa. A semana que ficamos na Riviera Francesa estava com o tempo bem encoberto mas escolhemos o único dia de céu realmente azul para irmos para Gorges du Verdon e acho que foi uma decisão bem acertada, já que não sei se o lugar teria cores tão sensacionais ou uma água tão gostosa em um dia nublado. Chovendo definitivamente não vale a pena, a começar pela estrada!

a cor da água é muito parecida com essa, foi o mais próximo que consegui chegar em foto!

Nós levamos água, sanduíches, toalhas e muitos biscoitinhos para o Arthur (além de fraldas, fraldas para nadar e um colete para ele ir na água), o que foi bom porque nas margens do lago só vimos uma barraquinha que vendia bebidas. Nós comemos em um restaurante que achamos bonitinho na estrada, e isso foi uma escolha BEM ERRADA. Achamos que já estávamos chegando e no restaurante descobrimos que estávamos na direção errada, ou seja, ainda tinha mais 1 hora de estrada sinuosa – com a barriga cheia. Resultado, eu enjoei demais e Arthur vomitou (o que me fez ter certeza que eu preciso andar mais bem prevenida no quesito lenços umedecidos rs) e por alguns segundos passou pela minha cabeça o que eu estava fazendo naquele fim de mundo.

Obviamente esse pensamento foi embora no segundo que chegamos, assim como foi embora qualquer pensamento! Enquanto a gente pedalava eu só aproveitei o calor, a água deliciosa e as paisagens maravilhosas. Foi uma experiência renovadora, mesmo com um Arthur doido pela água querendo ficar toda hora no lago e exigindo da gente atenção extra. Aliás, quem estiver indo com criança pequena, sugiro pagar mais caro e usar o barco elétrico (35 euros a hora). É bem mais caro, mas a volta de pedalinho foi bem chata já que estávamos contra o vento precisando pedalar forte enquanto o Arthur tentava sair do nosso colo para chegar perto da água. No barco elétrico seria mais simples, pois enquanto um dirigia o outro poderia cuidar do Arthur sem perrengues.

Se eu fosse repetir essa viagem, além de não ir de pedalinho, provavelmente eu passaria uma noite em Moustiers Sainte-Marie ou em Aiguines, cidades que ficam coladas em Gorges du Verdon, só para aguentar a estrada e aproveitar mais a região. As cidadezinhas são charmosas e pequenas, no fim das contas é uma programação diferente e gostosa.

Arthur aguentou o tranco muito melhor do que eu esperava. Mesmo passando mal, ele AMA água, então ele se sentiu em casa nadando no lago. E é claro que foi só voltar para o carro, para ele apagar imediatamente. rs

Conhecer essa parte da França só me deixou com mais vontade de conhecer o resto da Provence, os campos de lavanda e girassol, vinícolas e outras atrações que só essa região pode oferecer!

Quem se interessou, está com planos de conhecer o sul da França e quer incluir Gorges du Verdon em sua viagem, é só colocar no GPS o nome das cidades de Aiguines ou Moustiers Sainte Marie e ter atenção redobrada na estrada. A certeza é que não tem como não amar! <3