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23
ago
2016

#futiemnyc: Red Hook Winery

Futi em NYC, NYC, Trip tips, Viagem

Sexta feira passada o Bernardo teve um dia de folga e, assim como foi em Coney Island, nós resolvemos aproveitar que estávamos em horário de trabalho para fazer um programa que provavelmente lota no fim de semana. Pensamos e pesquisamos um pouco e depois de ver esse post no blog da Laura Peruchi (tem muuuuitas dicas boas de NY!) acabamos decidindo passar uma tarde em Red Hook.

Esse é um bairro do Brooklyn bem afastado de tudo pois a linha mais perto de metrô fica a 25 minutos de caminhada de onde queríamos ir, as outras opções são ônibus ou Water Taxi. Dá para ir de taxi ou Uber também, mas vai levar mais ou menos 40 minutos de carro sem trânsito. Nós optamos ir de Water Taxi (na verdade nós nos enganamos e acabamos pegando o barco expresso da Ikea, que fica ali perto e para em Red Hook), que pegamos no Pier 11. Acho que de todas as opções de transporte, essa é a mais rápida – e mais agradável! Por 5 dólares (se não me engano o Ikea Express é grátis nos fins de semana) você passeia pelo East River/Hudson e ainda consegue ver a Estátua da Liberdade relativamente perto, achei uma delícia!

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Assim que saltamos em Red Hook fomos direto para o píer 41, local onde fica a Red Hook Winery, e pelo caminho entendemos o real significado de bairro isolado. Como a Laura apontou no blog dela, o fato de não ter muitos meios de transporte que chegam ali dão um ar de cidade do interior ao lugar, e como era uma sexta feira à tarde, estava tudo completamente vazio!

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A Red Hook Winery é um lugar que mistura bar e fábrica onde 3 vinicultores utilizam uvas vindas das mais diferentes regiões de Nova York para criar sabores únicos de vinhos brancos, tintos e rosés. Em 2012 a área de Red Hook foi super afetada pelo furacão Sandy e a Winery foi completamente destruída na época. Inclusive eles têm algumas lembranças dessa tragédia na sua decoração, desde placa de evacuação até livro mostrando o estrago que foi feito com os barris e as uvas, mas felizmente eles conseguiram dar a volta por cima e hoje em dia funcionam todos os dias, das 11 às 17 (apenas domingo eles abrem meio dia).

Quem conseguir visitar no fim de semana pode optar pela degustação de vinhos acompanhada do tour, onde eles te ensinam sobre a escolha das uvas e mostram o processo de fabricação dos vinhos do barril até a garrafa. Infelizmente não conseguimos ver essa parte, mas sentamos na parte do bar, que é super aconchegante e confortável, e fizemos a degustação de 4 vinhos por US$15.

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Eu fui na seleção de brancos e provei um Riesling, um Pinot Blanc, um Sauvignon Blanc, um Chardonnay e um quinto vinho que eu não vou lembrar qual era a uva, mas sei que tinha fortes notas de maracujá. Adoro um vinho mas sou zero entendida desses paranauê e não tenho paladar evoluído para identificar notas de frutas, tipos de madeira ou qualquer outro assunto relacionado à isso, mesmo assim consegui notar claramente a diferença entre eles, inclusive o com maracujá era inconfundível. Se não falassem nada, certeza que eu notaria! Achei uma experiência bem interessante! Mais entendidos dirão que os vinhos novaiorquinos não se comparam aos californianos (eu discordei já que a maioria dos brancos californianos não me agradam), mas independente de gosto, acho que é um passeio que vale a pena ser feito se você curte vinho – ou beber vinho hehe.

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O único defeito que eu poderia dizer é a parte de comida que eles oferecem. Tudo bem que a proposta deles não é virar um restaurante, mas achei pouco só terem no cardápio a opção de queijos (caros) ou batata frita (US$3,50 por um pacotinho pequeno).

Sugiro ir sem muita fome ou então aproveite para dar uma passeada por lá e almoçar antes ou depois da degustação. Red Hook tem alguns restaurantes bem famosinhos como o Brooklyn Crab, o Hometown Bar-B-Que (foi o nosso escolhido) e o Red Hook Lobster Pound, que inclusive tem uma barraquinha na Smorgasburg aos sábados em Williamsburg.

Eu adorei o passeio e to morrendo de vontade de voltar em um fim de semana para ver se consigo pegar o tour pela vinícola. O único problema é que o Water Taxi e o Ikea Express ficam com filas gigantes aos sábados e domingos, ou seja, tem que ir sabendo que pode rolar um perrenguinho ou outro.

Alguém aqui já foi? Tem mais dicas?

Beijos

17
ago
2016

Trip Tips (Brooklyn, NY): Aurora

Estados Unidos, Futi em NYC, Viagem

Já que algumas pessoas – e a Joana está entre elas – sugeriram que eu começasse uma tag com dicas legais de NY (e que ainda não apareceram por aqui!), resolvi começar com o primeiro restaurante que me surpreendeu desde que eu cheguei.

Recapitulando para quem chegou agora, essa semana faz 2 meses que estou morando em Williamsburg, no Brooklyn. E se eu falar que já vim diversas para NY e só cruzei as pontes para chegar em Manhattan e ficar por lá, vocês acreditam? Nunca pensei em vir para o Brooklyn, quanto mais morar aqui!

E se lá nos meus sonhos distantes eu imaginava morar nas ruas charmosas do West Village, hoje eu não penso em trocar Williamsburg por nada. É uma área que está crescendo de um dia para o outro mas já tem vários restaurantes, lojas, bares e mercados por perto, faço tudo com o Arthur na maior facilidade e o melhor, não tem aquele barulho todo de Manhattan! 

Descobrimos o Aurora através da indicação da esposa do dupla do meu marido. Queria fazer alguma coisa no meu aniversário e uma das indicações que ela me deu foi esse restaurante. Coincidentemente eu tinha passado na frente dele no mesmo dia, e achei a entrada uma coisa linda, toda verde e aconchegante!

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Acabei não comemorando meus 30 anos lá, mas o Aurora me surpreendeu demais! Lindo por fora, descolado por dentro e…lotado! Eu reservei para jantar lá em uma sexta feira e acho que sem reserva é difícil conseguir uma mesa à noite. 

A especialidade é italiana com ingredientes super frescos e orgânicos, inclusive as carnes. A cesta de pães é impossível negar! Tudo bem que eu sou suspeita, mas não tem um que seja mais ou menos! To salivando só de pensar! haha Além da cesta, pedimos uma burrata com presunto di parma (US$18) que também estava dos deuses – e serve tranquilamente 4 pessoas.

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De prato principal, eu e minha mãe fomos de Mafaldine ala Checca (US$18) que nada mais é que uma massa com tomate, mussarela de búfala e manjericão muito da bem feita! Aliás, eu tenho uma teoria de que o restaurante é muito bom quando ele consegue fazer o básico ser delicioso, e é o caso do Aurora.

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Meu pai foi de Schiaffoni di Mare (US$20) que não o impressionou muito. Já o Bernardo provavelmente pediu o melhor prato da mesa – ainda mais se você curte carne – a Bistecca (US$33), que veio super macia com batatas rústicas de comer rezando! Não pedimos sobremesa porque nossa cota de gulodice já tinha sido estourada. hehehe A conta final, com duas garrafas de vinho, foi de cerca de 130 dólares o casal.

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A experiência foi tão boa que voltamos na segunda-feira no almoço, mas como era feriado de 4 de julho, eles estavam com cardápio fechado e poucas opções, por isso acabei pedindo o cheeseburguer com batata frita trufada, temperada daquele jeito que é suficiente para ficar gostosa e zero enjoativa.

Só sei que desde que cheguei já fui em alguns italianos – que parece ser a especialidade que mais tem restaurante em NY, né? rs – e diria que esse está facilmente no meu top 5 (só não sei dizer qual o lugar que ele está porque não consigo decidir entre ele e um outro também aqui de Williamsburg que falarei em um futuro muito breve!). Pra quem está em Manhattan, diria que esse é um daqueles lugares que vale muito a pena cruzar a ponte para ir! 

Ele também funciona para brunch no fim de semana e almoço, mas quem quiser ir no jantar, não esqueça de reservar antes! :)

Beijos

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9
ago
2016

#futiemnyc – um dia em Coney Island

Estados Unidos, Futi em NYC, Viagem

Sexta feira retrasada o Bernardo teve uma folga no trabalho e como estávamos com um casal de amigos hospedado no nosso apê, pensamos em nos programar para fazer um programa diferente e que ninguém conhecesse ainda. De início pensamos em Filadélfia, mas como demoramos muito para ver preços de aluguel de carro, já estava tudo muito caro nas vésperas. A outra opção? Coney Island!

Coney Island fica lá na pontinha do Brooklyn (não tinha ideia onde ficava! haha) e além de uma praia, conta também com o Luna Park, um parque de diversões cheio de atrações para todos os gostos.

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A melhor época do ano para visitar esse lugar é entre a Páscoa e o Halloween, onde todos os bares e restaurantes da orla estão abertos, o parque funcionando a todo vapor e cheio de lojinhas. A Cony foi para lá  quando estava tudo vazio e fechado, ela até gostou do passeio mas acho que nem se compara! hehehe

Saímos de casa por volta das 13:30, tudo porque o dia amanheceu totalmente encoberto e chovendo, mas segundo os sites a partir de 12:30 o sol sairia e pararia a chuva de vez. Ficamos esperando para ver se era verdade, e foi justamente o que aconteceu. De certa forma foi ótimo porque deu para todo mundo se arrumar com calma e nós pudemos organizar as coisas do Arthur tranquilamente. Sem contar que lá a maioria das atrações só abrem depois do meio dia, ou seja, nem adianta chegar muito cedo.

Pegamos a linha Q do metrô na estação de Union Square e seguimos até o último ponto. Sim, Coney Island é literalmente o último ponto da estação, mas nada de perrengue, os trens estavam bem vazios e em 40 minutos mais ou menos estávamos chegando lá.

Como já eram quase 15h, nossa primeira parada foi no Nathan’s, que é famoso pelo seu cachorro quente. Na verdade você pode encontrar barraquinhas da lanchonete espalhadas por toda a parte turística de Coney Island – e por Manhattan também – mas queríamos ir no restaurante, que esse ano completa 100 anos!

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Depois de alimentados, demos a volta pela orla. A praia é enorme, mas não tinha uma viva alma no mar, que dizem ser beeem gelado! Eu não fui, não posso confirmar. hehe Também é na orla que você encontra vários bares, lojas de sorvete, mais um Nathan’s, a pizzaria Grimaldi’s e algumas lojas de souvenir. Quando chegamos ainda estava tudo vazio, mas como no verão praticamente tudo fica aberto até meia noite, é lá pelas 18h que você começa a ver muita gente passeando, cantando, vendendo arte e outras figuras. rs

Aliás, vale dar uma olhada no site de Coney Island para ver a programação. Sempre tem shows, concursos (o famoso concurso de maior comedor de cachorro quente acontece no Nathan’s de lá!) e excentricidades. Toda sexta também acontece uma queima de fogos às 21:30, mas fomos embora antes!

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O Luna Park que encontramos hoje foi inaugurado em 2010, mas é todo feito nos moldes antigos em homenagem ao verdadeiro Luna Park, que funcionou de 1903 a 1946, com direito a trem fantasma, carrinho de bate bate e outros brinquedos nostálgicos, onde você compra os tickets separadamente em bilheterias com jeito vintage. Ele também engloba algumas atrações que existem desde 1927, como a montanha russa de madeira Cyclone e a roda gigante Wonder Wheel e outras mais novas e ousadas, como a montanha russa Thunderbolt que já começa com uma subida de 90 graus e uma queda daquelas.

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Eu fui na Cyclone, na Thunderbolt (porque #soudessas hehe) e também no trem fantasma – esse último só porque era trash demais e pareceu divertido. Bem, de fato é bem trash, mas a foto que eles tiram de você no final prova que pelo menos um susto todo mundo leva. hahaha Só achei tudo muito caro, principalmente se levarmos em conta que você compra os ingressos separadamente. A Cyclone e a Thunderbolt custam US$10 e o trem fantasma US$7,  até entendo que as montanhas russas sejam mais caras, mas o trem fantasma não faz sentido!

Esse look apareceu em um post exclusivo para quem quiser ver! :)

Esse look apareceu em um post exclusivo para quem quiser ver! :)

Quem estiver pensando em ir, as dicas que eu dou são: tentem não ir no fim de semana e não se programem para chegar cedo. A praia e o parque ficam lotados sábado e domingo e, como eu disse, tudo abre mais ou menos meio dia.

Como eu estava com o Arthur, o horário que fizemos – mais ou menos das 14:40 às 18:40 – foi o ideal. Estava tudo vazio, conseguimos comer, ir nos brinquedos e passear sem precisarmos encarar mil filas, o sol não estava de rachar e não pegamos metrô lotado nem na ida e nem na volta. Só preciso pontuar que para trocar fralda não foi tarefa das mais fáceis, tivemos que trocar a primeira vez em um banco do parque e na outra foi dentro do carrinho mesmo. Tirando isso, foi tudo ótimo, o Arthur ficou louco com o movimento da roda gigante! rs

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Quem resolver ir para Coney Island sem filhos e sem crianças, sugiro chegar mais tarde, lá pelas 17h. Assim dá para pegar os brinquedos sem muito sol, ver o movimento da orla, tomar uns drinks ou comer uma pizza, cachorro quente ou sorvete e esperar para ver os fogos, se você for na sexta feira.

É um passeio delicioso e menos óbvio para quem vem para NY, indico muito!

Alguém tem outra dica de lá?

Beijos!

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