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Viagem

0 em Destaque/ Maldivas/ Trip tips/ Viagem no dia 18.10.2017

Destino lua-de-mel: Maldivas


As Ilhas Maldivas fazem parte do sonho de consumo de muitos casais e famílias em busca de sombra e água fresca. E não é à toa.

Localizada no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka, a República das Maldivas é um arquipélago de quase 1.200 ilhas, rodeadas por águas turquesas lindas de morrer.

Como o principal negócio do país é o turismo, é de se esperar que o país ofereça uma boa infra-estrutura de serviços para os turistas e foi isso mesmo que encontramos por lá.

Espere encontrar ilhas inteiras privadas dedicadas a um único resort (e preços elevados), assim como ilhas públicas com várias guesthouses (a preços mais amigos).

Como chegar

Nós conjugamos a visita às Maldivas com a nossa passagem pelos Emirados Árabes, por entender ser a maneira mais fácil de chegar até lá. A Emirates, Etihad e Qatar Airways tem vôos diretos diários saindo de Dubai, Abu Dhabi e Doha. Outra opção é ir via Europa (de British ou Turkish Airways, por exemplo).

Nós pegamos o vôo em Abu Dhabi e em 4 horas chegamos às Maldivas, num vôo direto da Etihad (comprado com milhas Smiles).

As Ilhas Maldivas não são um destino muito perto e as passagens costumam ser bem salgadas, por isso conjugar os trechos pagos com trechos com milha pode ser uma ótima pedida para considerar nas opções de viagem dos sonhos e lua-de-mel.

Clima

Nas Maldivas faz sol e calor o ano inteiro. Entretanto, nos meses de abril a outubro ocorrem as monções, que trazem consigo o período de chuvas.

Nós fomos em agosto, em plena época chuvosa, de propósito. E não, não sou louca (pelo menos não tanto assim).

As ilhas Maldivas não estavam no nosso bucket list de viagens (não pq não quiséssemos conhecer, mas por achar que era longe e caro) até que um dia eu me deparei com uma foto aérea em que apareciam dezenas de arraias mantas nadando num mar azul cristalino. Pi pi pi pi, o alerta da Felícia aqui começou a apitar e eu fui logo procurar saber onde era aquele lugar fenomenal da foto.

Foi aí que descobri que existe um fenômeno de migração das arraias manta justamente durante a época de monções e que existem alguns lugares das Maldivas por onde esses gigantes marinhos passam com mais freqüência. Pronto, Maldivas subiu imediatamente para o topo da lista e eu tratei de arrumar um jeito de chegar até lá (sim, tenho uma atração inexplicável com animais grandes moradores das profundezas do mar).

Aliado a isso, eu também faria 5 anos de casado em agosto, motivo pelo qual o mês foi o escolhido para a viagem. E lá fomos nós, na época de chuva, para o meio do oceano índico catar as benditas arraias manta. E achamos, um monte! Mas isso eu conto daqui a pouco.

Em relação ao tempo, uma coisa é verdade: apesar de só termos pegado 1 dia inteiro de chuva, tivemos outros dias com tempo meio incerto do tipo sol com nuvenzinhas e algumas pancadas de chuva. Para quem vai no intuito único e exclusivo de curtir a praia, eu sugiro ir em uma época com o sol mais firme (dezembro a março) para evitar decepções.

Já para quem quer economizar na estadia, a época de chuvas também é a baixa temporada e muitos hotéis fazem grandes promoções com descontos, upgrades, transfer grátis… pode valer a pena arriscar (foi exatamente o nosso caso!).

Como se locomover

Como eu falei, a maior parte dos grandes resorts ficam em ilhas privadas e exclusivas. E para chegar nelas existem basicamente 2 meios de transporte: lanchas ou avião. Para ilhas próximas à capital Malé, normalmente o transfer é feito com lanchas. Já para hotéis mais distantes, é possível pegar um hidroavião ou, a depender da localização, um vôo doméstico regular mais uma lancha. Isso tudo vai depender muito da região que você escolher e normalmente é tudo organizado pelo próprio hotel (eu não vi outra opção que não essa, exceto para os vôos regulares que podem ser comprados nos sites das companhias Maldivian e Flyme).

Tenha em mente que os transfers são caríssimos e muitas vezes mais caros que a passagem do Brasil até as Maldivas (acredite se quiser). Então se informe bem antes para não ter surpresas.

 

Quantos dias ficar

Varia demais de pessoa pra pessoa. Nós ficamos 10 noites e teria ficado mais sem nenhuma sombra de dúvida. Minha recomendação seria de 5 noites se a opção for ficar em 1 hotel e 8 a 10 noites se a opção for ficar 2 hotéis. Menos de 3 noites por hotel acaba sendo corrido demais e você acaba perdendo muito tempo em deslocamento (que não é super simples e, como falei, é super caro).

 

Onde ficar

Nós ficamos em três hotéis em ilhas diferentes:

Já adianto que amamos todos e que cada um deles tem um diferencial bem claro, o que tornou nossa experiência nas Maldivas muito diferenciada.

Achei que mudar de hotel foi bem interessante, principalmente porque nos deu a oportunidade de aproveitar diferentes ilhas das Maldivas, além de nos das acesso a estruturas diversas de atividades, o que permitiu que utilizássemos o melhor de cada hotel e cada região.

Não tenho dúvidas que a experiência que você vai ter nas Maldivas está muito relacionada com o local e o hotel em que vai se hospedar, então vale a pena avaliar com cuidado as opções de acordo com seu gosto e bolso. A viagem não é barata e nós não gostamos de jogar dinheiro fora, não é mesmo?

Shangri La Villingili

Finolhu

Aveyla Manta Village

Nossa primeira parada foi no Aveyla, uma pousadinha fofa que fica em Dharavandoo, uma ilha pública com aeroporto. Escolhemos o Aveyla porque a ilha fica no atol Baa e muito próxima a Hanifaru Bay, uma estação de limpeza bem rasa que as mantas amam de paixão nessa época do ano. Isso porque na baía ficam muitos plânctons acumulados (comida preferida das mantas!). Resultado: é possível ver aquele montão de arraias nadando mergulhando só com o snorkel!

Nós poderíamos ter ido a Hanifaru Bay partindo de qualquer hotel no atol Baa, mas seria mais longe e infinitamente mais caro. Por isso, preferimos nos hospedar ali pertinho e aproveitar o máximo do fenômeno das mantas (afinal, era para isso que estávamos ali).

Nós ficamos 3 noites no Aveyla e fomos a Hanifaru Bay 3 vezes. Em uma delas, não vimos uma mantazinha se quer (natureza né, às vezes elas decidem não aparecer). Em compensação, nas outras duas vimos dezenas de mantas dançando dentro da água, algo que marcou minha vida para sempre, com toda certeza. Chega a ser inacreditável a quantidade de arraias nadando lado a lado, ali no rasinho.

Além disso, fizemos 6 mergulhos de cilindro (2 por dia) para pontos próximos a Dharavandoo, onde tivemos a experiência de ver mais e mais mantas, dessa vez mais no fundo (sim, a estrela da festa era a manta gente, só queria saber delas). Também vimos outros animais marinhos como nemos, moreias, polvos, tartarugas, entre outros.

O Aveyla oferece todos os passeios através do Liquid Salt Divers, a operadora de mergulho que é do mesmo dono. Isso facilita muito a vida na hora de decidir o que fazer.

A praia da pousada é bem bonita. Tem uma estrutura de rede, espreguiçadeira e balanços, para relaxar e ler um livro entre um mergulho e outro. Em relação à alimentação, nós fechamos a pensão completa, com café da manhã, almoço e jantar no estilo buffet (bebidas à parte). Apesar de simples, a comida era muito bem feita e bem gostosa, uma grata surpresa.

O único porém é que, por ser uma ilha pública e como a República das Maldivas é de religião muçulmana, é proibido vender bebida. Por mim ok, achei ótimo até fazer um detox, mas alguns dos outros hóspedes estavam sedentos por uma cervejinha na beira do mar.

Nós adoramos nos hospedar no Aveyla e achamos a relação custo benefício excelente. Para quem está com o orçamento mais apertado ou para quem ama mergulho (em especial com mantas), sem dúvida é uma ótima escolha.

Nos próximos posts vou mostrar mais do Finolhu e do Shangri-La Villingili, os outros dois hotéis em que nos hospedamos nas Maldivas.

0 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 11.10.2017

Trip Tips: O que fazer em Abu Dhabi

Diferentemente de Dubai, Abu Dhabi é um emirado mais low profile (mas ainda no arab style ostentação). Talvez por isso, a cidade acaba ficando de fora de muitos roteiros ou é visitada em um bate-e-volta partindo da irmã pop Dubai.

Já que decidimos explorar bem os Emirados Árabes, optamos por ficar em Abu Dhabi e nos hospedar no Shangri-La Qaryat Al Beri (mostrei em detalhes o hotel nesse post) e fazer a base ali para conhecer os principais pontos de interesse da cidade. E já posso adiantar que tem sim várias coisas legais pra fazer.

Além de curtir o hotel e a vista magnífica da Grand Mosque, os passeios que mais curtimos foram:

 

Sheik Zayed Grand Mosque

Não poderia começar diferente. Eu já estava obcecada na Grand Mosque desde a hora que pus meus pézinhos no Shangri-La e a vi lá do outro lado do canal. E se de longe ela é bonita, de perto ela é linda!

A mesquita branca de Abu Dhabi é enorme. Dizem que é a terceira maior mesquita do mundo, com capacidade para 40 mil fiéis. Foi bem interessante ver como é a rotina de reza dos muçulmanos: são salas separadas para homens e mulheres, em que é obrigatório entrar coberto e sem sapatos.

Já para as turistas (mulheres), é necessário entrar também com as pernas, braços e cabelos cobertos. Eu cheguei lá com um vestido longo que deixava meio dedo do meu tornozelo aparecendo e fui barrada. Como isso deve acontecer sempre, eles emprestam abayas, aquela roupinha que chamamos erradamente de burca, que são devolvidas na saída.

Bom, lá fui eu naquele calorão vestir minha abaya, achando que ia morrer assada dentro de uma roupa que nada mais era um vestido longo de manga comprida com um gorrinho. Curiosamente, achei que a abaya deu uma protegida tanto do sol quanto do calor e achei até mais confortável estar com ela.

Para os homens, como estava realmente muito quente, calça comprida e camiseta já era o suficiente.

Agora, deixando a questão religiosa e os costumes de lado, a arquitetura do lugar é fantástica. O pé direito das colunas brancas e douradas é muito alto e a sensação de amplitude é enorme.

Fiquei muito impressionada com a riqueza de detalhes no chão e nas paredes, com desenhos de flores meticulosamente formados pelos ladrilhos coloridos. Ah, e os espelhos d’água e jardins em volta da mesquita também contribuem para tornar a Sheik Zayed Grand Mosque um lugar único.

Essa visita não pode ficar de fora do roteiro!

 

Ferrari World Abu Dhabi

Saindo da Grand Mosque, pegamos o carro e partimos para Yas Island, uma ilha cheia de atrações onde fica o parque de diversões Ferrari World.

O Ferrari World é um parque indoors, todo fechado e com um ar condicionado bombante (lembrando que estava fazendo um calorzinho básico de 45 graus).

Como o próprio nome já diz, o parque é o mundo da Ferrari e tudo lá dentro é inspirado e decorado com o tema, desde os brinquedos às lojinhas e restaurantes. São muitas atrações para todas as idades, entre simuladores, cinema 3D, realidade virtual, kart e até um museu/exposição de diversos modelos de Ferraris. Além disso, acontecem shows e atividades como a troca de pneus de carros de fórmula 1, em que todos podem participar. Bem divertido!

Mas para nós, as estrelas do Ferrari World são as montanhas-russas. A mais famosa é a Formula Rossa, que é, nada mais nada menos, que a montanha-russa mais rápida do mundo e chega a 240 km/h! A idéia é passar a sensação da aceleração alcançada por um carro de fórmula 1. Para se ter noção, você recebe um par de óculos de plástico para usar durante o percurso (é tão rápido que acho que sem os óculos não deve dar nem para abrir os olhos!). Não preciso dizer nada além de: é SENSACIONAL! Tipo a melhor que eu já fui na vida!

Ainda tem outras montanhas-russas muito legais como a Turbo Track e a Flying Aces, além de novas atrações que estão sendo construídas. Em todas elas, a fila é na parte de dentro do parque, mas o trilho mesmo vai pelo lado de fora (achamos engraçado levar aquele bafo quente no rosto quando o carrinho começa a andar!).

Apesar de não ser muito grande, ficamos umas 3-4 horas pipocando de atração em atração. Demos super sorte de estar vazio e com pouca fila, o que nos deu tempo para repetir as montanhas russas que mais curtimos. Para os amantes de aventura e da Ferrari, achamos um programa imperdível!

 

Emirates Palace

Se até agora você não está Abu Dhabi tão ostentação assim, é porque não falei do Emirates Palace. O hotel mais famoso e luxuoso desse Emirado tem a fama de ter 7 estrelas, e não é à toa: o Emirates Palace parece um palácio direto dos contos das 1001 noites.

Com arquitetura árabe e muito ouro para tudo quanto é lado, o Emirates Palace fica de frente para a praia e perto do centro financeiro, em um ponto nobre de Abu Dhabi. O hotel tem vários restaurantes, incluindo a deliciosa rede internacional Hakkasan, sendo visitado por milhares de turistas e emiradenses todos os dias, nem que seja só para uma refeição.

A parte boa é que a entrada no hotel é livre, não sendo necessário ser hóspede e nem ter reserva em algum dos restaurantes. Tudo lá dentro é lindo e rico e existem coisas inacreditáveis tipo existem máquininhas a la caixa eletrônico em que você pode “sacar” lingotes de ouro (de verdade!).

A parte de fora do hotel também é linda, com coqueiros, laguinhos e uma vista bem interessante para o centro financeiro de Abu Dhabi e seus arranha céus. Em resumo: vale muito a pena passar ali para se ver a imponência e grandiosidade de um dos hotéis mais caros do mundo!

Nós decidimos ter uma experiência mais completa e optamos pelo day use do Beach Club do hotel. O day use dá acesso às piscinas e à praia particular do Emirates Palace (essa eu fui só bisbilhotar mesmo, estava quente demais!).

Uma coisa legal é que no caminho para a praia existe uma tenda beduína, onde tem alguns camelos. É possível dar uma voltinha na corcunda dos amiguinhos e ficar sentado dentro da tenda, onde são servidos chás e cafés árabes (tudo sem custo adicional). Por conta do calor, passei só para dar um oi para os camelinhos e voltei correndo para a água geladinha da piscina.

Aliás, as piscinas são bem bacanas: tem uma piscina comum com alguns bancos com borbulhas relaxantes, além de um rio lento com bóias e cachoeiras, pra sentar e esquecer da vida. Existem 2 toboáguas, pequenos mas bem divertidos, que desembocam nesse rio lento. Resumindo: é um mini parque aquático, onde é possível aproveitar um bom dia de sol (na sombra, óbvio!).

Chegamos de manhã cedo e passamos o dia aproveitando o beach club do hotel. Aproveitamos para almoçar no restaurante Cascades, coladinho na piscina. Estava tudo delicioso e super fresco.  

Achamos o day use uma opção bem legal para quem não estiver hospedado no Emirates Palace conseguir aproveitar a estrutura a um custo mais acessível.

Camelinho tentando forçar a amizade

Abu Dhabi tem um jeitão diferente do que vimos em Dubai e merece sim uma visita. Para quem não pretende dormir por lá, acho que um bate-e-volta do outro Emirado pode ser uma boa opção, apesar de mais cansativa, já que a distância entre as cidades é de aproximadamente 1 hora.

Nós ficamos em Abu Dhabi por 2 noites e achamos pouco! Acho que para aproveitar a cidade com calma e ainda descansar um pouco no hotel (e babar ainda mais na vista da Grand Mosque), devíamos ter ficado mais uma noitezinha por ali. Fica a dica!

3 em Destaque/ Oriente Médio/ Trip tips/ Viagem no dia 27.09.2017

Shangri-La Abu Dhabi: o hotel com o por do sol mais lindo que já vi

Depois de conhecer Dubai e suas obras faraônicas e o deserto emiradense, achava que nada mais nos Emirados poderia me surpreender. Ledo engano. Foi só chegar no Shangri-La Qaryat Al Beri, o hotel que escolhemos para nos hospedar em Abu Dhabi, que eu vi que estava bem equivocada.

Vista perfeita. Pronto, resumi o hotel!

Brincadeiras à parte, a localização do Shangri-La Abu Dhabi não poderia ser mais privilegiada. O hotel fica de frente para a Sheik Zayed Grand Mosque, a mesquita branca maravilhosa que é um dos pontos turísticos mais famosos e imponentes da cidade. E quem se hospeda no Shangri-La tem a melhor vista, de vários ângulos, a qualquer hora do dia.

Não tenho dúvidas que o impacto de chegar na cidade e dar de cara com a Grand Mosque da varandinha do lobby já fez meu coração bater mais forte pelo hotel.

Ainda sobre a localização, o Shangri-La fica de frente para uma praia com extensão total de 1km e oferece toda a infraestrutura para quem quiser curtir um mergulho no mar. Como eu contei aqui, nós fomos no alto verão e o mar estava mais para água de miojo, o que deixou nosso mergulho para a próxima visita.

O hotel tem uma baita infraestrutura de esportes aquáticos, com muitas opções de esportes não motorizados (como stand up paddle e caiaque) e motorizados (como ski aquático, jet ski, entre outros). Apesar do calor, vimos alguns aventureiros andando de jet ski nas águas calmas na frente do hotel. Já pensou andar de jet ski vendo a Grand Mosque de pertinho?

Para fugir do forno, corremos para uma das piscinas do hotel. Na realidade, existem 2 grandes conjuntos de piscinas: uma coladinha no prédio principal e outra numa espécie de píer sobre o mar, com uma borda infinita e aquela tal vista de cair o queixo. Nem preciso dizer qual foi minha preferida né? Ambas tem piscininhas rasas em anexo para os pequenos, cadeiras e espreguiçadeiras, guarda sóis e um serviço de toalheiro e garçom, que trazia água à vontade e toalhinha gelada para limpar o rosto. É só chegar e aproveitar o dia.

Existe ainda a rooftop pool, uma piscina exclusiva no último andar do hotel. Infelizmente ela estava em reforma quando fomos e acabamos não conhecendo.

Além das piscinas, o Shangri-La conta ainda com um spa que é a assinatura da rede, o CHI, The Spa, com sauna e jacuzzi para uso dos hóspedes e um menu com muitos tratamentos. Além disso, o hotel também tem uma academia bem equipada com aulas de yoga, pilates, boxe e até zumba.

Na realidade, o Shangri-La é um complexo formado pelo hotel, residências e um souk tradicional chamado Qaryat Al Beri (daí vem o nome do hotel!). O Souk é um shopping inspirado nos antigos mercados tradicionais árabes, com várias lojas e restaurantes, além de opções de entretenimento como shows e oficinas para crianças em vários dias da semana. Apesar do jeitão tradicional, muitas das lojas do Souk são moderninhas, a exemplo dos chocolates Godiva, a marca de cosméticos árabe Amouage (que por sinal eu amei!) e o queridinho do coração Starbucks Coffee.

O complexo do hotel é extenso e conectado por nada mais nada menos que um laguinho artificial onde circulam abras – aquele tal barquinho tradicional árabe. É possível pegar uma caroninha de abra para ir até o Souk ou só para dar uma voltinha mesmo. Um passeio bem legal!

Para quem não quiser andar de abra, também existem os tradicionais buggys para levar os hóspedes para cima e para baixo. E para quem estiver de carro, existe serviço de manobrista gratuito (melhor coisa do mundo não ter que procurar vaga né?).

Restaurantes

Dentro do Shangri-La Abu Dhabi tem 4 restaurantes: Bord Eau, de culnária francesa; Hoi An, vietnamita (estava fechado para reforma); o restaurante assinatura da rede, Shang Palace, de culinária chinesa; e o Sofra bld, um buffet de culinária internacional, onde também é servido o café da manhã.  

E já que estamos falando em café da manhã, só posso dizer uma coisa: que café maravilhoso! Nunca vi tanta opção de comida diferente! O Sofra blv é lindo e o buffet é decorado como se fosse um mercado local árabe, com a parte de peixes (quer camarão no café da manhã? Só pedir!), pães, frutas, comida árabe, indiana, chinesa, crepes, panquecas, queijos e embutidos, enfim, tudo que você puder imaginar. O auge da loucura pra mim foi a fonte de chocolate com marshmallow, que eu obviamente tive que experimentar.

Além disso, na mesa são servidos as variações de café (passado, expresso, cappuccino, macchiato, latte, etc) por uma equipe muitíssimo simpática. Só pra dar idéia do nível da simpatia, no nosso último dia os garçons pediram para tirar uma foto com a gente e nos mandaram um email depois com nossa selfie para ficar de recordação. E ainda deram uma caixinhas para levarmos uns doces árabes para viagem. Muito fofos!

Para o jantar, resolvemos conhecer o Shang Palace. O restaurante é todo decorado no estilo chinês, em tons vermelhos e com muitas lanternas penduradas no teto, para já entrar no clima da comida. São várias opções de pratos típicos chineses no cardápio, mas como ainda não tínhamos experimentado o restaurante, optamos pela seleção do chefe, um menu que passa pelos principais pratos do cardápio.

Gente, sério… que comida maravilhosa! Tudo estava divino e era muita comida! No final do menu eu já nem aguentava mais comer nada. Foram várias entradinhas, teve pato de Pequim na panquequinha (estilo o do Mr Lam), porco, carne, frango, tudo que a gente tinha direito! Eu fiquei tão satisfeita que nem aguentei experimentar a sobremesa.

Apesar da comida estar fantástica, acho que a parte que eu mais gostei do Shang Palace foi o Kung Fu Tea: era um chá que vinha num bule com o maior bico do mundo, servido por um garçom super performático que fazia uma pose de Kung Fu toda vez que ele colocava o chá na nossa xícara! Não deu outra, chamamos o Kung Fu Guy 10 mil vezes só pra ver a performance! Achei muito divertido!

Chef fazendo nossas panquequinhas com pato de Pequim na hora

Kung Fu Tea

Além dos restaurantes, ainda existe o bar da piscina, o lobby lounge e o Al Hanah Bar, um bar lindíssimo que fica próximo à recepção. Para quem estiver comemorando datas especiais, é possível ainda solicitar um jantar romântico numa tenda árabe na areia da praia.

Área comum e Quartos

O Shangri-La Abu Dhabi é super luxuoso e todo decorado no estilo árabe. Talvez por ser tradicional, o hotel seja muito frequentado por pessoas da região (fiquei muito impressionada com a quantidade de árabes hospedados ali!). Tanto a arquitetura quanto a decoração são de extremo bom gosto e dignas de um hotel 5 estrelas.

O hotel tem 213 quartos e 6 super vilas de 4 quartos com piscina privada (já pensou?), divididos em várias categorias, todos respeitando o tipo de decoração do restante do Shangri-La.

Nosso quarto fazia parte do Horizon Club, uma espécie de área vip que nos dava direito a vários mimos, a começar pela vista: nossa varandinha tinha vista direta para a Grand Mosque. Além disso, tínhamos acesso à sala do Horizon Club, um lounge exclusivo e fantástico em que são servidas comidinhas e bebidas o dia inteiro, sem nenhum custo adicional. Isso mesmo, era só chegar no lounge e se deliciar com saladas, castanhas, frutas, doces e até comidas quentes, acompanhadas de refrigerantes ou água. Ali também acontece o happy hour todos os dias: das 17 às 19 são servidas bebidas alcóolicas à vontade para os hóspedes do Horizon Club. Demais né?

Mimos do Horizon Club lounge

Tínhamos ainda outros mimos como late check out e direito a passar uma peça de roupa por dia, isso tudo sem custo extra. Valeu a pena demais ficar nessa categoria de quarto. A gente se sente querido, sabe?

Nosso quarto em si não era enorme, mas tinha um tamanho suficiente para o nível de conforto que gostamos. Era um quarto com uma cama king size, armário, TV, penteadeira, poltrona, um hall e um banheiro com pia dupla e chuveiro e banheiras separados. Ah, os produtinhos do banheiro eram todos L’Occitane, sensacionais!

Nós também tínhamos uma varandinha espaçosa, com mesinha e duas espreguiçadeiras. Toda hora eu ia até ali fora ver se a Grand Mosque ainda estava linda (de noite ela fica maravilhosa toda acesinha)!

Aliás, vale muito a pena ver a mesquita em diversos horários do dia e escolher qual você gosta mais. Tivemos a oportunidade de vê-la no nascer do sol, durante o dia, o por do sol e a noite, e acho que meu momento preferido foi nas primeiras horas da manhã.

Quer ver mais detalhes do Horizon Club Deluxe Suite? Clique no vídeo abaixo:

Não tenho dúvidas que o Shangri-La é um dos hotéis mais bonitos de Abu Dhabi e (pasmem) com uma relação custo-benefício excelente. Por isso, indico de olhos fechados para quem estiver passando pela cidade. E mesmo para quem não estiver hospedado ali, acho que vale uma visita tanto nos restaurantes do hotel como no souk: não percam a vista única que esse hotel tem!