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Viagem

5 em Europa/ maternidade/ Viagem no dia 03.07.2017

Viajando com criança: Riviera Francesa

Essa não é a primeira viagem que fazemos com o Arthur. Em Dezembro fomos para Orlando e eu contei tudo sobre minha experiência com ele, que na época tinha quase 1 ano de idade, tanto nos parques da Disney quanto nos da Universal. Depois fui para o Brasil em fevereiro, mas como fiquei na casa dos meus pais, nem pensei em fazer post. Agora acho que to devendo um falando sobre minhas experiências em viagens de avião sozinha com ele, porque cada uma tem uma surpresa.

Quem dera viajasse quietinho assim, né? Acho que é pedir demais! hehe

Dessa vez aproveitamos alguns dias de férias que o Bernardo pôde tirar depois do Festival de Cannes para encontrarmos com ele na Riviera Francesa. Quando se pensa em Côte D’Azur no verão muita gente já pensa na badalação de Saint Tropez ou na ostentação de Monaco, por isso mesmo eu estava bem perdida nas minhas referências do que fazer com uma criança, mas decidida que não iríamos para esses lugares mais ~topzera.

Outra coisa que eu estava um pouco receosa era o fato que eu nunca tinha reparado no tratamento dos franceses com crianças. Já fui para alguns lugares da França, inclusive quando estava grávida, mas realmente nunca tinha parado para prestar atenção nisso. Minha única referência é aquele livro “crianças francesas não fazem manha”, sendo que eu nunca li uma linha do que está escrito lá, mas já fui achando que franceses não têm crianças que falam alto, que não sabem ser contrariadas ou que sentam na mesa e não fazem uma bagunça. Enquanto isso, meu filho dá uns gritos ocasionais de alegria, não curte muito ser contrariado, faz uma certa bagunça para comer, mesmo a gente estando do lado prestando atenção e sim, nós recorremos ao Ipad para hipnotizar crianças. Bem, era ver para tirar conclusões, né? Por isso, fomos!

Pegamos um hotel em Nice pela facilidade. Além do aeroporto principal ser ali, é uma cidade bem central e fácil de andar pelos outros cantos da Riviera Francesa. Também alugamos um carro. Até dá para conhecer boa parte da Côte D’Azur de ônibus, mas com o Arthur preferimos a comodidade do carro.

E se o fuso horário estava me preocupando durante a viagem – afinal, é difícil sair de uma cidade as 6 da tarde e chegar as 6 da manhã é bem doido rs – foi a melhor coisa do mundo na primeira noite: dormimos 13 horas seguidas, inclusive o Arthur! Eu acordei me sentindo leve e verdadeiramente renovada, nem lembro a última vez que eu fiz isso mas com certeza foi em dias pré filho! hahaha

No porto de Cap Ferrat, em um parquinho que achamos por ali!

Em Paloma Beach, Cap Ferrat

No beach club de Paloma Beach <3

Em Villefranche sur Mer

Nosso primeiro dia foi conhecer Villefranche sur mer e Saint Jean Cap Ferrat, dois lugares super charmosos a 20 minutos de Nice. Em Cap Ferrat fomos almoçar em Paloma Beach, que tem um beach club bem charmoso e famosinho. Tentamos pegar espreguiçadeiras também – porque a praia é de pedra, não é dos lugares mais confortáveis para estender a canga – mas era sexta feira e eles já estavam lotados e não aceitando reservas, mas consegui ver que caso a gente conseguisse, teríamos que pagar 16 euros para o Arthur entrar com a gente. Obviamente fiquei intimidada com isso, apesar de achar justo cobrar para receber crianças em um lugar claramente para adultos. Felizmente o restaurante foi uma grata surpresa. Comida gostosa, staff atencioso e simpático e até mesmo cadeira especial para crianças.

Èze

Èze

No dia seguinte fomos mais ousados: Èze e Saint Paul de Vence. Não indico fazer as duas cidades no mesmo dia porque elas são distantes uma da outra – 40km para ser mais exata. Mas como fazíamos questão de ir nas duas e esse era o único dia que daria para visitá-las, encaramos o desafio. São duas cidades medievais lindas, sendo que Èze tem uma vista do Mar Mediterrâneo de tirar o fôlego. Em ambas cidades vimos muitas crianças de todas as idades, mas Èze é preciso ir preparada para subir e descer muitas escadas.

Saint Paul de Vence

Saint Paul de Vence

Almoçamos em um lugar em Èze chamado La Taverne D’Antan porque o lugar que nos foi indicado – Le Nid D’Aigle – estava fechado. Não foi o melhor lugar do mundo, estava super calor, ficamos do lado de dentro em um sofá cheio de decoração (ou seja, Arthur mexendo em TU-DO) e ainda por cima era cozinha italiana, que eu amo mas não era bem o que eu estava pensando em comer na França.

Arthur andou muito, explorou bastante, brincou nas fontes, enfim, se esbaldou. Valeu super a pena ir nas duas e só me provou que criança é bicho explorador mesmo e é maravilhoso poder proporcionar essas experiências!

No restaurante, a caminho de Gorges du Verdon

No terceiro dia fomos mais ousados ainda: fomos em um lugar chamado Gorges du Verdon, um lago no meio dos Alpes onde as pessoas ficam andando de pedalinho ou barco elétrico que é tão incrível que terá post à parte contando todos os detalhes! Foi um desafio, 2 horas de viagem em uma estrada cheia de curvas, almoçamos em um restaurante beira de estrada muito do meia boca, Arthur passou mal por causa da estrada e por um momento eu me arrependi, mas quando chegamos lá qualquer resquício de arrependimento foi embora. Ele se divertiu demais na água, no pedalinho, terminou o dia completamente desmaiado e eu fui dormir novamente agradecida.

Juan Les Pins

Juan les Pins

 

Último dia tiramos para descanso! Fomos conhecer Juan les Pins, praia que durante as minhas pesquisas, apareceram como dica para ir com crianças. Almoçamos em Antibes, que fica praticamente grudada em Juan Les Pins e tem mais opções de restaurantes, mas novamente não escolhemos um bom lugar para comer. Depois de almoçados escolhemos um beach club em Juan Les Pins (escolhido a dedo porque tinham várias crianças de diferentes idades) e foi uma delícia. O mar é calmo, sem ondas, dava pé e ele se divertiu bastante na água. Também compramos um baldinho em uma das inúmeras lojas de souvenir para ele se distrair e foi a melhor ideia porque ele ficou horas distraído com os brinquedos de praia.

No fim do dia fomos conhecer o porto de Nice e jantamos perto dali, na Cours Saleya (Marché aux Fleurs), mas também não escolhemos um lugar legal.

Ou seja, foi uma viagem super família e gostosa de fazer, cheia de atrações e coisas novas para ver! Vale falar que todos os lugares que comemos tinha pelo menos um cadeirão para o Arthur sentar na mesa com a gente, enquanto o quesito fralda foi mais complicado, mesmo assim a gente se virava. Trocamos no carro, em pé no banheiro, na espreguiçadeira, na praia, onde a gente via uma oportunidade a gente trocava. rs

Aliás, levamos bastante coisa na mala: fraldas, panos umedecidos, colete para nadar, toalhas, etc. Só compramos no supermercado comidinhas para darmos para ele e leite.

Minha única decepção foi no quesito gastronomia, até agora estou indignada de ter passado 5 dias na França e não ter tido nenhuma refeição muito maravilhosa, já que não fomos felizes nas nossas escolhas de restaurantes e quase sempre a gente jantava no hotel, para não sobrecarregar mais ainda o Arthur.

De qualquer forma, para uma primeira experiência real de viagem com criança, eu achei um sucesso! Amei a experiência, amei as oportunidades, amei vê-lo explorando o mundo com seus olhos curiosos, fiquei orgulhosa de ver como ele topou tudo e foi nosso companheiro. Ainda sonho com uma lua de mel pós filhos, ou seja, uma viagem romântica só com o marido, mas fiquei morrendo de vontade de tê-lo como companhia em mais lugares do mundo. :)

E vocês? Como se viram viajando com seus filhos? Vamos dividir dicas de lugares, truques e afins?

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 27.06.2017

Chitwa Chitwa Game Lodge: fazendo um safári na África do Sul

A maior motivação para a escolha da África do Sul como destino de férias foi sem dúvida a oportunidade de fazer um safári e ficar pertinho de animais selvagens. Mesmo sabendo que existem muitos países na África que oferecem esse tipo de programa, a África do Sul ganhou no quesito infra-estrutura e foi para lá que fomos ter a nossa primeira experiência “na natureza selvagem”.

Uma vez decidido o país, passamos para a outra questão crucial: em que região ficar. Primeiro, pesquisei muito sobre as regiões de safári e confesso que tive bastante dificuldade em achar informações sobre a diferença entre elas. Mas todas as fontes diziam o mesmo sobre a região do grande Kruger National Park: é a maior da África do Sul e uma região em que se pode encontrar não só os Big 5 (búfalo, leão, leopardo, elefante e rinoceronte) mas também os Big 7 (os Big 5 mais chita e cachorro selvagem).

Além disso, acho que o Kruger é também a região mais democrática para fazer safári, uma vez que é possível encontrar desde pousadinhas para uma hospedagem mais simples até lodges super luxuosos com esquema all inclusive.

Quando fui um pouco mais fundo na pesquisa, acabei descobrindo Sabi Sands, uma reserva privada que faz parte do grande Kruger, onde ficam os hotéis mais luxuosos da região. O mais legal é que Sabi Sands fica anexa ao Kruger sem cercas entre as duas, o que deixa os bichos irem e virem quando quiserem, além de ser conhecida por abrigar muitos dos leopardos da região (eles adoram ficar por ali!). Como apaixonada por felinos que sou, estava decidido que seria Sabi Sands onde iríamos ficar.

Como contei aqui, as regiões de safari na porção leste do país, onde fica o Kruger, têm verões chuvosos e invernos secos. No verão, a vegetação fica mais densa e os animais ficam mais preguiçosos, se escondem na sombra sem grandes dificuldades e conseguem beber água facilmente, o que torna um pouco mais difícil a visualização. Por isso, decidi reservar pelo menos 3 noites no safári para aumentar as chances de ver todos os Big 5.

Com a época, quantidade de dias e região decididas, pedi ajuda pra Camila da Rhino (o contato dela está aqui) na decisão do lodge. Como o maior motivo da viagem era o safári, resolvemos investir em um hotel com tudo incluso, o que nos custaria muitos dólares e por isso não podíamos errar na decisão.

Com a ajuda da Camila, acabamos decidindo ficar no Chitwa Chitwa Game Lodge, um hotel luxuoso incrível com uma localização super privilegiada: o hotel fica de frente para um lago lotaaaaado de hipopótamos barulhentos e jacarés! Além de fantástico, o Chitwa Chitwa estava com uma promoção de pague 3 e fique 4, então fomos com tudo para a nossa estadia de 4 dias na savana africana.

O hotel tem somente 10 suites, todos elas gigantes, com um banheiro com chuveiro e banheira separados, uma cama absurda de confortável, sala, closet, máquina de café, frigobar e tudo mais que você possa precisar. O destaque fica para a varanda de frente para o lago com uma linda piscina particular.

 

Para quem viaja em grupo, existe a Chitwa House, uma casa com dois quartos e piscina super luxuosa que dá mais privacidade aos hóspedes.

Tudo está incluso na diária: todas as refeições, bebidas (até as alcoólicas), frigobar e snacks e duas saídas diárias para os “game drives“, que são os passeios de busca aos animais no meio da reserva.

A programação diária é sempre assim:

5:00 – ligação para despertar

5:30 – todos se encontram no lobby para tomar um chá com biscoitinhos e sair para o primeiro game drive do dia

7:30 – pausa para um lanche no meio da savana

8:30 – retorno ao hotel

9:00 – café da manhã no hotel

Depois do café até a hora do almoço você tem tempo livre para fazer o que quiser: dormir mais um pouco, ir para a piscina do seu quarto ou do hotel, ler um livro, fazer uma massagem no spa do hotel, suar um pouquinho academia…

13:00 – almoço

Entre o almoço e o game drive da tarde: tempo para programação livre.

16:00 – todos se encontram no lobby para um lanchinho antes da saída para o segundo game drive do dia

18:30 – parada para drinks na savana e para vermos o por do sol

19:30 – retorno ao hotel

20:30 – jantar

Em resumo, ver bichos, comer, dormir e beber. Quer vida mais feliz que essa?

Todas as refeições do hotel eram maravilhosamente preparadas por um chef e o cardápio variava todo dia. A única coisa repetida que eu comi foi o Eggs Benedict, meu preferido da vida, que de tão delicioso que era eu não quis provar mais nada no café da manhã. O almoço é sempre algo leve com as seguintes opções: uma salada, um sanduíche, um peixe ou uma tábua de frios, e pode ser servido no restaurante do hotel ou no seu quarto. Nós almoçamos no quarto algumas vezes para aproveitar nossa piscininha particular!

A equipe do Chitwa Chitwa é muito cuidadosa e sempre prepara uma surpresa para o fim do dia. Das 4 noites que ficamos lá, tivemos vários jantares diferentes: um churrasco com vários pratos locais a céu aberto, um jantar a luz de velas no meio da savana e ao redor de uma fogueira, com tochas e tudo mais que você possa imaginar e dois jantares a luz de velas também debaixo das estrelas na varanda do lodge. Sempre delicioso e romântico!

Em um dos dias também tivemos uma parada para petiscos, drinks e cervejas artesanais no outro lado do lago que fica na frente do hotel na hora do por do sol, muito agradável.

Que a estrutura era top, acho que já convenci, mas e os bichos? Deu pra ver algum? Com certeza absoluta!!!

Nós vimos zilhões de bichos todos os dias. Acho que vimos todos os Big 5 todo santo dia! Zebras, girafas, búfalos, antílopes de muitas variedades, leões, rinocerontes, famílias de elefantes, hienas, porco espinho, vários pássaros incluindo abutres, coelhinhos, warthog (o Pumba), hipopótamos, coruja e até o raio do leopardo que é super difícil de ver, vimos infinitos: bebês, fêmeas, machos, andando no chão, em cima de árvore, comendo um antílope… foi overdose de bichos exóticos para ninguém botar defeito!

Os game drives eram feitos em carros abertos com um guia (que também era o motorista) e um tracker, que ficava numa cadeirinha na frente olhando as pegadas e ajudando o guia a achar os animais. Nosso guia foi o Andres, um cara muito doido e obcecado em achar os animais, proporcionando a melhor experiência possível para os turistas. Ele passava com o carro por cima de obstáculos, no meio do mato, por dentro de rio, onde quer que fosse necessário para você ter a melhor visão dos animais e não sossegava se não víssemos muitos bichos todos os dias.

Numa das noites, quando já estávamos voltando para o hotel para jantar, ele ouviu no rádio (os guias da região ficam se comunicando pelo rádio) que tinha um grande leopardo passando em determinado local. Ele perguntou se nós gostaríamos de ir atrás dele e todos toparam. Aí começou a busca no escuro pelo leopardo, só com a lanterna do nosso carro. E não é que encontramos? Ficamos um tempão seguindo ele e até demos de cara com uma leoa, que não estava muito feliz com a presença do leopardo por ali. Que experiência!

Na realidade, tivemos uma certa dificuldade de ver o leão (macho). A fêmea e os filhotinhos nós víamos direto, mas os leões tinham ido para uma outra região para uma disputa de território com outros leões (vida selvagem mode: ON). Eu estava já meio triste de não ter visto o rei da floresta e sua juba quando no último dia vimos apareceu um leão passando do outro lado do lago! O Andres veio gritando igual um doido e chamando a gente para subir no carro e lá fomos nós atrás do leão. Ficamos muito muito muito pertinho dele durante um tempão quando decidimos procurar outro bicho selvagem super difícil de ver: os cachorros selvagens (wild dogs). E não é que achamos não um mas uns 25 cachorros juntos? Quase que inacreditável ver os dogs se organizando para dar o bote nos antílopes, uma emoção que não dá para descrever.

Eu não sei nem explicar a sensação de estar tão perto de tantos animais fantásticos como aqueles. E o processo de procurá-los em seu habitat natural torna o encontro ainda mais emocionante. Dos Big 7, que incluem os exóticos e difíceis de se ver wild dogs e chita, ficou faltando só a chita para completar a lista. Que chato, vou ter que voltar!

Não tenho base para comparação porque esse foi o único safári que eu fiz até hoje (por enquanto, com certeza), mas não tenho dúvidas de que Sabi Sands é um lugar muito especial e que o Chitwa Chitwa (e em especial o Andres) nos tratou muito bem, tornando nossa experiência mais que inesquecível.

0 em África/ Trip tips/ Viagem no dia 08.06.2017

Cape Winelands: conhecendo as vinícolas da África do Sul

Para quem gosta de vinho, o passeio a Cape Winelands é parada obrigatória numa visita a Cape Town.

Como contei aqui, perto da Cidade do Cabo existem várias regiões vinícolas, sendo as mais conhecidas Constantia, Stellenbosh e Franschhoek. Essas duas últimas ficam a 1 hora da cidade e muita gente opta por se hospedar por lá ao invés de fazer um bate-e-volta de dia inteiro, e foi exatamente o nosso caso.

Nós realmente gostamos muito de enoturismo e desse tipo de programação dormir-comer-beber. Por isso, ficamos 4 noites em Stellenbosch aproveitando a região que é linda e com uma grande oferta de bons restaurantes e vinhos (isso eu nem precisava dizer né).

 

Onde se hospedar

A oferta de acomodação tanto em Stellenbosch quanto em Franschhoek é enorme e agrada todos os gostos e bolsos. A grande maioria das pousadas são das próprias vinícolas e costumam ter poucos quartos.

Nos hospedamos em 2 pousadinhas bem legais: Delaire Graff e Jordan.

Delaire Graff Estate

Sem dúvida, a mais chique e mais incrível pousada de Stellenbosch. Fica de frente para as montanhas em um vale rodeado de parreiras, com uma vista de tirar o fôlego.

São somente 10 lodges, todos enormes e muitíssimo bem equipados com tudo que você pode imaginar de mimo: uma mini cozinha com máquina de Nespresso, chás e sucos, uma sala enorme, um quarto com uma cama maravilhosa, um banheiro com banheira, closet e uma varanda com piscina particular. Todas as bebidas e comidinhas que tem no quarto e no frigobar estão incluídas na diária e podem ser consumidas à vontade. Além disso, fomos recebidos com uma garrafa de vinho branco da própria Delaire.

A diferença entre os quartos é a vista e o tamanho: nós ficamos no Deluxe Garden Lodge, o mais simples da Delaire, e era um sonho. O quarto da categoria superior era igualzinho mas tinha uma vista absurda para o vale – infelizmente estavam todos reservados e eu não tive nem a opção de ter um surto e topar pagar um pouco mais por ele. Vou ter que voltar!

O nível de serviço é uma coisa absurda. Você tem um mordomo pra te servir a qualquer hora do dia e ele entra pela porta da cozinha e sai por ali mesmo, sem te incomodar em nada. Eles se colocam à disposição para tudo, inclusive para vir fazer o seu Nespresso (oi? Mas não é só apertar um botão que o café fica pronto?). Além disso, arrumam o quarto 2 vezes por dia e repõem as bebidas e snacks do quarto. É mimo para ninguém colocar defeito.

Se os lodges já são um sonho, a piscina da Delaire é algo de outro mundo. Ela fica ao lado do Spa, de frente para o vale, e tem uma jacuzzi quentinha dentro. A localização é perfeita para assistir o por do sol, um dos mais bonitos que já vi na vida. Perto da hora do sol se por, o hotel oferece drinks e canapés para os hóspedes (sem custo adicional), deixando o espetáculo ainda mais prazeroso.  

Para quem não está hospedado na Delaire, é possível reservar uma massagem ou tratamento no Spa e aproveitar um pouco da piscina, almoçar ou jantar em um dos dois restaurantes do hotel, além de conhecer a vinícola. Aliás, a Delaire é uma das vinícolas mais visitadas da região, com vinhos bem bacanas. O Delaire Graff Restaurant foi um dos meus preferidos e vou contar um pouco mais dele daqui a pouco.

Claro que por ser tão exclusivo, a diária não é nada barata (clique aqui para verificar os preços atualizados), mas para o que o hotel oferece achei que valeu muito a pena. Realmente foi uma experiência inesquecível.

Jordan Wines

Nossa segunda parada em Stellenbosch foi na Jordan Wines, uma pousadinha super fofa que fica dentro das vinícolas Jordan.

São poucos quartos que, apesar de mais simples que os da Delaire, eram muito aconchegantes. A pousada fica ao lado da estrutura principal da vinícola onde existe uma Bakery, o restaurante Jordan, super famoso na região, e a parte de degustação. O café da manhã é servido na Bakery, de frente para um laguinho muito simpático, e tudo do cardápio é delicioso (por isso estava sempre cheio!).

Aproveitamos para fazer um tour na parte de produção dos vinhos e também um passeio de 4×4 pela propriedade, em que nos explicaram tudo sobre a cultura das uvas, do solo, da insolação, da posição do terreno para se ter um determinado resultado no vinho… muito legal! E a parte mais legal desse passeio é que você vai parando pelo caminho e experimentando os vinhos! Uhmmm

Aliás, os vinhos da Jordan nos surpreenderam. Experimentamos todos que eles tinham pra degustação (e pq não? Era só andar até o quarto mesmo!) e gostamos tanto de alguns que compramos algumas garrafas para trazer para casa.

Adoramos nossa estadia na Jordan e achamos o custo benefício excelente!

Terraço da The Bakery

Tour de 4×4

Jordan Suites

Varandinha do quarto

Os melhores restaurantes

Os restaurantes da região que fomos e achamos mais imperdíveis foram:

 

Delaire Graff Restaurant

Talvez seja o restaurante mais famoso da região e não é à toa. Lembra que eu falei que a Delaire tinha uma vista linda? Então, o restaurante também tem essa vista, além de um cardápio recheado de boas opções de pratos. A apresentação dos pratos é impecável e tudo que comemos estava magnífico.

Demos a sorte de o dia estar lindo e ensolarado, o que nos permitiu almoçar em uma das mesas do jardim de frente para as montanhas. Incrível!

O Delaire Graff Restaurant é super concorrido então é fundamental reservar com alguma antecedência.

Depois do almoço, fomos para a parte de degustação da vinícola, ao lado do restaurante. Para quem não conseguir reservar o restaurante ou quiser beliscar ao invés de almoçar, nessa parte são servidos alguns snacks para acompanhar a degustação.

Leeu Estates

A Leeu Estates fica em Franschhoek, a uma meia hora de onde estávamos hospedados.

Ao chegar na propriedade, fomos direto para a degustação dos vinhos Mullineux & Leeu. A sala de degustação já mostra o nível do que iríamos experimentar ali: a decoração era linda e imponente, com a exposição das garrafas ao lado de potes com exemplo de solo onde as uvas daquele vinho foram cultivadas e um sommelier muitíssimo simpático que foi nos contando toda a história da Mullineux e explicando cada vinho.

Que surpresa boa! Todos os vinhos que provamos eram incríveis (os melhores que bebemos na África do Sul!). A Mullineux é super renomada e não pára de ganhar prêmios. Andrea Mullineux ganhou recentemente o prêmio de melhor wine maker do mundo, sendo a primeira mulher a ser consagrada com o título.

A produção de cada tipo de vinho por safra é pequena e por isso são super concorridos. Muitos dos vinhos que degustamos já estavam esgotados para venda. Na verdade, muitos dos vinhos esgotam antes de serem lançados, olha que loucura! Dos que estavam disponíveis, compramos todos! São realmente muito diferenciados e tem um preço muito justo.

O vinho que mais gostamos foi o Mullineux Syrah 2014, um vinho que ficou em décimo lugar na lista européia do Decanter como melhor substituto para o Chateauneuf du Pape. Não é pouca coisa não!

Para visitar a Mullineux & Leeu, é preciso reservar. Diferentemente de outras vinícolas em que era só chegar e entrar, o acesso à Leeu Estates só é autorizado com hora marcada.

Mullineux & Leeu Family Wines (www.mlfwines.com)

The Wine Studio – tastings@mlfwines.com

Vale muito a pena ir até lá conhecer esses vinhos tão deliciosos! O problema é a pena que dá de beber essas garrafas tão incríveis e limitadas que trouxemos para casa!

Depois, fomos almoçar no The Conservatory, um restaurante lindinho de frente para um jardim dentro da propriedade. O restaurante é a la carte com pratos de culinária francesa.

Olha como os pratos eram lindos! E também estavam deliciosos.

 

Aproveitamos para pedir uma garrafa de vinho Mullineux, afinal, era só ali mesmo que eu teria essa oportunidade. Nós adoramos o almoço e recomendamos muito.

Além desse, ainda existem mais 2 restaurantes, o The Dining Room e o The Garden Room, sendo o primeiro o mais conhecido.

A Leeu Estates também oferece acomodação. Na verdade, são 3 pousadas dentro da propriedade: Leeu Estates, Leeu House e Le Quartier Français. Todas são muito bem avaliadas e acho que podem ser uma ótima opção de hospedagem em Franschhoek.

 

Grande Provence

Também em Franschhoek, a Grande Provence é uma outra excelente opção de vinícola para degustação e restaurante. Chegamos lá no fim da tarde e sentamos no jardim para degustar os vinhos e esperar a hora do jantar. Aliás, nós exageramos na parte de degustação: cada um pediu um tipo diferente com 4 ou 5 vinhos e no fim saímos trocando as pernas.

O estado da pessoa era esse:

Por aqui foi o dia todo assim 🍷 . . . #futitrips #futinaafrica

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A propriedade é enorme e o jardim é super agradável. É possível comprar uma tábua de frios ou uma cesta de picnic, uma garrafa de vinho e ficar jogado na grama vendo a vida passar. Amamos o clima da Grande Provence, que apesar de ser uma vinícola chique era ao mesmo tempo leve e relaxada.

O restaurante Grande Provence é super conhecido na região e funciona em esquema de menu (entrada, prato principal e sobremesa, sendo que no jantar ainda tem um prato intermediário), com influência francesa. A refeição pode ser acompanhada de uma boa garrafa ou de harmonização de vinhos – infelizmente eu já tinha me exaltado na degustação antes do jantar e não consegui experimentar a harmonização.

Todos o pratos eram super bem apresentados, sem dizer de como eram gostosos. Era daquele tipo de menu com muitos sabores diferentes e que cada um dos pratos era uma experiência diferente. Achamos o menu bem completo e com opções suficientes para agradar todo mundo.

Olha a produção dos pratos!

Nós amamos o restaurante Grande Provence e arrisco dizer que foi o jantar mais impressionante em que tivemos na África do Sul.

Para quem aprecia boa culinária e excelentes vinhos, a visita a Stellenbosch e Franschhoek não pode ficar fora do roteiro. Mesmo que seja em um passeio rápido, a região tem muitas vinícolas e restaurantes que merecem a visita.