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Viagem

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 02.05.2017

Cape Town, uma cidade fantástica

Cape Town (ou Cidade do Cabo) é a cidade mais famosa da África do Sul e não é à toa. Com um relevo bem característico e banhada de praias, Cape Town é daqueles lugares que te faz querer largar tudo e se mudar para a África do Sul.

A cidade faz parte da província do Cabo Ocidental, na costa da Baía da Mesa (Table Bay), e é protegida dos ventos ocidentais por um paredão de pedra formado pela Montanha da Mesa (Table Mountain), com picos com mais de 1000 metros de altitude.

Aliás, a Table Mountain é parada obrigatória para quem passa por Cape Town, além de ser o pano de fundo de grande parte das fotos tiradas na cidade (ê montanha fotogênica!).

Como contei aqui, os verões na Cidade do Cabo (dezembro a março) são quentes e secos e são sem dúvida a melhor época para visitar a região.

Cape Town me conquistou logo de cara não só pela beleza, mas pela diversidade de programação disponível, excelentes restaurantes, pessoas educadas e uma super organização. É uma vibe bem carioca no meio da África, mas sem muitas das preocupações que temos no Rio de Janeiro (é claro que a cidade também tem seus problemas e violência, mas nada parecido com o que temos passado recentemente na Cidade Maravilhosa).

Os morros Lion’s Head à esquerda e Signal Hill à direita

 

Quantos dias ficar?

Como sempre, a resposta para essa pergunta é: depende. Cape Town tem infinitas opções de programa para todos os gostos e é daquele tipo de lugar que você tem que ir com tempo se quiser aproveitar bem a visita.

Recomendo ficar pelo menos 4 dias só em Cape Town, se você quiser conhecer as principais atrações da cidade sem muita correria. Nós ficamos 5 dias inteiros e teria ficado mais sem sombra de dúvida.

Muita gente usa a cidade como base também para conhecer a região de Cape Winelands, onde ficam as vinícolas, fazendo bate-e-volta de um ou mais dias. Como gostamos muito de enoturismo, preferimos ficar os 5 dias apenas em Cape Town e em seguida nos hospedamos nas vinícolas por mais 4 noites (mas isso é papo pra um próximo post).

V&A Waterfront

 

Onde ficar?

Quando decidimos onde nos hospedar em Cape Town, levamos em consideração alguns fatores como a facilidade de deslocamento, proximidade às atrações e restaurantes e segurança para andar na rua. Com isso, reduzimos a procura a basicamente 2 regiões: Green Point e o V&A Waterfront.

Como estávamos em um grupo de 4 pessoas, acabamos optando pelo Cape Royale Luxury Hotel, um hotel em Green Point que tem apartamentos de 1, 2 e 3 quartos, o que se encaixou perfeito nas nossas necessidades. O Cape Royale tem uma decoração clássica e imponente, com estilo meio Copacabana Palace.

Nós ficamos em um apartamento super espaçoso, com 2 suítes, sala e cozinha completa.

No último andar do hotel, tem uma piscina e um rooftop bar, onde fomos tomar uns drinks em um fim de tarde. O café da manhã era servido no Café Royale, uma cafeteria com ar bem parisiense, que oferece opções de buffet e a la carte, ambos inclusos na tarifa.

Cape Royale

Conhecemos também o One&Only Cape Town, um hotel maravilhoso que fica no V&A Waterfront e que é uma excelente opção para quem está passando pela cidade. Vou contar em mais detalhes no próximo post como foi nossa experiência por lá.

One & Only Cape Town

Um pouco mais afastado dessa região mais central fica o MannaBay, um hotel boutique que também conhecemos, com apenas 8 quartos e uma vista deslumbrante da Table Mountain. Todos os quartos são diferentes entre si, com uma decoração moderna e super bem humorada, assim como as áreas comuns do hotel. É uma ótima opção para quem está buscando sossego com um alto nível de serviço.

MannaBay

Onde comer

Cape Town tem uma oferta gastronômica excelente com padrões internacionais de culinária e preços (muitas vezes) acessíveis. Alguns dos restaurantes que conhecemos foram os seguintes:

 

The Pot Luck Club

Do mesmo chef do The Test Kitchen, um restaurante super premiado e que ficou em 22º lugar no ranking de melhores restaurantes do mundo de 2016, o The Pot Luck Club foi sem dúvida um dos melhores restaurantes em que comemos na África do Sul.

Com um menu de mini pratos feitos para serem compartilhados, o The Pot Luck Club oferece uma experiência de alta gastronomia a valores razoáveis. Tudo que comemos estava divino e até repetimos alguns do pratos que mais gostamos.

Na minha opinião, é um must-go. É necessário fazer reserva pelo site num sistema bem chatinho e dependendo do dia e horário desejado, com pelo menos 1 mês de antecedência,mas vale a pena.

 

Willoughby & Co

É um restaurante bem conhecido de peixes e frutos do mar que fica dentro do Victoria Wharf, no V&A Waterfront. Não é possível fazer reserva, sendo necessário esperar um pouquinho na fila (e sempre tem fila!).

Experimentamos a comida japonesa e estava uma delícia, muito fresca e bem feitinha. Achei as peças bem grandes, diferente do que estamos acostumados a comer no Brasil, mas valeu muito a experiência. É uma ótima opção no V&A.

 

Belthazar

Também fica no V&A Waterfront e é conhecido por ser o restaurante com a maior carta de vinhos em taça do mundo. Realmente, são opções infinitas de uvas e safras, o que pra mim foi uma tortura (já contei que não funciono quando tenho que escolher entre muitas opções).

Acabamos optando por uma garrafa mesmo, recomendada pelo maitre.

O cardápio era variado e comida era gostosa mas nada que seja imperdível. Ainda assim, uma boa opção no V&A.

 

La Mouette

O La Mouette é um restaurante de culinária internacional em Sea Point que oferece apenas menu degustação, de 3 e 6 pratos. O menu muda frequentemente, de acordo com a disponibilidade dos ingredientes em cada estação.

Nós optamos pelo menu maior, de 6 passos, com harmonização de vinhos. Todos os pratos estavam muito gostosos, com sabores muito variados. Achamos a experiência toda muito legal e o preço muito justo: o menu com a harmonização de vinhos custou aproximadamente R$ 200 por pessoa. É necessário reservar.

 

NV-80

Esse restaurante foi uma excelente surpresa. Eu confundi o dia da reserva do La Mouette e acabamos aparecendo lá 1 dia antes do que de fato tínhamos reservado. Como o restaurante estava cheio, eles não puderam nos acomodar mas indicaram o NV-80, que fica num shopping ao lado do La Mouette. Por sorte, tinha uma única mesa para 4 disponível e nós conseguimos sentar para jantar.

O NV-80 é um grill com cardápio variado de carnes e frutos do mar que atualmente figura nos melhores restaurantes da cidade. Tudo que pedimos estava fantástico, de comer rezando. E o melhor, os preços são excelentes!

Recomendo demais incluir no roteiro.

 

Neighbourgoods Market no The Old Biscuit Mill

Além dos restaurantes, nós não poderíamos deixar de conhecer uma feira local de comidas. Escolhemos a Neighbourgoods Market, uma feirinha que ocorre aos sábados no The Old Biscuit Mill, uma fábrica desativada que hoje abriga várias lojas e restaurantes.

São dezenas de barraquinhas espalhadas em um galpão enorme, com opções de comida e bebida de tudo quanto é lugar do mundo, além de shows de dança e música. Também tem uma área dedicada a vestuário em geral e decoração.

Um excelente programa para o sábado de manhã e início da tarde.

Neighbourgoods Market – tem até graminha pra fazer picnic

The Truth Coffee

Como uma boa viciada em café, não poderíamos passar por Cape Town sem experimentar uma cafeteria local.

Existem vários The Truth Coffee pela cidade, mas a unidade do centro é a mais tradicional. A decoração é inspirada em uma fábrica de café bem retrô com influência steampunk e os atendentes ficam vestidos a caráter. Super divertido!

Além dos cafés torrados por eles ali mesmo, existe um menu de café da manhã e almoço com bastante opção. Ali também são dados cursos de barista, como é chamado um especialista em café.

Mais dicas de Cape Town nos próximos posts :)

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 28.04.2017

África do Sul: Informações Gerais

Conhecer a África estava nos meus planos há muito tempo. Desde criancinha eu tinha o sonho de fazer um safári e ver os animais soltos em seus habitats naturais, com o mínimo de interferência do homem. Eu sei que muitos países na África oferecem esse tipo de experiência, mas como tudo que nos é desconhecido, eu tinha um pouco de pé atrás de ir para um país sem estrutura e passar algum tipo de perrengue.

Por isso, como ponto de partida para desbravar o último dos 5 continentes em que eu ainda não tinha colocado os pés, escolhi a África do Sul e as Ilhas Maurício (contei tudo aqui), num roteiro que gosto de chamar de África para iniciantes. Acredito que ambos estão entre os que oferecem melhor infraestrutura para receber turistas e maior facilidade para chegar desde o Brasil. E já adianto que foi uma escolha muito acertada!

Como Chegar

Chegar até a África do Sul desde o Brasil é super fácil. Existem vôos diários direto de São Paulo para Joanesburgo das companhias South African Airways e TAM, além de vôos com escalas de outras companhias africanas como TAAG. Temos visto muitas promoções de passagem nessa rota atualmente, sendo possível comprar a passagem do Brasil até Joanesburgo por R$ 1.500 – R$ 2.000, um excelente valor!

Nós fomos de South African e voltamos de TAM (compramos as passagens com milhas LATAM), em vôos super tranquilos com duração média de 9 horas de/para São Paulo (depois mais 1h de/para o Rio).

 

Quando ir

Por estar no hemisfério sul, a África do Sul tem estações que regulam com as do Brasil: verão de dezembro a fevereiro e inverno de junho a agosto. A escolha da melhor época, entretanto, vai depender do que você quiser incluir no seu roteiro, uma vez que cada região tem o seu próprio regime de chuvas.

As regiões de safári na porção leste do país, próximas ao Kruger National Park (a maior e mais famosa reserva pública da África do Sul) têm verões chuvosos e invernos secos. Isso é especialmente importante porque quando chove a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos: eles conseguem se esconder na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente. Por isso, a melhor época para aumentar a chance de ver todos os bichos é o inverno, quando não existe abundância de água e de sombra, o que os obriga a fazer o grande esforço de se movimentar pelas reservas.

Mas isso quer dizer que não verei os animais se eu for no verão, por exemplo? Claro que não. Os animais ficam sim preguiçosos no verão, o que pode dar mais trabalho para procurá-los por entre os arbustos, mas eles continuam lá nos mesmos lugares e podem sim ser vistos.

Uma dica que eu dou é: reserve mais tempo para o safári se você for no verão. Dessa forma, você aumenta a chance de ver os “Big 5”, que são os animais mais cobiçados dos safáris (búfalo, elefante, leão, leopardo e rinoceronte).

Em relação à Cape Town e arredores (a oeste do país), o clima é exatamente o oposto: os verões são secos e os invernos são chuvosos. Pense em Cape Town como o Rio de Janeiro, uma cidade com um relevo fantástico, praias e várias atrações a céu aberto. Você não vai querer pegar chuva quando for pra lá certo? Foi exatamente isso que pensei antes de bater o martelo: decidimos ir no carnaval, priorizando o clima ideal na região Cape Town, e acertamos em cheio! Conseguimos aproveitar o máximo toda a viagem, exceto na Panorama Route, onde demos um super azar com tempo (mas faz parte).

Como montar um roteiro?

Quando decidimos ir para a África do Sul, não tínhamos idéia que montar um roteiro seria tão desafiador. Nós tínhamos no total 2 semanas (além de 1 semana que iríamos ficar em Mauritius) e não foi nada fácil decidir o que fazer, uma vez que o país tem muitas atrações interessantes e super visitadas por turistas.

Começamos decidindo o que não podia ficar de fora de jeito nenhum: safári, Cape Town e vinícolas. Depois, começamos a procurar sobre os hotéis e regiões para fazer o safári e aí a coisa complicou mais ainda.

Existe uma infinidade de opções tanto de regiões quanto de lodges que te permitem ter a experiência de safári (quem me conhece sabe que eu travo quando tenho muitas opções de escolha), com preços muito variados. Como escolher então?

Foi numa dessas que, conversando com uma amiga que tinha voltado recentemente da África do Sul, acabei pegando o contato da Rhino Africa, uma agência de viagens local que tem consultores brasileiros também. Fui atendida pela Camila (santa Camila!), que me ajudou com todas as minhas dúvidas (que não eram poucas) e também com minhas reservas.

Normalmente, eu reservo tudo por conta própria. Na África do Sul, entretanto, achei que o atendimento personalizado da Camila, sempre disponível via Whatsapp, foi fundamental para fazer com que nosso roteiro ficasse redondinho, do jeito que nós queríamos. E o melhor: o preço dela era sempre um pouco melhor do que a reserva direta com os hotéis (no caso do safári era MUITO melhor).

Indico de olhos fechados, e não foi jaba do blog não, paguei tudinho! 

Camila Del’Amico  | +27 61 4410006 | camila@rhinoafrica.com

Nosso roteiro final foi o seguinte: 2 noites próximo à Panorama Route, 4 noites no Chitwa Chitwa (lodge que escolhemos para fazer o safári), 5 noites em Cape Town e 4 noites em Stellenbosch.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, a exemplo de Joanesburgo e a Garden Route, uma rota de 300km que atravessa o país e normalmente é feita de carro, passando por várias cidadezinhas fofas.

Achei o roteiro fantástico! Conseguimos aproveitar muito de todos os lugares que conhecemos, que são muito diversificados entre si (pareciam várias viagens em uma só, sabe?). Nós gostamos tanto da África do Sul que a única certeza que temos é que voltaremos para lá para conhecer o que ficou de fora.

 

Como se locomover?

Para os vôos internos, usamos a Air Link , uma companhia local da South African Airways que oferece trechos por todo o país. Esses vôos foram bem carinhos: compramos dois trechos internos que nos custaram uns R$ 1 mil por pessoa no total. Assim, sugiro planejar bem o roteiro para reduzir ao máximo a necessidade de utilização de avião dentro da África do Sul.

Já para a movimentação em solo, nós alugamos um carro na região de safári e outro na região de Cape Town e vinícolas.

ALERTA DE MÃO INGLESA:

Como é de se esperar de uma ex-colônia inglesa, na África do Sul se dirige “do lado errado”, o que já dá um frio na barriga dos brasileiros. Para facilitar nossa vida, alugamos carros automáticos e achei que foi uma ótima escolha (ter que passar a marcha com a mão esquerda é muito esquisito para quem não está acostumado).

As ruas e estradas são muito bem cuidadas (exceto no caminho para o safári, onde pegamos muita estrada de terra esburacada), não pagamos nenhum pedágio e no geral foi super tranquilo de estacionar, além de nos dar a liberdade de ir pra qualquer lugar a qualquer hora.

 

Em Cape Town, o carro vale a pena para quem for fazer passeios mais distantes como o Cabo da Boa Esperança e vinícolas (Stellenbosch e Franschhoek). Além do carro, usamos bastante o Uber para sair à noite e para visitar pontos turísticos super concorridos tipo a Table Mountain. É o mesmo aplicativo que já usamos no Brasil e o preço é bem razoável, vale muito a pena.


Nos próximos posts vou contar mais em detalhes como foi nossa experiência em cada um dos lugares que conhecemos na África do Sul.

Aguardem, vai valer a pena! ;)

0 em África/ Destaque/ Trip tips/ Viagem no dia 24.04.2017

Trip Tips: Shangri-la Le Touessrok Mauritius

Pra quem está acompanhando os posts sobre as Ilhas Maurício, chegamos no nosso Grand Finale. Nossa última parada em Mauritius foi no Shangri-la Le Touessrok Mauritius, um hotel 5 estrelas magnífico que fechou com chave de ouro nossa passagem por esse país mais que paradisíaco.

O Shangri-la fica na região de Trou D’Eau Douce, uma baía tranquila na costa leste de Mauritius. Sua localização é muito especial: o hotel tem acesso a várias praias, tanto na parte de dentro quanto na parte de fora da baía, o que permite que os hóspedes escolham até o tipo de sol que querem tomar (de um lado o sol se põe, do outro o sol nasce). Dentro da baía, as águas são muito calmas e perfeitas para realização de esportes não motorizados durante todo o dia, sem influência de ventos e marés. É possível, ainda, ir remando até uma ilhotinha que fica no meio da baía em um passeio muito bacana.

Outro destaque é a proximidade com Ile Aux Cerfs, o ponto turístico mais famoso de Mauritius, acessível para os hóspedes através de uma balsa que parte a cada 20 minutos do píer do hotel (sem custo adicional). Muitas pessoas contratam um barco e vão passar o dia nessa ilha pública rodeada de água azul bem clarinha, com restaurantes e atividades aquáticas que podem ser contratadas ali na hora mesmo. Para os hóspedes do Shangri-la, a maioria das atividades já está inclusa na tarifa e podem ser realizadas a partir do Boathouse do hotel que fica nessa ilha.

A Ile Aux Cerfs tem ainda um campo de golfe profissional com 18 buracos que também é propriedade do Shangri-la Mauritius e está disponível para uso dos hóspedes.

Além disso, o hotel tem sua própria ilha, a Ilot Mangénie, de uso exclusivo dos hóspedes. O acesso se dá também por meio de balsas que saem de 20 em 20 minutos do píer, das 7 da manhã às 5 da tarde. Nessa ilha pode-se desfrutar de toda a infraestrutura de praia (guarda sóis de palha, camas de sol e espreguiçadeiras), além de um restaurante, o Ilot Mangénie Beach Club, que oferece comidas leves e pizzas com um serviço bem personalizado (você já é recebido pelo seu garçom com duas garrafinhas de água geladinhas, vi vantagem!). O visual da ilha é incrivelmente bonito, num mix de turquesa do mar com um verde da vegetação densa!

Ilot Mangénie

Do lado esquerdo, Ilot Mangénie. Do direito, Ile Aux Cerfs.

Estrutura

O Shangri-la Mauritius passou por uma grande renovação em 2015, quando foi adquirido pela rede Shangri-la. Nessa reforma, a piscina antiga foi transformada em um laguinho super charmoso, que é uma das primeiras coisas que você vê quando chega no hotel.

Foi construída uma piscina nova, um pouco mais afastada da recepção e mais próxima a praia, com borda infinita e acesso a hóspedes de todas as idades. Além dessa, existe ainda uma outra piscina de uso exclusivo de adultos, o que dá mais privacidade para quem está viajando sem crianças. Ambas as piscinas são extremamente charmosas, com vista para o mar e protegidas por sombra de coqueiros, e tem toda infraestrutura de guarda sol e espreguiçadeira para o conforto dos hóspedes. Um mimo que eu achei bem legal foi que tinha garrafas de água disponíveis à vontade durante o dia nas duas piscinas.

Todas as praias do hotel tem infra para você aproveitar o sol sem qualquer preocupação: guarda sol, espreguiçadeira, camas estilo casulo e serviço de restaurante. Aliás, se você acha que sua comida vai chegar fria porque está em um canto mais afastado da praia, está muito enganado. As comidas são entregues por um funcionário com um segway, para chegar mais rápido e quentinho. Achei genial!

O hotel tem uma estrutura bem robusta. São 2 salas de conferência com capacidade para 100 pessoas cada, uma biblioteca, três quadras de tênis (é possível contratar um professor que é ex-campeão de tênis para aulas particulares) e salão de jogos com sinuca, ping pong, dardos, vídeo game, entre outros.

É possível se arriscar no arco e flecha, fazer trilhas e caminhadas, passeios de bicicleta tanto dentro da propriedade quanto fora (três vezes na semana tem um tour guiado para um vilarejo maurício, sem custo adicional), entre outras atividades variadas.

O Shangri-la também oferece um Kids Club para crianças de 3 a 12 anos, que podem se entreter com as atividades durante todo o dia, incluindo atividades aquáticas realizadas numa piscina de uso exclusivo dos pequenos, que são supervisionados por cuidadoras especializadas.  

Para os menores de 3 anos, é necessário contratar uma babá para supervisioná-los durante o dia. O hotel fornece uma lista de pessoas autorizadas para o pais contactarem e escolherem quem gostarem mais, além de oferecer pacotes para contratação do serviço por vários dias.

Quartos

A arquitetura do hotel tem uma vibe meio grega (lembra um pouco as famosas construções de Santorini) com um toque modernoso. Já a decoração dos quartos é um mix de rústico chique com um tom moderno nos banheiros, que orna perfeitamente com a vista azul do mar que todos os quartos tem.

O Shangri-la Mauritius é dividido em 3 asas (uma delas dedicada à famílias), com 200 quartos e suítes e 3 villas exclusivas, que ficam numa ilhota privativa separada do restante do hotel.

Para quem se hospeda em uma das villas super privativas, o Shangri-la oferece uma experiência bastante exótica chamada Dom Pérignon Butler Experience. A idéia é ter um “mordomo da champanhe” à sua disposição a qualquer hora, em qualquer lugar, a postos para servir Dom Pérignon 24 horas por dia. Dá pra acreditar?

Todos os quartos e suítes têm varanda, banheiro com banheira de imersão e chuveiros separados, uma cama king size super confortável (ou duas queen size), sofá, TV 40′, mini bar e a Nespresso nossa de todo dia com cápsulas à vontade, além de vista para o mar. O serviço de quarto é impecável e está disponível 24h para qualquer solicitação.

Nós ficamos em uma Junior Suite Frangipani Ocean View, uma suíte maravilhosa com vista indevassada para o mar, que ficava na ilhota Frangipani, que é acessível por uma ponte. Nós amamos tudo no quarto e apesar de não ser enorme, tinha tudo que precisávamos a nível de conforto, além de uma decoração incrível e uma localização privilegiada. A asa Frangipani é a asa mais exclusiva do hotel e é onde ficam os casais (crianças não são permitidas por lá), o SPA, a academia e a piscina para uso somente de adultos.

Ilhota Frangipani

Fomos recebidos com uma garrafa de espumante e uma cesta de frutas, além de dois presentes (uma canga para mim e uma camiseta para o maridón). É pra você já se sentir querido logo na chegada.


Por ter tantas opções de praia e piscina, a sensação de exclusividade do Shangri-la Mauritius é enorme, mesmo sendo um hotel bem grande. Por isso, achamos que é um hotel indicado a todos os tipos de viagem, desde casais em lua-de-mel a famílias viajando com crianças.

 CHI, The Spa

Para completar ainda mais sua experiência no paraíso, o Shangri-la Mauritius tem um spa incrível com 8 salas de tratamento e um menu enorme de programas que misturam, em sua maioria, técnicas chinesas com yoga (pranayama) para melhorar o seu bem estar e vitalidade. Há ainda tratamentos que combinam massagem e terapia musical, com músicos locais tocando ao vivo Sega, um ritmo local maurício.

O CHI fica na ilhota de Frangipani, numa parte mais calma do hotel, e possui um jardim interno muito bem cuidado onde são plantados ingredientes que são utilizados nos tratamentos.

Na área do spa tem ainda um salão de beleza e a academia em anexo, muito bem equipada e toda de vidro, com vista para a piscina (acreditem se quiser, ficava cheia!). Acho que foi a academia mais completa de hotel que já vimos até hoje!

Dentro da academia, existem 2 changing rooms (um para homens e outro para mulheres) com chuveiros, armários, sauna seca e à vapor (essa tinha estrelinhas no teto que iam mudando de cor!) e amenities de super alto nível. Além de ter aproveitado a sauna no fim dos dias, utilizamos essas salas também para tomar banho e nos trocar no nosso último dia, uma vez que fomos embora do hotel após o horário do checkout e já havíamos devolvido a chave do quarto (fizemos questão de aproveitar todos os segundos que tínhamos nesse hotel incrível!).

 Restaurantes

O Shangri-la tem uma super estrutura de alimentação:

  • Le Bazar: é onde é servido o café da manhã e jantar em estilo buffet, com culinária internacional. Nós não jantamos lá mas no café da manhã posso dizer que era muita fartura e muitas opções de comida como omeletes, panquecas, waffles, sucos, sopas orientais, entre outras muitas opções preparadas na hora. Ah, e pros mais bem dispostos logo de manhã cedo, tinha espumante também! Um luxo.
  • Safran: aberto somente para o jantar, esse restaurante de apenas 40 lugares é uma viagem fantástica à Índia. Jantamos lá um dia e tudo que pedimos estava magnífico, além de muito bem servido.
  • Kushi: aberto somente para o jantar (o que é uma pena, porque a vista desse restaurante é maravilhosa!), é um restaurante de somente 30 lugares especializado em culinária japonesa e grill oriental, com opções como Kobe e Wagyu Beef. Em cada mesa tem uma chapa para o hóspede grelhar suas carnes a seu próprio gosto. Nós jantamos no Kushi e experimentamos tanto o sushi quanto o grill e estavam ambos uma delícia (só achei o valor um pouco salgado para quem está acostumado a comer muito).
  • Republik Beach Club & Grill: é um restaurante pé na areia que fica aberto durante o dia todo, sendo o mais versátil do hotel. A comida ali é contemporânea e tem de tudo, desde pratos elaborados com peixe fresco a hambúrguer de wagyu beef.
  • Para quem está hospedado nas suítes Frangipani, é possível tomar café da manhã a la carte no Republik (ao invés do Le Bazar) e também participar do Happy Hour que acontece todo dia das 17 às 18, sem custo adicional (para os demais quartos, é cobrada uma taxa por pessoa). Aliás, eu amei o Happy Hour: uma estrutura enorme de bar é montada na areia e são servidos drinks variados (gin, espumante, vinho, whiskie, tudo que você puder imaginar!), canapés e mini sanduíches ao som de um DJ enquanto o sol se põe. Programão para o fim da tarde!
  • Sega Bar: é um bar que fica em cima do laguinho e de frente para o palco onde acontecem vários shows por semana. É ideal para quem quer ouvir um som e tomar uns drinks após o anoitecer.  
  • Ti Marché: é uma lojinha de grab and go com café, sorvetes e outros snacks rápidos, além de coisinhas que podemos precisar como chinelos e protetor solar. Fica no lobby do hotel.
  • Ilot Mangénie Beach Club: como falei no começo do post, é o restaurante da Ilot Mangénie. Tem uma pizza de trufa muito famosa que só é servida lá. Nós acabamos não experimentando então acho que agora vou ter que voltar lá só para provar essa pizza de trufa, não é?

Opção de comida não falta no Shangri-la, dá para agradar todos os gostos e provar muitos sabores diferentes.

Happy Hour Bar

Atividades

O Boathouse principal do Shangri-la fica na Ile Aux Cerfs e pode ser acessado através de balsas que partem de 20 em 20 minutos pra lá. A grande maioria dos esportes oferecidos estão inclusos na tarifa e podem ser realizados por ordem de chegada.

Dentre as atividades inclusas estão:

  • Passeio de barco para fazer snorkel – como as vagas são limitadas, recomenda-se a reserva com antecedência
  • Passeio de glass bottom boat
  • Wake board e water ski
  • Windsurf e kite surf
  • Vela (laser e hobie cat)
  • Atividades não motorizadas: caiaque, stand up paddle, pedalinho, bicicleta aquática.

Além das atividades sem custo adicional, é possível contratar atividades extras como parasail, mergulho de cilindro, banana tube, passeio privado para fazer snorkel, além de aulas particulares de vela, windsurf e kitesurf.

Antes de partir pra Ile Aux Cerfs, é importante verificar a maré: alguns esportes motorizados não podem ser realizados com a maré baixa.

Nós fomos até a boathouse e resolvemos nos aventurar no water ski. Por estar numa região mais protegida do vento, decidi finalmente encarar a corda e ficar em pé (eu só tinha conseguido ficar em pé antes me apoiando na barra de ferro)! Foi fantástico e muito emocionante! 

Como contei ali em cima, é possível fazer todas essas atividades não motorizadas também na baía do hotel, sem necessidade de ir até Ile Aux Cerfs. Todo dia no fim da tarde nós íamos até a praia e pegávamos algum equipamento para dar uma voltinha. Muito legal!

Arrasei no water ski!

Nossa hospedagem no Shangri-la foi curtíssima e super deixou um gostinho de quero mais. Com tantas opções de atividades, restaurantes, piscinas e praias, eu gostaria de ter ficado por lá pelo menos 1 semana para conseguir curtir tudo com calma. Voltei para o Brasil já pensando em quando vou voltar para lá para aproveitar cada cantinho desse paraíso.

 Quer ver mais fotos do Shangri-la Mauritius? Confira a galeria abaixo.